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História Singularity. (Sheith) - Capítulo 7


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Notas do Autor


(○` 3′○)❤❤

Capítulo 7 - Informações Escassas.


Fanfic / Fanfiction Singularity. (Sheith) - Capítulo 7 - Informações Escassas.

Matthew passou pelos corredores da Galaxy Garrison, imaginando os belos tempos em que passava por ali com a sua irmã mais nova. Mas ela já não estava mais com ele. Katie desapareceu como o Sol no anoitecer, mas não voltou nunca mais. Os sinais são poucos, as ligações são extremamentes curtas, e os segredos se acumulam em sua garganta.

 

À vezes considera trair a irmã, mas já a perdeu de muitas formas, e apenas se lembrar das incontáveis vezes que ela o fez a prometer de que não contaria nada, era o suficiente. Pois aquele rosto que ela mostrava significava que ela acreditava no que fazia.

 

As informações eram escassas. Ele sabia que ela não contava toda a verdade, mas às vezes seu sorriso enquanto estava lá era encantador. “Matt, eu estou fazendo parte de uma coisa grande aqui, me desculpe se isso é apenas o que eu posso falar, mas por favor, acredite que eu estou bem, e isso se tornará o suficiente”.

 

Nunca foi o suficiente. 

 

O primeiro contato foi 3 meses depois do desaparecimento, e ele nunca conseguiu rastrear sequer um sinal. Era como se ela apenas não existisse. Pensou — no início, quando achava que a tinha perdido para sempre — que nunca superaria não poder mais estar ao lado de sua irmãzinha, mas era como se, de um dia para o outro, aos poucos ele se esquecesse de sensações que, antes, eram magníficas. De repente, sentia que tinha perdido a essência dela.

 

Não apenas ele, mas via o mesmo em seus pais. Mesmo não sabendo que Katie está viva, eles seguem como se não tivesse sido um baque grande. É frustrante. E seria mais ainda se Katie não tivesse avisado sobre isso em uma pequena mensagem de texto.

 

“Hey, bro! As coisas podem estar meio confusas aí, e talvez os nossos pais se esqueçam da dor com o tempo, porque ele pensam que eu estou morta, mas não se preocupe. Apenas confie em mim, e não fique frustrado com eles”

 

Na verdade, ela realmente não explicou o motivo daquilo, mas o que ela falou era verdade. “Eles se esqueceram até da cor de seus olhos, e a maneira como eles brilham”, pensou de forma triste, sabendo que aos poucos também estava se esquecendo.

 

[...]

 

— Por favor, apenas não olhe para mim desta forma.

 

Lance murmurou, sentindo o olhar de Pidge em cima de si como se o perfurassem, mas não existia nada em seu olhar a não ser uma leve tristeza. Não era como se compartilhassem o mesmo sentimento, mas era como se entendesse um ao outro de forma compreensiva.

 

— Por favor, não abandone tudo agora.

 

Hunk revidou, e Pidge continuava em silêncio. O elevador teve um rumo definido, e este era para o andar mais próximo de uma saída.

 

— Não é como se eu estivesse desistindo, mas é que… ah, eu não consigo entender o que a Allura pensa.

 

Lance confessou de forma cansada, e aos poucos o elevador ia subindo de forma perturbadora. Hunk teve a impressão de que parecia mais como se estivessem sendo empurrados pelos próprios sentimentos, do que por fios e energia.

 

— Você quer dizer que não confia mais nela? 

 

Pidge finalmente falou algo, mas Lance se viu necessitando o silêncio dela. Era constrangedor falar de seus sentimentos daquela forma. Nem ele exatamente sabia o porquê de ter feito tudo aquilo, mas apenas queria expressar que — por mais que soubesse quem era — ele apenas queria voltar para casa.

 

— Ela nos mostrou o universo em uma única sala, planetas que sequer imaginávamos que existia, nos mostrou leões gigantes. Tradições e histórias de seus antepassados. Nos disse que somos paladinos destinados, que nascemos para combater algo muito maior do que imaginamos. Nascemos para combater a sujeira desse universo, mas tudo o que temos todos os dias é mais e mais promessas, e quando o último paladino chega, ele é apenas um garoto assustado. 

 

Lance desabafou novamente, e as portas se abriram como se estivessem esperando por isso esse tempo todo. Eles saíram, e o corredor à frente era uma passagem para a pouca liberdade que tinha.

 

— Nós também éramos garotinhos assustados, Lance, e nós também queremos voltar para casa, mas se é o nosso destino fazer isso, temos que fazer. 

 

Pidge se manifestou novamente, e sua palavras realmente eram como balas. Tanto ela, quanto Hunk, sabia que ele apenas estava cansado disso. Ele queria voltar para casa. Um ano era muito. Era o suficiente para os cansar disso, para os fazer duvidar do que tinham que fazer. Se aqueles leões realmente eram de verdade, ou se eles realmente poderiam atravessar constelações em segundos, tudo às vezes não passava de uma simples miragem.

 

Mas a realidade não poderia ser mais desoladora. Porque enquanto suas mentes batalhavam entre o destino e a saudade, no fundo de suas almas, ele sabiam que não tinham escolhas. Era como lutar não apenas contra uma corredeira, mas contra um cardume de tubarões furiosos.

 

Lance se permitiu sorrir de uma forma triste e, de alguma forma, também feliz. Pois se lembrou que, mesmo não estando mais na Terra com os seus irmãos e coisas materiais extremamentes valiosas — no sentido sentimental — ele ainda podia se lembrar do que gosta, porque tubarões eram seus animais preferidos.

 

As portas se abriram, e além do final do corredor, estava uma vista panorâmica do oceano de Arus. Onde o vento era quase salgada apenas pela lembrança do mar da Terra. A água estava subindo, e naquela areia gelada, leves ondas de água se arriscaram.

 

[...]

 

— Por que logo agora? Oh.

 

Coran suspirou ao se aproximar de Allura, que tentava se consolar. As duas mãos nos antebraços com os braços cruzados. Keith estava afastado, e a única sensação de que tinha era que um peixe fora d'água era como se sentia. Shiro suspirou, olhando do leão para o Kogane de forma incompreensiva. Mas logo corrigiu sua postura, e agia como se não tivesse se afetado nem um pouco por aquilo, e Keith apostava todas a fichas nisso.

 

— Não temos tempo para isso. Coran, prepare a nave Star com por ou menos 4 naves menores dentro dela. Iremos sair amanhã. Comunique aqueles três. — De repente, Shiro parou as ordens, olhando diretamente para Keith, que abaixou o olhar. — Keith Kogane, você virá para a minha casa comigo.

 

Keith sentiu o estômago embrulhar. Foi pego de solavanco pela ordem, e sem pensar, sentiu remorso de estar ali.

 

— Allura, tente conversar com aquelas crianças. Eu estou saindo.

 

Shiro falou novamente, olhando diretamente para Keith, e ele sabia que era para seguir o homem, mas não conseguiu sair do lugar. As muletas novamente eram um problema, mas nenhum maior do que aquela sensação sufocante que estava sentindo. Veio rápido como a maré, mas continuava ali. Era mais como se fosse uma pequena concha jogada pela água na areia.

 

Foi quando Shiro estava perto do elevador, que sentiu a angústia saindo de seu peito, de repente, ele o seguia. Agora era como se realmente não pudesse parar. Suas mãos tremiam levemente, e tinha suor frio escorrendo por sua testa, e mesmo que não fizesse tanto calor no ambiente, estava se sentindo quente.

 

Olhou para Allura quando passou por ela, e o olhar da mulher não era menos do que assustado. Alguma coisa a tinha deixado aflita, e não era o fato de que um dos seus paladinos a tinha respondido, mas algo a mais. Mas Keith não conseguiu pensar, quando já estava envolvido em paredes de ferro. Naquele elevador, ele subiu como se estivesse caindo.

 

[...]

 

— O que foi aquilo?

 

Allura perguntou de repente. Sentiu forças para andar até o elevador, mesmo que ele já tivesse se ido. Ela ainda podia sentir aqueles feromônios no ar.

 

— Eu pensei que você tinha isso sobre controle.

 

Coran murmurou a alguns metros de distância, mas ela pode ouvir perfeitamente, e então se virou para ele novamente.

 

— Isso… eu não pensei que a reação fosse imediata.

 

Allura falou como se estivesse desesperada. Tinha motivos. Eles estavam indo para a casa de Shiro, e os feromonios estavam no ar como se um perfume tivesse sido borrifado. Mas o cheiro era azedo, e a sensação, sufocante. Se ela tinha sentido eles, imaginava como Keith estava se sentindo dentro daquele elevador.

 

— Não se preocupe, por enquanto, não à um efeito maior que esse, e está longe do que realmente tememos. Na verdade, se Shiro souber usar seu humor, ele poderá fazer com que Keith aceite ficar conosco.

 

Coran falou ao seu lado, e ele sabia que não tinha outra escolha a não ser fazer com que Keith fosse convencido pela sua própria espécie, mesmo que indiretamente. Precisavam que aqueles dois se dessem bem, pois Shiro poderia ser um peça fundamental para Keith poder se encaixar em Voltron.

 

— E o que faremos quanto a Lance?

 

A princesa perguntou.

 

— O daremos um pouco de espaço por enquanto. Eles sabem o que devem fazer.

 

Allura olhou indecisa para Coran, e era nessas situações que se sentia como uma simples garota. No final, o que sobrou depois de seu pai, era aquele homem à sua frente. E ele era seu único consolo para o momento. Voltron tinha que dar certo, caso contrário, era apenas ela contra um universo comandado pelo mal, e esse mal, era o Imperador Zarkon. Não era apenas pequenas gangues sequestrando pessoas para vender pelo espaço, ou fazendo pequenos rituais falhos de magia, mas sim um império inteiro. E pelos planetas que estavam sumindo no mapa, ele não estava brincando.

 

Pois era o maldito destino agindo contra eles.


Notas Finais


Espero que tenha gostado(o′┏▽┓`o)


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