História Sinceridade - Capítulo 2


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Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Eijirou Kirishima, Hizashi Yamada (Present Mic), Katsuki Bakugou, Mina Ashido
Tags Angst, Bnha, Kiribaku
Visualizações 41
Palavras 1.064
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - O sorriso


Kirishima chorava no duro chão de concreto, sua barriga doía por causa da explosão. Ele abraçava a si mesmo murmurando "Tudo vai ficar bem", ele olhou para seu machucado, estava vermelho e algumas partes estavam queimadas.

Kirishima com muita dificuldade de levantou se apoiando no parapeito do terraço, ele cambaleou até onde deveria estar a porta e desceu as escadas com uma forte dor a cada degrau.

Ele se apoiava em cada parede do corredor até entrar em seu quarto.

Ele se dirigiu ao banheiro e pegou um kit de primeiros socorros e álcool que tinha. Ele mergulhou o algodão no álcool e passou sobre a ferida, ardia, mas ele suportava por algo doer mais em seu peito.

Quando ele terminou pegou uma grande quantidade de esparadrapo e gaze para cobrir o ferimento.

Após isso ele se deitou-se em sua cama, era doloroso se mexer, mas o que isso importava não tinha alguém com que podia compartilhar essa dor.

Kirishima começou a chorar, abraçando seu dorso machucado. Por algum motivo ele pode dormir.

Quando ouviu o despertador tocar, ele  estendeu seu braço, sentindo uma fisgada de dor, para silenciar o despertador.

Kirishima foi para o banheiro, ele se olhou no espelho, encarando sua face de derrota. As raízes de seus cabelos estavam ficando pretos novamente, mas ele sentia que não tinha motivo para pintá-los novamente. Ele não era mais o antigo Kirishima.

Ele vestiu seu uniforme como normalmente, e olhou seu reflexo mais uma vez e disse a si mesmo:

— Relaxa e sorri, assim ninguém vai perceber nada.

Kirishima sorriu mostrando seus dentes pontudos, todavia não era o mesmo sorriso de sempre. Pelo menos todos sabiam que ele sorria, não perceberiam.

Bom, era isso o que Kirishima esperava.

Ele saiu de seu quarto olhando de um lado para o outro checando para não encontrar ninguém.

Kirishima andou de cabeça baixa, seus pés estavam arrastando ao chão.

Ele suspirava pesadamente e engolia em seco tenta do não chorar. De vez em quando ele massageava seu machucado tentando amenizar a dor.

Kirishima não queria ver ninguém apenas queria que o dia acabasse, porém parecia que a vida estava com raiva dele, ele acabou esbarrando em alguém.

— Ei caralho, olha por onde...

Kirishima olhou para cima encontrando os olhos vermelhos que emanam ódio. Era Bakugou que empurrou Kirishima, o mesmo caiu ao chão com o braço estendido tentando se proteger.

— O que você acha que está fazendo? — Gruniu Bakugou.

— Eu... eu não tava fazendo nada, só esbarrei em você sem querer.

— Sei, como foi "sem querer" me arrastar até o terraço e se declarar para mim?

— Eu não te arrastei. Você me seguiu, ainda mais eu não queria me declarar, eu tava sobre o efeito de uma individualidade.

— Com certeza — Bakugou disse em tom de ironia.

— Sério. Pergunta para a...

— Quer saber eu não ligo. Só me deixa em paz.

— Bakugou eu...

— Qual a parte do "me deixa em paz" você não entendeu?

Bakugou caminhou rapidamente pelo corredor, deixando Kirishima para trás, que chorava limpando suas lágrimas com as costas das mãos.

A caminhada de Kirishima tornou-se mais lenta. Ele quase parava, e cada vez que alguém olhava para Kirishima, o mesmo começava a andar mais rápido.

Ele finalmente chegou a sala. Não tinha ninguém isso deu liberdade para que Kirishima tirasse o sorriso falso de seu rosto.

Kirishima caminhou pela sala, ele olhava pelas janelas que deixavam muita luz natural entrar, porém algo prendeu sua atenção.

Um casal gay estava andando de mãos dadas. Ele imaginouz como muitas vezes, ele e Bakugou de mãos dadas e essa imagem foi como uma faca tivesse atingido seu peito. Kirishima lembrou que jamais poderia ser assim.

Quem ele ama o odeia, e a sociedade enxerga relacionamento gays como errados, pois eles não podem ter filhos e assim não podem passar sua individualidade para frente.

Ele só sentou na sua carteira e olhou para um ponto na sala esperando que isso o acalma-se.

Alguns alunos da 1-A começaram a entrar obrigando Kirishima a novamente sorrir forçado e cumprimentar as pessoas com felicidade.

Ele fez isso até achar que não tinha mais ninguém para falar, porém isso estava errado. Alguém pulou sobre ele, era Ashido que dizia:

— Bom dia, Kirishima! — Ela abriu um verdadeiro sorriso de alegria.

— Bom dia, Ashido — Ele abriu seu falso sorriso.

— Você está bem, sabe depois de ontem? — Ashido sussurrou a última parte.

— Sim — Mentiu Kirishima.

— Mesmo eu não vi você voltar para o quarto.

— Eu fiquei no terraço por muito tempo e quando voltei já era tarde.

— Então não aconteceu nada?

— Não... tá eu vi o Tokoyami e perguntei como ele beijava alguém?

— Você fez isso mesmo?

— Eu tava sobre o efeito da individualidade e não tinha como me controlar.

— Verdade, mas sério você queria saber isso mesmo? Tá agora eu tô com essa dúvida também, porque ele tem um bico...

Ashido continuou a falar, porém Kirishima não a escultou, apenas deixou seu olhar vagar pela sala.

— Kirishima? Kirishima?! — Exclamou Ashido.

— Oi, eu... me distrai um pouco — Kirishima tentou se defender.

— Sei. Eu só tava perguntando se o Tokoyami te respondeu?

— Não, ele corou um pouco e saiu andando como se nada tivesse acontecido.

O olhar de Kirishima novamente vagou pela sala até encontrar Bakugou. Kirishima engoliu seco e se levantou e se dirigiu a ele.

— Bakugou?

— Vai embora.

— Eu só quero falar que... não precisamos voltará ser amigos, mas só vamos parecer normais para não levantar suspeitas e ninguém ficar perguntando.

— E por que eu faria isso?

— Você quer mesmo ficar explicando para todo mundo o por que de nós não nos falamos mais?

— Não. E eu também não me importo.

— Mas Bakugou...

— Mas o que, eu não vou ficar ouvindo um viadinho de merda que nem você só cale a boca e vai embora.

Kirishima não tentou argumentar. Ele saiu da sala e correu para o banheiro e lá se trancou. Ele sentou no vaso e começou a chorar.

Kirishima sentia algo estranho em seu peito mais forte, ele queria sentir algo diferente disso.

Ele olhou para seu pulso esquerdo. Ativou sua individualidade em um dos braços e cortou uma pequeno risco. Ardeu, todavia essa sensação era melhor que esse sentimento ruim.



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