História Simply, I love you. - Capítulo 87


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Hentai, Originais, Romance
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Palavras 2.540
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Hentai, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 87 - Baixa autoestima


Fanfic / Fanfiction Simply, I love you. - Capítulo 87 - Baixa autoestima

[...] tapa no braço e uma mordida forte no lábio.  [...]

Após terem aterrissado e ido para casa, Ethan e Natasha ainda falavam sobre os acontecimentos mais divertidos da festa e sobre o que fariam a respeito de Naya. Ele abriu a porta e assim que entraram se depararam com Susan sentada no sofá da sala, com os pés em um pufe, atacando um pote de sorvete e assistindo “Um lugar chamado Notting Hill”. Natasha olhou para o relógio em seu pulso e não era nem meio dia, ou seja, sua mãe ainda deveria estar no escritório de advocacia uma hora dessas:
- Mãe? – Ela chamou.
- Hmm? – Susan ergueu o pescoço olhando para trás – Oh! Meus amores vocês voltaram – Largou o pote de sorvete em cima do sofá e levantou.
Os dois irmãos estavam de boca aberta com as roupas e a aparência da mãe, um pijama que a cobria dos pés ao pescoço, um roupão por cima, cheia de bobs na cabeça e para completar uma bandana tentava em vão cobri- los. Nunca em toda sua existência haviam visto Susan daquele jeito, e o pior, ela parecia esgotada:
- M- mãe? – Ethan gaguejou quando a mulher os puxou para lhes dar um abraço.
- Então como foi à viagem?
- Muito legal – Ele respondeu ainda olhando sua mãe como se ela fosse um animal assustador.
- Mãe o que faz aqui em casa uma hora dessas? Não devia está no escritório?
- É, mas eu pedi uns dias de folga, estou trabalhando muito, precisava de um descanso.
- E é assim que aproveita o tempo? Atacando um pote de sorvete e assistindo um filme de romance?
- Oh! Faz tempo que não tiro um tempo para mim, e sabe o quanto amo Hugh Grant, e bom... É uma bela história de amor, ele encontra a mulher da sua vida e faz de tudo para ficar com ela, mesmo com a grande diferença entre seus mundos.
- Cadê o papai? – Ethan perguntou.
- Hmm na agência – Sua resposta saiu desanimada, mas ela tentou esconder fingindo não estar triste. Ela se virou e voltou para o sofá.
Os dois se entreolharam sabendo que tinha algo errado. Eles se aproximaram:
- Mãe tem alguma coisa errada? – Nat perguntou.
- Não, por quê? – Pegou uma colherada do seu sorvete.
- Porque você nunca toma sorvete antes do almoço. É a sua sobremesa, sempre foi. – Ethan respondeu.
- Ah às vezes é bom mudar – Se afundou mais no sofá – Crianças vocês acabaram de voltar de viagem devem estar cansados e todos sujos, por que não vão lá para cima tomar banho e descansar um pouco? Eu chamo quando o almoço estiver pronto.
- A- ah tá – Responderam e com relutância saíram da sala para subirem para seus quartos.
Ao meio dia Susan chamou seus filhos para almoçar. Taylor havia chegado e estava sentado junto à mesa esperando os dois:
- Paizinho – Natasha correu com os braços abertos ate seu pai que o abraçou bem apertado como de costume.
- Como você estar princesa? – Beijou sua testa.
- Muito bem e você?
- Melhor agora com vocês. E você campeão, gostou da folga?
- Poderiam ter sido mais longas – Abraçou seu pai e sentou ao seu lado.
Susan que esboçava um sorrisinho amarelado ainda estava com a mesma roupa de mais cedo, o que só aumentava a preocupação dos dois. Ela sempre fora tão vaidosa, não gostava de Taylor a visse desarrumada. Os irmãos não paravam de se olhar.
Quando o jantar acabou Susan foi a primeira a se retirar para o quarto, e os três ficaram, precisavam saber o que estava acontecendo com sua mãe:
- Pai o que houve? Por que a mamãe está daquele jeito? – Ethan perguntou apontando para o andar de cima.
- Eu não sei, tem mais ou menos uns três dias que ela está assim, anda de pijama pela casa, toma quase todo o sorvete e passa o dia todo assistindo filmes de drama.
- E por quê? – Natasha perguntou.
- Ela está assim desde que encontramos minha namorada do colégio no restaurante.
- A Katrina? – Ethan arregalou os olhos.
- Não, claro que não, se fosse ela sua mãe não estaria desse jeito, mas sim espumando de raiva.
- Então quem? – Os dois perguntaram.
- O nome dela é Allison King. Namoramos por alguns meses no ensino médio, mas depois decidimos procurar outras pessoas, e foi na época em que conheci a Katrina.
- E por que a mamãe ficaria assim só porque viu sua ex-namorada? – Ethan indagou.
- Eu não sei, nós conversamos por alguns minutos, eu as apresentei e no fim ainda ganhei um tapa na cabeça.
- Hmm! Acho que já entendi – Nat falou batendo o indicador sobre os lábios – Eu vou falar com ela – Se afastou deles e subiu as escadas pegando o corredor ate a última porta. Bateu duas vezes e quando a voz feminina do outro lado pediu para entrar, ela assim fez – Mãe?
- Oi querida – Susan estava sentada de frente para sua penteadeira tirando os bobs dos cabelos, havia se livrado do roupão agora só faltava o pijama.
- Podemos conversar?
- Claro – Tirou o último bob e virou na cadeira ficando de frente para a filha que sentou na beirada da cama.
- O que está acontecendo com você?
- Como assim?
- Você está para baixo, se veste como uma pessoa que está em depressão amorosa profunda, sinceramente em toda a minha vida eu jamais vi você usando esse pijama, muito menos vestida como uma dona de casa desprezada. O que há mãe? Papai disse que você está assim desde que viram a ex-namorada dele.
- Ah – Susan torceu a boca olhando para o lado.
- Fala comigo. Eu sou mulher, posso entender o que está sentindo, mas só se resolver confiar em mim e me contar.
- Hunf – Respirou fundo e disse – Eu me senti mal quando a vi. Sabe quando nos conhecemos, Taylor havia me contado sobre todas as suas namoradas, e Allison foi uma delas, não foi tão importante quanto a Katrina, mas eu não gostei de encontra- La.
- Ficou com ciúmes?
- Um pouco, mas o que incomodou é como o seu pai ficou todo bobo conversando com ela. Cheio de sorrisinhos, e relembrando os tempos de colégio, e...Você precisava ver como ela está linda, e tem quatro filhos, mas se a ver nunca adivinharia. Ainda continua com o corpo de adolescente.
- Ah! Para com isso mãe, você é linda. E eu juro que vou me irritar se disser que está gorda, porque você sempre foi magra das pernas grossas, isso é o que o papai diz, e se apaixonou por você.
- Mas eu me senti aquela garota de anos atrás que derrubou refrigerante no cara mais lindo do mundo tentando subir no palco para abraçar o vocalista da banda. É como se nada tivesse mudado, enquanto que a Alisson cresceu, evoluiu e virou uma mulher linda, importante.
- E por que acha que você também não é tudo isso? Mãe você é belíssima, chama a atenção de muitos homens, pergunte ao papai ele fica furioso quando saem para jantar. E você tem uma carreira de sucesso, é uma advogada reconhecida e muito talentosa. Eu tenho certeza de que está melhor que essa tal de Alisson.
- Não, mas ela está bonita, e o jeito como seu pai ficou todo vermelho e parecendo um idiota na frente dela me magoou.
- Ele é um homem mãe, mas isso não quer dizer que estivesse interessado nela ou algo do tipo. Papai é um cavalheiro, ele apenas conversou com uma velha conhecida que não via há anos, não tem porque ficar assim, você é a esposa e ela apenas uma garota que fez parte do passado – Natasha levantou da cama para sentar ao lado de Susan. Passou seu braço ao redor dela e com a outra mão tocou a dela – Eu sei como se sente mãe, acredite em mim. Está se sentindo para baixo porque acha que todos mudaram exceto você, ver a ex-namorada do papai só te confirmou isso, você está vulnerável e insegura.
- Sim, é exatamente isso.
- E por causa disso ate imaginou como seria se o papai tivesse ficado com ela e não com você.
- Sim – Escutava atentamente o que a filha dizia.
- Ele é o seu porto seguro e de repente imaginar fora da sua vida simplesmente a desolou.
- Sim, isso mesmo. Taylor é o homem da minha vida, eu não poderia cogitar outro para ser meu marido e pai dos meus filhos. Só que vê eles dois conversando com tanta intimidade me fez olhar para trás e notar que muita coisa não mudou.
- Mãe isso é besteira. Você sabe muito bem que tudo mudou, você saiu da sua casa, do seu país para se casar com um homem que morava em outro, se manteve firme com seu sonho de se tornar advogada, se tornou mãe e fez tudo isso com maestria, você assumiu varias funções ao longo dos anos. Como pode pensar que nada mudou?
- É eu sei – Cruzou as mãos sobre seu colo.
- Olha eu sei que é difícil agora tentar enxergar pelo meu ponto de vista, mas saiba que isso vai passar, você tem uma família que a ama muito e que irá ajuda- La em tudo – Beijou seu rosto.
- Obrigada querida. Eu amo vocês também – Segurou o rosto de sua filha lhe dando um beijo em cada bochecha – Minha bonequinha.
- Agora tire esse pijama horroroso e coloque aquele seu belo vestido de seda para dormir, você tem um homem muito gato e apaixonado esperando para subir e encontrar a linda esposa.
- Há! Há! Há! Tudo bem – Passou as mãos sobre o rosto e segurou os botões da camisa para abri- los.
- Boa noite mãe – Ficou de pé.
- Boa noite meu amor – Respondeu com um sorriso.
Natasha saiu do quarto e assoviou ao longo do corredor ate chegar ao seu próprio quarto avisando que eles podiam subir.
Como de costume Taylor e Susan foram os primeiros a acordar e estavam sentados junto a mesa esperando seus filhos descerem para tomar café. Nesta manhã Susan resolveu se vestir melhor, largando de mão o pijama e o roupão, optando por um vestido longo que dava mais destaque ao seu corpo. Taylor segurou a mão dela sobre a mesa:
- Fico feliz que esteja se sentindo melhor hoje
- Sim, eu só estava um pouco angustiada, me desculpe.
- Não se preocupe com isso. Me sinto bem só de saber que está feliz.
- Você é maravilhoso – Sorriu olhando para suas mãos entrelaçadas – Amor eu posso fazer uma pergunta?
- Claro
- Acha que eu mudei muito desde a época em que nos conhecemos?
- Mudar? Não, você continua exatamente igual, mesmo corpo, mesmo cabelo, mesmos hábitos, não mudou quase nada – Sorriu todo apaixonado.
Ela deixou os ombros caírem e fez cara de choro, soltando sua mão da dele:
- Eu não acredito que disse isso – Falou já chorando. Pegou o guardanapo em seu colo e atirou nele quando levantou da cadeira e saiu correndo na direção do seu quarto.
- Mas... O que eu disse? – Ficou totalmente perdido.
- Bom dia mãe – Ethan e Natasha cumprimentaram quando desciam a escada.
- Mãe? – Nat olhou Susan passar correndo por eles com a costa da mão sob o nariz e o rosto encharcado.
- Mas o que houve? – Ethan olhou para cima sem entender.
- Pai. O que aconteceu? Por que ela estava chorando?
- Eu não sei – Taylor apareceu no pé da escada – Ela me perguntou se havia mudado muito desde a nossa juventude, e eu disse que não, que ela ainda continuava a mesma. Eu pensei que ela fosse ficar alegre com o comentário, mas começou a chorar.
- Oh! Merda! Agora foi tudo por água abaixo. Você não podia ter dito isso – Natasha falou com raiva subindo as escadas para ir atrás de sua mãe.
- Mas eu... – Ele abriu os braços, ainda mais confuso – O que diabos aconteceu aqui?
- Você tem duas mulheres furiosas
- Eu não pensei que sua mãe fosse reagir daquele jeito. Ela sempre se preocupou muito com a aparência e dizer que não havia mudado nada, e que continuava com o rosto de menina seria um motivo para ela se sentir bem, porque realmente Susan continua muito jovem, mais linda ainda do que quando nos conhecemos.
- Hunf – Ethan suspirou balançando a cabeça enquanto descia o restante da escada – Vem pai, eu vou te explicar o que está acontecendo. Meu conselho é que por hipótese nenhuma fique aqui hoje, vá para a agência e deixe que as coisas se acalmem aqui.

Após terminar seu horário de trabalho pelo turno da tarde, Natasha pegou o elevador para o térreo. Ao sair tratou de procurar a chave do seu carro dentro da bolsa. Passou o cartão de identificação na catraca e saiu. As portas se abriram e a primeira coisa que viu foi aquele belo homem recostado em seu carro com as mãos nos bolsos e uma perna na frente da outra. Mostrava aquele seu sorriso brilhante, e podia jurar que estava com seu olhar de matador por debaixo dos óculos:
- A moça aceita uma carona?
- Eu adoraria – Ela respondeu cheia de sorrisos. Caminhou em direção a ele, mas acabou correndo jogando- se em seus braços – Meu amor.
- Senti sua falta – Passou os braços em volta dela.
- Eu também senti. Devia ter dito que viria – Ficou da ponta dos pés dando um beijinho no queixo dele. Estava admirando- o e se perguntando como John podia ficar ainda mais bonito com aqueles óculos. Era uma tortura.
- Queria fazer uma surpresa para minha garota. – Lhe deu um rápido selinho – Você quer dar uma volta comigo? Pensei em irmos ate o Central Park.
- Parece uma ótima ideia – Tirou os óculos do rosto dele e pôs no seu.
- Há! Há! Ficou melhor em você – Abaixou seu rosto para tocar os lábios dela.
- Você fica lindo com qualquer coisa – Jogou seus braços por trás do pescoço dele.
- Ate mesmo sem nada? – Perguntou com aquela voz rouca perto do ouvido dela.
- Principalmente sem nada – Respondeu manhosa.
- Nós podemos resolver isso mais tarde
- Hmmm! Eu acho que ia adorar – Jogou a cabeça para trás sentindo seu cabelo cobrir as mãos dele sobre sua costa – Mas eu preciso ir para casa hoje a noite, tenho que resolver um problema.
- Aah! Sério? Duas noites dormindo sem você, quer me matar de angustia?
- Há! Há! É claro que não, é só hoje, eu prometo, amanhã eu vou para o seu apartamento, combinado?
- Se eu disser que não você reconsidera em ir hoje?
- Não, sinto muito
- Hunf! Se não tenho outra opção, então tudo bem. Amanhã.
- Amanhã – Confirmou. Puxou seu rosto e o beijou.   
- Vamos? – Perguntou com um sorrisinho.
- Sim
Ele se afastou abrindo a porta do carro para ela entrar. Deu a volta no carro para entrar no lado do motorista, e então seguiram para o Central Park.

 

Continua...



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