História Sinfonia do Inferno - Capítulo 1


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Categorias Naruto
Personagens Naruto Uzumaki, Sasuke Uchiha
Tags Angst, Drama, Narusasu, Naruto, Sasuke, Sasunaru, Suspense
Visualizações 109
Palavras 1.573
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Poesias, Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Suicídio
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


as vezes o indivíduo vicia em escrever one-shots e esquece das próprias long-fics

é a vida :/

bom, acho que essa fanfic é a mais "diferente" de todas as outras pq... ah vcs vão ver

| art by: lauren |

Capítulo 1 - Nunca mais - Capítulo Único


Fanfic / Fanfiction Sinfonia do Inferno - Capítulo 1 - Nunca mais - Capítulo Único

O mar sob a grande ponte carmesim brigava por dominância com o breu aconchegante em que a noite se encontrava. As ondas violentavam cada coisa que ousava visitar aquele pandemônio de dor, destruindo-as completamente. As pedras na margem eram as únicas que conseguiam sobreviver com tal relacionamento atroz.

As luzes dos velhos postes na estrada oscilavam alucinadamente, como se soubessem da bagunça presente na cabeça dos dois seres que jaziam escondidos na escuridão.

E apenas um tinha conhecimento da presença do outro.

Os lábios das estrelas sussurravam ideias no ouvido do garoto que admirava a vastidão enluarada. O vento frio invadia os fios loiros, criando uma dança desengonçada. As enormes lazulitas em seu rosto não denunciavam nada do que realmente se passava em sua mente, pois era um olhar impassível. Não haviam lágrimas. Não havia sofrimento. Não havia agonia alguma.

Apenas estava lá. Como se aceitasse seu infeliz destino.

Sua pele era de um bronzeado natural, um tom que o lembrava do pôr do sol nas praias californianas. As pernas torneadas pendiam entre o ferro da construção avermelhada e o desmesurável mar abaixo de ambos. Seus olhos negros não conseguiam desvendar qualquer razão para o menino estar sentado na beirada da obra em plena madrugada. E por algum motivo, ele não quis realizar seu trabalho instantaneamente.

O de cabelos escuros deu um pequeno passo para frente, ainda com a intenção de se manter escondido. Precisava pensar antes de agir.

Um suspiro escasso rasgou o silêncio nem um pouco desconfortável. E logo após, a voz rouca do garoto se fez presente recitando um trecho que o moreno conhecia muito bem.


"Ave ou demônio que negrejas!

Profeta, ou o que quer que sejas!

Cessa, ai, cessa!, clamei, levantando-me, cessa!"


Um sorriso encoberto pelas sombras apareceu em seu rosto.

Seria uma noite interessante, afinal.


"Regressa ao temporal, regressa

 À tua noite, deixa-me comigo.

 Vai-te, não fica no meu casto abrigo

 Pluma que lembre essa mentira tua,

 Tira-me ao peito essas fatais

 Garras que abrindo vão a minha dor já crua."


Aquela fora a deixa para o garoto pálido alcançar uma das barras de metais ao lado do loiro. Perto o suficiente para ser ouvido, mas longe o bastante para não conseguirem se tocar.

"E o Corvo disse"

"Nunca mais…". Completou o final de uma das estrofes do conhecido poema. Mas a pessoa ao seu lado teve uma reação nem tão esperada.

Ele não se assustou. Não demonstrou surpresa ou interesse nele. Mesmo sabendo que tinha alguém que não conhecia perto de si, ainda mais naquele horário.

- Você costuma recitar Edgar Allan Poe de madrugada e sozinho na ponte ? Ou é algo de uma noite só? - Perguntou para os olhos azuis - sem expressão alguma - que o encaravam.

Seu sorriso se desfez com a resposta.

- E você costuma observar estranhos na ponte enquanto eles recitam Edgar Allan Poe de madrugada e sozinhos? Ou também é algo de uma noite só?

Era diferente.

Ele não sentia medo dele.

Só não soube se era algo bom.

- Nem sempre - Vago. Como sempre - E você? O que faz sentado na ponte? Vai se suicidar ou algo parecido? - Tentou transparecer indiferença. Ele não queria aterrorizar sua atração principal bem no início do espetáculo.

- Sim - O loiro deu de ombros - Veio fazer o mesmo?

- Não. Apenas de passagem.

- Entendo - Pela primeira vez, o moreno conseguiu perceber uma emoção vinda do outro garoto. Sua voz quebradiça demonstrava melancolia e… Aceitação? - Você não vai fazer um monólogo enorme sobre como eu ainda sou muito novo e de que a vida vale a pena?

Então riu.

- Não, eu não acredito que palavras vazias vão lhe convencer a fazer o contrário - Confessou - Você parece bem decidido.

- Algo assim - Voltou sua atenção para a lua que brilhava por atenção para todos os amantes com corações partidos. Imaginou quantas histórias de amor estavam ocorrendo naquele mesmo instante. Ou chegando ao fim da linha - Qual seu nome?

- Você realmente quer saber?

- Nem um pouco - Olhou para as pontas dos dedos que agradeciam pelo ar que batia naquela parte da cidade. Era refrescante - Mas seria legal conhecer uma nova pessoa antes de ir…

Ele não viu mentiras em suas palavras.

- Sasuke.

- Sou o Naruto - Balançou a cabeça em um gesto educado - E o que você faz da vida? Trabalha? Tem filhos? É casado?

Sasuke riu outra vez.

- Você pergunta demais.

- É o que dizem.

- Eu… - Ponderou antes de dizer qualquer coisa - Na verdade eu sou um serial killer muito famoso e estou aqui caçando minhas vítimas.

Naruto apenas revirou os olhos, levando a um levantar das sobrancelhas de Sasuke. 

Com certeza ele era diferente.

- Não está com medo?

- Eu deveria? - Rebateu - Se você me matasse pelo menos eu não ficaria na ala "Suicídio" do inferno.

- Acreditas mesmo no inferno? - Sasuke colocou o peso de sua cabeça sobre suas duas mãos e fitou a figura de belos olhos safiras.

- Já estamos nele - Naruto disse de imediato - Acredito que o inferno pós-morte é apenas uma segunda fase de um eterno jogo de aflição e maldade que existe no mundo.

- O mundo foi tão perverso assim com você? - Estava começando a se interessar de verdade com aquela conversa.

- Não - Abraçou seu próprio corpo junto da ventania. Estava esfriando. Não se surpreenderia se começasse a nevar - Ele foi cem vezes pior.

E Sasuke entendia o que o nem-tão-desconhecido-assim queria dizer. Ninguém nascia com um propósito. As pessoas viviam por viver. Elas só existiam porque há muito tempo atrás, o universo achou que seria divertido criar vida do nada. Ponto final.

- "Ás vezes você acha bondade no meio do inferno".

- Bukowski?

- Você lê muitos poemas para um pirralho da sua idade - Sasuke brincou, mas tinha o objetivo de tentar descobrir a idade da pessoa ao seu lado.

- Eu não sou um pirralho - Suas bochechas se tornaram rubras e inflaram em clara expressão de raiva - Eu tenho 16 anos.

Claramente um pirralho.

- Há! Um moleque de dezesseis anos dizendo que não é uma criança - Bufou em divertimento - Minhas costas até estalaram agora.

- E quantos anos você tem, oh sábio erudita? 

- O velho erudita está muito bem com seus 27 anos, se você quiser saber.

- Ah… e como foi?

- Como foi o que?

- Viver com os dinossauros - E Naruto gargalhou como nunca tinha feito em sua vida ao ver a reação de Sasuke com sua piada. Quem diria que um estranho o faria passar por essas situações.

Era bom.

Os dois conversaram bastante ainda nessa noite. Sobre assuntos diversos. Filmes, jogos, livros, poemas. O estômago de Naruto se enchia de borboletas a cada segundo que passavam trocando risadas e teorias da conspiração que ambos acreditavam cegamente. Aquilo era tão fodidamente errado. Mas quem se importava? O loiro se sentia feliz quando via como suas personalidades opostas se completavam de uma maneira simples.

Se ele não fosse para o inferno por conta de suicídio. Seria por se apaixonar por quem não deveria.

Eram como uma harmoniosa sinfonia que fora esquecida em suas vidas passadas.

E ele não queria perder aquilo.

- Bom, eu preciso ir - As quatro palavras que fizeram seu coração gritar - Foi muito bom te conhecer, Naruto.

- Espera…

- Sim?

- Eu… - Ele queria um abraço. Ou apenas um toque de pele com pele. Naruto queria sentir - Acho que eu mudei de ideia sobre tudo isso.

Só entendeu o que o loiro quis dizer quando o mesmo apontou para as ondas, não menos cruéis, que ainda enfeitavam todo aquele cenário de horror antes de se conhecerem.

- Ah - Até Sasuke se assustou quando sorriu verdadeiramente para Naruto. Quanto tempo não sorria daquele jeito? - Que bom, pirralho.

- Então… acho que eu já vou.

- Boa sorte na vida, Naruto - Deu um pequeno aceno e se virou para ir embora. Mas hesitou por um segundo e se voltou para o garoto que ainda o encarava - Você vê os noticiários?

Mesmo não entendendo a razão da pergunta, o loiro respondeu.

- Nem tanto.

- Quero que você ligue sua televisão amanhã no canal 7 - Sasuke pediu.

- Algum motivo para isso?

- Você verá… se quiser.

E adentrou nas sombras de onde viera.

Sem abraços.

Sem toques.

Sem despedidas.

Naruto fez o mesmo.

 

(…)

 

Quando o loiro soube da verdade, não acreditou.

Não fazia sentido.

O controle remoto, que antes estava seguro em suas mãos, agora aproveitava a companhia do chão sem suas pilhas que sumiram embaixo do sofá logo após o objeto ter caído.

A televisão, ainda ligada no canal 7, não fazia som algum.

Naruto colocou no mudo para tentar processar as palavras já ditas pela âncora do jornal.

"Nesta manhã, pescadores encontraram um corpo boiando nas margens de um rio distante da cidade. Após horas de investigação, foi descoberto que o corpo pertencia à um dos assassinos mais famosos dos últimos anos que matava suas vítimas esfaqueando-as e as jogando da ponte, mais conhecido como Uchiha Sasuke. A suspeita é que ele teria se suicidado por con..."

Não terminou de ouvir a reportagem.

As palavras ainda soavam frescas em seus ouvidos.

"Nunca mais"


Notas Finais


é isso... bem rápida mesmo. hora do texto pq sim

bom, como vocês viram não teve em si um "romance" já que essa "paixão" foi completamente unilateral pela parte do naruto pq ele encontrou em sasuke algo que faltava dentro dele e isso fez com que ele repensasse a sua decisão (mesmo no início dizendo que estava decidido, na vdd ele não queria fazer aquilo, ele só esperava um sinal de que tudo ficaria bem) e para sasuke, então... no começo naruto seria apenas outra vítima dele :P mas ele também repensou nisso e quando o naruto disse que ele não seguiria em frente com aquilo, as palavras dele tocaram de verdade o sasuke... pq pela primeira vez ele tinha, de certo modo, salvado a vida de alguém e não acabado com ela

mas isso não o impediu de se suicidar...

bom, tive a ideia escutando as músicas do kamaitachi pq são mt boas

agora vou vou voltar ao meu sofrimento diário por sasunaru e klance

até :)


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