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História Sintonia (Vkook - Taekook) - Capítulo 22


Escrita por:


Notas do Autor


Olá, meus bombons. Como vão? Espero que muito bem.

Bom, quero me desculpar pela imensa demora, mas é que fui assaltada e levaram meu notebook, aí tive que reescrever a história, na verdade, foquei mais em continuar de onde paramos, pois os primeiros eu já tinha postado aqui, então tive uma segurança maior... Enfim, o importante é que eu pude trazer a vocês um capítulo novo.

NOSSSSAAAA, 205 FV? MDS, CÊS SÃO MUITO MARAVILHOSOS. SÉRIO.
EU TENHO UM IMENSOS CARINHO POR TODOS, DE VERDADE. Vocês são a razão de eu virar algumas madrugadas escrevendo, e não reclamo, pelo contrário, agradeço ao papai do céu por ter vocês na minha vida, principalmente umas, em especial. Então é isso. Vamos apreciar mais um cap...

AAA, só pra deixar alguns curioso: logo, logo terei uma novidade, e, de acordo com minha opinista (acho que essa palavra não existe), acho que vocês gostar... (Ela gostou, né)

Querem conversar comigo? Sigam no tt MTjikook, sou a única pessoa com esse usuário, juro.
Usem a tag #Sintonia, assim poderemos interagir e vocês falam sobre a fic. Espero vocês lá. OBRIGADAAAAA 😍💜

Capítulo 22 - Brócolis


Soojin estava sozinha, sentada perto de um canteiro de rosas e com os olhos borrados por seu lápis de olho preto, olhando o céu e exibindo uma expressão bem tristonha. 

– Oi? Você está bem, moça?

– Ah, oi... Sim, eu estou bem – Soojin levantava-se e pegava sua bolsa, limpando o máximo que podia seus olhos.

– Hã, moça... Sei que sou um estranho, mas tem certeza que não precisa de ajuda?

– Na verdade, você tem cinco minutos? – o rapaz assentiu, sentando-se com ela em uma mesa de lanchonete perto do canteiro que ela se encontrava.

Soojin sentou-se e pôs a bolsa em cima da mesa, pegando um espelho e limpando novamente seus olhos, tentando parecer mais apresentável aos olhos do bonito rapaz à sua frente. Ele checou a hora no relógio e pediu dois cafés bem quentes, acompanhados de torradas de chocolate. Soojin sorriu e se perguntou por onde deveria começar.

– Sei que está apreensiva, mas se quer conversar, sugiro que comece por aquilo que lhe fez chorar, hum? – sorria ele, gentil. 

– Sim... Primeiramente, obrigada por me ouvir. Mal nos conhecemos e você se propôs a me ajudar... Isso é bonito.

– Obrigado. Apenas tento pagar meus pecados ajudando sempre que posso. 

– Ouvindo pessoas estranhas? 

– Não. Dizendo a elas como devem prosseguir.

– Acha que pode ajudar?

– Acha que eu posso lhe ajudar?

– Acho...que sim. 

– Ótimo. Então comece desde o início, se é que me entende. 

Soojin assentiu e sorriu, relaxando os ombros para trás e voltando a olhar para o rapaz à sua frente, que a olhava com calmaria e simplicidade.

– Bem, tudo começou há uns dois anos quando eu comecei a namorar um rapaz chamado Jeon Jungkook. Ele foi o meu primeiro homem, de verdade. Eu sempre gostei dele, desde a primeira vez que o vi lutando boxe... Aí eu me apaixonei. Depois de um ano mais ou menos, tivemos a confraternização dos cursos e eu fui... Jungkook ficou bêbado e acabou se interessando por mim. Nós passamos à noite juntos e depois meu pai o obrigou a namorar comigo, e durante dois anos nós fomos felizes. Eu o amo.

– Foram? Terminaram? – perguntava o rapaz, tomando finamente um gole de café. 

– Sim. Nós terminamos recentemente, mas acabamos voltando e... Acho que agora terminamos de novo. Jungkook está gostando de outra pessoa e isso me destrói. Não sei o que fazer.

– Que tal começar aceitando que Jungkook é apenas um capricho. Ao que vejo, você gosta dele sim, mas não o ama. Você nuca dormiu com ele, não é? Durante esses dois anos que passaram juntos, nunca dormiram juntos.

– Como... Como você...? – ela arregalou os olhos. 

– Soojin, você olhou treze vezes para o lado e para suas mãos enquanto contava essa parte da história. Não olhou nos meus olhos nenhuma vez. Jungkook nunca dormiu com você, não é? Foi tudo armado para você o ter. Estou certo?

– Você é algum tipo de psicopata? Isso é algum tipo de pegadinha? Quem te contou tanto sobre mim? Foi a Minie, minha irmã?

– Ninguém me disse nada, foi apenas você.

– Não... Você, você é algum tipo de psicopata. Eu vou embora – disse irritada, e muito frustrada. 

Soojin apanhou sua bolsa com agressividade e rapidez, saindo apressada da pequena lanchonete sem tomar o café ou comer alguma daquelas torradas. Edward continuou sentado, tomando seu café e comendo algumas torradas, sem se preocupar com o que acontecia ao seu redor.

– Edward... Finalmente eu achei achei você! 

– O que quer, Jackson? Você me deu folga hoje, lembra?

– Eu sei, eu sei... Mas você sumiu e não disse aonde ia.

– Desculpe, mas é que ficar trancado naquela mansão não é muito divertido.

– Você não foi vê-lo... Não é? Edward, você prometeu.

– Não, eu ainda não fui vê-lo, mas em breve irei.

– O que conversamos, irmão? Você disse que ele era passado, que havia superado tudo. Por isso eu te trouxe, por isso fui embora com você.

– Não se preocupe, não vou cometer os mesmos erros. Continue com seu trabalho no hospital, não darei trabalho. Eu prometo.

– Certo, Edward. Vamos embora.

Edward levantou-se, pagou a conta e eles seguiram para fora, um ao lado do outro. Jackson Wang e Yo-hoo Edward eram meio irmãos, criados pela babá desde os cinco anos. Ambos tinham a mesma idade, pois seu pai tinha um caso com uma outra mulher no mesmo tempo que casou com a mãe de Jackson. Jackson era o filho legítimo, possuindo o sobrenome do pai na certidão de nascimento, então Edward possuía apenas o nome da mãe, que morrera quando ele tinha um ano e meio em um acidente doméstico. Quando Jackson tinha três anos, sua mãe se separou de seu pai e o deixou junto com o mesmo, depois disso ele começou a ser criado pela babá, que tornara-se sua mãe até nos dias de hoje. Edward odiava o pai. Convivia com ele apenas por obrigação, pois, para ele, a morte de sua mãe era culpa dele... Desde muito jovem, ele começara a ter problemas de vícios. Primeiro foi álcool; depois cigarros e por último, jogos de azar. A família de Jackson não era extremamente rica, mas tinha um padrão de vida bem alto, por mais que Edward tivesse posto-a em estado de falência.

Sendo assim, desde muito pequenos, os meninos se uniram. "Irmandade acima de tudo". Esse era o lema deles, não importava o que acontecesse... Sempre seria Jack e Ed. Sempre. Atualmente, o pai de Jackson estava bem longe deles, praticamente do outro lado do mundo, mas os meninos não sentiam falta, então tudo estava em seus devidos conformes: voltaram a morrar juntos, sua babá agora vivia junto deles e como dona da casa onde moravam, sendo a mãe que eles nunca de fato tiveram. 

...Jackson e Edward caminhavam lado a lado, sorrindo e conversando assuntos diários, comunais. Edward contava como ia o tratamento contra seus vícios enquanto Jackson dizia que o trabalho no hospital estava indo super bem, e que a qualquer momento ele poderia ser promovido a  médico superior, algo que ele almejava muito.

– Hã, me diga, Ed, o que realmente fazia naquela lanchonete?

– Esbarrei com uma moça que precisava de ajuda. Sabe, ela namorava um rapaz com o mesmo nome do amor da sua vida – Edward sorria, debochado.

– Não seja palhacinho. Isso foi há muito tempo.

– Enfim. Ela terminou com ele e não sabia o que fazer... Eu apenas lhe dei à direção.

– Virou bom samaritano agora? Quem diria.

– Na verdade, isso faz parte da terapia. E outra, como eu serei um bom psicólogo sem testar meus conhecimentos e técnicas, não é?

– Uhum, sei. Vamos embora.

Jackson entrou no carro e quando Edward abriu a porta do passageiro, avistou alguém muito importante de longe... Ele ficou paralisado e olhava freneticamente para frente, abrindo um sorriso enorme.

– É ele... Jackson, é ele! 

Jackson saiu do carro apressado e olhou para frente, vendo Hoseok entregar um ticket para o segurança de um restaurante luxuoso, sendo acompanhado por um garoto baixinho... Cujo Edward pôde se lembrar imediatamente, fechando o sorriso e adentrando agressivamente no carro.

– Vamos embora – disse ele a Jackson.

– Ainda gosta tanto assim dele?

– Vamos. Embora – disse ele, pausadamente.

Jackson arqueou as sobrancelhas e ligou o carro, evitando olhar a expressão séria do irmão, que, muitas das vezes, chegava a ser assustadora.

[…]

Hoseok havia levado Yoongi a um de seus restaurante favoritos, mas o baixinho não se sentia nada à vontade por está em um lugar onde as pessoas mastigavam dinheiro e bebiam suco de moedas para ajudar na digestão. Hobi estava animado, pois havia reservado uma mesa e sabia que Jimin e Namjoon não entrariam por aquela porta para atrapalhá-lo novamente. Yoon olhava tudo e sentia-se super desconfortável pelo jeito com que as pessoas dali o olhavam, ainda mais  por está ao lado de Jung Hoseok.

– Hoseok, tem certeza que não podemos ir comer em outro lugar? – sugeria Yoongi, coçando atrás da nuca. 

– Por que, amor? Não gostou daqui? – Hoseok entrelaçou seus dedos nos de Yoongi, fazendo o baixinho corar.

– É só... Essas pessoas. Elas me olham como se eu-...

– Fosse um desconhecido. É apenas isso. Sabe, esse restaurante é visitado pelas pessoas mais famosas da Coréia, então, para eles, você é um estranho, pois ninguém te conhece. Não se preocupe, está tudo bem.

– Espero que sim.

Os meninos assentaram-se e pegaram os cardápios. Yoongi tentou se esconder atrás do mesmo e quase conseguiu, só não teve mais êxito porque não conhecia nenhum daqueles pratos finos e exóticos.

– Hã, Hobi... Você pode traduzir essas coisas pra mim? Eu não conheço nenhum desses pratos – dizia ele, falando por cima do enorme cardápio, arrancando um sorriso do namorado.

– Oi, Hoseok, tudo bem? – uma moça muito bonita e de aparência exacerbadamente fina apareceu na frente da mesa deles, abrindo um enorme sorriso ao ver Hoseok.

– Ah, Hyuna... Quanto tempo, não? – disse ele, sorrindo forçado.  

Hoseok levantou para cumprimentá-la, dando um abraço na mesma, e ela aproveitou para marcar a bochecha dele com um glos labial brilhante cor vinho. Hobi ficou apreensivo, pois não esperava tal atitude dela... Não assim, de repente.

– Ah, esse é Min Yoongi, meu-...

– Amigo – disse o baixinho, esticando a mão para ela.

– Ah, sim. Prazer, querido – sorria, forçada. – Desculpe parecer intrometida, mas se importariam se eu me sentasse à mesa junto de vocês?

Yoongi olhou para Hoseok de maneira estranha e desconfortável, mas obviamente que ele não iria dizer não, então Hobi assentiu e a mulher colocou a bolsa que custava mais caro que o restaurante inteiro em cima da mesa, sentando-se com extrema delicadeza e classe. Logo o garçom se aproximou deles e pediu para anotar os pedidos, olhando para eles e esperando alguém se pronunciar.

– Eu quero Fondue Chinês, por favor – disse Hoseok, certeiro.

– Eu vou querer Frittatta de Lagosta, por gentileza – disse Hyuna.

O garçom desferiu um olhar para Yoongi, que olhava desesperado para Hoseok, sem nem ter a preocupação de disfarçar. Hyuna percebeu e deu um sorriso debochado e desdenhoso, então pegou o celular para tirar fotos.

– Um FleurBurger 5000, por favor – disse Hoseok, olhando para Yoongi.

O garçom assentiu e, assim que ele se retirou, Hyuna agarrou o pescoço de Hoseok e começou a tirar fotos com ele, beijando a bochecha de Hobi e fazendo várias poses exageradas. Yoongi olhava aquilo e queria sair daquele lugar o mais rápido possível, ainda mais, porque, ele começou a pensa que não se encaixava naquele antro de ricaços. E, para completar, ainda tinham olhares preconceituosos sob ele, já que se encontrava estava ao lado do filho de estilistas extremamente famosos. Yoongi começou a pensar que não servia para Hoseok, e que nunca conseguiria seguir aquele padrão de vida cheio de luxo e mais luxo.

– Yoongi, tudo bem? – perguntava Hoseok, preocupado.

Yoon apenas sorriu fechado e virou o rosto, tomando um pouco de água para ajudar a engolir todo aquele desgosto que estava sentindo. Hyuna pediu licença para ir ao banheiro, ou ao toalete, como ela havia dito. Hoseok sentou-se em uma cadeira mais perto de Yoongi e segurou na mão dele, olhando-o bem nos olhos.

– Por que está chateado?

– Sério mesmo que você pergunta? Hoseok, eu não me encaixo nesse lugar. Eu nem sei que tipo de comida vou comer. Essa tal de, Yiuna, Hyuna... Sei lá, ainda faz questão de mostrar que é melhor que eu até sentando-se.

– Eu te entendo, mas uma parte é culpa sua, Yoongi. Você nem me deixou dizer que éramos namorados.

– Pra quê? Pra ela olhar pra mim e rir, como vem fazendo desde a hora que chegou? Não. Obrigado. – Yoongi virou o rosto, cruzando os braços.

– Se não queria sair comigo, era só ter dito – Hoseok levantou-se e voltou a sentar no seu lugar, também virando o rosto e tomando um gole de vinho.

Yoongi o olhou incrédulo e deixou a taça com água em cima da mesa, pegando seu celular de cima da mesma e levantando-se. Na mesma hora, Hyuna voltou à mesa e arqueou as sobrancelhas, não entendendo o que estava acontecendo. Hoseok levantou-se também e segurou o braço de Yoongi.

– Ei, onde você vai?

– Embora. E não tente me impedir.

– O que está acontecendo? Por que você não espera o jantar? – indagava Hyuna, parecendo irônica.

– Porque se eu comer olhando pra você, com certeza terei uma indigestão. Boa noite, Yuna.

Yoongi puxou seu braço e seguiu em direção à porta, pedindo de maneira nada educada para o porteiro abrí-la. Hoseok deu a volta foi atrás dele, passando apressado pela porta e recebendo vários olhares julgadores das pessoas que se encontravam lá dentro.

– Yoongi, espera... Não faz assim.

– Hoseok, me deixa, tá? Volta lá pro seu mundinho e fica com sua famosa.

– E quem disse que eu quero ela? Por que está... Espera! Você está enciumado? – Hoseok sorria, tentando melhorar o clima. 

– Quem me dera fosse só ciúme – disse o baixo, triste e sério.  

Yoongi acenou e um táxi parou bem ao seu lado, abrindo a porta para ele entrar.

– Yoon... Não faz isso – Hoseok segurava o braço dele, encarando-o.

– Boa noite, Hoseok.

Yoongi adentrou naquele carro sem nem olhar para trás, fechando a porta e pedindo para o motorista seguir. Hoseok ficou parado na frente do restaurante e via o carro se afastar, bagunçando os cabelos e respirando fortemente pela boca. Hyuna apareceu e segurou no antebraço dele, acariciando seus cabelos avermelhados.

– Tudo bem, depois vocês se acertam. Vamos voltar.

Yoongi seguia desolado dentro do táxi, pensando em inúmeras coisas que poderiam acontecer. Ele revisou várias vezes se havia feito a coisa certa, ou se a culpa de tudo havia sido mesmo dele, como sempre acontecia. A insegurança estava sentada bem ao seu lado, dizendo que Hyuna era mil vezes melhor e com certeza era a pessoa certa para Hoseok, enquanto ele era apenas um garoto que estava se formando e tinha uma família praticamente falida. Um ninguém que nunca chegaria a ser alguém suficiente para aquele ama. 

O coração de Yoongi estava sendo amassado, cortado, triturado e cremado... Tudo ao mesmo tempo, sem dó sem piedade. O motorista percebera que ele estava pensativo e muito triste, então parou o carro devagar e chamou Yoongi, que viajava no seu mundo de decepção.

– Rapaz? Está tudo bem?

– Sim, sim. Algum problema?

– É que... Você não me disse para onde iria.

– Ah, desculpe. Me leve até o centro de Seoul, bairro solenidade.

– Hum, você vem de uma família bem antiga, não é?

– Como sabe?

– Só moram naquele bairro as primeiras famílias coreanas.

– Ah, sim... Minha família é realmente antiga – Yoongi sorriu fraco.

O motorista sorriu e seguiu para onde Yoongi havia pedido. O menino ainda estava muito triste e dilacerado, mas iria suportar tudo sozinho, como sempre fazia.

[…] Quase uma hora depois, o táxi parou bem na frente da casa de Yoongi, que estava bem escura e com a grama muito alta. O baixinho pagou o taxistas e o mesmo lhe disse que tudo ficaria bem, embora ele não soubesse de nada. Yoon agradeceu e deu um sorriso menos pior, seguindo em direção à sua casa e respirando fundo antes de bater na porta, mas acabou que ele precisou se dar ao trabalho, pois seu pai estava saindo no momento.

– Oh, Yoongi. Que surpresa – disse seu pai, olhando-o assustado e nem um pouco surpreso. – O que faz aqui uma hora dessas?

– Vim ver a mamãe.

– Hum. Ela está lá em cima com a enfermeira, não a aborreça.

– Não se preocupe, senhor Min.

Yoongi, por mais que estivesse curioso, não perguntou aonde o pai iria, apenas deu de ombros e adentrou em sua casa, ligando as luzes de fora e ativando o alarme de segurança. Ele notou que tudo estava bagunçado e que havia uma empregada jovem limpando tudo, e já era bem tarde da noite.

– Ei, o que faz aqui uma hora dessas? – a menina não respondeu, apenas continuou limpando. – Hã, moça, você pode ir dormir... Isso não é mais hora de serviço.

– Desculpe, mas seu pai me pediu para limpar tudo.

– Não se preocupe com ele. Vá dormir, não tenha medo. A propósito, o que houve com a casa?

– Não sabemos. Quando trouxeram a Sra. Min de volta a casa já estava assim, revirada.

– Certo... Hã, já pode ir dormir, não se preocupe com meu pai.

– Obrigada.

A menina sorriu e se retirou, fazendo reverências a Yoongi, que sorriu fechado e seguiu até o quarto de sua mãe, notando que ele estava fechado, mas bem claro. Ele bateu na porta e enfermeira atendeu, sorrindo simpática pare ele.

– Olá, como posso ajudar?

– Queria ver minha mãe, por favor.

– Desculpe, mas agora ela está sob efeito de medicamentos e não poderá lhe ouvir.

– Quando ela acorda?

– Talvez amanhã. Sua mãe corre o risco de entrar em coma, seu pai não lhe disse?

O celular de Yoongi caiu de sua mão. Ele arregalou os olhos e ficou mais pálido que o normal.

– Seja sincera, quais as chances da minha mãe?

– Se ela for operada o mais rápido possível, com certeza a Sra. Min conseguirá sobreviver... Mas...

– Mas?

– Mas se ela esperar muito tempo, o tumor pode tomar conta de todo o cérebro, fazendo-a ter uma paralisia cerebral. Mas claro que seu pai dará um jeito.

– Eu creio nisso – disse ele, nada crédulo. 

Yoongi sorriu para a enfermeira e foi até seu quarto, sentindo-se pior do que chegou. Ele havia pego o celular que caíra no chão e o acendeu, olhando a hora e pensando se ligaria ou não para Hoseok... Mas preferiu não atrapalhar o jantar dele, então bloqueou o celular e o deixou ao lado de sua cama, em cima do criado do mudo.

– É, Yoongi... A sua vida tá uma beleza.

O garoto tirou suas roupas e foi tomar um banho, e quando ligou o chuveiro, seu celular tocou... Era Hoseok, mas o som da água inibia a sonoridade do aparelho, impedindo que Yoongi ouvisse-o tocar.

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A mãe de Taehyung já havia deixado-o em sua residência, agora ela levava Jungkook até o caminho de sua casa, contudo ele tinha outro rumo e alguns planos para essa noite.

– Sra. Aisha?

– Sim, querido?

– Me deixe próximo a avenida 9¾, eu preciso resolver umas coisas.

– O que vai fazer lá? É um lugar tão perigoso.

– Minha mãe mora nas proximidades e quero vê-la hoje.

– Ah, eu pensava que você era filho de Patrícia.

– Deus me livre! ...Digo, não. Não sou.

Aisha o olhou pelo espelho que ficava um pouco abaixo do teto e tornou a dirigir, mas antes ela parou o carro e pediu para Jungkook sentar-se na frente, ao lado dela. Jeon, mesmo apreensivo, atendeu ao pedido que mais parecia uma ordem de vinda dela. Aí, sim, ela pôs-se a dirigir novamente.

Durante o trajeto, Jungkook se perguntou se iria mesmo ir a essa corrida, pois ele sabia os riscos que iria correr caso seu pai descobrisse... Então ele refletiu se valia mesmo a pena. No entanto, por  mais que no fundo ele soubesse que isso era irrelevante, ele queria. Jungkook precisava correr para liberar tudo que o sentia... Seja felicidade ou tristeza. Aquela era a forma de ele por tudo pra fora, entendem?

– Por que está tão pensativo? – Aisha quebrava o silêncio.

– Sinceramente? Eu me sinto estranho... Estou feliz, mas no fundo me sinto mal.

– Por quê? Você e Taehyung brigaram?

– Não, que isso... Pela primeira vez nós estamos bem de verdade. É só...  Meu melhor amigo. Ele tá bravo comigo e eu o entendo perfeitamente. Sabe, sra. Aisha, será mesmo que vale a pena magoar as pessoas por pensar em si mesmo?

– Aisha ri soprado – Ah, meu caro. A felicidade é algo doloroso, sabia? Nem sempre ela te proporciona algo que farão as pessoas ao seu redor felizes. Às vezes, ela pode ser mútua, às vezes não, entende?

– Acho que sim...

– Mas, respondendo a sua pergunta: eu acredito que valha a pena, sabe por quê? Porque a felicidade não acontece sempre. Muitas das vezes, elas demoram anos até aparecer de verdade. Não é por que você sorri, que significa está feliz; a verdadeira felicidade é algo que nós não sabemos descrever. Ela é complicada, complexa... Assim como o amor. O que nós, seres humanos, sentimos mesmo é alegria. A alegria te faz sorri, chorar até... Mas ela passa. Já a felicidade não, ela vem quando você menos espera e quando a sente, não sabe explicar. Aí, vocês jovens dizem: "Nossa, eu estou muito feliz por ganhar meu primeiro carro", mas quando o tempo passa e você enjoa dele, o que acontece?

– A felicidade acaba...

– Isso mesmo. Então, Jeon Jungkook, o que é a felicidade?

– Algo que não sabemos explicar... E que nunca passa.

– Isso. Aí eu pergunto a você: vale a pena deixar de ser feliz por que você não deixou os outros felizes? A felicidade é quase como o amor, a diferença é que ela pode acontecer mais de uma vez, porém é limitada. – Chegamos – sorriu ela.

– É, chegamos. Bom, então eu vou indo. Boa noite.

– Ah, Jungkook... Cuidado, não corra em alta velocidade. Boa noite.

– A Sra... Sabe?

– Não existe nada que eu não saiba nesta cidade, meu caro. Só lhe aconselho a não fazer isso sempre, e trazendo o meu filho como fizera uma vez. Até amanhã.

Aisha fechou a porta do carro e deu partida, deixando Jungkook na rua que dava acesso direito a via que eles disputavam os rachas. Jeon adentrou no beco e começou a cumprimentar todos que estavam lá, sendo bem recebido e sentindo-se realocado. O dono da oficina que ele trabalha estava lá, sentado em seu camarote enquanto os outros chefões chegavam. Ele logo avistou Jungkook e o chamou, saindo de sua cadeira mega confortável e seguindo na direção dele, abrindo um grande sorriso e os braços.

– Jungkook-ssi! Meu menino de ouro. Quanto tempo, não? Agora que enriqueceu não fala mais com os velhos amigos.

– Desculpe, eu não tive tempo – sorriu ele, abraçando o chefe. 

– Sim, sim, eu compreendo. O importante é que você veio hoje e lutará por nós. Tragam o carro dele! O Coelho da Playboy vai correr hoje!

Os outros chefes menores que acompanhavam o antigo de chefe de Jungkook deram um "uhuuuuu!", indicando que a vitória seria dele. Os outros chefões o olharam com desdém, chamando seu melhor corredor e cochichando no ouvido deles, que para o azar de Jungkook, um deles era Cho, um inimigo antigo que sempre disputava corridas grandes.

– Chefe, qual o prêmio de hoje? – Jungkook olhava ao redor e notava que haviam muitos camarotes, com muitos caras que usavam de correntes enormes de ouro a dentes que valiam mais que cada carro ali presente.

– Não muito, só a oficina do Fang.

– Só? O prêmio é a segunda maior oficina desse bairro?

– Ah, Coelho, não seja dramático.

— PREPAREM SEUS CARROS! — Anunciava o narrador da corrida.

– Se prepare, Jungkook. Vamos, vá vestir seu equipamento.

Jungkook estava começando a hesitar em participar, pois ele sabia que após isso, iria ter uma baita confusão caso os perdedores tivessem mesmo que entregar seus oficinas. Jeon tirou a roupa da escola e vestiu blusa preta de gola alta, óculos preto escuro, calca jeans rasgada e passou os dedos no cabelos, olhando-se no espelho e ajustando o brinco.

– A princesa está se preparando, hum. Que linda.

Sempre que havia corridas, os grandes chefões deixavam galpões alugados para que seus corredores pudessem se arrumar com dignidade, e todos geralmente pareciam com vestiários de futebol. Jeon olhava-se no espelho quando Cho apareceu atrás de si, procurando irritá-lo.

– Veio me ver ganhar, Cho – Jungkook passava perfume.

– Ver você ganhar? Hum, acho que não. Hoje quem vai comer poeira será você, coelhinho.

– Eu não teria tanta certeza, afinal eu sempre ganho de você – Jungkook pôs suas luvas de corrida. – O que realmente veio fazer aqui, em?

– Meus chefes. Eles perguntaram quanto você quer pra correr no nosso time.

– Jungkook riu soprado e olhou para Cho, desdenhoso – eu nunca vou correr no mesmo time que você. Nunca.

– Qual é, Jungkook! Sente tanta raiva assim de mim? Eu nunca fiz nada pra você. Pelo contrário, você quem traiu a nossa turma.

– Eu me libertei, é diferente.

– Na verdade você achou que podia ser melhor que nós. Mas, no fundo, bem lá no fundo mesmo, você é tão podre quanto a gente, Jeon Jungkook. Lembra do dia formatura? Pois é, era você quem estava lá comigo. Você me ajudou.

– É mais-...

– Mais nada, Jungkook. Aquele simples ato não apaga o restante das coisas que fez. Então, não quero mais perder tempo com você. A corrida começa em cinco minutos.

Cho virou de costas e Jungkook armou o soco, mas ele não era covarde a ponto de bater nele pelas costas, então Jeon relaxou e respirou fundo.

Depois de quase cinco minutos lutando contra a sua raiva, Jungkook foi obrigado a sair do galpão, pois a corrida já estava sendo anunciada. O staff dele lhe entregou a chave de sua máquina de correr, dando-lhe uma garrafa d'água para ele levar. Jungkook assentiu e agradeceu, adentrando em seu carro e logo enfiando a chave no painel.

Os corredores levaram os carros até a faixa que também era linha de chegada e ligaram os motores, fazendo-os ranger, mostrando seres os donos da parada. O narrador começou fazer a contabilidade, contando de cinco a um. Quando a contagem terminou, três carros deram partida. Todos aceleravam ao máximo e tentavam passar um dos outros, mas havia um carro que se saia melhor que o de Jungkook e Cho, mas logo o coelho conseguiu passar na frente do rival, porém não passou na frente de um carro preto laminado, com detalhes rosa néon e um adesivo escrito "Kill this love"; Jungkook estava curioso para saber quem era, e por que estava na corrida já que a disputa era apenas entre dois chefes. Jeon acelerou mais o carro e a roda dele pareceu ranger, o que preocupou o Coelho, mas isso não o impediu de continuar. O carro anti-amor estava se aproximando da linha de chegada; Cho estava quase esbarrando no carro de Jungkook, contudo ele conseguiu mudar a direção e cerro seu carro junto ao que estava na frente, chegando a velocidade máxima de aceleração e finalmente conseguindo ultrapassar o carro anti-amor. Jungkook passou na frente, mas o logo o outro se recuperou e seguiu ao seu lado, disputando para ver quem chegaria primeiro a linha de chegada... No entanto, faltavam menos de dois metros e o carro de Jungkook tinha à frente maior, então obviamente ele chegaria alguns milésimos adiantado. Dito e certo. Por mais que ambos estivessem cerrados, Jungkook chegou primeiro na linha de chegada.

Os chefões da oficina que Jungkook trabalhava deram uma salva de palmas para ele, em seguida atiraram fogos de artifício para o alto. Jeon saiu do carro e entregou as chaves ao seu staff, que lhe deu um aperto de mão e um abraço de ombros; ele seguiu na direção do seu ex chefe, mas logo ele foi parado agressivamente por uma garota. Uma garota muito bonita e bem equipada.

– Isso não foi justo! Passamos ao mesmo tempo na linha de chegada – ela agarrou com força a camisa de Jungkookm

– Passamos? Você é a pessoa que estava no carro anti-amor? Uma garota?

– Machista! – ela larga a camisa dele e fez expressão de ofendida. – E daí se sou uma garota? Agora nós mulheres não podemos gostar de corrida, é?

– Não foi isso que eu quis dizer, é...?

– Jennie. Meu nome é Jennie – ela retirou a peruca loira que usava como "vestuário" e exibiu um cabelão preto. Jungkook odiava admitir, mas ele a achou muito bonita.

– OK... Jennie. Se quer reclamar, vá até os jurados.

– Pra quê? Você é o Coelho da Playboy, eles te veneram. Não adianta.

– Bom, se você quer o prêmio, eu posso te dar.

– Acha que eu quero dinheiro? Eu não corro por causa dele. Eu não preciso de dinheiro.

– Certo. Já entendi – Jungkook revirou os olhos. – Você é apenas mais uma patricinha rica que curte aventuras noturnas e perigosas só pra chamar atenção. Acertei?

– Vai à merda.

Jungkook sorriu soprado e revirou os olhos novamente, vendo ela se afastar e ligar seu carro, o que ele achou estranho pois todos os corredores tinham staff. Jeon preferiu não pensar na garota, ou sobre a garota; ele apenas foi comemorar e ser paparicado junto de seus amigos de oficina.

Jungkook era o vencedor, mas ele não contava que acabaria atraindo a ira de muitos chefões dali. Jeon Jungkook agora era considerado uma ameaça a eles... E sempre que isso acontecia, o final era trágico.

– Jungkook, meu filho. Você foi esplêndido, garoto! Quando podemos marcar a próxima? 

– Não sei, hyung. Acho que vou me aquietar por enquanto.

– Que isso. Você não pode parar agora. Temos outras oficinas pra conquistar.

– Sinto muito, mas não tenho tanto tempo mais... Porém, sempre que precisar de mim para uma corrida MUITO importante, me avise. Eu dou um jeito de vir.

– Aeeeeee! Esse é o meu garoto. Agora vamos embora, antes da polícia chegar.

Ninguém havia visto, ninguém sabia, mas do outro lado da pista havia um paparazzi que fotografava Kim Jennie, irmã de Kim Namjoon, que era filho de um dos maiores magnatas de Seoul... O ruim era que provavelmente, essa foto sairia no jornal, e Jeon Jungkook estava nela.

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Taehyung chegou à sua casa e logo sentou-se no sofá, olhando na direção da janela, especificamente para cima, para onde ficavam as estrelas. Ele não percebeu, mas Evangeline estava lá, olhando-o de longe e sorrindo, enquanto Taehyung dava sorrisos bobos ao lembra a surpresa que Jungkook fizera para ele... Foi algo tão bonito, tão diferente. Tae não sentia seu coração disparar, seu corpo arrepiar, nada. Ele apenas sentia Jungkook. O toque, o beijo, o cheiro e até mesmo o sorriso. Seu coração parecia ficar quente, como se o sangue estivesse bombeando rápido demais; Tae sentia uma coisa nova... Mas não era necessariamente amor, talvez um início de paixão, porém... Acima de tudo, ele sentia-se bem. Sentia-se contente com o que sentia por Jungkook, era algo sem uma descrição exata... No entanto, Taehyung poderia descrever que o quê ele sentia por Jungkook era algo bem parecido como quando ele arrumava suas coisas e percebia que tudo estava em perfeita harmonia. Cada cor no seu lugar, cada azulejos perfeitamente colocado... Tudo bem organizado. Era assim que Tae se sentia. Era assim que seus sentimentos estavam: reorganizados.

Depois de alguns minutos pensando sobre essas coisas, Tae decidiu tomar um banho, enquanto ouvia 11 minutes e Be happy, para relembrar a sensação que vivera duas vezes ao ouvir essa música, 11 minutes, especificamente. Uns trinta minutos depois, Taehyung saiu do banheiro e colou uma roupa extremamente folgada e confortável; sentou-se em sua cama, mas logo jogou-se nela, esticando as costas e se perguntando por que elas doíam tanto. Tae apanhou o celular que trouxera consigo do banheiro e ficou tentado a mandar uma mensagem a Jungkook, mas ele lembrou-se que não tinha o número dele, então agradeceu aos céus pois se achou um idiota por querer mandar um "boa noite. Durma bem" ao seu mais novo... Como ele poderia chamar Jungkook? Talvez crush fosse o termo correto, por mais que soasse estranho. Taehyung revirou os olhos para si mesmo e resolveu olhar seu perfil nas redes sociais, e assim que ele abriu twitter, imediatamente as notícias começaram a aparecer. A princípio, aparecia sempre a mesma coisa, mesmas fotos, mas com especulações diferenciadas. Tae não queria lê-las, então arrastava o dedo frenético, ignorando-as... Contudo, uma das postagem tinha a foto aproximada e Taehyung percebeu que o garoto parecia muito Jungkook, ao lado de uma mulher loira. Ele sacudiu a cabeça e passou novamente o post, achando que estava tendo paranóias... Sobretudo, havia algo que lhe incomodava, na verdade, ele não havia tirado a imagem da cabeça, então resolveu dar uma lida no que dizia todos aqueles inúmeros posts relacionados a tão polêmica imagem.

"Flagrada no meio de uma corrida ilegal, Kim Jennie, filha de um dos maiores magnatas da Coréia, usa disfarce para não ser reconhecida. O que será que ela fazia lá? Quem será o rapaz que ela segura pela camisa? Será um namorado misterioso? Bom, até agora ela não se pronunciou sobre o assunto".

Taehyung deu um zoom na foto que já havia sido aproximada por alguém que compartilhou o post, então ele analisou bem e as características, notando que eram todas as de Jungkook, por mais que não desse para ver exatamente o rosto dele, mas o físico... As expressões laterais e cabelo, além de a foto ter sido tirada em uma corrida ilegal. Tudo ali estava fazendo Tae ter certeza que era ele, até que ele passou para uma outra foto que não estava com zoom e pode analisar o carro no qual eles estavam encostados.

– Não pode ser... Eu não acredito que é mesmo você, Jungkook.

Tae aproximou a foto para ver o carro, então notou que havia um nome escrito na placa... O nome de corredor de Jungkook: Coelho da Playboy. Taehyung bloqueou o celular e o jogou em cima de seu criado mudo, sentindo-se agoniado com o que viu, sentindo seu corpo formigar e um princípio de raiva parecia se formar dentro de si, como um pequeno furacão. A frase "será um namorado misterioso" não saia de sua cabeça, o que aumentava seu sentimento diferenciado que ele nomeou de brócolis, que era algo ruim, mais que no fundo ele sabia que fazia bem.

– Tá certo, Taehyung... Você pode controlar o seu brócolis e continuar vivendo, como sempre fez.

Ele agarrou as cobertas com agressividade e se embrulhou de maneira bruta, bagunçando a dobra da cama e levantando-se para arruma-la, mas acabou bagunçando ainda mais e quis sentar no chão e chorar, porém ele levantou a cabeça, respirou fundo e voltou a arrumar a cama, que ficou novamente em perfeito estado.

– Você jura que vai tirar meu equilíbrio, Jeon Jungkook. Ah, mas não vai mesmo! 

Tae expirou e respirou fundo novamente, então voltou a deitar-se em sua cama cuidadosamente, evitando de bagunça-la pela segunda vez.  

Quase uma hora se passou e nada de Taehyung conseguir dormir. Ele estava de olhos bem abertos, olhando para a parede com uma expressão séria, pois ele ficou um tempo analisando o que estava sentindo... Fez um gráfico em sua cabeça e falou consigo mesmo durante uns dez minutos, e no fim ele achava que havia sentindo um princípio de ciúme, porém odiava essa palavra e preferiu ficar com brócolis, mesmo. Então, depois de descobrir o que de fato sentia, Taehyung virou para o lado e fechou os olhos, dormindo tranquilamente durante o resto da noite que lhe sobrara.

[…]

O despertador tocou e Tae já estava acordado e pronto para desligá-lo. À noite não fora ruim, mas ele não conseguira descansar como esperado, então acordou antes do esperado e foi olhando seu perfil, vendo as outras coisas que postavam... E, bem, na verdade, Taehyung pesquisou algumas coisas sobre a tal Kim Jennie, que, por sinal, possuía um pai podre de rico e poderoso, e que era inofensivo a sociedade, pois ele não tinha nenhum vinculo político; descobriu que Namjoon, um aluno da faculdade de Persona, era o irmão dela. Jennie era uma socialite bastante jovem, que aparentava não gostar da vida que levava, já que haviam históricos de tentativa de fuga do país e duas passagens na prisão por dirigir em alta velocidade.

No meio da pesquisa, Taehyung recebeu uma mensagem de num úmero desconhecido, na qual dizia "Bom dia, TaeTae"; ele hesitou em abrí-la, mas lembrou-se que esse apelido lhe fora dado por Estevan, irmão de Jungkook, então logo ele pode deduzir quem havia lhe enviado aquela mensagem. Tae abriu a mesma e revirou os olhos ao ver a foto de Jungkook no perfil, mas depois ficou observando-a por alguns minutos e a salvou.

– Só vou salvar pra ficar revirando os olhos sempre que você me fazer sentir brócolis – disse, sozinho e orgulhoso. 

Tae apenas visualizou e bloqueou o celular, seguindo para o banheiro de nariz empinado, como se Jungkook estivesse ali para vê-lo fazer tal expressão. Depois do tempo de sempre no banheiro, ele saiu de lá já vestido, pronto para pentear os cabelos e ajustar novamente a gravata, que sempre está perfeitamente alinhada. Hoje, Taehyung decidiu que iria usar luvas em cor amarronzada, pois, de acordo com ele, aquela cor estava combinando com seus olhos castanhos.

Ele ligou para o restaurante de comida e pediu um café da manhã repleto de coisas saudáveis: frutas, suco, biscoito e pães; mas, claramente, ele não iria comer tudo aquilo. Quando seu pedido chegou, junto a ele estava Shuhua, sorrindo simpática e logo adentrando, abraçando Tae e dando-lhe um beijinho na testa.

– Bom dia – disse ele, pegando as coisas do café da manhã.

– Bom dia, Tae. E, então, por que me ligou cedo hoje?

Taehyung hesitou, pois se sentiu envergonhado com o que iria dizer, mas ele sabia que poderia confiar em sua amiga irmã, então tudo seria mais fácil... Pelo menos era isso que ele pensava.

– Queria te contar uma coisa... É importante – ele esticou a mãos para indicar que ela deveria sentar-se.

– Importante? Hum, a coisa deve ser cabeluda, então – disse ela, sentando-se.

Taehyung sentou também e não conseguiu olhar diretamente nos olhos dela, mas respirou fundo, buscou toda a sua determinação e coragem, então finalmente  olhou nos olhos da amiga dizendo:

– Acho que eu gosto do Jungkook.

Shuhua estava mastigando um biscoito com suas bochechas avantajadas, porém quando ela ouviu o que Tae dissera, imediatamente ela parou a mastigação e olhou de forma assustada, mas seu rosto estava engraçado e com certeza Taehyung iria rir, mas ele estava nervoso demais para isso.

– Você... Você o quê?!

– Calma, não explode a minha casa, por favor... Eu consigo explicar – ele olhou nervoso para lado, se perguntando se sabia mesmo explicar. – Tudo começou já tem um tempinho, tipo, eu não sei dizer como aconteceu e nem quando. No entanto, ontem quando ele foi me ensinar a nada de novo, preparou uma coisa bonitinha, entende? Uma coisa meio romântica.

– Tá, deixa eu ver se compreendi: você acha que gosta dele porque ele fez uma coisa romântica pra você?

– Não é bem assim... Jungkook me faz sentir coisas boas, coisas bonitas. Eu não preciso fingir ser outra pessoa perto dele, não preciso mudar coisas que penso e muito menos fingir que gosto de coisas que não me agradam apenas por educação. Ele faz eu me sentir bem, me sinto à vontade quando estou perto dele e acho que é recíproco.

– Mas e a coisa toda de "eu não quero sentir nada por ninguém. Ninguém vai mudar quem eu sou", quando você perdeu esses conceitos?

– Eu não perdi, apenas me abri a um sentimento.... Você não entende o quanto eu queria saber como é sentir algo romântico por alguém, mas as pessoas são comuns, todas são praticamente iguais em tudo, Shuhua. A sociedade é programada e talvez fosse por isso que ninguém nunca me chamou atenção desse jeito.

– Então você acha que Jungkook é diferente?

– Sim.

– OK. Mas me escuta: não mostre a ele seus sentimentos, entende? Não seja frágil e nem tão amoroso.

– Por que está me pedindo pra ser eu?

– Na verdade, eu estou reforçando a ideia para você não deixar de ser quem é. As pessoas são duras, por mais que elas aparentem ser diferentes... Às vezes, podemos estar interpretando-a de maneira errada, tome cuidado.

– Agradeço imensamente por cuidar de mim, mas acho que essa é a hora certa... É como se existisse um vulcão dentro de mim, e todas às vezes que ele chega perto, esse vulcão esquenta mais e mais e mais, então quando eu senti seus lábios tocarem os meus de maneira calma e delicada, respeitando o meu espaço, esse vulcão quis entrar em erupção... Porém acho que ainda não era a hora certa.

– Sempre metafórico, Taehyung.

– É...é só assim que eu consigo me expressar, já que nunca quis sentir para saber exatamente como é.

– Uma última perguntinha...

– Sim?

– Jungkook contou algo a você?

– Que tipo? Sentimental?

– Não, não isso... Algo do passado, algo ruim e difícil.

– O que você sabe, Shuhua?

– Ah, nada – disse descontraída. – É apenas uma perguntinha básica. Então, você tem visto o Jackson?

– Não. Eu não falo com ele há dias, e nem fui fazer o tratamento ainda... Sei lá, tenho medo de encará-lo.

– Não tenha. Jackson é uma pessoa boa. Acredite.

– Você dizendo isso? Que coisa estranha de se ouvir.

– Eu conversei com ele depois do que aconteceu... Jackson é alguém bom, e, na minha opinião, alguém melhor que Jungkook.

Tae a fitou e não rebateu as palavras de Shuhua, por mais que ele não tivesse gostado muito de tê-las ouvido. Eles guardaram o restante das coisas que sobraram do café da manhã e seguiram até a escola, senão provavelmente chegariam atrasados.

[…]

Falta apenas um dia para começar oficialmente a gincana, e todos estavam correndo contra o tempo para ornamentar a escola inteira, contudo era trabalhoso, pois os alunos precisavam conciliar seus horários, porém todos acreditavam que tudo iria ocorrer como esperado.

Jungkook chegou cedo para entregar alguns trabalhos atrasados, ele estava cansado e exibia algumas olheiras nada amigáveis a sua beleza. Seokjin passou do seu lado mas não o olhou, seguiu diretamente em direção ao elevador e desapareceu; em seguida, Yoongi brotou repentinamente ao lado de Jungkook, observando a cena e fazendo uma análise.

– É, cara, ele ainda está bastante chateado.

– Obrigado, Yoongi. Ajudou muito.

Jungkook olhou para o baixinho e assustou-se, pois se ele estava com pequenas olheiras, Yoongi havia acabo de levar dois socos e passava super bem, sem nenhuma dor.

– Nossa, você tá horrível!

– Eu já sei disso. Obrigado, amigo.

– O que aconteceu com você? Ontem estava tão contente e parece que hoje acordou com depressão.

– Jungkook, suas palavras me ajudam cada vez mais, sabia?

– Desculpa, mas é a verdade. Por que não me conta o que tá acontecendo? Eu posso tentar te ajudar.

Yoongi revirou os olhos e respirou fundo, mas no fim contou ao amigo o que se passava com ele.

– Eu tenho tido alguns problemas familiares... Minha mãe tem um tumor no cérebro; meu pai quer me casar com a filha de sei lá quem e eu e Hoseok brigamos. Fim.

– Nossa, Yoon, você não pode lidar com isso sozinho, amigos servem pra ajudar, sabia?

– Jeon Jungkook, me diz quantas vezes temos nos visto ultimamente? Quando foi que você parou pra conversar comigo e Jin esses tempos? Você mal conversa com a gente.

– Você tá certo... Foi mal.

– Foi péssimo.

– Bom, mas por que você e Hoseok estão brigados?

– Ele é um idiota.

– Agora que percebeu? – Yoongi rosnou. – Tô brincando.

– Ele vive uma vida diferente da minha... Têm outros costumes, não vai dar certo.

– Você é muito pessimista, Yoon. Sabe, quando a gente gosta de verdade, fazemos um esforço por aquela pessoa. Você me dizia isso.

– Então eu desdigo.

– Agora é tarde, eu já decorei.

As pessoas passavam segurando seus celulares e encaravam descaradamente Jungkook, mas como ele era pateta, claramente não percebeu, apenas continuou conversando com Yoongi, que percebera os olhares desde que chegou.

– Hã, Jungkook, por que todos estão olhando pra você e sorrindo?

– Todos estão olhando pra mim e sorrindo? – Yoongi revirou os olhos.

– Vamos embor-... – Yoongi olhou para frente e viu Hoseok parado, olhando-o profundamente e com um rosto sério, algo muito raro de se acontecer.

– Com licença, Jungkook. Vem comigo, Yoongi.

Hoseok segurou o braço de Yoongi e nem deu a chance d'ele recusar, apenas o arrastou para o corredor dos funcionários de limpeza, sem dizer uma palavra, nada. Os garotos chegaram no carredor e Hoseok logo empurrou Yoongi para a sala do almoxarifado, trancando a porta por dentro e ficando sozinho com ele, fitando-o de maneira tão séria que chegava a ser amedrontador e sexy, muito sexy.

– Por que estamos aqui? – Yoongi indavaga, nervoso.

– Por quê? Tem medo de mim, Yoongi? – Hoseok se aproximava lentamente, sem deixar de encará-lo em momento algum.

– Medo? De você? Aham – Yoongi virou o rosto, revirando os olhos, enquanto Hobi ainda se aproximava.

– Então olha pra mim  – Yoongi continuava a olhar para o lado, começando a demonstrar seu nervosismo e um pouco de tesão, o que assustava-o.

Hoseok sorriu de canto e arqueou apenas uma sombrancelha, fitando-o de maneira intensa e provocante, desestabilizando a seriedade de Yoongi. Hobi pediu para ele olhá-lo novamente, mas Yoon estava irredutível e não olhava em seus olhos, apenas encarava o armário cinza ao seu lado.

– Estou tentando resolver as coisas de maneira sensata, mas você você não me dá outra escolha a não ser... – Hoseok puxou com força o quadril de Yoongi, colando seus corpos e usando a mão direita para  trazer o rosto do baixinho até o seu, fazendo-o encará-lo de qualquer maneira –, odeio quando você não tenta melhorar as coisas, somos um casal agora e eu mereço que você também lute por nós. Eu não consigo sozinho, Yoon.

Yoongi não conseguiu dizer nada de tão surpreso que ficou ao ouvir aquelas palavras, por isso ele apenas continuou a encará-lo, pensando no que iria dizer.

– Não vai dizer nada? – Yoongi abaixou a cabeça, mesmo Hoseok segurando seu rosto.

– Eu quero que você me beije pensando em todos os sentimentos ruins que teve.

– O-o quê?

– Só faça, Hoseok.

Com a mão ainda no rosto do baixinho, Hoseok puxou delicadamente o queixo dele e encostou seus lábios, concentrando-se em fazer o que Yoongi havia pedido, e logo ele iniciou um beijo lento, apertando os olhos e baixando as sobrancelhas, um beijo triste; em seguida, suas sobrancelhas arquearam novamente e ele apertou o quadril de Yoongi, beijando-o com mais intensidade, e quando ele apertou os olhos mais uma vez, Hoseok empurrou Yoongi para trás e o colocou sentando em cima de uma mesa que estava encostada na parede, colou seus corpos de maneira muito mais intensa e agarrou a nunca do outro, o beijando de maneira feroz e agressiva, introduzindo a língua e mordiscando com intensidades variadas o lábio inferior de Yoon, fazendo ele dar pequenos gemidos quando a mordida era muito forte. De repente, Hoseok começou a beijá-lo com menos agressividade e com um pouco mais de afeto, parando de morder o lábio do baixinho e aos poucos soltando o quadril dele, segurando a cintura, começando a acariciar as costas de Yoongi, então logo ele cessou o beijo devagar e encostou sua testa na dele, que parecia ter absorvido todas aquelas emoções que Hobi sentira, e de fato ele tinha.

– Desculpa – disse Yoongi, pondo a mão no rosto de Hoseok.

– Não peça, apenas não desista na primeira queda e... Atenda o telefone da próxima vez – ele sorri, fazendo Yoongi sorri também.

– Falar é fácil.

– Ei, lembra que eu sempre vou está aqui, sempre.

– Vou tentar me lembrar disso.

Hoseok ouviu uma movimentação vinda do corredor e rapidamente tirou Yoongi da mesa, limpando suas bocas, fingindo estarem procurando coisas.

– Oi? Quem está aí? – chamava um faxineiro, tentando abrir a porta.

Yoongi e Hoseok apertaram os olhos, pois Hobi havia trancado e acabou esquecendo de destranca-la na hora que ouviu a movimentação. O faxineiro destrancou a porta com sua cópia de cartão e logo ele foi entrando, estranhando o fato dela está trancada sem haver ninguém dentro, mas ele logo deu de ombros e pegou um esfregão, saíndo e deixando a porta aberta.

Hoseok estava atrás de um armário e Yoongi embaixo da mesa, que era coberta por um pano cinza; assim que eles tiveram certeza que o faxineiro não iria voltar, eles saíram de fininho, seguindo juntos até refeitório.

– Yoongi?

– O que foi? Ele voltou?

Hoseok se aproximou do ouvido dele e sussurrou:

– Acho que estou duro, podemos ir ao banheiro?

– Controla o seu amiguinho aí — Yoongi passou a mão, percebendo que Hoseok estava mesmo duro. A minha Celine também não pode acordar agora.

– Quem? – Hoseok elevou a voz, então foi a vez do Yoongi sussurrar.

– Celine é o nome do meu... – Yoongi apontou para sua genitália.

– Oh... Então o nome do seu pau e Celine, entendi – Yoongi desferiu um tapa nele. – Au! Isso doeu.

– Não seja tão sujo, Hoseok. Vamos logo comer.

Hoseok massageou o braço e fez um bico, franzindo o cenho e agarrando a mão de Yoongi, que arregalou os olhos com a atitude de seu namorado.

– Hã, vamos ficar em público.

– E daí? Vai dizer que é meu amigo de novo? – Yoongi calou-se. – Como pensei. Segure firme, lá vamos nós. 


Notas Finais


Uiiiissss!

Assim, eu sei que muitos estão esperando um lemon de cai o cu da bunda, mas, gente, eu não trabalho assim... Muitos podem achar que o meu Lemon é um pouco chato, mórbido e meio méh, mas peço que não desistam de mim, pfvr.

E ESPEREM MAIS UM POUCO POR ELE, NÃO VOU DECEPCIONAR (eu acho, né)... Enfim.

COMENTEM, TÁ? VOU ESPERAR PRA lê-los. OBRIGADA 💜💜 um baita beijo pra vocês 💜

Tt: @MTjikook


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