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História Six Years Later. - Capítulo 4


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Notas do Autor


Já vou avisando que eu amei escrever esse capítulo e que eu terminei ele agorinha.

Estou feliz demais que estejam gostando de ler, pois eu tô amando demais escrever.

Ok, em enrolação.

Beijos de estrela e fiquem com o capítulo.

Capítulo 4 - Capítulo 04.


Enquanto Sergio tentava pensar em quem poderia ser naquele barco que se aproximava ainda mais da ilha, Andrés permanecia calado e de cabeça baixa, compenetrado em seus pensamentos. 

— Andrés. — Sergio o chamou mais alto — O que se passa?

— Não, nada. Estou apenas pensando. O que estava dizendo?

— Que o barco já atracou na praia e que eu não sei o que irei fazer. Não consigo imaginar quem seja naquele barco! — Confessou Sergio, passando a mão pelos cabelos.

— Não se desespere, Hermanito. A polícia não é, pois eles não chegariam apenas com um barco e sim com a cavalaria toda... Então não se preocupe. Deve ser apenas um turista que se perdeu. — Andrés disfarçou. Algo dentro dele gritava dizendo que era Beatriz naquele barco, mas ele estava se recusando a acreditar naquilo. 

— Certo. Você tem razão. — Empurrou os óculos — Eu irei ver quem é e avisarei se caso for perigoso. Por favor, fique aqui dentro com o pessoal e peça para que eles fiquem em total e completo silêncio, não podemos arriscar.

Andrés assentiu. Os dois desceram as escadas e encontraram com o restante do pessoal na sala de jantar, com as portas fechadas e expressões de medo e angústia. É compreensível, já que não é apenas a vida e liberdade deles que está em jogo, o futuro dos filhos de todos ali também está. 

Andrés entrou na sala de jantar, enquanto Sergio pegou sua pistola (apenas por desencargo de consciência) e se dirigiu para fora da casa. O mais velho acalmava todos como pediu Sergio, enquanto o mais novo saía da casa e caminhava cautelosamente para a praia, onde o barco estava parado e não mostrava ter ninguém. 

Sergio franziu a testa e abaixou a pistola, se aproximando do barco e sentiu seu coração aquecer quando viua figura de Beatriz sair de dentro da cabine. Ela sorria e para ele parecia ainda ser aquela jovem de 24 anos que ele conheceu numa cafeteria e convidou para fazer parte do assalto. 

— Flórida. 

Ela saiu do barco e caminhou pela areia úmida até ele, e logo o abraçou. Foi um abraço renovador, de saudade mesmo. Sergio foi e é uma pessoa muito importante para Beatriz, por inúmeros motivos. 

— Professor. — Eles se separaram — O tempo lhe fez muito bem. 

Sergio empurrou seus óculos e sorriu um tanto envergonhado. Ele guardou sua arma e se permitiu a olhar bem para Beatriz. Seu cabelo castanho, que estava curto na altura dos ombros dela, na última vez que se viram, estava bem maior e com luzes loiras. Ela trajava um top laranja com um shorts branco de pano e usava uma sandália também laranja. 

— Posso dizer o mesmo a você, senhorita. 

Beatriz revirou os olhos e sorriu de lado ao perceber que Sergio não havia mudado tanto. Ele estava, de fato, mais leve e relaxado, mas ela podia sentir o cara que lhe ofereceu um cappuccino e a colocou no meio de um assalto, ali. 

— Desculpe - me por chegar bem atrasada. Eu não tinha muita certeza se queria vir e dar de cara com a realidade. 

Sergio assentiu.

— Tudo bem. Entendo completamente e iria entender se não viesse. 

Beatriz sorriu. Como um espasmo ela lembrou das três filhas escondidas dentro da cabine e sorriu de um jeito que fez Sergio lhe encarar.

— O que houve? — Ele indagou sem entender nada.

— Eu tenho uma surpresa. — Ela colocou uma mexa do cabelo atrás da orelha e caminhou para perto do barco novamente — Na verdade, três. 

Ela deu uma risada da cara de confusão que Sergio fez e parou de andar quando chegou no barco. Ele continuou parado, sem entender o que estava acontecendo e de que surpresa ela falava.

— Meninas. Podem sair. 

Sergio sentiu seu coração quase sair pela boca, ao ver as três meninas saírem de dentro da cabine e logo saírem do barco também. Ele logo percebeu que eram trigêmeas e com um cálculo rápido o suficente, junto com a semelhança das garotas, ele entendeu logo que elas eram filhas de Beatriz com Andrés, e que devem ter entre 6 a 7 anos.

— Flórida... — A voz dele quase não saía e isso fez Beatriz rir — São suas filhas?

— Sim. Minhas filhas. — Ela se colocou de lado entre as meninas — Meninas, esse é o Sergio, o tio de vocês. 

Se eu não falasse que Sergio sentiu suas pernas falharem por um momento, eu estaria sendo mentirosa. Ouvir que ele é o tio daquelas três meninas e que elas de fato são filhas de Andrés, lhe faz sentir um misto de sentimentos entre; nervoso, surpreso e alegre. 

— Ele é o nosso tio? — Foi Agnes que perguntou. 

As três olhavam para o homem parado a poucos metros delas, sem reação. Agnes pensava em como seria recebida pelo tio e se, talvez por um milagre, seu pai também estivesse junto com ele. A garota sempre quis conhecer o pai, mas desde muito novinha Beatriz deixou claro que ele havia morrido. Eleanor não pensava em nada. Ela analisava toda a situação e não chegava a qualquer pensamento, seja ele negativo ou positivo. E por isso ela estar olhar fixamente para Sergio, sem mover um músculo e o deixando tenso. Já Theodora estava amando tudo aquilo. Ela sempre foi a mais interessada em saber sobre o pai e o tio, e estar bem de frente para ele (o tio) lhe deixa extremamente feliz. 

— Sim. Ele é o tio de vocês. — Beatriz respira fundo — Não vão se apresentar? Que falta de educação. 

Sergio pareceu acordar pra realidade e ajeitou os óculos. Deu alguns passos em direção as meninas e se abaixou um pouco, mas ainda sim ficando maior que o trio.

— Eu me chamo Sergio. Como vão? — Ele se apresenta sorridente.

Se isso fosse a uns anos atrás, com certeza seria um desastre horrível. Sergio não tinha o menor jeito com crianças e provavelmente falaria alguma besteira, mas o fato de Paula ter chegado na ilha com 6 anos, o fez aprender muito com criança. E também, Salvador irá completar 4 anos em breve, já podemos dizer que ele leva jeito com as crianças agora.

— Oii! Eu sou a Theodora. Eu estou ótima e você? — Se apresentou bem empolgada e sorrindo, deixando Sergio ainda mais relaxado.

— Que bom que esteja ótima. Eu também estou. 

Theodora sorriu e olhou para a mãe, que piscou para a menina e fez um "joinha".

— Prazer, eu sou a Eleanor. — Disse apenas e sem qualquer expressão. 

— Prazer. — Ele empurrou o óculos. 

— Ai que legal! — Agnes bateu as mãos e o fez olhar para ela — Eu sou a Agnes. 

— É um prazer enorme conhecer vocês três! — Confessa Sergio — Eu nunca iria imaginar que tinhas tido grávida. — Ele se levanta e olha para Beatriz. 

— Fatos da vida. — Ela dá de ombros — Esse sol tá me matando.

— Oh, claro. Vamos entrar.

Sergio pegou algumas das malas, assim como Beatriz e as meninas ajudaram também. Caminharam em direção a casa, enquanto isso, já dentro da casa, na sala de jantar, o pessoal estranhava a tamanha demora de Sergio para voltar. 

— O que será que aconteceu, hein? — Nairóbi perguntou se segurando para não espiar. 

— E eu sei lá! Só sei que essa demora tá me matando. — Raquel fala.

Enquanto os adultos surtavam, no canto da sala de jantar, sentados no chão, Axel e Paula conversavam sobre. Axel vai completar 13 anos logo logo e Paula já fez 12 anos, deixando claro os poucos meses de diferença entre ambos.

— Eles estão a beira de um ataque. — Paula diz olhando na direção dos adultos.

— Exato. Mas não sei porque se preocupam tanto, se fosse a polícia ou algo de risco, já saberíamos. — Axel pontua e Paula concorda.

— A demora do meu pai está deixando todos de cabelos em pé. — Ela ri — Adultos...

— O Sergio é realmente teu pai? — Questiona Axel e Paula o olha, erguendo uma sombrancelha — Tipo, biológico?

— Não. Meu pai verdadeiro é um filho da puta que batia na minha mãe durante o casamento e que é a definição literal da frase: Macho tóxico. 

Axel ficou uns segundo em silêncio, traduzindo na sua cabeça o que disse a garota. 

— Ah entendi. Então o Sergio é teu padrasto? Como a Valentina diz que o Helsink é dela? — Deduziu Axel.

— Na verdade, hoje em dia eu considero Sergio como meu pai de sangue e tento ignorar quem que é meu pai verdadeiro. — Ela se mexe um pouco e levanta o olhar para o garoto — Tal como esquecer tudo que ele fez com a minha mãe, sabe? 

— Sei sim. Mas tu sabes que não tem como apagar a existência daquele cara, né? Fingir que ele existe não vai apagar tudo que ele fez. 

Paula deu de ombros e se rencostou na parede.

— Agora quem está começando a ficar paranoica sou eu. — A garota diz — Ele está demorando demais. 

— Relaxa.

Sergio abriu a porta da casa e deu espaço para que Beatriz e as trigêmeas entrassem. A mulher analisava a decoração da casa e viu que tinha criança na casa, pelos brinquedos espalhados no chão e o desenho infantil que passava na TV. 

— Desculpe a bagunça. Mas é que não tem muito tempo que acordamos. — Beatriz riu.

— Tá tudo bem. Sei bem como é. — Ela fala olhando para as filhas — Onde estão todos?

— Escondidos na sala de jantar. — Beatriz o olha confusa e ele trata de explicar: — Nós já tínhamos aceitado que você não viria, e por isso pensamos que poderia ser alguém perigoso. 

— E aí se esconder na sala de jantar pareceu uma ótima opção pra vocês? — Ela riu.

Sergio pediu para que elas o acompanhasse e assim fizeram. Beatriz mandou aa meninas ficarem escondidas do lado de fora e Sergio abriu a porta da sala de jantar, assustando o pessoal.

— Mas que demora do cacete foi essa? — Denver foi o primeiro a questionar a demora de Sergio.

— Pois é. Já estávamos preocupados. — Diz Raquel.

— Me desculpem a demora. Precisei ficar mais tempo do que imaginei. — Ele empurrou o óculos. 

— E quem era no barco? — Perguntou Tóquio. 

Sergio não respondeu, apenas foi para o lado e Beatriz apareceu. Ela sorria abertamente e todos se olhavam surpresos, menos Andrés — que estava pensando em como morrer de verdade. Brincadeira. Ele sabia que era ela, algo dentro dele gritava dizendo que era, mas ele não quis acreditar. 

— Tudo bom? É aqui a reunião do comitê de procurados? — Beatriz falou e fez todo mundo rir.

— Sua vadia eu não acredito que você veio! — Tóquio se levantou e foi dá um abraço em Beatriz. 

— A gente achou que cê não viria. — Rio fala. 

— Eu sou uma mulher muito ocupada... — Sinta a ironia.

— A gente acredita. — Denver diz rindo. 

Beatriz sorriu e olhou para o amigo. Ela foi abraçando todo mundo e quando chegou em Mónica, riu.

— Então eu estava certa. Cê fugiu com o idiota do Denver, não foi? — A loira assentiu — Coragem viu? Porque noção não tem.

Todos riram mais uma vez. Ela deu um abraço em Mónica e se virou, vendo Raquel mais no canto e parecendo um pouco constrangida.

— Ok. Eu não esperava por isso. — Ela se apoiou na mesa — Quanto tempo eu dormir meu deus?

— Relaxa, Flórida. Tem coisa ainda mais estranha. — Nairóbi fala olhando para Andrés, que estava "escondido".

Beatriz deu de ombros e abraçou Raquel também, que olhou meio surpresa para o pessoal com a reação da mulher.

— Ela é louca, Raquel. Te preocupas não. — Rio fala e Beatriz lhe mostra o dedo do meio — E grossa também. 

— Vá a merda, Rio. 

Beatriz deu a volta na mesa e quando estava indo para a porta novamente, viu uma silhueta escondida. Ela deu dois passos para trás e sentiu seu coração quase sair pela boa, ao ver Andrés escondido ali.

— Que merda tá acontecendo aqui? 


Notas Finais


Eu amo um suspense e irei deixar vocês curiosos até o próximo capítulo.
NÃO QUEIRAM ME MATAR!

Como será que a Bia vai fazer? Ela vai manter a classe ou vai jogar o Andrés no mar?

E as trigêmeas? Como será que o povo vai reagir?

A seguir nos próximos capítulos:

Beijos de estrela!


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