História Sinfonia n2, "O Caos", Primeiro Movimento - Capítulo 3


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Categorias Lineage
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Aventura, Drama, Fantasia, Magia, Medieval, Romance
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - Melodia n2


A mulher andou calmamente pelo quarto iluminado por tochas, ignorou a presença do rapaz, que segurava sua espada com apreensão. Parou em frente à cama e levantou sua mão. Um dos espíritos unicórnios então lançou uma magia de seu chifre. Uma poderosa rajada de vento levantou a cama até o teto de madeira por alguns segundos. A maga em seguida abaixou sua mão e a magia de ventou cessou, derrubando a cama e quebrando-a devido ao impacto com o chão. Ela então disse, tamborilando sua bochecha rosada enquanto olhava para a cama quebrada: 

-O dono da estalagem disse que ela estaria aqui, será que errei o quarto? 

-Com licença? -Disse Selpher, ainda em guarda. -Quem é você e por que invadiu meu quarto?  

-Ah! Perdão pelo incômodo. Eu pago pela destruição do quarto, não se preocupe. -Disse a mulher, se curvando e colocando sua mão esquerda sobre o ombro direito, com os dedos dobrados, um gesto da mais alta educação entre os elfos. -Meu nome é Amanda, mas pode me chamar de Mantis. Estou procurando por uma elfa sombria conhecida como Lâmina do Anoitecer, sabe onde posso encontrá-la? 

A mulher era humana, porém tinha feições quase élficas, cabelos castanhos curtos e lisos, bochechas rosadas e pele branca que brilhava com a luz das tochas. Vestia uma túnica que parecia ser de classe A, porém, claramente havia sido encantada para ter aquela aparência, pois emanava uma essência mágica muito superior às túnicas de classe A. Segurava um grande cajado que também emanava uma essência magica élfica poderosíssima. Se Selpher não estivesse tão preocupado com o fato de que o quarto foi invadido por uma mulher usando equipamentos mágicos de tão alto nível, teria achado no mínimo incomum o fato de uma humana conseguir invocar espíritos unicórnios, espíritos que apenas elfos eram capazes de invocar. 

Selpher, sem saber o que fazer naquela situação disse: 

-O que você quer com essa tal Lâmina do Anoitecer?  

-Então você sabe onde ela está. -Disse Mantis, com brilho no olhar. 

-Não sei quem é esta, mas quero saber o que quer com ela, já que destruiu meu quarto. -Disse Selpher, com a voz tensa.  

-Você não é um bom mentiroso, não é mesmo? Acho que terei que tirar a informação à força. -Disse Mantis, soltando seu cajado em pé e andando lentamente em direção ao rapaz enquanto juntava suas mãos, como se conjurasse uma magia maléfica.  

Delith entrou no quarto correndo, com armas em punhos e viu uma cena peculiar. Mesmo sendo uma maga, Mantis subjugou o guerreiro Selpher, completamente desarmada. Segurava seu rosto contra o chão, enquanto sentava em suas costas, conduzindo uma terrível cena de tortura. Com uma pena de ganso que tirou do travesseiro do rapaz, Mantis fazia cócegas na lateral do tronco de Selpher, enquanto perguntava sobre o paradeiro da Lâmina do Anoitecer. 

-O que está acontecendo aqui? -Disse Delith, desapontada, porém, não surpresa.  

-Mestra, socorro! -Disse Selpher, caindo às gargalhadas involuntárias.  

-Ah, você deve ser a Lâmina do Anoitecer! Finalmente nos encontramos pessoalmente. -Disse Mantis, parando sua tortura, ainda com um sorriso diabolicamente inocente.  

-Quem exatamente é você? -Disse Delith, segurando com firmeza suas duas adagas de cristal vermelho.  

-Poderia sair de cima de mim, por favor? -Disse Selpher, tentando se recompor.  

-Ah! Me desculpe. -Disse Mantis, ajudando o rapaz a se levantar. -Bem, há alguns anos venho tentando me comunicar com você, enviei mensageiros e procurei por você por todo o continente. Mas nunca parava em cidade alguma por mais de um dia. Só consegui te encontrar dessa vez porque está aqui há dois dias.  

-Então agradeça ao moleque por me atrasar. -Disse Delith, apontando para Selpher.  

-Desculpe por não ser um grande mercenário assassino de 200 anos. -Disse o rapaz, com sarcasmo, antes de ser alvejado por uma das adagas de sua mestra, que voou em direção ao seu rosto, causando um pequeno corte superficial em sua bochecha.  

-Nunca faça piadas com a idade de uma mulher, garoto. -Disse Mantis, com um olhar sombrio, como se sentisse as dores de Delith.  

-Sim, madame. -Disse Selpher, com extremo respeito repentinamente.  

-Hm, até que não é um caso perdido no quesito educação. -Disse Mantis, sorrindo. 

-Mas é um caso perdido em todos os outros aspectos. -Disse Delith, com tom sarcástico. -Diga-me logo o que quer. Pretende usar meus serviços? Pelo valor de seu equipamento mágico, deve ter dinheiro para me contratar.  

-Meu nome é Amanda Tibault, mas pode me chamar de Mantis. -Disse a mulher, se curvando respeitosamente de maneira élfica novamente. -Não quero contratá-la, mas sim recrutá-la. Meu marido e eu buscamos aliados para realizar nossas ambições, sua ajuda seria crucial para alcançarmos nosso objetivo em até 5 anos.  

-Me recrutar? Não tenho interesse em me juntar a companhias mercenárias ou famílias nobres, eu trabalho sozinha. -Respondeu Delith, guardando suas adagas.  

-Não pode nem ao menos nos dar uma chance de convencê-la do contrário? Os ganhos de nossos planos podem favorecer muito seu projeto pessoal. -Disse Mantis. 

-O que você sabe sobre isso? -Disse Delith, com tom de ameaça. 

-Para ser honesta, não sabemos de nada concreto. Mas, sabemos que acumula quantidades exorbitantes de Adena há muito tempo. Se é Adena que quer, podemos te ajudar. -Disse Mantis, pegando seu cajado e liberando a magia de invocação dos espíritos unicórnios, que desapareceram em pleno ar, em partículas de luz azul.  

-Não posso confiar em você. -Disse Delith, com os braços cruzados. 

-O que posso fazer para que confie minimamente em mim? -Disse Mantis. 

Delith olhou para Selpher, que juntava as partes de sua armadura que haviam se espalhado com a queda de sua cama. Então disse: 

-Conhece algum mago de Iss poderoso?  

-Conheço alguns, por que? -Disse Mantis. 

-Então tem algo que você pode fazer por mim esta noite, digo, por nós. -Disse Delith, apontando para Selpher. 

... 

Delith e Selpher estavam na entrada do portão Oeste de Goddard, bem equipados e preparados para passar a noite caçando mais 75 antílopes para coletar seus chifres. Porém, o prazo era curto demais. Selpher demorou cerca de 5 horas caçando apenas 25 antílopes, mas tinha cerca de 10 horas restando para coletar o triplo de chifres.  

Se Delith ajudasse Selpher a caçar, conseguiriam atingir a meta em cerca de 1 hora ou menos. Porém, a elfa sombria jurou que não iria interferir nas missões de caça do rapaz, pois julgava ser necessário que ele enfrentasse as dificuldades e contratempos da vida de um mercenário iniciante, sozinho. Mas nada a impedia de contratar um mago de reforço para ajudá-lo durante a caça, seria uma experiência motivadora para Selpher. 

Magos de reforço usam magias especiais que aumentam as habilidades físicas e mágicas de uma ou mais pessoas. Quanto mais poderoso o mago de reforço, maior o número de pessoas em que consegue lançar seus feitiços simultaneamente e mais poderosos esses feitiços ficam. Dentre essa classe de magos, os mais poderosos são os magos de Iss, usuários de magias de reforço criadas pelos extintos Gigantes. Existem casos de magos de Iss capazes de lançar feitiços sob exércitos de milhares de pessoas ao mesmo tempo.  

Selpher olhou para Delith, que parecia calma, e disse: 

-Vai mesmo confiar nessa tal de Mantis? E se ela descobrir sobre a vila? 

-Não podemos confiar nela. Mas podemos usá-la para terminar sua missão a tempo. -Respondeu Delith, encostando-se sob a muralha de aço da cidade, com os braços cruzados. -Contanto que ela e seu grupinho ambicioso não interfiram com a vila, não vamos precisar matá-los.  

Selpher assentiu, mas esperava não fazer daquela maga poderosa, sua inimiga.  

Após poucos minutos de espera, Mantis apareceu seguida de uma linda elfa loira, com feições jovens, não passava dos 50 anos de idade. Sua pele branca brilhava sob a luz do luar, tinha cabelos compridos que iam até seu quadril e olhos azuis que transmitiam certa gentileza. Ela então se apresentou educadamente: 

-Muito prazer, meu nome é Alava Noelle, sou uma maga de reforço da Horda. Mais especificamente, sou uma musa da espada. Espero poder ser útil. 

Musas da espada são elfas magas de reforço que usam magias baseadas no canto, suas vozes doces proferem feitiços e encantos poderosos, enquanto suas espadas encantadas flutuam e dançam ao som de suas vozes. 

-Horda? -Perguntou Selpher, curioso. 

-É como chamamos nossa companhia mercenária. Eu mesma dei o nome. -Respondeu Mantis, com um sorriso orgulhoso.   

-Ah! Que cabelo bonito você tem. -Disse a elfa Alava, passando a mão sobre o cabelo do jovem Selpher. -Se fosse mais comprido, seria parecido com o de um elfo.  

A elfa ficou parada, mexendo no cabelo do rapaz por um tempo, como se estivesse perdida em pensamentos avoados, com um sorriso bobo e inocente estampado no rosto, enquanto Delith, Selpher e Mantis a encaravam, tentando decifrar o que se passava em sua cabeça.  

-Ela é sempre assim? -Disse Selpher, gentilmente retirando as mãos da elfa de sua cabeça, enquanto ela olhava confusa para o rapaz. 

-Na maior parte do tempo, sim. Não é adorável? -Disse Mantis, acariciando gentilmente a cabeça da elfa avoada.  

-Tem certeza de que ela é uma maga poderosa? -Disse Selpher, desacreditando do potencial de Alava. 

-Não se engane pela aparência, garoto. -Disse Delith, se aproximando do grupo. -Olhe bem para a armadura dela.  

Selpher então percebeu a imensa essência mágica que emanava da armadura de aço azul de Alava. Embora parecesse frágil e boba, a elfa usava uma armadura encantada da classe R com 95% de pureza do metal Orichalcum, conhecida por ser pesadíssima, porém, muito resistente e flexível. É preciso ter corpo e mente extremamente bem treinados para conseguir usar uma armadura dessas com tanta facilidade. E a elfa usava aquela armadura como se estivesse usando um vestido leve, uma coisa assustadora para o jovem rapaz que mal conseguia usar armaduras da classe A. 

-Creio que com a ajuda dela, vamos conseguir cumprir a missão a tempo. -Disse Delith, com um sorriso confiante. 

E assim saiu o grupo, atravessando o Jardim das Bestas durante a noite, segurando lampiões mágicos para não se perderem da estrada Oeste, até chegarem perto da fronteira com o território da tribo Varka, onde se encontram os antílopes.  

O grupo parou em cima de uma grande rocha à beira da estrada, Delith acendeu uma fogueira, dizendo: 

-Podem começar a caçar, voltem quando sentirem sede ou fome, vou preparar algo para comerem.  

Selpher assentiu, descendo da pedra em seguida. 

-Me espere! -Disse Alava, tentando seguir Selpher, mas escorregando e caindo com o rosto no chão cinza da estrada. -Ai, meu nariz!  

-Você está bem? -Disse Selpher. 

-Acho que quebrei o nariz. -Disse Alava, antes de conjurar uma magia poderosa de cura que consertou seu nariz imediatamente. -Pronto! Já podemos ir. 

-Não é melhor fazer os encantamentos antes de saírem andando pelo escuro sozinhos? -Disse Mantis. 

-Ah! Verdade! -Disse Alava, que sacou suas espadas encantadas e começou a cantar. 

O lindo timbre doce da elfa, ecoou pela planície montanhosa, enquanto suas duas espadas dançavam a sua volta, como se festejassem o simples fato de sua voz existir. Selpher então sentiu uma dezena de diferentes magias caindo sobre seu corpo ao mesmo tempo. Alava conjurava uma dezena de encantamentos ao mesmo tempo, algo da mais alta dificuldade para um mago de reforço. Fazia isso como se fosse uma brincadeira.  

Selpher sentiu seu corpo se encher de força, se sentia três vezes mais rápido, com reflexos muito mais apurados, sua visão durante a noite era claríssima, quase tão boa quanto durante o dia. Sua armadura e suas espadas quase não tinham peso, sua mente raciocinava mais rapidamente, era como se tivesse entrado em um corpo com 10 anos a mais de treinamento. 

Quando Alava e Selpher saíram de suas vistas, Delith confrontou Mantis diante da fogueira: 

-Vem até mim, querendo que me junte ao seu grupo, mas esconde quem você é. Espera mesmo que confie em você, Fúria do Mar de Innadril? 

-Então já me conhecia? -Disse Mantis, com olhar fixo sob a fogueira. 

-É conhecida em todo o continente. A mulher que desafiou toda a frota do rei de Innadril sozinha. -Disse Delith, olhando fixamente para os olhos desviantes de Mantis. -O que me surpreende é o fato de ter se juntado a um soldado morto para brincarem de família mercenária.  

De repente os olhos de Mantis se encheram de fúria e ela se levantou, dizendo: 

-Você não sabe pelo o que passamos, você não sabe de nada! 

-Minha rede de informações é muito maior que a sua, pode apostar. Sei que passou anos protegendo alguma coisa nos mares do Sul, e por isso lutou até contra a frota de Innadril. -Disse Delith, com uma voz fria, ainda encarando os olhos de Mantis. -Então me diga ao menos uma verdade. Por que abandonar sua luta repentinamente, para seguir a ambição de um homem que perdeu tudo? 

-Você pode falar o que quiser sobre mim, mas não ouse proferir injúrias sobre ele. -Disse Mantis, liberando uma espécie de aura amarela em torno de si, enquanto seus olhos enchiam-se ainda mais de fúria. 

-Se quer que eu confie em vocês, responda minha pergunta. -Disse Delith, liberando também a mesma espécie de aura, porém da cor roxa, com olhar atento para cada movimento da maga. 

... 

Após andarem uma boa distância do acampamento, Selpher e Alava avistaram sua primeira presa, um antílope distraído que pastava calmamente sob a luz do luar.  

Selpher lançou-se sobre o animal, sem cerimônias, com uma ferocidade animalesca, como quem acabara de descobrir sua própria força. Alava apenas observava e ria dos movimentos rígidos e nada elegantes do rapaz com suas espadas. Conseguiu matar o antílope com facilidade, apesar da atuação de combate vergonhosa para um espadachim.  

Enquanto procuravam mais antílopes, Alava arrepiou-se ao sentir o choque de duas auras gigantescas vindas do acampamento. Sabia que Delith e Mantis estavam se confrontando, medindo suas forças e testando suas intenções. Embora fosse distraída e avoada, Alava era muito inteligente e perceptiva quanto aos sentimentos das pessoas à sua volta. Sabia que seria crucial que Delith e Mantis se confrontassem sem interrupções para que pudessem confiar uma na outra. Na tentativa de impedir que Selpher notasse o confronto de auras na direção do acampamento, a elfa parou de andar e disse: 

-Quantos anos tem, garoto? 

-16, por que quer saber? -Perguntou Selpher, surpreso pela pergunta repentina da elfa. 

-Sei que não confia em nós, afinal somos só estranhas vestindo armaduras caras. Mas fiquei curiosa, por que alguém tão jovem decidiu se tornar um duelista? -Disse a elfa, andando em círculos, como se procurasse por algo no chão. 

-Como sabe que quero ser um duelista? 

-Eu e minha irmã sempre gostamos de visitar o coliseu de Aden desde bem jovens. A forma como segura as espadas, se parece muito com a de um certo duelista que participou do torneio do campeão do império de Elmore, 4 anos atrás. -Disse Alava. 

-O filho do imperador? Kain Van Halter? Sim, nós estávamos no coliseu no dia do torneio. -Respondeu Selpher. 

-Por que imita os movimentos dele? O seu porte físico magro é mais apropriado para ser um ladino, sabia? Ah, achei! -Disse Alava, pegando uma pedra do chão e guardando em sua bolsa. 

-O que está fazendo? -Disse Selpher, confuso. 

-Pegando pedras bonitas, é um hobbie meu. -Respondeu Alava, inocentemente. 

-Bem, voltando à sua pergunta, eu preciso vencer o torneio do campeão de Elmore, e para vencer um torneio de duelos, é mais fácil ser um duelista. Certo? -Respondeu Selpher, dando de ombros e ignorando o comportamento estranho da elfa. 

-Realmente, é uma lógica simples e sincera. -Disse Alava, com uma risada doce e um lindo sorriso. -Mas ainda me parece que faz isso por obrigação, não por ambição. 

-Eu admito que não sou forte, talentoso, rápido, inteligente ou corajoso como os participantes do torneio. Mas tem alguém que preciso vencer em um duelo o mais rápido possível, então não tenho tempo para ficar resmungando da minha fraqueza. 

-Gostei da sua determinação. Mas se continuar imitando os movimentos de outros guerreiros, sem entender seus verdadeiros significados, vai apenas parecer uma imitação barata e sem poder. -Respondeu Alava com um olhar sério pela primeira vez. 

Selpher abaixou sua cabeça por um instante, pensativo, e Alava então sacou suas espadas, dizendo: 

-Um dos movimentos que tentou fazer mais cedo, se parecia muito com esse. 

Alava então apoiou-se em seu pé direito, inclinando-se para trás, girou o quadril para a esquerda e com suas espadas fez um corte vertical no ar, de baixo para cima. As pontas das espadas brilharam intensamente por um momento e um rastro de luz riscou o ar por onde a lâmina passou. Imediatamente, esse rastro de luz moveu-se pelo ar rapidamente, seguindo sempre em frente, até atingir uma árvore e cortá-la ao meio. 

-Que incrível! Como fez isso? -Disse Selpher, maravilhado com o movimento da elfa. 

-É uma técnica básica para duelistas, chamada corte sônico. -Explicou Alava.  

-Mas achei que fosse uma maga, não uma duelista.  

-Bem, não sou uma grande especialista nas técnicas dos duelistas, mas conheço alguns truques. Se quiser posso te ensinar uma coisa ou outra enquanto caçamos. -Disse a elfa, sorrindo. 

Selpher ainda não havia percebido como era estranho para um mago usar armadura pesada ao invés de uma túnica encantada. Mas como maga de reforço, era sempre um dos alvos principais de seus inimigos, tornando necessário que soubesse técnicas de luta corpo-a-corpo para se defender.  

Naquela noite, o rapaz sentiu pela elfa uma admiração que era comparável apenas com a admiração que tinha por sua mestra. Mais do que poder mágico ou força física, o cuidado, a gentileza e a sensibilidade da elfa foram o que marcaram o jovem duelista para sempre.  



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