1. Spirit Fanfics >
  2. Sinergia >
  3. Apodyopsis

História Sinergia - Capítulo 15


Escrita por: anggieparra

Notas do Autor


Apodyopsis - “El acto de desvestir mentalmente a una persona.

Capítulo 15 - Apodyopsis


“Éramos como um instante apagado por todos, menos por nós mesmos; como viver na sombra do sol quente de Madrid, um sussurro alto que o vento leva, palavras escritas num papel amarrotado pela raiva. Instantes que gritam no baixo gemido da voz rouca, era a necessidade e o receio, era o tempo e o contratempo, era falar sem se escutar, era ter medo do amanhã, é saber que vivemos um para o outro com outros dias por viver e outros tantos para contar” - Anggie Parra

§§§

Álvaro

Estúdios, Madrid

Meu autocontrole estava em risco, ao lado da Itziar eu estava em risco. Vê-la quase desnuda me deixava inquieto e com pensamentos impróprios. Tentei concentrar todo meu nervosismo no óculos que estava em minhas mãos, eu sabia que não estava camuflando nada, mas seguia com o plano para que as pessoas acreditassem naquela mera cena.

- Itziar e Álvaro, estão liberados. - Jesus falou e logo percebi que estar ali era um equívoco;  já tinha executado bem meu papel.

Pessoas inteligentes sabem a hora de se retirar e infelizmente eu fui um néscio por ter permanecido mais tempo do que o esperado, mas também percebi que Itziar fitava-me seriamente. Nos levantamos juntos e fomos para os bastidores, agora com maestria percebi que tinha que retirar-me.

- Gracias. - a língua dela tocou seus dentes da frente enquanto ela falava a palavra em sussurro, mal pude ouvi-la.

- De que? - perguntei sem entender o agradecimento.

- Por tudo.

- Itziar suas botas, precisamos que esteja no set para gravação agora. Estão apenas esperando-te. - um dos produtores entregou-lhe as botas e rapidamente ela trocou os pares de sapatos.

Entregou os sapatos brancos ao rapaz e o casaco que vestia por cima da roupa que tanto a deixava sexy. Poderia ver todas as curvas do seu corpo. Estava com uma blusa branca gola alta e uma calça social que realçava suas nádegas.

- Depois nos falamos? - perguntou.

- Sim. - assenti positivamente com a cabeça e consegui apenas dizer um sim.

UM SIM?? Joder Álvaro, pareces um jovem.

Itziar abriu um sorriso no qual eu juro não ter visto em qualquer outro momento; ela estava feliz, estava reluzente, mas sem dúvida não era por mim, na noite anterior esteve com o marido, possivelmente teve uma afortunada noite.

A observei caminhar e inconscientemente desci meu olhar por todo seu corpo, pude perceber o movimento que seu quadril fazia a cada passada, suas nádegas movimentava conforme ela dava cada passo. Ela não era somente uma linda mulher fisicamente, mas como também tinha o poder de encantar e hipnotizar apenas com o andar. Ainda que ela não fosse consciente do quanto o seu caminhar era sensual e atrativo. 

Itziar estava cada dia mais presente em meus pensamentos, e antes que alguém pudesse notar meu olhar observador supra na minha companheira de cena, virei as costas e a deixei com a certeza de que meu corpo queria permanecer e aproveitar mais um segundo ao lado dela.

Caminhava pelos corredores certo de que precisava encontrá-la para desculpar-me pelo incidente mais cedo, apesar de desejar muito vê-la… Joder Álvaro que estás pensando? Foi um equívoco entrar em seu camarim sem ter o conhecimento se ela estava ou não; invadi a privacidade dela. Queria que ficássemos bem, apesar de já ter invadido de outras formas a sua intimidade, tínhamos que fazer isso dar certo. 

- Ei… Ei! - a voz de Úrsula ecoou pelos corredores - Vais onde com essa pressa?

- Estava indo ver as cenas que tenho agora. Buenos! - abracei minha companheira que eu tinha tanto carinho.

- Que tal um café? - Úrsula era a garota mais dedicada que eu já havia conhecido, tinha orgulho dela assumir um papel tão importante na série e por ela ser tão nova e ser tão obstinada.

- Adoraria, mas tenho uma cena com urgência. - menti.

Meus pensamentos estavam deveras desordenados para acompanhá-la em um café.

Úrsula era uma das pessoas que adorava a companhia, mas naquele momento eu não queria que ela percebesse que algo estava errado comigo, sabia que a sua preocupação levaria até Blanca e eu teria que explicar-me... De novo...

- Quem sabe depois das gravações. - sorri amigavelmente e saí tentando encontrar a porta do meu camarim.

Sentei-me em uma poltrona e tentei ponderar tudo que havia acontecido naquele estúdio 09. Eu estava delirando ou ela estava tão nervosa quanto eu? Pedir desculpas seria a forma mais serena de voltarmos a ser os grandes companheiros que sempre fomos. Quem estou tentando enganar? Por minha parte isso nunca voltaria a ser tão inocente como já havia sido um dia. Não poderia deixar de mirá-la e não imaginar minhas mãos em seu corpo, talvez completando constelações com suas sardas.

Tinha passado de todos os limites com aquele pensamento, eu era casado e tinha dois filhos, nunca cogitei a possibilidade de estar com outra mulher a não ser Blanca, e agora estou pensando em fazer constelações com as sardas da Itziar. Estava totalmente equivocado. Que esses pensamentos ficassem apenas omitidos comigo, dizê-los em voz alta faria com que tudo se tornasse real e não era isso que queríamos; bom pelo menos de minha parte, eu acho.

§§§

Itziar

Estúdios, Madrid

Caminhei pelos corredores enquanto segurava meu roteiro em mãos, eu precisava focar na cena que estava prestes a fazer, mas meus pensamentos estavam direcionados a ele. O vi tão nervoso e inquieto naquela sala que eu só queria perguntar o motivo dele estar tão frenético, mas tínhamos vários câmeras nos observando e incluso Jesús que nos fitava sempre que nos perdíamos nos olhares um do outro.

Jesús pelo que percebi era um homem muito observador e muito a favor do amor - não que o que Álvaro e eu tínhamos fosse amor, era algo mais… carnal. De todas as maneiras, tentar uma conversa mais íntima com Álvaro não seria a melhor opção frente a Jesús.

Meus pensamentos trabalhavam exorbitantemente: ele também queria estar próximo a mim? Deveríamos ter conversado sobre o que aconteceu no camarim? Talvez fosse isso… Talvez ele estivesse desconfortável por ter entrado e me visto com peças íntimas. Voltei a realidade e passei uma lida no roteiro novamente, sabia que aquele dia eu precisava dar tudo de mim.

Sorri para a produção que esperava-me e desculpei-me pela demora. Posicionei-me e começamos mais uma tarde cheia de ensaios; que eu aguente tantas horas de gravações, pensei.

§§§

A Lua já fazia parte do céu quando terminamos de gravar algumas sequências na carpa, estava exausta por ter ficado a tarde inteira com saltos. Almocei em 10 minutos junto com Mário, mas não o encontrei no refeitório - provavelmente teria almoçado temprano. Caminhei pelos corredores e entrei no meu camarim jogando meu corpo na poltrona posta, respirei fundo e sem pensar duas vezes tirei minhas botas colocando ao lado da poltrona e sentindo o chão gelado pelo tecido da meia.

O silêncio predominava naquele horário nos estúdios, consegui ouvir minha respiração sem muito esforço. Passei a mão nos meus olhos tentando tensionar o cansaço para outro foco do meu corpo mas sem sucesso.

Levantei-me sem coragem e comecei a despir-me para colocar a minha própria roupa. Fazer Raquel era um grande presente, mas confesso que estava exausta das horas seguidas de gravações; tínhamos um prazo curto.

Coloquei uma calça folgada e uma camiseta de manga; estava mais confortável e agradeci mentalmente por não precisar usar aquelas roupas apertadas no meu dia-a-dia.

Pendurei as roupas da Raquel e peguei meu teléfono para visualizar algumas mensagens que provavelmente teriam no WhatsApp. Nenhuma outra pessoa havia enviado mensagem, apenas ele e como vinha acontecendo frequentemente meu coração gelou.

Álvaro Morte: “Quero falar contigo, avise-me quando estiveres terminado as gravações.”

Meu corpo por inteiro estremeceu, o que ele queria falar comigo? Pensei em diversas possibilidades, mas pelo que parece nenhuma delas era suficiente para me tranquilizar. Respirei fundo e pensei em deixá-lo sem resposta, amanhã eu me desculparia e avisaria que só vi a mensagem quando cheguei em casa, afinal ele havia me enviado a mensagem há umas 2 horas, mas um instinto mais forte que eu fez com que eu digitasse diretamente para ele.

Itziar Ituño: “Estou no meu camarim, acabei as gravações justamente agora.”

Álvaro Morte: “Trabalho duro hoje, mereces um descanso! Infelizmente já não estou mais nos estúdios, amanhã nos falamos, Itzi.”

Não sei muito bem decifrar o sentimento que passou por todo meu corpo, talvez uma raiva, por ele ter ido embora sem falar comigo? Mas que diabos eu queria? Ele não tinha nenhuma responsabilidade comigo, tampouco responsabilidade de se despedir quando fosse para casa... Sua casa.

Eu estava em um arco de sentimento que talvez eu não saberia decifrar tampouco entender tudo que Álvaro fazia meu corpo despertar, provavelmente fosse o fato de estar fora da minha casa, longe do País Basco... Sim era isso. Misto de sentimentos que estava fazendo-me pensar em coisas improváveis.

Coloquei meus pertences em minha bolsa e fui em direção a saída dos estúdios, tudo que eu precisava hoje era deitar meu corpo naquela cama imensa que infelizmente teria que dividi-la com Roberto. Por um segundo bufei por ele estar no apartamento, queria tirar a noite para mim e não escutar histórias nas quais eu não tinha o menor interesse.

Estava tão cansada que optei por voltar de metrô para casa, mesmo sendo alguns minutos andando, desisti de tentar; meus pés estavam matando-me. Entrei na estação e agradeci por encontrar um banco para sentar enquanto esperava. Não tardou muito para sentir o vento passando por meu corpo, a porta abriu e eu sentei em um dos bancos que estava ao redor de outros vazios; aquela volta para casa estava tão diferente de todas, meus pensamentos só direcionavam-me a ele. Álvaro Morte tinha tomado parte dos meus pensamentos e por mais que eu tentasse tirá-lo, ele mantinha-se lá.

Cheguei em casa e coloquei minha bolsa em cima do sofá, tentei analisar pelos objetos da sala e pelo cheiro de cigarro se o Roberto estaria ou não em casa, coloquei a mão no interruptor para iluminar o cômodo e sem delongas o chamei.

- Roberto? - esperei ouvir sua voz, mas a casa continuava em silêncio - Rober? - tentei novamente mas nada; a casa era só minha novamente.

Suspirei aliviada e de fato eu estava. Queria apenas descansar aquela noite, queria ter a cama inteira só para mim e ficar com meus pensamentos sem a sensação de remorso.

Fui diretamente preparar-me para dormir. O dia tinha sido exaustivo e recordar dele também.

§§§

Álvaro

Casa, Madrid

O dia para mim tinha terminado mais cedo do que o habitual, aproveitei para descansar um pouco e fui buscar as crianças na casa da avó Cristina. Fui recebido pelos braços calorosos de Julieta e posteriormente Leon agarrou-me pelo pescoço. Não entrei na casa da minha sogra, apenas a cumprimentei e fui comunicado de que ela tinha deixado alguns sabonetes nas bolsas das crianças, sorri amigavelmente e despedi-me, colocando as crianças no carro e voltando para casa.

Leon e Julieta não paravam de contar como ficar na casa da avó era divertido e em como a avó fazia comidas deliciosas; avós realmente são anjos, pensei.

Blanca ainda não havia regressado para casa, então levei as crianças para colocarem seus pijamas e fomos todos para o sofá. Leon e Julieta estavam com os pés em cima das minhas pernas - um de cada lado do sofá - concentrados no filme que passava na televisão, eu normalmente assistia com eles, mas hoje acessava o teléfono enquanto isso.

Itziar respondeu-me e logo tratei de abrir a mensagem, era uma lástima que eu não estivesse nos estúdios, queria desculpar-me pelo ocorrido. Vi o horário e notei que o dia dela provavelmente tinha sido de cão, estava nos estúdios desde o café e estava saindo no horário da cena. A contestei e esperei alguns segundos para que ela pudesse retornar, mas nada.

A porta da sala abriu e escutei Blanca colocando o casaco nos ganchos, a bolsa no chão e andou em nossa direção. Bloqueei o teléfono e vi que Julieta estava dormindo e Leon continuava compenetrado no filme. Blanca deixou um beijo na testa da Ju, veio até mim depositando um beijo calmo em meus lábios - retribui - e deixou um beijo na testa do Leon.

- Que tal foi tu dia? - perguntou-me enquanto tirava os saltos baixos que estava usando.

- Corrido como todos os outros, prazos curtos, infelizmente vamos ficando mais sobrecarregados. - sorri e perguntei-lhe - Que tal foi teu dia?

- Cansativo. - foi a única resposta que recebi.

Levei Julieta para cama em meus braços e a deixei dormindo como uma princesa. Dei o beijo na testa de buenas noites, e segui para a sala.

Estava com um pouco de fome então fui até a cozinha preparar algo para nós três comermos, Leon insistiu por vir comigo e então coloquei um banquinho para que ele pudesse alcançar a pia. Enquanto a televisão passava uma música dançante, movimentei meu corpo e Leon repetiu comigo, não aguentei a cena e chamei Blanca para apreciar o pequeno movimentando o corpo.

Blanca não pensou duas vezes e pegou o celular para gravar, o chamei por estar fixo na pia e nos movimentarmos juntos. Blanca aproximou-se e deixou um beijo no nosso filho e abraçou-me por trás; senti suas mãos contornarem todo meu abdômen e parando em meu tórax, soltei um murmuro e ela sorriu deixando um beijo nas minhas costas.

Terminamos - na verdade eu terminei, porque Leon estava distraído na pia - sentamos no sofá para terminarmos de ver o filme e postei nosso vídeo dançando juntos. Olhei para meu lado e vi meu filho feliz e percebi que o único que importava na minha vida era vê-los assim.

§§§

02 de Maio de 2017.

Despertei-me muito mais cedo do que o habitual, o despertador ainda tinha mais uma hora e meia de sono, mas a ansiedade da estreia não deixou-me ficar na cama por muito mais tempo do que isso. Fui direto para a ducha, despertando-me daquele cansaço matutino. Separei a roupa que usaria naquela manhã de promoção e li algumas cenas que teria que finalizar hoje. Mirei o teléfono e ela não havia contestado-me mais nada, meu subconsciente estava implorando para enviar um Buenos dias a ela, mas meus dedos empenharam-se para não fazê-lo.

Ignorei minhas ganas e tomei um café para despertar-me e tentei transferir meus pensamentos para outra coisa, como o fato de hoje ser a estreia da série. Separei tudo que eu ia usar durante o dia e saí de casa, deixando Blanca e os gêmeos dormindo.

Encontrei-me com Alba logo cedo e passamos alguns roteiros que Jesus deixou em nossas mãos, para termos um pouco de percepção do que iriam perguntar-nos. Saímos com maestria e acredito que todos estavam contentes de estarmos por lá. Eu e Alba tiramos uma foto e essa que foi para meu instagram assim que chegamos nos estúdios de gravações.

§§§

Itziar

Estúdios, Madrid

Cheguei um pouco mais tarde do que nos últimos dias, meu corpo já não estava tão esgotado como ontem. Fui direto para uma pequena sala que estava em confraternização pela estreia da série; tinha algumas comidas postas e algumas pessoas da produção e alguns atores que eu só reconhecia pelo rosto, mas nunca tive contato. Olhava em busca de um rosto conhecido e segui em direção a Mário após encontrá-lo.

- Buenos días inspectora. - sua voz estava rouca, provavelmente por ser temprano.

- Buenos días, Mário! Como estás? - peguei um queijo que estava em uma das mesas e coloquei na boca.

- Bem e tu? - perguntou-me com o olhar cravado em mim.

- Bem… - até começar a ouvir o burburinho de todos.

“Álvaro e Alba, enhorabuena!"

“Estás guapísimo, no?”

“Que manhã incrível”

Virei-me para mirar a porta de entrada e ele estava lá… Prendi o ar por alguns segundos e o examinei por inteiro; que homem fascinante.

Ele usava uma calça jeans azul marinho e uma camiseta azul com alguns pontinhos brancos, definindo totalmente aquele corpo e aquela escultura que eu conhecia excepcionalmente; e sabia o quanto era sedutor. Repreendi a mim mesma após o pensamento fazer-se presente.

O admirava de baixo para cima e quando cheguei em seu rosto, nossos olhares se encontraram e se perderam por alguns instantes. Meu olhar foi direcionado em seus cabelos escuros, estavam jogados para trás dando uma visão que eu nunca tinha visto; Álvaro era deslumbrante em qualquer ângulo. A barba por fazer estava impecável, o semblante de Álvaro era diferente de todas as vezes que eu o vi. Como eu queria tocá-lo nem que fosse por um segundo; sentir seu rosto entre minhas mãos, acariciar sua barba e desalinhar seu cabelo vagarosamente.

Mesmo com o distanciamento eu predizia que seu aroma era um dos mais supremos. Censurei novamente meus pensamentos e virei-me de costas, precisava deixar de mirá-lo e fantasiar coisas que jamais iria passar novamente.

O burburinho cessou e movi-me disfarçadamente para procurá-lo, mas ele já não estava. Por um segundo agradeci por aquele homem tentador não estar próximo. Terminei de comer alguns petiscos e despedi-me de Mário, ele tinha articulado algumas palavras, mas não estava prestando atenção. Caminhei pelos corredores mentalizando todas as finalizações de cenas que eu tinha durante o dia e em como estava ávida para a estreia hoje a noite.

Abri meu camarim e assustei-me ao encontrá-lo sentado em uma das poltronas com os cotovelos apoiados no joelho e os dedos entre os fios de cabelos que pareciam sedosos. Lentamente elevou seu olhar até mim e abriu um sorriso genuíno, como se ele estar no meu camarim fosse algo corriqueiro; até que nos últimos dias estava sendo. Passou as mãos pelos fios de cabelo os mantendo alinhados para trás.

Não disse nada, apenas cerrei a porta e adentrei. A essência dele chegou até minhas narinas e eu tive a certeza que ele cheirava tão bem como imaginei, talvez fosse ainda melhor cerca.

Ele levantou-se e antes que eu pudesse abrir minha boca, ele despejou tudo mais rápido do que meu ouvido estava acostumado.

- Itzi, quero desculpar-me pelo de ontem. Não queria ter invadido seu camarim e ter mirado-te… bem… - custou-lhe completar a frase quase desnuda.

Ele continuava falando e desculpando-se, enquanto articulava apoiou-se em uma das mesas que estava no canto da parede e inconsequentemente apoiou uma das pernas na cadeira dando-me a visão que eu particularmente gostaria de ver, mas era impróprio. Meus olhos desceram para sua intimidade e tentei imaginar se estaria pulsando tanto quanto a minha contraia. Voltei meu olhar para os dele e escutei mais uma frase.

- Também não me parece normal eu estar aqui esperando-te… - novamente a sua voz ficou em segundo plano e observei novamente entre suas pernas e fantasiei como seria o seu gosto.

Quando voltei meu olhar para ele, percebi que Álvaro tinha assimilado que eu estava o admirando mesmo por cima da sua calça azul marinho; enrubesci. Mas Álvaro estava ileso, seu olhar de indulto transformou-se em volúpia. Seus olhos percorreram todo meu corpo e eu tive a certeza de que ele imaginou-me sem todos os tecidos e por alguns segundos jurei conseguir sentir sua pele desnuda sobre a minha. Estava despindo-me com os olhos e não esforçou-se para disfarçar.

A sala estava minúscula para nós dois, senti meu corpo arder e o desejo fazer-se mais presente. Sentia a respiração pesada dele e consequentemente meu peito subia e descia em uma frequência que eu não tinha controle. Senti um suor percorrer pelo corpo e estava certo de que não podíamos ficar a sós, ainda mais em lugares tão estreitos. 

O mirei intensamente e inconscientemente mordi o lábio inferior e seus olhos pousaram em minha boca sem algum pudor.

- Não mire-me assim… - sussurrei com sacrifício.

Minha garganta estava com um nó, eu o desejava mas sabia que era absolutamente errôneo.

- Assim... -  franziu as sobrancelhas e mordeu o lábio inferior, jogando a cabeça um pouco para o lado e para baixo, mirando-me por cima, dando a visão perfeita da cara de safado - Assim como?

Estava jodida. Estava entregando-me aos encantos de um homem tentador e altamente proíbido. 

A sala estava ardente, nossos corpos cada vez mais próximos e tinha consciência de que eu estava acercando-me, porque ele permanecia no mesmo lugar com aquele olhar de luxúria. Desci meus olhos para seu sexo e vi o volume por seu calça, minha intimidade se contraiu de imediato e senti que minha peça íntima estava úmida.

Soltei o ar que sequer tinha conhecimento que estava prendendo. Aproximei-me ainda mais e continuava com minha atenção fincada em seu volume; parei entre suas pernas e subi o olhar para os dele, a sua respiração pesada tocava em meu rosto. Arqueei as sobrancelhas e sem pensar em minhas palavras despejei.

- Como se almejasse minha boca entre suas pernas. - quizás daqui algumas horas ficarei constrangida com o que acabei de dizer, mas agora meu pudor tinha sido atirado ao carajo.

- Mas eu almejo. - Álvaro passou os dedos carinhosamente por todo meu braço; meu corpo estremeceu com o toque, e instantaneamente os meus olhos encerraram, era um movimento prazeroso e ainda mais depois daquele convite.


Notas Finais


Vídeo do Leon dançando com Álvaro: https://www.instagram.com/p/BTkTo66jPr9/
Foto da Alba com Álvaro nas promoções: https://www.instagram.com/p/BTl9HzFjxjp/


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...