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História Single By 30 - (Malec - Clace) - Capítulo 7


Escrita por:


Notas do Autor


Me perdoem a demora. Está acontecendo tanta coisa ultimamente que não consigo tirar um tempo para escrever, muito menos postar, então quem me acompanha espero que compreenda. ♥️

Quem reparou a sinopse foi mudada mas eu só dei uma encurtada mesmo por que tava imensa e até eu tenho preguiça de ler KkkkK

Enfim, Boa leitura anjos! 💜

Capítulo 7 - Moving In And Moving On


Abril,

         2009.


             Idris High School Point of View ✔️


Mais um dia de aula, comum e chata para os adolescentes na escola. Alec e Magnus estavam pegando os livros necessários para as próximas aulas que teriam juntos.

Magnus tagarelava sem parar sobre como era difícil a vida de colegiado e os inimigos que consequentemente fazia por ser tão autêntico sendo ele mesmo e confuso sobre sua sexualidade pois deixava vários ex namorados furiosos, e Alec apenas ouvia como um com amigo que era. O moreno fechou o armário com o livro e Magnus chamou sua atenção olhando para algo atrás dela.

– Uau, olha só o Scott e o Isaac. – Magnus diz em direção ao casal de amigos se agarrando na escadaria do colégio, Alec acompanha o olhar – Se engolindo, sim ou claro?

– Wow. – eles riram – Não sabia que eles estavam juntos.

– Não acho que estão oficialmente juntos. – o asiático pensa alto, olhando os dois amigos com dúvida e divertimento – Acho que estão apenas meio que saindo.

Bem, parece que eles precisam ter "A" conversa. – Alec fala arrumando a mochila nas costas.

– Tipo, meu Deus, não tiveram ainda? – olha falsamente chocado para o mais velho fazendo eles sorrirem divertidamente e depois dá de ombros – As vezes é mais fácil deixar rolar, sabe?

Magnus era muito liberal com as coisas e consigo mesmo. Se a pessoa era feliz como estava, então tudo bem. Não restringia a felicidade e ele mesmo foi criado com passe livre para fazer o que o convém, sem pressão dos pais, pois a mãe quase nunca vivia em casa por ser aeromoça, (um dos motivos pelo divórcio) e o pai apenas ligava nas datas importantes, mandava dinheiro e cartões de aniversário. Era seu o próprio exemplo a seguir e sua própria meta para ultrapassar. Era um aventureiro que gostava de sempre experimentar coisas novas e não dependia de ninguém.

Já Alec era mais reservado. Do tipo que preferia ficar em casa num feriado do que sair e se divertir fora de seu aconchegante lar. Priorizava a família e amigos acima de tudo e era o sensato do grupo. Deixava as coisas acontecerem no momento certo e sempre regia as coisas com conversas e concessões.

Claro que ao longo dos anos eles dois mudaram muito e hoje estavam mais maduros e com as próprias identidades já formadas.

– Eu não sei. – Alec divaga explicando para o melhor amigo com seriedade – Acho que seria difícil pra mim. Sabe, não é ensino fundamental. Deveriam ser mais maduros em um relacionamento.

– Deixa eles se divertirem. – o mais baixo deu um soquinho no ombro do outro e riu.

Alec virou para onde o casal estava novamente.

– Mesmo assim, eca!

🍦

Dias atuais..

Passaram alguns meses, Clary e Jace no relacionamento estranho deles, e Alec e Magnus.. bom, também em um relacionamento estranho já que apenas estavam juntos, dormiam juntos e passavam a maior parte do tempo assim.

Mas não oficializaram nada ainda. E nenhum deles questionou nada por enquanto. Estavam bem assim.

Agora ambos os amigos saíram para beber na Pandemonium em um encontro de casal. A noite estava bem agitada apesar de não ter muita gente no estabelecimento e a música ecoava alta no lugar.

Magnus e Alexander estavam se agarrando em uma coluna de madeira por alí sendo observados pela ruiva e o loiro. Jace com admiração e Clary com uma careta engraçada.

– Deixa eles se divertirem. – o loiro fala sem tirar os olhos do casal.

– Mas mesmo assim, eca!

– Boa forma. – ele diz um pouco alto para Alec, que não estava nem aí e ocupado demais com a língua do asiático na boca, escutar.

– Não se meta. – Clary resmunga cutucando o namorado com o braço e com o canudo do seu drink na boca.

Alec prendia as mãos de Magnus no topo da cabeça enquanto Magnus a todo custo tentava se esfregar discretamente no maior. Sabiam que estavam em público e que muitos podiam ver o que estava, ou quase estava, acontecendo ali. Mas realmente nem ligavam, só sabiam aproveitar a companhia um do outro sempre que estavam juntos.

Literalmente em qualquer lugar, pois sempre arranjavam um lugarzinho para transarem, como uma vez no estacionamento do mercado, ou numa lanchonete 24horas no meio da noite de halloween, no banheiro do clube de piscina, e quase foram pegos quando Magnus foi visitar Alec no trabalho. Só estavam fazendo o que deviam ter feito á anos atrás, e nem se importavam se estavam agindo como adolescentes que deixaram de ser a tempos. Se amavam mutuamente e o prazer que sentiam juntos era indescritível.

– Magnus.. com você roçando em mim desse jeito eu vou ser obrigado a te foder no banheiro aqui mesmo. – Alec falava com dificuldade se concentrando nos ofegos baixos do menor.

– Acho que vou adorar isso. – ele sorri malicioso lambendo os lábios e a calça de Alec se aperta mais se isso fosse possível. – Mas sabe o que eu iria adorar mais do que ser fodido por você?

Alec nega com a cabeça, soltando os pulsos do outro e o segurando firme pela cintura. Magnus espalma as mãos pelo peitoral do mais alto e com o dedo indicador sobe fazendo uma trilha pelo pescoço alvo e vai até a boca do outro, circulando o local.

– Te foder deliciosamente bem fundo e devagar até você implorar por mais.. – ele enfia o dedo na boca quente e desejosa lentamente sentindo seu dedo ser sugado com fervor. Com aquele movimento Alec viu os olhos de Magnus queimando em âmbar, como uma dose de uísque puro. Perfeitos. Com um gemido do asiático, que tirou o dedo molhado fazendo um barulhinho no processo, Alec sorriu inocente. Magnus se aproximou do ouvido dele e disse – Acho que Jace e Clary se cansaram de nos observar, então essa é a nossa deixa. Vamos fazer o que coelhinhos fazem lá no banheiro!

Alec olhou rapidamente para um Magnus corado e explodiu em gargalhadas. A cena foi fofa demais para se conter! O asiático que estava com um sorriso o olhou confuso pelo ataque de riso.

– Desculpa. – Alec tentou respirar e limpou uma lágrima de tanto rir. Magnus estava começando a ficar com raiva – É que foi muito fofo como você disse! – o asiático cruzou os braços e Alec ficou com cara de bobo – Vamos fazer o que coelhinhos fazem então..? Hum? – o provocou tocando as bochechas agora vermelhas com seu indicador, dando um beijinho em cada uma.

– Quer saber, esquece! Você cortou o clima. – diz carrancudo tentando sair do abraço em que era mantido.

– Qual é Mags, você é muito adorável. – o moreno sorriu admirado e depois ficou sério se aproximando do ouvido do outro. – E muito sexy também..

Magnus estremeceu com a voz rouca do outro e o puxou apressadamente para o banheiro. Não iria esperar mais para ter aquele corpinho gemendo por si.

A cabine estava vazia, igual o banheiro. Naquela hora da noite tinham certeza de que não seriam incomodados tão cedo mas mesmo assim decidiram trancar a porta.

A primeira coisa que fizeram quando entraram no cubículo minúsculo foi começar um beijo agressivo e forte com direito a gemidos e arfares pesados.

Era como se sempre tivessem apetite um para o outro. Estavam descobrindo os gostos, manias prazeres e mais dos corpos de cada um.

O asiático interrompeu o beijo virando o moreno contra a parede. Alec respirou com dificuldade pelo movimento mas logo entendeu o que ele queria. Espalmou as mão as mãos pela parede e esfregou o traseiro na ereção marcada do menor, o provocando com reboladas frenéticas.

Magnus deu um tapinha pelo atrevimento e logo adentrou a calça do maior, segurando o membro dele com firmeza enquanto se inclinou para chupar e morder o pescoço branquinho que nem estava tão branquinho nos últimos meses. Amava aquelas marquinhas.

Alec tentou conter o gemido agudo com os lábios mas era impossível com aqueles movimentos rápidos em seu membro dolorido. Não queria esperar mais.

– Magnus anda logo. Me fode como você prometeu. – fala com dificuldade e os olhos verde amarelos brilham com intensidade e desejo.

– Isso, implora pra ter meu pau todinho em você, bebê. – o asiático segura o queixo do outro, encarando com um olhar carregado de autoridade e Alec gemeu só com aquilo.

– P-por favor.. quero te sentir em mim bem fundo. Por f-favor.. – Magnus sorriu o mordeu o lábio inferior do mais velho, abandonando seu membro e abrindo sua própria calça.

Espalhou pré-gozo pela extensão em uma masturbação lenta e direcionou na entrada do de olhos azuis. Alec gemeu manhoso pois o outro circulava e ameaçava penetrar a entrada pedinte, mas não o fazia.

Sem mais delongas Magnus enfiou seu membro no interior quente do mais alto, sem pausa, o que causou um grito estrangulado do mesmo. Alec apoiou a cabeça na parede quando Magnus esperou que se acostumasse com a invasão.

Depois de um tempo a primeira estocada veio certeira, arrancando gemidos de ambos, fazendo Alec dar um gritinho surpreso e Magnus fincar as unhas no quadril delicado.

O mais novo retirou quase por completo para voltar a enfiar fundo e lento. Instigava Alexander que não controlava mais a boca e gemia pra quem quiser ouvir.

Suor descia das testas, os corpos balançavam eletricamente e veloz. Deliravam com aqueles toques e uma música conhecida ecoava oca pelo banheiro, trazendo uma vibe diferente e surreal.

Magnus aumentou a velocidade gradativamente.

– É muito bom! Aaah! – Alec sussurrava e gritava ao mesmo tempo – Você é perfeito, Bane. Me fode tão bem!

Seus mamilos foram apertados por baixo da camisa que usava e seu pescoço maltratado deliciosamente, uma mão acariciou seu membro começando uma masturbação rápida. Foi o clímax que faltava para sujar a parede a sua frente e sentir seu interior preenchido.

Magnus estocou mais algumas vezes prolongando seu prazer, pois estava tão sensível ao continuar sendo estimulado.

Depois de limparem a bagunça que fizeram e se arrumar o mais normal possível, saíram do banheiro e foi se juntar aos amigos.

🍦

Alec estava na empresa com Izzy, adiantando uns arquivos quando em seu notebook aparece um anúncio de brinquedos em comemoração á páscoa naquele dia: Coelhos de pelúcia com casinhas e tudo.

Não conseguiu conter a risada, o que despertou a curiosidade da irmã.

– Não pode se divertir tanto reordenamento cartuchos de tinta. – ela comenta tirando sua atenção do trabalho.

– Não, eu acabei de pensar em algo que o Magnus disse outra noite. – balançou a cabeça e não entrou em detalhes.

– Está animadinho! Então, qual é? Estão tipo, oficialmente?

– Bom, não saímos com mais ninguém. Com ninguém, mas, sim. – ele sorri.

– Ah, entendo. Amizade colorida. – mexe as sobrancelhas para o irmão.

– Não definimos ainda, mas só porque não definimos não passa a ser insignificante. – aponta.

– Sabe, posso te dizer ao menos dois filmes recentes se quiser ver como isso termina. – ela fala, a intenção dela não era o magoar ou confundir, mas estava dando certo.

– Não falamos sobre isso ainda e não quero me apressar, como eu faço normalmente. – coça a garganta e murmura a última parte. Não queria estragar o que tinha com Magnus.

– Você que disse, não eu. – a morena dá de ombros teclando no notebook – Bom, seja qual for seu plano, estou feliz por você, Alec..

– Obrigado, Izzy. – ele ergue as sobrancelhas mas dá um sorriso agradecido. Isabelle Lightwood raramente era tão compreensiva assim.

– ..Mas ao mesmo tempo, estou nervosa por você, porque como disse, eu sei como termina. – aperta os olhos pro irmão.

– Estava demorando. – Alec revira os olhos

– É feio. – ela tenta argumentar mas Alec vira e tampa os ouvidos.

– Não tô ouvindo. Estou surdo!

Izzy suspira. Alec é um tremendo crianção quando quer, mas se ele quer mesmo esse tipo de relacionamento com o Magnus, então não podia fazer nada a não ser dar conselhos de irmã mais nova.

🍦

Clary estava sentada no sofá do apartamento de Jace, mexendo em seu tablet quando o mesmo passa enxugando os cabelos após sair do banheiro.

– Usou meu shampoo? – ela sente no ar.

– Uh, não.. – Ele olha pra ela e depois sorri se apoiando no sofá – Sim, usei. Só porque o cheiro é muito bom! Juro, é como se uma maçã e um côco estivessem em uma festa na minha cabeça. – faz movimentos na cabeça.

O loiro coloca a cabeça em cima dos braços cruzados e morde os lábios com a visão da namorada tão confortável em seu sofá.

– Peça primeiro, seu esquisitão. – ela murmura voltando a atenção ao tablet.

– Ok. Sabe, honestamente, parei de comprar o meu desde que abriu uma Sephora no banheiro. – ele sorriu largamente apontando em direção ao banheiro. De fato, Clary só vivia em sua casa desde que oficializaram o namoro, o que ele particularmente adorava – Se eu não soubesse de nada eu diria.. – se levanta de trás do sofá e senta em frente a ruiva – diria que está morando aqui.

– Até parece, pago aluguel de outro lugar.

– Clary, seu endereço na Amazon é esse. – ela ergue os olhos – Sabe, está tudo bem se você quiser.

– Não leu sobre os perigos da convivência? – ela fecha a capinha do tablet o colocando na mesinha de centro.

– Oh, an.. nop. – fala com ironia.

– Alisson diz que precisa decidir, não enrolar. – se refere á professora de ioga que tem várias revistas sobre vários temas no studio. – Quando você decide viver com alguém, é como uma decisão deliberada. Mas se enrolar, que é o que faríamos, então é como se começasse a morar junto por acidente, e é como se não estivesse pronto ainda. – explica apontando para os dois.

– Decidir, enrolar. Não importa, ruivinha. Se for isso, então você apenas deixa rolar, certo? E se há espaço suficiente para minha coleção de spray, então está tudo certo. – fala sincero.

– Ok, tenho que ir para a ioga. – ela se levanta – Pensarei sobre isso enquanto faço shavasana.

🍦

Alec e Magnus estavam na casa do moreno, então decidiram preparar um jantar. E lá estavam eles na cozinha, Magnus vendo a receita de comida mexicana e Alec pegando os ingredientes, já que sabia melhor onde cada coisa estava.

– Pré-aqueça o forno a 350°. – o mais novo fala.

– Sim, Chef!

– E pegue a pimenta.

– Sim, Chef! – Alec respondia como um bom ajudante em treinamento, o que arrancava risadas de Magnus.

– Não, desculpe. O orégano. Não, não orégano. O outro.. o outro verdinho. Você sabe qual me refiro. – fala pegando o azeite que estava em cima da bancada.

– Ei, para um professor, você não é tão bom em dar instruções. – Alec se aproxima por trás com a especiaria e deposita na bancada, Magnus fecha os olhos por um segundo com a proximidade do mais alto e depois sorri.

– Sim, bem, sou um substituto, não professor.

Ele explica enquanto Alec cortava o que seria a salada.

– Bom, poderia dar esse salto se quisesse. Digo, se a Clary ensina.. – eles riram alto.

– Sabe, é estranho. – Magnus diz depois de um tempo – Tipo, desde que ela me pediu para substituí-la, eu não sabia o que esperar. Mas eu realmente estou gostando, então vamos ver.

– Bom, estou orgulhoso, Senhor Bane. – o de olhos azuis segura a cintura do outro e dá um selinho.

– Obrigado. – ele sorri.

Enquanto eles aguardam o prato principal no forno conversando, Alec pega uma pasta e se aproxima do asiático.

– Minha entrevista não será longa, mas eu incrementei meu portifólio baseado em suas sugestões. Diga-me o que acha.

– Uuh, tudo bem. – Magnus pega o documento e folheia animado – Alec, está muito bom! Acho que a Massive Supply vai ficar muito impressionada.

Alec seguiu o conselho e decidiu entregar um currículo para fazer a entrevista na Massive Supply. Realmente precisava descobrir novas áreas de trabalho e não passar a vida toda fabricando uniformes infantis, não que não gostasse do ramo da família, mas sentia que precisava se aventurar mais nessas novas áreas e aproveitar o máximo da vida.

Magnus como sempre se sentia orgulhoso de Alec estar tentando algo novo. Era gratificante saber que de algum jeito induziu o melhor amigo á fazer uma coisa que ele gostava e podia dar certo. Tinha 100% de certeza que iria conseguir.

– Lembrete, minha mãe vem na próxima semana para celebrar meu aniversário. – Magnus fala sentado na mesa, observando o quanto Alec ficava lindo com roupas casuais apenas cortando abacates na própria cozinha.

– Não é mês que vem?

– É, todo esse estilo de vida de aeromoça. Ela está em todo lugar, literalmente. Então iremos celebrar cedo quando ela chegar. – se levanta indo até o de olhos azuis.

– Ainda está de pé irmos jantar nos meus pais semana que vêm? – Alec se vira trazendo o mais novo para seus braços.

– Sim. Mas irei pelos feijões verdes da sua mãe, não por você. – Magnus confidencia arrumando um botão da blusa de manga longa do outro.

– Ah, sério? Sério? – ele sorri selando os lábios.

– Sim, sério. – Magnus corresponde o beijo – Não gosto de você tanto assim. Eu realmente gosto dos feijões verdes. – Alec aprofunda o beijo e trocam de lugar, o prensando contra a bancada e o erguendo. Magnus enlaça as pernas na cintura do outro e ambos acabam rindo pois o asiático tinha sentado no que iria ser o guacamole do jantar – ..E eu acabei de sentar em um abacate, e ficou realmente amassado.

Acidentes na cozinha acontecem o tempo todo.

🍦

No apartamento que Clary dividia com Magnus, Catarina ajudava, juntamente com o amigo, a empacotar os pertences da irmã pois a mesma resolveu ir morar com Jace. Um decisão demoradamente pensada com clareza e nitidez na opinião da ruiva.

– Certo, muito bom que você tem oito celulares extras e fios. Tipo, o quê? Porquê? – Cat questiona espantada tentando desenrolar aquele monte de fios – Não acredito que vai morar com ele, acabaram de se conhecer.

Não era uma afirmação negativa, apenas achava muito estranho a irmã mais nova querer ir morar com o primeiro namorado que se deu tão bem e em tão pouco tempo.

– Eu sei, parece muito rápido, mas tive essa epifania na posição do cachorro. Parece certo.. – ela suspira sorrindo e depois acrescenta rápido – viver juntos, não a posição do cachorro.

– Mags, quer sair mais tarde? Ragnor vai se distrair jogando baseball hoje á noite. – Catarina pergunta para o amigo que estava dobrando umas roupas e colocando em caixas.

– Eu adoraria, mas eu tenho planos com um colega de trabalho. – ele se vira para Clary – Você conhece o Peter, né?

– Geralmente evito pessoas no trabalho. Eu fico de fones de ouvido, porque as crianças têm tantas perguntas. – Clary fala como se fosse normal e Magnus arregala os olhos negando com a cabeça.

Como ela ainda não foi demitida?

– Você tem algum rolo? Tipo um encontro? – a morena pergunta para o outro.

– Não, apenas vamos tomar alguma coisa. – dá de ombros.

– Acontece á noite? Em um bar? Com um cara? – Clary sorri com ironia.

– Vai contar ao Alec? – Catarina pergunta ignorando a irmã.

– Por quê? – ri nasalado – Não chega a ser um encontro.

– Se sai para tomar algo com outro cara, caso se importe com o Alec, tem que contar pra ele.

– Não estou de joguinhos com o Alexander, somos duas pessoas independentes. É uma bebida platônica com um colega. Não é grande coisa.

– E por que não contar? – insiste a amiga.

– Caramba, tudo bem. Vou contar, mas com certeza ele não irá se importar.

🍦

Alec estava saido de uma cafeteria chamada The lonely bean, estava chovendo fraco e ele segurava um guarda-chuva em uma mão e seu café na outra, quando é chamado por alguém.

– Alec? Ei! – ele conhecia aquela voz muito bem.

O homem estava com uma bolsa tentando conter os pingos incessantes da garoa.

– Raphael, Oi! Ei venha aqui. – Alec colocou o guarda-chuva para dar abrigo aos dois.

– Obrigado.

– Como está? – puxou conversa.

Apesar do término deles ter sido um pouco ruim demais no momento, eles conversaram e terminaram de forma saudável. Não se odiavam.

– Estou bem. – o mexicano o encarou e depois decidiu ser sincero – Me sinto tão estranho...

– Eu, quis dizer.. – riram nervosamente porque os dois falaram ao mesmo tempo – Eu, acho que nós.. eu poderia ter lidado com tudo de forma diferente. – Alec disse.

– Não se preocupe. Estamos bem. – Rapha sorriu – Você é um dos melhores caras que conheci em um aplicativo.

– Nossa, sério? Estou lisonjeado. Ou o aplicativo que é péssimo.

– Provavelmente. – riram – Espero que não ache que estou te roubando essa cafeteria. – ele aprontou fazendo Alec olhar para o estabelecimento bem decorado.

– Eu acho, eu acho este lugar grande o suficiente para nós dois. E eles têm os melhores croissants de chocolate meio amargo. – sorriu.

– Espere, já foi naquela nova padaria da Echo Park?

– Não.

– É surreal. Deveríamos ir um dia. – sugeriu e Alec mordeu o lábio desconfortável – Se tiver tempo e não for estranho. – acrescentou.

– Não, não, não. Parece ótimo. – o tranquilizou – Mas eu estou meio que saindo com alguém.

– Magnus?

– É.

Era tão óbvio assim? É, com certeza já que a última vez que o viu foi quando teve que levar seu melhor amigo bêbado demais para casa. Naquele dia ele tinha uma escolha entre seu namorado e seu amigo, e sem hesitar ele escolheu Magnus.

– Eu já suspeitava. – maneia a cabeça com humor – Bem, então deveria levar ele. Ele vai amar.

– Sim, qual é o nome do lugar?

– Alguma coisa.. não me lembro. – sorri amarelo – Tenho que voltar ao hospital, mas conversamos depois.

– Está bem.

– Está bem. Foi bom te ver. – o castanho fala sincero.

– Bom te ver também.

– Tchau!

🍦

Na casa de Alec tinha algumas roupas de Magnus e vice versa, para caso de precisarem e estar com pressa não dando tempo de ir em casa.

Na verdade era só uma desculpa para estar mais próximos e não desgrudarem mesmo.

Alec estava no sofá mexendo no celular enquanto o asiático se arrumava para sair.

– Está saindo?

– Quero me encontrar com um colega um pouco. – o de olhos âmbar fala colocando um relógio no pulso.

– Está bem, divirta-se. – o moreno sorri.

– Obrigado.

– É a Lana? – pergunta voltando a atenção ao celular.

– Ah, não. Se chama Peter.

– Ah, o que ela ensina?

Ele ensina matemática.

– Aonde estão indo? – ele olha para o asiático.

– Ao Dart Room para beber algo.

– Quer que eu vá com você? – solicita atencioso.

– Não, está tudo bem. Coisa de trabalho.

– Com bebidas?

– É. – sorri confuso pegando o celular para ver alguma mensagem – Algum problema?

– Não. Eu.. ele sabe sobre mim? – Alec estava inseguro com aquela conversa.

– Não. Não foi necessário. Eu nem o conheço tão bem. Só tentando fazer amizade no trabalho. Por quê?

– As vezes pessoas tem segundas intenções.

– Já estou ciente. Sou um homem de 29 anos, já passei por isso. – Magnus o sossega.

– Tudo bem. Acho que só estou meio estressado por causa da entrevista. – balança o celular.

– Ok. Te vejo mais tarde, certo?

– Ok. – Magnus já estava indo quando o chama – Ei, me avise quando estiver voltando.

– Ok, daddy. – ele sorri e sai de casa.

Alec fica tenso e as palavras de Izzy começaram a pesar. Ele fica angustiado com o fato de realmente ele não ter nada sério com Magnus, o que faz com que o asiático esteja livre para qualquer um, alguém melhor, e isso o deixa inquietante.

Mas também sentia medo caso questione algo e o outro possa achar que era obrigado a assumir uma relação assim. Não queria o pressionar pois sabia que o melhor amigo de infância era bastante radical e descompromissado do tipo que não se apegava muito, então poderia estar sendo paranóico como sempre era com relações.

Resolveu mandar uma mensagem.

PARA MAGNUS:

 DESCULPE POR SER ESQUISITO.

🍦

Magnus estava conversando a um tempo com o Peter do trabalho. O moreno era bastante legal, e estava sendo divertido beber com ele naquele barzinho animado de música boa.

– Então, como está sendo a volta á escola? Não é tão ruim, né? – o moreno pergunta alto por causa da música.

– Sim, mas, sabe, é temporário. – Magnus dá de ombros.

– Escute, é importante, ok? Você é a única pessoa naquela escola com quem quero sair. Então deve ficar mais tempo. – Peter fala meio alterado pelas bebidas, os dois já tinham bebido muitos drinks.

– É, bem, sei lá. Ainda estou descobrindo o futuro.

– Não disse que cantava? – Magnus maneou a cabeça com um sorriso envergonhado – Não, não, escute. Sabe Michelle, a professora do coro? Ela terá um bebê. Ela vai tirar licença. E precisam de um substituto. Sei lá, só por um tempo. Se quiser, posso falar bem de você.

– Nossa, obrigado! Tenho que pensar. – Magnus fica reflexivo por um momento.

– Certo, justo. – ele pega o celular – Desculpe, nos falamos em outro dia. Tenho um jantar com minha namorada.

– Ah, legal. A quanto tempo estão juntos?

– Por um ano. – fala alegre – E quanto a você?

– É.. é estou, estou em um lance no momento.

– Um lance. – Magnus ri – Então nada tão, nada tão sério?

– Não, não. É. É sério. Eu só.. não sei. – realmente não sabia muito o que ele e Alec eram. Transavam, conversavam, passavam muito tempo juntos e era até bom tudo isso. Não queria pensar nisso tão cedo.

– Porque irei te apresentar ao meu amigo Danny. – Magnus soltou um "Wow" meio embolado – Ele é solteiro, e acho que seriam perfeitos juntos.

– É muito legal da sua parte, mas você..

– Quer saber? Já está feito. – o cortou mostrando o celular – Enviei seu número. Desculpe, pode dizer não quando ele te chamar, mas, olha, ele é realmente fofo, e acho que você vai me agradecer depois. Saúde! – ele brindou com um copo de água – Estou dirigindo. Não deveria beber isso.

🍦

Alec estava lendo um livro e olhava as horas a cada 30 minutos. Terminou um trabalho pendente da empresa e não tinha se passado 3 horas desde que o asiático saiu de casa.

Ok, ele estava contando as horas parecendo um lunático, mas estava muito nervoso com aquela situação embaraçosa. Deixou o celular na mesinha e foi tentar fazer qualquer coisa menos esperar por uma mensagem que nem sabia se iria receber.

Uma mensagem soou e ele correu para ver se era do Magnus. Não era. Era de Raphael.

A padaria se chama Friends Flour.

Ele leu com decepção, mas pensou bem e digitou de volta.

Fica aberta até tarde?

Se Magnus tinha ido beber com algum amigo do trabalho, ele também podia sair com outra pessoa para tomar um café, certo? Mesmo que aquele fosse seu ex.

Só precisava conversar com alguém e o Raphael era bastante compreensivo.

🍦

– Primeira noite dormindo na nossa casa. – Jace pula na cama se ajeitando nos lençóis ao lado da ruiva – Bem animador, né?

Clary automaticamente direciona seu olhar para a roupa que o loiro veste.

– É o mesmo moletom que estava usando hoje?

– Uhum. Eles viram a noite tão bem. – se espreguiça.

– Eca. Não.. – solta um muxoxo – Você está vestindo ele em todo canto, onde já entrou em contato com todo tipo de germes. Agora tenta se aconchegar na nossa cama perto de mim? Não. As únicas pessoas gostosas o suficiente para usar moletons o tempo todo são Djs e atletas e a Kylie Jenner. Sabemos que eu sou a Kylie neste relacionamento. Você é o Tyga¹.

– Esse é o seu jeito de me dizer para tirar minhas calças.. para poder ver meu Tyga?

– Não, essa sou eu te dizendo para tirar sua calça sem nada a ver com seu Tyga. – dispensa tentando não rir com aquela conversa.

– Oh, ok. – se aproximou para dar um selinho mas a ruiva fez careta e ele se encostou novamente na cabeceira da cama olhando para cima – O que é agora?

– Escovou os dentes? – ela faz uma carinha de inocência e nojo.

– Não. – suspira – Desculpe, às vezes estou cansado para escová-los antes de dormir. E qual o problema? Vou escovar quando acordar mesmo. – fala sem importância.

– Como eu não percebi isso antes? – bate na testa.

– Bem, sempre escovava meus dentes antes de dormir pra parecer normal. Mas agora que estamos morando juntos, estou sendo eu mesmo. Sendo confortável, sabe?

Clary estava de boca aberta.

– Ok, vou precisar que se sinta um pouco menos confortável. Boa noite. – se virou.

– Boa noite.

Quando Clary virou novamente Jace deu um gritinho surpreso e nada masculino ao ver a máscara na cara da namorada.

– O que foi? – ela pergunta.

– Nada! Nada.. – engoliu em seco com a mão ainda no coração tentando controlar os batimentos acelerados.

🍦

A padaria era enorme e bem aconchegante, um ambiente tranquilo e havia alguns pessoas naquela hora da noite.

Raphael o encontrou na hora marcada, pediram algo e sentaram juntos em uma mesa.

– Nós brigamos. Na verdade, foi mais meio que uma conversa tensa. Mas eu enviei desculpas e ele ainda não respondeu. – Alec relata para o castanho.

– As pessoas não respondem sempre na hora. Fique tranquilo. – Raphael responde comendo um pãozinho doce.

– É, mas ele está bebendo com um cara do trabalho agora.

– Eu sempre bebo com caras do trabalho. – o mexicano comenta com humor – Não é grande coisa. Algo mais? Ele fez algo que o fez não confiar mais nele? – Alec faz uma careta – Isso não é um bom sinal. Definiram o relacionamento?

– Não. Mas tudo estava indo bem. Só acho que ele quer ir mais devagar. Ou eu não sei, talvez ele está descobrimos coisas – Alec procurava algo plausível para tentar explicar.

– Ou talvez não queira se comprometer. – arrisca – Olha, sei que é difícil ouvir isso, mas.. eu já usei a mesma desculpa de querer ir mais devagar quando não sabia o que queria. E em alguns casos, eu estava na verdade esperando por algo melhor.

– Vamos lá, você não acha que seja isso. – afirma com descrença.

– Eu não sei, mas existe problemas de confiança, e ele que está ditando os termos do relacionamento. Quando terá o que você quer, Alec? Vá pra casa e pergunte pra ele sem papas na língua: O que vocês são?

O celular do moreno vibra.

– É o Magnus.

– Você deveria ir.

Magnus mandou uma mensagem falando que já estava indo para a casa do moreno, e a padaria em que Alec estava era bem perto de sua casa. Então chegou primeiro.

Logo Magnus bateu na porta.

– Ei.

– Oi. – ele disse quando Alec abriu a porta e lhe deu um selinho.

– Ei, me desculpe sobre mais cedo. Eu estava bancando o babaca. – falou logo.

– Está tudo bem. – Magnus sorriu. Não estava tão bêbado quanto antes, lidava bem com bebidas.

– Como foi com o Peter? – perguntou como sempre fazia para saber mais sobre o dia do amigo, mas estava nervoso com a resposta.

Magnus segue para a cozinha, e Alec o segue.

– Ele quer me recomendar como professor do coral. – Magnus fala mexendo os ombros.

– Parece legal. – o mais velho fala sincero.

– Yeah, mas é um compromisso de três meses. Sabe, quero manter minhas opções abertas.

– Sério?

– Sabe, e se algo melhor aparecer? – maneia com a cabeça.

As palavras de Raphael ecoavam pelo consciente de Alexander: Eu estava na verdade esperando por algo melhor..

– O que isso significa? – o de olhos azuis questiona com temor.

– O que quer dizer? – Magnus pega uma xícara de café e vai para a sala – O que está rolando com tantas perguntas hoje, cara?

Alec resolveu fazer o que queria ter feito á muito tempo. Tirar todas suas dúvidas quanto aquilo antes que enlouquecesse de vez.

– Ok. Apenas irei te perguntar uma coisa. O que nós somos?

Magnus ficou surpreso por um momento e depois falou com um sorrisinho.

– Dois humanos que irão tomar sorvete coladinhos no sofá mais tarde?

– Sério Magnus, não tenho idéia do que nós somos. Digo, é uma amizade colorida, ou sou apenas um cara legal que você está enrolando nos últimos meses?

– Nossa! O quê? – Magnus não entendia esse surto repentino de Alexander.

– Apenas me sinto como.. como se eu esperasse por respostas por tanto tempo e só demora mais.

– O que quer dizer, tanto tempo? Acabamos de começar. – era muita informação para seu cérebro recém alcoolizado.

Alec tentava falar tudo que sentia, então falou o que estava engasgado a tanto tempo.

– Magnus, gosto de você desde a adolescência.

O quê? – Magnus se virou hesitante e confuso.

– Sempre gostei de você. – Magnus abriu a boca sem saber o que falar – Vamos lá, você devia saber.

– Talvez.. talvez eu pensasse que tinha uma queda por mim, mas você nunca me chamou pra sair nem nada. Não queria ir fazer algo estranho só porque pensava que gostasse de mim.

– Olha, isso é passado. Esse é o agora. O que somos agora? – Alec insistia.

– Alec, de onde está tirando isso? Tipo, pode confiar que gosto de você?

Confiar? Como posso? Você não sabe se estará aqui em três meses. Não deletou o número do seu ex.

– Uau, não percebi que vamos marcar pontos.

As vozes já estavam acima da média.

– Só tínhamos uma regra, e era ser aberto um com o outro. Você foi? – o moreno fala com mágoa.

Você foi?! Gostava de mim desde o ensino médio e não disse nada até agora? Tipo, por que concordou com o pacto se sabia que se sentia assim? Poderia me chamar pra sair normalmente.

– Olha, Magnus.. O que somos? – falou pausado e firmemente.

Alec estava cansado. Não queria ter que brigar assim, só queria uma resposta.

Magnus hesitou e olhou para qualquer lugar menos o olhar do mais alto.

Alec já tinha sua resposta.

– Uau. – disse com desgosto, sorriu triste.

– Alexander..

– Não. – repeliu o toque direcionado ao seu rosto.

🍦

No outro dia Clary já estava se preparando para dormir, quando Jace entra no quarto animado.

– Clary, advinhe só? Agora tenho moletons para a noite que nunca tocarão o mundo e seus germes. – mostrou os dois conjuntos nas mãos.

– Bebê, isso é tão fofo. – ela bateu palminhas se sentando nos tornozelos.

– Melhor ainda, escovei meus dentes antes de dormir. – sorriu largo.

– Obrigada, mas isso deveria ser para você. Mas, escute, não quero virar, tipo, uma namorada frescurenta e controladora.

– Ei, não, pare. Pode parar por aí. – o loiro se sentou na beirada da cama – Não está virando nada! Sempre foi frescurenta e controladora. – riram da cara emburrada e do soquinho leve que o loiro levou no braço – Mas está tudo bem, Clary. Olhe, isso é viver junto, certo?

– Isso que é convivência? Suportar os hábitos estranhos um do outro? Isso era o que eu temia.

– Mas isso não é ruim. Saber o que te incomoda nos deixa mais próximos.

– Também acho. Mas espere um segundo. O que te incomoda em mim? – arqueou uma sobrancelha.

– Nada. Você é perfeita. – ele falou automaticamente e ela fez uma cara de mal cruzando os braços – Ok, talvez me incomode um pouquinho que tome conta de 90% da cama, e você é desse tamanhozinho. – colocou a mão na altura do peitoral e mordeu os lábios nervoso.

– Isso é tão grosseiro e largo. – falava devagar – O que mais?

– Não, acho que é só.. – acrescenta rapidamente – Sua máscara noturna. Está me dando pesadelos.

– Mas preciso de hidratação durante a noite. – ele comprime os lábios como se dissesse "sinto muito mas dá medo!" – Ok, acho que, tipo, espero até que vá dormir é então eu a coloco. O que mais?

– Você deixa louça suja na pia o tempo todo.

– Sim. Não sou tão boa na arte de lavar louça. – fala cabisbaixa e Jace trata de animá-la.

Essa ruiva foi a melhor coisa que lhe aconteceu nos últimos meses e não queria perdê-la, principalmente agora que estavam morando juntos. Queria sempre colocar um lindo sorriso naqueles lábios que tanto gostava de beijar.

Nunca falou em voz alta, mas já a amava incondicionalmente, e sentia que era correspondido na mesma forma.

– Mas quer saber? Tudo bem, porque há algo muito legal em ver sua vasilha usada na pia, porque me lembra, tipo, isso mesmo, eu vivo com essa garota incrível que eu amo, e sou muito sortudo. – falou rápido e sorridente não reparando no que disse realmente.

– Disse que me ama? – ela franziu o cenho sorrindo.

– Espere, eu disse? Não, não, isso foi um acidente. – ela disse um "Ah" baixo e descontente – Não, não! Não quer dizer que não a amo. Eu.. – encarou os lindos olhos verdes e as palavras simplesmente saíram. Certas e verdadeiras – Eu te amo Clary.

– Te amo também. – a ruiva sorriu feliz. O Jace era uma pessoa tão carinhosa e até romântica as vezes que se esquecia que ele era um tremendo narcisista e orgulhoso na maior parte do tempo.

– Tinha medo que não diria o mesmo. – arfou descansado e a namorada o puxou para um beijo.

– Mal posso esperar que vá escovar seus dentes agora mesmo! – interrompeu o beijo e falou com um sorriso polido no rosto o empurrando para fora da cama.

– Agora? Nesse momento?

– Sim. Absolutamente.

– Certeza? Ok.

– Certeza absoluta.

🍦

Era o dia do aniversário de Magnus e Alec estava ajudando a mãe a fazer o almoço na casa dos pais.

Desde o dia da discussão entre eles, nenhum manteve contato, conversaram ou pediu desculpas.

Alec estava magoado. Pelo olhar vago que viu no asiático naquela noite, entendeu que não era o plano dele entrar em um relacionamento. Pelo menos não com ele.

– Está tão quieto ultimamente. – Maryse interrompeu seus pensamentos ao seu lado.

– Minha cabeça está a mil. – explicou enquanto lavava as verduras.

– Magnus?

– Sim. – a mãe o conhecia tão bem – Não nos falamos já faz uns dias. Enfim. Está tudo bem, mãe.

Não estava tudo bem, mas ele não queria preocupar a mulher mais velha.

– Do que adianta ficar chateado? Se ele não vai ser seu homem, encontre outra pessoa. – fala solidária.

– Não é tão fácil assim. – sorriu com escárnio – Ele é tudo que eu queria. Ele é lindo, inteligente, gentil e criativo. – poderia citar vários outros adjetivos para descrever aquele homem.

– Quem se importa com tudo isso se ele não sabe o que ele quer da vida, meu filho?

– Ele está descobrindo, entende? O Magnus sempre foi aventureiro.

– Aventureiro, ele está perdido.

– Não é.. você não entende.

– Não. Não sei nada sobre o amor. – a morena debate.

– Não foi o que eu quis dizer. Olha, somos apenas.. somos apenas uma geração diferente.

Maryse parou de mexer com os vegetais e encarou algum ponto do outro lado da janela que ficava em frete á pia onde estavam.

– Quando tinha a sua idade me apaixonei por um homem quando morei na Noruega, mas tive que ser esperta e me casar com seu pai porque ele queria a mesma vida na América como eu queria. E aquele homem da Noruega disse que me esperaria. Mas foi apenas bobeira.

Ouve um silêncio.

– Sempre.. sempre amou o papai?

– Sim. Mas não como está pensando.. seu pai e eu queríamos a mesma coisa. – Alec assentiu lentamente – E quanto ao Raphael? Ele sabia o que queria.

🍦

Magnus cutucava seu jantar sem apetite.

Ele ainda não entendia como aquela conversa com Alexander poderia ter acabado tão mal sem nem mesmo se dar conta. Quando viu, puff, Alec tinha ido, (figurativamente pois ele que estava na casa do moreno).

Não poderia imaginar com clareza na época que o seu melhor amigo era tão afim dele. Sempre gostou muito dele mas sua atração pelo moreno de olhos azuis só começou mesmo quando ele o reencontrou na noite do aniversário dele na Pandemonium.

Alec tinha ganhado músculos o fazendo ficar mais sexy e lindo. Isso gerou um desejo, um sentimento que cresceu rápido demais. Não entendia até o primeiro beijo no casamento do ex, com a primeira noite juntos e o que tudo acarretou depois.

Talvez sempre tivesse amado Alec como homem e a amizade escondeu seus verdadeiros sentimentos esse tempo todo.

Quando Alec perguntou o que eles eram, ele entrou em pânico. Não sabia mesmo o que eles de fato eram, mas era bom. Sua vida é tão corrida e desregular que a única coisa que parecia certa era estar com Alec, sem limites, sem regas.

Mas ele mesmo não conseguia colocar em palavras o que sentia pelo melhor amigo, e acabar quebrando o que tinham.

Era um fraco, e se sentia covarde demais para definir algo e o outro acabar de algum jeito indo embora.

– Hey. Sei que 30 anos é complicado, mas não é uma sentença de morte. – Lilith fala ao seu lado na mesa.

– Não é isso, mãe. É apenas coisa de relacionamento. As coisas estão indo bem, e então brigamos do nada. E não nos falamos já faz uma semana. E ele disse que não sente como se pudesse confiar em mim novamente, e como se eu não me importasse com ele. – levanta o olhar.

– E se importa?

– Ele é.. ele é o meu melhor amigo. Por isso é tão difícil.

– Bem, se esse é o caso, então o que houve?

– Acho que só estava com medo de ficar mais próximo. – encolhe os ombros.

– A culpa é minha. Depois que eu e seu pai nos separamos, as coisas mudaram. – Lilith declara com pesar.

Não aguentava ver o filho que era tão alegre, assim, tristonho e sem vida.

– Mãe. Tenho quase 30 anos, ok? Não posso continuar te culpando pelo fato de todos os meus relacionamentos falharem. Não é sua culpa. Simplesmente acontece.

– É isso que pensa? Que seus relacionamentos são destinados a falhar? Só porque eu e seu pai nos divorciamos não quer dizer que tudo termina assim. – segura as mãos do filho – Você ama estar com ele?

– Sim. – sorri pequeno.

– Ele te faz sentir especial e protegido?

Esse assente em concordância.

– Ele faz.

– Então arrisque. – ordena convicta da felicidade de seu menino.

– Mãe, não é tão simples.

– Não é tão complicado. – balança a cabeça fazendo Magnus sorrir do jeito decidido da mãe – Talvez cometeu um erro. Talvez não pensou que sabia o que queria. Mas acho que sabe agora. E se você o ama e ele também te ama, então volte com ele.

Magnus concordou com a cabeça, e passou o resto da noite matando a saudade da mãe pois a mesma já tinha uma viajem para aquela madrugada.

Limpo a mesa e seu celular tocou.

– Alô?

Ei, é o Danny. O amigo do Peter.

– Ah. Ei, Danny.

Soube que somos uma combinação perfeita, ou, os únicos homossexuais que o Peter conhece. – a voz fala com humor do outro lado da linha.

– Uh, sim. Eu.. eu ouvi a mesma coisa. – riu.

Sabe, adoraria beber uma bebida algum dia. Está livre sábado á noite?

– Na verdade, não posso. – conta devagar – Estou em um relacionamento.

Não sabia disso. Desculpe.

– Não. Sem problemas. De qualquer jeito, obrigado. Tchau.

Estava certo de que no outro dia bem cedo iria finalmente conversar sério com Alexander e explicar as coisas.

Agora entendia o que queria realmente. Era Alec. Qualquer coisa com ele era melhor do que viver sem a sua companhia.

Acordou e foi caminhando até lá. A casa não era tão longe mas mesmo assim teve tempo suficiente para ensaiar o que dizer e como se desculpar.

Estava tão ansioso que subia as escadas de dois em dois degraus. Mas uma cena o fez parar e o sorriso morreu em seu rosto.

Alec estava convidando Raphael, que estava na porta, para entrar. Eles sorriam e conversavam até que o moreno fechou a porta e não viu um Magnus de boca aberta no topo da escada. Imóvel.

Seu coração despedaçou e ele se sentiu um bobo por ter ido até alí. Tava na cara que Alec não sentiu sua falta, tanto é que já estava muito bem acompanhado do mexicano que por acaso era seu ex.

Será que tinham voltado? Não queria ficar alí para saber.


Notas Finais


¹— Na época da série, esse Tyga estava casado com a Kylie Jenner se não me engano. Eu sei que eles não estão mais juntos, e eu nem entendo muito sobre eles e tals, mas eu quis deixar na história.

Então gente linda, estamos na reta final! Só tem mais um capítulo, o que estão achando??

Me deixem saber (人 •͈ᴗ•͈)
Bjuss e até a próxima 💜🦊


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