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História Sixteen - Capítulo 13


Escrita por: e AnaTina16


Capítulo 13 - Capítulo 13


Depois de muitos minutos na mesma posição desconfortável, seu corpo já reclamava de dor, fazendo com que se levantasse antes que estivesse totalmente quebrado. Ajeitou a mulher na cama, — esta que já estava no terceiro sono — E entrou no banheiro, tomando uma choveirada rápida, e já saindo rumo a parte externa da casa, a ilha. 

Se sentou na areia beira-mar, observando o movimento das ondas. Estava sem sono, e com muito frio, entediado e ansioso, o que significava que não estava nada bem. Seu suor escorria gelado, e suas mãos estavam trêmulas, seu corpo estava febril e custava a acreditar que ficaria doente logo ali, onde não sabia sequer aonde estavam os remédios, o que dificultava em manter segredo para com ela. Sabia que ela ficava nervosa, e preocupada além do limite quando se tratava de saúde, e no momento, preocupações era o que mais queria evitar na mulher. 

Tirou a bermuda que usava, tentando fazer com que pelo ou menos a febre parasse. Entrou no mar, tendo um arrepio instantâneo ao sentir a água fria na pele tão quente, mergulhando para se acostumar com a temperatura. Sua respiração já estava ofegante de tanto mergulhar, e sentia o corpo inteiro tremer, desabou em uma tosse forte, quase se afogando. Seu estado estava cada vez pior, e já não sabia o que fazer para melhorar. 

Desistiu de ficar ali, se vestindo novamente com a bermuda, e andando calmamente até a casa. A verdade era que não estava com pressa, e poderia passar anos caminhando até seu destino, acelerando apenas quando melhorasse. Não queria ser notado pela mulher, ainda tinha certo receio de aparecer doente. Certa vez a mesma teve uma crise tão forte de ansiedade, que passara dias internada do hospital, e tudo por causa de uma simples gripe sua, em um momento em que Sofia também se encontrava doente. 

Desde então, escondia e tentava ao máximo não ficar enfermo, fazendo o melhor para que sua saúde permanecesse intacta. Para seu azar a mesma já o esperava parada na porta, abrindo um curto sorriso ao vê-lo. Se aproximou mais um pouco, esperando que ela lhe desse espaço para entrar, no entanto ela apenas o olhou confusa, não entendendo o porquê de sua distância repentina.

— O que aconteceu? — Ela o olhou dos pés à cabeça.

— Nada.

— Você está pálido, seus lábios estão roxos... Estava mergulhando naquela água fria? — Ela pôs as mãos na cintura.

— Mergulhei um pouco. — Tentou novamente se desvencilhar do corpo pequeno, que se aproximou ainda mais.

— O que está sentindo?

— Nada.

— Eu sei que você cuida de sua saúde, e definitivamente não mergulharia se não estivesse com muito calor, mas o tempo está refrescante, e a água fria, o que está sentindo? — Ela novamente exigiu resposta, o encurralando.

— Só não estou me sentindo muito bem... — Ele suspirou. — Então fui dar uma volta na praia.

Ela se aproximou, passando a mão por seu rosto e pescoço, o olhando irritada. Ela checava sua temperatura, incrédula da cara de pau dele de dizer que "apenas não estava muito bem". Ele não estava nada bem, seu corpo queimava em febre, estava pálido, e ao que parecia, até sua alma pedia por descanso. 

O puxou pelo pulso sem dizer uma palavra, irritada demais para dizer qualquer coisa. Sabia que ele lhe escondia quando algo o acometia, e até apreciava que ele quisesse lhe poupar de mais problemas do que já tinha, mas não admitiria que lhe ocultasse algo daquele nível. 

O colocou deitado na cama, — onde mais cedo acordara assustada, ao se encontrar sozinha. — desceu até a cozinha pegando uma compressa de água morna, colocando na testa do mesmo. O embrulhou totalmente com cobertas grossas, lhe dando antibióticos de oito em oito horas. Nem percebeu o tempo passando, e logo já se faziam dois dias que cuidava do mesmo. Ele estava claramente com pneumonia, e ela quase morta de preocupação.

— Calma! — Ele disse, coma voz fraca. — Não precisa se alterar com isso, logo logo estarei bem. — Ela andava de um lado para o outro, segurando a compressa na mão. 

— Ah Germano! Eu estou preocupada, e nem sei quanto tempo você vai ficar assim! E se não for realmente pneumonia, e eu estiver te dando o remédio errado?! Tem muitas falhas nesse tratamento, principalmente pelo fato de estarmos presos aqui.

— Calma, logo logo vou estar de pé.

— É que já faz bastante tempo que você está assim! — Ele a seguia com o olhar, talvez por medo de que o chão finalmente cedesse e ela caísse nas profundezas do mundo. Riu com seus próprios pensamentos, fazendo com que ela parasse pelo ou menos por uma fração de segundos.

— Só se fazem dois dias, é natural da pneumonia demorar um pouco para ser curada. — Ela parou por um minuto, respirando fundo.

— Tem razão, você vai ficar melhor! E depois eu te mato por me esconder algo desse nível. — Ela se aproximou, sentando-se ao seu lado.

Sua mão direita subiu até seu rosto, e parou no ar por alguns segundos, receosa em toca-lo. Ele se aproximou da mão, passando seu rosto por sua palma, e ela finalmente o tocou, acariciando seu rosto, pescoço e peito. Ele moveu uma de suas mãos até a mão da mesma, a envolvendo com seu calor por cima de seu peito, e ela se permitiu respirar com mais facilidade, aproximando sua testa da dele. 

Se acariciavam lenta e delicadamente, matando a saudade que nem sabiam estar sentindo. Ela sentiu seu peito tão leve que parecia ferir, se afastando em mais passos do que gostaria do homem, e isso lhe trouxe um pouco mais de lucidez. Saiu porta afora, transtornada, enquanto ele se mantinha confuso diante da recusa de seus toques.

Lili se refugiou na estufa, sabendo que se o mesmo se levantasse, não a procuraria ali. Pensava, pensava, e pensava no que estava fazendo. Não sabia ao certo por que seu corpo sempre queria mais, a atraindo para perto dele, e o que mais a preocupava era sua aproximação. Nem quando se casaram estavam tão próximos e necessitados um do outro, e sinceramente não sabia se conseguiria se afastar no final de tudo.

Tentou se distrair, olhando pra qualquer coisa que talvez não a lembrasse dele, tentando ao máximo ignorar que o mesmo se encontrava ali. Não era novidade que o amava, sempre o amou, o problema era o desenvolvimento de um sentimento que já deveria estar totalmente desenvolvido, já que o amor por si só já era algo muito forte. Seria possível um nível maior? Um sentimento ainda mais forte? Ou seria natural deste sentimento evoluir nestas proporções?

Fechou os olhos, sabendo que tudo lembrava a ele, e se não poderia fugir, por que não mergulhar com tudo? Deixou que as lembranças e sensações que ele a fazia sentir, tomasse seu corpo, voltando àquela sensação tão leve em seu peito, se permitindo voar até as nuvens, já que aquilo parecia não oferecer gravidade.

Sentiu uma mão em seu ombro, tão quente quanto o inferno, e sabia que ele a havia encontrado, como sempre conseguiu encontrar. Abriu seus olhos, vendo-o parado em sua frente, seu olhar era preocupado, mas sua expressão era serena. Se levantou sem muita pressa, se deixando envolver pelos braços dele.

— Um beijo pelos seus pensamentos. — Ele sussurrou ao pé do seu ouvido, enviando arrepios para todo seu corpo.

— Eu te amo. — Ele grudou totalmente seus corpos, beijando seus lábios delicadamente.

— Eu sei. — Ela se afastou em um rompante, o olhando irritada.

— É essa a sua resposta?! — Ele riu.

— Assim como você também sabe que eu amo você. Ou não sabia ainda? — Ele novamente se aproximou, trazendo-a, já mais calma, até seu peito.

— Sabia. Mas não custava nada dizer.

— Carente?

— Sempre fui. — Ele sorriu, se sentando no chão, sendo acompanhado por ela.

— Lili? — Ele pronunciou depois de um tempo.

— Hum... — Ela resmungou.

— Quer subir?

— Não.

— Hum...

Se passaram mais alguns minutos desde sua pergunta, quando uma crise de tosse o invadiu, assustando a mulher. Lili se aproximou, se lembrando que o mesmo se encontrava enfermo, se levantou em um pulo, agarrando as mãos dele, e puxando-o pra cima. Ele sorriu, levemente tonto, e ela sentiu seu coração acelerar, se sentindo idiota por ter esquecido.

— Me desculpa. — Ele pronunciou, sem jeito. — Se eu não tivesse vindo você...

—  O que? Não! — Ela se aproximou, passando o rosto em seu peito.

Germano se calou, deixando que a mulher o levasse até o andar superior. Ela o deitou na cama novamente, se aconchegando junto a ele. Ele beijou sua testa carinhosamente, enquanto acariciava sua mão por baixo do cobertor. A mesma sorriu diante das carícias, sentindo que as borboletas de seu estômago triplicavam.

Ambos se sentiam flutuar em uma paz inexplicável, sentindo que quase tudo que importava estava ali. Se estivessem com seus filhos, com certeza estariam completos, não ligando para o que acontecesse ou não em um mundo fora dali.

— Quer assistir um filme? — Ele perguntou.

— Depende... vai ficar quietinho, e embrulhadinho? — Ela faz um bico.

— Vou.

— Então sim.

Se levantaram, descendo novamente as escadas, com direito a risos, quando Germano propôs a ideia de um elevador, de tantas vezes que subiam e desciam aquela escada. Logo chegaram até a sala, e ela o embalou nas cobertas, saindo para a cozinha. Germano estranhou a demora, e depois de mais alguns minutos ela aparecia com tupperwares de todos os tamanhos, cheias de pipoca.

— Senhor! — Ele exclamou, dando risada.

— Você sabe que eu comeria o dobro disso sozinha. — Ela se aproximou se sentando, e ele pegou os controles.

— Pior que sei.

— Põe logo no filme! Já estou quase acabando com a pipoca toda. — Ela riu, sendo acompanhado por ele, mas por motivos diferentes.

— Qual filme você quer ver?

— Tanto faz, escolhe um.

— Você sabe que eu vou escolher terror, né?

— Sim. — Ela se aproximou, junto com os baldes de pipoca, e ele não conseguiu segurar a risada.

— Drácula.

— Não tem terror. — Ela deu de ombros, já havia assistido.

— A mini-série.

— Não assisti ainda. — Ela se aproximou mais, e ele a abraçou.

— Tem terror.

— A mini-série então. — Ela suspirou.

Ele clicou no primeiro episódio, e a abraçou, sabia que ela não gostava muito de filmes assim, diferente dos filhos, que pareciam cada vez mais viciados. Ela apoiou a cabeça em seu ombro, trazendo a pipoca para mais perto. Ele pausou antes mesmo de começar, fechando as janelas, e deixando o ambiente levemente iluminado. Logo voltou ao local, ouvindo resmungos e reclamações da mulher.

Apertou em play novamente, sentindo que ela se encolhia em seus braços, desta vez deixando que o filme começasse. Não demorou para que aparecessem cenas de terror, e os abraços se apertavam ainda mais. 

Era esse um dos motivos para gostar tanto de filmes macabros, podia sentir o cheiro dela, seus corpos não se separavam por nada, podia senti-la tão próxima, e nenhum dos dois ousava se separar. Era um verdadeiro paraíso para um bobo apaixonado como ele.

— Você não está prestando atenção! — Ela reclamou. "Como poderia com você aqui?"

— Não está muito interessante.

— Quer assistir outro? — "E deixar esse abraço?"

— Não, vou tentar me concentrar. — "Mentiroso!" 

— Tudo bem. — Ela se aconchegou novamente, ficando de conchinha de frente para a televisão.

Ele cheirou seu pescoço, passando a barba por ali, ela se arrepiou, chegando mais perto. Tentou se concentrar no filme, vendo que ela fazia o mesmo, não conseguindo tirar sua atenção dela por completo, se contentava em assistir e esquecer o que havia visto em minutos.

Passaram a semana agarrados, sem toques mais íntimos, se dedicando apenas em tratar da pneumonia dele. E passavam seus finais de tarde assistindo a filmes na televisão, — Um hábito que haviam adquirido desde àquela tarde. — ou até mesmo andando pela praia, para respirar um pouco de ar fresco. O que estava surtindo efeito, já que a cada dia ele parecia melhorar, para o alívio dela.



Notas Finais


Desculpem a demora, mas postarei outro hoje mesmo! O casal tá tão fofinho❤
Te té, logo mais eu volto🙋🏻‍♀️❤


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