História Sinceramente, Lauren - Camren G!p - Capítulo 12


Escrita por: e okokalright29

Postado
Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony
Personagens Camila Cabello, Lauren Jauregui
Tags Camren, Camren G!p, Dinah G!p, Lauren G!p
Visualizações 1.740
Palavras 1.442
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yuri (Lésbica)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 12 - Tell Me Why


Lauren

Que diabos foi aquilo?

Eu não conseguia tirar da cabeça a última coisa que Camila disse, nem conseguia deixar de lembrar a sensação de ter sua boca contra a minha, seu corpo contra o meu na festa de ontem. Isso significava muito, considerando que eu estava irritada com duas coisas agora.

Suspirando, limpei o resto do vômito de Tina do carro e abri a mensagem de texto que ela tinha acabado de enviar:

Eu não sabia que estava tão bêbada… 
Desculpa por ter sujado o seu carro… 
Mas eu estava falando sério quando disse 
que queria começar fazendo sexo anal. Me 
liga qd receber esta msg.

Que saco! Coloquei o celular no bolso e voltei a pensar em ontem à noite.

Assim que vi Camila com aquele vestido vermelho, não consegui me concentrar em mais nada. Nem mesmo em Tina. E eu tentei. Muito.

Fiz meu melhor para parecer interessada na conversa sem graça e extremamente sexualizada de Tina, para parecer excitada quando ela, de forma nada sutil, me mostrou a cor da calcinha fio dental que estava usando. Porém, independentemente de quantas vezes ela dissesse que queria cavalgar no meu pau mais tarde, eu só conseguia pensar em Camila e em quanto queria estar com ela.

Depois teve o momento em que nós duas dançamos, no fim da noite, e nada daquilo parecia lúdico ou inocente como das outras vezes. Eu sabia que Camila também tinha percebido a diferença; ela jamais havia enrubescido na minha frente antes e definitivamente não havia me tocado da forma como me tocou.

Fui algumas vezes ver como ela estava depois que dormiu em meu quarto e, quando percebi que ela tinha rolado para fora da cama e se deitado no chão, tive que fazê-la acordar. Segurei uma toalha úmida sob sua cabeça enquanto ela me xingava em voz baixinha e a fiz beber uma garrafa de água com aspirina. Depois, esperei até que voltasse a dormir. Francamente, eu estava mais do que tentada a passar o restante da noite com Camila para ter certeza de que ela ficaria bem, mas Tina me encontrou e já estava implorando para que eu a levasse para casa para trepar. 

Talvez o fato de Tina ter vomitado em todo o meu carro tenha sido algo bom…

Ainda pensativa, atravessei a garagem e destranquei a porta do quintal dos fundos. E ali dei de cara com o outro motivo pelo qual estava puta.

Havia copos vermelhos e garrafas de cerveja por todos os cantos, e algumas pessoas haviam caído e dormido no tapete de plástico que formava o escorregador. A piscina de gelatina estava virada, camisetas brancas estavam penduradas em um varal improvisado e vários convidados haviam transformado os itens da casa em travesseiros.

Entrei, procurando Dinah para poder matá-la.

– Ei, como vai? – Ela sorriu, segurando uma frigideira, logo que entrei na cozinha.

– Está vendo todos aqueles copos vermelhos e aquelas garrafas de cerveja no meu quintal? – Deslizei o olhar pela casa. – E no chão aqui também?

– Não se preocupe com isso – tentou me tranquilizar. – A aula deve terminar em uma hora e aí vamos limpar tudo. Quer ovos?

– Não. – Peguei um pouco de suco de laranja na geladeira. – Os móveis voltam hoje também?

– Sim. – Ela virou os ovos. – Tudo deve estar arrumadinho antes das três da tarde. Talvez, depois que você vir tudo organizado outra vez, a gente possa fazer outra reunião de negócios para organizar a festa "ÉPICA: Parte Dois".

Olhei secamente para Dinah. Ela deu risada.

– É brincadeira, é brincadeira. Vi você sair da festa com Tina por volta das três da manhã. Como foram as coisas?

– Não foram – respondi. – Ela vomitou no meu carro assim que entramos na estrada.

– Ah… Bem, deixa eu adivinhar… Você ajudou a Tina a se limpar e tal quando chegou à casa dela?

– É claro que ajudei. – Virei os olhos. – Eu não sou uma cuzona como você. Como foi a sua noite?

– Aquela coisa… Já comi bocetas melhores, mas, mesmo assim, foi boa.

– Será que eu quero saber quem foi a pobre vítima?

– Não. A não ser que você prometa que não vai me julgar.

– Vou julgar, sim. – Dei risada e me distanciei. – Não sei o que você colocou nos shots com gelatina, mas, da próxima vez que quiser fazer uma festa "ÉPICA", talvez seja melhor repensar a ideia.

– ÉPICA com E maiúsculo, minha cara. – Ela abriu um sorriso. – E por que eu reconsideraria alguma coisa? Só porque uma pessoa passou mal?

– Porque todo mundo passou mal. – Apontei para a sala. – Ou você não percebeu que temos vinte colegas de quarto a mais esta manhã?

– Pode deixar. E, se mudar de ideia sobre a outra festa, não esqueça que estou disposta a mostrar o meu valor por volta das três da tarde ainda hoje.

Nem me preocupei em responder. Segui pelo corredor até meu quarto. Ao entrar, percebi que Camila se esforçava para se sentar.

– Espere. – Coloquei um travesseiro atrás de suas costas e a ajudei.

– Obrigada… – Ela olhou para mim. – Posso perguntar uma coisa?

– Claro.

– A gente realmente se beijou ontem à noite ou foi um pesadelo que eu tive?

– Sim, a gente realmente se beijou ontem à noite – respondi. – Mas, mesmo que isso não tivesse acontecido, seria mais como um sonho ardente para você, e não um pesadelo.

– Esqueça a minha pergunta…

Ela tentou girar para o lado, mas eu a segurei no lugar.

– Você se lembra de alguma coisa do que aconteceu ontem à noite?

– O que você quer dizer com "alguma coisa do que aconteceu"? – Camila parecia aterrorizada. – A gente fez algo além de se beijar?

– Não… – respondi, sem saber ao certo o que sentia ao perceber que ela não lembrava. – Quer passar o resto do dia aqui ou quer que eu leve você para casa?

– Para ser sincera, não consigo sentir minhas pernas ainda… – gemeu enquanto me passava seu celular. – Mande uma mensagem para o Chris e pergunte se podemos cancelar hoje à noite e sair amanhã, por favor. A ressaca está forte demais…

– Ter uma ressaca significa não ser capaz de enviar uma mensagem de texto?

– Eu já enviei mensagens para as suas namoradas em outras ocasiões e nunca reclamei.

Ela me olhou feio enquanto me passava o telefone.

Abri o aplicativo e percebi que Chris havia enviado um monte de mensagens desde ontem à noite.

– Você tem certeza de que esse cara não é a versão masculina da Emily? Ele enviou uma maldita mensagem de texto por hora desde ontem. Seria melhor você ler essas mensagens antes, não?

Ela se arrastou até a beirada da cama, sorriu e me olhou.

– Leia para mim.

– Você me deve um sábado de ressaca na sua casa. Com café da manhã incluso.

– Fechado.

Abri a primeira mensagem.

Mal posso esperar para ver você outra vez, meu amor.

– Vocês se conhecem há menos de duas semanas e ele já está chamando você de "meu amor"?!

– Apenas leia, estou dispensando os seus comentários indesejados. Obrigada.

Virei os olhos e abri a próxima mensagem.

Você é gostosa pra caralho, meu amor.

Ela sorriu.

Você é linda pra caralho, meu amor.

Ela sorriu outra vez.

Mal posso esperar para ver os seus…

Fiz uma pausa.

– Eu não vou ler o resto dessa mensagem, Camz.

– Por favor.

Estremeci, mas continuei:

Mal posso esperar para ver os seus seios 
perfeitos pra caralho e sentir essa sua 
boquinha gostosa e aveludada em volta do 
meu pau duro pra cacete… Não vejo a 
hora de devorar a sua boceta.

Enrubescendo, ela puxou o celular da minha mão.

– Eu não sabia que tinha mensagens de cunho sexual… Essas são privadas.

– É esse tipo de porcaria que deixa você com tesão, Mila? Mensagens privadas sobre boquinhas gostosas e aveludadas envolvendo paus duros pra cacete?

– Isso se chama "falar sacanagem".

– Isso se chama "tentativa de falar sacanagem"… Simplesmente não é assim que se faz.

– É exatamente assim. – Ela estreitou os olhos para mim, ficando tão bonita como ontem à noite. – Talvez, se você tivesse praticado com alguém além da sua infinidade de namoradas, seus relacionamentos tivessem durado mais.

Eu a encarei, notando que Camila mordiscava o lábio, percebendo que eu teria de encontrar uma forma de me manter longe dela por um tempo até descobrir por que ela estava me afetando tanto.

– Você vai continuar me encarando assim? – ela perguntou. – Nenhuma réplica sagaz? Nenhuma resposta irônica?

– Não…

– Bem, isso me deixa em choque.

Ela mordiscou outra vez o lábio e, para evitar que eu a puxasse e também a mordesse, peguei uma toalha no canto da cama.

– Vou tomar um banho. Conversaremos quando você não estiver mais falando sobre bocas gostosas e aveludadas em volta de paus duros…



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