História Simply happens - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Ação, Amizade, Amor, Aventura, Conflitos, Drama, Morte, Namoro, Praia, Romance
Visualizações 21
Palavras 1.167
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Survival
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - Capítulo 2


Você tentou se comunicar com o aeroporto? Eu apaguei por muito tempo? Você sabe onde nós estamos?? — Comecei a entrar em pânico.

 

Tentei, o sistema foi destruído na queda, segundo meu relógio faz duas horas que eu estou aqui sozinho, eu olhei uns mapas e parece que estamos em alguma ilha no meio do nada. — Ele respondeu, vendo que sua resposta não havia ajudado a me acalmar, segurou minhas mãos e olhou fundo nos meus olhos, de um jeito que eu só havia visto uma vez.

 

Flashback on:

 

(No começo do ano)

Sabe aquele momento que você está viajando na aula, então, essa sou eu, primeira aula do dia, filosofia, sou de exatas e estava com mil pensamentos em minha cabeça, quando ouço o sinal tocar, me preparo para sair da sala, levanto e então um indivíduo faz cócegas em mim.

 

Ei! Para com isso! — Disse a ele, seu nome era Arthur, seu apelido era Arty. E continuei andando, então outro indivíduo faz a mesma coisa, só que dessa vez eu fico sem reação, era ele, o motivo da minha mente possuir tantos pensamentos, Thiago. Dessa vez só gargalhei mesmo. Então Arty se aproximou de novo e disse:

 

Ele você deixa né? — E me encarou com aquela cara maliciosa.

 

É complicado.... — Respondi.

 

Você sabe porque ele não fica com você né? — Quando ele disse isso eu travei.

 

Ele sabe que eu gosto dele? — Arrisquei perguntar.

 

Todo mundo sabe Isa, só o jeito que você olha para ele já te entrega, e ele só não fica com você por causa do Zé, é aquela coisa, amigos antes de minas. — Ele disse e seguiu em direção a escada indo de encontro ao Thiago. — Não é verdade cara? Amigos antes de minas?

 

É claro. — Thiago respondeu rindo.

 

Permaneci estática, até que lembrei que tinha aula, não conseguia acreditar que ele sabia, precisava perguntar para ter certeza, e ainda tinha o lance do Zé, mas não é culpa minha, ele gosta de mim, mas infelizmente eu não sinto nada por ele, será que ele falou alguma coisa para o Thiago? Maravilha, agora que eu não consigo me concentrar mesmo!

Chegou a hora do intervalo, eu estava no corredor, no lugar onde eu sempre ficava, e hoje ele estava do meu lado, mexendo no celular, olhando fixamente para a tela, olhei para a frente e vi a Maju fazendo sinal para que eu falasse com ele, éramos muito amigas e ela sabia de tudo, demorei alguns minutos para tomar coragem, mas falei.

 

Ei, posso te interromper? — Disse, ele olhou para mim de relance e logo voltou a olhar fixamente para o aparelho em suas mãos.

 

Claro — respondeu

 

Eu queria saber se o que o Arty disse é verdade, sobre você saber o que eu sinto e o problema ser o Zé ou se o problema sou eu sei lá... — no momento que eu estava falando tocou o sinal, ele me encarou por alguns segundos antes de voltar a encarar o celular e só então me responder.

 

Tenho meus motivos. — Respondeu friamente. 

 

Entendi...— disse e entrei na sala, avistando Andrey logo em seguida, o mesmo percebeu como eu estava péssima e já veio me oferecer um abraço.

 

Deu merda né? — Perguntou durante o abraço.

 

Muito merda...— respondi com a voz engasgada. Me soltei de seu abraço e sentei em meu lugar, que era ao seu lado, não demorou muito e levantei, ele me olhou.

 

Tá tudo bem??— perguntou, a preocupação evidente em sua voz.

 

Não — e com isso sai da sala, precisava relaxar antes que o professor chegasse. Quando voltei, o resto do meu grupo de amigos descobriu o ocorrido, o que só fez eu me sentir pior pelo resto do dia.

 

No dia seguinte, como sentávamos todos próximos, um clima tenso se instalou, culpa minha é claro, a garota desesperada, que se precipitou. Conversei com meus amigos, muitos tentavam me animar, mas eu não estava legal, nunca fui de lidar bem com rejeição, então durante a última aula, um grupo estava apresentando um trabalho, a sala estava escura, estavam todos conversando baixo, tentando passar despercebidos. Então Arthur coloca sua cadeira ao lado da minha e começamos a conversar.

 

Eai Isa, tudo bem? — Perguntou próximo ao meu ouvido para a professora não perceber.

 

Tamo aí né...— respondi. Ele percebeu que havia algo errado comigo, e ele sabia o que era.

 

Sabe Isa, você já pensou que talvez você tenha se apressado demais em falar com ele? Quer dizer, você deixou ele confuso e tal — disse com os olhos focados em mim.

 

Eu sei, mas fiquei nervosa e não pensei direito, ainda mais depois do que você me disse ontem...apesar de tudo eu queria falar com ele, tá um clima estranho entre nós sabe, é complicado... — disse tristemente.

 

Fica tranquila Isa, eu falei com ele hoje sobre isso, e ele disse que vai falar com você no fim da aula. — Pensei: pelo menos ele não vai me ignorar né, podia ser pior.

 

Continuamos conversando por um tempo. Quando faltavam 10 minutos para o fim da aula todos começaram a levantar e arrumar seus materiais, com uma exceção, Thiago permaneceu sentado em sua cadeira. Até que o sinal, finalmente, toca, avisando o fim da aula.

 

Vamos? — Perguntei para ele, gesticulando com a cabeça em direção a porta. Ele olhou para mim e deu duas batidinhas na cadeira ao seu lado indicando o local para que eu sentasse, e assim o fiz.

 

Você quer conversar lá fora ou aqui dentro mesmo? — Perguntou.

 

Tanto faz. — Não ia mudar nada mesmo...— vamos ficar aqui, não posso demorar muito.

 

Então, eu sei que falei merda...— ia começar a falar quando fui interrompida.

 

Deixa eu falar. Primeiramente eu queria pedir desculpas, eu fui grosso, nem olhei para você quando você tentou falar comigo. — Disse calmamente.

 

É. Foi meio chato, você não tirava os olhos do celular...— respondi.

 

Olha, você é a segunda garota que eu já conheci com quem eu consegui ter liberdade para falar de alguns assuntos...— realmente, nossa amizade era a base de zoaçoes — e eu não quero estragar isso. — E com essa frase ele olhou fundo nos meus olhos.

 

Eu entendo, eu peço desculpas também, agi por impulso, eu não pensei em tudo que podia acontecer...— respondi com um fio de voz.

 

Você quer falar mais alguma coisa? — Como se eu tivesse alguma coisa para falar depois dessa...

 

Eu só quero que esse clima tenso passe, somos amigos, e as coisas não estão legais assim, desculpa mesmo, agi pela emoção...— respondi fitando a parede em minha frente.

 

Tudo bem. Vamos? — Perguntou mencionando levantar.

 

Vamos. — E com isso saímos da sala.

 

Caminhamos lado a lado pelos corredores até a saída, nos despedimos e cada um seguiu seu caminho. Fiquei me sentindo mal, enquanto caminhava até o carro, mas acho que foi melhor assim, não quero acabar com nossa amizade sem motivo.

 

No dia seguinte, tudo voltou ao normal, como se nada tivesse acontecido, exceto por uns amigos que ainda me zoavam, mas isso é normal né.

 

Flashback off:



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