1. Spirit Fanfics >
  2. Sinos (Kuroo Tetsuro x Leitora) >
  3. Resgate

História Sinos (Kuroo Tetsuro x Leitora) - Capítulo 13


Escrita por:


Notas do Autor


Espero que gostem ^^

Capítulo 13 - Resgate


Fanfic / Fanfiction Sinos (Kuroo Tetsuro x Leitora) - Capítulo 13 - Resgate

Alerta: este capítulo contém cenas fortes que talvez alguns leitores possam se incomodar, portanto, sinalizarei na hora.

– Bom, me perdoem em ter prolongado o horário do treino de hoje, mas era necessário fazer este adendo. – Disse Nekomata-sensei antes de realmente falar o que queria.

– [Nome], por favor, pode me passar aquela prancheta ali? – Apontou para um dos bancos presente ao lado do quadro de anotações.

Nos encontrávamos sentados à frente da lousa, fazendo uma roda num formato de lua minguante. Levantei de onde estava e fiz o que o mais velho solicitou.

– Como todos já sabem, iremos participar do torneio intercolegial da província de Tóquio, apresento-lhes então, as chaves que saíram nessa semana. – Naoi-sensei pegou um hidrocor preto e anotou os nomes dos primeiros dois times que enfrentaríamos no dia.

– O torneio está agendado para nove de junho, assim como em todos os anos – Continuou. – Não se preocupem com as aulas, todos aqui têm a licença de passar o dia ausente, mas as disciplinas serão recolocadas assim como seus coordenadores orientarem.

– Isso! – Taketora e Yaku comemoraram baixinho.

– O primeiro time será da Iwatobi High School. Se passarmos de fase, o segundo adversário será a Academia Touou – Deu uma breve pausa. – Só então teremos que aguardar os resultados das outras escolas.

– Nekomata-sensei, qual será o horário em que deveremos estar na arena? – Kai perguntou. – Por volta de meio dia, jovem. Mas estaremos prontos para os levarmos com o ônibus do colégio.

– Certo, obrigado, sensei.

Antes que pudéssemos sair de nossas posições, Naoi tomou a fala:
– Ainda não acabamos – Pigarreou a fim de chamar atenção. – Teremos um último amistoso no dia cinco de junho, num sábado às nove da manhã. Gostaria da presença de todos vocês aqui.

– Amistoso? Com qual time, especificamente? – Questionou Fukunaga. – Com quais times, seria a pergunta correta – Riu de leve. – Quase todos os anos, nós, da região de Kanto, nos reunimos em uma arena para amistosos em grupos.

– É muito interessante para aprender ou aperfeiçoar novas técnicas e melhorar o desempenho dos jogadores em quadra.

– Fui informado de que todos os times participarão. Os veteranos chegaram a conhecê-los, mas vocês, calouros, terão a oportunidade bem aí – Levantei meu braço. – Sim, [Nome]?

– Sensei, poderia nos dizer quais serão os colégios presentes? – Ele pareceu alegre com a pergunta. – Claro. Serão os Fukurodani, que vocês já conhecem, os Shinzen e os Ubugawa.

A maioria parecera bem motivada e empolgada, com exceção de Kenma e Kuroo. Não seria novidade vindo da reação de Kozume, mas a de Tetsuro, no entanto, permanecera desde visitamos os Nohebi. Contudo, eu imaginava que seria pelo fato da competição estar se aproximando. Liderar um time não seria moleza, ainda mais com somente seis jogadores.

Após o pessoal ter ido embora, restara apenas eu e Kuroo para limparmos o ginásio depois do treino, como sempre. Seu "jeito estranho" ainda persistia. Na nossa caminhada para a saída da escola, preferi tentar descobrir o que seria o motivo da inquietação, ou pelo menos confortá-lo, se possível.

– Ei, aconteceu alguma coisa? – Indaguei. – Não. Por quê? – Colocou as mãos nos bolsos da jaqueta. – Você tá, digamos, estranho.

– Eu? Tem certeza? – Evitou contato visual. – Absoluta – Continuei. – É por causa dos intercolegiais, não é?

– Posso dizer que estou um pouquinho ansiosa também, mas isto é totalmente normal, visando que você tem meio que uma responsabilidade a mais que o restante.

– Mas vai dar tudo certo, tá? Eu confio em você. – Sorri.

Até ali tudo correra bem, só que ele começou a gargalhar de leve, e foi aí que senti meu rosto esquentar.

Espera

– Vocês! E-eu quis dizer vocês! É o time todo.

Ótimo, agora meu rosto está queimando... porcaria

A risada dele só aumentou.

– Não é nada disso, sua boba.

Kuroo's Flashback on

Encontrava-me deitado de ponta cabeça na cama do quarto do Kenma, no fim da tarde do dia anterior, enquanto ele jogava qualquer coisa em seu computador.

Tentava me concentrar na leitura do mangá que a [Nome] comprara para mim no dia em que saímos juntos, mas parecia impossível, pois não conseguia deixar de imaginar no que Daishou disse a ela.

E se eles...

Escutei um longo suspiro vindo de Kozume, o garoto largou seu console e virou-se para mim. Surpreendi-me com a atitude dele. Minha irritação realmente se tratava de um problema tão sério a ponto de tirá-lo de seu vídeo-game?

– Kuroo, o que está havendo? – Franziu o cenho. – Está suspirando mais do que o de costume, e dessa vez não é como um bobo apaixonado.

Voltei para minha posição normal e comecei:
– No dia em que fomos para a Nohebi... você notou que o Suguru não parava de encarar a [Nome]?

– Mais do que você? Notei sim.

– Qual é, eu não a olho daquele jeito, não é de uma forma maldosa – Soltei o ar. – Enfim, ocorreu algo no tempo em que vocês foram se aquecer?

– Ele só ficou sendo babaca pra se bancar o "legalzão" para ela, não sei nada além disso, mas ela pareceu-me furiosa.

– Certo...

Ainda não tinha uma resposta suficiente, ele havia ido atrás dela no final daquela tarde, não me restava dúvidas.

– Está gostando dela, não é? – Tirou-me dos devaneios. – Ok, não tenho o que perder com isto. Estou. – Levantei meus braços em rendição.
– Imaginei que sim, para mim é bem óbvio, mas não sei para ela ou para os outros.

– É... mas é algo muito mais forte do que eu, chega a ser quase incontrolável. Nem sei como consigo me manter de pé ao lado dela – Abaixei meu olhar. – É diferente...

– Diferente do que foi com a Mayumi?

– Não, eu não sentia por ela nem um por cento do que eu sinto pela [Nome] – Retruquei. – Isso é, se eu sentia algo. – Soltei baixo.

– Entendi. Já disse a ela sobre o que verdadeiramente sente?

– Também não, mas acredito que ainda não seja o momento ideal – Respondi. – Tudo bem, ao menos seja honesto consigo e com ela, ok?

Kuroo's Flashback Off

– É... bom... – Respirou fundo. – O Daishou foi te infernizar quando estávamos indo embora?

– Hã? – Demorei uns segundos para raciocinar. – Ah, foi oferecer o número dele a mim, mas eu o recusei – Disse calma. – Mas por que isso te importa tanto? – Levantei meus olhos para encontrar com os dele. – Nada não, o Kenma me disse que ele foi idiota com você e com os outros. Fiquei preocupado, só isso. – Sorriu.

– Tudo bem. – Sorri de volta

***

Os dias até o "grande amistoso" se passaram e tive minhas últimas palavras com o pessoal do meu time no estacionamento, antes de separar-me deles e ir arrumar as coisas no ginásio, como de costume. Entretanto, no meio do caminho, acabei deparando-me com alguns rostos conhecidos, mas não de uma forma muito convidativa.

Bokuto encontrava-se com uma expressão apreensiva ao lado de uma garota com um uniforme típico de assistente, certamente era deles. E, por fim, Akaashi, que apoiava um dos braços no ombro do amigo. Algo não corria bem.

– Ei, tudo certo com vocês? – Me aproximei deles. – Oh, olá, [Nome]. Não exatamente, o Akaashi nos disse que não está muito bem, então decidimos o levar para a enfermaria.

Alerta: início da cena forte

Dito isso, o platinado não teve nem tempo de reação direito e seu colega caiu repentinamente. Ainda bem que Kotaro teve reflexos rápidos e impediu uma possível colisão da cabeça com o chão. Larguei tudo que segurava e fui ajudá-los naquilo que sabia e poderia.

– Levantem as pernas dele. – Ordenei.

Era um desmaio, deveríamos priorizar a circulação para o cérebro, todavia, temia ser outro problema. Não havia nem aferidor de pressão e nem de glicose, estava tudo por minha conta.

– Akaashi, pode me ouvir? – Empurrei seus ombros com o intuito de acordá-lo, mas não obtive resposta.

– Me ajudem a tirar a camiseta. – Posicionei-me ao lado do tronco dele, de joelhos, e retirei a vestimenta com o auxílio dos outros dois.

Ele respirava com dificuldade. Seus lábios começaram a tomar uma coloração azulada, assim como a ponta de seus dedos. Chequei seu pulso central com o indicador e o médio por uns dez segundos. Estava irregular.

– Vocês chegaram a se aquecer, ou fazer qualquer atividade física? – Perguntei. – Sim, mas eu notei que ele antes já agia meio estranho, mais cansado que o normal. – Bokuto respondeu.

– Sabe se ele possui algum problema respiratório? Mexeram com algo que pudesse desencadear uma reação alérgica?

– Na verdade sim, fomos o primeiro colégio a chegar, então cuidamos do depósito das bolas e redes, que estava bem empoeirado por sinal. Ele começou a tossir um pouco e reclamar da falta de ar. – Disse a gerente.

Liguei os pontos e cheguei a um possível resultado.

Crise asmática

– Bokuto, vá até a enfermaria e chame por socorristas, ele possivelmente está tendo um ataque de asma e sua situação pode piorar. – Disse rápido e o garoto saiu correndo para atender meu pedido.

– Akaashi, ainda está conosco? – O balancei mais uma vez, mas continuei sem resposta.

O movimento do seu tórax não existia mais, então chequei seu pulso por mais dez segundos.

Nada

Também não posso dizer em voz alta que é uma parada cardiorrespiratória

Tenho que ser cautelosa e não apavorar essa menina

– Eu vou precisar que você me ajude com a respiração boca à boca assim que eu fizer os primeiros trinta movimentos – Respirei fundo. – Fique tranquila, por favor. É só soltar o ar para ele duas vezes com um intervalo de três segundos.

Estiquei meus braços e entrelacei minhas mãos, mesmo que elas tremessem, busquei pela região intramamilar e comecei com as compressões.

– Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove, dez... – Continuei até que atingisse trinta massagens.

– Levante o queixo dele e solte... espere três segundos e solte novamente. – Orientei e ficaríamos assim até a ajuda chegar.

Por mais tensa que eu estivesse, não poderia vacilar por segundo algum, nem pelo Keiji, nem por ela. Outra vez o peso de uma vida era carregado por minhas costas.

Fim da cena forte

Após uns quatro minutos, aproximadamente, finalmente chegaram os paramédicos para socorrerem Akaashi.

– Afastem-se dele, nós assumimos daqui em diante. – Mandou um deles.

Eu só pude dar as informações que guardei durante todo esse tempo, mas talvez não fossem suficientes.

Senti uma sensação horrível em mim, juntamente com um aperto fortíssimo em meu peito.

Preciso sair daqui agora

Com os olhos marejados, saí dali me esgueirando das pessoas que estavam ao redor da cena, umas pude reconhecer e outras não. Precisava me sentar e me tranquilizar de algum jeito. Fui diretamente até um banheiro que lembrei ter passado.

Foi uma questão de segundos que eu tivesse me sentado num banquinho que havia ali e apoiasse os cotovelos em meus joelhos, ao mesmo tempo que entrelaçava os dedos nas raízes de meus fios.

Fechei minhas pálpebras e contei de um até dez, enquanto tentava regular minha respiração.

Essas lembranças de novo não

Pense em outra coisa, menos nisso

– Calma, [Nome], você precisa se acalmar. – Murmurei a mim mesma.

Não fazia ideia de quanto tempo passei naquele estado, mas não deve ter passado dos oito minutos. Quando finalmente me senti bem o bastante, levantei-me e fui em direção à pia, imaginei que jogar um pouco de água no rosto ajudaria em algo.

Feito isto, saí do local e deparei-me com o único indivíduo que me compreenderia e que eu desejaria naquele específico momento.

Kuroo Tetsuro

Nos aproximamos instintivamente e o garoto, de forma inesperada, envolveu-me em seus braços, fazendo com que fosse possível ouvir os seus batimentos se acelerando um pouco. De alguma forma, aquilo me acalmou.

– Ele vai ficar bem, não é? – Indaguei. – Vai sim, não se preocupe com isso agora. – Ele respondeu, passando seus dedos em meus cabelos, e duramos mais um tempinho naquela posição. Podia sentir meus ombros relaxando pouco a pouco.

– [Nome]? – Chamou-me. – Hm? – Respondi de olhos fechados, aproveitando o momento. – Eu li em um lugar que abraços podem liberar endorfina e oxitocina, então sempre que precisar... – Não entendi coisa alguma, portanto, o interrompi. – O que são mesmo?

– São hormônios que contribuem para nosso bem-estar, só isso. – Poderia apostar que ele sorriu enquanto pronunciava as palavras. – Ah, entendi. – Sorri com os lábios e o apertei mais forte no abraço.

***

– Peço desculpas a todos pelo tumulto causado mais cedo. Foi falta de responsabilidade nossa para com o aluno Akaashi Keiji, espero que compreendam. – Falou o técnico da Fukurodani pouco antes de iniciar as atividades normais do amistoso.

– Somos imensamente gratos pelo suporte que tivemos de algumas pessoas presentes. – Permaneceu dizendo: – Agora o quadro do aluno está estável, apesar de ter sido levado ao hospital, então sem preocupação com isto. Mais uma vez, peço as mais sinceras desculpas. – Ele e os demais corujas se curvaram para os outros times.

Com a exceção dessa adversidade que passei... passamos, tanto faz. O pessoal fez um treino até que interessante, com o esquema de realizar uma volta de peixinho pela quadra, caso perdessem um set. Apesar de ter sido pouco tempo, foi bem proveitoso e possível notar umas evoluções vindo de alguns.

– Suzuki-san – Chamou a minha atenção a gerente dos Fukurodani, que até então não conhecia seu nome.
– Primeiramente, obrigada por mais cedo. Segundamente, sinto muito por não ter ajudado em quase nada quando você passava o maior sufoco tentando resgatar o Akaashi-san. – Ela se curvou.

– Tudo bem, não se agonie com isso. Estamos todos bem agora, não é? Isso que importa.

– Você poderia me dizer seu nome? – Encarei as orbes dela. – Yoshimura Shiho – Respondeu. – Oh, okay. Obrigada, Shiho-chan. – Soltei uma risada anasalada.

Felizmente, ou infelizmente, casos em minha família me proporcionaram preparo para esse tipo de situação.

***

No momento em que estávamos no estacionamento, já para irmos embora...

– [Nome], está tudo bem com você, não é? – Perguntou Kai, colocando uma mão suavemente em meu ombro. – Realmente, deve ter sido complicado. – Reforçou Fukunaga.

Depois todos começaram a demonstrar certa forma de apoio e acolhimento, até Kenma, que era incomum expor sentimentos.

– Estou bem sim, obrigada, pessoal.

Ao menos ficaria bem...

Por eles

Não perdi tempo e os puxei de uma vez para um abraço em conjunto.

– Ocupem a cabecinha de vocês com outros assuntos. Temos um torneio para ganharmos, hm?

E, de fato, ainda tínhamos muito trabalho pela frente.

Continua...


Notas Finais


Realmente espero que tenham gostado, esse foi bem difícil de escrever, até passei um tempinho estudando sobre como reagir a uma parada cardiorrespiratória e etc. (Desculpem qualquer erro, não sou da área).

Eu, particularmente, não gosto muito de escrever jogos ou de ler, por isso que não tivemos nem no 12 e nem no 13, mas creio que deu pra adaptar bem. No 14, pra quem gosta, é bem provável que teremos partidas.

Muitas coisinhas para se pensar sobre esse flashback.

(Fiquei igual ao Atsumu lendo a cartinha do Kita, quando escrevi essa última cena com o pessoal do time).

Obrigada pelo apoio e

Vejo vocês no próximo! ♡


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...