História Singing Over Flames. - Capítulo 1


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Categorias Loona
Personagens JinSoul, Kim Lip
Tags Jinsoul, Jungeun, Kim Lip, Lipsoul, Soulip, Soulves
Visualizações 350
Palavras 3.121
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: FemmeSlash, Mistério
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Socorro, eu tenho tanta coisa para falar.

ANTES DE TUDO: GENTE A JUNGEUN PREVIU O MEU PROJETO OU EU PREVI FAVORITE???? vocês viram a linha dela na música quando ela diz "the rendezvous of me and you" TIPO ??????????????? FJDSKLCDJSKLCJSDKCDSLKDSK "ME" SENDO O LOONA E "YOU" SENDO ORBIT FICA APROPRIADÍSSIMO. soulie works for bbc confirmed?

Segundo, agora sério: Esse plot foi lindo e o mais difícil que eu alguma vez escrevi. Eu tive de fazer tanta pesquisa para fazer algo único e com o mínimo de falhas possível, mas nossa, eu acho que valeu tanto a pena. Prometo que Singing Over Flames é uma fanfic memorável. Pelo menos para mim, escrevendo, foi. Espero que sintam o mesmo. <3

E por fim: Desculpem estar postando tão tarde, espero que ainda esteja todo o mundo acordado!! Foi só porque eu não estava em casa na hora normal...;;

Espero do fundo do coração que gostem. Ela é o meu maior orgulho. <3

Boa leitura! ♡

Capítulo 1 - Único: Não há tempo para pensar.


O pânico não veio de imediato.

Talvez Jungeun simplesmente não estivesse à espera de ver fumo negro sair do edifício do departamento de robótica.

Mas não demorou até que a sua mente ligasse os fatos e a garota entrasse de imediato num estado de puro horror.

O fumo vinha do terceiro andar, onde Jinsoul se encontrava.

Jungeun sabia que era típico da Jung ficar até tarde na escola, terminando trabalhos demorados de robótica que provavelmente teria de entregar no dia seguinte por ter esperado até à última hora.

Talvez fosse por esse motivo que também Jungeun se deixava ficar na escola durante algum tempo extra. Praticava basquete, então tinha a desculpa perfeita: “Preciso praticar durante mais tempo agora que as competições nacionais estão se aproximando”, dizia. Porém, ninguém imaginava o verdadeiro motivo que a loira tinha para ficar na escola durante tanto tempo.

A quadra de basquete ficava ao lado do edifício de robótica, permitindo a visão das janelas amplas da sala onde Jinsoul normalmente ficava. Jungeun jogava basquete sozinha durante muito tempo, pelo simples conforto de poder ter um vislumbre da garota loira sempre que ela se aproximava da janela. Talvez também quisesse se mostrar um pouquinho, pois já lhe tinham dito que ficava sexy enquanto jogava; mas essa parte ela disfarçava. Só queria ver Jinsoul.

Era difícil conseguir a atenção da Jung. Ou talvez Jungeun tivesse simplesmente medo de tentar qualquer aproximação. Receava passar uma má impressão, então nunca se tinha arriscado. Mas amava aquela loira, de verdade. Achava que a conhecia sem sequer ter falado com ela. Pensava que o sorriso precioso que ela sempre dirigia às amigas era suficiente para saber que aquela garota era angelical.

Era essa a verdade. Kim Jungeun era perdidamente apaixonada por Jung Jinsoul, e ninguém fazia ideia. Aquele sorriso era capaz de acelerar o seu coração de pedra, o castanho daqueles olhos tinha-se tornado a sua cor favorita, e o cabelo loiro dela foi a inspiração para que também Jungeun mudasse a sua cor, uma semana depois.

Não que admitisse isso para alguém, claro. Seria vergonhoso admitir tal obsessão, especialmente considerando que era Kim Jungeun. O que seria da sua imagem de girl crush se se soubesse que era doida de amores pela garota mais doce da escola?

E, acima de tudo, o que seria da sua imagem se se soubesse que estava apaixonada por uma garota que já tinha namorada?

Pois era. Jinsoul tinha começado a namorar com Ha Sooyoung há pouco tempo, o que dificultava ainda mais a vida da Kim. Seria impossível conquistar uma garota cujo coração já tinha dona, certo?

Mas porque é que isso não parecia ser capaz de acabar com a paixão de Jungeun?

Não parou de treinar até tarde para poder ver Jinsoul. Não parou de amar aquele sorriso. Não pintou o cabelo de volta para a cor negra.

Porque uma parte de si não acreditava naquele relacionamento. Ha Sooyoung era uma player. Uma womanizer. Já toda a escola tinha perdido conta da quantidade de namoros que a garota de cabelos escuros tinha tido no último ano, e Jungeun só conseguia pensar no quão boba Jinsoul era por se ter deixado encantar pelos charmes incompreensíveis daquela menina. Sooyoung não era a garota certa para a Jung. Ela não ia tratá-la do jeito que ela merecia.

Mas Jungeun estava em desvantagem. Sooyoung era do mesmo ano que a sua Jinsoul, enquanto a Kim era apenas uma caloira bonita que nunca sequer tinha falado com a Jung. Não tinha uma chance.

Mas o seu coração não se sentia assim. Acreditava que Sooyoung terminaria com Jinsoul.

E estava certa.

Porque não demoraram duas semanas até que aquele relacionamento tivesse um fim. Todo o mundo soube, e todo o mundo falou sobre isso. E todo o mundo soube que Jinsoul ficou destroçada.

Era visível. Jungeun, mais do que qualquer pessoa, tinha notado que o sorriso da sua amada tinha perdido um pouquinho da sua vivacidade.

E era tão, tão destruidor.

Não a queria ver assim. Só queria que ela melhorasse logo. A pior parte de toda aquela situação era saber que não podia fazer nada para a animar, pelo simples fato de ser medrosa demais para ir falar com ela.

Maldita Ha Sooyoung. “Você tinha um trabalho, idiota.”, pensava Jungeun. “Deixar a Jinsoul feliz. Aí você tem a sorte de namorar com ela e acaba com ela desse jeito. Ingrata do diabo.”

A Kim sabia o poder que Sooyoung conseguia obter sobre as pessoas, e como era capaz de as destruir sem se esforçar.

Só não esperava que Jinsoul causasse um incêndio à custa do seu próprio desgosto.

O departamento de robótica estava em chamas.

Jungeun correu até à entrada do edifício mais rápido do que pensava ser capaz, ignorando completamente o ardor doloroso das suas pernas que imploravam por descanso depois de ter treinado durante tanto tempo.

Mas não tinha tempo para descansar.

Qualquer erro podia ser fatal.

As suas mãos tremiam demasiado para conseguir empurrar devidamente a porta, mas a adrenalina falou mais alto e deu-lhe as forças que precisava para adentrar o edifício. Então, já dentro do espaço fechado, o ar tornou-se espesso de um segundo para o outro, e tudo se tornou negro e quente como o inferno. Sentiu dificuldade a respirar aquele ar venenoso, então susteve a respiração e forçou-se a tentar encontrar no caminho até às escadas.

O fogo estava num dos andares de cima.

Jinsoul estava num dos andares de cima.

Era difícil concentrar-se. Tinha perdido controle sobre tudo em si, com um único objetivo em mente: salvá-la.

Então, num breve momento de sanidade, lembrou-se de uma aula de Ciências onde descobrira que, durante um incêndio, o oxigênio se concentrava perto do chão, e, ao agachar-se, descobriu que conseguia respirar, mesmo que com dificuldade. Inalou uma quantidade abominável de ar envenenado, e voltou a suster a respiração, rastejando pelo chão arrasadoramente quente que queimava as suas pernas descobertas e antebraços.

Mas não sentia dor. Sentia desespero.

Jinsoul.

A voz calma de Jungeun gritava. O nome da garota que tanto amava saía repetidamente da sua boca, na esperança de que ela respondesse. Entrava fumo na sua boca sempre que o fazia, mas a angústia falava mais alto, fazendo-a continuar, apesar do ardor e aspereza do ar que respirava.

Jinsoul precisava de estar consciente. Viva, pelo menos. Por favor.

Subiu os degraus de quatro, tentando manter-se perto do solo, por mais que o fumo ficasse cada vez mais espesso.

O ar era quente e negro como o breu. Sentia que ia morrer.

Sentia que ia morrer antes de sequer encontrar Jinsoul.

Como um cego que tateava o solo à procura de descobrir onde se encontrava, sentiu um braço. E foi aí que, num impulso de pura esperança, alcançou o resto do corpo debruçado sobre o chão que encontrara, e sentiu, sob a ponta dos dedos queimados, o típico tecido do uniforme da sua escola.

Era ela. Tinha de ser.

Jinsoul tinha conseguido descer um andar. Graças a Deus.

Não havia maneira de confirmar já que não conseguia ver um palmo à sua frente, mas aquela só podia ser Jinsoul. Ela era a única na escola àquela hora, e era a única na mente de Jungeun naquele momento.

A Jung estava desmaiada. O desespero voltou a fazer-se presente na mente angustiada de Jungeun, que não sabia como sairia dali com ela sem perder consciência.

Mas com lágrimas nos olhos, recorreu às forças que já não tinha, e envolveu o corpo frágil e desacordado da sua amada com o seu próprio, descendo as escadas enquanto a tentava proteger das chamas e do calor. A sua garganta ardia, e o barulho das chamas imponentes levava-a à loucura. Precisava de sair dali. Só um lanço de escadas. Por favor.

Sentindo a pele ferver e os olhos lacrimejarem por desespero e ardor, inalou aquele ar negro e insuportável uma última vez, cerrando os olhos e colocando-se em pé para descer as escadas com as suas últimas forças. Estava tonta, à beira da inconsciência. Precisava chegar lá fora. Cerrou os olhos com força e fez o seu caminho pelas escadas abaixo, recorrendo somente à memória muscular. Conhecia aquele lugar bem o suficiente para sair de lá de olhos fechados.

As chamas do andar de cima faziam barulho, cada vez mais alto, aproximando-se à medida que encontravam mais oxigênio puro. Precisava fugir.

Pisando o último degrau, Jungeun abriu a porta principal com uma investida violenta do próprio corpo, motivada pelo desespero de chegar ao exterior.

Com a amada desmaiada nos braços, afastou-se do edifício o máximo que conseguiu e, assim que sentiu as pernas fraquejarem, pousou Jinsoul no chão, rezando para que as chamas não fossem capazes de chegar ali.

Tinha intenções de chamar os bombeiros, mas não conseguiu.

Perdeu consciência antes de poder agir.

× × ×

Jungeun acordou numa cama de hospital, com as mesmas roupas que vestira no dia do incêndio. Não sabia que dia era, e demorou até perceber onde estava.

A sua família estava no quarto, e pareceu ficar extremamente aliviada ao vê-la voltar à consciência.

Não sabia quanto tempo tinha ficado inconsciente, mas veio a descobrir que, por sorte, alguém tinha chamado os bombeiros e a ambulância assim que vira que saía fumo negro da escola. Graças a isso, Jungeun e Jinsoul foram ambas encontradas e levadas ao hospital com urgência poucos minutos depois da Kim ter desmaiado, e puderam receber assistência médica rápido o suficiente para continuarem com vida.

Ambas tinham inalado quantidades abomináveis de monóxido de carbono. Era um milagre estarem vivas.

Jungeun foi a primeira a conseguir voltar à sua consciência, por ser o caso menos grave. Recebeu explicações detalhadas do médico do que tinha acontecido consigo, sendo avisada que Jinsoul tinha passado exatamente pelo mesmo. Saber que a sua amada tinha sido vítima das chamas não deixava de ser um pensamento assustador, e Jungeun só conseguia pensar nela naquele momento.

— Eu posso vê-la?

Tinha acabado de sobreviver um incêndio e, ainda assim, só se preocupava com ela. Era incrível.

— Lamentamos, mas ainda não. Só os familiares…

— Fui eu que a salvei — cortou rapidamente a fala do médico, com os olhos em chamas. — Eu preciso de vê-la.

A voz firme de Jungeun tremia. O médico notou que a garota estava falando sério, e revirou os olhos, lembrando-se de quando ele próprio era dramático daquele jeito. Mas não conseguia imaginar o turbilhão de emoções – e de amor – que ia dentro do coração de Jungeun.

— Você poderá vê-la depois dos familiares, ok? E devia apanhar ar antes de fazer qualquer coisa. Nós tratamos de te desenvenenar, mas o melhor seria você respirar o máximo de ar puro até estar cem por cento desintoxicada.

A Kim assentiu relutantemente. Okay, precisava de definir as suas prioridades. Amava Jinsoul, mas ela podia esperar. Ela não fugiria do hospital de Jungeun não a visitasse de imediato. A sua saúde estava em primeiro lugar.

Procurou o caminho até ao exterior, e respirou fundo, ainda sentindo a garganta arder um pouco à custa do incidente recente. Mas era libertador, acima de tudo.

E aí, pensou no que tinha acontecido.

Salvara Jinsoul de um edifício em chamas, mesmo sem a conhecer. O que a Jung faria quando descobrisse isso? E, acima de tudo, o que pensaria de si? Será que a acharia obcecada ou uma heroína? Era impossível saber o que esperar. Jungeun ficava tão receosa quando o assunto era aquela garota. Toda a auto-estima e confiança que construíra durante toda a sua vida pareciam não existir.

Respirou novamente, forçando-se a pensar direito.

Jinsoul era um anjo. A última coisa que faria era pensar mal de si ao descobrir que Jungeun salvara a sua vida.

— Aposto que a Sooyoung não seria capaz de fazer isso — murmurou para o vazio, sorrindo de um jeito distorcidamente orgulhoso.

Uma pequena parte de si acreditava que Jinsoul se apaixonaria por si à custa do seu ato heróico.

× × ×

— Pode entrar, Jungeun — o médico proferiu, fazendo a loira se arrepiar da cabeça aos pés.

Era agora.

A sua primeira conversa com Jinsoul.

As circunstâncias eram exageradamente dramáticas. Ia falar com ela depois de a ter salvado de um incêndio. Sentia-se como se estivesse vivendo num filme.

Adentrou com cuidado e constrangimento a sala onde Jinsoul tinha ficado, encontrando-a num estado muito melhor do que imaginou que ela estaria. Não se lembrava de ter olhado para o rosto dela no momento do incêndio, e apercebeu-se de que o rostinho perfeito dela não tinha sido machucado.

Queria chorar. Era um alívio tão grande ainda tê-la ali.

— Essa é a garota que te salvou do incêndio. Você não estaria aqui se não fosse por ela. São ambas guerreiras, devo dizer.

E saiu, deixando-as sozinhas num silêncio pesado, incerto e extremamente desconcertante para a Kim. Não conseguia imaginar o que estaria cruzando a cabeça da sua amada, e ao vê-la olhar para si com tanto brilho nos olhos, apercebeu-se de que nunca tinha sentido aquilo. Nunca tinha sentido o castanho daqueles olhos tão concentrado em si.

— Você deve estar pensando “nós não nos conhecemos”, e é verdade… — murmurou com vergonha, ainda encostada à porta, como se tivesse medo de se aproximar da garota angelical que olhava para si com imensurável curiosidade e desentendimento.

— Você é a garota que fica na quadra de basquete, não é?

Jungeun corou. Ela sabia quem ela era.

— Sim… Você é a garota do departamento de robótica.

— Sou. Quer dizer… Era. Duvido conseguir manter o curso com o estado em que o edifício ficou… — brincou com um sorriso pequeno, mas Jungeun não riu. Queria ter correspondido a brincadeira da Jung, mas não conseguia ver aquele incêndio como um assunto engraçado.

— Você podia ter morrido.

— Eu sei...

Havia algo na voz dela.

Arrependimento. Dor?

E de repente, Jungeun imaginou que ela não o tivesse feito de propósito. Ou talvez se tivesse arrependido assim que percebeu que era tarde demais. Talvez Jinsoul não tivesse medido direito as consequências que um ato impulsivo teria, e não tivesse conseguido fugir das chamas que o seu próprio coração quebrado começara.

— Foi por causa da Sooyoung?

Silêncio.

Devia ter pensado duas vezes antes de ter falado.

— Eu não quero ter mais nada a ver com Ha Sooyoung.

— Entendo. Desculpa, eu não…

— Não se preocupe — Jinsoul interrompeu-a com um sorriso, garantindo que estava tudo bem. Jungeun não dissera nada com más intenções, e sabia disso. Os olhos da Kim eram bondosos de verdade. Ao contrário do olhar falsamente amoroso de Sooyoung. — Ei, porque está tão longe? Vem cá.

Uma Kim Jungeun de pernas trêmulas aproximou-se da maca onde Jinsoul estava deitada, sentando-se numa cadeira ao lado dela e não conseguindo evitar tremer com a proximidade. Aquilo era definitivamente um novo recorde. O mais próximo que já estivera de Jinsoul tinha sido quando, uma vez, passou pela sala dela e vislumbrou o rostinho bonito e concentrado dela, sentada na mesa mais próxima à porta. Ainda se lembrava do coração acelerado que sentira naquele dia.

E nada se comparava ao que estava sentindo naquele momento. Estava finalmente conversando com Jinsoul; de verdade!

— Qual o seu nome?

— Ah, eu… Kim Jungeun.

— Jungeun… — a voz fofinha de Jinsoul proferiu cada sílaba do nome da Kim como se o seu nome fosse uma obra de arte. Parecia querer guardar aquele nome no coração.

E era um lugar merecido.

“A garota que me salvou”, pensou. “Kim Jungeun”.

A mais nova não conseguiu contrariar os sentimentos avassaladores que algo tão pequeno foi capaz de lhe causar. Ela só tinha dito o seu nome, pelo amor de Deus. Mas o seu coração acelerava e desacelerava com cada coisa que aquela loira fazia, e o fato de ela estar viva e bem ainda parecia surreal. Jungeun ainda queria chorar. Tinha borboletas no estômago e mares escondidos atrás dos olhos. Estava tão aliviada.

— Sabe, a Sooyoung é idiota.

— Acredite, eu sei — Jinsoul rebateu de imediato, rindo alto, embora com alguma dificuldade. Ainda tinha a garganta ferida, afinal. Mas a sua risada não deixava de ser incrivelmente gostosa de se escutar. Ou talvez isso fosse só da cabeça de Jungeun…

— Não, é que… Porque você ainda não me perguntou porque eu te salvei?

— Era o que eu ia fazer — Jinsoul declarou, mantendo o pequeno sorriso caloroso que parecia nunca deixar o seu rosto. — Porquê, Jungeun?

E aí, o coração da Kim incendiou.

Um fogo mais alto, mais forte e mais barulhento do que o que Jinsoul causara.

Ia dizer-lhe.

— Você é mais importante para mim do que pensa.

Os olhos de Jinsoul arregalaram-se sutilmente. Curiosidade. Não abriu a boca, esperando a Kim prosseguir. O sorriso desfez-se aos poucos, dando lugar a uma expressão confortavelmente interessada.

— Eu…

Engoliu o orgulho. Era tudo ou nada.

Era agora.

— Eu gosto de você, Jung Jinsoul.

As lágrimas finalmente vieram.

— E a Ha Sooyoung é uma idiota. Eu nunca terminaria com você. Eu nunca te faria triste do jeito que eu sei que ela fez. E se fosse preciso, eu voltaria a entrar num prédio em chamas para te salvar de novo.

Mordeu o lábio, já tendo desviado o olhar para as mãos de modo a evitar olhar para a sua amada com lágrimas nos olhos e com o seu coração exposto demais. Brincou com os dedos, tentando conter o ímpeto de chorar. Que vergonha.

— Eu não te conheço como queria, mas não foi preciso conversar com você para que eu começasse a me sentir desse jeito. Eu queria te proteger de tudo e de todas as garotas babacas que pudessem querer namorar com você com as mesmas intenções que aquela Ha Sooyoung. Eu não sei o que aconteceu comigo, mas eu só consigo pensar em você. E eu até fico na quadra de basquete até mais tarde porque queria que você me notasse também…

— Mas porque não veio falar comigo? Não chore…

— Eu tinha medo. E quando você começou a namorar com ela, foi ainda pior. Eu não podia chegar e dizer que era melhor do que ela e que você devia estar comigo…

Jinsoul riu baixinho.

— Sinceramente, quem me dera que você tivesse feito isso — brincou, contagiando (finalmente!) um sorriso genuíno no rosto da Kim.

Jungeun ainda olhava para as mãos, incapaz de voltar a fitar os olhos castanhos que a encaravam com tanta doçura.

— Olhe para mim, Jungeun.

Assim fez.

— Quando eu sair dessa cama de hospital, você gostaria de ir num encontro? — a Jung sugeriu, com um sorriso genuinamente caloroso. Os olhos marejados da Kim encontraram a ternura do olhar de Jinsoul, fazendo-a sentir algo semelhante à calmaria depois da tempestade. O seu coração já não gritava por descanso, e as borboletas do seu estômago já tinham encontrado sossego.

Só lhe restava o amor que sentia.

— Sim, por favor. Seria o meu sonho.


Notas Finais


♡.


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