História Sing Me - Capítulo 11


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Categorias Shawn Mendes
Personagens Personagens Originais, Shawn Mendes
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Palavras 3.203
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, LGBT, Literatura Feminina, Musical (Songfic), Poesias, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olaaaaa

Eu falei pra mim, quando comecei essa história: vamo lá, Rayssa, sem drama e traumas........... mas não consegui, as tretas vão começar a desenrolar daqui em diante

A música é Burn, The Pretty Reckless.

Ah, por favor, leiam as notas finais.

Boa leitura!

Capítulo 11 - Burn


Fanfic / Fanfiction Sing Me - Capítulo 11 - Burn

Elle passou o dia inteiro com sua família. Todos estavam muito felizes, ainda empolgados por terem visto a apresentação de Elle no festival, no dia anterior. Andy não sabia que a irmã não dormiu em casa, e Helena não fez perguntas, mesmo quando Elle apareceu e ela já estava acordada.

Recebeu uma mensagem de Miranda avisando sobre uma reunião na Muse na manhã seguinte. Ela não disse do que se tratava, mas devia se tratar de algo bom, já que sua manager estava excepcionalmente empolgada.

Decidiu ainda não contar sobre tudo com Shawn para Andy, pois Elle nem sabia ao certo como se sentia em relação a isso. Foi um tempo bom, mas mesmo que não fosse admitir em voz alta jamais, havia ficado chateada com o canadense. Não tinha a ver com gostar dele, nem nada disso. Mas tinha a ver com estar por completo naquele momento, mesmo sendo coisa de uma noite só. Elle estava com ele por completo a todo momento, mas só de pensar que ele podia estar com ela pensando em outra garota, ou só para fugir dos próprios sentimentos, Elle sentia asco.

Conscientemente sabia que não deveria fazer disso algo maior que realmente é, mas era verdade que não gostou disso. Achava que Shawn a queria assim como ela o queria. Ainda mais depois daquele jogo de sedução.

Quando a noite chegou, Elle colocou Eduardo para dormir, cantando as músicas brasileiras que sua mãe cantava para ela dormir quando era pequena.

Logo depois, foi a vez de Andy se recolher para dormir. Havia feito amizade com Max, e na manhã seguinte as duas e mais uma amiga de Max iriam ao shopping. Elle gostou de ver a irmã particularmente empolgada com as novas amigas.

– Finalmente poderemos conversar. – Elle suspirou para a mãe. Ainda não tinham tido um momento à sós para conversar sobre a crise que teve na semana anterior.

– Percebi que você tem estado estranha esses dias... – Helena comentou, sorrindo com carinho. Então um vinco de preocupação se fez em seu rosto.

– Mãe... Eu tive uma crise estranha na sexta-feira passada. – Elle começou. – Eu vi um objeto, e ele me lembrou da imagem de Nossa Senhora de Aparecida. Aquela imagem.

A expressão de Helena se fechou em um misto de preocupação e surpresa. Ela passou a mão pelo rosto da filha, angustiada.

– Eu sentia como se estivesse sufocando, mas eu não estava morrendo. – Elle explicou, levantando a mão até o próprio pescoço. – E eu revivi aquele momento.

– Você reviveu a morte do Bento? – Helena indagou.

– Cada maldito detalhe. Desde a briga, até ele morrer. O sangue dele estava nas minhas mãos, mãe. Eu não quero sentir isso novamente. – Elle disse, um nó ardendo em sua garganta.

– Foi uma memória ruim, filha. Precisamos esquecer isso. – Helena disse, segurando a mão da filha.

– Eu tento, mas eu não posso esquecer que eu matei meu próprio pai! – Elle exclamou, machucada.

Um barulho foi ouvido e um vaso de flores foi ao chão. Mãe e filha saltaram de susto ao ver Andy parada ali perto, na entrada da cozinha. Nos seus olhos haviam tantos sentimentos ruins.

– Andy... – Elle gaguejou, apavorada.

– Você... Você matou o nosso pai? – Andy indagou com a voz trêmula e os lábios também. Os olhos dela já estavam cheios quando ela deu um passo para trás.

O estômago de Elle despencou, a fazendo entrar em uma espécie de transe. Não era para ser assim. Não era!

– Andy... – Helena chamou pela filha mais nova, tentando transparecer tranquilidade, quando na verdade ela tinha medo da catástrofe que aquele momento poderia ser.

– Você o matou, Danielle? Você tirou o meu pai de mim? Você tirou de Eduardo a oportunidade de conhecer o próprio pai? – Andy jogou na sua cara, e Elle aceitou como tiros no meio do seu peito.

Queria começar a se explicar, mas simplesmente não conseguia, pois as imagens em sua cabeça à levava de volta a sua vida miserável no Brasil.

Na questão financeira, tudo ia bem. Bem melhor do que as dificuldades que eles passaram depois. Bento trabalhava na parte administrativa de uma empresa de transporte. Seu salário era bom, para pagar as contas e colocar comida farta na mesa.

Na época, Helena era apenas uma dona de casa que cuidava do lar com a mais perfeita destreza. As coisas começaram a desandar quando Elle tinha oito anos, e Andy, quatro.

Bento passou a beber. Não uma garrafa, não um copo. Muito, ele bebia muito, e ficava agressivo. A primeira vez que agrediu Helena, foi um empurrão contra a geladeira, a mulher ficou com um hematoma na costa e lágrimas presas na garganta.

Elle era nova demais para entender. Mas sabia que era ruim. Com Andy dormindo, Elle se encolhia no corredor sabendo que era ruim. Os empurrões em Helena passaram a ser mais brutos, viraram tapas, até o dia que viraram socos.

A pequena Elle estava no corredor quando ouviu seu pai gritar, furioso. Sua carne não estava do jeito que ele queria, havia passado do ponto. Bento vestia uma camisa social branca, seus olhos castanhos estavam enevoados por ódio, ele lançou o prato na parede com violência, fazendo a comida se espalhar por todo o canto e cacos do prato pelo chão. Elle saltou de onde estava, e podia ver o desenrolar da cena conforme as lágrimas caíam.

Prontamente, em silêncio e de cabeça baixa, Helena se ajoelhou para limpar tudo antes que ele ficasse mais furioso.

– A única coisa que eu exijo, é ter comida quando chegar, e você me faz uma porcaria dessa, Helena?! – Sua voz grave retumbava por toda a casa e fazia todos os poros de Elle se arrepiarem de pavor.

– Bento, por favor, as meninas estão dormindo. – Helena pediu, com a voz trêmula, ainda no chão. Bento riu com escárnio.

– Agora era só o que me faltava! Eu não posso mandar na minha própria casa! – Bento berrou ainda mais alto.

Foi quando ele segurou Helena pelo pescoço e seu punho fechado foi de encontro ao rosto dela. Elle fechou os olhos, sentindo que iria vomitar, apenas ouvindo aquele som oco do choque entre os ossos. Helena apenas emitiu um ruído baixo de dor, se deixando cair no chão sobre os cacos e a comida espalhada.

Elle não tinha controle sobre si mesma, mesmo apavorada, seus pés a levaram ao epicentro da agressão.

– Papai, não bate na mamãe. – Pediu, sua voz infantil em um fiapo. Helena se ergueu, desesperada.

– Danielle, volte para o quarto, agora. – Helena ordenou, esgotada.

– Que porra de educação é essa que você dá pra essas meninas, Helena? – Bento berrou, desafivelando o cinto de couro em volta da sua cintura.

– Bento, pelo amor de Deus, não faz nada com ela. A Dani é só uma criança. – Helena implorou, soluçando. – Filha, vai para o seu quarto.

– Eu vou educar elas, do jeito que eu fui educado. – Bento bradou, puxando o cinto das casas em volta da sua cintura.

Elle deu pequenos passos para trás quando viu ele dobrar o cinto em dois, e empunhar com sua mão direita.

– Bento, não! – Helena berrou, tentando levantar, ainda estava atordoada pelo soco certeiro que ele lhe deu.

– Ela vai aprender a se comportar. – Ele avisou, se aproximando de Elle.

Em um estalo, e ela sentiu suas pernas arderem cruelmente. Por instinto, ele virou de costas, protegendo a cabeça. Ouvia os gritos da sua mãe, e seus próprios berros de dor, além das exclamações de Bento. Mas tudo era abafado pelo som estalado.

Outro estalo, e o choro rompeu a garganta de Elle mais alto.

Mais um estalo, e suas pernas esquentavam, doloridas das cintadas.

Outro estalo, mais gritos de sua mãe.

E outro, e outro, e outro, e outro e outro, e outro, e outro...

Elle lembra até hoje, foram exatas onze cintadas.

Até Helena conseguir segurar os braços do marido, implorando que ele não batesse em Elle, e recebendo outro soco em resposta.

Depois disso, Bento saiu de casa, batendo a porta com força. Helena se ajoelhou no chão, puxando a filha enquanto as duas choravam abraçadas.

O choro estridente de Andy soou pela casa, ela havia acordado.

– Vai cuidar desses ferimentos, mamãe. – Elle disse, engolindo o choro. – Eu cuido da Andressa.

Helena assentiu, indo para o banheiro limpar o pequeno corte e os hematomas.

Aquela foi só a primeira vez que Elle apanhou junto da mãe.

Lembrava de cada vez que apanhou. Com um cinto, com um cabo de vassoura, com a toalha molhada...

– Diz alguma coisa, porra! – Andy berrou, batendo a mão contra a bancada que separava a cozinha da sala.

Elle saltou com o susto, sendo removida bruscamente dos seus devaneios.

– Andressa, por favor, se acalme. – Helena era praticamente o Dalai Lama, havia aprendido a guardar sua emoções dentro de si em momentos severos como aquele.

Elle, que sempre é decidida e não mede suas próprias palavras, ficou estática. Ela não conseguia se afastar da enxurrada de lembranças. Da dor. Da culpa. Da raiva. Do medo.

– Foi por isso que saímos do Brasil? Para acobertar essa assassina? – Andy chorava, indignada. E ela não dava a mínima para Elle naquele momento, estava com raiva, se sentindo traída e rejeitada.

Por que Elle sabia, todos os dias quando olhava no espelho e via a assassina, alguém que fez mal a outra pessoa. Se sentia suja, com o sangue do maldito nas suas mãos.

Mesmo que conscientemente ela soubesse que foi em legítima defesa, que ela passou cinco anos apanhando quase diariamente com a mãe, que fez aquilo para preservar a gestação de Eduardo, ela se sentia péssima sobre isso. Ela tirou a porra da vida de alguém, e isso não tinha volta.

Elle queria chorar, se permitir cair nos braços da mãe, deixar aquele nó na garganta se desfazer, mas não conseguia. Ainda criança, no Brasil, Bento disse que ela era fraca, por que chorava. Então aos onze anos, Elle parou de chorar na frente das pessoas. Ela simplesmente não conseguia. De alguma forma, seu corpo travava para chorar na frente de outras pessoas, havia passado muitos anos prendendo suas lágrimas, para chorar sozinha no meio da noite, em silêncio.

– Dani, tudo bem. Você pode chorar. – Helena se aproximou da filha, passando a mão nas costas dela. Ela sabia que Elle tinha algum bloqueio para lágrimas.

– Você vai ficar ao lado dela, mãe? – Andy berrou, seus olhos verdes já cheios de mágoa conforme as lágrimas se liberavam. Helena bufou. Raramente alterava a voz ou brigava com os filhos, mas algumas vezes ela precisava ser rígida.

– Não há lado aqui, Andressa. Muito bem, você ouviu a verdade. Agora você vai sentar aqui e ouvir a história toda, antes de acusar a sua irmã e agir dessa forma! – Helena disse, elegante e rígida. Andy entre abriu os lábios, ofendida.

– Eu não consigo... Eu não posso olhar para essa... – Andy apontou para Elle, uma expressão de desprezo que fez Danielle se sentir um lixo. – Assassina.

– Andressa! – Helena a repreendeu, mas a mais nova apenas saiu chorando, e logo depois o baque da sua porta se fez.

Helena se virou para Elle e sentiu um nó na garganta ao ver a expressão transtornada da filha mais velha. Ela puxou Elle para seus braços, e segurou a cabeça da filha sobre seus ombros.

– Eu sinto tanto que tenha sido assim. – Helena sussurrou, rendida às lágrimas. Elle a abraçou apertado, tentando consolar a mãe mesmo que se sentisse quebrada. – Eu só queria que t...

– Mamãe? – A voz de Eduardo se fez presente, e Elle rompeu o abraço vendo a mãe limpar as lágrimas antes de se virar para Edu, que estava com uma expressão sonolenta no rosto.

Exatamente como Elle acordava com os gritos do pai, e ia para o corredor ver ele batendo em sua mãe.

Aquilo partiu seu coração.

– Cuida dele, mãe. – Elle conseguiu dizer.

Assim que Helena foi para o quarto do menor, Elle pegou sua bolsa no quarto. Celular, carregador, caderninho, cigarros e cartão.

Saiu do prédio angustiada, querendo um tempo à sós. Decidiu seguir um conselho de Jay, que dizia para compor quando estivesse mal. Segundo ele, música alivia a dor.

Por isso, mesmo sendo quase dez da noite, ela pegou um Uber para a Muse. Matt havia garantido que a empresa funciona praticamente 24h, e que fora do horário comercial só ficam seguranças e porteiros no prédio. Mas como vários músicos da Muse e da Island costumam aparecer a qualquer hora para gravar, trabalhar e compor, tudo funciona por lá.

Elle atravessou o prédio com certo desespero, e só parou quando conseguiu se enfiar em uma das salas de composição.

A brasileira recebeu uma ligação da mãe, mas recusou. Mandando uma mensagem logo em seguida.

Elle: Estou bem, eu só preciso de um tempo.

Com um violão na mão, Elle sentiu que iria desabar, então sozinha, se permitiu deixar as lágrimas caírem.

Não aguentava aquele peso. Ser quem era, ter matado o próprio pai. Mas o que a machucou de verdade, foi aquele olhar ferido no rosto de Andy. Como ela parecia enojada, decepcionada. E Elle, que sempre fez tudo pela sua família, sentiu como se nada daquilo tivesse valido à pena.

Toda a sua luta, era inútil se ela não pudesse ter sua família, o amor deles.

Elle sabia que precisava dar um tempo à irmã mais nova. Andy nunca conheceu o lado obscuro de Bento. Elle e Helena sempre a preservaram de tudo, das brigas, das surras, da violência. Elle sempre trancava a porta do quarto com a irmã para dentro, ou a escondia fingindo brincar de pique esconde.

Enquanto Andy tinha vagas lembranças de um pai amoroso, Elle tinha as verdadeiras, do monstro que Bento realmente era.

Elle tinha 13 anos quando sua mãe descobriu estar grávida novamente. Estava com quase dois meses e ainda não tinha contado a Bento, mas contou à Elle.

No mesmo dia, Bento ficou embriagado. Começou a gritar, e empurrou a esposa no chão. De coração apertado, e chorando incessantemente, Elle viu quando as duas mãos dele se fecharam no pescoço de Helena.

– Bento, não! Eu estou grávida. – Ela dizia, mas o sádico apenas continuava apertando, xingando e parecendo um maníaco. – O bebê!

Foi instintivo, conforme o rosto da mãe passava de vermelho para roxo, Elle percebeu que não podia deixar aquele monstro lhe tirar sua mãe, e aquele bebê que ainda viria ao mundo. Elle simplesmente não podia deixar Bento levar o que restava de bom em suas vidas.

Apavorada e trêmula, Elle alcançou o primeiro objeto que viu, uma imagem de Nossa Senhora de Aparecida de cerâmica maciça. Então bateu com toda a sua força na cabeça dele. No mesmo instante, Elle viu o amassado na cabeça dele e Bento caiu para o lado. Não demorou mais que alguns segundos para uma poça de sangue se formar no chão, junto com o que havia restado dos destroços da imagem da santa.

– O que você fez? – Helena balbuciou, ofegante e frágil.

Elle não lembra de mais nada do que aconteceu depois. Segundo Helena, a garota entrou em estado de choque.

As únicas três pessoas que sabiam dessa história era Elle, Helena e Luís Fernando, o irmão mais novo de Helena.

Quando Helena engravidou de Elle, aos dezessete anos, foi expulsa de casa e seus pais cortaram laços. Apenas Luís Fernando que tinha quinze anos na época, manteve contato com a irmã. Vê-la era realmente raro, pois seus pais o tinham proibido de falar com a irmã mais velha. E quando Bento morreu, foi Luís Fernando que ajudou Helena a se livrar do corpo. Até hoje, Elle não sabe o que de fato foi feito. E nem mesmo faz questão.

Os meses seguintes foram os mais difíceis, após a morte de Bento. Ficaram três meses no Brasil, antes de barriga de grávida de Helena ficar evidente. Andy perguntava pelo pai o tempo todo. Para os vizinhos e conhecidos, Bento havia desaparecido. Haviam até feito buscas, e espalhados cartazes, por que para eles, Bento era um ótimo amigo, vizinho e pai de família. Manter a farsa de procurar por ele foi um inferno.

Helena e Luís Fernando forjaram uma carta que Bento teria mandado, dizendo que arrumou uma namorada e fugiu. Após a Polícia encerrar o caso, Helena grávida de Eduardo, Elle e Andy, se mudaram para Montreal no Canadá. Eduardo nasceu em solo Canadense, mas possuía dupla nacionalidade por causa da mãe.

Nos últimos sete anos, Elle tentou esquecer a morte de Bento com todas as suas forças. Ignorou a sensação ruim, ignorou suas crises de paranoia, ignorou o medo, ignorou tudo. Mas às vezes, tudo voltava. Como nos pesadelos que raramente tinha, como quando seu ex namorado a bateu, e todas as vezes que precisou fazer algo que não queria pela sua família.

Mas Bento voltava.

Ele sempre voltava para lhe assombrar, para estragar tudo. E agora, mesmo queimando no inferno, ele havia dado um jeito de levar Elle junto com ele. Com relação a esse seu passado, Elle sempre sentia como se estivesse presa em um quarto em chamas, sem janelas, sem portas. Apenas ela, a escuridão e o fogo.

Bento não tinha o direito de destruir a relação de Elle com as únicas pessoas que importavam de verdade. Aquele monstro não deveria ter poder de ficar entre ela e sua família.

Elle conseguiu escrever três músicas. Uma objetiva, uma subjetiva e uma incompleta. Era estranho para ela compor sozinha, e aquelas músicas eram bem diferentes do seu estilo. Mas eram verdadeiras, diferente de tudo o que já fizera.

Here comes the darkness (Aí vem a escuridão)

It’s eating all my soul (Está devorando toda a minha alma)

Now all the sparkles (Agora todas as faíscas)

Are out of control (Estão fora de controle)

This fire is raging (Esse fogo está aumentando)

And I can’t find a door (E eu não consigo achar uma porta)

I just wanna die here (Eu só quero morrer aqui)

But you wanted more (Mas você queria mais)

You want me to burn (Você quer que eu queime)

Want me to burn (Quer que eu queime)

Want me to hurt (Quer que eu me machuque)

And maybe I will finally learn (E talvez eu finalmente aprenda)

Com o violão em sua perna, acompanhando, Elle secou as lágrimas, se permitindo colocar a alma naquela letra. Se permitindo aliviar aquela catástrofe de sentimentos ruins em seu peito.

Here comes the darkness (Aí vem a escuridão)

It’s eating all my brain (Está devorando todo o meu cérebro)

Now all the lighters (Agora todas as luzes)

Are driving me insane (Estão me deixando louca)

This fire is blazing (O fogo está ardente)

And I’m still inside (E eu ainda estou dentro)

I just wanna die here (Eu só quero morrer aqui)

You won’t let me out alive (Você não vai me deixar sair viva)

You want me to burn (Você quer que eu queime)

Want me to burn (Quer que eu queime)

Want me to hurt (Quer que eu me machuque)

And maybe I will finally learn (E talvez eu finalmente aprenda)

Assim que deixou o violão de lado, no suporte, Elle prendeu os cabelos em um rabo de cavalo apertado. Quando se virou, se assustou com a figura parada na porta.

– O que você está fazendo aqui?


Notas Finais


Quem será???

Falei pra vocês que o bixo ia pegar... o que acharam da morte do Bento?

Bem, minhas aulas na Universidade voltaram, e eu já tenho alguns trabalhos (no segundo dia!!!). O que significa que eu vou regularizar as postagens aqui. As postagens serão uma vez por semana. Caso eu consiga manter o ritmo da escrita, posso postar duas vezes na semana (mas não garanto nada). Vocês preferem a postagem no sábado ou domingo?

Comenteeeeeem, beijo no core!


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