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História Sirius Black e Roxanne Malfoy - Capítulo 17



Notas do Autor


Galera, sei que geralmente ninguém lê as notas, mas queria dar o crédito do cap anterior p Nick (CarlaNCunha), e um pedaço desse aqui também.
Além de que queria pedir que vocês abram esse link:
* https://www.spiritfanfiction.com/historia/sirius-black-e-roxanne-malfoy--pos-hogwarts-21743934
É a segunda parte dessa história, tá explicadinho na sinopse


É isso, boa leitura

Capítulo 17 - Há males que vêm para o bem


Roxanne acordou com a sensação de que seus músculos estavam sendo rasgados e seus órgãos perfurados com lentidão. Tinha um som agudo aumentando em sua cabeça, e alguma coisa obstruía sua respiração.

— Roxanne! – A madame apareceu ao ouvir o grito estridente da sonserina ao tentar se levantar. Grito que quase explodiu o cérebro da própria e gastou todo o fôlego de seus pulmões. – Fique deitada, não faça movimento nenhum. – Disse se curvando sobre ela para pressionar alguma coisa gelada sobre sua barriga.

O que tinha feito aliviou a torção que parecia haver em seu interior, mas a dor continuava presente, atenuando-se conforme seus batimentos se intensificavam no coração que parecia grande demais.

— Querida, não se mova… – A enfermeira pedia, agora tentando segurar os braços de Roxanne para que ela não agarrasse o próprio corpo e não piorasse tudo. – Sirius! – Ela chamou quando o rapaz entrou correndo. – Segure ela… – Roxanne tentava recuperar o folego, e ao seu redor tudo que era frágil explodia em milhões de estilhaços. – Desmaius!

*

— Oi, pessoal – Lara se aproximou do grupo de grifinórios com a postura um pouco encolhida e a expressão abatida.

— Oi, Lara…

— O que aconteceu? – Marlene perguntou.

Lara a olhou confusa.

— Você não soube da Roxanne?

Marlene arqueou as sobrancelhas.

— Lógico, mas alguém liga mesmo? – Ela revirou os olhos. – Além do Black.

— É lógico que nós ligamos! – Lilian protestou, no que o rosto de Lara ficara vermelho e os garotos se prepararam para replicar, principalmente Sirius.

— Bem – Lara retomou, com a pequena irritação sendo substituída pela tristeza novamente. – Eu sei que ela não gostaria que eu fosse, então só sei o que Dylan me contou. Ela vai mesmo ter que ir pro St. Mungus?

A pergunta foi feita para Sirius, e ele suspirou antes de responder.

— Se a madame não achar um antídoto até esta noite, sim. Ela não pode dar nenhum medicamento…

— Por quê?

— Ela não reconhece o veneno, e os sintomas estão misturados com efeitos colaterais de algumas poções que a Roxanne toma. – Pomfrey se mostrara bastante preocupada com aquela parte, e acabara contagiando Sirius. – É por intervalos, mas nem neles dá para arriscar.

— Como assim intervalos? – Lilian perguntou, com as sobrancelhas franzidas.

— O veneno afeta em picos. – James murmurou. Acompanhara a explicação de Pomfrey aquela manhã. – A febre, os calafrios e a taquicardia se mantêm, mas as hemorragias e alucinações, por exemplo, param por quase uma hora.

Ele deixou a namorada para trás e foi conversar com os amigos na esperança de apoiar Sirius.

— Nunca vi nada assim – Lilian comentou, pois tinha um conhecimento muito vasto sobre poções em geral e em suas divisões.

— Deve ter sido aquela cretina da Bellatrix – Lara disse, com um tom ofensivo que jamais usara. – Dylan disse que elas têm brigado bastante nos últimos dias.

— Que ela é uma cretina é, mas uma serpentinha é amiga da outra. – Marlene respondeu, e Lilian emendou a ignorando:

— Brigaram por quê?

Lara deu de ombros, impotente.

— Acho que tem alguma coisa a ver com o Sirius, mas Roxanne não conta e Dylan não está mais tão envolvido com o resto do pessoal.

— O que teria com Sirius? – Marlene disparou, antes que conseguisse conter o ciúme. – Eles não são nada! E qual é a do “Dylan”, desde quando são próximos?

Lilian e Lara se entreolharam.

*

Roxanne respirava profundamente enquanto tentava esconder o impacto que as alucinações tinham mesmo agora que tinham parado.

Precisava urgentemente se livrar do veneno, mas infelizmente tinha certeza de que nenhuma das poções em seu prisma resolveria, e que tampouco o elfo que fora encarregado de envenená-la sabia do que a servira.

Na verdade, mesmo se houvesse alguma utilidade para o seu prisma, ela não o tinha naquele momento. Todos os seus pertences tinham sido apanhados, até mesmo os anéis e colares, e mais importante: sua varinha.

Estava com o robe da enfermaria, e assim que notou isso sentiu o desespero bater forte no coração. Olhou para o braço onde a marca negra estaria exposta e viu que uma faixa branca a cobria, da mesma forma no outro braço.

— Merda… merda… merda – Ela tentou se levantar. Mataria Bellatrix. Mataria aquela vadia mimada. Mataria. Mataria.

— Roxanne! – Pomfrey correu até ela e a impediu em sua tentativa de sair da cama, irritando-a. A sonserina se encontrava mais uma vez sem ar e com o corpo trêmulo, e pelo padrão que a enfermeira formava, logo ela voltaria a ter alucinações ou desmaiaria. – Pelas barbas de Merlin – Ela disse, suspirando e indo até as prateleiras com poções e ervas. – Já estava na hora de estabilizar um pouco…

*

Roxanne deu uma tosse rouca e úmida. A palma de sua mão voltou ensanguentada. Ela desviou os olhos e limpou a mão em um pano já muito avermelhado na bacia ao lado. Para o seu aborrecimento, não conseguira se livrar da enfermeira em nenhum de seus momentos leves, e agora que estava quase em um deles não era diferente.

— Consegue se sentar, minha querida? – perguntou Pomfrey, gentilmente.

Roxanne assentiu, mesmo sabendo que a simples ação lhe custaria muito. Ela se apoiou nos braços e se ergueu. Perdeu o ar e se dobrou para frente, desejando que isso fizesse seu estômago parar de torcer.

— Shhhh… calma, querida – Roxanne não percebeu que tinha gritado. Um grito agonizante e de gelar o sangue. – Por Merlin, como isso pôde acontecer… Vamos, beba, vai aliviar um pouco a dor…

O líquido passou arranhando a garganta de Roxanne, mas ela bebeu tudo. Pomfrey a olhou preocupadíssima… Não queria medicá-la, mas a garota merecia pelo menos um alívio de tudo aquilo, ou não suportaria até poder ir para o Hospital.

— Pobrezinha… – Ela murmurou e viu o desagrado no rosto da sonserina. 

— Já estou melhor. – Ela foi desmentida pelo sangue que manchou e escorreu pelos lábios quando conteve outra tosse. Ela deu um grunhido de dor e limpou a boca.

— Espero que alguém no St. Mungus resolva isso, Roxanne – Pomfrey disse muito séria. – Mas será difícil, principalmente se estiver escondendo…

— Não estou escondendo nada. – A sonserina interrompeu, e viu o olhar da enfermeira se direcionar inconscientemente para a faixa que escondia a tatuagem dos comensais.

— Não vou ignorar isso, Roxanne. – Disse por ver que a garota percebera.

Sirius e James entraram nessa hora. O coração de Roxanne deu um salto que não tinha nada a ver com o envenenamento, mas ela desviou os olhos bem depressa e fingiu que não os tinha visto.

— Não tenho nada a falar com você sobre, Madame. – Respondeu, fixando bem os olhos frios na mulher, que não foi cega quanto à reação dela.

— Outra vez, Sirius? – A enfermeira se afastou da cama de Roxanne. – Está estabilizando, podem ficar aqui até sua aula voltar. Obrigada pela ajuda.

— Oi. – A sonserina disse.

— Como você está? – Sirius perguntou sentando ao seu lado.

— Bem. Sugiro que vão fazer algo útil.

James suspirou.

— Que saudade eu estava de você acordada.

Sirius franziu as sobrancelhas.

— O que você está fazendo?

Ele se levantou para segurar Roxanne quando ela quase caiu ao saltar da cama.

— Vou trocar de roupa. – Ela desvencilhou dos braços dele e procurou o vestido que estava usando na noite anterior. Achou-o na gaveta.

— Você deveria descansar Rô…

— Que meigo cuidando da namorada – James assoviou se afastando da linha onde a cortina da cama ficava.

— Cale a boca. – Roxanne grunhiu com o rosto em brasas sob o comentário e o revirar de olhos de Sirius, que mesmo assim a olhava preocupado. – Não vou descansar nesse estado. Agora deixe eu me trocar! – A expressão dele denunciou que ele só esperaria isso e depois voltaria a mesma conversa. O problema seria a demora, porque os músculos de Roxanne doíam e o laço era feito nas costas. – Espera! Preciso que solte atrás.

— O quê?

Ela revirou os olhos, dando de repente um sorrisinho provocativo.

— Que foi, Sirius, está com medo de mim?

Ele então reparou na fita que envolvia a cintura dela e riu, virando-a devagar para desfazer o nó.

— Qual é, você sabe que eu nunca perderia uma oportunidade de tirar sua roupa. – Respondeu no mesmo tom do dela, e em seguida viu a ponta da orelha coberta de brincos ficar vermelha e ela perder o ar.

— Uhum. – Ela segurou bem o robe contra o corpo e o empurrou para trás da cortina com a outra mão, sem muita força.

Sirius se virou sorrindo animado para o amigo, que arqueava as sobrancelhas para ele.

— Se tivesse pipoca eu gostaria mais de ouvir as conversas de vocês. – Sirius riu. – A madame não vai deixar ela sair.

— Ela não vai pedir permissão – Não era difícil concluir isso. – Não dá pra impedir nem dedurar, a questão é o que ela pretende fazer.

— Se você perguntar ela vai responder que não te interessa.

— Nah, que “não é da minha conta”. – Ele corrigiu, fazendo o amigo dar uma risada leve.

Eles ouviram algumas tosses abafadas e Roxanne saiu em seguida, tendo conseguido colocar o vestido bem rápido. Ela amarrava a corda na cintura e respirava pesadamente.

— Não é mesmo. – Respondeu, enquanto fazia um coque e o prendia com a própria mecha grisalha. – Não me obriguem a azará-los.

— Aonde você vai? – Sirius perguntou, quando ela se espremeu por ele para se direcionar a saída.

— Até um minuto atrás você sabia minha resposta – Ela disse, e ele suspirou.

— Distrai a Pompom – Pediu para James, e Roxanne o olhou com estresse.

— Pode deixar – James respondeu.

— Você não vai comigo.

— Não sei como você pode me acusar de ser orgulhoso – Ele retrucou, com um pouco de impaciência. – Você pode acabar passando mal…

Ela deu as costas a ele e saiu.

— A sua companhia me faz mal, Black! – Disse quando ele a alcançou.

— Eu não vou fingir que acredito nisso agora – Respondeu agarrando a cintura dela quando ela oscilou um pouco. – A sua me faz bem apesar de tudo.

Ela revirou os olhos com o rosto corado.

— Podemos, no mínimo, ir em silêncio?

Ele sorriu e não falou mais nada até ele reconhecer o rumo que tomavam.

— Certeza?

Roxanne apenas assentiu, sentindo o corpo cada vez mais quente e mais fraco, mesmo com a ajuda de Sirius.

— Sim. – O pouco sol depois de tantas semanas nevando e chovendo levara a maioria dos alunos em tempo livre a passá-lo nos jardins ou nos pátios. Só encontraram um primeiranista sonserino distraído quando chegaram às masmorras. – Pandora – A parede da sala comunal se abriu e eles entraram. – Você não vai conseguir entrar… – Ela começou, quando chegou no arco que levava aos dormitórios femininos.

Sirius a soltou por um segundo e saltou para o outro lado do arco em sua forma animaga. Roxanne conteve um sorrisinho e foi atrás.

— O que você está procurando? – Estavam no quarto que ela compartilhava com as outras garotas, e a sonserina vasculhava as coisas de Bellatrix enquanto Sirius a olhava, já tendo suas suspeitas.

— Uma poção.

— Poderia ser mais específica. – Ele replicou, e Roxanne sentiu uma tontura ao se levantar. Sirius a segurou outra vez, colando seus corpos firmemente.

Roxanne teve outro surto-do-coração-disparado, e se jogou um pouco para trás, deixando as coisas de Bellatrix para mexer nas suas, procurando uma poção não muito segura que fosse capaz de minimizar a ocorrência em que Sirius tinha que se aproximar e segurá-la daquele jeito.

— Realmente achou que conseguiria vir até aqui sozinha? – Ele perguntou olhando ela revirar o pequeno baú medicinal, com o sangue esquentando mais.

— Eu conseguiria! – Sibilou, pegando um frasquinho com a mão trêmula.

— Uhum.

Ela o olhou com raiva.

— Tenho plena consciência das minhas capacidades, Black…

— Eu sei. – Ele interrompeu. – Eu acredito.

Ela cerrou os dentes, sentindo o coração agora se inflamar. Virou o líquido no frasco bem rápido e um pouco de suas energias voltaram, e iniciou em seu cérebro um longo discurso xingando Sirius e criando diálogos nos quais poderia xingar ainda mais.

— Pompom não queria medicar você pelo efeito do veneno, o que você tomou é seguro?

— Dá pra ver. – Resmungou.

— Quê?

— O quanto você acredita – Ela revirou os olhos, atacando-o em seguida: – Odeio condescendência, imaginei que pelo menos esse defeito você não tinha.  

— Eu não sou condescendente – Ele replicou, enquanto ela bufava e se erguia. – De onde me preocupar com você significa isso?

— Eu disse que podia vir sozinha…

— E eu disse que acredito, mas sua situação é instável e prevenir não me custa nada. Principalmente porque ontem você disse a mesma coisa e desmaiou. Não quero que você corra um risco idiota só porque acha que ser independente é fazer tudo completamente sozinha.

— Eu tenho meus métodos, eu conseguiria! E eu nunca disse que isso é por querer ser independente, eu faço porque sou capaz e não vou incomodar alguém por má vontade ou…

— Não é incômodo, Roxanne! – Sirius interrompeu, com certa exasperação. – Você nunca é! Não se trata de má vontade, só facilitar as coisas!

As palavras que Sirius usava em uma simples discussão atingiam aspectos mais importantes e profundos na vida e personalidade de Roxanne, que no momento estava incapaz de fazer a divisão fria e racional a qual era acostumada, fazendo-a levar a questão mais a sério é mais longe da questão inicial.

— Não temos mérito por coisas fáceis, Sirius!

Ele franziu as sobrancelhas, de repente se sentindo idiota por brigar com ela.

Era óbvio que ela estava alterada.

— Você deveria usar isso em situações que seu esforço realmente importa, Rô. – Ele disse com calma, pesando como poderia encerrar aquilo sem nenhum protesto da sonserina emotiva a sua frente – Mas se tudo se tornar uma batalha você vai ficar sobrecarregada. Algumas coisas têm que ser fáceis, pra aproveitar plenamente. – O olhar dele fez a pobre Roxanne corar e desviar o rosto. – Mas se você prefere…

— Não sei a cor – Ela interrompeu, voltando para as coisas de Bellatrix. Sirius demorou a entender do que ela estava falando. – Mas o frasco deve estar quase vazio e com o líquido evaporando.

 — Okay – Ele começou a ajudá-la. Depois de alguns segundos continuou: – É bom saber o que você pensa de vez em quando.

— Eu odiei – Ela replicou, respirando fundo.

— Nah, vou aproveitar. – Ele disse em tom travesso, fazendo Roxanne revirar os olhos. – O que você acha daquele cara da Corvinal, o Luke?

Roxanne o olhou com as sobrancelhas franzidas. Tinha quase certeza que ele perguntaria sobre si mesmo.

— Por quê?

— Ele está dando em cima de você na maior cara de pau.

— Você também está.

— Então você sente a mesma coisa por ele que por mim? – Roxanne segurou a risada. – Que foi?

— Eu reconheço uma armadilha quando vejo uma.

— Eu não consideraria uma armadilha – Ele revirou os olhos sorrindo. – Então? O que acha dele?

Ela ponderou.

— Irrelevante.

— E de Greengrass?

Roxanne poderia dar uma resposta satisfatória, pois seria a verdade. Mas o diabo adora atentar, e naquele momento ele sussurrava no ouvido dela.

— Hum, indisponível – Ela sorriu antes mesmo de ver a cara de Sirius.

— Indisponível – Sirius repetiu, tentando não soar mal humorado. – Então estaria com ele se não fosse por Lara? – Roxanne continuaria a provocação se conseguisse ficar séria, mas no segundo em que começava a dizer “possivelmente” desabou em gargalhadas. Sirius revirou os olhos e sorriu um pouco, focando em procurar o tal frasco. – Se quiser espero você terminar de rir para entregar isso. – Ele abriu o pergaminho que tinha junto, lendo com uma pequena ruga entre as sobrancelhas. Roxanne sentou ao seu lado, e todo seu humor anterior tinha evaporado. – São as instruções e… “Espero que tenha entendido o recado”.

Ela cerrou os dentes e pegou o pergaminho.

— É fácil reverter. – Disse se levantando e direcionando para fora do quarto, parando na porta para esperar Sirius. Os ingredientes eram terríveis e com certeza juntos faziam um estrago, mas o que surpreendia Roxanne era o efeito que aquela sequência causara; era genial demais para Bellatrix, então era de se concluir quem a produzira. – Okay.

Ela não olhou para Sirius enquanto voltavam, fixou o rosto sério no papel enquanto fazia notas mentais para combatê-lo.

Estava no andar abaixo da enfermaria quando o efeito do veneno a atingiu novamente, com mais força do que antes. Ela caiu de joelhos e um jorro de sangue respingou no chão, formando uma poça conforme ela tossia mais.

— Roxanne, aqui – Sirius tinha se agachado ao lado dela e estava passando o braço pelas costas e das pernas para levantá-la.

— Não! – Ela tentou impedi-lo, cobrindo a boca para não sujá-lo de sangue. – Slughorn deve estar por aqui, não vou p-para a enfermaria.

— Eu levo para ele depois de te levar para a Ala Hospitalar…

— Não vai entregar para ele! – Ela retrucou franzindo o cenho para uma atividade que via por sobre o ombro de Sirius. Empalideceu e voltou a focar no rosto preocupado dele. – Eu vou preparar… São os ingredientes. Eu… – Ela parou para respirar. – Preciso começar logo. St. Mungus.

— Então eu pego depois…

— Pegue agora. Estamos perto.

— Roxanne.

Ela se levantou com um pouco de dificuldade.

— Pomfrey já enviou a carta para o St. Mungus, estou com pressa – Disse com certa rispidez.

Sirius suspirou.

— Okay, pode ir, mas você vai descansar enquanto eu faço a poção.

— Como? Não…

— Confia em mim e eu confio em você. – Ele interrompeu, e a segurança em seus olhos fez a estrutura de Roxanne fraquejar. – Pode ser?

— Okay. – Ela concordou sentindo a cabeça doer. Sirius deu um beijo em sua bochecha e a deixou.

*

Roxanne chegou à enfermaria minutos depois, trêmula e com a pele pálida de quem vira algo desagradável em uma alucinação, mas inteira.

— Roxanne. – James a ajudou a sentar, medindo a temperatura com a mão na testa dela. – Cadê o Almofadinhas?

— Antídoto. – Sussurrou com a voz rouca.

— Eu deveria jogar gelo em você? – Ele perguntou meio preocupado. – Você está fervendo.

— Desmaius. – Ela respondeu. – Eu mesma… depois… – Ela tinha que trocar aquela roupa ainda…



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