História Síndrome de Estocolmo - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Chiyo, Itachi Uchiha, Kakashi Hatake, Naruto Uzumaki, Sasuke Uchiha
Tags Crazygirl1, Dom/sub, Naruto, Romance, Sasunaru, Síndrome De Estocolmo
Visualizações 578
Palavras 2.356
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Estupro, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


eae kk
nei eu to acreditando na minha cara de pau de aparecer aqui com essa droga de capítulo, mas a gente segue o baile, né

Capítulo 8 - Capítulo VII


“A esperança seria a maior das forças humanas, se não existisse o desespero.” — Victor Hugo

Kakashi suspirou longamente pela enésima vez naquela noite. O homem definitivamente não queria estar ali, gastando seu tempo e energia num lugar cheio de pessoas vazias. Quando o camarada Yamato o telefonou e jogou o convite em seu colo, recusou veementemente, contudo, o amigo, que estava determinado a lhe arrancar do casulo, não desistiu; passaram incontáveis minutos debatendo sobre os prós e contra de saírem juntos... no final, Hatake perdeu a discussão e se viu obrigado deixar suas questões urgentes de lado por uma noite e acompanhar seu amigo em um jantar.

Agora, sentado à mesa, bebericando uma taça de vinho tinto, o homem se praguejava por não ter colocado mais veemência em sua recusa, talvez se tivesse soado mais firme, o moreno desistisse... talvez. Hatake suspirou, ele sabia que estava sendo um grandessíssimo idiota com seu camarada e se odiava ainda mais por não conseguir proporcionar um momento de diversão e conversas amigáveis ao moreno. Kakashi só... o homem de cabelos platinados só não se sentia horrível por dentro e isso, inevitavelmente, influenciava em todos os seus atos.

- Você já obteve algum sucesso em sua procura? – Yamato perguntou, após um pigarro. A pergunta demorou muito mais que isso para sair, e quando deixou a boca do homem, arrastou-se até a última sílaba.

O de cabelos platinados suspirou, ele sabia que mais cedo ou mais tarde aquele questionamento seria levantado pelo outro. Inclusive, estranhava a demora deste para tocar no assunto.

- Conversei com a assistente social e ela me disse que após algum tempo, as buscas foram encerradas. – Relatou, balançando vagarosamente seu copo e olhando fixamente para o líquido roxo. – No fim, o caso foi arquivado... Ele era um moleque do orfanato, não perderiam tempo ou dinheiro, mais que necessários, procurando-o. – Concluiu, deixando toda a sua amargura encharcar as palavras.

Yamato sentiu o clima se tornar ainda mais tenso, e quase se arrependeu de ter tocado naquele assunto. Entretanto, no fundo ele sabia que precisava ouvir os desabafos de seu amigo e o apoiar no que fosse necessário.

- O que – pigarreou para limpar a garganta – o que você pretende fazer agora? – Fixou os olhos escuros nos do amigo. – Não pensa em desistir, não é?

- Isso nunca passou pela minha mente. – Hatake afirmou, seguro de si. – Eu vou contratar um detetive particular, encontrarei Naruto e... Irei me redimir por minha ausência durante esses anos.

Vou fazer de tudo para que ele me perdoe, declarou para si mesmo com toda a convicção que pôde juntar. De fato, a culpa o consumia, chegava a doer mais que o luto pela morte dos amigos.

[…]

Os homens terminaram o jantar e Yamato tentava afincadamente convencer seu amigo a ficar um pouco mais e o acompanhar em uma sobremesa, enquanto o de cabelos platinados negava e insistia que já gastara tempo demais ali.

- Mas, Kakashi, nós... Nós ainda não falamos sobre o tempo que você passou fora! — Argumentou o moreno, revelando a curiosidade que guardara para a sobremesa. — Gostaria de saber como foram os anos que passou longe... Depois que você se foi, ninguém mais conseguiu te contatar e-

- Eu realmente tenho que ir, Yamato. — Hatake cortou o amigo, levantando-se da cadeira. — Outro dia, numa outra oportunidade, nós falamos sobre isso, quando eu encontrar Naruto, talvez.

O moreno suspirou e, à contragosto, também se levantou. Apertaram demoradamente as mãos, num gesto afetuoso.

- Eu vou cobrar isso. — Declarou, sorrindo fraco para o camarada. — Foi um bom encontro... Como eu convidei, eu fico com a conta.

Kakashi não protestou, tampouco fez menção de uma recusa, ele não fazia questão nem de sair de casa, quanto mais de pagar uma conta.

Após a despedida, Hatake arrumou os cabelos com a mão e visualizou a saída do restaurante. Ele estava, de certa forma, aliviado por finalmente estar livre para voltar para casa... Sentia-se um daqueles velhos chatos que resmungavam por tudo. E foi no meio do caminho que Kakashi olhou para a esquerda, mirou uma conhecida cabeleira loira e sentiu que estava sonhando. É-É ele? Arregalou os olhos, sem conseguir acreditar. É ele, não é? S-Só pode ser... Mas não, como? Eu estou... Estou louco? Não há como ser verdade.

Aproximou-se lentamente; boquiaberto, estupefato.

- N-Naruto?

***

Sasuke franziu o cenho, verdadeiramente confuso com toda aquela situação, que mais parecia uma pilhéria de mau gosto. O moreno cruzou seu olhar com o do loiro por uma fração de segundo; apenas o necessário para captar que o loiro estava igualmente perdido – se não fosse mais. Aquele olhar, aquela fração de segundo, aquele instante imperceptível para qualquer outra pessoa foi o suficiente para que o Uchiha retomasse sua postura impetuosa e arrogante, e a cariz tornasse ao “pouco caso” corriqueiro.

- Curioso... — Comentou, gesticulando para que o rapaz que os atendera trouxesse a conta. — Quando eu o encontrei perdido na rua, tremendo de frio e com começo de desnutrição, ele não tinha família nenhuma.

O tom ferino do homem não afetou somente o de cabelos platinados; Naruto abaixou o olhar e fitou seus dedos, enquanto arrancava violentamente a mucosa de sua boca. De longe, o loirinho era o mais perdido naquela mesa; Uzumaki sentia uma crescente vontade de se levantar e sair correndo para bem distante dali, talvez voltar para casa e se esconder no quarto de Sasuke, onde era seguro.

[CG: “Mas, CG, você tá romantizando e blábláblá” não, eu to mostrando como funciona a mente do Naruto, ele está doente e isso não é um conto de fadas]

- Quem é você e o que está fazendo com o meu afilhado? – Hatake indagou, aproximando-se do garoto. — Naruto, nós precisamos conversar! E-Eu estive te procurando. Por onde... Por onde você esteve? Por que fugiu da casa de custódia?

Uzumaki mirou Sasuke, como que pedindo permissão para falar com o homem de cabelos platinados, todavia, Uchiha estava demasiado ocupado com a tarefa de pagar a conta para lhe dar alguma atenção. O loiro não viu outra alternativa, parte de si queria aquilo.

- Por quê? — Indagou, num fio de voz. — Você... Quer saber o por quê? — Paulatinamente, o tom do rapaz se tornava exasperado. — S-Se você quer... Se queria tanto saber, Kakashi, por que não estava lá quando tudo aconteceu? Por que não apareceu para me ajudar quando eu precisei? Por que me deixou?

Kakashi fitava o loiro profundamente, cada lágrima que despencava dos olhos do rapaz era como uma facada em seu peito, mas ele sabia que merecia aquilo, deveria sentir aquela dor. E, ao contrário do que o loiro pensava, Sasuke acompanhava todas as expressões e palavras do loiro, olhava-o de soslaio com devoção, agia como o expectador daquela pequena novela mexicana, até que chegou a hora de intervir. O moreno se levantou, guardou a carteira no bolso e estendeu a mão para seu garoto.

- Naruto, venha. — Ordenou, friamente.

Uzumaki se encolheu na cadeira; o tom de voz do Uchiha denotava irritação e o jovem sabia que estava errado por ter falado com seu padrinho sem permissão. O loiro se levantou, segurou a mão de seu dono e o seguiu para a saída do restaurante, sem olhar para trás.

- Pe-Perdão por isso, mestre... — Murmurou, sem ousar levantar o olhar.

- Em casa nós conversa-

- Naruto, espere! — Kakashi agarrou o braço do loiro. Uzumaki estagnou, mas não conseguiu olhar para trás. — Venha comigo! Eu sei que eu errei, mas eu estou aqui agora, sim? Naruto, nós somos família! E ele? Quem ele é?

O loiro suspirou e mirou seu mestre, que apertava sua mão com força, porém não o puxava, como se também aguardasse sua resposta. Uzumaki olhou por cima do ombro e, quando seus orbes azuis miraram os marejados de seu padrinho, não mais conseguiu conter o riacho de dor que descia por sua face. Talvez, só talvez, parte de si soubesse que o melhor para si era ir embora com Kakashi, sua família. Entretanto, outra parte esmagadora tinha certeza de que o certo a se fazer era dar as costas ao Hatake e agarrar-se em seu mestre, a única pessoa que tinha por si neste mundo. E essa, “a outra parte” sempre estava certa.

- Ele é meu dono. — Declarou, firme. — Eu pertenço a ele.

Era exatamente aquilo que Sasuke queria ouvir. O moreno destravou o carro, abriu a porta do carona e jogou o loiro para dentro, batendo a porta em seguida, rápido como quem rouba. Uchiha se voltou para o homem que arruinara sua noite e lhe fitou friamente, aproximando-se aos poucos.

- Eu estou pouco me fodendo para o que você é ou deixou de ser do garoto. — Declarou, agarrando o inimigo pelo colarinho. Os rostos estavam perigosamente perto, Sasuke sentia a respiração desregulada do outro contra seu rosto. — Agora Naruto me pertence, ele é meu. Você não faz mais parte da vida dele. Sugiro que mantenha distância.

O moreno empurrou o inimigo, que cambaleou um pouco, entrou no automóvel e arrancou para longe dali, deixando para trás um Kakashi confuso, emocionalmente quebrado e determinado a salvar seu afilhado das garras daquele monstro abominável.

***

O caminho para casa foi rápido e silencioso; Sasuke não desviava o olhar da estrada, Naruto não ousava mirar qualquer outra coisa que não fosse suas mãos. Quando chegaram, o loiro não fez nada além de seguir seu mestre pela casa; não dizia nada, não executava nenhum movimento desnecessário, não levantava o olhar.

- Padrinho... — Uchiha comentou, após fechar a porta de seu quarto, trancando-se com o loiro. — Quem diria, não é? Quando eu te trouxe, achei ter ouvido você dizer que não tinha ninguém, também achei que você não mentia.

Uzumaki gelou; o tom do moreno era cortante, como se saíssem lâminas de sua voz. O loiro recuou alguns passos incertos, até tropeçar na cama e cair sentado.

- M-Mestre, eu posso explicar... Eu nã-

- Eu não me lembro de ter te dado permissão para falar ainda. — Sasuke o cortou. O moreno estava de costas para o jovem, despindo-se lentamente. — Além dele, há mais alguém? Há mais alguma coisa que eu precise saber?

Naruto sentiu um arrepio percorrer todo o seu corpo quando bateu os olhos nas costas nuas do homem; a tez pálida, os músculos definidos e tencionados, a tentação que apenas uma imagem despertava em si.

- E-Eu... — O loiro suspirou e passou a mão pelos cabelos, levando as mexas para atrás da orelha. — Eu tenho meu avô, mas ele já estava velho demais para ficar comigo, então eu fui enviado para aquela... Aquele lugar enquanto o processo corria e... O Kakashi deveria ser meu responsável legal, mas ele... Ele tinha sumido algum tempo antes do acidente e... Então não tinha ninguém.

Era bem claro na expressão de descaso em seu rosto que Sasuke não dava a mínima para aquela informação tal irrelevante. De fato, o que irritava o Uchiha era a possibilidade de alguém arrancar o loirinho de debaixo de sua asa. Ah, sim... Apenas a ideia de perder aquela coisinha loiro, que lhe pertencia, já o deixava fora de si, ensandecido.

- Bem, — o homem voltou-se para o jovem, retirando o cinto que segurava sua calça — agora eu serei obrigado a tomar uma atitude quanto a isso, para que não torne a acontecer. Não adianta fazer essa cara, a culpa é sua. Você errou e deve arcar com as consequências.

Naruto engoliu em seco, podia sentir cada pelo de seu corpo se eriçar. O tom do Uchiha não era... Não era o mesmo, não tinha sensualidade, ou algo que atiçasse a libido do loiro, pelo contrário, era seco, vazio e assustador.

- S-Sim, mestre.

A real vontade do jovem era sair correndo dali, esconder-se daquele homem desconhecido. Sim, desconhecido; aquele não era o Sasuke que ele conhecia, não era o mestre a quem amava. Entretanto, o loiro não conseguia mover um músculo sequer, não para fugir. Ele não tinha do que fugir, era o que sua mente insistia em lhe dizer. Não havia nada de errado, ele merecia ser castigado.

- Tire a roupa e fique de quatro aqui. — O moreno ordenou, apontando para a ponta do colchão, de frente para si. — Rápido.

Uzumaki não respondeu, apenas agiu. A dor nos olhos do garoto era a única coisa que denotava como este se sentia. Naruto se despiu o mais rápido que pôde, engatinhou na cama até ficar no local indicado, de frente para seu mestre, então lhe deu as costas e empinou o bumbum, pronto para receber o castigo que merecia.

Sasuke gostava do que via, assim como da obediência cega do rapaz. O Uchiha deslizou sua grande mão pelas as nádegas do garoto, apertando sua carne com firmeza e pensando em como o castigaria. A mão livre agarrou o cinto de couro e um sorriso sádico lhe adornou a face.

- Naruto, qual foi o dia em que você nasceu? Consegue se lembrar disso? — Perguntou-lhe, acariciando a bochecha com falsa ternura.

O loiro franziu o cenho e pensou um pouco, puxando da memória.

- D-Dia dez... Dez d-

- Só o dia basta. — Sasuke o cortou. — Nós vamos contar até dez, você já sabe como é o jogo, mas desta vez usarei uma coisa diferente.

O Uchiha prendeu as pulsos do garoto com o cinto e o deixou caído na cama, enquanto ia buscar a novidade: uma arma de coque.

[…]

Ao final da noite, Naruto chorava baixinho, largado na cama; nu, amarrado e violado. Ele ainda conseguia sentir a intensidade dos choques elétricos passando por seu corpo, estava acabado. O sexo... Ele... Ele nem se lembrava, mal estava consciente. Lembrava-se apenas de que pedira... Pedira inúmeras vezes para o Uchiha parar. E que ele não parou.

A alma do loiro gritava, machucada; sua mente lhe dizia que tudo estava bem, não havia o que temer. Ele estava errado e sabia disso. Ele estava errado e merecera o castigo. Merecera.


Notas Finais


me perdoem pelo cap pequeno depois de meses em off, mas eu não ia conseguir narrar a cena do castigo, então achei melhor pular
sobre o sumiço, eu não tenho nenhuma desculpa plausível, eu só... Só peço desculpas por isso :/ eu juro que eu to me esforçando, mas nunca é o suficiente
Enfim, aqui tá uma one que eu postei há um tempo, como pedido de desculpa pelo meu hiatus, é a minha primeira estória original aqui, gostaria que dessem uma lida
Link: https://spiritfanfics.com/historia/ola-querida-9681998
Muito obrigada pela paciência comigo e por não desistirem de mim, de verdade, eu amo vocês ♡
Beijos, CG.


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