História Singular - Capítulo 2


Escrita por:

Visualizações 30
Palavras 1.582
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oie mochis! Espero que estejam gostando da fic...Pois ela será postada todos os dias! 💕 Obrigado pelo carinho e...Boa leitura!

Capítulo 2 - Segundo


Fanfic / Fanfiction Singular - Capítulo 2 - Segundo

KATSUKI


A gente nasceu numa cidadezinha chamada Mie. Me mudei para Hosu assim que completei o fundamental um,e a Cara Redonda veio uns anos depois. Ela é alguns meses mais nova do que eu e sempre quis estudar na universidade de Hosu,a U.A. Minha mãe sabia que,de jeito nenhum,eu iria dirigir duas horas todo fim de semana só pra fazer uma visita. Não só porque me sentiria culpado porque a garota arranjou um tempo naquela agenda louca dela. Mas também porque ela pagava a gasolina,e esperava eu me arrastar da cama todo domingo,há dois anos,sem exceção e sem reclamar nenhuma vez.

A Cara Redonda não disse mais nada,e eu nem me surpreendi. Os pais dela ainda moram em Mie,já que cagam ouro e dinheiro,precisam ficar por lá e cuidar dos negócios. Sei que a Cara Redonda adora minha casa e meus pais,porque sente falta de sua família. 

Não me incomodo com isso. Pelo contrário,sempre gostei,porque alivia o meu lado. Se a bochechuda for bem na faculdade,namorar um universitário rico,levar a vida que meus pais sempre desejaram para os filhos,mas não conseguiram dar,eles saem do meu pé. Como minha irmã ainda é muito nova,sobrava pra mim,e não tenho vergonha de usar a Cara Redonda de escudo.

- Cara,faz três meses que não falo com o Kirishima...A gente tem que marcar de sair pra se divertir um pouco.

A Cara redonda suspirou de novo e aumentou um pouco o volume do rádio.

- Você tem 20 anos,Katsuki. Quando é que vai parar de se comportar como um adolescente que só quer se divertir? Você pelo menos perguntou o nome dela? Se quer saber,você tá cheirando a perfume barato e boate de strip.

Eu bufei e fechei os olhos de novo.

- Você tem 19 anos,Ochaco. Quando é que vai parar de viver sua vida pelos padrões dos outros? Até uma velha de 82 anos tem uma vida social mais agitada do que a sua,e acho que é bem menos tensa também.

Não comentei o cheiro dela,porque era doce e delicioso,e eu não tava afim de ser legal. Senti que a Cara Redonda ficou me olhando,e disfarçei um sorrisinho.

- Ah,talvez eu devesse beber,sair quase todos os dias para aquelas boates onde qualquer um entra e dormir com qualquer coisa que se mecha. Não é esse o seu conceito de vida plena e satisfatória?

Depois dessa,tive que abrir os olhos. A fanfarra que tocava na minha cabeça resolveu dar um bis.

- Pelo menos tô fazendo o que quero. Sei o que e quem eu sou,Cara redonda e não tenho vergonha disso.

Ela retorceu a boca,fazendo uma careta pra mim.

- Tanto faz. Vamos voltar a nos ignorar,pode ser?

Esse plano,era perfeito. Me espichei o máximo que consegui naquele carrinho e tirei um cochilo. Não deu vinte minutos,acordei assustado,ouvindo aquele sonzinho irritante que mais parecia uma propaganda animada de brinquedos infantis. Era o celular dela.

- Não,eu te disse que iria para Mie e voltaria tarde - disse a Cara redonda.

Quando virei pro outro lado,ela deve ter percebido que eu estava observando,porque me olhou rapidinho,e aquelas bochechas grandes que ela tem começaram a ficar rosadas.

- Não,Neito,eu disse que não ia dar tempo e que tenho aula.

Não conseguia ouvir direito o que o cara da outro lado da linha estava dizendo,mas parecia bravo por tomar uma dispensada dela. A Cara Redonda apertou os dedos no telefone e respondeu:

- Não te interessa. Preciso desligar,a gente se fala depois.

Aí passou o dedo na tela e jogou aquele celular caríssimo no porta-copos.

- Tudo bem aí no paraíso?

Eu não ligo pra Cara Redonda e pro namorado dela,mas era óbvio que estava chateada,então perguntei,mais por educação. Nunca vi esse Neito Monoma,mas,pelo o que me dei ao trabalho de ouvir quando minha mãe falou,o cara era feito sob medida pro futuro de promotora de justiça que a Cara Redonda inventou. Certeza que o playboy usava calça de prega e camisa polo cor-de-rosa com mocassim branco. Por um bom tempo,achei que ela ia me responder,mas aí limpou a garganta e começou a batucar no volante com aquelas unhas pintadas de um rosa clarinho quase bege.

- Na verdade,não. A gente terminou,mas acho que o Monoma não tá entendendo.

- Sério?

- É,já faz umas duas semanas. Ando muito ocupada para namorar.

- Se ele fosse o cara,você não ia pensar assim. Ia dar um jeito de ter tempo porque ia ter vontade de ficar com ele.

Ela me olhou com a maior cara de espanto e falou:

- Você,o maior putanheiro do século,tá querendo me dar conselhos sentimentais. Sério mesmo?

Revirei os olhos e,minha cabeça protestou de dor.

- Quem não te conhece que te compre. O Monoma simplesmente queria mais do que posso oferecer. Vai ser um saco,porque meu pai e minha mãe adoram ele.

- Pode crer. Até onde eu sei,o cara é feito sob medida pra agradar seus pais. Como assim ele queria mais do que você tá disposta a oferecer? O cara quis ficar noivo depois de namorar só seis meses com você?

Ela me olhou feio e deu uma risadinha de desdém.

- Longe disso. O Monoma só queria que as coisas ficassem mais sérias do que eu tô afim.

Aí quem deu uma risadinha fui eu. Esfreguei a testa: minha cabeça agora latejava direto,mas a dor 'tava começando a ficar administrável.

Precisava pedir para a Cara Redonda parar pra eu tomar um café,ou não ia conseguir sobreviver àquela tarde.

- Tá querendo me dizer,desse seu jeitinho acanhado,que o cara tava afim de te comer e você não deixou?

Ela me olhou,apertando os olhos.

-  Preciso que você pare em algum lugar pra eu tomar um café antes. E acho que você não se deu conta de que não respondeu a minha pergunta.

- A gente vai se atrasar. E nem todo cara só pensa com a cabeça debaixo.

- O mundo não vai acabar se a gente chegar cinco minutos depois. E você só pode estar de brincadeira. Segurou o otário por seis meses sem dar umazinha? Que piada.

Depois dessa,tive que rir da cara dela. Ri tanto que tive que segurar minha cabeça com as duas mãos,porque meu cérebro começou a protestar de novo.

- Se você realmente acredita que ele não estava interessado em te comer,não é tão inteligente quanto eu pensava. 

Ela mordeu o lábio e foi entrando no estacionamento de um café. Entrei no local,e 'tava a maior fila. Nem me dei ao trabalho de perguntar se a Cara Redonda queria alguma coisa,já que ela tinha ficado enchendo o saco pra não parar.

Após pegar meu café,e dar um gole,minha cabeça finalmente começou a se acalmar. Quando entrei no carro,a Cara Redonda tava puta.

Tomei mais um gole do meu café e comecei a batucar no joelho com minha mão livre. Nunca fui muito de parar quieto,e costuma piorar quando a gente vai se aproximando da casa dos meus pais. Esses brunches sempre foram uma coisa forçada e artificial. Não consigo entender por que insistem em fazer isso todo fim de semana,nem por que a Uraraka é cúmplice dessa mentira. Mas,continuo indo,mesmo sabendo que nada vai mudar.

- Você tá atrasada. Minha mãe nem liga se vou ou deixo de ir.

- Você sabe que isso não é verdade,Bakugo...Eu me presto a fazer essas viagens todo fim de semana nem me sujeito a dar de cara com as suas indecências nas manhãs de domingo porque seus pais são maravilhosos para mim. Faço isso porque eles querem te ver,querem se aproximar de você. Devemos muito ao Deku - kun por tentar te transformar numa pessoa decente.

Eu prendi a respiração,o que sempre faço quando falam no nerd inútil. Meus dedos se fecharam involuntariamente em volta do copo de papel e virei a cabeça para encarar a Cara Redonda.

Ela suspirou e parou o carro na entrada.

- O Deku - kun permite ser amado,e você... - ela abriu a porta do carro com força e ficou me olhando - nunca quis ser amado,Bakugo,e faz questão de deixar isso bem claro.

A Cara Redonda bateu a porta do carro com tanta força que minha cabeça começou a latejar de novo.

O Deku,ou melhor,Izuku Midoriya,era o meu melhor amigo durante a infância. Mas,conforme fomos crescendo,as coisas mudaram e ele foi obrigado a se afastar por conta da minha babaquice. Faz três anos que eu fui um completo idiota,pegando a namorada dele e o humilhando na frente de muitos.

Faz três anos que ele perdeu o controle da estrada,por conta da profunda mágoa que estava sentindo,e bateu na traseira de um caminhão a 130 por hora. Três anos que ele foi internado num coma de meses,e minha mãe me olhou,com os olhos cheios de lágrimas e disse: "devia ter sido você".

Desde então,a gente se afastou. Na verdade,ele se afastou de tudo e foi morar no exterior,perdendo contato com todos. Que eu me lembre,ele era tudo o que eu nunca fui. A única pessoa boa no mundo para bater a magnificência que ele tinha ou ainda tem e a Ochaco Uraraka. Os dois viraram unha e carne desde o dia em que se conheceram. O Deku ficava dizendo que amava a Cara Redonda e queria protegê - la de todo o mal do mundo.

- Vamos? - ela disse me despertando de meus pensamentos. Eu só estava ali porque aquela menininha está determinada a manter essa família,que não é a dela,unida.

Era hora de entrar e bancar o bom filho.




Definitivamente,domingo é o pior dia da semana.



Notas Finais


Continuo? Comentem! 💕 Espero que estejam gostando e...
COMPARTILHEM! VAI ME AJUDAR MUITO!
Bjs e thauzinhooo 💕


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...