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História Sins of Hope - Capítulo 64



Notas do Autor


Não deixem de conferir a abertura que está nas notas finais!

Capítulo 64 - Cabelos Rosas e Azuis


Fanfic / Fanfiction Sins of Hope - Capítulo 64 - Cabelos Rosas e Azuis

Após entrarem na capital, Lilian se separou de seus companheiros. Havia tomado uma pílula de encolhimento para caminhar pelo reino sem chamar atenção. Mudava seu caminho toda vez que escutava a voz de algum membro da Saligia, mas parou quando viu um pequeno grupo de cavaleiros, ela ficou esperando o grupo se dispersar para capturar um e o interrogar sobre o paradeiro do capitão e da princesa. Quando um homem do grupo que tinha cabelos azuis estava indo na direção do beco em que ela estava, Lilian colocou o seu pé na frente dele para desequilibra-lo, quando o homem caiu, Lilian bateu o pé no chão e fez algumas tiras de terra prenderem o corpo do homem que estava no chão, ao perceber que o mesmo havia usado magia relacionada a água para transformar a terra em lama, ela foi obrigada a transformar a lama em pedra para ele não escapar.

-Me solta! – O homem de olhos amarelos gritou irado.

-Não estou afim. – Respondeu Lilian, se aproximando do homem. – Sabe do paradeiro da princesa? – Perguntou ela, fazendo o homem a olhar com uma expressão confusa.

-Como que os cavaleiros sagrados iriam saber? – Ele perguntou, fazendo o sangue da Lilian subir e se irritar ainda mais.

-Não minta pra mim! – Esbravejou, fazendo as pedras o apertarem ainda mais. – Vocês sequestraram a princesa e o Nier!

O homem urrou, aparentando sentir dor.

-Nunca faríamos mal... A princesa! – Falou com dificuldade devido ao poder da mulher.  Como ele aparentava dizer a verdade, Lilian o soltou.

-Então você irá me ajudar a encontrá-la. – Disse, enquanto o homem se levantava. Ela estava bem irritada com a situação, afinal seu reencontro com seus amigos foi parado pelas Virtudes.

-Ajudo, só para provar que não tocamos nela! – A moça abriu um sorriso. Aparentemente, ele não era má pessoa. – E eu tenho nome, eu me chamo Vatten.

- Lilian! – Disse Lilian, com uma cara simpática, estendendo a mão para um cumprimento. – Mas é bom você estar dizendo a verdade, se não... – Disse a garota, agora mudando subitamente de expressão para uma séria.

-T-Tá... – Concordou Vatten, retribuindo o cumprimentou um pouco assustado. Aquele nome e poder só significavam uma coisa: aquela era Lilian, o Pecado da Inveja. Porém, ele não entendia por que a gigante estava pequena, afinal, gigantes são... gigantes. Ele decidiu manter um olho aberto para ela, tanto para captura-la quanto para mata-la se fosse necessário. Porém, ela não parecia ser tão má assim...

Vatten ainda sentia dor devido a ter sido preso em pedras e cogitou pedir para Lilian um tempo para se recuperar, mas deixou isso pra lá. O silêncio havia se instaurado no local, até Lilian quebra-lo, perguntado:

- Então... Você ainda sente dor? – Perguntou Lilian, aparentemente percebendo o desconforto do rapaz. Querendo ou não, ela ainda se preocupava com as pessoas.

- Sim, eu queria parar para me recuperar um pouco. – Disse Vatten, como se estivesse pedindo permissão para a garota. Ela o fitou com olhos calorosos e respondeu:

- Ok, pode parar um pouco. – Ele abriu um sorriso e se escorou na parede.

Aliviado em poder se recuperar, Vatten conjurou lençóis freáticos para cima do solo. Suas costelas, que até então latejavam de dor, dificultando sua respiração, ficaram melhores ao entrar e contato com a água, o fazendo conseguir respirar bem novamente. Em adição a isso, ele usou uma das esferas mágicas, e a comeu para um efeito melhor. Pela dor, talvez Lilian tivesse quebrado suas costelas.

-Pronto, podemos seguir. – Disse Vatten, se levantando após se recuperar.

-Me desculpa se eu te apertei muito forte... – Se desculpou Lilian, com uma cara de culpa.

-Não tem problema, já estou melhor agora. – Disse Vatten, com um sorriso simpático, Lilian retribuiu o sorriso e eles seguiram andando.

Quando o silêncio se instaurou novamente, os dois já conseguiam ter visão do castelo, quando Lilian perguntou:

-O que nos impede de simplesmente invadir ou destruir o castelo? Talvez isso derrote as Virtudes mais rapidamente...

-Vários motivos, mas o principal deles é que vocês poderiam machucar muitas pessoas, há muitas barreiras em volta do castelo. – Explicou Vatten.

-Eu acho que conseguiria destruir o castelo e proteger os civis, mas tudo bem... – De alguma maneira, Lilian compreendeu o ponto de Vatten.

Chegando numa guarita, Vatten os fez parar ali.

-Por que paramos aqui? – Perguntou Lilian, colocando sua mão direita em seu Tesouro Sagrado.

-Calma, calma! Bem, esse posto avançado tem uma ligação subterrânea com o castelo, e seria melhor irmos por aqui... – Explicou o Cavaleiro Sagrado.

-Ah, bem pensado! – Lilian se aparentou animada com a ideia.

Eles entraram sorrateiramente no lugar, mas um portão trancado à chave os impedia de entrar nos túneis.

-E a chave? – Perguntou Lilian, ao ver a fechadura do portão. Ela colocou sua mão ali, e pensou se poderia desfazer a barreira que impedia seu caminho.

-Espere – Vatten a afastou da porta e conjurou uma chave dourada feita de água e abriu a fechadura do portão. Quando o portão se abriu, revelou ter uma grande porta atrás.

-É aqui? – Perguntou Lilian intrigada.

-Não, aí é uma armadilha para os aqueles que pensam que o primeiro portão é o verdadeiro. – Explicou Vatten. Aparentemente, ele estava acostumado a andar por ali.

-E pra onde ele leva? – Perguntou Lilian, um tanto curiosa.

-Ninguém sabe, mas não queira ser a primeira a descobrir. – Falou Vatten.

-Então tá... – Respondeu Lilian fazendo biquinho. Ela estava relativamente empolgada em saber o que estava atrás de tal porta.

Os dois continuaram assim e na quinta porta eles entraram, enquanto caminhavam, Lilian perguntou:

-Todos eram armadilhas? – Perguntou, curiosa. – Se aquilo era para soldados, por que tanta complicação?

- Sim, não seria fácil assim se infiltrar no castelo. – Explicou Vatten. – Veja, pessoas podem muito bem derrotar quem está nessas guaritas e entrar por aqui.

-É, faz sentido... Bem, mesmo que eu entrasse por uma dessas, acho que não teria problemas... – Falou com a cabeça nas nuvens.

Quando adentraram o local, parecia um calabouço normal, cheio de celas feitas de pedra e com as grades de metal. Também tinha um cheiro pútrido, como se as pessoas tivessem apodrecido ali, o que deixava o local com um clima sinistro. Vatten, então, se dirigiu a Lilian ao entrarem no calabouço.

-Então... É melhor corrermos... – Avisou Vatten, apertando o passo.

-Por quê? – Perguntou Lilian, começando a suar frio.

-Tem certos espíritos aqui embaixo, e quando eles veem alguém fora das celas, eles têm o direito de devora-las. – Explicou Vatten.

-Isso é um bom motivo... – Disse Lilian, um pouco assustada. Ela sempre se escondia quando começavam a contar histórias de terror na Saligia, principalmente Krioni, que as faziam ficar super realistas.

Os dois, então, correram até a saída do calabouço, quando estavam próximos ao final, uma voz seca e vazia, como a de uma cobra, vociferou:

-Vatten, o que você está fazendo?! – Ao escutar aquela voz, Vatten sentiu um calafrio percorrer sua espinha, e então, com a voz falha, disse:

-Oh não... Os espíritos nos seguiram! – Disse Vatten, assustado, Lilian estava terrivelmente amedrontada pela voz.

Nesse exato momento, Lilian puxou seu Skidbladnir e o bateu no chão com muita força, fazendo um rápido pilar de terra os levar para cima, enquanto seus olhos estavam encharcados de lágrimas por ter que lidar com fantasmas. Era como se Krioni tivesse projetado aquilo justamente para ela sentir medo (e por algum motivo, pensava que isso pudesse ser verdade).


Notas Finais


Abertura: https://youtu.be/H-aEEhUmGgc

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