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História Skayland - Capítulo 1


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Capítulo 1 - 18 DE MESSIDOR DE 2251. NEGRAFLORESTA.


As árvores estavam doentes. Os troncos se ramificavam em outros ainda menores e retorcidos, que subiam sufocando os poucos galhos sem folhas. Para Lorenzo, mais lembravam montes de espinhos super desenvolvidos.

- Estão todas mortas-comentou.-A está altura isto é apenas lenha.

Seu pai, José, que estava a poucos passos adiante, fingiu não ter ouvido: era muito hábil em ignorar tudo que pudesse tirar seu entusiasmo. Sua atenção estava apenas concentrada nas varinhas de rabdomancia, dois bastões de madeira: continham crinas de unicórnio, e era isso, dizia José, que lhes dava o poder de encontrar água. Para Lorenzo, isso não importava, desde que fizesse seu trabalho.

Marcavam rápido há quase 6 horas e ele já não sente as pernas. Tinha apenas 18 anos, contra os 50 do pai. Ainda assim, o rapaz, que herdou da sua mãe a estrutura alta e a delicadeza, além dos cabelos e olhos escuros como a noite, já estava exausto. José, ao contrário, mais baixo e robusto, não diminuía o passo mesmo após três horas seguidas caminhando com o condensador de água nas costas.Estamos no século 23 e a terra não é a mesma. Os restos da terra tornaram-se grandes ilhas flutuantrs no espaço, desafiando a lei da gravidade e conhecidas como Skayland. É neles que os homens vivem lutando pela riqueza mais valiosa, a água. Onde uma poderosa organização que detém o monopólio da água domina o que sobrou da humanidade, a Esfera. E onde entre os humanos há alguns que são privilegiados, os Seijins, pessoas com poderes sobre humanos.

Nesse mundo devastado por uma catástrofe inimaginável, onde reina a luta pela sobrevivência, a chave para o segredo de Skayland precisa ser descoberta, É a única esperança, É a única chance.

- Avante! - incitou o pai - temos que alcançar a quela pequena depressão e depois poderemos acampar.

Lorenzo ouviu a notícia com um sorriso no rosto. Já havia seguido naquele ritmo frenético há muitas semanas. Pradial já havia passado. Tinham pouco tempo para entregar a Urzak os mil litros de água que lhe deviam. Por enquanto já aviam conseguido pouco mais de 200 e, a cada dia que passava ele e José consumiam três só para sobreviverem.

Quando José decidiu que era o suficiente, alongou a região dos ombros várias vezes e deu um grande sorriso a Lorenzo.

- Vamos armar a barraca para está noite.

José estava muito preocupado, pois se não conseguisse os mil litros, Urzak lhes tomaria a aeronave para quitar a dívida. E dois caçadores de água sem aeronave eram como mortos ambulantes.

José com seus conhecimentos preparou um alambique no sola arenoso, para que quando voltasse lá conseguiria pelo menos meio litro de água. 

Ao cair da noite com o frio da floresta, Lorenzo se enfiou dentro do saco de dormir, ainda que estava com o sabor adocicado da sopa enriquecida de sais minerais que haviam preparando para o jantar. Enquanto o pai pegava o velho mapa e se acomodava ao lado do filho para que pussem ler a luz da fogueira.

- Nós estamos aqui - disse José, indicando um ponto no papel amarrotado - e amanhã, se tudo der certo, chegaremos aqui. À nascente.

- A fonte deste... Dinubio? E você acha que encontraremos água? Esse lugar é mais seco que um deserto.

- O dinubio era um dos rios mais importante da era antiga. Segundo a lenda, tinha mais de 3 mil quilômetros...

- E deveria nascer aqui? Mas o que são estas duas palavras no mapa, Briga e Brego?

José coçou o nariz pensativo.

- Não faço ideia. Talvez fosse o nome que os antigos davam a nascente do riu.  Mas o importante é que, segundo acredito, ainda existe muita água a disposição. Fresca, potável, talvez a pouca profundidade. Enchermos o condensador e saldaresmos a dívida com Uzark. Poderesmo até comprar uma aeronave nova e recomeçar os negócios em grande estilo... Você vai ver!

No dia seguinte depois de 7hrs de sono eles arrumaram a bagagem e retornaram a caminhada. Desta vez Lorenzo carregava o condensador enquanto José abria caminho a passos rápido, com um olho na bússola e outro no mapa.





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