História Sister - Capítulo 7


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Categorias Bella Thorne, One Direction
Personagens Harry Styles, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Zayn Malik
Tags Assassinato, Irmã
Visualizações 55
Palavras 3.246
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Ficção, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Mutilação, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


tá, blz, eu demorei, já sei mas follow the baile, e perdão pela demora
espero que gostem
boa leitura sz

Capítulo 7 - Por que não desconfia?


Fanfic / Fanfiction Sister - Capítulo 7 - Por que não desconfia?

POR QUE NÃO DESCONFIA? — Capítulo Sete

Mendeleev, Washington D.C.

March 26, 2017 — Friday

Eu estava tensa. Minhas mãos soavam, e minha garganta estava seca. O olhar que Harry me lançou antes de entrar na sala de interrogatório foi assustador. Ele não estava com medo, mas ele temia certo receio, sem dúvidas. E Fesher adoraria isso. O maior prazer de Fesher era nos ver amedrontados. Como eu era a única menor de idade, meus pais precisariam ficar comigo. E dei graças por isso. Era bem mais tranquilo.

Uma hora depois, Harry ainda estava na sala. Zayn chegou junto com Camila, e eles se isolaram em um canto. Niall, Lili e Marie estavam em um assunto bem envolvente, mas entre eles. Suspirei alto quando senti minha cabeça latejar. Não acredito que estão fazendo isso. Olhei para a porta quando o detector de metal apitou, autorizando a entrada de alguém, e Liam passou de cara emburrada. Seu olhar se cruzou ao meu, e logo sua cara emburrada não existia mais, e sim uma expressão serena. Ele estava absurdamente bonito, isso eu não podia negar. Liam se aproximou e se sentou ao meu lado, dando-me um sorriso de canto.

— Oi. — disse baixo, ainda com seu sorriso nos lábios. Retribui sem mostrar os dentes.

— Oi. — disse, olhando para a porta em que Harry entrou. — Harry está lá dentro há uma hora… — comentei, balançando minhas pernas, em sinal de que o nervosismo já tomava conta de meu corpo. Em minha mente, Fesher já tinha prendido Harry por algum motivo.

— Ele já vai sair. — Niall disse ao meu lado, pondo a mão em minha perna, em tentativa de me passar calma. O que era, particularmente, impossível.

— E se Harry for o assassino? — questionei-me. Meus olhos começaram a encher-se de água.

— Harry não é o assassino, Madelaine. — Niall disse impaciente. Sei que Harry não é o assassino. Não por conhecê-lo, totalmente pelo contrário. Por mais que Harry odeie Taylor mesmo depois de morta, creio que ele não faria isso.

— Tem razão. — afirmei, suspirando. Pude ouvir a risada de Liam ao meu lado, mas ignorei.

Mais meia hora depois, a porta do interrogatório abriu-se, revelando um Harry furioso. Harry encarou-nos e negou com a cabeça, saindo da delegacia em passos firmes e pesados. Pensei em ir atrás dele, mas algo me parou. Alguém, na verdade. Louis passava pela porta no mesmo momento em que Harry saía. Louis encarou-nos.

— Por que o Styles saiu tão furioso? — indagou com a voz rouca. Provavelmente havia acabado de acordar. Ninguém o respondeu, por falta de conhecimento.

— Por motivos dele, Tomlinson. — a voz de Fesher fez-se presente. Louis se assustou por um instante, e virou-se para encarar o loiro. — Deixe-me ver quem será o próximo… — fingiu pensar enquanto analisava-nos. Torcia internamente para que fosse eu para acabar de vez com toda essa palhaçada. Mas é claro que Fesher não faria isso. — Nenser. — a morena encarou-o assustada. — É a sua vez. — Camila levantou-se, e seguiu até Fesher. — Espero que estejam gostando de passar seu dia aqui. — disse por fim com um sorriso sádico, antes de entrar com Camila na sala escura.

×××

O clima estava tenso. Ninguém falava com ninguém, principalmente depois que Camila saiu da sala, com lágrimas nos olhos, batendo os pés no chão. Logo depois, foi a vez de Zayn, que saiu da mesma maneira que Harry. Não sabíamos o que Fesher falava lá dentro, mas coisa boa, com certeza, não era. Após Zayn, foi a vez de Lili. Todos já estavam com fome após horas sentadas. Meus pais saíram e disseram que iriam comprar algo para todos nós comermos. Levantei-me e segui para o banheiro. O banheiro era pequeno. Havia duas cabines e duas pias. Apoiei-me em uma das pias, e me permiti relaxar, fechando os olhos. Joguei um pouco de água no rosto e voltei para a sala de espera. Niall já não estava mais entre nós, e pude ver a figura loira de Lili do lado de fora do ambiente. Suspirei. Ela parecia chorar. Marie estava sentada em seu lugar apreensiva, Louis e Liam estavam em uma conversa bem interessante.

— Eu estou com medo, Madelaine. — Marie comentou, e eu me sentei ao seu lado. — Lili saiu de lá chorando. Camila nunca chora, e saiu como se tivessem acabado de arrancar parte de si. — ela explicava enquanto mexia os braços, nervosa. — Eu vou sair de lá devastada, no mínimo! — disse um pouco mais alto.

— Vai ficar tudo bem. — tentei consola-la, e pus a mão em sua coxa coberta por um jeans surrado. — Iremos ficar bem… Isso é só a obrigação deles. — apontei para a sala do interrogatório, e suspirei. Eu estava tão aflita quanto ela. Eu estava tão nervosa quanto ela. Marie olhou para mim e assentiu suspirando.

A verdade é que nem tudo ia ficar bem. E eu sabia disso. A partir do momento em que disse que Taylor estava grávida, eu sabia que tudo ia virar de cabeça pra baixo, literalmente. Eu sabia que todos iam fazer perguntas e que seríamos chamados à polícia. Eu sabia que minha vida seria um inferno. E se Taylor estivesse aqui… Tudo estaria bem.

×××

A noite caiu, e só restava eu e Louis na sala de espera. No interrogatório, estava Liam. Eu parei de raciocinar quando Niall saiu com os olhos inchados e vermelhos por conta do choro excessivo e quando tentei correr atrás de Marie, e ela fora mais rápida.  O medo tomou conta de mim, e a vontade absurda de chorar por nada.

— Tenta não cair no que ele falar… — ouvi a voz de Louis. Era a primeira vez que ele falava comigo no dia. Olhei para Louis e assenti, suspirando. Não nos falamos direito desde quando nos beijamos, na noite retrasada. Parece que se passaram semanas, mas foram apenas dois dias.  — Ele só vai tentar fazer a sua cabeça...  — não estávamos pertos. Ele estava a duas cadeiras de distância de mim. Suspirei e assenti novamente. Não tinha o que fazer. Uma hora ou outra seria eu mesmo.

— Já esteve em um interrogatório? — questionei, apoiando meu braço na cadeira ao lado e tombando a cabeça, olhando para ele. Louis imitou minha posição e sorriu. Tenho certeza que fiquei corada. Louis sorrindo era a única coisa que me faria acalmar.

— Nunca. — continuou sorrindo. Sorri de volta, e olhei para o chão. — Mas estamos falando do Fesher. Ele com certeza vai tentar te manipular... — antes que terminasse a frase, a porta foi aberta brutalmente por Liam. O moreno tinha seus olhos transbordando raiva, e os punhos cerrados enquanto encarava-nos. Liam negou com a cabeça, e saiu da delegacia com passos largos e firmes. Meu coração acelerou e a vontade de chorar voltou a se apoderar em mim. Fesher saiu da sala, se encostou à porta e deu um sorriso.

— Ele vai ficar bem. — disse, e olhou-nos. — Louis? — Louis o encarou. Suspirei e fiz o mesmo. — Vamos. — disse e entrou na sala. Louis encarou-me.

— Vai ficar tudo bem. — sussurrou e se levantou. Deu-me um beijo demorado na testa e se afastou, entrando na sala má iluminada.

×××

Minhas mãos soavam e minhas pernas tremiam. Estava sentada ao lado de minha mãe, que não estava muito diferente de mim. Meu pai teve que ir até o escritório, resolver algo que não me interessava. Tinha se passado uma hora e meia, e eu implorava internamente para que Louis saísse de lá calmo. Não como todos os outros.

— Madelaine? — ouvi minha mãe chamar e a olhei, tirando-me do transe. — O que você e Louis têm? — questionou-me diretamente. Arregalei meus olhos e franzi o cenho, minha respiração ficou descompassada e um pigarro alojou-se em minha garganta, fazendo-me forçar tosse.

— O quê? — com a voz falha, indaguei. Mamãe suspirou.

— Você e Louis. Percebi que estão muito próximos. — argumentou. — Madelaine, se você e Louis tiverem alguma coisa, por favor, me conte. — pediu. Era quase uma súplica e eu sabia o porquê.

Todos sabiam que eu e Taylor não tínhamos bom relacionamento, e que nos últimos dias de sua vida, Taylor e Louis estavam brigando por desmasiado. Se todos pensassem que eu e Louis tivéssemos algo, logo teríamos motivos o suficiente para matar Taylor. E essa ideia faz meu coração se apertar porque ninguém sabe o que eu passei. Ninguém sabe o quanto eu gosto de Louis, e de como eu era apaixonada por ele durante anos. Deixei de viver minha felicidade pela felicidade da Taylor, e se eu tivesse oportunidade, agora, de ficar com o cara que amo, seria a principal suspeita do assassinato da minha irmã. Por isso, a única coisa que eu deveria fazer, é me afastar de Louis, e esquecer nosso beijo.

— Eu e Louis não temos nada, mãe. Nunca tivemos, e nunca teremos. — afirmei. Pude sentir meu coração palpitar denunciando minha mentira. Mas para o meu bem, e o de Louis, a melhor coisa para se fazer, é esquecer.

— Tudo bem. Eu acredito em você... — disse, mas senti que ela não estava acreditando em minha resposta. — Pois você sabe, se imaginarem que vocês têm algo...

— Eu sei o que aconteceria, mamãe. — cortei-a. — Eu e Louis somos só amigos. — afirmei, encerrando a conversa. Esse assunto me dava verdadeiras náuseas. Mentir para minha mãe era péssimo.

Minutos se passaram, e a vontade de vomitar começou a se fazer presente assim que percebi que a qualquer momento Louis sairia por aquela porta e seria minha vez. Suspirei.

Uma. Duas. Três vezes.

A porta se abriu revelando um Louis completamente calmo e sereno, o que me surpreendeu. Fitei-o e o moreno sorriu para mim, passando-me tranquilidade, fazendo-me relaxar por instantes. Até que Fesher apareceu.

— E chegou a vez da substituta de abelha rainha; Madelaine Campbell. — proferiu, com o sarcasmo elevado ao extremo em sua voz.

Olhei para minha mãe e seus olhos encheram-se de lágrimas. Olhei para Louis, encostado à parede ao lado da porta, e ele assentiu. Levantei-me e obriguei minhas pernas para que fossem ao local indicado. Fesher esperava-me com um sorriso assustador. Vi Louis silabar “estarei te esperando”, assenti discretamente e prendi um sorriso, seguindo para dentro da sala escura com Fesher. O loiro fechou a porta atrás de mim, fazendo meu corpo tremer. Havia uma moça sentada atrás de um computador, e uma mesa de ferro com uma lâmpada iluminando apenas a mesa.

— Sente-se. — Fesher disse rigoroso. Assim fiz, forçando minhas pernas para que não vacilassem comigo. Fesher sentou-se a minha frente. — Diga seu nome completo, sua idade, e sua ligação com Taylor Anderson Campbell para Geena. — apontou para a mulher. Olhei-a rapidamente. Sua pele era escura e cabelos cacheados da mesma cor, sua expressão era séria, que chegava a me dar medo.

— Madelaine Alyson Campell, dezessete anos, irmã gêmea. — disse, encarando a mulher que digitou tudo no computador e assentiu para Fesher assim que terminou. Encarei-o e engoli a seco. Sua expressão era amedrontadora. Era quase como se sua vida depende-se daquele interrogatório.

— Vamos começar. — anunciou. — Farei perguntas que já fiz para você, mas peço que as respondam novamente. — assenti. — Onde estava em vinte de dois de fevereiro, entre oito e nove horas da noite? — questionou, mesmo já sabendo.

— Eu estava em casa estudando. Tive uma avaliação de química que garantia um terço da minha média bimestral no dia seguinte. — contei, calmamente. — Passei a tarde toda estudando e quando desci para comer algo, minha mãe e Sara tentavam ligar desesperadamente para Taylor, até que resolvemos ligar para a polícia.

— Entendi... Sua relação com Taylor era boa? — perguntou. Olhei para meus dedos, sentindo vontade de chorar.

— Eu e Taylor tínhamos uma relação muito boa até a sétima série. Taylor parecia louca pela popularidade naquela época e eu nunca fiz questão disso, então minha irmã começou a se afastar de mim. — contei, sentindo a primeira lágrima escorrer por minha bochecha. — No primeiro ano a coisa foi ficando bem mais intensa. Taylor não falava mais comigo, e me menosprezava sem ao menos eu ter feito algo. — levantei meus ombros. — Mas eu sempre a perdoava... Eu sabia que ela sempre quis essa atenção. — olhei para Fesher.

— A relação de Louis e Taylor era boa? — perguntou.

— Eu sempre soube por alto sobre a relação deles. — dei de ombros. — Sabia que brigavam bastante, mas sempre estiveram juntos.

— Há quanto tempo eles estavam juntos? — indagou. Ri, não acreditando.

— Louis acabou de sair daqui, duvido que não tenha perguntado para ele.

— Há quanto tempo você e Louis têm um caso? — indagou pondo as duas mãos sobre a mesa. Minha reação foi a mesma que tive há minutos atrás com a minha mãe. Isso era insano.

— Eu e Louis somos amigos. Não temos e nunca tivemos um caso! — respondi Fesher, com elevação na voz. Fesher arqueou as sobrancelhas surpreso e trocou olhares com Geena. Franzi o cenho.

— Tem ideia de onde Sara McGill Sampaio possa estar? — voltou a me encarar.

— Não, não tenho. — respondi impaciente. — Não sou amiga dela.

— Sabia da gravidez de Taylor? — neguei com a cabeça.

— Não, e você sabe disso. Ninguém sabia.

— Taylor tinha inimizade com alguém? — perguntou. Ri nasaladamente, e revirei os olhos.

— Taylor tinha inimizade com todo mundo. — Fesher assentiu e se levantou indo até a mesa onde a mulher se encontrava. Pegou uns papeis e voltou para a mesa onde eu estava jogando-os ali. Reconheci como fotos. Ao me aproximar mais, meus olhos voltaram a se encher de lagrimas. Eram fotos do cadáver da minha irmã. Fotos da minha irmã mutilada, sangrando e sem vida. Os olhos dela estavam abertos e sem vida, o pescoço cortado jorrando sangue, e uma faca enfiada no meio de seus seios.

Aquele momento, olhando aquelas fotos, eu senti a dor. Eu não havia visto seu cadáver. Eu não tinha estomago para ver, sabia que seria barra demais para mim, então decidi não ver. Fesher obrigou-me a ver a imagem que eu não quis ver, e a dor que eu sentia agora, era inexplicável. Pude por um segundo sentir o gelado a faca. Em outra foto, mostrava seu pé fora do lugar, com certeza quebrado. Meu pé por instinto se mexeu. Funguei, afastando as fotos e encostando meu corpo na cadeira, deixando que meu choro caísse livremente.

— Você desconfia de alguém que estava lá fora com você, Madelaine? — neguei com a cabeça. Estava devastada demais para falar alguma coisa. — Por que não desconfia? Sabia que nem todos têm álibis como você? — olhei-o, limpando meu rosto. Fesher pegou outro papel e começou a lê-lo: — Harry estava com Niall na casa dele, mas seus pais não estavam em casa. Eles poderiam muito bem ter saído e matado a Taylor. Camila não tem álibi, segundo ela, estava em casa sozinha. Zayn disse que estava na casa de “um cara”, mas esse “cara” sumiu do mapa, e não conseguimos contatá-lo. Lilian estava em casa estudando, mas não tem álibi que prove isso, já que sua mãe estava de plantão no dia, e sua irmã mais velha na casa de uma amiga. Marie tem álibi. Seu pai estava em casa, e eles pediram pizza para a janta; a pizzaria confirmou o pedido. Liam tem álibi; estava em casa estudando e seus pais estavam em casa, junto com suas irmãs mais novas. — olhou-me e sorriu. — E, por fim, Louis. — olhou para as folhas. — Sem álibi. Disse que estava em casa, mas nenhuma de suas irmãs se encontrava. — jogou as folhas na mesa. — Não sei se sabe: Louis mora com seu padrasto e com mais seis irmãos, depois da morte de sua mãe. Nenhum deles estava em casa. — riu, negando com a cabeça. — É muita coincidência.

— O que quer dizer? — questionei, pronta para defender Louis.

— Eu só disse que é coincidência. — levantou os ombros. — E nem falamos de Sara. Sara estava vindo, enquanto Taylor estava indo ao seu encontro. Pelas mensagens, Taylor levou cerca de dez minutos de casa até o beco. Abigal disse que Sara chegou dentre nove e quinze e nove e vinte na casa de vocês. A menos que Sara tivesse um cúmplice que matou Taylor enquanto Sara seguia tranquilamente para casa.

— Sara sumiu. Eu não posso dizer nada do que ela fez ou não.

— Uma testemunha afirmou ter ouvido Niall ameaçar Taylor no dia de sua morte. — franzi o cenho. Fesher riu e pegou as folhas, procurando uma em especial. — “Eu não tenho mais medo de você. Cuidado ao sair sozinha.” Foram as palavras ditas por Horan, segundo a testemunha. — engoli a seco. Não podia acreditar. Niall não seria capaz de matar Taylor.

— O que está tentando dizer? — perguntei. Meu coração estava acelerado.

— Você sabia que Lilian estava namorando até uma semana antes do assassinato de sua irmã? — perguntou. Neguei. Lilian era uma incógnita. — Sua irmã fez com que Kian, ex namorado de Lilian, terminasse com ela.

— Por que ela faria isso? — questionei. Não havia lógica.

— Porque Taylor se alimentava da infelicidade das pessoas, Madelaine. — afirmou, se apoiando na mesa. — E alguém estava cansado o suficiente para acabar com as palhaçadas da sua irmã. Das brincadeiras idiotas dela. — Fesher se aproximava, enquanto proferia as palavras com uma mistura de raiva e nojo. De Taylor. — Das provocações, do inferno que ela fazia com que a vida de todos virasse. Todos cansaram, mas apenas um fez isso. E alguém que pisou nessa delegacia hoje, sabe algo sobre a morte da sua irmã.

— Já chega policial Fesher! — Genna interferiu com autoridade, fazendo Fesher suspirar e ajeitar sua postura. Fesher ficou encarando-me durante segundos que pareceram horas, antes de bufar e dizer:

— Está liberada. — proferiu por fim, jogando os papéis de qualquer jeito na mesa de ferro, e saindo da sala com passos firmes.

Eu estava sem forças. Sem forças para me levantar e sair da sala. Sem forças fisicamente e emocionalmente. Sem forças para continuar. Queria conseguir levantar, correr para os braços da minha mãe e chorar. Mas eu não conseguia nem mesmo chorar. Não conseguia pôr toda dor que eu sentia para fora de mim, e isso estava me matando lentamente. Tudo que eu acreditava virou apenas hipótese após esse interrogatório. Todos são suspeitos. Absolutamente todos.

Após longos segundos tentando recuperar meu fôlego, e um questionamento sobre eu estar bem vindo de Genna, levantei da cadeira e saí em passos curtos da sala. Louis estava em pé, andando de um lado para o outro, e minha mãe olhava pela janela. Quando meu ex-cunhado percebeu minha presença, correu até a mim, e abraçou-me, cobrindo-me. Ali, eu me sentia segura. Porém a voz de Fesher ecoou em minha mente afirmando que Louis não tem álibi, e o choro voltou à tona. Ouvi Louis questionar se eu estava bem, mas o ignorei.

Não, eu não estava nada bem.

×××

— Você está realmente bem? — minha mãe questionou pela quinta vez na volta para casa. Estávamos no carro de Louis, que se ofereceu para nos levar. Eu encarava a janela do banco de trás como se algo lá fora, entre todas as árvores, desse-me as respostas. Encarei minha mãe que estava virada no banco do carona, e logo depois olhei para o retrovisor, vendo Louis me deitar, esperando minha resposta.

— Estou. — disse por fim. Voltando a encarar a janela e voar de volta para meus pensamentos.

A estrada que seguíamos para casa era assustadora. Havia árvores enormes dos dois lados da estrada que dava na floresta que Mendeleev possuía, cobrindo qualquer visão agradável que poderíamos ter. A cidade em si era completamente assustadora, e embora o clima não ajudasse muito, era a minha cidade. E o medo que eu sentia não era de ficar nela, e sim de sair dela sem que resolvam o assassinato de Taylor. 


Notas Finais


espero que tenham gostado e vou tentar n demorar rs
comentem sz sz


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