História Sinners - Capítulo 54


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Categorias Henry Danger, The Thundermans
Personagens Charlotte, Henry "Kid Danger" Hart, Max Thunderman, Personagens Originais, Phoebe Thunderman, Ray Manchester (Capitão Man)
Tags Mabe, Max Thunderman, Phoebe Thunderman
Visualizações 121
Palavras 2.976
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 54 - .sentença.


Fanfic / Fanfiction Sinners - Capítulo 54 - .sentença.

Narrado por Max Thunderman

Phoebe e eu fomos levados a celas separadas para passarmos a noite. A minha dispunha de apenas uma mesa, uma cama, uma pia e um vaso sanitário. Nos deram roupas – um macacão cinza – e nos deixaram tomar banho antes de dormir.

E o último momento em que vi Phoebe naquela noite foi antes de nos separarmos no corredor. Ela foi puxada na direção oposta e sorriu na tentativa de me tranquilizar, mesmo estando aterrorizada. Era visível que estava em pânico.

E eu não dormi.

Rolei na cama, me levantei e andei de um lado a outro, mas era incapaz de me permitir descansar. Eu sentia o pânico crescendo a cada hora passada e minha mente entrou em colapso quando o sol nasceu.

Eu tremia, sentia uma vontade horrível de vomitar e sentia minha cabeça latejando. Só queria que aquele pesadelo acabasse logo, e tudo parecia só se tornar mais e mais durarouro a cada hora.

E por fim, abriram minha cela.

Lá estava a promotora e os guardas. Decidi no dia anterior que não abaixaria a cabeça e não negaria a verdade em momento algum. Phoebe seria forte suficiente para isso e eu não amarelaria.

Sílvia me olhou dos pés a cabeça compadecida.

– Eu odeio fazer isso, Max – disse ela.

– Odiando ou não, está fazendo da mesma forma – falei estendendo as mãos para facilitar o trabalho do guarda que estava me algemando.

– Vou tentar conseguir a pena mais leve para vocês dois – disse ela enquanto os guardas me empurravam para fora – E vou garantir a segurança do bebê.

– Não importa o que vão fazer comigo – falei olhando nos olhos de Sílvia – Se conseguir fazer com que Phoebe e o meu filho fiquem a salvo, eu serei grato.

Ela assentiu silenciosamente e eu fui puxado pelo corredor.

●------■------●

Eu estava algemado e era o alvo dos olhares de todos os detentos enquanto passava pelas celas. Ouvia muitos xingamentos, algumas piadinhas nojentas, mas ignorei tudo, e mantive meus olhos presos na porta do elevador no final do corredor.

Assim que entramos, o guarda apertou o botão do andar 17 e parou ao meu lado. Eu franzi a testa e olhei para ele.

– O tribunal fica no último andar, não? – perguntei.

– Kickbutt permitiu você receber uma visita – disse o homem sem me olhar nos olhos – Vai ter cinco minutos, e depois vou te levar ao julgamento.

Engoli seco. Que visita seria essa?

Nossos pais não deixariam nossos irmãos nos verem e eles não viriam de novo. Oyster jamais teria autorização de entrar ali. Fiquei curioso aguardando em silêncio o andar chegar.

Quando chegou fui empurrado para fora e levado pelo braço até uma porta. Ele apontou a porta com o queixo enquanto deschaveava minhas algemas.

– Em cinco minutos vou entrar e acho bom não relutar – disse com firmeza. Assenti e olhei a maçaneta com receio de quem encontraria do outro lado.

Girei a maçaneta e entrei devagar. Quando meus olhos caíram sobre aquela bola de pelos com capa roxa, eu não pude conter a emoção e corri sem pensar, o puxando para meu colo e abraçando com força.

– Colosso! – exclamei.

– Aaaaa, vai quebrar meus ossinhos frágeis! – ele gemeu.

– Eu senti tanto sua falta...Não tem ideia de como senti sua falta! – eu falava sem a menor intenção de soltá-lo durante aqueles breves cinco minutos. Colosso não relutou em me permitir abraçá-lo.

– Eu também senti a sua menino Max – disse ele com um tom sincero. Colosso estava contendo as lágrimas de coelho!

Eu sorri o colocando de volta na mesa, ao lado da gaiola.

– Eu vi a Phoebe mais cedo e nossa! Que barrigão! – exclamou ele. Eu ri – Você não perdeu tempo mesmo, fez um ótimo trabalho!

– Não acredito que te trouxeram! – falei tocando sua cabeça. Ele sorriu com um longo suspiro – Eu...

– Também senti sua falta Max, todos os dias – disse ele – Eu sinto muito que tenham sido encontrados.

– Eu também sinto – falei cabisbaixo – Mas não há nada que possamos fazer agora. Só esperar a sentença de Kickbutt.

– Quero que saiba que independente de qual seja, vou com você pra qualquer lugar Max – disse Colosso. Eu sorri e ele também – Mas me conte, é menino ou menina?

– Ainda não sabemos – falei – Não tem muitas clínicas médicas onde estávamos morando. 

– E qual a sensação? – perguntou ele.

– De quê?

– De ser pai – disse ele como se fosse a coisa mais óbvia. Suspirei.

Ainda não sabia responder aquilo. Eu não era realmente pai ainda afinal. Eu seria em breve, mas ainda não sabia como me sentir em relação àquilo.

Eu tinha medo. Estava feliz e radiante. E estava ansioso. E tudo isso quando ainda nem tinha segurado aquele pequeno ser nos meus braços. Até ali, era apenas mais uma parte da Phoebe.

– É impossível explicar – falei.

– Está pronto pra isso? 

– Não – falei – Mas essa não é a questão. Eu vou aprender...se eles permitirem.

Colosso suspirou tristemente.

– Vamos apenas torcer – disse o coelho – E eu estarei aqui quando acabar o julgamento. Estou torcendo por você, amigo.

A porta se abriu e eu olhei Colosso uma última vez.

– Obrigado por ter vindo – sussurrei antes de ser guiado para fora.

●------■------●

Eu estava estranhamente tranquilo quando parei diante da porta. Era como se nada que me fizessem fosse pior do que já tinha passado.

Mas estranhamente senti um frio na barriga e acabei por ignorar cada palavra que um homem me dizia, explicando como funcionaria o julgamento. E quando ele perguntou se eu havia entendido, não vi alternativa que não fosse assentir em confirmação.

– Vocês devem responder tudo com a mais absoluta sinceridade – disse ele – E não falem sem que sejam autorizados. O advogado de defesa falará por vocês.

– Que advogado? – perguntei franzindo a testa. O homem me ignorou e deu as costas se afastando. Bufei e permaneci ali, algemado.

Encarei a porta e senti um arrepio cruzar meu corpo. Estava com um péssimo pressentimento. De repente passei a temer a decisão que seria tomada em algumas horas. E geralmente julgamentos desse tipo não duravam mais de uma.

Engoli seco e respirei fundo e soltei o ar diversas vezes. Eu não queria perder Phoebe. Não queria perder meu filho e algo me dizia que sairia dali sem nenhum.

– Sua hora é agora – disse o homem ao se reaproximar de mim. Ele me empurrou de leve enquanto as portas se abriam diante de mim. Era a primeira vez que eu via uma daquelas salas. Nos filmes eram menos assustadoras.

Ela estava cheia de heróis, muitos que eu conhecia apenas por saber o nome. O júri. Meus pais estavam sentados em meio a multidão, com olhares tristes e cabisbaixos.

Ergui a cabeça diante dos cochichos, olhares de repulsa e vaias que recebi assim que entrei. O homem indicou meu assento, atrás de uma mesa ao lado de duas cadeiras vazias.

Me sentei e coloquei as mãos ainda algemas sobre a mesa. Me sentia um criminoso.

Olhei para o lado e vi Sílvia, sentada com mais alguns homens na mesa do outro lado. Bufei.

Podia ouvir alguns comentários. Variavam entre "imundo!" e "espero que eles sejam mandados pra bem longe de onde nossos filhos possam ver essa abominação".

Abaixei a cabeça e resolvi ignorar. Eu o faria muito bem, se Phoebe não fosse empurrada para dentro naquele instante, atraindo a atenção de todos e arrancando muitos sussurros apavorados e surpresos.

Ninguém sabia sobre a gravidez dela até aquele momento. Ninguém além da nossa família e Kickbutt.

E com a roupa que usava – uma calça cinza da cor do meu macacão e uma blusa de botões de mesma cor aberta sobre a regata branca que marcava muito bem cada curva de seu corpo – a gravidez era irrefutável.

Ela foi guiada até mim e se sentou ao meu lado. A olhei, mas ela manteve a cabeça baixa com as mãos algemadas sobre a mesa. Estava parecendo cansada e triste. E fechou os olhos com força quando os comentários maldosos subiram de tom até se tornarem ofensas.

– Seus imundos! – gritou um homem fazendo Phoebe estremecer.

– Se eu fosse pai de vocês teria dado uma surra até criarem vergonha na cara! – gritou outro homem. Aproximei minhas mãos das dela e com cuidado e delicadeza agarrei sua pequena mão trêmula. Ela me olhou, os olhos marejados.

– Shh – sussurrei – Vai dar tudo certo...Não ligue pro que dizem.

– Alguém deveria te castrar Max Thunderman! – gritou uma mulher.

– É – concordou um homem – Não teve escrúpulos nem de poupar a irmã! Merece ser mutilado seu sem vergonha...

– Calem a boca! – ouvi um grito conhecido e muito próximo. Me virei surpreso ao mesmo tempo que Phoebe, para me certificar. E ali avistei Henry Hart. Ele nos olhou e abriu um sorriso triste. 

– Henry – Phoebe susurrou.

– Vai ficar tudo bem – ele disse nos olhando nos olhos.

– Cheguei! – nos viramos novamente para a frente bruscamente e abrimos a boca em surpresa ao ver Ray, de terno, colocando uma pasta sobre a mesa e se sentando ao lado de Phoebe – Desculpem o atraso...Você está linda, a gestação lhe caiu bem Phoebe.

– Ray? – perguntei piscando várias vezes – Você é o advogado de defesa?

– Preferiam que fosse um dos que querem a sua morte? – perguntou com sarcasmo.

– Não – dissemos em uníssono.

– Muito bem – disse ele se sentando.

– Todos de pé! – gritou o meirinho – A excelentíssima juíza Kickbutt!

Nos levantamos e Ray fez uma careta por ter acabado de se sentar. Kickbutt entrou pela porta lateral e subiu se sentando em seu lugar. Senti meu estômago dar voltas e mais voltas.

– Podem se sentar! – disse ela. Nós o fizemos. Ela ajeitou uma pilha de papéis e os olhou enquanto dizia – Estamos aqui para fazer justiça diante das infrações de Maximus Octavius Thunderman e Phoebe Monica Rachel Thunderman, também conhecido pelos codinomes, ThunderBoy e ThunderGirl.

O silêncio se seguiu, e eu podia ouvir o som dos ventiladores de teto rodando. Era agonizante.

– Os dois são acusados diante da corte de: – ela fez uma pausa – Manter relação incestuosa, não cumprir seus deveres como heróis, colocar pessoas em risco em benefício próprio, afrontarem os padrões éticos da Liga, fugir e se negar a receber punição por seus muitos crimes.

– E eu aqui jurando que só tinha dormido com minha irmã – murmurei.

– E isso não mencionando concepção precoce e errônea de uma criança que desafia todas as leis da natureza – completou ela – Vocês afirmam as acusações? 

– Protesto, meritíssima! – disse Ray se colocando de pé e assumindo uma pose de maturidade que eu jamais tinha visto – É verdade que Max e Phoebe cometeram o ato incestuoso e é visível que a gestação anormal de Phoebe é real – disse ele apontando diretamente para nós – Mas, não é certo que os acusem pelo atual estado da cidade de Hiddenville, afinal os dois nem eram super heróis formados e tiveram seus poderes roubados semanas antes do ocorrido.

– Protesto, meritíssima! – Sílvia se levantou – Max e Phoebe eram os defensores de Hiddenville, e entregaram o orbe a Dark Mayhem e Link Evilman apenas para manter o segredo da sua relação.

– O quê? – Phobe soltou um grito alto demais – Isso é mentira!

– Silêncio, senhorita Thunderman! – Kickbutt respondeu com rispidez. Em seguida se virou para Ray – Protesto negado. Sr. Manchester, o estado atual de Hiddenville poderia ter sido evitado se seus defensores não estivessrm mais concentrados em namorar as escondidas.

Ray bufou contrariado e voltou a se sentar ao nosso lado.

– Promotora Sílvia Tree, pode apresentar a acusação – disse Kickbutt. 

Sílvia se levantou pomposa e andou de nariz empinado até a frente do júri.

– Caros senhores jurados, eu trago a vocês hoje um caso jamais visto antes na história da Liga dos Heróis. É verdade conhecida por todos que Max e Phoebe Thunderman era considerados grandes prodígios, chegando a disputar uma tão requisitada vaga na Z Force – disse ela andando de um lado a outro, muito segura do que dizia – Filhos de tão amados heróis, Electress e Thunderman, esses dois envergonharam o nome de sua família e sujaram todos os preceitos da Liga.

Phoebe se encolheu na cadeira com o dedo acusador de Sílvia pousado em nós.

– Max e Phoebe, sendo irmãos gêmeos se entregaram aos desejos e promiscuidades adolescentes – disse ela – E assim se relacionaram um com o outro de forma amorosa, chegando ao ponto de conceberem uma criança! Vêem a gravidade disso? O que será dos nossos filhos, quando verem os dois andando pela cidade como se isso fosse algo normal? Como se estivesse tudo bem essa relação abominável? 

Silvia discusava apaixonadamente, de tal forma que estava quase me convencendo de que éramos os vilões.

– E se não bastasse isso, acabaram entregando uma enorme e alegre cidade nas mãos de um dos maiores vilões existentes – disse ela – Espero que os julguem com total justiça, mas em nenhum momento esqueçam que o bebê que ela carrega é uma vida humana que está sob nossa responsabilidade, e merece ser protegida. Encerro aqui minhas palavras, obrigada meritíssima.

Ela voltou ao seu lugar e se sentou sem nem nos olhar. Kickbutt anotava algo na folha e levou alguns segundos para erguer a cabeça.

– Raymond Manchester – disse ela – Pode apresentar a defesa.

Ray se levantou e deu uma piscadela para nós. Em seguida andou até o júri e os reverenciou brevemente.

– Caro júri – disse ele – Quero que façam um esforço de imaginarem uma situação comigo: se uma linda garota, que passou a vida sonhando com o garoto perfeito para se apaixonar e formar uma família, passa toda a infância ouvindo dos pais que precisa encontrar alguém que a trate como seu irmão, alguém que a ame como seu irmão... seria mesmo tão errado se ela começasse a ver no próprio irmão esse homem perfeito por quem tanto esperou?

Silêncio.

– Phoebe sempre foi a garotinha perfeita, e se quiserem podem olhar a ficha dela, eu mesmo fiz isso sete vezes – disse Ray – Um exemplo, tirava notas altas, fazia trabalho comunitário, treinava dia e noite apenas para manter a sua amada cidade segura. E sabem qual o único erro que ela cometeu em toda a vida? Se apaixonar pelo cara errado.

Ray olhou em volta.

– E quem determinou que ele é o cara errado? Todos aqueles que não estão na pele dela. Que não sentem o que ela sente, que não sabem como o corpo dela reage quando ele a toca – disse ele – Pode ser diferente de tudo que vimos, mas o que mais gritamos e aclamamos por aí? Qual o lema da humanidade atual e que fundamenta a nossa Liga? "O diferente é especial". E agora estamos aqui querendo apedrejar dois jovens pais, porque eles não ligam pra laços sanguíneos? 

Ele respirou fundo.

– Eu peço que pensem hoje sobre o futuro dessa criança que ainda está no ventre da srta. Thunderman – disse Ray – E que pensem um pouco sobre o amor e quão errados estamos em querer limitar algo que é tão infinito. É isso, meritíssima.

Ele voltou ao seu lugar. Eu podia ver nos rostos do júri que as palavras de Ray o tocaram e que eles estavam em dúvida. Isso era ótimo.

– Quero ouvir o depoimentos dos réus – disse Kickbutt – Phoebe Thunderman, você afirma diante do júri e de todos os presentes, que nutre sentimentos amorosos por seu irmão, que espera um filho dele?

Ela ergueu a cabeça cheia de orgulho.

– Sim, eu afirmo – disse Phoebe – Eu o amo e isso não vai mudar.

– Max...

– Eu também afirmo – falei – Ninguém vai arrancar de mim o amor que sinto por ela.

Kickbutt suspirou compadecida.

– Teremos um recesso de uma hora para o júri votar – disse Kickbutt – Depois disso voltaremos com a sentença.

E meu coração finalmente desacelerou um pouco. O martelo dela bateu, encerrando aquela cessão. Ray se virou para nós.

– Agora apenas vamos esperar – disse ele – E torcer pra que meu maravilhoso discurso tenha sido suficiente.

●------■------●

Durante uma hora, Phoebe e eu fomos mantidos em uma sala apertada com Ray, sobrevivendo de bolachinhas e café espresso. 

Quando finalmente nos guiaram novamente ao tribunal, senti que poderia morrer de ansiedade. Eu ainda estava com medo, mas também tinha esperanças.

– Independente do que acontecer – disse Phoebe segurando minha mão com firmeza sobre a mesa enquanto todos se acomodavam – Prometa que vai continuar me amando. Que vai amar nosso filho. Que não vai desistir de nós.

– Prometo – apertei mais a sua e levei a boca deixando um beijo demorado – Eu sempre vou te amar...Vocês dois.

Ela sorriu radiante. E eu memorizei aquele sorriso. Estranhamente senti que precisava guardá-lo no fundo do peito. 

– Todos de pé para ouvir a sentença! – gritou o meirinho. Kickbutt se sentou em seu lugar com os papéis em mãos. Meu coração parecia a ponto de saltar pela boca.

– Segundo a decisão do júri, os réus foram considerados – ela fez uma longa pausa. Minhas esperanças cresceram, apenas para serem esmagadas pela seguinte palavra – Culpados.

Phoebe se agarrou a mesa e eu senti minhas pernas fraquejarem. Era o fim. Senti desespero, angústia, mas principalmente medo.

– E minha sentença – disse Kickbutt. Ela se colocou de pé, e eu via em seus olhos que ela sentia que aquilo era duro demais – É que os gêmeos Thunderman sejam separados.

– Não – Phoebe sussurrou com os olhos transbordando a tristeza.

– Phoebe será enviada com a família psra Hoddenville, onde terá responsabilidade de criar o filho que espera sem jamais revelar a verdadeira identidade do pai – disse Kickbutt partindo meu coração em mil pedaços e me fazendo derramar as lágrimas assim como Phoebe. Estava tão desesperado que não conseguia me mover – E Max... você será enviado a uma nova família de super heróis... e terá cada memória de sua antiga vida e sua irmã gêmea apagada. Ao amanhecer de amanhã, será como se nunca tivesse nascido um Thunderman.

– Não! – gritei sem conseguir me conter. Phoebe se deixou cair na cadeira soluçando sem parar. Aquilo era mais que cruel. 

Me enviaram para longe e como se isso não bastasse, me fariam esquecer de tudo. Como eu poderia viver sem ter Phoebe nem ao menos na memória? 


Notas Finais


Fui cruel? Fui.😢
Mas não me matem gente, por favor, eu ainda tenho que escrever o final❤


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