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História Sister of NCT - Capítulo 17


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Capítulo 17 - Então o problema foi minha foto?



— Yah! Ake! Você não pode me ignorar para sempre! — Jaemin resmungou, seguindo-a pelo dormitório e suspirando alto. — Vamos conversar!

— Desculpe, Jaemin, eu estou ocupada. — Akemi resmungou, não dando atenção ao garoto e pegando a coleira de Cupcake, chamando-o e sorrindo assim que filho corre até ela.

— Ake… — O garoto choramingou.

— Até depois, Jaemin. — Murmurou, seguindo em direção à porta e então saindo.

Não gostava de tratá-lo daquela forma, mas ainda estava chateada pelo comportamento e pelo jeito em que a tratou; só estava preocupada com ele e quando as palavras foram ditas para si começou a pensar que seria um peso ali.

Talvez estivesse mesmo agindo como mãe deles? Talvez não estivesse sendo agradável para nenhum deles.

Eram os pensamentos que insistiam em ficar fixos em sua mente. Não gostava da situação, mas simplesmente não conseguia esquecer as palavra de Jaemin e não pensar que estava incomodando os meninos.

A situação era desagradável e a deixava desconfortável.

Akemi andou calmamente pelas ruas do condomínio, sorrindo assim que o celular tocou e o nome de sua melhor amiga piscou na tela.

— Adivinha quem ‘tá de volta?

Akemi sorriu imediatamente, ouvindo a voz feminina falar em japonês. Sentia saudades dela.

— Você já chegou? Por que não me avisou? Eu teria te buscado no aeroporto, Sayuri. — Reclamou, não segurando o sorriso.

— Não se preocupe com isso, sabe que eu não gosto de incomodar. — A garota riu. — Amanhã já vou voltar as minhas atividades na empresa, você vai estar lá?

— Claro que sim! Vamos almoçar juntas, estou com saudades de você.

— Eu sei que está. — Sayuri riu. — Como andam as coisas aí? As gravações têm ido bem?

— Tudo bem, os garotos são legais. Você tem assistido?

— Tenho sim, inclusive, Yuta é tão bonito quanto aparenta?

— Ele é maravilhoso! — Akemi riu. — Você gostaria mais ainda dele se o conhecesse pessoalmente.

— Eu sei que sim. E Shiro?

Akemi suspirou de forma pesada, chutando uma pedrinha no asfalto e soltando Cupcake, vendo-o correr até uma das árvores. Ela olhou ao redor, voltando a atenção ao filhotinho, que aproveitava a oportunidade para fazer xixi em tudo o que tinha pela frente.

— Eu terminei com ele.

— Oh! — Sayuri exclamou, entendendo a situação. — E como ele reagiu? Foi tudo bem? Ele fez alguma coisa? Eu devo acionar a polícia?

— Não, não precisa. De qualquer forma, a polícia não adianta de nada, você sabe Shiro tem dinheiro para sair de lá quantas vezes quiser. — Murmurou. — Eu estou bem, ele não teve uma boa reação, mas não fez nada, Taeyong e Yuta estavam por perto e interferiram, Yuta teve que usar maquiagem para esconder os ferimentos por alguns dias, mas ficou tudo bem.

— Que bom. Eu odeio aquele cara e fico feliz que tenha conseguido sair dessa, sinto muito por não estar aí para te ajudar.

— Eu estou bem, já disse. Não se preocupe. — Ake riu.

— Certo, eu preciso desligar, vou arrumar minhas coisas que ainda estão na mala. A gente se vê amanhã?

— Com certeza.

A ligação foi encerrada e correndo os olhos ao redor, Akemi procurou por Cupcake, vendo o mesmo correr animado pela grama. Um pequeno sorriso surgiu em seu rosto e, de repente, alguém a agarrou pelo braço, a fazendo se virar e seu corpo chocar-se com o de outra pessoa.

O cheiro do perfume fez sua cabeça rodar e seu coração disparar, o aperto em seu braço era firme, mas não chegava a machucar. Ela levantou o olhar, apenas para confirmar suas suspeitas de quem era.

— Como entrou aqui?

— Um tal de Jisung liberou a entrada. — Shiro sorriu, encarando-a. — Até que você tem morado bem aqui, tem sido uma boa cadelinha para aqueles garotos? — Ele murmurou entre dentes, aproximando o rosto do dela conforme falava as palavras.

— Você não tem nada para fazer aqui, Shiro. Se não for embora eu vou chamar a polícia e pode ter certeza que eu vou me certificar de que fiança nenhuma de tire daquele lugar.

— Está me ameaçando, querida? — Sorriu debochadamente. — Você sabe que isso nunca dá certo para você, e ainda sim quer fazer isso?

— Me solta. — Murmurou, empurrando-o e dando um passo para trás. — Eu não tenho mais nada com você, Shiro, eu deixei isso bem claro da última vez.

— Ah, claro, você quer dizer quando “terminou” comigo? — questionou, fingindo pensar. — Nós dois sabemos que não era aqui que você queria, meu bem, mas não se preocupe, eu posso te perdoar por isso.

— Me perdoar? — Akemi riu anasaladamente. — Me perdoar de quê? Me poupe, Shiro, eu vou repetir mais uma vez, porque, aparentemente, você não entendeu, eu terminei com você. — Falou lentamente, dando ênfase na palavra “terminei”.

Shiro a encarou, ele ainda mantinha o sorriso debochado no rosto enquanto se aproximava da garota à sua frente. Sua mão fechou-se no rosto dela, de forma bruta, enquanto a puxava para si.

— Não, meu bem, você não terminou comigo, porque você não é ninguém para fazer isso.

Conforme falava os dedos se apertavam no rosto da japonesa, que agarrou o pulso dele, tentando fazer com o garoto a soltasse, obviamente não obtendo muito sucesso nisso, já que o rapaz era muito mais forte do que ela.

— Ei! Cara… — Shiro foi puxado para trás, fazendo-o virar-se para o rapaz o loiro, sua mão deslizou até o braço de Akemi, o apertando firmemente.

Akemi levou o olhar em direção a Taemin, que ainda mantinha sua mão no ombro de Shiro, ela pode ver o olhar do recém-chegado cair sobre si de forma preocupada.

— Tudo bem? — questionou para ela.

— Ela está bem, cara. Você...

— Ela pode dizer suas próprias palavras. — Taemin afirmou, tomando uma expressão séria ao olhar para o japonês, que não pareceu nada feliz com o tom do outro. — Está tudo bem, Ake?

Akemi sentiu o aperto de Shiro em seu braço e o olhar dele sobre si, aquilo a deixou nervosa e relutante, notando isso, Taemin aproximou-se dela, enfiando-se entre os dois, seu olhar recaiu no rosto dela, notando a marca avermelhada ali, a situação era bem clara e desagradável.

— Você quer que eu ligue para a polícia?

— Ah, claro, tinha que ter alguém ‘pra bancar o herói de novo. — Shiro afirmou, rindo sarcasticamente. Sua mão puxou a garota para si, sendo segurado por Taemin, que virou-se para ele. — É assunto nosso, cara.

— Pelo o que eu me lembre bem, ela deixou bem claro da última vez que não queria ver você nem pintado de ouro. — Taemin retrucou, empurrando a mão do garoto para longe. — Eu espero que dessa vez você vá embora por conta própria e eu não tenha que chamar a polícia.

— Pelo amor de Deus. — O garoto falou irritado. — Você não pode nem sequer resolver seus problemas sozinha?

— Ou vai embora agora, ou vai sair daqui algemado e em uma viatura. — Taemin apontou, indicando que ele fosse em direção a saída, a mesma da qual havia vindo.

Shiro olhou para Akemi, esperando que ela falasse algo em seu favor, no entanto, isso não aconteceu. Akemi apenas levou o olhar ao chão, ouvindo o rapaz bufar alto.

— Isso não quer dizer que esse assunto acabou aqui. — O japonês falou irritado. Ele a olhou por alguns segundos e então olhou para Taemin, encarando-o seriamente e dando as costas.

Os dois observaram o rapaz caminhar até que ele sumisse de vista, o loiro virou-se para a garota, a olhando preocupado.

— Tudo bem? Ele machucou você? — perguntou rapidamente. Seus olhos analisaram o rosto dela, notando que ainda estava um pouco avermelhado. — Você devia pedir uma restrição.

— Estou bem, obrigada por... Isso. — Sorriu fracamente. — E... Eu vou pedir, só achei que ele não fosse querer vir atrás de mim depois da última vez.

— Bloqueie a entrada dele no condomínio, pelo visto, ele não vai te deixar em paz. — Murmurou, abaixando para acariciar o cachorrinho que se enfiou entre suas pernas. — Oi, garoto.

Akemi o observou se levantar com o filhotinho nos braços, ouvindo a risada do rapaz quando Cupcake lambeu seu rosto. Ela deu um sorrisinho notando o olhar de Taemin em si.

— Jisung disse que você queria meu número, mas não recebi nenhuma mensagem sua. — Comentou.

— Ah… Na verdade eu tentei mandar a mensagem, mas nunca sabia o que dizer. — Riu fracamente. — Não devia usar uma foto tão bonita de perfil, ela desconcentra quem quer falar com você.

— Então o problema foi minha foto? — Akemi riu, inclinando a cabeça para o lado.

— Ela tem uma porcentagem de culpa, é tão bonita que eu tinha que abrir toda hora. — Piscou para ela.

Akemi sentiu as bochechas corarem e desviou o olhar, sem uma resposta para dar ao garoto. Notando isso, Taemin sorriu, colocando Cupcake de volta no chão e então enfiando as mãos nos bolsos.

— Soube que estão trabalhando com Baekhyun, como tem sido?

— Ele é legal com todo mundo, é educado e profissional, eu gosto de pessoas assim. — Falou, sorrindo fracamente. — E você? Tem trabalhado em algo novo?

— Apenas com o SupeM. — Deu de ombros. — Vamos fazer alguns shows nos Estados Unidos daqui algumas semanas, acho que vai ser bem corrido para os meninos.

— Com certeza vai. — Concordou, sorrindo fracamente. — Espero que consigam descansar ao menos um pouco, deve ser uma correria e tanto.

— É sim.

Akemi suspirou, deixando um silêncio um pouco constrangedor se instalar ali. Envergonhada, ela chamou por Cupcake, que correu em sua direção e a fazendo sorrir e prender a coleira novamente.

— Bem, eu… tenho que ir. — Gesticulou, voltando a atenção a ele.

— Eu posso te acompanhar? Apenas por precaução dele não ter ido embora. — Referiu-se a Shiro, encolhendo os ombros e sorrindo quando ela assentiu, seguindo-a em passos calmos.

— Olha, você pode, por favor, não comentar com nenhum dos meninos sobre o que aconteceu? — murmurou, não o olhando.

— Se é isso que você quer, tudo bem, mas eu acho que você deveria conversar com eles sobre isso. — Aconselhou, umedecendo os lábios. — Eles podem te ajudar com a situação, Akemi.

— Eu sei, só não estou pronta pra isso, ainda. — Respondeu, parando de andar assim que notou já haviam chegado na porta de seu prédio. — Obrigada por me acompanhar e por me ajudar.

— Não foi nada. — Taemin sorriu, abaixando e acariciando o cachorrinho. — Cuide dessa garota bonita, ‘tá bom, filho? — sussurrou de forma audível, tirando um sorriso de Akemi, que acabou por rir ao ouvir a palavra “filho”. — Ah, desculpe, saiu sem querer, gosto tanto dele que já estou me considerando pai.

— Teríamos que casar para isso acontecer. — Brinca.

— Não seria um problema para mim. — Riu. — Vou tentar não me distrair com sua foto e te mandar uma mensagem mais tarde.

— Vou ficar esperando então. — Sorriu. — Boa noite, Taemin.

— Boa noite, Akemi.

Não estava tarde, começava a escurecer e passava um pouco das seis horas, enquanto entrava para dentro do prédio. Akemi fez um lembrete mental de, mais tarde, avisar que Shiro não poderia entrar no condomínio. Ela seguiu calmamente até o andar do NCT, sorrindo ao ver Yuta no final do corredor.

— Ei! — Ela falou, vendo Cupcake animar-se com a presença do outro. Ele era realmente muito amigável. — Acabou de chegar?

— Ei! — Yuta virou-se para ela, sorrindo abertamente. — Sim, e você?

— Fui levar Cupcake para passear um pouco.

— Ah, legal. — Balançou a cabeça, abaixando-se para acariciar o bichinho por alguns segundos e voltar a postura. Ele a encarou, não passando despercebido a marca no rosto da garota. — O que aconteceu? — Apontou, tomando uma expressão preocupada.

— Ah, não foi nada demais. — Sorriu fracamente, encolhendo os ombros e não querendo falar sobre aquilo.

— Quer entrar? Vamos pedir pizza hoje. — Sorriu educadamente. — Eu soube que você e Jaemin ainda não estão se falando.

— É, o clima fica um pouco… Chato!

— É um bom motivo para você passar a noite. — Piscou abrindo a porta e dando espaço para que ela entrasse primeiro.

— Eu não quero incomo… — Ela apenas riu e parou de falar, sentindo Yuta puxá-la para dentro do apartamento. — Já que você insiste tanto, eu fico.

— Engraçadinha. — Murmurou para ela, andando até a sala. — Já pediram a pizza? Ake vai passar a noite.

— Vai passar a noite? — Min Sun perguntou animadamente assim que viu a garota entrar no local.

— Isso é o que Yuta está dizendo. — Ela riu. — Eu não tenho roupa aqui, nem nada e também não quero incomodar.

— Não incomoda. — Johnny murmurou. — O tomatinho aqui acha que não somos bons o suficiente para ter uma conversa de meninas.

— Eu não disse isso! — Min Sun afirmou. — Eu apenas estava dizendo que sentia falta de poder conversar sobre certas coisas, que obviamente não posso falar com vocês.

— E por que a gente não pode ter essa conversa? Se bobiar, vamos ajudar bem mais do que qualquer amiga sua. — Doyoung resmungou.

— Vocês não gostariam de ter esse assunto. — Akemi riu, jogando-se ao lado de Taeyong, que sorriu assim que a garota deitou a cabeça em suas pernas. — Vamos pedir pizza de quê?

— Frango, queijo. Pedimos uma doce também. — Taeyong murmurou.

— E cadê o Donghyuck? — Yuta questionou.

— Ele disse que ia fazer companhia pra Yujin, aparentemente eles jogam o mesmo joguinho. — Taeil respondeu. — O U deve estar pegando fogo agora.

Min Sun gargalhou, assentindo com a cabeça.

— Aqueles dois são impossíveis juntos. — Doyoung reclamou, fazendo uma careta enquanto se levantava. — Eu vou aproveitar essa paz que estamos tendo e tomar um banho e descansar, daqui a pouco a praga chega e acaba o sossego.

— Você fala isso mas ama ele, Dodo. — Min riu, ouvindo o garoto sair resmungando. — Será que a pizza demora? Eu ‘tô morrendo de fome.



— Ai, Johnny, olha… — Min Sun reclamou, ouvindo o garoto citado e Taeil gargalharem. — Eu odeio vocês, que saco.

— Não odeia nada, você nos ama. — Taeil retrucou.

Akemi apenas riu, negando com a cabeça enquanto conferia o horário em seu celular. Ela se levantou, deixando os três ali e caminhou em direção ao banheiro, bocejando; todos insistiram para que ela passasse a noite e por fim ela acabou aceitando, era bom sair um pouco da rotina. Antes mesmo de chegar no banheiro, ela viu Taeyong deitado no quarto em que dividia com Johnny e Taeil e sorriu, adentrando o cômodo e se jogando ao lado do garoto na cama.

— Cansou de comer e ouvir as bobeiras que aqueles três falam? — Ele questionou, rindo.

— Ninguém aguenta aqueles três juntos, são pior que Yujin e Haechan juntos. — Ela riu. — O que houve? Você parece chateado hoje.

Por algum motivo, Akemi sentia-se próxima do líder; gostava da amizade que eles tinham, eles pareciam ter ficado mais próximos ainda após o Peace Day e ela gostava disso, não costumava confiar em muitas pessoas, mas Taeyong tinha ganho sua confiança em um piscar de olhos.

— Não é nada, acho que só estou cansado. — Suspirando, virou-se de barriga para baixo e encarando a garota. — E você? Parece chateada também.

— Shiro apareceu hoje, Jisung liberou a entrada dele. Eu não o culpo, porque ele não sabe da história, mas… Foi uma merda, eu não achei que ele fosse vir aqui.

— Ele esteve aqui? Eu pensei que ele estivesse preso.

— Ele tem dinheiro o suficiente para sair quantas vezes for necessário, Tae. — Suspirou. — Mas eu estou bem, ele veio com o mesmo papinho de sempre, sabe?

— Sei. Da próxima vez, me chame e vou dar uns bons socos nele.

— Você? Você ficou com medo de uma borboletinha, dragãozinho. — Implicou, cutucando-o e dando uma risada.

Taeyong revirou os olhos, puxando o travesseiro que estava atrás de si e o acertando na garota, bem no rosto.

— E você não ficou, né? — Ele retrucou, ouvindo a japonesa resmungar. — Engraçadinha.

Ake apenas riu, ajeitando-se melhor na cama, apoiando os cotovelos no colchão e dando uma risadinha enquanto encarava o garoto. Taeyong apenas sorriu, levando o olhar a ela.

— Se continuar me olhando assim, vou achar que quer me beijar. — Brincou, dando um sorriso ladino e umedecendo os lábios, mantendo o olhar no rosto da garota.

— E se eu quiser isso? — Ela retrucou no mesmo tom, deixando os lábios se repuxarem em um sorriso travesso.

Taeyong a encarou por um bom segundo e pegou impulso, empurrando o corpo para cima, seu rosto ficou próximo do da garota enquanto ele sustentava todo o peso de seu corpo apoiando um dos cotovelos no colchão, Akemi ficou um pouco surpresa com a aproximação do rapaz, no entanto, não se afastou.

Eles apenas se encararam por bons segundos e foi Akemi em que quebrou toda a distância que havia entre eles, pressionando sua boca contra a dele.

Teria ficado apenas em um selinho se Taeyong não tivesse tomado a frente, levando uma de suas mãos ao rosto da garota e fazendo um movimento suave em busca de passagem, esta na qual Ake lhe cedeu rapidamente, sentindo o polegar do garoto acariciar sua bochecha.

O beijo começou de forma suave, tornando-se intenso a cada segundo em que passava, os movimentos tornaram-se mais profundos, seus lábios manteram o ritmo perfeito, movendo-se em sincronia.

Quando Taeyong cogitou a ideia de aproximar-se um pouco mais, obrigou-se a se afastar da garota, ouvindo os passos no corredor e em seguida Taeil entrar no quarto.

Os dois o encararam como se fossem duas criancinha sendo pegas em flagrante e, tecnicamente, era isso mesmo que havia acontecido.

Taeil travou na porta, arregalando os olhos, sua boca se abriu algumas vezes e então seu olhar seguiu até a câmera que estava no quarto.

— É melhor falaram com um dos managers para darem um jeito nessas imagens. — Apontou para a câmera. — Meu Deus, vocês são loucos.

Akemi apenas ficou em silêncio, surpresa por terem sido pegos e por não ter lembrado da câmera ali em nenhum momento. Quando Taeil pegou o que precisava no quarto e se retirou, ela levou a atenção a Taeyong, que deu uma risadinha e se esticou para alcançar o celular. — Vou falar com Woosik sobre as imagens, não se preocupe. — Murmurou, sorrindo enquanto digitava rapidamente.

— Meu Deus, Taeyong, o Taeil viu a gente! — Ela afirmou, ainda com os olhos arregalados.

— Ele não vai contar a ninguém, não se preocupe. — Taeyong a olhou. — E Woonie disse que vai sumir com as imagens agora mesmo, não fique preocupada.

— Você fala isso tão tranquilamente que assusta. — Ela riu. — Não vai se apaixonar por mim, ‘tá bom? — brincou, tentando, de alguma forma, descontrair o clima.

— Ah, eu nem me declarei ainda e você já partiu meu coração? — Taeyong dramatizou, colocando a mão sobre o peito com uma expressão exagerada. — Você é um monstro, Akemi.

Akemi apenas riu, encarando o teto e os dois ficaram em silêncio por um tempo, ambos se questionando que raios havia acabado de acontecer ali. Por fim, entraram em um acordo de apenas deixar o acontecido para lá e seguirem normalmente com a amizade que tinham, assumindo que o ato havia sido apenas um calor do momento, antes mesmo de dormirem o assunto já havia sido deixado de lado e dado lugar a outra conversa mais interessante até que ambos pegassem no sono.




Min Sun foi a primeira a acordar na manhã seguinte. O alarme matinal tocando no mesmo horário de todos os dias; a garota se arrumou para cumprir os horários do dia e então seguiu até a cozinha, em busca de alguma coisa que pudesse comer. Por um incrível milagre, Donghyuck havia sido o segundo a acordar.

— Bom dia, noona! — O garoto sorriu.

— Uau! Que tipo de milagre aconteceu que você levantou da cama sem a gente ter que chamar trezentas vezes?

— Que horror, noona! — resmungou, se sentando e dando uma risada. — Pois saiba, eu fui dormir mais cedo que vocês ontem.

— ‘Tá explicado. — Min Sun riu. — Se divertiu com Yujin ontem?

— Sim! Passamos o dia todo juntos. Bella também estava lá, acho que você ainda não a conhece, ela é irmã do Mark. ficamos a tarde toda juntos; a gente assistiu um filme de terror, mas parecia mais uma comédia. — O garoto falou animadamente, fazendo a mais velha sorrir enquanto lhe servia um pouco do café da manhã. — E eu acho que Yujin e Chenle estão flertando, depois a gente jogou, Yujin e eu montamos um squad só nosso!

— Donghyuck não cala a boca para nada mesmo. — Doyoung resmungou, entrando na cozinha. — Que milagre tirou ele da cama essa hora?

— Deixa ele, Dodo. — Min riu. — Os outros acordaram?

— Taeil sim, os resto não. — Respondeu, sentando-se para comer.

— Espero que eles não atrasem. — Min sun murmurou, bocejando. — Taewon já me mandou uma mensagem falando que não podíamos atrasar hoje.

— Muita coisa pra fazer? — Hyuck questionou.

— Sim, ele disse que queria tratar alguns detalhes do debut e toda essa coisa. — Sorriu animadamente. — E você tem comido e descansado direito? Eu soube que ‘tá na correria por causa do comeback do 127 e do Dream.

— Sim, eu vou para lá e pra cá toda hora. — Riu. — Mas estou me cuidando, não se preocupe.

— Não está nada, esses dias mesmo você me disse que passou o dia todo sem comer. — Doyoung retrucou, apontando para o garoto.

— Donghyuck!

— Foi só um dia, noona! Um dia! E foi porque eu não tive tempo. — Choramingou.

— Mesmo assim, você sabe muito bem que não pode. — Min sun retrucou, o olhando feio e balançando a cabeça.

— Bom dia. — Akemi murmurou entrando na cozinha. — Taewon disse que era ‘pra gente ir com o Woosik e ele já está esperando lá embaixo, Yujin vai com os meninos do Dream mais tarde e… Hee só vai mais tarde também, aparentemente teve um problema no WayV e eles vão atrasar.

— Woosik já está aí? — Doyoung resmungou, arregalando os olhos e falando de boca cheia. — Meu Deus!

— Já, Taeyong foi acordar o resto e eu vou levar Cupcake ‘pro meu dormitório e me trocar. — Avisou, acenando com a mão e vendo os três assentirem, acenando de volta.

Min Sun se apressou em arrumar suas coisas, esperando que todos os meninos também arrumassem e então desceram até onde o manager esperava, encontrando Akemi já dentro da van.



— Eu ainda acho que não. — Taeil negou, levando a garrafinha de água aos lábios. — Mas se acontecer, pede ‘pra pintar de vermelho, ‘pra combinar comigo.

— Eu vou ficar ridícula de cabelo vermelho, Taeil. Aí sim o Johnny vai ficar pegando no meu pé me chamando de tomatinho. — Gargalhou.

— Então eu sou ridículo de cabelo vermelho? É isso que quis dizer? — Taeil questionou-fingindo-se de ofendido.

— Taeil, claro que não. — Min Sun riu, o empurrando para o lado.

Taeil acabou por desequilibrar e puxar a garota consigo para chão, a fazendo soltar um gritinho com o susto. O corpo da garota caiu sobre o dele, o que amorteceu a queda dela e o fez gemer pela dor do impacto, Min Sun arregalou os olhos e então gargalhou, agradecendo a Deus por não ter ninguém naquele corredor, ela apoiou as mãos no chão, encarando Taeil que também ria e tinha as mãos descansando na cintura da garota. Antes que ambos pudessem se levantar, ela viu duas silhuetas virarem o corredor e uma voz conhecida se pronunciar.

— Então é o seu trabalho aqui, Min Sun?


Notas Finais




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