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História Sisters - Capítulo 61


Escrita por: e strangerfabs


Notas do Autor


Olá gente!

Estamos na reta final dessa fanfic linda e muito emocionadas com tudo o que conquistamos!

E vamos ao capítulo!

Capítulo 61 - Ray e Nora


Fanfic / Fanfiction Sisters - Capítulo 61 - Ray e Nora

Nora estava nervosa. Apesar de suas primeiras intenções, ela havia se encantando por sua filha e chegou à conclusão de que a família Snow era formada por ótimas pessoas para se criar alguém. Era bonito ver que Nina, tão nova, já tinha um ótimo caráter como criança. Ela queria que a menina gostasse de seu novo namorado. Nora havia conhecido Ray Palmer a algum tempo e estavam juntos, ela sabia o que havia acontecido entre ele e Juliette Snow e que provavelmente Nina sabia sobre isso. Mas ela não sabia, pelo menos não quem era a pessoa, sabia apenas sobre a fita.

- Quem vamos conhecer, mamãe? – Pergunta Nina enquanto ela e Nora estavam no carro em direção à um restaurante.

- Uma pessoa que é muito especial para a mamãe. – Nina assentiu.

As duas chegaram ao local onde se encontrariam com Ray e desceram do carro. Nora segurou à mão de Nina e a mulher avistou Ray que se levantou e acenou para elas. Ray parecia estranhamente nervoso.

- Oi. – Diz Nora, dando apenas um abraço e um beijo singelo na bochecha do Palmer.

- Oi... Você deve ser a pequena Nina. – Diz ele se abaixando.

- Não sou tão pequena. – Diz Nina e eles riem. Mas Ray ficou ainda mais nervoso, primeira bola fora.

- Sua mãe me falou muito bem de você. – Nina então sorri para Ray e em seguida para Nora.

- Vamos almoçar? – Sugere Nora.

Ray tentou ao máximo fazer Nina sorrir, e se sentiu feliz em ver que muitas vezes conseguia, Nora se aliviou ao ver que a menina não falou sobre a fita em nenhum momento, então se certificou que ela não sabia sobre. Com o tempo, Nina já estava mais solta com Ray, e falava sobre sua casa e sobre como ela estava feliz tendo três famílias, a família grande na casa das Snow, a família média, que era seu pai, a esposa e suas meias-irmãs e sua família pequena, ela e a mãe dela e que torcia para que Ray logo fizesse parte, Ray ficou envergonhado, mas feliz que a garota o aceitara.

- Eu gostei do Ray. – Diz Nina no carro com a mãe enquanto ela a levava de volta para a mansão. – Ele é legal.

- É? – Nora pergunta sorrindo, a filha assentiu. – Que bom que gostou dele, ele faz a mamãe muito feliz. – Nora deixou a filha na casa das Snow, tentando não se constranger com o olhar mortal que Juliette lhe transferia e se retirou para voltar para a sua casa.

- Como foi, Nina? – Pergunta Juliette.

- Julie, para de rondar a menina. – Pede Caitlin. Mas a gêmea a ignora.

- Como foi? Ele parece malvado? – Nina nega.

- Não. Tio Ray parece bem legal. – Declara. Juliette gelou.

- Ray? – Caitlin não deixa transparecer seu nervosismo.

- Calma, pode ser outro. – Juliette puxa a menina para o sofá e se senta, pondo a menina de frente para ela.

- Como era esse Ray, Nina? – Nina franziu a testa.

- Ele é alto, tem cabelos pretos... Ele parece os super-homem. – Juliette encara Caitlin. A mais nova pega o celular e pesquisa o nome, Ray Palmer.

- É esse? – Pergunta Caitlin. Nina assentiu.

- Sim, é ele sim. – Diz ela. Caitlin e Juliette se encaram e Nina percebe a tensão no ar. – O que está acontecendo? – Juliette encara Nina. Seria hora dela saber o que aconteceu? Vendo que a gêmea mais velha não sabia como proceder, Caitlin tomou a frente.

- Nina, há muito tempo atrás, Ray e a Julie fizeram algo ruim, algo que sujou o nosso nome.

- É a sex tape. – As gêmeas se assustaram. Juliette encara Nina como se a menina tivesse contado o maior segredo da humanidade.

- Como sabe sobre isso? – Pergunta.

- As pessoas falam. – Diz ela. – O Ray tá envolvido também? – As duas assentiram. Nina abaixou o olhar. – Eu tinha gostado dele. – Diz ela um pouco triste e começando a pensar que a sua mãe poderia saber disso e não a contou.

- Nina, ele pode ter mudado... Não vemos ele há anos. – Diz Caitlin.

- Por favor, Caitlin... Uma vez mal caráter, sempre mal caráter. – Diz Juliette. Nina então sobe as escadas correndo.

- Viu o que você fez?

[...]

Nina insistiu para que seus sobrinhos e amigo fossem para casa de Nora, e a mulher achou que não haveria problema e seria até bom, para que ela desse uma boa impressão aos mais novos e mostrasse que estava realmente mudada e amando cada dia que passava com a filha.

- O Ray vai chegar já já. – Anunciou Nina.

- Ótimo. – Diz Cat arrumando a corda.

- Pra quê essa corda? – Pergunta Nina.

- Ela quer amarrar o Ray na escada. – Nina encara Cat quando Chris terminou de falar.

- Como vamos fazer isso? Ele é enorme. – Diz Nina. – Acho que ele tem uns três metros.

- É só a gente dizer que iremos brincar de sequestro. – Diz Chris.

- E se ele não cair? – Pergunta Nic.

- A gente diz que vai brincar de entrevista na TV e faz perguntas. – Diz Cat.

- E por que não fazemos isso primeiro? – Indaga Nina.

- E que graça teria? – A garota suspira.

Quando Ray chegou, ele cumprimentou Nora com um leve selinho e em seguida as crianças, acenando levemente, que fingiram ser uns belos anjinhos comportados que eram. Ray caiu. Até que Cat sugeriu a brincadeira, e, assim como Nora, para ganhar a confiança das crianças, o homem aceitou a brincadeira.

Agora, lá estava ele, amarrado ao topo da escada, enquanto as três crianças estavam de braços cruzados à sua frente com carinhas sérias e uma delas no final da escada, vigiando para ver se Nora apareceria, já que foi preparar um lanche para todos.

- O que querem? – Pergunta Ray, já assustado.

- Queremos saber por que voltou. – Diz Cat.

- Quer sujar o nome da minha mãe de novo? – Indaga Chris. Ray demorou um pouco para perceber do que as crianças estavam falando. E não os julgou ou ficou bravo pela atitude.

- Ah sim... Isso. – Ele suspira. – Eu não sou a mesma pessoa de antes. Eu me arrependi, se isso tivesse acontecido no passado, eu jamais teria feito o que fiz... – Chris e Cat suspiram e se encaram, enquanto Nina aceita a sentença.

- Será que podemos soltar ele agora?

- Por que? – Pergunta Chris. Ray o encara. – Por que fez aquilo? Gravou tudo e postou.

- Juliette quis gravar, eu estava errado pois não a contei que era casado, eu fui um verdadeiro idiota, sabia que Kendra iria terminar comigo e quis me vingar. Kendra achou o vídeo no meu celular e enviou para um blog de fofoca. Mas a culpa de tudo foi minha. Eu assumo e peço perdão. – Ray soou sincero, convencendo os quatro. – Como vocês sabem sobre isso?

- Por que todos perguntam isso? – Indaga Nina.

- As pessoas falam, na nossa escola, quando a gente saía as vezes. Minha tia ainda está conhecida por isso até hoje. – Ray respirou fundo, ainda mais culpado e arrependido.

- Eu era bobo, ok? Eu prometo que sou uma pessoa diferente agora. – E então o coração de Nina se apertou.

- Você gosta da minha mãe? – Pergunta Nina.

- Claro que gosto, Nina, ela especial para mim.

- Igual sua ex esposa? – Alfineta Cat.

- Não vai machucar ela. Nunca. Me promete isso. – Pediu com os olhinhos cheios de lágrimas, Ray engoliu em seco.

- Eu prometo Nina, não farei nada para machuca-la. – Cat e Chris decidiram deixar a prima lidar com a situação daquela maneira. – E nem ninguém da sua família novamente. – Ela assentiu.

- Promessa de dedinho? – Ela levantou o mindinho.

- Promessa de dedinho, mas eu estou amarrado. – Diz ele e ela ri. Deu a volta, descendo dois degraus e se sentando próximo às mãos dele que estavam para trás. Ray fechou o punho e levantou o mindinho e assim fez a promessa de não magoar jamais, ninguém da família de Nina e ele sabia o quanto a “Promessa de dedinho” era importante para as crianças. Assim que Nora retornou, Ray não estava mais amarrado e brincava com as crianças, todos felizes.

[...]

Naquele tempo, a adoção de crianças por casais homo afetivos já estava mais flexível, entretanto, não quando esse casal era tão jovem e nem ao menos casados.

- Vocês terão que casar? – Pergunta Anna, segurando a pequena criança em seus braços. Era um bebê de um ano e dois meses que sempre estava aos cuidados de seu irmão gêmeo.

- Não, não é um processo tão difícil. – Diz Felipe. – A mãe da Villanelle sempre deixava ela com a gente para ir para festas, só buscava depois de dias, ela já está acostumada com a gente.

- O problema é a nossa idade. – Diz Victor.

- Eu compro a corte se quiser. – Victor, Felipe e Anna franziram a testa, encarando Juliette que apareceu na cozinha, se sentando na sala. – O que é? – Eles negaram e ignoraram.

- Já aconteceu a audiência? – Os dois assentiram.

- A decisão final chega hoje e eu dei o endereço daqui. – Declara Felipe.

- Quer dizer então que você vai mesmo me fazer avó? – Pergunta Juliette. – Já não basta a Belle me fazendo de velha? – Eles riem.

- Os pais dela não brigaram pelo caso? – Indagou Anna.

- Não. Pelo jeito que tratavam a menina eu duvido que sintam a falta dela agora. – Diz Felipe encarando a pequena Villanelle no colo da irmã. A bebê era bem magrinha, seus cabelos eram loiros e seus olhos esverdeados. A pequena não costumava sorrir muito, porém, não estranhava ninguém.

- Ela vai ficar muito melhor com vocês e eu vou amar ser titia de dois bebês! – Anna comemora com a bebê em seu colo. – Vocês precisam se mudar, o apartamento de vocês não cabe uma criança.

- Nós já estamos vendo isso. – Declara Victor. – Logo a Villanelle terá um lar. E tomara que seja conosco!

- Onde seus vizinhos arrumaram esse nome? Com a mamãe? – Juliette indaga.

- É francês, acho bem chique, não é baby V? – Anna sorri para a futura sobrinha que sorri minimamente, logo ficando séria novamente. – Essa criança precisa de terapia.

- Ela já faz tratamento pago pelo governo, se ganharmos a guarda dela vamos fazer o possível para recuperá-la do trauma que foi viver naquela casa horrível. – Diz Felipe enquanto acariciava as bochechas da bebê que finalmente sorriu sinceramente.

A campainha tocou e Felipe se apressou para abri-la, Nora estava ali com as três crianças e sorrindo, Sara já havia ido buscar Nic. Nora cumprimentou o garoto e as entregou, Cat estava com a correspondência em mãos. Felipe pegou o papel, mas decidiu abri-lo apenas quando todos estivessem presente.

Belle e Caitlin chegaram logo em seguida com algumas sacolas, segurando algumas roupinhas de criança, Aidan apareceu logo atrás e parecia congelado.

- O que aquele garoto tem? – Pergunta Anna.

- Ele vai ficar bem... – Diz Belle. – Onde estão o papai, tio Ronnie e a vovó e o vovô? Eu tenho uma novidade. – Diz Sorrindo.

- Eu vou chamar o papai e o titio. – Diz Cat correndo.

- E eu a mamãe e o papai. – Nina corre também, e logo, todos estavam reunidos na grande mansão, prontos para o que Belle tinha a dizer e o que Felipe teria a ler. Primeiro, quem daria a notícia, seria Belle.

- Sempre a Belle primeiro. – Diz Anna brincalhona, a prima rola os olhos.

- Então, hoje foi a minha primeira ultra e... – Ela faz um suspense. - Os bebês estão bem.

- Espera... Os? – Pergunta Barry.

- Eu estou grávida. Grávida de gêmeos. – Diz Belle animada e batendo palmas, enquanto Aidan ainda estava atônito. Todos parabenizaram a menina e comemoraram com alegria, enquanto Barry chorava. E então todos se voltaram para Felipe, que estava nervoso e foi incentivado por todos à abri-la.

- “Caro senhores Felipe Raymond e Victor García, nós da Suprema Corte de Central City e da Vara Infantil de Central City, gostaríamos de informar... – As mãos de Felipe começaram a tremer e ele arregalou os olhos, enquanto lia a última parte. – Que a guarda definitiva de Villanelle Siwa está a seus cuidados. Vocês podem recorrer à mudança de nome assim que possível, apresentando este documento.”

E todos novamente comemoraram e aplaudiram, enquanto Felipe chorava de alegria, abraçado ao namorado, que se tornou um grande abraço em grupo. Todos felizes pelas duas notícias felizes que receberam àquele dia.

Os meses foram passando e a relação de Nora e Ray estava ficando cada vez mais séria. Nina estava convencida de que Ray realmente amava sua mãe e estava disposta a convencer a todos da família Snow que Nora e Ray haviam mudado assim como seu pai, Ralph.

Naquele dia aconteceria a grande inauguração do jornal do The Central City Dockers, também seria revelado os novos jogadores escalados, além de revelarem as mulheres que seriam a primeira equipe feminina que vestiria a camisa do time. Seria um grande evento e Nina tinha tudo planejado com seu futuro padrasto.

- Nina, os seguranças nunca vão me deixar entrar lá. – Ray afirma mais uma vez.

- Eles vão sim! – Nina mostra os dois ingressos para o grande evento no estádio.

- Como você os conseguiu? Juliette já deixou claro que me odeia. – Ray referiu-se a um dia em que foi levar Nina de volta a mansão e Juliette gritou da janela o quão o odiava. – Ela me chamou de monte de esterco.

- Eu pedi a ela um par de ingressos e disse que ia sortear no meu instagram. Como eu vou me apresentar com as cheerleaders hoje ela acreditou e está ocupada demais para checar se é verdade. – Nina sorri enquanto entrega os ingressos. – O anel está no lugar? – Ray espia a caixinha em seu bolso e sorri.

- Estou muito nervoso!

- Eu também! Mas já repassamos o plano. Mamãe vai me levar pra mansão agora, você vai dizer pra ela que vão sair a noite e de surpresa revela que ganhou os ingressos para ver minha apresentação ao vivo. – Ray assentiu. – Esses ingressos são dos bancos da primeira fila próximos do palco onde eu vou estar, eu vou pedir o microfone na hora certa e você subirá no palco para fazer o pedido. O segurança já sabe de tudo, já o paguei bem.

- Eu tenho medo de você! – Ray declarou fazendo Nina revirar os olhos.

- Você me pediu ajuda e disse que queria algo grandioso, quer algo mais grandioso que isso? – Ray sorriu e ambos se abraçaram.

O dia passou como um flash para todos, exceto para Nina, que contava os minutos. Viu o exato momento que Nora e Ray ocuparam seus assentos, tudo estava tão agitado que ninguém ali parecia ter notado. Exceto as crianças que sabiam de todo o plano.

Juliette apresentou Kara Danvers que subiu ao palco com Lena Luthor. As duas cortaram uma fita vermelha simbólica representando a abertura do jornal do The Central City Dockers. Cisco Ramon, Cynthia Reynolds e Sara Lance também subiram ao palco onde houve o cumprimento formal. Trabalhariam juntos agora.

Juliette apresentou os times, tanto o feminino quanto o masculino. Também apresentou os Junior, onde Maeve Danvers se destacava como Quarterback.

- Agora gostaria de agradecer a toda a equipe de todos os setores. Sem vocês, o The Central City Dockers não chegaria onde chegou. Primeiro a Joshua Snow e Malcolm Merlyn, que fundaram o time e o ergueram. Sei que tive muitos conflitos com Merlyn, mas gostaria de dizer que isso ficou no passado, eu o perdoo pois sei que tudo o que passei nas mãos dele me fez ser alguém melhor, e acima das nossas diferenças, nós queremos o mesmo, o avanço do nosso time.

Em seguida Malcolm adentra o palco ao lado de Thea, Juliette o havia convidado. Eles trocam um aperto de mão e Malcolm demonstrava o devido respeito as gêmeas. Juliette tomou o microfone novamente. Sentindo um peso ser retirado de seus ombros.

- Gostaria de agradecer a minha irmã, Caitlin. Ela foi a pessoa que mais me ajudou a superar as dificuldades e reerguer minha imagem. Juntas nós fizemos esse time ter uma nova chance e espero que a nossa futura herdeira faça um trabalho ainda melhor. – Juliette olha para Nina que sorri e acena para a câmera. Ela já estava no palco principal com sua roupa de cheerleader. – Gostaria de agradecer também a nossos psicólogos, advogados, treinadores, o RH que é o setor mais movimentado desse prédio! – Todos riram. – Aos patrocinadores, os acionistas, os diretores, os assistentes de mídia, os professores do time júnior. Todos aqui são importantes e espero que esse ano seja promissor! Vamos concorrer ao campeonato masculino, feminino e Junior e esperamos trazer as taças para casa! – Todos aplaudiram e Juliette chamou o mascote e as Cheerleaders para iniciarem a apresentação. Porém, apenas o mascote entrou, entregando um microfone a Nina.

- O que está acontecendo? – Juliette indagou pelo ponto eletrônico que usava.

- Senhora Snow, Seu filho mais novo está impedindo o DJ de iniciar a música das Cheerleaders. – Um dos seguranças foi o primeiro a relatar um problema.

- Senhora Snow, sua sobrinha trancou a passagem das Cheerleaders até o palco.

- Atenção a todos! – Nina falou pelo microfone.

- O que eles estão aprontando agora? – Caitlin indagou a Juliette.

- Não sei, mas nós estávamos errados sobre a primeira geração ter dado mais trabalho. Nada que os gêmeos e Belle fizeram vai superar sabotar a noite mais importante do time e eu nem consigo pensar em um castigo pra eles.

- Quero começar dizendo que as pessoas mudam. Meus pais biológicos eram pessoas imaturas quando eu nasci, mas hoje eles estão fazendo o possível para se redimirem e eu os amo por isso. – Nora já começou a chorar ao lado de Ray. – Minha irmã Juliette é outra pessoa que mudou. Eu ouço as histórias e sei que ela era a pessoa mais louca do mundo. Hoje ela é a mulher mais responsável do mundo, um exemplo pra mim. – Juliette encarou Caitlin que estava no mesmo nível de confusão. – Meus pais adotivos também mudaram, eles dizem que eu fui a segunda chance deles. Barry e Ronnie são exemplos de mudanças. A dois anos eu vi eles perderem minhas irmãs e agora estão juntos novamente por que mudaram. Se todo mundo tem uma segunda chance, porque minha mãe biológica Nora Darhk e o namorado dela, Ray Palmer não podem ter? – Nina encara Juliette e Caitlin, a essa altura todos da família estavam no palco, incluindo os seguranças, entretanto, Juliette disse que não deveriam interromper a menina. – Eu quero chama-los aqui no palco.

O segurança liberou a passagem e Nora seguiu Ray, completamente confusa. Nina entregou o microfone a Ray.

- Juliette Snow. Eu gostaria de me desculpar por ter feito algo tão estúpido. Eu deveria ter sido sincero com você sobre ser casado na época. – Juliette assentiu. – Eu assumo toda a culpa, pois sei que as pessoas julgam a integridade dessa mulher até hoje por isso, algo que nem ao menos é culpa dela. Pois se vão culpar alguém, culpem a mim. – Juliette caminhou até o palco onde Ray estava e o estendeu a mão. – Kendra. – Ray encarou a mulher que estava ao lado do marido, o filho e Belle. – Eu fui um péssimo marido, eu fiz nosso casamento acabar e nunca vou me perdoar por todo mal que fiz a você. Eu fico feliz que você tenha se casado e construído uma família. Obrigada por ter me feito feliz um dia. – Kendra também levantou de seu lugar e foi junto do marido cumprimentar Ray. Belle abraçou Aidan, estava muito feliz por aquele momento.

– E eu gostaria de agradecer a Nina. – Nina encarou Ray confusa, aquilo não fazia parte do plano. – Obrigada por acreditar em mim mesmo quando sua família disse que não deveria, eu não os culpo, mas se não fosse por você, eu nunca teria a oportunidade de me redimir dessa forma. Obrigada por confiar em mim. – Nina correu e abraçou Ray. Todos estavam emocionados com o momento. Até Ray se ajoelhar diante de Nora, Nina segurou o microfone para que ele pudesse falar e ter as mãos livres.

- Nora Darhk. Conhecer você me fez querer viver novamente. Me fez entender que eu também merecia ser feliz. Obrigada por me aceitar mesmo sabendo do meu passado e da pessoa que eu já fui. Eu amo você e quero estar com você para o resto da vida, se você me permitir. – Ray tirou a caixinha do bolso e a abriu. – Nora, você aceita se casar comigo?

- Sim! – Nora respondeu. Nina correu até a mãe pondo o microfone em sua boca e ela repetiu para que todos ouvissem. – Sim, eu aceito! – Todos aplaudiram e o casal trocou um lindo beijo. Cat, Chris e Nic correram até Nina a abraçando.

- Como é que nós vamos superar isso? – Anna indagou a Felipe que deu de ombros.

- Melhor encarar a derrota. – Respondeu enquanto segurava Villanelle que achava mais interessante brincar com o colar que o pai usava.

The Central City Dockers estreou a competição com vitória atrás de Vitória. Finalmente a família Snow havia aceitado Nora, o casamento estava próximo e os preparativos intensos. Todos quiseram ajudar e a festa seria enorme, afinal, Nora queria todos que fossem importantes para a filha presentes.

A decoração de tudo foi feito com azul bebê e branco, havia apenas algumas rosas vermelhas distribuídas pelo ambiente, tudo bastante simplório porém com um ar sofisticado. Nora usava um vestido azul, com um tecido lápis e incomum para a ocasião, entretanto, para Nina sua mãe era a mulher mais linda do mundo. Nina usava um vestido longo e branco, bem armado na saia, parecia uma princesa, e realmente era.

Ralph havia chegado com a esposa e filhas, ele cumprimentou a filha e seguiu para seu lugar, era a primeira vez que via Nora desde quando terminaram tempo atrás, porém, estavam felizes com sua nova vida e nada estragaria aquele momento.

Carla e Gael eram padrinhos assim como Juliette, Ronnie, Barry e Caitlin.

A música instrumental se iniciou e os padrinhos adentraram, em seguida veio Ray, que já chorava de emoção. Nora fez sua entrada e sorriu ao se encontrar com Ray no altar. Após a troca de votos, Nina adentrou com as alianças, fazendo todos sorrirem com sua graciosidade e alegria. Os noivos finalmente estavam casados e era hora da festa. A esposa de Ralph estava lidando bem com a situação assim como Kendra. Nina brincava na pista de dança com toda sua equipe. Cat, Chris, Nic, Ariana, e Maeve. Logo pegaram Villanelle para dançar também, a pequena já andava agora, sorria mais, estava mais gordinha e saudável, além de conseguir falar várias coisas. Todos estavam felizes com aquele bom momento.

Era a hora do buquê. Belle já estava com sua enorme barriga de nove meses mas foi arrastada por Anna até a aglomeração, Anna dizia que Belle precisava de um empurrãozinho para se casar logo. Nora jogou o buquê e acabou caindo na mão de Anna. Belle começou a rir.

- Acho que o empurrãozinho saiu por onde você não esperava. – Belle provocou a prima, que deu o buquê nas mãos de Loren e saiu pisando firme, Dante foi atrás da namorada.

- Bom, já que isso foi passado a mim, gostaria de aproveitar a ocasião para dizer que eu e Enzo vamos nos casar. – Loren diz animada a todos que aplaudem.

- Não! – Cisco grita em alto e bom tom. Sendo ignorado.

- Como você não me contou? – Cherry indagou a prima.

- Desculpa! O Enzo me propôs no último final de semana e eu não sabia bem como contar. – Loren admitiu. Cisco saiu correndo pelo mesmo local que Anna arrancando risadas de todos, e deixando algumas pessoas confusas. Felicity, Oliver e Cynthia foram parabenizar os filhos até ouvirem o grito de Belle.

- Acho que a bolsa estourou!


Notas Finais


Quantas emoções!
E oque vocês acharam?


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