História Sinceridade - Capítulo 3


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Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Eijirou Kirishima, Hizashi Yamada (Present Mic), Katsuki Bakugou, Mina Ashido
Tags Angst, Bnha, Kiribaku
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Palavras 722
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - Isolamento


O interior de Kirishima era uma grande guerra, de um lado o sentimento do amor e do outro algum sentimento ruim. 


Ele tentava manter seu rosto com uma expressão alegre, mas agora estava mais difícil. As suas respostas se tornaram neutras e sem vida, antes ele tentava não chamar atenção, porém agora ele nem ao menos liga para os outros, a não ser Bakugou.


De vez em quando Kirishima fixava seu olhar no cabelos espetados loiros que sentia vontade de acariciar.


Porém entre todos os conhecidos de Kirishima, Ashido foi a que mais estava se preocupando. Todas as vezes que se encontravam Ashido perguntava o problema, mas Kirishima ou passava reto por ela, ou dava uma desculpa esfarrapada.


Só que um dia Kirishima estava em seu banheiro, apoiado na pia e sem camisa. Seus cabelos ruivos espetados, estavam caídos e algumas mechas pretas podiam ser vistas.


Kirishima tateava um de seus braços procurando um lugar para cortar, ele ativou sua individualidade, estava pronto para fazer um corte quando alguém bateu em sua porta.


Kirishima saiu de seu banheiro e vestiu uma camisa que estava jogada na cama. Ele abriu a porta e deu de cara com Ashido que o empurrou  e entrou no quarto.


— Ashido o que você está fazendo? — Perguntou Kirishima.


— Você agora vai me responder, eu já tô cansada de ver você me ignorando. O que aconteceu? Você não parece mais o antigo Kirishima.


— Pessoas mudam Ashido, agora se você puder sair.


— Não. Eu não irei sair daqui até me responder, eu estou preocupada.


— Você não entenderia.


— Eu só vou entender… — Ashido pegou a mão de Kirishima, podendo ver as cicatrizes dos cortes.— Kirishima o que é isso?! 


— Não é nada — Kirishima puxou seu braço.


— Não é nada. Kirishima você… você está se cortando?


— Não, eu só me machuquei.


— Tantas vezes assim? Isso é por causa do o que você não quer me contar? É por causa do Bakugou?


— Não… eu… disse que me machuquei…


— Para de tentar mentir, eu vi como você e o Bakugou se afastaram, vocês estão se tratando como estra…


— Chega, eu fiz isso por causo do Bakugou, tá feliz? — Os olhos de Kirishima se encheram de lágrimas.


— Kirishima...


— Kirishima o que? Você perguntaria porque eu não conversei com você ou outra pessoa? A resposta é simples não posso. Não em uma sociedade como essa, onde pessoas como eu são vista como aberrações, só por que não podemos ter filhos! — Gritou Kirishima assustando Ashido. — Agora saí do meu quarto!


Ashido não quis protestar, ela saiu correndo do quarto, soluçando. Kirishima bateu a porta fazendo um alto ecoando pelos corredores.


Ele trancou a porta, e deslizou por ela até o chão. Kirishima começou a chorar. Ele se levantou, seu punho fechou rigidamente.  


Kirishima jogou tudo que tinha em cima de seu criado mudo no chão. Ele virou sua cama, depois socou seu saco de areia, o mais forte possível até se cansar e caiu de joelhos chorando.


No chão do lado da cômoda estava um porta retrato, era uma foto de Kirishima, Sero, Kaminari e Ashido.


Uma raiva incendiou o corpo de Kirishima, ele socou o porta retrato. O vidro se espatifou, caindo no chão. O punho de Kirishima estava coberto de sangue e pedaço de vidro entraram em sua mão.


Ele começou a suar frio, uma dor intensa se alastrou pelo tronco de Kirishima. Ele cambaleou até o banheiro, sua visão começou a ficar turva, suas pálpebras estavam pesadas, de repente tudo ficou escuro.


Quando ele acordou, percebeu uma pequena poça de sangue formou-se perto de sua barriga. Quando levantou a camisa viu o curativo manchado de sangue.


Com grande dificuldade Kirishima se levantou apoiando na banheira. Ele abriu o armário e pegou o kit de primeiros socorros, ele pegou uma grande porção de algodão e limpou a ferida.


Doía, todavia era um sentimento melhor do que o outro sentimento que sentia em seu peito.


Quando finalmente terminou passou um esparadrapo em seu dorso e na sua mão, a cada passo que ele dava ele sentia seu machucado doer, era o preço a se pagar para ter algo de Bakugou.


Kirishima ajeitou sua cama, com grande dor, e se deitou, ele começou a chorar e só parou quando dormiu.

 




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