História Sing Me - Capítulo 6


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Categorias Shawn Mendes
Personagens Personagens Originais, Shawn Mendes
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Palavras 2.516
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, LGBT, Literatura Feminina, Musical (Songfic), Poesias, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi amoressss

Boa leitura!

Capítulo 6 - Shelle


Fanfic / Fanfiction Sing Me - Capítulo 6 - Shelle

Elle estava tomando café da manhã no dia seguinte, enquanto abria o Twitter. Sua mãe já tinha saído para levar Eduardo à escola, e Andy ainda dormia.

A brasileira riu quando viu alguns vídeos e tweets dela dançando na boate, em alguns dos seus fãs clubes. Ela não tinha muitos, na verdade. Mas entre seus poucos fã clubes, tinha dois brasileiros, que estavam surtando pelo vídeo de Elle dançando Anitta.

Um barulho estrondoso precedeu a entrada de Andy na cozinha. A irmã mais nova de Elle vestia um pijama curto e seus cabelos estavam bagunçados. A garota trazia uma cara de sono impagável.

– O que é isso? – Andy berrou histérica, empurrando seu celular na bancada para Elle.

Elle observou a tela do celular da irmã. Era uma foto de Elle e Shawn, em baixa resolução, como se alguém tivesse dado um zoom enorme para capturar. Mas capturava exatamente o momento que Shawn a puxou para a parede na noite anterior e eles conversavam extremamente perto. Felizmente, só dava para ver que estavam perto, mas não era possível ver as mãos de Shawn na cintura dele, ou Elle pegando no volume em suas calças.

– Não aconteceu nada. – Elle disse, com uma expressão blasé. Ainda estava puta com Shawn Mendes por causa da cena que ele fez na boate.

– Como não? Olha a proximidade de vocês! – Andy quis saber. Elle ficou curiosa se aquele exagero era por ser sua irmã, ou por ser Mendes Army. Talvez ambos.

– Mas não aconteceu nada. Só conversamos. – Elle resmungou. Andy semicerrou os olhos para a irmã, desconfiada. – Sabe que eu não minto para você, Andy.

– Está bem, eu sei. Mas já tem gente shippando vocês. Shelle foi trending hoje. – Andy disse sentando em uma cadeira oposta à irmã.

Elle deu uma risada com o nome do shipp, pensando que ser flagrada publicamente com Shawn poderia pegar mal. Quer dizer, ele é bem gato e tudo o mais, mas não é como se ela quisesse casar com ele, ou sei lá o quê. Ela só queria dar uns amassos, talvez levar ele para a cama. Uma situação casual e sem compromisso parecia bastante promissor.

Elle balançou a cabeça, afastando essas ideias por hora.

Elle puxou o contrato e deixou o celular de lado. Enquanto ela lia o contrato com atenção, Elle usava três marcadores. O amarelo para coisas que ela não entendeu, o rosa para coisas que recusa e o alaranjado para coisas que podem ser alteradas. Felizmente as cláusulas estavam dentro dos parâmetros de Elle e a brasileira nem precisou usar o marcador rosa. Por isso assinou o contrato com a Muse. Depois ela aproveitou para ler o contrato da Summer Tour, que consistia em basicamente Elle fazendo shows de festivais durante todo o mês de junho e começo de julho. Depois de sanar algumas dúvidas mandando mensagens de texto à Miranda, Elle também assinou o contrato. Observou as datas dos festivais e buscou todos os line-ups, vendo que seu caminho cruzaria com Shawn Mendes mais algumas vezes. Além de encontrar Hailee e Niall em alguns desses festivais.

Depois de resolver suas pendências, Elle separou roupas para mais tarde em uma bolsa, já que ela estava em cima da hora para o horário que Miranda havia marcado para ela em uma academia a poucas quadras do apartamento. Se tivesse saído mais cedo, Elle poderia até ir andando para a tal academia, mas como não dava, teve que pegar um Uber.

A academia, como Elle esperava, era muito chique. Com certeza frequentada por gente da mais alta estirpe. Ela foi recepcionada por uma mulher, que a encaminhou para dentro mostrando a estrutura do prédio de três andares. No primeiro piso, os equipamentos de musculação, esteira e spinning, além dos vestiários muito bem equipados. No segundo piso salas diversas com espelhos enormes para aulas de dança, de ballet fitness, lutas e afins. No terceiro piso, uma lanchonete de comida saudável, uma sauna, e piscina para hidroginástica.

Nada daquilo impressionava Elle. Na verdade, a garota sabia que não precisava de nada disso. Tinha o mesmo peso há quatro anos e seu corpo não mudou em nada. E além disso, ela tem os ensaios das coreografias das suas músicas para os shows. Devia contar como exercício físico. No entanto, Elle sabe mais que ninguém, que discutir com Miranda é o mesmo que dar murros na água.

Foi apresentada a alguns preparadores, até ser guiada a um cara muito bonito e não tanto musculoso como os outros. Era Paul, seu preparador físico. A acompanharia durante todo o tempo que fosse para lá.

Paul acabou sugerindo que Elle começasse no elíptico, para aquecer antes de ir para a musculação.

...

Elle tomou uma ducha rápida ainda no vestiário da academia, aproveitando que não precisava ir até a sua casa e pouparia tempo, indo direto para a gravadora. Vestiu jeans justo, um cropped e tênis.

Saudou Paul enquanto se encaminhava para a saída e pediu um Uber. Enquanto aguardava do lado de fora, respondeu uma mensagem de Miranda, falando que já ia sair.

Ao passar pela porta, acabou esbarrando em alguém e seu celular voou para longe, caindo no chão.

– Oh, merda. – Ela murmurou, erguendo a cabeça. Foi atingida em cheio pelos olhos castanhos que ela já conhecia. – Shawn?

– Elle. – Ele respondeu, tão surpreso quanto ela com aquele encontro. Ele se abaixou e juntou o celular dela, devolvendo.

– O que você...? – Falaram, ao mesmo tempo. Elle desceu os olhos pelo corpo de Shawn, para constatar que ele vestia uma camisa preta, um short cinza, meias e tênis. Ele iria malhar, ela constatou. Não era possível que Miranda tenha feito aquilo de propósito. Colocá-la para malhar na mesma academia que Mendes.

Seu celular apitou, avisando que o Uber já estava lá.

Shawn abriu a boca para perguntar, queria saber o que ela fazia ali, mas nenhum som deixou a sua boca. Pela primeira vez, Elle estava sem reação. Encontrá-lo sem saber, sem preparar a si mesma para o jogo de sedução no qual o envolvia, era como ficar desarmada. A sedução era seu escudo contra a fragilidade, mas agora ela foi pega de surpresa.

Elle se afastou e entrou no Uber sem falar nada. E sem entender por que diabos seu coração estava acelerado daquele jeito.

Assim que chegou na gravadora, Elle subiu para a sala de composições, mas acabou ouvindo uma discussão acalorada no meio do caminho. Pensou em apressar o passo para não se meter na confusão alheia, mas reduziu até parar quando reconheceu a voz de Matt. Ela encontrou a porta entre aberta da sala que ele estava.

– Não, claro que não! – Ele berrou. Era tão estranho ouvir a voz dele daquele jeito, Matt era sempre alto astral e bem humorado. – Eu já disse, isso não vai me impedir de ser eu mesmo. – Elle franziu a testa, até entender que ele provavelmente falava ao telefone. – Olha, fazer isso que você quer, vai me deixar infeliz. Por favor, me deixa viver! Me deixe ser eu mesmo. Eu estou feliz acima de tudo. – Ele dizia, recuperando a paciência. Houve uma pausa. – Claro, está bem. Nos falamos depois. Tchau.

Elle se pôs a correr quando entendeu que a chamada estava prestes a terminar. Entrou na sala de composições, e deu de cara com Jay. O rapaz estava com os cabelos presos em um coque, e fumava um cigarro na janela, despretensiosamente sexy.

– Oi, Jay. – Elle saudou, constando no relógio de pulso que estava dentro do horário para a aula de violão.

– Elle. – Jay saudou, apagando o cigarro no batente da janela e jogou a bituca fora.

A aula de violão começou com Jay sentado de frente para Elle. Ele começou ensinando as notas principais, e a brasileira fazia seu melhor para puxar assunto com ele. Jay não era tão misterioso quanto Elle pensava. Ele é só um cara normal. Tem 23 anos, mora sozinho e tem apenas a companhia de Tornado, o seu gato. Elle gostou da companhia de Jay, ele tinha um humor sarcástico, que geralmente mantinha para si, e comentários inteligentes. Cada vez que ele chamava a atenção dela para voltar à aula, Elle tinha vontade de beijá-lo. Simplesmente por que ele era bonito, e inteligente. Tinha um fraco por nerds.

Mas Elle decidiu manter o profissionalismo. Então emergiu completamente na aula, tentando ao máximo aprender e não esquecer as coisas que Jay a estava ensinando.

– Jay, a gente... – A porta foi aberta por um Matt sorridente. Logo depois Mia entrou. – Ei Elle, não sabia que estava aqui.

– Aulas de violão. – Elle apontou para o violão no seu colo.

– Bem, já são 11h40. – Mia constatou, erguendo o celular. Elle e Jay se encararam surpresos, afinal o horário de término da aula era às 11. Haviam se perdido entre os acordes do violão.

– Viemos chamar você para ir almoçar. – Matt falou para Jay. – Claro, o convite se estende à você, Elle.

– Por mim, tudo bem. Estou morrendo de fome. – Elle guardou o violão de Jay na case. – Vou precisar da ajuda de vocês para comprar um violão. Eu não entendo nada, então...

– Nós ajudamos você, Elle. – Matt garantiu, passando um braço pelo ombro de Elle, e outro pelo de Jay, os guiando para fora.

No final do quarteirão da Muse, havia uma lanchonete que não era fast food, mas vendia lanches maravilhosos, segundo Mia. Era o único que vendia lanches veganos. Eles sentaram em uma mesa redonda, cercada por um sofá em meia lua.

Dessa forma, Elle acabou conhecendo melhor o grupo que seria seus parceiros para composição do seu primeiro álbum. Mia divide apartamento com Matt, eles são muito amigos. Se conheceram em uma viagem que Matt fez à Coreia do Sul, e como eles se deram muito bem tanto com a amizade, quanto compondo e trabalhando juntos, ele a convidou para vir para Toronto, trabalhar na Muse. Eles moram juntos há quase sete anos. Matt tem 28, Mia tem 26. A coreana adora música eletrônica, conspirações e cabelos coloridos. Matt adora rap, e rock, mas nenhum dos dois tem problema em trabalhar com os mais diversos estilos de música. Ele é viciado em animações infantis e tem uma Lista de Coisas Para Fazer Antes de Morrer. Ambos garantiram que não são um casal, apesar de às vezes espontaneamente eles agirem como um. Talvez nem percebessem.

– Mas é sério, eu vou precisar muito da ajuda de vocês. – Elle disse, assim que deixou apenas vestígios do seu sanduíche no prato.

– Os seus três singles são ótimos. – Mia constatou, sem entender as razões de Elle se achar uma compositora ruim.

– Eu os escrevi com ajuda de Calvin. Ou seja, ele pegou várias frases avulsas que eu criei, e criou ritmo, batida, notas. Corrigiu pontes, timing e rimas. – Elle explicou. – Eu ajudei em tudo, mas a maior parte foi ele. Eu não quero ser uma daquelas cantoras que apenas coloca o nome na música e não faz nada.

– Entendemos, você quer aprender. – Jay concluiu.

– Exato.

– A primeira coisa que você precisa é uma agenda. É super importante para... – A voz de Matt morreu quando Elle puxou uma agenda de dentro da bolsa.

– Foi a primeira coisa que Calvin me ensinou. Nos vimos há dois meses e já tenho algumas anotações. – Elle entregou a agenda a Matt.

Ela encarou o negro com expectativa, enquanto ele dividia a agenda com Jay, mostrando tudo. Ele passou algumas páginas, apontando e cochichando com Jay.

– Isso é ótimo, Elle! De verdade! Aqui tem material para muitas músicas. – Jay exclamou, e todos na mesa se surpreenderam por raramente ele se expressar daquela forma, alto e expansivo. Elle deu uma risada animada.

Após o almoço, o grupo foi a uma loja de instrumentos musicais e ajudaram Elle a escolher um violão. Mia ainda sugeriu que Elle comprasse um mixer, para dar o beat em suas composições. Ela pacientemente ensinou a brasileira a tocar aquele aparelho.

O pequeno grupo ficou junto até quase o anoitecer, quando se separaram. Elle sentiu que finalmente havia se conectado com eles, como amigos e sabia que isso significava que finalmente ela começaria a compor bem com eles.

Seu dia havia sido ótimo, e provavelmente por não ter tido quase nenhuma interferência de Miranda. Nem viu a ruiva, e por isso era de se glorificar. Voltou para casa ouvindo música, e assim que desceu do carro, teve a impressão de ver alguém a espiando atrás de um poste do outro lado da rua. Elle franziu a testa, andando naquela direção. Não era possível que fosse um paparazzi. Primeiro por que Elle nem é uma estrela pop ainda, e segundo por que paparazzo são quase inexistentes no Canadá. Quando se aproximou do poste, viu que não havia ninguém lá. Balançou a cabeça, não podia voltar com suas crises de paranoia. Não agora.

Assim que chegou em casa, viu sua mãe costurando na máquina. A mulher sempre teve um talento especial para fazer roupas, ela fazia isso quando ainda moravam no Brasil. Às vezes ela fazia roupas e vendia para as vizinhas. Mas seu marido, e pai dos seus filhos, não podia nem sonhar com isso.

– Oi, mãe. – Ela se aproximou da mulher, deixando um beijo em sua testa.

– Oi, filhota. – Helena respondeu, parecia um pouco aflita, Elle logo notou.

– Cadê a Andy e o Edu? – Perguntou, sentando no sofá.

– Foram até a outra quadra tomar iogurte frozen. – Helena comentou, como se quisesse pular o assunto. – Eu estou aliviada de finalmente conversar com você à sós.

– Aconteceu alguma coisa? Precisa de algo? – Elle questionou, preocupada.

– Eu queria falar sobre o seu pai. – Helena falou, calmamente. Elle suspirou como se todo o ar do mundo estivesse dentro dos seus pulmões.

– Ele não é meu pai. – Elle grunhiu, entre dentes.

– Tudo bem. Ainda precisamos falar sobre o Bento. – Helena revirou os olhos.

Elle grunhiu, chateada com aquele assunto. Não queria falar de Bento, o seu pai. Queria mesmo era que ele estivesse queimando no inferno.

– Mãe, na boa, eu tive um dia ótimo hoje, não estraga isso, por favor. – Elle cobriu o rosto com as duas mãos.

– Danielle, você não pode simplesmente ignorar e jogar tudo para baixo do tapete. Não dá pra fugir para sempre. – Helena falou.

– É exatamente isso que fazemos desde que saímos do Brasil. Nós fugimos. Tem sido assim nos últimos sete anos. – Elle reclamou, exasperada. Sua mãe levantou, e sentou ao seu lado.

– Mas agora a Andy quer saber a verdade. E a gente precisa descobrir como contar. – Helena argumentou.

– Sim, eu sei. Mas ela ficou tranquila depois da conversa de vocês. – Elle disse, finalmente encarando a mãe. – Concordamos que teríamos essa conversa quando Andy fosse maior de idade, que é daqui a três anos. Concordamos que faríamos o mesmo com Edu, e isso é daqui a doze anos.

– Dani, a Andy está intrigada. Não temos fotos do seu pai, não falamos dele, ela mal tem memórias dele. Não vai demorar até que ela volte com isso.

– Eu sei, eu sei, mãe. Mas precisamos adiar isso o máximo possível. Por favor. – Elle fez uma expressão pedinte, e a mãe segurou a mão dela. – A Andy não pode descobrir que eu matei o Bento.


Notas Finais


Gente, quem for fã do MCU e do Loki, vai no meu perfil, tem uma fic dele com uma midgardiana: https://www.spiritfanfiction.com/historia/in-the-middle-of-midgard-13607938
.
Sobre esse final: eita!!1!

Comenteeeeeem, beijo no core!


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