História Singular - Capítulo 5


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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, D.O, Kai, Lay, Sehun
Tags Chanbaek, Doaçãodoexofanfics, Fem!jongin, Fem!kyungsoo, Side!kaixing, Side!sesoo, Trans!baek, Transfobia, Tw: Violência
Visualizações 499
Palavras 1.766
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, Fluffy, Hentai, Literatura Feminina, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


dessa vez eu não demorei, viram??? rsrsrs
@itmour, obrigada por estar disponível a me ajudar e dar uns toques quando eu preciso <33 tu é um amor, sério!!

Capítulo 5 - A garota do banheiro feminino


Fanfic / Fanfiction Singular - Capítulo 5 - A garota do banheiro feminino

Baekhee entrou na sala de aula tão travada quanto um boneco de posto de gasolina; foi a primeira coisa que Kyungsoo percebeu na amiga ao se verem antes do sinal indicando o primeiro horário soar.

Cutucou Sehun que estava sentado ao seu lado e indicou a amiga com a cabeça. Só pelo caminhar ele já pôde perceber que algo realmente não estava tão certo como deveria estar, e quando Baekhee chegou e sentou-se na carteira da frente, não restou mais dúvidas de que alguma coisa realmente estava errada.  

— Baek, o que aconteceu? — Sehun perguntou e ela virou-se para trás, tirando as pernas de debaixo da mesa e as deixando de lado na cadeira.

— Quero ir ao banheiro — Baek sussurrou como se fosse um grande segredo.

Aquilo explicava as pernas cruzadas e as coxas fortemente apertadas, enquanto a mão segurava firme na barra da saia, mas não sanava a dúvida dos amigos acerca do comportamento estranho.

— Vai, uai — Kyungsoo incentivou, franzindo o cenho com aquela atitude incomum.

— Não posso.

— E por que não? — Sehun indagou.

— Jongdae está no banheiro. — Baekhee explicou, mas ao ver que os amigos continuavam impassíveis, desistiu de tentar amenizar a situação. — Eu estava indo ao banheiro, mas Jongdae estava lá e trancou a porta. Disse que banheiro masculino não é lugar pra mim, então eu esperei, mas ele disse que não ia sair.

Era compreensível a situação, visto que Baek era impedida de usar o banheiro feminino, mesmo que fosse um direito seu; mas ela estava sendo impedida de usar até mesmo o banheiro que fora imposto a si, então aquilo tornava a situação um tanto mais complicada.

Kyungsoo já deveria saber, é claro, que Jongdae estava envolvido naquilo.  Episódios similares àquele eram recorrentes por causa desse garoto, e isso a deixava fervendo de raiva, porque Baekhee estava sempre aguentando tudo em silêncio, abaixando a cabeça para não dar dor de cabeça a ninguém.

O fato é que Jongdae já havia feito bagunça o suficiente, e estava passando na hora de colocar-se em seu devido lugar de cidadão, e, infelizmente, isso parecia estar longe de acontecer.

Não conseguia contar quantas vezes Jongdae já havia ofendido Baekhee, fosse com palavras, fosse com pequenas ações como essa do banheiro, ou pior ainda, quantas vezes já havia a machucado no Hapkido e encoberto com falsas desculpinhas para que não fosse punido.

— Levanta daí, vamos ir ao banheiro! — Kyungsoo levantou-se da carteira abruptamente. Estava com raiva, com muita raiva.

— Kyung... não. — Baekhee pediu com os olhos marejados.

A situação já era humilhante o suficiente para si, não queria que Kyungsoo fizesse um estardalhaço ou se metesse em alguma confusão por sua causa. Não valia a pena tanto rebuliço por aquilo.

Sehun observava em silêncio, alternando o olhar entre a amiga e a namorada, esta que estava à beira de um ataque nervoso, dando para perceber pela postura rígida, os punhos cerrados e a respiração entrecortada. Ficava sensível quando o assunto era Baek, e não tirava sua razão, porque ser mais controlado que Kyungsoo não queria dizer que sentia menos raiva de todas aquelas situações que aconteciam.

E tanto ele quanto Kyung já haviam aguentado demais, haviam visto demais as coisas acontecerem sem realmente tomaram uma posição concreta. Como um recipiente cheio ao extremo, Kyungsoo estava a ponto de explodir.

— Não digo eu, Baekhee — ela retrucou com raiva, controlando-se para não gritar e chamar a atenção dos poucos alunos que já estavam na sala. — Já deu disso, porra! Você não pode continuar se prejudicando por causa dessa porcaria de garoto, entendeu? Nós vamos ao banheiro, quer você queira ou não, e se alguém vier reclamar eu vou pessoalmente à diretoria fazer uma reclamação formal e pedir para ligarem para os seus pais.

— E se ele ainda estiver no banheiro? — Baekhee perguntou enquanto se levantava da carteira com cuidado.

— E quem disse que vamos ao banheiro masculino? Pelo o que eu saiba têm dois banheiros nessa escola. Se um está interditado, vamos no outro.

Baekhee hesitou, os amigos perceberam, e foi isso que fez Sehun empurrar de leve a base da coluna da amiga, a incentivando a seguir sua namorada.

Era uma decisão simples, no fim das contas. Estava apertada e Kyungsoo estava oferecendo a oportunidade de ir ao banheiro, não teve que pensar de novo antes de segui-la.

Kyungsoo caminhava a passos duros pelo corredor, puxando Baekhee pela mão na direção contraria das garotas que seguiam para as salas de aula naquele momento.

Ao entrarem no banheiro, Baek respirou aliviada, e ignorou os olhares tortos das duas garotas que ali estavam, correndo e se trancando em uma das cabines.

— Por que ele está aqui? — ouviu uma garota perguntar com um certo quê de nojo podendo ser detectado em sua voz.

— Ele quem? — Kyungsoo devolveu a pergunta com outra, a voz transbordando ironia e impaciência.

— Você sabe muito bem quem. Por que o trouxe pra cá? O banheiro masculino é no andar de baixo — a outra garota foi quem respondeu.

— Saiam do banheiro — Kyungsoo não pediu. Ela mandou.

— Por que?

— Porque eu estou mandando vocês saírem. Se estão tão incomodadas é melhor saírem, não é? Além do mais, vocês só estavam passando maquiagem, não tem problema nenhum esperarem um pouquinho pra terminar. — se tinha uma coisa que Kyungsoo fazia com maestria, essa coisa era extravasar a raiva com uma grande carga de ironia.

— Você não pode nos expulsar assim! — uma delas protestou, e Baekhee quase pôde imaginá-la com as mãos na cintura e batendo os pés no chão.

— Não posso? Que pena — ouviu gritinhos do lado de fora da cabine, e então as portas do banheiro foram fechadas. —, pois foi exatamente isso que eu acabei de fazer.

Baekhee terminou de urinar e ajeitou a roupa, respirando fundo e olhando para o teto. Não iria chorar, de forma alguma, já havia passado por coisas piores, não havia porquê daquilo.

Mas era tão injusto, era tão frustrante ver Kyungsoo tomando a frente das coisas por si.

Não duvidava que aquelas garotas fossem reclamar com o diretor, e aquilo não era uma boa coisa; a mãe de Kyung não gostaria nada de saber que ela estava se metendo em problemas por sua causa.

Baekhee não queria causar problemas pra ninguém.

— Você sabe que eu sei que você já terminou, né? — Kyungsoo perguntou baixinho, com a voz branda, sem nenhum resquício de raiva ou irritação, e Baekhee soube que ela estava atrás da porta da cabine, bem perto de si.

— Sei.

— Então por que você não sai?

— Não sei.

Ambas ouviram sirene tocar, mas Baekhee não se deu o trabalho de sair dali.

Não se sentia preparada para ir e enfrentar os alunos; não conseguiria encarar mais portas fechadas em sua cara, porque Jongdae não fechara uma simples porta de banheiro, ah não, ele fechara mais do que isso. Havia fechado a porta que permitia Baekhee ser ela mesma, sem barreiras e sem preconceitos. Havia fechado uma porta que nem sequer havia sido parcialmente aberta, e era isso o que machucava.

E haviam tantos Jongdaes fechando portas para outras Baekhees, que ela sabia que não seria exceção. As coisas não mudariam por força de vontade, e cada vez mais ficava difícil aguentar, por mais forte que pensasse ser.

Baekhee podia aguentar alguns chutes nas aulas de hapkido, podia ouvir algumas ofensas no fim das aulas, podia ficar trancada para fora dos banheiros, mas ela não podia conviver com todo aquele ódio direcionado a si, com todo aquele peso de estar sempre estressando e preocupando os amigos e os pais com coisas que não podia controlar.

Por mais que tentasse não se abalar, por mais que se esforçasse para não cultivar um ódio por Jongdae e todas aquelas outras pessoas, não conseguia, e isso a frustrava.

— Não foi sua culpa — a voz de Kyungsoo ressoou pelo local. — Não precisa se martirizar por isso. A culpa foi do Jongdae, ele é o culpado, ele quem tem de se sentir mal, Baek.

— Não, Kyung! Eu não quero continuar me mutilando enquanto odeio Jongdae, não quero viver minha vida escolar em função disso, mas eu não consigo! — Baekhee fungou, desistindo de conter o choro e deixando as lágrimas rolarem livres pelo seu rosto. — Não consigo o perdoar, e não consigo me perdoar por odiá-lo tanto.

— Ah, Baek... — a voz da amiga soou penosa, e a compreensão veio em um suspiro longo. — Você não é obrigada a perdoá-lo, ouviu? É comum que isso aconteça, já que ele está sempre fazendo coisas ruins para você. Não tem porquê se sentir mal por cultivar um sentimento ruim por uma pessoa que te faz coisas ruins.

— Eu não quero ser igual a ele, Kyung... não quero olhar pra mim mesma e perceber que estou deixando a essência ruim de Jongdae me atingir tanto.

— Byun Baekhee, pare com isso agora, ouviu? — dessa vez a voz do outro lado da porta soou firme e autoritária. — Você já humilhou o Jongdae de alguma forma? Já o agrediu? O discriminou, ou fez dele motivo de chacota?

— Não.

— Então, droga! Você não tem que distribuir o seu perdão só porque perdoar é uma coisa boa, você não é um tipo de Jesus Cristo do século XXI e nem precisa ser, está me ouvindo? É justificável tu não gostar do Jongdae, e não tem que abrir mão de estar bem consigo mesma por causa de um falso perdão. — Kyungsoo suspirou, tentando se acalmar. — Perdoar Jongdae, vai mudar as atitudes dele para com você? Vai fazer você parar de ser agredida física e verbalmente?

— Não...

— A gente perdoa alguém quando essa pessoa está arrependida do que fez, o que não é o caso de Jongdae! — Kyungsoo sorriu pequeno, sabendo que a discussão já estava ganha. — Você é humana como todos nós, não está livre de sentimentos ruins. Permita-se ser egoísta, pelo ao menos dessa vez, e deixa esse perdão pra lá. Concentra todo o teu ódio reprimido no Hapkido e chute aquele traseiro com toda a força e raiva que tiver.

Baekhee riu de forma nasalada, secando as bochechas com o torso da mão.

— Agora abre essa porta e deixa eu abraçar você. Isso tudo vai passar uma hora.

— Será que vai mesmo? — perguntou mais para si mesma do que para a amiga, enquanto abria a porta da cabine.

— Claro que vai. E eu vou estar do seu lado até esse dia chegar, e depois disso também. — Kyungsoo afirmou com um sorriso cálido no rosto, puxando a amiga para um abraço apertado, a afagando os cabelos castanhos com carinho.

E naquele abraço, Baekhee se sentiu protegida, daquela forma que só Kyungsoo era capaz de fazê-la se sentir.

 


Notas Finais


kyungsoo te amo

gente, muito obrigada por ainda acompanharem a fic! sério, vocês são ótimos e eu li os comentários anteriores todo o tempo enquanto pensava nesse cap, e isso me encheu de motivação.
vou tentar manter o ritmo e postar rapidinho assim sempre.

amo vocês, pimpolhos <33


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