História Sintonia (Vkook - Taekook) - Capítulo 15


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Categorias (G)I-DLE, Bangtan Boys (BTS), G-Friend, Got7
Personagens Eunha, Jackson, Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais, Shuhua, Soojin
Tags Namjin, Taejin, Taekook, Vkook, Yoomin, Yoonseok
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Palavras 6.229
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Ficção Adolescente, Lemon, LGBT, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá, meus amores! Tudobaum? Espero que sim.
Bem, hoje eu vim mais cedo porque me deu vontade de postar sintonia (mentira, eu tava em falta com vocês. É por isso que estou aqui), então espero que se deliciem com o capítulo e quero ver MUITOS COMENTÁRIOS, HUM? Aguardo vocês.

Beijão da sua MT.

VAMOS LAAAAAÁ

(Ah, e para quem gosta de capítulos grandes, aproveite. Bem, para mim, 6 mil palavras é muito grande)

Capítulo 15 - - Você é bonito. - Você é gelado.


Depois do aconteceu no elevador com Jungkook, Tae subiu para sua residência e decidiu preparar uma comida decente para comer. Então, ele pegou seu celular e pesquisou uma receita fácil, mas, por fim, ele decidiu fazer ovos mexidos, pois Taehyung achou super fácil o que indicava na receita. 

* Receita: *

Ingredientes:

— Quantidade de ovos desejada;

— Manteiga ou óleo; 

— Sal a gosto. 

* modo de preparo: *

— Despeje em uma frigideira o óleo/manteiga e quebre a quantidade de ovos desejada, espere fritar como desejar, e sirva-se.

Taehyung ficou tão feliz por saber que finalmente poderia cozinhar sozinho, até porque, sua mãe ainda não havia recarregado seu cartão e ele estava sem dinheiro, pois Tae odiava andar com cédulas dentro da carteira, já que ele acreditava que assim era mais fácil de ser roubado. E com o cartão, não.  Então, se por ventura ele chegasse a ser assaltado e levassem seus pertences bancários, era só Tae fazer uma simples ligação e pedir para bloquearem seus cartões de crédito, simples e prático.

Tae estava tão animado por cozinhar de verdade que resolveu por uma musiquinha pra tocar enquanto ele se preparava trocar as luvas e começar fritar seus ovos. Luvas postas. Música selecionada. Frigideira no fogão e dois ovos em suas mãos; Taehyung pôs Don't call me angel para tocar enquanto adicionava o óleo no recipiente.

Cara, não me chame de anjo. Você não me entendeu, não me chame de anjo.

Você não pode pagar o meu preço, não sou de nenhum céu;

Sim, você me ouviu bem (sim, você me ouviu)

Mesmo que você saiba que nós voamos, não me chame de anjo.

Não me chame de anjo quando eu sou uma bagunça.

Não me chame de anjo quando eu tirar a roupa.

Você sabe que eu não gosto disso, garoto.

Eu ganho meu dinheiro e escrevo os cheques, então diga meu nome com um pouco de respeito.

Todas as minhas garotas têm sucesso, e você é apenas nosso convidado.

Eu realmente preciso dizer isso? Preciso dizer de novo?

É melhor você parar com a conversa fiada, e manter sua linda boca fechada.

Tae quebrou os ovos e se esguelava cantando uma de suas músicas preferidas da Ariana Grande, e enquanto ele debultava seu solo, os ovos meio que flambaram pelo fato do fogo está muito alto, então Taehyung o desligou e correu com a frigideira ainda com resquícios de chamas nos ovos que haviam virado carvão e a pôs em cima da pia. Ele passou a música e ficou decepcionado ao ver a cor que seus ovos estavam...

– Como você conseguiu a proeza de queimar ovos, Taehyung? Agora você vai ficar com fome, sabia? – Dizia ele a si mesmo, enquanto limpava o fogão e depois lavava a frigideira.  – Poxa, eu vou ter que jogar fora...ah, não gosto de estragar comida.

Tae estava chateado, pois ele iria ficar com fome... Mas então ele viu várias frutas em sua fruteira e decidiu cortas algumas em cubo e por leite condensado para fazer uma salada de fruta improvisada, e até que deu certo, Taehyung iria almoçar salada de fruta.

[…]

Horas mais tarde, Taehyung ligou para Shuhua, mas ela não atendeu, então ele lembrou-se que hoje era o dia no qual ela iria a uma clínica de massagens para redução de gordura localizada.

– É, depois ela retornar.

Tae viu que já estava escurecendo e ligou a televisão, mas nesse mesmo momento seu celular vibrou e ele pensou que fosse Shuhua quem estava retornando sua ligação, mas logo ele viu que era um número desconhecido... Taehyung revirou os olhos e deu sorriso torto, supondo de quem era o tal número. 

– Como você conseguiu o meu número, Jungkook?

Tae revirando os olhos novamente e esperou a resposta para constatar que estava certo, mas ele tomou um susto ao notar que não era Jungkook o ser que havia lhe ligado. 

>… Bom término de tarde e início de noite. Tudo certo para hoje? – Dizia Jackson, com sua voz calma e convidativa. 

Taehyung passou uns cinco minutos analisando a voz e ainda não havia se dado conta de quem era, mas a voz disse: "– Tudo certo pra hoje", o pensamento de Tae se expandiu e ele lembrou-se do jantar com Jackson. 

Tae havia esquecido completamente que aceitara jantar com seu novo Dr.°, mas ele não sabia disso e, de acordo com Taehyung, ele nunca iria saber.

<… Claro. Onde encontro você? – Respondeu Tae.

>… Irei à Persona daqui há alguns minutos, se quiser posso ir à sua casa, o que acha?

<… Nem precisa ir tão longe. Eu moro em uma residência de Persona. Pode me esperar na frente do prédio de arquitetura, sabe qual é?

>… Claro, claro... Às 7:00(PM) estou aí.

<… OK.

Tae respirou fundo e pensou em tudo o que poderia ocorrer nesse jantar, tudo o que ele iria falar e até mesmo nas vezes que iria ao banheiro. Ele não estava nervoso, mas se sentia desconfortável por nunca ter saído com ninguém além de Shuhua.

"Toc toc toc"

Taehyung ouviu três batidas na porta e em seguida a mesma se abriu...

– Tae?

– Oh, Shuhua...que susto você me deu! 

Shuhua entrou e trancou a porta, indo em direção a Taehyung para abraçá-lo.

– Como você está? – Perguntava ela, acariciando os cabelos dele.

– É...estou bem...

– O que há com você? Está estranho... Aconteceu alguma coisa?

– Por que você fez aquilo com Jungkook? – Perguntou ele, direto e sem rodeios. 

Shuhua respirou fundo e levantou do sofá, entrelaçando os dedos e dando três passos para frente e três para o lado, o que estava agoniando Tae por causa dos barulhos e movimento repetitivos. 

– Porque não gosto dele, Taehyung. Odeio quando ele se aproxima de você e não suporto a ideia de vocês virarem amigos.

– Isso não é justificativa para o que fez... Ele perdeu muita coisa, inclusive a namorada, alguém de quem ele gosta muito.

– Taehyung, o Jungkook não gosta de Soojin, ele só tá com ela porque aquela infeliz o embebedou e depois disse que ele tirou a virgindade dela, então os pai daquela naja obrigaram ele a namorar com a rainha curupira. E eu fiz aquilo pra ele saber que não deve por em perigo as pessoas que eu amo.

– Shuhua, eu sei o quanto se preocupa comigo, mas, às vezes, você exagera na quantidade de proteção... Não foi o Jungkook quem me pôs em perigo. Eu quem quis me arriscar e saber como é sentir a adrenalina em minhas veias. Não o culpe pelos meus atos.

– É tarde demais, não posso voltar atrás. – Disse ela, séria e sem olhar diretamente para Taehyung.

– E se houver uma forma de voltar? Você faria isso? Por mim?

– Por você sim. Mas e se eu te pedisse pra esquecer isso? Você faria isso? Por mim?

Taehyung engoliu em seco e abaixou a cabeça. Shuhua olhou desacreditada para a expressão dele, começando a ficar com a respiração acelerada e sentindo seu nariz dilatar assim que seus olhos ameaçaram de marejar.

– Não precisa responder. – Disse ela, com a voz rasgada. 

Shuhua pegou sua bolsa de cima do sofá e virou de costas, mas Taehyung rapidamente se levantou do sofá e segurou o ombro dela, fazendo-a virar e olhar para ele. Shuhua apertava os dentes com muita força e controlava suas respiração, assim como o marejo que era visível em seus olhos.

– Você é minha irmã, Shuhua... Eu faria qualquer coisa por você. – Disse Tae, abrindo os braços para ela. 

Taehyung a abraçou e Shuhua não pode conter suas lágrimas assim que sentiu os braços de seus melhor amigo entrelaçando sua cintura.

– Eu odei-o você. – Dizia ela, fungando e limpando os olhos.

Tae limpou os olhos dela e deu um sorriso largo para mostrar que estava tudo bem entre eles. E que nada que e nem ninguém seria mais importante que aquela amizade. 

– Esqueceremos esse ocorrido, mas você vai me prometer que ao menos pedirá desculpas.

– Mas Tae...

– Shuhua...

– Tá, eu prometo pedir desculpas a ele.

– Obrigado. – Sorriu ele, dando um beijinho na testa dela. – Ah, me ajuda a escolher uma roupa?

– Aham, mas, pra quê?

– Vou ter um encontro... Nossa, como é estranho dizer isso.

– Encontro? Com quem?

– Jackson Wang... O meu novo Dr.°

– O Wang? Aquele que ganhou a especialização na Suíça? Ele estudava em Persona e suas notas foram tão boas que ele se especializou antes de concluir a faculdade por completo.

– Sim, ele disse que estudava em Persona, mesmo.

– Sim, eu sei que ele é. Um predador nato.

– O que você quis dizer?

– Só tome cuidado, hum? Agora, vem, vamos escolher essa tal roupa.

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Estava escurecendo quando Yoongi chegou na casa de Seokjin. Ele foi muito bem atendido pelos empregados e até mesmo pela vó insuportável de Seok.

– Sente-se, filho.  – Dizia Dorothea, a vó de Jin.

– Obrigado... Seokjin está?

– Estou aqui, Yoon.

Jin saiu de seu escritório e seguiu até sala, onde sua vovozinha e seu amigo estavam.

– Chegou tarde para alguém que viria de madrugada. – Sorriu o mais velho.

– Na verdade eu nem viria... – Disse o baixinho, meio cabisbaixo. 

– Certo...vamos conversar em outro lugar, hum? – Jena, prepare o quarto de hóspede principal e leve as coisas dele para cima.

– Yeah. – Disse a empregada. 

– Contratou uma estrangeira?

– Os americanos fazem ótimas comidas, e ela não tinha para onde ir, então...

– Sempre fazendo o bem, Seok. 

– Às vezes... Quem sabe assim eu vou pro céu.

Seokjin sacudiu os cabelos de Yoongi e o chamou para dar uma olhada em seu jardim e piscina enquanto conversavam sobre o que havia acontecido. Yoongi estava hesitante em falar, mas não era por causa de Seokjin, mas sim por sua causa. 

– Já deixo você começar.

Yoongi respirou fundo e disse a Seok: – Hoseok meio que me expulsou da casa dele... Foi constrangedor.

– Nossa... Isso não é uma coisa legal, ainda mais quando se vem de um crush.

– Não, ele não é mais meu crush... Eu decidi que não quero mais que ele seja. – Agirmava Yoongi, convicto. 

Seok segurou o riso e em seguida disse: – Acha mesmo que é fácil assim? Tipo: "Ah, eu decido o que eu sinto" – Não funciona dessa forma, na verdade, até funciona, mas por um determinado período de tempo.

– Experiência própria, Jin? 

– Talvez... E por você gostar tanto de alguém, acaba procurando um jeito de fazer essa pessoa também gosta de você, mesmo que seja de uma forma errada.

– Que porra você fez, Seokjin? 

– Nada...eu só me sinto obcecado, sei lá...

– Tá falando do Tha-e...hã... O garoto das luvas?

– Como sabe?

– Amigos não mentem e não escondem nada um do outro, esse foi o nosso pacto.

– Jungkook... Ele ouviu minha conversa com Taehyung, não foi?

– Foi sem querer, mas, sim, ele ouviu.

– É...eu gosto de Taehyung, na verdade, eu sou apaixonado por ele há uns três anos... O tempo que frequento à casa dele.

– Por que ele? Sei lá, há tantas pessoas que dão o cu pra sair com você e você escolhe alguém que não gosta de pessoas. Eu vi ele uma vez e posso dizer que existe um medo dentro daquele garoto, mas também existe convicções e isso o torna forte, muito forte.

– Como você dessas coisas?

– Eu sou meio que um sensitivo, Seok...consigo ver coisas que outras pessoas não veem.

– Tipo aquela coisa de tecido da realidade? Você consegue ver através dele?

– É...não foi exatamente isso que eu quis dizer, mas se te consola, é...quase isso.

– Bom, agora que você já sabe, não me julgue, Min Yoongi.

– Só vou te julgar quando você me disser o que fez.

– Quem sabe eu diga, mas agora não.

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Shuhua deu a Taehyung algumas instruções de como se deveria agir em um encontro e, de acordo com ele, tudo estava sob controle... Pelo menos por enquanto.

– Qualquer coisa você me liga, estarei aqui esperando por você.

– …tá, eu prometo ligar.

Taehyung se despediu umas quatro vezes e repetiu umas dez vezes a frase "É só um jantar, Taehyung, não tem porque você ficar tão nervoso". O nervosismo de Taehyung não vinha porque ele não sentia atração pelas pessoas, mas sim por ele nunca ter estado com uma de maneira diferente, ou seja, em um encontro. O mesmo pegou o elevador e começou a ensaiar suas falas vendo seu próprio reflexo no espelho das paredes do elevador, em seguida ele fingiu que ele refletido era Jackson e imaginou como ele(o Jackson) se comportaria ao falar com ele.

– Você vem sempre por aqui? … – Não. Que merda, Taehyung! O que eu tô fazendo? Claramente ele não iria falar comigo assim... Tá, isso é culpa do nervosismo. Vamos tentar de novo. – pigarreio. 

Logo, as portas do elevador se abriram e Taehyung manteve a postura ao caminhar em direção à saída. Jackson já estava lá, encostado na porta de seu carro, com seus braços cruzados, calças jeans justas, camisa preta comprida e justa, usando  sapatos brancos; um estilo bem despojado, nem parecia aquele médico sério que trabalha em uma clínica pós-traumática. Tae usava uma calça parcialmente folgada preta em estilo social, sapatos sociais, blusa de gola alta branca e um sobretudo perto. Jackson o olhou de cima a baixo e mordeu o canto do lábio inferior, deixando Taehyung encabulado com ao notar sua expressão.

– Boa noite, Kim. – Dizia Wang, descruzando os braços e esticando a mão.

– Boa, Dr.° Wang.

– Oh, não... Não me chame de doutor fora do ambiente de trabalho, é deveras agoniante.

– Certo. Então, Jackson?

– Esse é o meu nome.

Ambos sorriram e Jackson abriu à porta do passageiro para Taehyung adentrar, em seguida ele foi para o lado direito e também entrou.

– Gosta de mariscos e lámen?

– Bem, sei que parece inacreditável, mas..

– Nunca comeu lámen?

– Ér...

– Nossa! Você mora na Coréia e nunca comeu seu maior prato típico? Isso é realmente inacreditável.

Taehyung contraiu os ombros para cima e deu um sorriso fechado, sentindo-se desconfortável, como sempre.

– Posso te fazer um pedido? – Perguntou Wang, ligando o carro.

– Depende. – Tae respirou fundo e cerrou os dentes.

– Tente se sentir à vontade comigo, assim como você se sente com sua amiga irmã.

– É bem difícil... Pra não se dizer impossível.

– Sei que pode conseguir, ou ao menos tentar.

Taehyung balançou a cabeça e sorriu fraco. Jackson deu um sorriso mais largo para ele, mostrando que ele deveria fazer o mesmo, porém ele fez aquilo de uma forma tão engraçada, que foi inevitável Tae não dar um de seus largos sorrisos quadrados. Jackson assentiu feliz e seguiu com ele até o restaurante.

[…]

Aproximadamente vinte minutos depois, Jackson e Tae chegaram na frente de um restaurante muito bem estruturado e organizado, mas com uma decoração muito diferente do que Taehyung estava acostumado.

– Bem, não é um dos restaurantes mais caros da Coréia como você está acostumado, mas, garanto que é tão bom quanto.

– Imagino que sim.

Jackson virou o carro para tentar estacionar, mas ele não olhou pelo retrovisor se viria alguém atrás, então quando ele deu a volta apara encaixar seu carro na vaga, infelizmente Jackson acabou batendo na traseira de uma moto, fazendo o pneu da mesma ranger fortemente no asfalto para evitar que o passageiro caísse. Jackson saiu apressado do carro para prestas socorros e ver se estava tudo bem, em seguida Taehyung também e tomou um susto quando o motoqueiro tirou o capacete. Jackson estava perguntando a Eunha se estava tudo bem, pois ela foi a única que se desequilibrou na hora da batida, porém a menina só arrastou o pé no chão para evitar de cair.

– Desculpe, Jungkook, não foi intencional. – Disse Jackson.

– Eu só acredito porque estava de capacete e você não saberia quem era. – Retrucou Jeon, estacionando a moto.

– O que está insinuando?

– Hey, parou! Estamos bem, é o que importa. – Disse Eunha. – Boa noite, Jackson.

Tae massageava um ponto um pouco acima do supercílio, pois ele acidentalmente o bateu com o impacto inesperado. Jungkook percebeu e se aproximou de Tae para verificar se estava tudo bem, o que deixou o mesmo surpreso, assim como Jackson e Eunha.

– Tudo bem com você? – Jungkook segurou o rosto de Taehyung com a mão esquerda e massageou o local dolorido com a mão direita.

– Tudo, tudo bem...foi só um susto. – Tae retirou as mãos do garoto e o afastou.

Jackson se aproximou e acenou para que Tae entrasse com ele no restaurante. Eunha segurou o braço de Jungkook e assim que viram Jackson e Taehyung se afastarem, eles entraram.

Cada "casal" escolheu uma mesa bem afastada, mas era possível que se viessem perfeitamente se olhassem na direção certa. Tae evitava olhar para o lado, ou para frente, ele ainda estava se acostumando com a ideia de ter saído com um cara.

– Por que vocês não se gostam? – Perguntou Taehyung, direto enquanto escolhia seu jantar.

– Quer mesmo saber agora?

– Bem, eu perguntei, então...

– Certo. Hã... Eu tirei a virgindade da irmã dele quando mais novo.

– Nossa...! Eu não esperava por isso.

– Pois é. Complicado.

– E por que você agora gosta de homens? Tipo, você tirou uma virgindade de mulher, é no mínimo estranho.

– Homens não me chamam muito atenção, Taehyung... Posso contabilizar que me envolvi com três homens durante à minha vida, talvez você seja o quarto.

– Acho que você ainda vai continuar com três. – Sorriu ele.

Eles escolheram seus pratos e o garçom anotou os pedidos. Tae escolheu tanto e acabou indo provar o lámen, e Jackson pediu o mesmo.

…Na mesa a alguns metros de distância, Jungkook observava a cena de Jackson e Taehyung de soslaio, revirando os olhos sempre que via ambos sorrirem.

– Por que está tão incomodando? – Perguntava Eunha, irritada.

– Não estou incomodado, apenas não gosto de saber que Tae está caindo na lábia do Jackson. Esse cara não presta.

– Olá, boa noite... – Dizia Soyeon, amiga de Eunha.

– Finalmente! Pensei que não viria. – Dizia Eunha, estressada.

– Aconteceu um equívoco, por isso me atrasei.

– Depois conversamos sobre isso. Bem, esse é meu irmão mais velho, Jungkook.

– Ah, você é irmã do Coelho da Playboy, que irônico, eu tinha um crush em você quando ia frequentemente aos rachas. – Eunha pigarreou.  – Claro, mas isso é passado. – Continuou Soeyon.

Os três começaram a conversar enquanto pediam seus jantas. Tae observava o fato de Jungkook está sentado com duas mulheres ao seu redor, e estranhou o acontecimento.

– Gostou do lámen? – Perguntou Jackson. – Taehyung?

Tae estava viajando na maionese enquanto olhava Jungkook e aquelas duas mulheres conversarem de maneira íntima. 

– Ah, oi? Desculpe, me distrair.

– Tudo bem.. Perguntei se você gostou de lámen.

– Ah, sim, é formidável. Tem um sabor ótimo.

– Que bom que gostou... Hã, posso te fazer uma pergunta? Não é nada invasivo.

– Claro, pode sim... O que é?

– Por que deixou Jungkook tocar em você?

Tae só teve tempo de refletir durante três segundos, e nesse curto período ele se fez a mesma pergunta "Por que eu  deixo Jungkook me tocar?"

– Hã...talvez porque eu o conheça.

– Você também me conhece.

– Mas é diferente.

– Como?

– Por que tantas perguntas?

– Curiosidade.

– Por que tanta curiosidade?

– Desculpe, deveríamos estar jantando como pessoas normais.

– Tem razão... Então, respondendo a sua pergunta, é diferente porque já tive outos contatos com Jungkook, nada muito além ou frequente.

– Entendo. Quando terminarmos, se quiser posso te levar em casa.

– Eu ficaria agradecido.

Jackson tentou melhorar o clima, e felizmente conseguiu... Bem, pelo menos Taehyung era um ótimo ator.

Algumas horas se passaram e o Dr.° contou a Taehyung sobre suas incríveis aventuras na Suíça, e sobre como é ser um médico responsável por ajudar a cuidar da saúde traumática de algumas pessoas. Tae podia ver que ele era alguém muito diferente, alguém que teria tudo para conquistá-lo, ou fazê-lo sentir algo, mas talvez ele ainda não fosse a tal "pessoa certa", ou Taehyung estava impedindo que ele fosse.

– Estamos aqui já fez tempo e você só ouve eu falar coisas sobre mim, por que não fala um pouco mais sobre você?

– Não é confortável para mim, talvez porque mal nos conhecemos.

– Ou por que tem medo?

– Não tenho motivos para ter medo de você, ou tenho?

– Não, sinceramente, não. Bom, conte-me sobre seus traumas, sobre o que sente.... Estou aqui para ouví-lo.

– Por que eu lhe contaria coisas que já sabe?

– Porque é sempre bom ouvir a versão original.

Taehyung gostava de como Jackson se expressava, era diferente o jeito como ele olhava Tae com firmeza e sempre tinha uma resposta convincente para não fazê-lo ficar desconfiado, e isso era um laço bom, algo que fazia Taehyung ter um princípio de confiança? Talvez... 

– Hã... Já está tarde, preciso voltar a minha residência.

– Claro, claro... O que eu estava pensando?

Tae sorriu fraco e Jackson levantou-se para pagar a conta,  enquanto ele ficava mexendo no celular.

– De todas essas milhões de pessoas no mundo, você escolheu justamente Jackson para ter seu primeiro encontro?

– Quem você pensa que é? Quem disse que esse é meu primeiro encontro?

– Você não olhou nos olhos dele, balançou freneticamente seu pé debaixo da mesa, além de está visivelmente deslocado. Mais alguma coisa?

– Sim, é... Vai embora, você e Jackson não se gostam e não quero que briguem, afinal, por que veio aqui?

– Queria saber se falou com Shuhua... – Disse Jungkook, pensando rápido. 

– Sim, eu falei com ela. Amanhã ela falará com você. Então, agora pode ir.

– Tome cuidado com ele, Tae.

– Volte para a sua mesa, Jungkook, eu não quero brigas. E não precisa se importar comigo, sei me cuidar.

Jackson estava se aproximando novamente e Jungkook seguiu até a saída, onde sua irmã e a amiga dela estavam o esperando. Tae voltou a mexer em seu celular, como se nada tivesse acontecido, mas Jackson não era tolo e muito menos cego, obviamente ele havia percebido que Jungkook estava falando com Taehyung.

– Para pessoas que "não se conheciam" até que vocês tem uma relação bem íntima. – Disse Jackson, encarando à saída.

– Há quantas horas estava esperando para esfregar isso na minha cara? – Retrucou Tae.

– Desde o dia em que ele disse seu nome no dia da corrida. Bastante idiota para alguém que afirmava não conhecer você, não é?

– Percebeu isso na hora?

– Não exatamente, então também me considere um idiota. – Jackson sorriu.

Tae levantou-se e seguiu junto a ele para fora do estabelecimento, aparentando está bem mais a vontade. Na volta até sua residência, Jackson ainda deu algumas investidas em Taehyung, mas não teve sucesso, pois ele era osso duro de roer. Eles continuaram seguindo e não demoraram tanto para chegar, pois todos sabemos que a volta e sempre mais rápida que a ida, sendo que ambas são a mesma distância.

– Chegamos...  – Disse Jackson, olhando Taehyung nos olhos.

– É...obrigado por ter sido gentil hoje, foi até legal para um primeiro encontro.

– Me sinto feliz em ter sido eu o escolhido para participar do seu primeiro encontro.

Jackson sorriu e arredou-se um pouco mais para perto de Tae, logo deixando a respiração do mesmo descompassada, mas, felizmente, era controlável. Taehyung, dessa vez, não fez paranóias como sempre, ele apena encarou Jackson da mesma maneira que ele o encarava. 

– Não me olhe assim... Eu que vou querer te beijar. – Disse Jackson. 

– Uma vez, alguém me disse que temos que se arriscar. – Disse Tae, sorrindo tímido.

– Eu preciso pedir permissão?

– Vá em frente. – Tae estava convicto do que queria, mas sabia que não era certo, pois não havia nenhum sentimento envolvido a não ser o de provação e teste. 

Tae fechou os olhos e tenciono todos os seus músculos, espererando Jackson se aproximar, mas isso não aconteceu, então Taehyung abriu os olhos e Jackson o encarava sorrindo.

– Eu não quero ser seu primeiro experimento. Quero ser o único. – Disse ele, sorrindo fraco.

Tae sentiu-se feliz, ou seria despreocupado? Bem, com a atitude de Jackson ele soube que o mesmo não era alguém hipócrita e que queria apenas fazer coisas ele, o que o deixou extremamente contente.

– Bom saber que você não é como eles.

– Como quem?

– Como tudo mundo.

Tae abriu a porta do carro e seguiu até a entrada de todas as residências, pois a parti das 11:00(PM) não era permitido a entrada de outros carros, seja de quem for. Portanto, Jackson deixou Taehyung na frente da portaria e ele teve que ir andando até seu apartamento.

– Quando podemos sair novamente?

– Hã... Procure um assunto para discutirmos na minha próxima consulta, depois veremos.

– Tome cuidado.

– Aqui não é perigoso.

– Todo lugar é perigoso, Taehyung.

– Boa noite, Jackson Wang.

Jackson fechou os vidros e deu partida. O segurança de persona estava dormindo e não ouviu Tae chamá-lo para ele poder abrir o portão. Ele tentou acessar o cartão de desbloqueio do apartamento, mas não parecia está funcionando. Eram mais de meia-noite e Taehyung encontrava-se do lado de fora do campus, o que era deveras preocupante. De repente, Taehyung sentiu uma mão em seu ombro...seu coração parou por uns três minutos, tempo que ele levou para conseguir de virar para trás.

– Mantenha-se imóvel.

– Eu não tenho dinheiro, mas pode levar meu celular... Ele vale uma grana, posso garantir.

– Não, o meu também é bom.

Taehyung virou-se apressado e deu de cara com Jungkook dando altas gargalhadas, tanto que isso finalmente acordou o segurança dorminhoco.

– Seu filho da mãe! Por que fez isso?

Taehyung estava com o lábio pálido de tanto nervosismo, tanto que ele nem teve coragem de tentar bater em Jungkook...pelo menos não nos primeiros cinco minutos. As pernas dele ficaram trêmulas e Jungkook o segurou para ajudá-lo, mas em menos de cinco segundos de reação, Taehyung segurou o ombro direito de Jungkook e levantou seu joelho para dar o famoso golpe da joelhada no mais novo, porém Jungkook foi mais rápido e impediu que Tae o atingisse, revertendo o golpe e puxando a cintura de Taehyung, fixando-a junto a seu corpo.

– Hum, anda treinando...?

– Desde os 17 anos.

– Então você está enferrujado. – Ironizou Jungkook.

– Solte-me agora mesmo, Jungkook! – Jungkook segurava fortemente a cintura de Taehyung enquanto ele lutava para solta-se, mas Jeon era forte e conhecia truques para imobilizar uma pessoa de maneira rápida, então era bem difícil de Taehyung conseguir sair.

– Hey, o que está havendo? – Gritou o segurança.

Jungkook imediatamente soltou Taehyung e o segurança se aproximou, encarando ambos como cara de "mau".

– Por que estão brigando?

– Não estamos. – Disse Jungkook.

– Estamos sim. – Retrucou Taehyung.

– Sem gracinhas vocês dois, entrem logo.

– Eu não moro aqui.

O segurança empurrou os dois meninos para dentro e entrou novamente em sua cabine, pondo seus fones e ajustando-se para dormir.

– Precisa falar com ele. – Disse Jungkook, desesperado.

– Eu? Por mim você passa à noite no relento.

Taehyung deu de ombros e saiu andando frenético para longe de Jungkook, mas Jeon não desistiu e correu atrás dele.

– Tae, por favor, eu só estava brincando.

– Jungkook, que merda você tava fazendo aqui? Tá me perseguindo agora?

– Eu nem tenho motivos pra persegui você, por que eu faria isso?

– Sei lá, você é retardado.

– Hey, pega leve.

– Me desculpe... Mas isso não muda o fato de você ter me assustado.

– Eu sei, mas já pedi desculpas... Peça pro carinha ali me deixar ir embora, minha moto tá estacionada do lado de fora, como vou voltar pra casa?

– Devia ter pensado nisso antes de vir aqui e me trolar.

– Taehyung, por favor...

– Eu só aceito suas desculpas se me levar nas suas costas até minha residência.

– O quê?! Sua residência fica depois de três apartamentos. Nem pensar! 

– Então apodreça aqui e morra de frio.

Taehyung deu de ombros e andou o mais rápido que pode, na espectativa de Jungkook carregá-lo pois ele odiava andar ou fazer muitos esforços físicos, por isso seus quase cinco anos treinando artes marciais não valeram de muita coisa.

– Hey, seu infeliz! – Gritou Jungkook, correndo atrás de Taehyung. – Eu levo você até sua residência, mas têm que me prometer que quando chegarmos lá você vai pedir para liberarem o portão pra eu ir embora.

– Eu prometo.

Jungkook se agachou e Taehyung pulou nas costas dele, mas, dessa vez, Tae não ficou desconfortável em tocá-lo, tanto que ele jogou os braços por cima dos ombros de Jungkook e ainda apoiou sua cabeça entre o pescoço e o ombro direito de dele. Jeon pôs-se a caminhar e quando passou pelo segundo apartamento, ele pode ouvir uma respiração muito profunda vindo de alguém estava pendurado em suas costas, então quando ele virou lentamente seu rosto para saber porquê da respiração tão profunda de Taehyung, então Jeon notou que ele estava dormindo, e que a respiração profunda dele era um princípio de ronco.

– Seu folgado. – Dizia Jungkook, dando um leve sorrisinho fechado.

Quando ele passou o segundo apartamento, finalmente ele conseguiu avistar o de Taehyung, e só não pulou de alegria porque o sr.folgado estava em seu sonho de príncipe em suas costas. Jungkook adentrou na residência e logo foi barrado pelo segurança.

– HEY, GAROTO!

– Shiuu...ele está dormindo, preciso levá-lo para o quarto.

– Tem a autorização dele? Só podem subir esse horário quem for da família.

– Somos amigos.

– Sinto muito, não poderá passar.

Jungkook raciocinou algo por cinco segundos e olhou novamente para o segurança.

– Se eu disser a verdade você me deixa passar?

– Hã.

– É que hoje eu o levei para comemorarmos nosso aniversário de namoro, ele bebeu além da conta porque não está acostumado... Por favor, me deixe pô-lo pra dormir.

O segurança olhou desconfiado para Taehyung, então disse: – Tudo bem, eu conheço Taehyung e sei que ele não aprontaria... Pode levá-lo, mas escute um conselho.

– Diga?

– Usem camisinhas, por mais que sejam homens.

Jungkook quis arregalar os olhos e dar uma gargalhada, mas felizmente ele conteve-se e apenas assentiu, agradecendo o conselho super útil. O segurança pegou o cartão de desbloqueio reserva que todos os apartamentos têm e entregou a Jungkook, que o agradeceu, seguindo até elevador e subindo, suplicando que o aparelho fosse o mais rápido que ele pudesse, pois suas costas já estavam doendo.

Finalmente o elevador parou no andar que levava ao quarto de Taehyung. Jungkook abriu desesperadamente a porta e seguiu lentamente com Tae para o quarto, pondo-o o mais confortável possível... Jungkook o olhou e deu umas batidinhas no ombro de Tae, mas ele não acordava de jeito nenhum, como se ele tivesse sob efeito de álcool.

– E agora, Jungkook? O celular dele tá descarregado, o porteiro não vai me deixar sair... Ah, não, porra! Eu não acredito que vou ter que ficar aqui com ele, fala sério, universo!?

Jungkook não se deu conta que estava gritando enquanto falava consigo mesmo, então Tae deu uns gemidinhos de quem está começando a se acordar, e Jungkook ficou calado, fazendo o famoso "shi shi shi" para Taehyung voltar a dormir plenamente. Jeon andou de um lado para o outro e Tae começou a roncar, o que fez Jungkook olhá-lo com espanto e segurando o riso.

– É, parece que até o senhor perfeitinho ronca.

Jeon tirou a jaqueta e foi olhar o que tinha no guarda-roupa de Taehyung que servisse nele, e então ele achou uma espécie de cueca um pouco maior que um samba canção, mas era justa como uma cueca, se é que me entendem. Jungkook pegou uma toalha e foi tomar um banho, usando todos os produtos hipoalergênico e bactericida que Taehyung colecionava em seu banheiro.

– Pronto, Jungkook, agora cheira você a um bebezão de 20 anos.

Jeon saiu do banheiro e vestiu a cueca diferente que ele achou no guarda-roupa e ficou se olhando no imenso espelho que Tae tinha ao lado de uma cômoda repleta de mais produtos bactericidas, e ficou se olhando como se fosse um modelo de revista pornô.

– O QUE VOCÊ TÁ FAZENDO COM A MINHA CUECA?

Jungkook arregalou os olhos, pois Taehyung levantou parecendo uma múmia descabelada e fez Jeon da um pulinho de susto.

– Puta merda, Taehyung!

– Jungkook, o que você faz na minha casa essa hora? E com a minha cueca?

– Como você acordou?

– Não muda de assunto!

– Ô seu mal agradecido, eu te trouxe porque você se achou no direito de dormir nas minhas costas.

– Como você passou pelo segurança do prédio?

– Assuntos meus.

– Fala logo, se não eu vou te botar pra fora contigo usando só essa cueca.

– Tá, tá... Eu disse pra ele que você tava porre e que...bem, que você era meu namorado.

Taehyung arregalou tanto os olhos que Jungkook ficou com medo de eles realmente soltarem de suas órbitas.

– Desculpe, Tae, mas eu não tive escolha. Eu tinha que te trazer em segurança e depois você me ajudaria a ir embora, mas você dormiu e não acordou quando eu te chamei, afinal, como foi que tu acordou?

– Você tava cantando Sweet but Psycho gritando dentro daquele maldito banheiro, acho que o prédio inteiro ouviu.

Taehyung levantou da cama e passou os dedos no cabelo para arrumá-los um pouco e só então ele percebeu que Jungkook estava pelado do quadril pra cima e isso o deixou paralisado, mas ao mesmo tempo uma quentura estranha percorreu seu corpo e parou em seu peito.

– Eu tô ridículo nessa cueca, né? É, eu sei.

– Não...

– Não?

– Digo, não, você está certo.

– Quê?

– Jungkook, veste alguma coisa decente, tá?Acho que tem algo possa te servir aí dentro.

Tae passou do lado dele e sentiu o cheiro intenso de seus produtos, então ele revirou os olhos e pegou uma outra toalha e seguiu para o banheiro. 

Uns vinte minutos depois Tae saiu, enxugando os cabelos e pegando um de seus pijamas lisos, sem listras ou outra machas, somente uma cor azul escorrida. Jungkook estava deitado do lado esquerdo da cama e usava uma blusa enorme que mais parecia uma daquelas roupas que as mulheres usam na hora do parto.

– Ah, não, sai da minha cama. – dizia Taehyung, indignado. 

– Qual é, Taehyung? Onde eu vou dormir?

– No sofá, ué.

– Sofá? Não, não. Eu sofro com problema de coluna, você não pode se conscientizar? Nem um pouquinho? – Jungkook vez um bico e uma expressão fofa. 

– Não. Obrigado. – Disse Tae, tentando não se mostrar afetado. 

– Tá.

Jungkook puxou um lançou e pegou um travesseiro, mas Taehyung parou e pensou: – poxa, ele me trouxe carregado, teve o maior cuidado para não me acordar (por mais que ele tenha estourado meus tímpanos na hora que estava tentando cantar)... É, talvez ele mereça a minha compaixão, e o lado esquerdo da cama.

– Parado aí, Jungkook. – Tae esticou a mão, sem as luvas.

– O que foi agora?

– Você pode ficar do outro lado da cama... Não tem problema.

Jungkook o olhou fazendo um bico de indignação e voltou a deitar na cama, limpando os pés e mostrando que era digno de dividir aquele recinto macio e limpo ao lado de alguém extremamente limpo. Tae guardou as luvas dentro de uma bolsa a vacuo e fechou, passando álcool em gel em suas mãos e indo se deitar.

– Por que não usa as luvas para dormir? – Perguntava Jungkook, virando para o mesmo lado que Taehyung estava e olhando-o fixamente. 

– Porque eu gosto de sentir o macio dos lençóis.

– Ah... Faz sentido, mas por que tem sempre usá-las?

– Eu me sinto mais protegido, não sei explicar....E também por minhas mãos terem um sensorial muito sensível.

– Como assim?

Tae hesitou, mas quando ele olhou para Jungkook e percebeu que ele fazia aquelas perguntas de maneira pura e inocente, ele ficou à vontade para falar, algo que é muito, MUITO difícil de se acontecer.

– Quando eu descobrir que tinha germofobia, lavei minhas mão com água muito quente, então quando minha pele se regenerou, ela cresceu com uma camada mais fina de pele. Portanto, eu tenho alergias a muita coisa, e quando eu toco em algo, eu consigo sentí-lo com muita intensidade... É algo bem legal.

– Então toque no meu rosto, sua mão deve ser tão macia....

– É melhor não, Jungkook, eu não costumo tocar nas pessoas... É algo complicado, espero que entenda.

– Tudo bem, eu entendo... Mas eu posso tocar em você?

Novamente, Taehyung ficou hesitante, mas havia algo dentro dele que queria dizer: sim, pode tocar em mim; mas aí a confusão dizia: por que ele, Taehyung? Tem realmente certeza que pode confiar? Por que só com ele você é assim? As coisas começaram a se misturar de uma só vez em seus pensamentos, então Taehyung fechou os olhos e respirou fundo... Voltando a encarar Jungkook novamente.

– É...acho que pode, por mais que eu esteja confuso e apreensivo com relação à minha decisão e-...

Jungkook nem esperou Tae terminar de falar, ele apenas esticou um pouco o braço e com a costa da mão direita acariciou as maçãs da bochechas de Taehyung com movimentos automáticos... Logo ele foi descendo a mão e usava o dedo indicador para continuar acariciando o rosto macio e quentinho que Tae tinha.

– Você é bonito, Taehyung. – Disse Jungkook, levando sua carícia até o queixo dele. 

– Você e gelado, Jungkook.

Os dedos de Jungkook passaram lentamente pelos lábios de Taehyung e nesse momento uma espécie de descarga elétrica não intensa atingiu Jungkook em cheio, e fez seu corpo tremer internamente, como se ele tivesse levado um choque.

– OK, vamos dormir. – Disse ele, voltando a virar de costas para Tae.

– Boa noite, então. – Disse Taehyung.

– Boa.

Jungkook não percebeu, mas seus toques fizeram Taehyung ficar intensamente arrepiado...

 O coração do mais velho estava diferente... Ele estava quente novamente e aquela sensação era boa demais para ele, por mais que fosse provacada por um alguém. 

"– Por que tá sendo você, Jungkook? – Pera, o que eu tô dizendo? OK, durma, Taehyung. "


Notas Finais


É ISSO MEUS AMORES!

Aiiii, eu fico tão gay com essas coisas, nossa!
Taekook é perfil. É isto.

QUERO VER COMENTÁRIOS, HUM?


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