História Sinônimo de Sangue - Capítulo 8


Escrita por: e Deyna_Dey

Postado
Categorias Mitologia Egípcia
Personagens Personagens Originais
Visualizações 16
Palavras 925
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Notas do Autor


Oi! Oi! Oi!

Beijos meus queridos! Muitos leitores fantasmas aqui. ♡

Boa Leitura!

Capítulo 8 - Capítulo 8


Joquebede ignorou o barulho estridente que a tigela causou ao ser quebrada no chão. O susto foi motivo de ganhar tempo perante a mãe, assim poderiam pensar melhor na forma como contar a notícia. 

Os passos de Joquebede iam ficando cada vez mais rápidos. Poderiam até pensar que ela estaria correndo em câmera lenta. Ela apareceu na frente dos filhos, e a suposta câmera foi desligada. 

Ela os olhou com certa aflição, era possível vê a decepção em seu rosto.

Joquebede pegou nas mãos dos filhos, juntou-as com as dela e com as do pai. Pingarreou alto para limpar a garganta, preparando-se para o sermão.

- Somos uma família. - Joquebede  começou falar olhando para as mãos. - Uma única família, digna, respeitada e com prestígio na cidade. Não vou da noite para o dia que conquistamos a consideração do povo, foi com muita fidelidade e respeito as leis de Deus e também, uma boa convivência. 

- Nos últimos anos nossa família sempre esteve em ascensão. Tratada como uma das melhores famílias hebreias. - Joquebede completando. - Todas essas honras foram conquistadas com o suor e a fidelidade de nós, seus pais. E como bons filhos que são, deveriam levar em consideração tudo isso. 

- Mas não, preferem cometer um crime e jogar o nosso nome na lama do que, casarem-se com outras pessoas. - Joquebede soltando as mãos deles. - Quantas vezes eu não já tinha falado, escolham pessoas dignas, escolham pessoas decentes, escolham pessoa boas. Aí vocês vão lá e escolhem vocês mesmos. 

- Nós somos dignos de todas essas qualidades. - Arão rindo, sentiu um beliscão de Miriã no seu cotovelo. - Pronto, parei.

- E dignos de muitos defeitos, a começar por este aí. - Joquebede replicou. - Enfim, por favor desfaçam o que acabaram de fazer.

- A nossa felicidade depende da posição social de nossa família? - Miriã indagou irônica. 

- Mas ou menos isso. - Joquebede sorriu forçado. 

- Quer saber qual é a nossa posição na sociedade?

- Uhum. - Joquebede concordou convencida. 

- Somos hebreus, escravos, trabalhando de sol a sol sem parar, sendo chicoteados todos os dias. Nossas crianças sendo xingadas por fazerem a argila um pouco mal, nós lutando para conseguir alguma massa de pão e termos o que comer a noite. Os homens nem se fala do quanto eles são humilhados. E a senhora acha que isso é prestígio?

- Seu pai é o chefe dos escravos. - Joquebede segurando as mãos do marido.

- Qualquer um pode ser, basta Ramsés trocar. - Miriã dando de ombros. - Bom, antes que dêem outro sermão, eu e Arão vamos sair.

- Para onde? - Joquebede arqueando uma sobrancelha. 

- Para o Nilo. - Arão respondeu nervoso. - Bença?

- Deus te abençoe! - Os pais em corô.

Quando Arão abriu a porta para que Miriã passasse, Joquebede interrompeu pegando bruscamente no braço da filha.

- Não vai pedir a bença?

- Eu ia quando estivesse saindo. - Inventando uma desculpa qualquer. - Por falar nisso, bença?

- Deus te abençoe! - Novamente o corô. 

- Ainda irei passar essa história a limpo. - Joquebede batendo a porta com força. 

Miriã e Arão gargalharam quando chegaram do lado de fora, felizes por seus pais terem "aceitado" o namoro deles. Miriã ia contente, um pouco serena e Arão admirando ela passivamente. 

- Acho que mamãe concorda? - Miriã perguntou ao namorado.

- Eu não sei. - Arão cabisbaixo. - Ficou um pouco em dúvida se ela gostou ou não, acho que foi um pouco dos dois.

- É. - Miriã entrelaçando suas mãos nas dele. - Ela começou a falar de família e eu fiquei logo cansada.

- Eu percebi. - Arão sorrindo. - Aquela sua resposta foi de partir o coração. 

- Qual delas?

- Não seja tão convencida. - Arão mostrando língua para ela. - A dá felicidade.

- Essa foi pesada. - Miriã sorrindo. - Vamos concorda, ela mereceu. 

- Mereceu. - Arão gargalhando. 

Logo ao longe poderam avistar Num vindo correndo desesperado. Tropeçando em seus próprios pés e atropelando-se com as palavras.

- Me ajudem. - Ele pediu ofegante, caindo de joelhos no chão. - Eu preciso da ajuda de vocês. 

- Num, você está bem? - Arão ficando de joelhos e apoiando os braços do amigo em seus ombros, para carregá-lo.

- Na medida do possível. - Respondeu rápido. 

- E o que ouve, meu amigo? - Miriã pegando os pertences que ele carregava.

- Amália foi esfaqueada. - Num com voz decepcionante. - Acreditem eu demorei tempo para acreditar. 

- Meu Deus. - Miriã levando a mão livre a boca, não acreditando. - Corre, Arão. 

Ao entrarem na casa mal poderiam acreditar, o chão estava ensopado de sangue. O cheiro era impregnante no ar, causava náuseas  e tonturas em quem chegasse. A porta rachada e, as janelas fechadas, uma cena um tanto normal, mas que naqule dia dava um ar de mistério. 

Seu vestido que antes era rosa bebê, agora era uma mistura de vinho e vermelho. O pouco de luz que a casa proposionava, causava provocações de vômitos em quem estivesse lá. 

Ficaram sem reação, e apenas encararam uns aos outros. 

- Vou chamar minha mãe. - Miriã avisou. Arão a olhou com certa dúvida. 

- Acha a coisa certa?

- Ainda dúvida? - Ironizou

- Acabaram de discutir. 

- Não é a minha vida que está em risco, e sim, a de Amália e desse anjinho que ele carrega. - Miriã chegando até o irmão. - Não se preocupe vai ficar tudo bem. 

- Espero que sim. - Uniram seus lábios, sem notar os olhos atentos de Num em cima deles.


Notas Finais


Comentem :)

1002 beijos no polegar esquerdo do pé.

- Até breve!


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