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História Sixteen. - Capítulo 1


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Notas do Autor


quase 4h da manhã e eu postando one, típico...
para quem não tá acostumado, minhas ones são super dramáticas e com muita boiolisse. espero que gostem dessa.

ah, já avisando que a capa é temporária.
se cuidem e boa leitura!

Capítulo 1 - Happy bday, Daniel - Único.


Dezesseis anos.

Quando pequeno, por volta de seus oito a nove anos, tudo o que Daniel mais queria era chegar logo aos dezesseis. Principalmente depois de ver seu irmão completar essa idade e perceber que com ela, vários benefícios surgiam; como a possibilidade de dirigir seu próprio carro e ser tratado, mesmo que levemente, como alguém amadurecido, não mais como uma criança.

Agora, com seus recém completos dezesseis anos, Daniel pode afirmar: não é nada demais.

Mesmo com seus avós prometendo lhe comprar um carro em breve, o mexicano não se sentia nenhum pouco a fim ou animado com a ideia. Só queria ser deixado quieto em seu canto, como um bom adolescente mimado agiria. Mas, é, ele não se importava.

Não tinha um Esteban ao seu lado para o ensinar a dirigir e consertar carros. Seus avós estavam velhinhos demais para tomarem esse posto, e Daniel compreendia, mesmo que ainda doesse o peito quando a realidade batia a porta.

Queria seu pai ali, planejando toda a sua festa surpresa, mesmo que esta só contasse com um bolo, alguns salgadinhos e umas duas garrafas de coca-cola. Queria Esteban fazendo piadinhas estúpidas de como já era quase um adulto e que já poderia ser preso ou quem sabe dizendo de sua maneira mais paizão e clichê de ser, como seus filhos crescem rápido. Da mesma maneira que havia feito com Sean ao completar dezesseis.

Sean. Também o queria ali, mais do que tudo.

Sentado ao lado de fora da casa enquanto tragava seu segundo cigarro, Daniel chegava a conclusão de que, muito provavelmente, seu irmão havia esquecido de seu aniversário. Já fazia um bom tempo desde que o mesmo mandara a última carta e Daniel não podia fazer nada, além de torcer para que recebesse uma hoje, assim como acontecia todo ano na mesma data.

Exceto que, haviam completos cinco meses desde que parou de receber quaisquer notícias do irmão. Não haviam mais cartas ou fotos. Não havia mais nada, tampouco poderia saber se algo de ruim ocorrera ao mais velho, e temia que sim. Temia muito, mas de novo, não podia fazer nada.

Daniel sentia vontade de largar tudo e correr para o México, correr para ao lado de sua verdadeira família e nunca mais deixá-la. Realmente tinha coragem para isso, mas no fim, sabia que não valeria a pena e que estava longe de ser algo que Sean gostaria. Então, teria que aprender a lidar com as vozes em sua cabeça que tentavam o convencer a fazê-lo, dizendo que seria uma boa ideia e que seu lugar era lá, ao lado do irmão.

Não era uma tarefa fácil, como tudo em sua vida.

– Fumando de novo, Diaz? – uma voz grossa, porém alta e animada surgiu ao seu lado, chamando atenção do adolescente para aquele que acabara de chegar. Era Chris. – Seus avós não gostam disso.

Daniel sorriu fraco, revirando os olhos.

– Eles não gostam ou você não gosta?

– Pessoas sensatas não gostam. – Eriksen riu, enfim sentando na cadeira ao lado de Daniel. Estava com uma sacola em mãos e um sorriso grande nos lábios, sempre com sua animação habitual.

Às vezes, Daniel se perguntava como o amigo poderia ser tão positivo e parecer sempre feliz, mesmo quando tudo estava claramente uma merda. Talvez o problema fosse consigo, não com Chris. Mas era difícil encontrar pessoas assim por aí, Eriksen era o único. E gostava disso. O loiro era como sua fonte de energia, só bastava estar perto dele para se sentir bem.

– O que tem aí, hein? – perguntou, tentando olhar dentro da sacola, mas essa foi tirada de seu campo de visão rapidamente.

– Primeiro o cigarro… – Chris disse, devagar, apontando com a cabeça para os dedos do moreno.

Daniel olhou em seus olhos, fazendo a cara mais "Você tá falando sério?" possível e sendo respondido por sobrancelhas erguidas, um claro, "Sim, estou." Então não pode fazer nada, a não ser jogar o cigarro longe. Chris poderia agir como seus avós às vezes e Diaz não podia fazer nada, além de obedecer.

– Satisfeito? – voltou a fitar o mais baixo que confirmava com a cabeça. – Jesus, nem parece o garoto que tentou fumar aos nove anos de idade.

Chris odiava quando este usava aquele argumento contra si e Diaz sabia disso, por isso usava, vendo a carinha do outro de repente mudar para indignação e talvez vontade de estapeá-lo.

– Precisei colocar isso na minha boca uma única vez para saber que não deveria mais. – respondeu, como sempre, parecendo pensar por alguns segundos. – E, uhm... Eu não quero que você morra cedo com câncer no pulmão. Estou apenas cuidando de você.

Agora sim, Daniel se permitiu gargalhar. Por um momento, até havia se esquecido de Sean.

– Que bonitinho, você se preocupa comigo. – zombou do outro, levando uma mão em seus cabelos lisos apenas para bagunçar. Sim, amava implicar com o mais baixo pelo simples fato de que este ficava adorável irritado.

Dando um tapa leve em seu braço e tirando a mão do outro de seus cabelos, arrumando os fios bagunçados em seguida, Chris ameaçou se levantar, mas foi segurado por Daniel. Estava apenas fazendo drama, ele não iria embora de verdade, mas gostava de fingir que sim.

– Eu vou parar, juro. – o moreno disse, fazendo aquela carinha de tristeza para o outro que não enganava absolutamente ninguém. – Me mostra o que tem na sacola?

Eriksen apenas revirou os olhos, se sentando na cadeira novamente e dando a sacola para o outro. Não demorou muito para que este abrisse as pressas, cheio de curiosidade para que saber o que havia dentro. Chris observava sua reação de relance, mesmo sabendo que era impossível Diaz não gostar.

– Chock-O-Crisp! – Daniel gritou, animado, como uma criancinha novamente. – Meu deus, quantos você comprou? – ainda olhando a sacola, o moreno percebeu que eram vários e vários. Poderia comer durante uma semana inteira.

– Muitos. – respondeu, simplista. – Gostou?

Diaz, já abrindo um e dando a primeiro mordida, assentiu com a cabeça, se deliciando com o gosto do seu chocolate preferido; este, que também fazia algum tempo desde que comera pela última vez. Para ser sincero, mal se lembrava.

Chris ficou aliviado em ver que o mais novo – apenas por alguns meses – havia gostado do presente. Sim, era algo simples e esse era seu maior receio, mas sabia que Daniel ficava mais agradecido e feliz por coisas pequenas. Odiava muita atenção, mesmo quando Eriksen gostaria de fazer o completo contrário, acabou aprendendo a lidar com o jeito de Diaz.

– Você se preocupa com meu possível câncer de pulmão, mas não em me causar diabetes? – o moreno voltou ao assunto, ainda comendo seu chocolate.

Chris pareceu pensar durante alguns segundos.

– Você está me fazendo se arrepender de ter comprado tantos. Acho melhor levar alguns para casa, assim você não come de uma v–

– Não! – respondeu apressado, trazendo a sacola para mais perto do corpo, a fim de protegê-la caso Chris tentasse pegar. – Você já me deu, agora são meus. – ele realmente parecia uma criancinha de novo.

Eriksen riu fraco, feliz por vê-lo assim. Apesar de na maioria dos dias Daniel parecer despreocupado e animado ao seu lado, fazendo de tudo para encher seu saco com provocações fajutas, o loiro sabia que na maioria das vezes, era tudo apenas encenação. Sabia também que nos últimos meses Daniel andava bem mais preocupado e triste pelos cantos, isso por não estar mais recebendo cartas do irmão.

É, Chris sabia de tudo. E conhecia Daniel o suficiente para saber que este não gostava de falar sobre, tipo, nunca. Não poderia ousar tocar no nome de Sean quando estava ao seu lado. Então tudo o que podia fazer era isso… O entupir de Chock-O-Crisp e de sua companhia vezes irritante e vezes calorosa demais.

Despertou de seus pensamentos quando uma barrinha daquelas foi quase enfiada em sua boca. O loiro olhou para o lado, vendo Daniel oferecer uma. Aceitou. Também amava aquele chocolate mais do que tudo.

– No que estava pensando? – ele perguntou, a voz um pouco engraçada por estar de boca cheia, sem perceber, o mexicano muito provavelmente já estava em seu quinto chocolate.

– Você tem dezesseis anos agora. – Chris respondeu e Daniel esperava por uma continuação, então apenas ficou ali, o encarando. Mas não tinha uma. Era apenas aquilo; você tem dezesseis anos agora.

– Aham. – disse, limpando os lábios e jogando os pacotes vazios em qualquer canto. Um completo bagunceiro. Sabia que seus avós o fariam catar um por um depois.

Eriksen gostava de observá-lo. Diaz poderia ser alguém intrigante, mesmo depois de anos convivendo juntos, o americano poderia dizer com facilidade que não conhecia nem dois terços de Daniel. Mas não se culpava por isso, o outro era realmente alguém reservado, quieto, gostava de ouvir mais do que de falar. Já Chris era elétrico, falava mais do que a boca e contava de sua vida para o primeiro que quisesse ouvir.

Completo opostos que, de alguma maneira, se encaixavam.

– Você… – com certo receito, Chris engoliu em seco olhando para as próprias mãos, brincando com o pedacinho da barra que ainda restava enquanto tentando criar coragem para perguntar o que tinha em mente. – Você quer fazer alguma coisa? Tipo… Além do que você normalmente costuma fazer nos seus aniversários? – e voltou a fitá-lo, esperando uma reação e principalmente, uma resposta.

Daniel suspirou, fundo e pesado. Desviou o olhar, com um biquinho se formando nos lábios enquanto pensava. A verdade era que não, não gostava de comemorar aniversários. Não gostava da atenção que recebia nesses dias, porque sempre sentia falta de algo mais. Sentia falta de seu irmão ali, e isso sempre o impedia de comemorar da maneira que os outros esperavam. Acabava que nesses dias, Diaz apenas se isolava em seu quarto. Longe dos avós, longe de bolos, de presentes, de "parabéns" e, muitas vezes, longe de Chris.

Mas hoje, só hoje, talvez desse o braço a torcer.

– O que você quer fazer, me diz? – perguntou, atencioso para o loiro.

– É seu aniversário, Dan. Você decide. – respondeu, tentando soar compreensivo. – Mas...

– Mas?

E de novo, o loiro engoliu em seco, mordendo os lábios de baixo levemente e virando o olhar receoso para Diaz.

– Por favor, não me afasta hoje. Eu quero passar seu aniversário com você, Daniel. Quero ficar do seu lado, por favor. – seu tom de voz parecia uma súplica, talvez com um leve medo escondido.

Daniel e Chris sempre foram muito próximos e isso não era uma surpresa para ninguém. Depois da ida de seu irmão para o México, durante muito tempo – esse que Daniel passava rejeitando carinho e atenção de seus avós – a única pessoa que o moreno tinha, era Eriksen. De certa maneira, cresceram como irmãos. Um apoiando o outro nos momentos de necessidade, vivendo as primeiras descobertas juntas, as primeiras paixões e grandes aventuras. Tudo isso, juntos.

Não gostava de dramatizar sua situação, mas depois de todo o trauma que havia passado, ser mantido – até hoje – sobre observação da polícia, obrigado a usar tornozeleira eletrônica e ir ao psicólogo, Daniel sempre se sentiu um tanto quebrado. E precisava se afastar às vezes, senão coisas ruins aconteciam.

Era normal de tempos em tempos Diaz afastar completamente Chris de sua vida e o mais baixo tinha que lidar com isso, afinal, não tinha nada o que fazer além de respeitar o espaço do outro. Mas estava cansado disso também. Eriksen só queria que Daniel entendesse que estaria ali por ele, até nos piores momentos. Até quando a única coisa que fossem fazer o dia inteiro fosse olhar para uma parede branca ou chorar. Não importa.

Não queria ser afastado mais. E Daniel começava a achar que também não queria afastá-lo. Porque dentre todas as pessoas, Chris era a que mais fazia bem para seu coração.

– Eu não gosto de sair, nem de bolos, assoprar velas ou fazer pedidos. Mas eu gosto de você e gosto de passar meu tempo com você. – respondeu, calmo, sem desviar um minuto sequer daqueles olhos azuis, refletidos pelo laranja do sol. Aquele contraste deixava a pele clara e os cabelos loiros de Chris lindos aos olhos de Daniel. Mesmo que este já fosse naturalmente bonito. – Você pode dormir comigo hoje, se quiser.

Não sabia porque, mas existia um aperto em seu coração e sensação de borboletas voando no estômago. Estava um pouco inseguro e tão receoso quanto o loiro parecia estar.

Era bobo, soava bobo e estava se odiando por isso. Já haviam dormido juntos várias vezes, mas nunca na mesma cama. Sempre havia um colchão disponível em ambas as casas e eles nunca protestaram contra isso, nem mesmo quando eram crianças e sentiam medo dos monstros ou dos trovões. Com Daniel e Chris, as coisas sempre foram demais, mas com um limite que seria errado ultrapassar. E não, Diaz não sabia o porquê.

Talvez com o convite de hoje, era exatamente contra esse limite que Daniel tentava lutar.

– Eu quero.

Já dentro de casa, Daniel abriu a porta do quarto sorrindo, vendo Chris sentado lendo algum gibi, minutos depois de ter saído do banho. O cheiro bom de shampoo e sabonete se mantinham presentes no quarto.

– Claire ficou assustada com a quantidade de Chock-O-Crisp. – comentou, indo se sentar na cama com o loiro, olhando pelos ombros do mesmo o que este estava lendo.

– Ela vai me achar um maluco, né?

– Ela já acha. – Daniel respondeu, pegando o gibi da mão de Chris, que apenas protestou com um "ei", levemente escandaloso. – Eu quero dormir, você já leu demais.

Guardou na cômoda ao lado, ainda sob o olhar mortífero de Eriksen que estava aproveitando de verdade a leitura. Tudo o que restou para Diaz foi rir fraco, fazendo um biquinho ao notar, mais uma vez, como o mais velho ficava adorável irritado. Ele nunca iria se cansar disso.

– Vai, deita aí e vira. – desligou as luzes com os poderes, apenas erguendo uma mão para o interruptor e puxando a coberta para cobrir os dois corpos naquela cama apertada de solteiro.

Chris mal teve tempo de protestar, apenas obedeceu, se dando por vencido. Nem mesmo estava com sono, esperava mesmo que os dois vissem séries ou ficassem simplesmente conversando sobre qualquer coisa boba, mas Diaz era pior que bicho preguiça. Dormia cedo e em qualquer canto, também outra coisa que Chris havia se acostumado. Muitas vezes fora deixado falando sozinho de noite, sem ter percebido que o mexicano dormia.

Mas, o que não estava acostumado, era com o citado o abraçando da maneira mais grudenta possível. Chris não iria fugir dali, porém pelo abraço parecia que sim e parecia principalmente, que Daniel estava tentando o manter ali, paradinho, quieto.

– Você tá bem? – o loiro perguntou, preocupado, enquanto era abraçado na cintura. Seu tom era de pura ironia e surpresa ao mesmo tempo.

– Não posso te abraçar? Seu corpo é quente. – respondeu, encaixando o rosto na parte de trás do pescoço de Chris. Cheiroso. – É assim que eu durmo com as pessoas, você precisa se acostumar agora.

Chris sorriu, bobo. Bobo demais. Estava flutuando. Estava sonhando. Estava feliz.

– Quais outras pessoas você dormiu além de mim?

– Quer mesmo saber? – sentiu Eriksen assentir. – Muitas…

Ok, o sorriso bobo se desfez, dando espaço para uma pontinha de insegurança de repente. Chris não sabia ao certo porque, mas se sentia incomodado com aquela informação.

– E por que nunca comigo? – poderia estar sendo um iludido ao fazer aquela pergunta e, sinceramente, já esperava uma gargalhada do outro o dizendo o quanto era estúpido por pensar que tinha alguma prioridade em sua vida. Eram apenas amigos, nada mais.

Só que, essa gargalhada e comentários que sua cabeça inventava, não vieram. Apenas silêncio. Um silêncio desconfortante.

– Porque você é diferente. – estavam conversando baixinho por já ser tarde, mas aquela frase em específico saiu ainda mais sussurrada, e Chris só conseguiu ouvir por estar perto o suficiente.

Contragosto, mas a fim de entender tudo aquilo, Eriksen se desfez do abraço, virando para olhar Daniel. Estava escuro, mas a luz da lua que vinha pela janela era capaz de iluminar levemente seus rostos, conseguindo ver os olhos do outro encarando os seus.

– Diferente? – questionou. Daniel assentiu.

Chris sabia que o mais novo gostava de homens e mulheres, isso não era uma novidade. Durante anos, presenciou o mexicano falar de relacionamentos, pessoas com quem ficava ou que estava a fim, mas nunca sobre sentimentos. Nunca havia namorado ninguém. Nem Chris, mas a maior diferença talvez fosse que Eriksen estava longe de se entender tão facilmente com sua sexualidade. Ele não sabia mesmo do que gostava.

– Você... – voltou a conversa, já que Diaz não havia falado mais nada desde então. – Você gosta de mim, Daniel?

Poderia jurar que conseguiria ouvir o coração do mexicano naquele momento ou talvez fosse o seu, que batia tão forte como se fosse sair do peito a qualquer instante. Estava nervoso, ansioso, com medo, muito medo. Nunca, em todos os seus dezesseis anos de vida, havia tido coragem de fazer aquela pergunta. Talvez por nunca ter tido a oportunidade e se sentiu infinitamente satisfeito em tê-la feito agora, no momento certo.

Daniel se aproximou deixando um selar demorado nos lábios de Chris, mas se afastando em seguida, procurando por qualquer reação negativa do loiro, afinal, não sabia se ele sentia o mesmo. Era um tiro no escuro para os dois.

Mas não teve reação. Apenas um arregalar sutil de olhos e visivelmente o soltar de respiração presa no peito.

– Posso te beijar de novo?

Chris riu, fraco e bobo mais uma vez. Assentiu com a cabeça, também tímido, e quando seus lábios se encontram novamente com os do mexicano, apenas fechou os olhos e aproveitou o toque, completamente novo para si, porém sem deixar de ser bom.

Daniel colocou a mão na cintura do loiro, aproximando os dois corpos minimamente. O beijo era lento, um pouco desajeitado por os dois estarem deitados um de frente para o outro, por isso, Diaz teve a iniciativa de subir um pouco o tronco, ficando quase que em cima de Chris, porém se apoiando no próprio braço, enquanto sua mão se apertava na cintura do mais baixo, subindo delicadamente.

E foi aí que Chris percebeu, talvez gostasse sim de meninos. Gostava de Daniel. E gostava daquele beijo, provavelmente bem mais do que deveria.

Daniel sempre teve um cuidado e carinho excessivo sobre tudo que envolvia o mais velho. Sempre o protegeu como se fosse alguém da família, tinha um medo excessivo em magoá-lo, apesar de adorar vê-lo irritado. Cuidava mais daquele garoto do que de si mesmo, dava cem por cento de si para ele e ficava com nada. E, de certa maneira, tudo acabava bem, porque também recebia os cem por cento que era dado de Chris para si.

Mas quem poderia imaginar que aquela amizade de crianças para a vida toda, se tornaria nisso? Arfares em meio a uma noite, línguas brigando levemente por espaço, as mãos explorando pela primeira vez de maneira mais íntima um ao outro, tudo isso, com o coração batendo a mil; como dois adolescentes de dezesseis anos apaixonados deveriam se parecer.

Quando o beijo foi cessado, Daniel ficou tímido pela primeira vez naquele dia. Nunca havia mostrado esse seu lado para o melhor amigo e apesar de ter gostado mais que tudo, também se sentia envergonhado.

– Talvez seja por culpa da pouca iluminação, mas parece muito que você tá corado. – Chris comentou, rindo leve. Sua mão fazia um carinho delicado nas bochechas sim vermelhas de Dan.

– Uhm… É só impressão mesmo. – mentiu, sorrindo. Deu mais um selinho naqueles lábios, porque eles pareciam extremamente convidativos e não conseguia desviar os olhos.

Não demorou para que voltassem a posição anterior, Daniel abraçando Chris pelas costas, completamente agarrado a este que se sentia nas nuvens mais uma vez. Aquilo era bom. Muito bom. Se sentia aquecido, como nunca sentiu antes. Seu coração estava quente.

– Obrigado por hoje.

– Você diz pelos Chock-O-Crisp?

– Também. – riu – Mas obrigado por não permitir que eu te afaste mais. – sua mão fazia um carinho de leve na cintura de Chris, por baixo dos lençóis e da blusa. Podia sentir levemente sua pele ao tocá-la com os dedos; estava quente, como esperado e levemente arrepiada. Daniel sempre soube que Eriksen era alguém sensível, mas estava descobrindo agora que era literalmente e completamente sensível. – E pelo beijo…

Chris riu fraco, fechando os olhos. Já estava cansado e com todo o carinho que estava recebendo, julgava que logo, logo cairia no sono.

   – Feliz aniversário, Daniel.


Notas Finais


meu aniversário tá chegando e eu odeio aniversários...

sério, eu amo esses dois e só queria ter visto um desenvolvimento deles no jogo :( obrigada por todo mundo que leu, ficarei agradecida se você deixar um comentário me contando o que achou. se cuidem!


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