História Sinners - Capítulo 37


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Categorias The Thundermans
Personagens Max Thunderman, Personagens Originais, Phoebe Thunderman
Tags Mabe, Max Thunderman, Phoebe Thunderman
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Palavras 2.464
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 37 - .planos.


Fanfic / Fanfiction Sinners - Capítulo 37 - .planos.

Narrado por Phoebe Thunderman

Quando peguei no sono, não tive sonhos. Não tive pesadelos. Tudo que tive foi um vislumbre da escuridão e silêncio completo. Meu corpo doía, minha mente estava cansada.

E tudo que fiz foi apagar até o sol nascer e me acordar. No mesmo instante me virei devagar, e vi Max dormindo com a cabeça pousada no volante. Respirei fundo e olhei o relógio de pulso dele. Eram seis da manhã, mas considerando que éramos dois fugitivos sem rumo, era tarde.

Olhei para mim mesma. Ainda usava o vestido de baile, completamente desajeitado. Sabia que tinha maquiagem borrada espalhada no rosto todo, e estava descalça.

Precisava de um banho urgentemente. Mas antes disso precisava comer alguma coisa.

Bufei e cutuquei Max.

– Max...acorda – sussurrei. Ele mal se moveu, e o sacudi com mais força –  Max!

Ele abriu os olhos assustado e se sentou olhando em volta e esfregando os olhos.

– Que horas são?! – perguntou alarmado.

– São seis horas – eu disse – Estou com fome.

Ele me olhou por alguns segundos, talvez tentando acordar direito. Por fim concordou e olhou em volta novamente.

– Vamos....vamos pegar a estrada de novo, quem sabe encontramos uma pousada – disse ele.

– Temos que racionar dinheiro – falei escorando a cabeça no vidro e encarando a mata fechada – Não temos nem ideia de como conseguir mais.

– Eu...vou dar um jeito – disse ele ligando o carro. Olhei seus olhos, podia perceber que estava pensando, e pensando muito.

Nós vamos dar um jeito – corrigi. Max bufou e saiu do matagal, voltando para a rodovia deserta e imersa na luz alaranjada do sol nascente.

– Temos que nos livrar do carro – Max disse com os olhos pregados na estrada – Eles podem usar a placa pra nos encontrar. Vamos a um posto de gasolina, você pode trocar de roupa, comer alguma coisa e eu deixo o carro em algum lugar.

– E como vamos seguir viagem? – perguntei confusa. Max pareceu perceber só então este pequeno detalhe e ficou tão confuso quanto eu.

– Eu...eu vou dar um jeito – repetiu.

– Para com isso! – ralhei fazendo ele me olhar sem entender. De repente me enfureci com ele e nem sabia ao certo a razão – Nós, Max! Nós vamos dar um jeito! Vamos ir pra bem longe, vamos trabalhar e vamos...ter esse bebê e dar o nosso melhor por ele. Mas vamos fazer isso juntos!

– É que...eu tô em pânico! – ele disse – Vocês são minha responsabilidade, e eu não sei nem pra onde estamos indo!

– Vai dar tudo certo – falei tentando pensar positivo. Mesmo sem conseguir parar de pensar no que seria do nosso futuro. Mas mesmo assim eu sorri vendo a luz do sol banhar meu rosto. Max e eu estávamos juntos, e era o que importava.

●------■------●

Depois de horas, finalmente surgiu um posto de gasolina no meio da vegetação. Ao longe pensei que estivesse abandonado, mas por fim, chegamos perto e identificamos alguns funcionários. Ao lado do posto havia um motel, do tipo caótico.

Max reduziu a velocidade e estacionou. Ele olhou para o motel e em seguida para o posto.

– Qual parece menos assustador? – perguntou.

– Juro que ia perguntar a mesma coisa – murmurei. Ele riu e me olhou.

– Muito bem, entra e pede um quarto pra gente, você pode tomar um banho e eu vou dar um jeito de seguirmos viagem sem o carro – falou Max.

Assenti e desci. Os funcionários do posto e um velho que estava na porta do motel nos olharam. Realmente não estava no meu melhor estado, mas mesmo assim me encolhi.

Max sorriu para mim e deu partida no carro. Andei a passos rápidos na direção do motel e passei pelo senhor sem nem olhar em seus olhos. Cheguei na recepção e parei diante da moça.

– Ahn... um quarto – pedi.

Ela piscou algumas vezes e me olhou. Abriu um sorriso amigável, que fez eu aliviar a tensão nos ombros e relaxar. A garota não parecia ter mais de quinze anos. Ruiva, usando óculos enormes e um vestido xadrez.

– Ah, bom dia! – disse ela animada se levantando – Uh...amei esse vestido! 

Eu olhei o meu traje arruinado pela péssima noite e sorri.

– Obrigada – agradeci, era reconfortante tanta gentileza.

– Aqui está – disse ela puxando uma chave do gancho e me estendendo. Peguei das mãos ela e olhei o número no chaveiro e segurei firme – Ah, vai querer que levemos o café da manhã? 

– Claro! – falei talvez eufórica demais pela mera menção a comida. Ela riu.

– Sou a Trixie! Meus pais são os donos...Não é lá o emprego dos sonhos de uma adolescente, mas...me rende dinheiro suficiente pra comprar livros – tagarelou. Eu ri.

– Bem...Trixie, eu sou a Phoebe – estendi a mão e apertei a dela. Ela sorriu.

– Você deve ter a minha idade! É tão difícil encontrar pessoas gentis da minha idade, sabia? Normalmente elas...São ruins, ruins pra caramba. Mas você é boa, Phoebe! – disse ela – Está sozinha?

– Na verdade não eu estou com meu ir...– fingi que engasguei e pigarreei ao perceber que ia dizer a coisa errada – Namorado. Com meu namorado...é meio complicado.

Ela assentiu.

– Entendo. Não quero atrapalhar vocês, eu levo o café da manhã agora ou vai querer tocar a campainha quando estiverem com fome? – perguntou Trixie. Meu estômago roncou alto. Eu ri sem graça.

– É, você pode levar agora – falei.

●------■------●

Eu nunca pensei que um banho me faria tão bem. Sentir a água morna tocando minha pele e levando embora o suor e a sujeira, me deixava renovada. Era maravilhoso poder desfrutar de um momento breve de paz. 

Apoiei a mão no ladrilho da parede e suspirei olhando para baixo. Não sei bem porque pensei que ia haver algum sinal. Tinha um mês e poucos dias, era impossível que houvesse sinal. Mas mesmo assim olhei.

Minha barriga ainda lisa.

Ergui a cabeça. 

Talvez com o tempo eu me acostumasse com a ideia. Talvez fosse bom que levasse meses. Isso me dava tempo.

Tempo de me adaptar àquela ideia.

Teria sido bem mais desesperador se tivesse durado 24 horas. Talvez eu precisasse de mais tempo pra me tornar mãe de fato, e graças a nossa confusão genética, Max e eu conseguimos esse tempo.

Desliguei o chuveiro e agarrei a toalha. Me sequei e vesti uma roupa simples e fresca, já que estava muito quente. Um vestido rosa de alcinha.

Saí do banheiro secando os cabelos e me deparei com Max sentado na cadeira da mesa pequena e redonda que havia no quarto. Ele tinha uma caneta em mãos e escrevia rapidamente em um papel.

– O que está fazendo? – perguntei. Ele me olhou sobre o ombro sem parar o trabalho.

– Escrevendo – disse ele – Pro Oyster.

– Vai enviar uma carta pra ele? – perguntei.

– Não – disse Max – Vou deixar no carro. Já sei onde vou deixar ele, depois vou pedir pro dono do posto ligar e dar a localização.

Suspirei.

– Onde você vai deixar? – perguntei.

– Dois municípios a frente – falou ele – Na beira da estrada, vão pensar que fomos adiante e não vão chegar até nós aqui.

– Tudo bem – falei me jogando sentada na cama – Eu também escrevi uma carta pra Cherry.

Max parou e me olhou confuso.

– Ontem de manhã eu deixei no quarto dela – falei – Eu temia o que ia acontecer de noite e eu escrevi tudo pra ela. Contei sobre...a gravidez e todo o resto. Espero que ela tenha chance de ler.

– Eu também espero – disse ele – De verdade.

Eu sorri e Max também, em seguida se virou e assinou o nome. Fechou o papel e colocou no envelope.

– Eu vou fazer isso agora, talvez volte só a noite, você se importa? – ele perguntou. Neguei.

– Não, imagina – falei e sorri – Só...espera o café da manhã, depois de comer você pode ir.

Como se tivesse me ouvido, naquele momento ouvi a batida na porta. Max arqueou uma sobrancelha e se aproximou, abrindo e se deparando com a garota com certa dificuldade em sustentar a bandeja.

Max prontamente pegou das mãos dela.

– Ah, obrigada – agradeceu Trixie – Você deve ser o namorado da Phoebe.

– Max – disse ele levando a bandeja até a mesa.

– Eu sou Trixie, e sempre que precisarem de algo podem chamar. Fico lá embaixo parada quase o tempo todo. Na maioria das vezes é chato, sem ninguém pra conversar e é entediante. Eu aproveito pra ler. Eu amo ler, é realmente incrível, você cria um cenário imaginário na cabeça e fica perdidinha nele– disse ela com um sorriso – Ah, a comida foi feita agora mesmo. E ainda está quente, é melhor comerem antes que esfrie.

– Obrigada, Trixie, estou faminta – disse me levantando e indo até a mesa. Somente o cheiro da comida fez meu estômago roncar. Bacon, ovos fritos, panquecas e café quente. Eu sorri – Hmm..parece estar uma delícia.

– Mas bem, vou deixar vocês comerem – disse ela sorridente como sempre enquanto puxava a porta e fechava. Max riu se sentando a minha frente.

– Garotinha tagarela – disse ele.

– Ela é uma pessoa muito gentil – falei mordendo uma panqueca com toda a vontade. Max puxou um bacon.

– Eu estive pensando, pra onde você quer ir? – perguntou ele me pegando de surpresa. Franzi a testa – Se pudesse escolher um lugar pra gente viver, Phoebe. Que lugar seria?

– Ainda não tive tempo pra pensar nisso – confessei – Tudo foi tão rápido. Dá pra acreditar que fazem quatro meses que nos beijamos pela primeira vez?

Ele sorriu daquela forma boba e apaixonada que fazia eu me derreter e foi impossível não soltar um suspiro.

– Fomos mais rápidos do que qualquer casal normal – sussurrou ele – Mas não somos um casal normal.

– Jamais vamos ser – disse pegando a mão dele sobre a mesa – Mas isso que torna nosso amor único.

Ele sorriu e beijou minha mão.

– Eu amo você – falou ele – Mas acho que já disse isso.

– Na verdade eu amo quando você repete – falei com um sorrisinho – E eu também te amo.

●------■------●

Max logo trouxe tudo que tínhamos  pego em casa para o quarto e saiu pra se livrar do nosso maior problema no momento. 

Depois de quase meia hora andando de um lado a outro no quarto e tentando encontrar um bom programa de televisão, cheguei a conclusão de que enlouqueceria se acabasse permanecendo naquele lugar trancada.

Tranquei a porta e desci, na intenção de tomar ar fresco, e a primeira pessoa que encontrei foi Trixie, aparentemente de saída. Ela sorriu satisfeita ao me ver.

– Phoebe! – disse empolgada – Eu estava de saída.

– Onde você vai? – perguntei.

– Tem um vilarejo descendo a rodovia – disse ela – Eu vou fazer compras.

– Se não se importar de ter companhia, eu vou adorar dar uma volta – falei sorrindo. Trixie se animou.

– Claro! – disse ela. 

Eu a acompanhei para fora do motel. O lugar mais parecia um deserto, rodeado de campos abertos com vegetação seca e escassa. Não haviam casas por perto, e haviam alguns pontos com muitas árvores, mas tirando elas mais parecia um cenário de filme pós apocalíptico. 

Segui Trixie calmamente até a beira da rodovia e continuei caminhando ao lado dela pela estrada deserta.

– Posso fazer uma pergunta um tanto inconveniente? – perguntou Trixie depois de alguns segundos de silêncio.

Inconveniência poderia me assustar na época que Max e eu mantínhamos em segredo nosso romance proibido. Eu costumava pisar em ovos e evitar qualquer pergunta mais evasiva, mas depois de perder tudo que eu tinha, não me incomodava mais.

– Claro, sem problema – falei dando de ombros.

– Você e o Max fugiram, não é? – perguntou ela com uma careta temerosa. Estava com medo que eu a xingasse pela pergunta, mas ao mesmo tempo curiosa demais para não perguntar.

Respirei fundo.

– Sim – respondi – Max e eu tivemos muitos problemas e não tinha outra solução.

– Ah meu Deus! – disse ela batendo palminhas e rindo animada, o que me assustou e deixou confusa – Eu sempre quis ver algo assim na vida real! 

– Não é tão bonito quanto pensa – falei segurando a risada.

– Claro que é! – disse ela – Poxa, vocês largaram pra trás tudo que conheciam e as pessoas que amavam pra se arriscar no mundo um com o outro! 

– É assustador – falei.

– Mas é lindo! – disse ela suspirando sonhadora – Ah, aproveite isso! Eu mataria por um amor assim...

●------■------●

Depois de ajudar Trixie a carregar dezenas e mais dezenas de sacolas de compras de volta ao motel, eu subi para o quarto e tomei outro banho. Como já era tarde, vesti o pijama e me deitei na cama com o controle da televisão na mão.

Depois de ouvir Trixie falando a tarde toda sobre amor verdadeiro e como eu tinha sorte em ter o Max, eu finalmente compreendi que ela estava certa.

Durante toda a vida eu sonhei com o dia em que me apaixonaria por alguém e amaria tanto a ponto de me esquecer todo o resto. E eu sempre tive esse alguém ali, mas jamais percebi.

Eu sonhava com uma família. Eu sonhava com uma casinha de bonecas com cerca branca e um jardim. Eu sonhava com um casamento feliz.

E eu podia ter tudo aquilo, bastava lutar por isso

Senti cócegas no pescoço e lentamente abri os olhos. Eram beijos. Havia caído no sono, o cansaço me tomou assim que me deitei. Olhei para a televisão desligada e me virei me deparando com Max sorridente. Eu sorri e lhe puxei para um beijo demorado e apaixonado.

Quando nos afastamos Max alisou meus cabelos se deitando ao meu lado. Já havia tomado banho e colocado o pijama, o que reforçava minha hipótese de que dormi mais de duas horas.

– Como foi? – perguntei.

– Fácil – disse dando de ombros. Eu via o cansaço em seus olhos profundos e caídos. Me aproximei deitando em seu peito. Suspirei sentindo seu cheiro e fechei os olhos me sentindo em casa. Ele era minha casa.

– Lembra de manhã quando perguntou pra onde eu queria ir? – perguntei erguendo a cabeça para olhar em seus olhos. Ele sorriu e assentiu – Isso não me importa.

Ele franziu a testa.

– Tudo que eu quero...é uma casa de madeira com varanda – falei devagar para que ele absorvesse – Um jardim com muitas flores. Muitos jacintos. Uma cerca branca, e um balanço de pneu na árvore pra quando nosso filho crescer. Quero envelhecer com você e quero que sejamos casados algum dia. 

– Não podemos casar no papel – sussurrou ele entristecido.

– Não preciso de uma folha pra me dizer que vamos ficar juntos pra sempre – eu sorri – Mas eu quero alianças. Douradas e com nossos nomes gravados. Quero que possamos acampar no verão, ir esquiar no inverno e tirar muitas fotos pra pendurar na parede. Podemos ter um cachorro e um peixinho.

Max riu.

– Você pensou em tudo mesmo – ele disse acariciando minha bochecha.

– Eu pensei nisso a muito tempo – falei – Só não imaginava que fosse você nos meus sonhos. Porque você está em todos os meus sonhos.

Max me beijou.

– E você nos meus – sussurrou ele.


Notas Finais


Gostando?😍
Isso foi uma pequena a introdução a essa nova fase que vai ter um pouco menos de tretas que a última.
Mas nosso casal ainda vai passar bons bocados!!


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