História Sing Me - Capítulo 12


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Categorias Shawn Mendes
Personagens Personagens Originais, Shawn Mendes
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Palavras 2.425
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, LGBT, Literatura Feminina, Musical (Songfic), Poesias, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Aloooooo regularizando as postagens, todo sábado nos vemos aqui.

Boa leitura!

Capítulo 12 - Contract


– O que você está fazendo aqui?

– Eu... Eu trabalho aqui. – Matt Vain gaguejou, vendo o estado catastrófico da aparência de Elle. – Você está bem?

– Eu pareço bem por acaso? – Ela devolveu, se amaldiçoando no instante seguinte por ser rude com alguém que não tem nada a ver com seus problemas. – Me desculpe, eu... Você está aí há muito tempo?

– Tudo bem, Elle. Eu ouvi você cantando e vim até aqui. A música é diferente de tudo o que eu já ouvi você cantar. – Ele disse, se aproximando como se estivesse lidando com um animal arisco. O que de certa forma, era verdade.

– Eu sei, é uma merda. É a primeira vez que eu componho sozinha e já est...

– Não, Elle! É sensacional! A música é profunda, triste e real. Você só compõe bem quando coloca você mesma em cada verso, em cada nota. – Matt sorriu, se aproximando. – Eu não sei pelo que você está passando, mas saiba que eu respeito seu espaço.

– Obrigado, Matt. – Elle respondeu, e o compositor a abraçou em um gesto inesperado, mas bem vindo, de carinho.

– Parece que você passou a noite toda aqui. Vamos até a lanchonete comer algo. – Matt sugeriu, a levando para fora. – Desde que horas está aqui?

– Desde as dez da noite. Eu nem vi as horas passarem.

Antes de irem à lanchonete do primeiro andar da Muse, Elle foi ao banheiro. Se deparou com um reflexo desgastado no espelho. Seus cabelos estavam cheios de frizz e sua pele estava pálida, além dos olhos inchados e vermelhos do choro da madrugada e os círculos arroxeados das olheiras.

A brasileira refez seu coque, colocando os fios no lugar. Ela molhou o rosto e o pescoço, vendo uma marca arroxeada na altura da clavícula, um chupão deixado por Shawn na noite antes de ontem. Ela fechou o casaco para impedir que a marca fosse vista.

– Você tem um óculos escuro para me emprestar? – Elle perguntou a Matt, que abriu a mochila e tirou um Ray-Ban clássico de uma caixa na mochila. – Obrigado.

A dupla seguiu para a lanchonete e Elle ficou sentada enquanto Matt fez os pedidos. Tomando um gole generoso de café preto, e comendo donuts, Matt tentou distraí-la dos seus problemas contando uma de suas aventuras em viagens pela América do Sul. Elle até conseguiu dar umas risadas quando ele contou sobre suas aventuras no Brasil, e os palavrões que havia aprendido.

O telefone de Elle tocou, com a foto de Miranda. Foi então que lembrou da reunião marcada para as onze. Felizmente, ela já estava no prédio então era só esperar uns quinze minutos e subir para a sala de reuniões. Elle não atendeu, apenas aguardou a chamada acabar e enviou uma mensagem, avisando que já estava na Muse.

– Ei. – Matt chamou, segurando sua mão em um gesto amigável. – Sabe que seja o que for, eu sou seu amigo. Se precisar de qualquer coisa.

– Isso que você está fazendo por mim é suficiente. – Elle garantiu, sorrindo fraco.

– Precisa de carona para casa? Você parece exausta. – Matt indagou.

– Não, na verdade eu tenho que subir para a sala de reuniões. A Miranda já deve estar esperando por mim. – Elle garantiu, levantando. – Mas vou querer o óculos emprestado.

– Claro. Eu vou para a sala de composição. – Matt também levantou. – Se precisar de ajuda com o que compôs hoje, pode me falar.

– Muito obrigado, Matt. – Elle acenou, indo em direção ao elevador.

Enquanto subia, Elle pensou que gostou de ver a imagem de um amigo em Matt. Ele não havia feito perguntas, não a pressionou e foi imensamente gentil. A possibilidade de todas essas novas pessoas aparecendo e sendo dignas de confiança, era tranquilizadora. Hailee e Matt, eram pessoas que Elle mal esperava para ser amiga.

Enquanto tentava arrumar sua aparência no espelho do elevador, a mente de Elle a traiu, e ela pensou em Andy e sua reação. Um nó já se formava em sua garganta quando as portas se abriram e ela atravessou o saguão para ir direto a sala de reuniões.

Assim que abriu a porta de vidro, visualizou Miranda conversando com um homem que Elle tinha impressão de ser familiar. Quando varreu seus olhos pelo cômodo, Elle estranhou ao ver Shawn Mendes sentado em uma poltrona bem no meio. Seu coração deu um solavanco de susto, não esperando ver um dos motivos de sua dor de cabeça ali, em carne e osso e gostosura.

Elle entreabriu os lábios e Miranda a percebeu, chamando os outros dois para vê-la. Claro, aquele era Andrew, o manager de Shawn.

– Elle, está adiantada! – Miranda sorriu. Elle estranhou, a mulher não era de sorrir assim.

– Aparentemente eu não sou a única. – Elle resmungou, sentindo o olhar de Mendes sobre si. Mas ela não retribuiu. Não havia falado com ele desde o dia antes de ontem, quando dormiu com ele.

– Elle, tire os óculos. – Miranda disse, rabugenta como Elle sabia que ela era.

– Miranda, por favor. – Elle pediu, sentando em um sofá, afastado do canadense que ela não queria ver nem pintado de ouro. Um clima tenso se instalou pelo tom da sua manager, e Andrew pareceu desconfortável.

– Elle. – Miranda ralhou. – Tire essa merda, agora.

Elle bufou, empurrando o óculos para cima da sua cabeça, vendo Miranda arfar ruidosamente em surpresa, assim como olhares curiosos dos outros dois. Sabia que estava péssima, mas não esperava tanto.

– Satisfeita?! – Elle cruzou os braços.

– Sempre que você me obedece. – Miranda rebateu.

A porta foi aberta, e o Sr. Muse entrou parcialmente no cômodo.

– Olá a todos! Andrew, Miranda, podem me acompanhar por um segundo?

Os dois manager na sala, seguiram o dono da gravadora. Assim que saíram, Elle baixou os óculos de volta e deitou a cabeça no encosto do sofá fechando os olhos, disposta a ignorar a presença massacrante e perfumada do canadense. Por que seu perfume tinha que ser tão bom?

– Vai me ignorar? – A voz de Shawn ecoou, mas Elle não se deu o trabalho de mover um músculo sequer.

– Agora não, Shawn. – Ela murmurou, não querendo uma DR que não tinha nada a ver com o momento. Já tinha problemas demais para lidar, além de uma dor de cabeça e estava exausta.

– Elle, eu quero uma explicação. – Shawn exigiu.

– Dá um tempo. – Elle começou a perder a paciência. E seria um segundo até explodir.

– Eu não pensei que você fosse tão imatura. – Ele resmungou.

Simples assim, Elle atingiu seu limite. Não era possível, sinceramente. Ela abriu os olhos e subiu os óculos para olhar diretamente nos olhos amendoados do canadense.

– Eu não te devo porra nenhuma de satisfações. – Ela rosnou. – Só por que transamos você acha que eu devo algo à você? Acorda, Shawn. Quem precisa amadurecer aqui é você.

– O que eu preciso é saber por quê você me fez crer que ficaria e simplesmente fugiu! – Ele se alterou, levantando. – Agiu como uma...

– Uma o quê? Continua, seu babaca! Uma vadia? – Elle também levantou, sentindo seu rosto queimar de raiva. Não era possível que suas predições sobre Shawn estivessem erradas e ele fosse inesperadamente um babaca. – Deixa eu te contar uma coisa: eu sou uma mulher solteira, caralho!

– Garotinha egoísta e mimada! Era isso o que eu ia dizer. – Shawn a cortou, uma expressão severa. Traços vermelhos ameaçavam aparecer em seu rosto, mas Elle não dava a mínima. Estava no limite de problemas e foda-se se ela tiver que descontar no primeiro babaca que aparecer.

– Eu sou egoísta e mimada? Olha no espelho, Shawn! Você está surtado por que eu não fiz o que você queria. – Elle resmungou, erguendo o dedo indicador na direção dele. – Aposto que você cresceu como um garotinho que teve tudo o que sempre quis, então deixa eu te ensinar uma lição antes que a vida faça isso: nem sempre as coisas vão ser como você quer, só por quê você quer! A vida te ensina da pior forma, então aprenda a aceitar um não! Cresça, Mendes.

– Você não me conhece! – Shawn murmurou, sem argumentos.

Você, não me conhece! – Elle rebateu seus olhos travando uma batalha contra os dele. – Você achou que a gente ia transar e viver a porra de um conto de fadas? Se situa, garoto! Eu nunca te prometi nada.

– Uma explicação, um motivo, um tchau... Era só isso o que eu queria. – Shawn argumentou, cansado daquela discussão.

– Pois bem, um motivo? – Elle riu, debochada. Shawn teve certeza que a qualquer momento Elle soltaria raio laser pelos olhos. E por um instante, ele se arrependeu de ter despertado a sua fúria. – Eu não sei por quê estou cogitando te dar uma explicação... Você não é nada para mim! Você me ofende e acha que vai ficar tudo bem?

– Não precisa agir dessa forma! Pare de ser rude! – Shawn ofegou, atordoado. Ele não tinha ideia do que ela falava. – Eu não sei como eu te ofendi e você de...

– Você me chamou de Emily, Shawn... E esse tipo de coisa, eu não tolero. – Elle disse, tirando um peso das costas. Ela suspirou, e Shawn ficou pálido, atordoado. – Olha, se você ama alguém, ou está confuso, ou seja o que for, não envolva outras pessoas na sua merda.

Elle estava prestes a metralhar uma série de gritos e ofensas, mostrando o sangue brasileiro que ferve em suas veias, quando a porta foi aberta. Miranda, Andrew e Sr. Muse entraram. Os berros ficaram presos em sua garganta e tanto ela quanto Shawn encararam o trio.

– É bom ver que vocês estão se dando bem. – Andrew comentou com um sorriso que parecia genuíno aos olhos de Elle. Claro que ele entendeu tudo errado.

– Sim, é ótimo. Por quê o motivo dessa reunião é muito comemorativo! – Miranda sorriu, entregando papéis para Elle. A brasileira leu na primeira página, era um contrato.

– O que foi? – Elle indagou, mesmo temendo a resposta.

– Você, Elle Montez, vai fazer os shows de abertura da Illuminate Tour!

Elle achou que vomitaria de nervoso. Quando olhou Shawn, ele tinha a mesma expressão de choque congelada em seu rosto.

– Eu... Eu... O quê? – Elle gaguejou, sem palavras.

– É maravilhoso, não é? – Sr. Muse falou, empolgado. – Você sabe que somos filiados da Island, a gravadora do Shawn. Você era um dos nomes cogitados para os shows de abertura da turnê. Conversamos com um representante e o convencemos de que seria bom dar oportunidade a uma cantora canadense.

– Eu sou brasileira, Sr. Muse. – Elle odiava que ignorassem ou diminuíssem o fato de ela ser brasileira.

– Que seja. Mas sua carreira é estabelecida aqui, Elle. – Sr. Muse abanou as mãos.

– Por que eu só estou sabendo disso agora? Eu deveria ter parte nessa decisão. – Shawn disse, fazendo Andrew o olhar sem entender.

– Mas eu te passei a lista há duas semanas para saber se você tinha alguma objeção ou preferência. Charlie Puth, Julia Michaels e Elle Montez. – Andrew falou, olhando Shawn sem entender o seu tom. – Você não fez nenhuma observação, e me deu livre arbítrio para decidir entre eles.

Shawn abriu a boca para argumentar, mas não tinha o que falar sem Andrew descobrir que havia algo errado. E seu manager o conhecia como a palma da mão. Mesmo que aquela discussão com Elle ainda estivesse pairando no clima tenso da sala, ele nunca diria algo que prejudicaria a carreira da brasileira. Não tiraria dela a oportunidade que Taylor Swift deu a ele um dia.

– Miranda, podemos conversar à sós? – Elle pediu, logo saindo para ir a outra sala.

– O que foi agora, Elle? – Miranda rosnou, impaciente. – Você deveria estar soltando fogos agora.

– Eu sei. Eu só... Quero que você me garanta que essa é uma boa oportunidade. – Elle disse, sem jeito.

– Você é cega ou o quê? – Miranda segurou o braço da brasileira, daquele jeito que sempre fazia pra ser ameaçadora. – Você quer voltar para aquela vidinha medíocre em Montreal? Quer voltar a trabalhar vendendo seu corpo naquela boate?

– Claro que não, Miranda. – Elle rebateu, sem querer demonstrar medo, mesmo que a possibilidade de voltar para a sua antiga vida a deixasse apavorada.

– Então não seja estúpida! Agora vamos, eu lutei muito por essa oportunidade para você deixar passar. – Miranda a soltou, dando as costas e indo para a sala de reuniões.

Estava ciente da oportunidade. Fazer os shows de abertura da turnê de Shawn era incrível, além de ficar ainda mais conhecida, teria a oportunidade de cantar por toda a América, além de conhecer todos esses lugares. Conviveria com o canadense por muito tempo, teria que passar por cima daquela situação ruim com ele. Faria o que sempre fez com todos os seus problemas... Ignoraria o quanto pudesse.

Assim que chegaram, Andrew começou a explicar detalhadamente sobre a turnê. A primeira etapa era a turnê que abrangia Estados Unidos e Canadá. Começaria em Portland, dia 6 de julho, e terminaria em Boston, dia 23 de agosto. Foi explicado que a maior parte das viagens seriam feitas em ônibus, a não ser quando precisassem ir do Canadá para os Estados Unidos, e vice-versa. Andrew explicou sobre a duração, as horas de show, dias de folga, transporte e tudo. A reunião foi encerrada quase uma hora depois.

– Então, estamos acertados? – Sr. Muse indagou, juntando as mãos em expectativa.

– Claro que estamos. – Miranda respondeu.

– Eu posso levar o contrato para casa, para ler com calma? – Elle pediu. Miranda já ia berrar com a garota, mas Sr. Muse foi mais rápido.

– A Elle tem essa mania de ler os contratos. É normal. – O velho tranquilizou Andrew, que sorriu. Ele puxou um cartão do bolso.

– É uma mania inteligente, devo acrescentar. – Andrew sorriu, compreensivo. – Se tiver alguma dúvida em relação ao contrato e as informações da turnê, pode mandar um e-mail ou ligar. – Andrew foi gentil, entregando seu cartão a ela.

– Obrigada. Se me dão licença, eu preciso ir. – Elle acenou, saindo. A brasileira baixou os óculos, não planejando chamar atenção com sua expressão fantasmagórica.

Estava quase no elevador quando ouviu Shawn chamar seu nome. Ela revirou os olhos, dando meia volta para olhar para ele. O canadense parou na sua frente. Ele parecia um pouco fora de si.

– Elle, eu...

– Shawn, eu sei ser profissional, ok? Eu vou abrir seus shows, e a gente vai fingir que antes de ontem nunca aconteceu. – Elle disse, então entrou no elevador.

– Eu não ia dizer isso... Hm... Você está bem? – Ele perguntou, sem jeito. Elle deu uma risada sarcástica. Só agora aquilo era importante para ele, aparentemente Shawn Mendes é mesmo o garotinho mimado que ela não imaginava que ele era.

– Você não se importa. – Ela deu ombros, Shawn ia falar mais alguma coisa, mas as portas do elevador se fecharam.


Notas Finais


Elle dando tapas sem mão, eu quero mesmo é ver o bicho pegar ashjsjsjsj
E aí, o que vai rolar nessa Tour??? Lembrando que a história se passa em 2017

Comenteeeeeem, beijo no core


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