1. Spirit Fanfics >
  2. Sinful Passion-Dimash Kudaibergen >
  3. O silencio também fala

História Sinful Passion-Dimash Kudaibergen - Capítulo 6


Escrita por:


Notas do Autor


Mais um capitulo pronto, bora!

Capítulo 6 - O silencio também fala


Fanfic / Fanfiction Sinful Passion-Dimash Kudaibergen - Capítulo 6 - O silencio também fala

 

‘’Aprenda a confiar no que está acontecendo. Se há silencio, deixe-o aumentar, algo acontecerá.

Se há tempestade, deixe-a rugir, ela se acalmará.’’  (Lao Tsé)

 

Quase 3 semanas se passaram e Victória estava seguindo sua decisão de manter uma certa distância de Dimash. Ela evitava até usar o Instagram, já que seria fácil ver atualizações dele sem querer, então quando queria fazer alguma foto ou vídeo rápido, ela fazia e só. Algo estava acontecendo, algo estava mudando e ela sentia, era dentro dela. Ela tinha suas ocupações, afazeres, a Demi, coisas a resolver, e lidava bem com tudo, mas quando chegava o silencio, vinha um incomodo que ela fingia pra si não saber o que era. Era saudade.

Quando se tornou tão necessário para ela? Quando foi que ouvir os conselhos, piadas, ou simplesmente só ouvir a voz dele se tornaram tão indispensáveis nos dias dela?

‘’Como eu deixei isso acontecer?! Que espécie de idiotice é essa que eu to sentindo?’’ ela dizia para si. Victória seguia cada dia ocupando ao máximo seu tempo com tudo que podia, para ignorar pensamentos, sentimentos, imagens, uma certa voz que não saia de sua mente.

‘’Ainda bem que ele não liga para o meu sumiço, ele tem com o que se preocupar, eu não faço diferença no dia a dia dele, é melhor assim mesmo.’’ Ela pensava. Nada que o tempo não cure. Ela já tinha superado tantas outras coisas. Victória tem resolvido pendencias de sua floricultura na Rússia pelo notebook, problemas na parte financeira e administrativa, já que sua sócia estava na Rússia e podia ver como iam as coisas lá. Ela havia dito que as vendas não tinham sito muito afetadas. Ela não via a hora dessa pandemia passar, ficar isolada entre 4 paredes com a mente e o coração trabalhando contra não está sendo fácil, ela precisa sair, ver gente, se divertir. Esquecer o que deve esquecer, ou melhor...esquecer quem deve esquecer.

 

O céu estava de um azul celeste, quase não se viam nuvens. A visão paradisíaca, revigorante, trazendo toda a paz que alguém precisa para aquietar sua alma. São tantas as emoções que passam pela mente de quem se põe a contemplar aquele lugar. Dimash estava sentado entre algumas flores e pedras. Estava perdido em pensamentos e reflexões. Absorvendo cada gota dos ensinamentos que a natureza poderia partilhar com ele, assim ele ficou por um bom tempo, em silencio, apenas sentindo tudo ao seu redor, buscando deixar que sua mente e coração fossem purificados de todo sentimento ruim, todo mal. Fazia tempo que ele não tinha esse momento para estar tão próximo à natureza, ele adorava isso, aprendeu muito com sua avó a importância e valor da natureza, o quanto estamos conectados a ela e ela a nós. Toda energia, força que ela pode nos conceder quando precisamos, basta tratá-la com respeito e gratidão. Ele relembrou os tempos de sua infância e adolescência em que sua avó o levava para conhecer lugares com uma beleza de encher os olhos, e em cada um deles, ela sempre tinha um ensinamento compartilhar. Ele se deita um pouco olhando para o céu, logo fecha os olhos. Ele precisava muito disso, desse descanso, de recarregar as energias. Daquele silencio longe dos semáforos e buzinas de carros.

Um tempo tinha se passado, e seus amigos de trabalho vieram o chamar para regressarem a casa de um deles. Um deles tinha uma casa ali, e Dimash ficou muito agradecido com o convite de poder conhecer. Depois de meses de trabalho no estúdio, esse passeio ao ar livre, caiu como uma luva.

Ele não perdeu tempo, aproveitou como pode o dia. Andou a cavalo, algo que não fazia a muito tempo. Conversou muito, riu muito, contaram muitas histórias do local para ele. Logo ele já estava no alto de uma árvore, com um sorriso travesso vitorioso de menino que só ele tinha.

O dia ia chegando ao fim. O sol se punha atrás das montanhas, e o frio já vinha chegando sem cerimonias. Ainda bem que ele havia levado um casaco, no carro eles voltaram para o centro da cidade conversando sobre o novo álbum, estavam pensando em como seria a capa do álbum, Dimash tinha algumas ideias, eles ouviram e ficaram comentando os detalhes toda a viagem.

 

Já em casa Dimash, se dirige para a cozinha e abraça seus pais, eles perguntam como foi o passeio, e Dimash senta-se para mostrar algumas fotos que tinha tirado no local. Eles ficam maravilhados. Ele estava precisando de um banho quente, não demorou para subir e entrar debaixo do chuveiro, ficou um tempo com a água caindo em sua nuca, o dia foi maravilhoso, ele se sentia novo em folha. Nem a viagem de volta deixou ele cansado, ele se secou e vestiu uma calça e um casaco de moletom preto. Olhou sua caixa de e-mails no notebook rapidamente.

Ficou assistindo vídeos sobre notícias no youtube, até seus olhos começarem a pesar. Ele desligou e foi se deitar. Logo já estava adormecido .

Ele esqueceu a janela aberta. Uma presença se fez presente por trás da cortina clara.

Algo rastejava pelo chão, em direção a cama. Dimash abriu os olhos e olhou para o lado esquerdo, foi quando ele se deu conta que havia uma cobra no tapete, de frente para sua cama, parada o encarando. Ele começou a cogitar de onde ela poderia ter saído e conseguido entrar ali, seu quarto estava no segundo andar. Isso já era estranho em si, mas ele ainda assim não sentiu medo em nenhum momento. Até ele colocar os pés no chão e encarar de volta, ele sentou apoiando as mãos nas coxas. Foi quando, o animal começou a assumir outra forma...estava trocando de pele,não era um processo rápido, mas ele observou até o fim, e logo a silhueta no escuro cresceu abandonando a antiga forma, e agora ele conseguia ver uma forma humana no escuro ,a claridade na janela iluminava parcialmente as curvas que agora estavam diante dele ali. Ele precisava conferir se estava ficando louco, sim...possivelmente estava.

Ele deu alguns passos, e parou diante da forma humana no escuro, ele conseguia ver o vulto do colo desnudo, dos lábios, de fios soltos de cabelo na frente do rosto. Ele tomou a iniciativa de levar o dedo indicador da mão esquerda até as madeixas que cobriam o rosto da figura misteriosa, ele levou os fios para trás do ombro. Era estranho, ele não sabia quem era, mas sentia que a conhecia.

Não se sentia mal pela presença da figura em seu quarto no escuro. Pelo contrário, ficou mais instigado a chegar mais perto, até que ambas as respirações se tornassem uma. O cheiro, ele já havia sentido antes, ele conhecia esse perfume, mas de onde? Ele dirigiu deu indicador pelo queixo da figura, contornando os lábios quentes e macios. Sua testa encosta na dela, e seus lábios roçam um no outro ansiando por mais, o cheiro dela estava entorpecendo os sentidos dele. Ela então, aprofundou o contato e beijou Dimash, o puxando pela nuca para mais perto dela. Ele a segurou pelo quadril, ele pode sentir como o corpo dela tinha curvas, como era cheirosa. Quando ele sentiu a língua quente e macia dela tocando a sua ele gemeu contra a boca dela. Ele não queria parar, mas neste instante ele ouviu uma voz conhecida, sua avó o chamando. Foi quando a figura misteriosa hesitou e deu passos para longe de Dimash. Ela voltou a assumir a antiga forma de cobra. Nesse momento Dimash despertou em um sobressalto. Ótimo, outro sonho estranho e confuso. Já é o segundo, mas o mais intrigante, é que ambas as figuras nos dois sonhos têm o mesmo perfume. Era muito marcante e sensual para esquecer. Esses sonhos estavam deixando-o pensativo, teriam algum significado afinal? E minha avó? porque ela estava no sonho dessa vez? Ele precisava de respostas. Aprendeu desde cedo com usa avó que sonhos as vezes tem muito o que nos dizer.

Era sábado, e ele passaria o dia com a família em casa, mais tarde iria estudar algumas coisas para a finalização do álbum, especialmente sobre a capa.

O almoço foi muito bom, todos ajudaram, conversaram bastante, e depois que terminaram, tomaram chá e, enfim seguiram para a sala, Mansur deu a ideia de verem um filme juntos, todos toparam, deixaram ele escolher o filme, ele estava realmente animado. Raushan estava com a cabeça apoiada no ombro do mãe, estavam sentadas no sofá, Dimash e senhor Kanat estavam sentados no tapete que era bem felpudo, Dimash pegou umas duas almofadas e se deitou abaixo dos pés de Raushan ,vez ou outra ele fazia cócegas no pé dela ,ela ficava aborrecida e rindo ao mesmo tempo. Ele sabia ser implicante as vezes. Mansur enfim, se sentou ao lado da mãe quando escolheu um filme que achou interessante pela sinopse, era de aventura. Passaram o resto do dia vendo o filme que por sinal, agradou a todos, senhor Kanat umas duas vezes cochilou, mas Mansur o cutucava com o pé, para ele ver o filme. Raushan morria de rir, o pai cochilava e roncava de forma audível, e dizia que estava prestando atenção ao filme. Dimash observava o filme compenetrado, mas olhava as vezes para seu irmão caçula com um sorriso irônico, por ele tentar fazer seu pai ficar acordado durante um filme, ele sabia que era perda de tempo, seu pai dormia fácil em qualquer lugar.

 

Terminado o filme, Dimash sobe para estudar algumas coisas para finalizar o álbum. Ele se senta diante da mesa com o seu laptop que demora a ligar, enquanto ele aguarda inicializar, ele olha o Instagram no seu celular, vê as atualizações,  percebe que fazia semanas que não via nada de Victória . Ele se perguntou se estaria tudo bem com elas, resolveu mandar uma mensagem.

‘’Boa noite Victória, como estão vocês? Está tudo bem?’’ Ele digita e envia.

Deixa o celular do lado do laptop e se ocupa com seu trabalho. Passa o resto do sábado trabalhando como tinha planejado. Já estava com umas ideias de arte e design para o álbum, anotou tudo para depois compartilhar na reunião com seus parceiros no estúdio.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...