História Sinfonias Dolorosas - Capítulo 7


Escrita por:

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Advocacia, Bangtan Boys, Bts, Direito, Hentai, Hetero, Imagine, Imagine Bts, Imagine Jimin, Imagine Jungkook, Jimin, Jungkook, Maknae Line, Park Jimin, Romance, Shoujo, Taehyung
Visualizações 525
Palavras 1.785
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura.

Capítulo 7 - Comida italiana e ofertas de paz.


— Eu nunca vi cuecas com estampas de berinjelas também. —Disse com a destra à frente da boca, voltando a mastigar a almôndega após.

— Já pensou em uma cueca com o desenho de apenas uma berinjela estrategicamente colocada no lugar das partes? —Ele sorriu arqueando levemente as sobrancelhas.

— Soa muito sexy. —Brincou voltando a mexer no macarrão dentro da caixinha retangular vinda do restaurante italiano do centro.

— Sexy? Soa irresistível. —Corrigi convicta, apesar da imagem em minha mente parecer no máximo cômica.

— Então já sei o que usar daqui em diante nos meus encontros mais sórdidos. —Comentou com um ar malicioso que se acrescentou à cena em minha mente, o que resultou em eu quase cuspir o camarão que havia acabado de enfiar na boca.— Modéstia parte, eu faria berinjela parecer algo muito apetitoso. —Acrescentou fazendo-me erguer uma sobrancelha e soltar um "Hunf" curto em deboche, que o fez protestar indignado.— Está duvidando? —Perguntou estreitando os olhos.

— Eu tenho fetiches diferentes. —Justifiquei na defensiva.

— E quais seriam? —Indagou fazendo-me engasgar por um segundo.

— Não se pergunta isso! —Resmunguei rindo, ainda me recuperando da comida que tentou se guiar ao meu pulmão.

— Apenas pesquisa de campo. —Endireitou a postura, voltando-se para mim, parecia realmente esperar uma resposta.

— Eu sou mais para o lado das frutas, se fosse uma laranja, poderíamos até conversar. —Comentei ficando confusa ao vê-lo gesticular para que eu aguardasse e soltar seu espaguete na mesa, fazendo-me conter o riso quando ele trouxe uma samba canção com desenhos de laranjas e limões do quarto.


Os planos de não voltar tarde para casa e estudar o caso de Samantha Hoffmann acabaram ficando de lado juntos da samba canção jogada em qualquer canto enquanto Taehyung e eu conversávamos no sofá. As caixinhas de comida italiana ficaram vazias sobre a mesinha de centro entre o sofá de dois lugares onde eu estava deitada e o outro igual, onde Taehyung se mantinha sentado e com o cotovelo apoiado no braço rechonchudo do móvel verde escuro, amparando o queixo na base da palma.

Falamos sobre novelas antigas que nossas mães assistiam e acabavam se tornando nossa programação também, filmes que marcaram nossa infância, o primeiro amor literário ou 2D de nossas vidas. Sobre Seokjin, que não nos fez companhia por querer aproveitar a noite de folga para descansar. Seokjin era, apesar de mais velho, o irmão que Taehyung sempre pediu e nunca recebeu, a figura paterna que nunca foi presente em sua infância e talvez a parte racional e madura que lhe faltava às vezes.                 

Falamos sobre tudo, menos sobre o que aconteceu no restaurante, assunto em que ele até chegou a tocar e perguntar se estava tudo bem, mas respeitou eu não querer falar sobre. E isso foi talvez um dos fatores para eu aceitar sair com Taehyung no próximo final de semana antes de nos despedirmos com um abraço desajeitado dado a mim por ele.

Não era tarde quando adentrei meu apartamento e cacei os interruptores a fim de acender as luzes, mas não era cedo suficiente para fazer muita coisa antes de pensar em ir deitar.

Peguei a pasta de papéis deixada sobre a cômoda de gavetas onde eu guardava tudo o que não tinha muito um lugar certo de onde ficar e sentei na poltrona. Folheando um pouco os documentos alterados para manterem informações pessoais desconhecidas.

Procurei pelo caso na internet e assisti uma ou duas reportagens até sentir o coração acelerar ao navegador ser minimizado e a tela exibir a chamada recebida. Eu não esperava que ele fosse me ligar ainda naquela noite, na verdade, nem sabia muito se iria falar comigo no dia seguinte quando estivéssemos em classe.


 — Primeiramente, eu sei que fui um grandessíssimo babaca e eu sinto muito. —Disse assim que atendi a ligação.— E em segundo, leve a sério o primeiramente, por favor. —Pediu suspirando após. Continuei fitando o ventilador de teto em madeira clara acima de mim, que servia mais como decoração que como um ventilador de fato. Não sabia bem como começar.

— Não fiquei muito surpresa. —Comentei comprimindo levemente os lábios após, não deixava de ser verdade, Taehyung já havia me alertado.— Mas eu fiquei realmente com medo, aquilo foi tão... —Sorri  um pouco nervosa.— Sério, Jimin, eu não sei o que pensar sobre você. —Subi levemente os ombros, levando a mão vaga aos cabelos e os penteando com os dedos para afastar o breve nervosismo.    

Não foi intencional. Taehyung é um traste de ser humano e só daquilo estar no mesmo ambiente que eu, já me tira do sério. —Disse parecendo incomodado apenas de citar o nome.— Não vai se repetir, okay? Eu te prometo.

— Taehyung foi muito gentil comigo hoje. —Comentei pensando no bom humor e gentileza com qual o homem havia me acompanhado desde a tarde até a noite.

Tudo bem. —Pareceu encerrar o assunto apressado apesar do tom compreensivo em que veio a afirmação.— Mas se você não se importar, é claro, eu trouxe um pedido de desculpas direto de uma das minhas confeitarias preferidas e gostaria muito se você pudesse me receber. —As batidas na porta do apartamento me fizeram erguer a postura para fitar a entrada.— Mas se você quiser apenas me socar e depois fechar a porta na minha cara, seria justo.  

Levantei seguindo até porta e vendo Jimin ao lado de fora pelo olho mágico, estava encostado na parede do corredor, fitando os próprios pés.  Segurava numa mão uma sacola e na outra o celular. Abri uma brecha da porta e ele ergueu o rosto, sorrindo ao me ver ainda segurando o celular ao ouvido.

— No rosto não, por favor. —Pediu fazendo-me sorrir.  

— O que é? —Perguntei meneando a cabeça em direção à sacola.

— Uma torta de morango. —Disse erguendo a sacola com a logo da confeitaria imprensa.

— Oferta de paz aceita. —Abri a porta, dando-o espaço para entrar.

— Essa foi por pouco. —Pôs aliviado a mão sobre peito após guardar o celular no bolso.— Me desculpa. —Pediu envolvendo-me com o braço livre, dando um beijo em minha testa.— Eu não queria te assustar, desculpa. —Sussurrou se afastando novamente, vendo-me assentir ainda um pouco desconfortável.

— Pode ficar à vontade. —Apontei o sofá e segui para a cozinha, iria pegar a louça necessária para comermos, apesar de eu não estar lá tão interessada no doce, havia comido bastante com Taehyung antes.— Não achei que viria aqui tão tarde. —Comentei lembrando de que ele não morava perto.

— Eu tinha obrigação de vir te pedir desculpa pessoalmente. —Disse retirando da cabeça o gorro que usava, puxando um pouco as mangas longas do moletom largo, Jimin parecia totalmente outro naquele terno de mais cedo.

— Entendi. —Sussurrei voltando até si, colocando os pratos e as colherinhas sobre a mesa, o entregando a faca para que me cortasse a torta.— Por que Taehyung te tira do sério? —Perguntei olhando-o me servir primeiro.     

— Tivemos algumas brigas bem sérias no passado. —Respondeu não parecendo surpreso de eu tocar no assunto, já deveria ter vindo esperando por aquilo.

— Ele me contou que a irmã dele já foi meio que bem íntima de você. —Cortei a ponta triangular da fatia com a colher.

— Eu era do tipo que não gostava de relacionamentos, então não assumimos nada, éramos apenas amigos com benefícios e eu deixava isso bem claro. —Explicou quase na defensiva.

— Isso geralmente não acaba bem... —Comentei prendendo as mechas soltas atrás das orelhas.

— Sim, mas eu descobri isso depois de um bom tempo. —Forçou um sorriso constrangido.— Ela não aceitou muito bem, então eu achei melhor me afastar pra não piorar tudo mais ainda.

— Mas parece que piorou mesmo assim. —Ele respirou fundo.

— Eu era imaturo, não sou mais daquela forma, aconteceu muita coisa desde aquela época. —Disse olhando-me enfiar a primeira colherada na boca, esperando minha reação.— Eu devia ter trazido sorvete também, vou me lembrar na próxima.

— Não é justo comprar as pessoas com doces. —Resmunguei me aconchegando melhor na poltrona, estava realmente boa.

— Não gosto de mimar qualquer pessoa, você é um caso especial. —Endireitou a postura, dando-me um sorriso gentil.— Estava estudando? —Perguntou notando a pasta de documentos que eu havia deixado largada no sofá onde havia se sentado, rindo confuso quando me apressei para tomá-la de sua mão.

— Segredo de estado. —Ajeitei as folhas que estavam soltas antes de fechar a pasta, indicando que iria guardá-la antes de seguir para o quarto.

 

Jimin me contou um pouco mais sobre a época entre sua pré-adolescência e a atual, conseguindo me surpreender com a mudança drástica de rotina que teve em questão de poucos anos. Aos quatorze teve o primeiro contato com drogas e aos dezesseis passou a frequentar boates e bares, mas disse nunca ter se divertido muito nesses lugares, que ia mais para se ocupar que por gostar mesmo de um espaço pequeno lotado de pessoas agitadas e alteradas.

Tinha alguns amigos que facilitavam sua entrada nos locais e foi numa noitada que conheceu Choon-Hee, irmã mais nova de Taehyung, noite também onde teve sua primeira overdose de cocaína e foi internado. Ele assegurou estar limpo há dois anos ao notar minha feição preocupada, mas eu ainda estava tentando digerir a informação que estava sendo mais séria do que eu esperava. 

Eu entendi um pouco sobre o tal passado nada bonito dos irmãos Kim e Jimin fazia parte dele, ao menos uma parte, pois Jimin me disse com um sorriso pretensioso para questionar a Taehyung a parte mais séria da coisa caso eu quisesse saber realmente.

 

Ele mudou de assunto após um silêncio desconfortável começar a se assentar, perguntando sobre a aula que ele havia faltado e o segredo de estado guardado agora em meu quarto. Yoongi havia me pedido para não dizer sobre os documentos para alguém da classe antes de segunda, dia em que seria o tribunal simulado, então apenas comentei que seria sobre um assassinato e que devíamos estudar bem os livros, aproveitando para mostrar a Jimin o resumo trazido por Yoongi para nos ajudar, mas ele não pareceu muito interessado no texto descomplicado.

Já era um pouco tarde e Jimin acabou não ficando tanto tempo, se levantando para se retirar e me pedindo desculpa uma última vez enquanto eu o acompanhava até a porta, ficando constrangido quando tentou me abraçar e eu me afastei, deixando a sensação de estranheza entre nós dois.

Guardei o que havia sobrado da torta e peguei meu celular antes de seguir para o quarto, terminaria de assistir a reportagem que Jimin acabou interrompendo e leria mais algumas páginas do caso antes de dormir.


Notas Finais


Obrigada por ler até aqui.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...