História Six Days Of Heat - Capítulo 18


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Categorias One Direction
Personagens Harry Styles, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Personagens Originais, Zayn Malik
Tags Abo, Alfa, Beta, Harry Styles, Larry, Larry Stylinson, Liam Payne, Louis Tomlinson, Ltops, Mpreg, Narry, Niall Horan, Nouis, Nourry, Ômega, One Direction, Zayn Malik, Zbottom, Ziam, Ziam Mayne
Visualizações 196
Palavras 2.552
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Ecchi, Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 18 - The Final Countdown


Ruth já estava exausta tamanho esforço que fazia para tentar se livrar das correntes. Seus braços e tronco estavam em carne viva, as correntes se arrastavam sobre a pele enquanto ela usava uma força absurda para sair dali. Ela chorava contido pela mordaça enquanto encarava o corpo inerte do irmão. Grunhia o nome dele em desespero, tentava, sem sucesso chamar pela mãe, por Trisha, por Ailee, pareciam estar todos mortos.

Arregalou os olhos quando viu sua ômega se mexer com dificuldade. Ailee abriu os olhos e sentiu todos os seus ossos trincarem, havia sido arremessada com tanta força contra uma árvore, que, na verdade, parecia não ter mais osso nenhum. Ergueu-se e se assustou com a figura de Ruth ensanguentada, presa à árvore. Correu até ela como pôde, segurando seu rosto enquanto tirava a mordaça.

- Ruth... Ruth... - juntou os lábios em um beijo agoniado, para logo depois encostarem suas testas. - Você está bem?

- Sim, babe, você precisa me soltar, eu preciso ajudar o Liam.

Com muita dificuldade e vários grunhidos e gemidos de dor, Ruth finalmente conseguiu se libertar, com a ajuda de Ailee arrastou-se até onde Liam estava desacordado, tombando de joelhos ao lado do seu corpo.

- Babe, vá ver a minha mãe e a Trisha sim? Veja como elas estão, por favor. - a ômega assentiu e se afastou até onde as outras duas mulheres estavam - Liam? Vamos lá, isso não é nada, você está bem, nós estamos bem. - os olhos castanhos voltaram a marejar, enquanto ela erguia cuidadosamente a cabeça do irmão e punha em seu colo.

Um pouco afastada, Karen finalmente despertava, sentindo uma dor absurda em seu corpo, assim que ergueu-se do chão, arregalou os olhos ao encontrar seus filhotes naquele estado. Ela não podia se levantar, parecia ter quebrado uma das pernas, sequer podia se arrastar até onde eles estavam, porém, ouvia claramente as lamúrias da filha mais nova.

- Ruth! - ainda que fosse inútil, tentou se levantar, recebendo um rosnado assustador da filha.

- FICA AÍ! NÃO VEM AQUI, MÃE. - a alfa mais nova não queria que a mãe visse o filho naquele estado deplorável - Liam... Liam por favor, abre os olhos, vamos lá, mostra esses olhos pra mim. Mostra eles pra mim! - as lágrimas já eram abundantes em seu rosto, o peito do irmão subia e descia tão lentamente que ela podia sentir o ar esvair-se de seus pulmões enquanto a vida deixava aos poucos o corpo dele. - Não faz isso comigo, não agora. Por favor.

Ruth afastou os fios que estavam grudados a testa do irmão, exibiu uma quantidade incontável de cortes, sequer parecia o mesmo Liam. O rosto inchado, cheio de hematomas e havia tanto sangue que ela suspeitava que não houvesse muito mais correndo pelas veias dele. Encostou a própria testa sobre a dele e deixou-se chorar por alguns minutos, queria poder fazer alguma coisa, mas, não parecia haver nada ao seu alcance naquele momento. Até que algo lhe ocorreu e, em meio as lágrimas insistentes, a alfa se permitiu sorrir.

- Você se lembra... Se lembra de quando nós brigamos a primeira vez? Provavelmente acha que eu esqueci do que você fazia com as minhas bonecas, mas, eu não esqueci. Aquela foi a última vez que você sumiu com a cabeça de uma delas e eu fiquei tão brava com você Liam, tão brava. Eu me tranquei no quarto e, veja bem, eu não me orgulho disso, mas eu desejei que você não tivesse nascido, que não fosse meu irmão. A mamãe ficou desesperada, lembra que nós ficamos sem nos falar por quase um mês? - Ruth permanecia com os olhos fechados, recordava-se daqueles acontecimentos enquanto narrava os acontecimentos como uma história para o irmão desacordado. - Você me perdoa? Eu não falei sério, não era verdade, não quis pensar nada daquilo, eu estava tão brava com você que eu não pensei direito, você era um babaca que quebrava as minhas bonecas e naquele momento elas pareciam importantíssimas pra mim. Mas... Não eram tanto, se você for parar pra pensar.

- Suas... Bonecas... Eram... Assustadoras... - o alfa respondeu com dificuldade, assustando a irmã, que ergueu o rosto o suficiente para encarar o dele.

- Você me fez um favor, certo? - sorriu no meio do choro - E você lembra como nós fizemos as pazes?

O alfa ainda não havia aberto os olhos, respirava com dificuldade e não podia se mover, mas, conseguia ouvir claramente a voz da irmã e sim, ele se lembrava de como haviam feito as pazes.

- Você me comprou uma boneca nova. Lembra? - o alfa assentiu lentamente. - E pediu à mamãe pra te ensinar a tocar piano... Come up to meet you, tell you I'm sorry, you don't know how lovely you are. I had to find you, tell you I need you, tell you I set you apart... Você consegue continuar? Faria isso por mim? Você sabe que eu amo quando você canta.

- Ruth... - respondeu baixinho.

- Tell me your secrets and ask me your questions, Oh, let's go back to the start. Running in circles, coming up tails, heads on a science apart... - voltou a juntar suas testas enquanto fazia um carinho suave nas bochechas judiadas do irmão - Você não vai me fazer cantar sozinha, vai?

- Nobody... Said... It... Was... Easy... - o alfa mal conseguia projetar a voz para fora do corpo

- It's such a shame for us to part. Nobody said it was easy, no one ever said it would be this hard. Oh, take me back to the start... - o cacheado já havia ficado em silêncio novamente, por um instante, Ruth não pôde ouvir o coração dele, ou sentir sua respiração - Liam por favor... Por favor... Por favor... Eu estou aqui, eu estou bem aqui.

- VOVÓ!

De repente, a voz estridente e assustada de uma garotinha se fez audível, chamando a atenção de Karen, Trisha e Ailee, que assistiam de longe aquele momento entre irmãos e preferiram não intervir. A alfa havia se levantando para consolar a ômega que estava aos prantos por não poder se aproximar dos filhotes e ambas se assustaram quando a garotinha morena correu até Ruth e Liam.

- Vovó, vem aqui, por favor! - a menina repetiu, encostando a mão pequena sobre o peito do alfa.

Uma senhora de pouco mais de 80 anos surgiu próxima à cabana, arregalou os olhos assustada com a cena que via. Caminhou com dificuldade até as três mulheres agachando-se perto delas.

- Mas o que aconteceu com vocês?

- Nós fomos atacados, pode nos ajudar? Por favor? O meu filho ele está muito machucado, ele precisa de cuidados.

- Claro, não se preocupem, nós vamos ajudá-los. - ergueu-se e virou-se para a neta. - Heather, venha, vamos chamar seus irmãos. - a garotinha morena assentiu e sorriu para a alfa, como se a reconfortasse. Como se dissesse silenciosamente que ficaria tudo bem.

Poucos minutos depois, seis rapazes muito bonitos surgiram com duas espécies de maca improvisadas em pedaços de madeira e lençóis velhos. Em uma delas, Karen foi colocada, gemeu dolorida, sua perna estava de fato fraturada. Liam foi colocado na outra maca, ele e a mãe foram levados cuidadosamente, enquanto a senhora voltava para guiar as outras.

Caminharam por pouquíssimo tempo, mas, Ruth tinha certeza de que se fosse sozinha, se perderia, chegaram a uma espécie de clareira, nela haviam quatro pequenas casas feitas de taipa e madeira, no meio, havia uma fogueira acesa, uma mulher muito bonita estava sentada próxima ao fogo, ao seu lado estava sentada a pequena Heather. E, por mais incrível que possa parecer, todos se sentiram estranhamente bem na presença daquela criança.

Karen sumiu dentro de uma das casinhas, acompanhada por Trisha que, curiosamente, passara a nutrir um sentimento protetor sobre a ômega e não tinha a menor vontade de sair de perto dela, queria mantê-la sob seus olhos. Liam foi levado para outra e, em seguida, a mesma mulher que estava ao lado de Heather entrou. A garotinha continuou sentada, parecia hipnotizada enquanto olhava a fogueira. Ailee entrelaçou os dedos aos da alfa e as duas acompanharam um dos rapazes, foram levadas para outra das casinhas.

Era tudo muito pequeno e aconchegante, quentinho, para se opor ao gelo que estava do lado de fora, possuía 3 cômodos, uma sala, uma cozinha e um quarto. Os móveis eram de madeira, pareciam ter sido entalhados em uma daquelas árvores antigas e, envernizados logo depois. A luz era fraca, a maior parte era causada pela lareira de tijolos, bem no meio da sala.

- Fiquem a vontade, a minha mãe já vem falar com vocês. - ele sorriu simpático e deixou a casa.

As duas se sentaram no sofá e a ômega envolveu a alfa em um abraço apertado, acariciando os cabelos compridos.

- Eu não sei o que dizer, babe. - Ailee comentou sincera.

- Não precisa dizer nada, só precisa ficar comigo. - apertou a cintura marcada e afundou o rosto no pescoço da ômega, deixando-se levar pelo cheiro e pelo carinho.

Alguns minutos depois a senhora entrou sorrindo simpática, chamando a atenção de Ruth, que ergueu-se imediatamente. A senhora sentou-se ao lado das duas mulheres, que a encararam um tanto desconfiadas.

- Como ela está? - Ruth perguntou, referindo-se à mãe.

- Ela vai ficar bem, está descansando, dormindo, parecia cansada. - a senhora estava sentada ao lado da alfa e segurou suas mãos enquanto tentava acalma-la. - Trisha não pretende deixa-la. - disse dando uma piscadela. - Eu me chamo Celine.

- E o meu irmão? - ergueu os olhos assustados e perguntou apreensiva.

- Meu bem, seu irmão está muito machucado, nós estamos fazendo o possível. - a expressão preocupada da alfa passou para Celine - Não se preocupe, se esse for o destino dele, ele ficará bem, pode demorar, mas, ele voltará para você.

- Quem são vocês? Por que nos ajudaram?

- Você não deve se preocupar com isso, sim? Nós faremos tudo que estiver ao nosso alcance para ajudar você e a sua família. - sorriu, reconfortando a alfa.

Um pouco afastado dali, em uma das pequenas casinhas, Payne continuava desacordado, enquanto uma mulher cuidava dos seus ferimentos. Os cortes já haviam sido limpos e suturados de uma forma um pouco rústica, não havia mais sangue e, isso se aplicaria dentro e fora do corpo do alfa. Os batimentos cardíacos estavam enfraquecidos e chegavam a sumir por alguns segundos, o mesmo valia para a respiração quase inexistente.

- Louise... - Heather chamou baixinho, recebendo um sorriso triste como resposta - Eu vou ficar com ele.

A mulher assentiu e se levantou, deixando Heather e Liam sozinhos. A garotinha se aproximou o suficiente e se sentou sobre a cama, ao lado do alfa. Ele não parecia com nenhum outro daquela espécie que ela tivesse visto, não parecia ruim, pelo menos, ela não podia olhar para ele e imaginar alguém que pudesse lhe fazer mal.

- Abra os olhos... - disse baixinho, sendo obedecida pelo alfa, que a encarou confuso.

- Onde... Onde eu estou? - tentou se levantar, mas, uma dor aguda em seu corpo o fez desistir.

- Eu gosto de você, Liam. - então ela sorriu e instantaneamente o fez sorrir também.

- Eu acho... Que eu também gosto de você? - a expressão confusa no rosto do alfa não fazia desaparecer o sorriso.

- Quer ver uma coisa? - o alfa assentiu - Você precisa de uma coroa especial, espera um pouco.

Heather desapareceu pela porta e, curiosamente, Liam já não se sentia tão enfraquecido, mesmo que não tivesse condições físicas de se levantar e mesmo que seu corpo não correspondesse, mentalmente ele estava bem. A presença daquela garotinha o fazia se sentir bem. Minutos depois ela voltou, com uma coroa de flores na cabeça e outra em mãos.

Cuidadosamente a garotinha subiu na cama improvisada, ficando de joelhos sobre o colchão, ao lado do alfa, se esticou o suficiente para colocar a coroa de flores na cabeça dele que voltou os olhos para ela, piscando-os rapidamente.

- Pronto.

A garotinha sorriu largo e ficou de pé sobre a cama, Liam a encarava atentamente, piscava os olhos incrédulo. Heather sentou-se sobre os próprios calcanhares e respirou fundo, fechando os olhos. Assim que ela os abriu novamente, eles pareciam ainda mais castanhos, então presas cresceram, substituindo os dentes pequenos e brancos, a garotinha sacudiu o rosto e rosnou baixinho, exibindo orgulhosa os caninos pontudos, Payne podia jurar que ela estava sorrindo.

Então, sem fazer sujeira ou estardalhaço, a moreninha transformou-se em um filhote de lobo, tão branco, que as únicas cores visíveis eram o castanho dos olhos, o negro do focinho e, é claro, as flores coloridas sobre a cabeça. Lentamente o filhotinho subiu sobre o peito do alfa, até se aninhar ali, com a cabeça na curva do pescoço do maior, fungando baixo, sentindo o cheiro, por fim, acabaram adormecendo juntos, com a pequena Heather embolada no pescoço do castanho.

***

- Você precisa comer. - Mason disse firme, empurrando o prato em frente ao ômega.

- Não estou com fome. - rosnou baixo, mantendo os olhos fixos no alfa.

- Eu não ligo, na verdade, não estou preocupado com você, não dou a mínima, mas, você carrega tudo pelo que eu e a minha família viemos lutando há quatro gerações. Então coma, eu quero que esse filhote vingue. - com um soco jogou o prato no chão, espalhando o líquido que provavelmente era sopa.

- E eu quero que você vá a merda. - em movimento rápido, Mason agarrou o ômega pelo pescoço, erguendo-o da cadeira onde ele estava sentado, sufocando-o com os dedos e arranhando-o com as garras.

- Insolente. Terei o maior prazer em matar você quando esse filhote nascer.

- Não vou te dar esse prazer, você não vai encostar um dedo em mim ou nele. Antes disso eu mesmo dou um fim à minha vida. - o alfa rosnou alto, estava a ponto de perder a paciência.

- MASON! - Leo apareceu - Solta ele.

- Leo... - Mason resmungou, sem tirar os olhos de Zayn.

- Solte. O. Ômega. Eu não vou repetir. - Malik foi jogado na cadeira e Mason deixou a sala irritado. O ômega encarou o alfa mais velho e assentiu, agradecendo silenciosamente por aquilo.

- Eu não vou comer. - Zayn disse firme.

- Só se você quiser.

O alfa deixou um novo prato com alguns sanduíches na mesa onde o ômega estava, e uma xícara de chá. Sumiu pela mesma porta onde Mason havia saído, voltando a trancar Zayn naquele lugar. Era uma sala com poucos móveis, uma mesa e uma cadeira, um colchão encostado no canto oposto, um banheiro sem portas. O cômodo não possuía janelas e tinha um cheiro nada agradável. Suspirou pesadamente e colocou as duas mãos sobre sua bolinha de golf.

- Você vai me perdoar se eu precisar fazer algo ruim pra te proteger? - disse baixinho, afagando a pequena protuberância logo abaixo do seu umbigo. - Talvez eu precise fazer uma coisa muito ruim, porque eu amo você demais e não posso permitir que te usem pra qualquer propósito que não seja esse, dar amor. Então eu espero que você já consiga me ouvir, me entender e... Me perdoar...

Zayn estava acuado, completamente sem saída. Na mente do ômega, a única forma de proteger o seu filhote dos planos absurdos daqueles alfas, era tirando a própria vida e, por consequência, não permitindo que ele viesse ao mundo. Ele só esperava ter coragem suficiente para fazer o necessário, mesmo que não fosse certo.

***


Notas Finais


3/3

Por hoje é só, caso tiver muitos comentários, eu volto amanhã


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