História Skool Luv Affair (Hiatus) - Capítulo 4


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Colegial, Romance, Suga, Yoongi
Visualizações 123
Palavras 1.993
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Peço desculpas pela demora! Mas, finalmente capítulo novo, né? shauishi
Muito, muito obrigada pelos comentários lindos no capítulo anterior, vocês não tem ideia de como eles me motivam.
Espero que vocês gostem! <3
Boa leitura!

Capítulo 4 - Mess


Fanfic / Fanfiction Skool Luv Affair (Hiatus) - Capítulo 4 - Mess

Capítulo 3: Mess

O caminho de volta para casa fora tremendamente silencioso. Saeron não sabia exatamente o que dizer. Estava magoada por Yoongi não ter dito nada sobre ser convidado para o baile, principalmente quando foi a primeira coisa que ela fez após receber o convite de Jimin. Além do mais, estava preocupada com a prova. Acreditava ter ido bem, mas lhe parecera deveras fácil, o que não podia ser um bom sinal.

Jungkook estava com seus fones de ouvido e caminhava com pressa para casa. Aqueles foram os dez minutos mais longos da vida de Saeron, sendo praticamente engolida por todo aquele silêncio que não costumava existir entre os três.

Ela sequer conseguiu se despedir de Yoongi direito, apenas dando um aceno com a cabeça antes de entrar na própria casa e sentar-se no sofá, abraçando os joelhos. Sentia-se pessoalmente ferida e era bobo infantil estar assim quando estava sendo tão egoísta com seu melhor amigo. Ele tinha todo o direito de ser feliz e de ir ao baile, tanto quanto ela, ainda que ela sentisse que isso era algo errado e que soava quase como uma traição.

Saeron abaixou a cabeça, escorando-a nos joelhos e sentindo uma vontade absurda de chorar. De repente já não tinha tanta certeza se queria ir com Jimin ao baile. Ele era lindo, inteligente e o melhor de tudo: um garoto incrivelmente fofo e simpático, não era apenas um rostinho agradável. De qualquer forma, eles eram completos estranhos e só de pensar em estar sozinha com sua paixonite do ano a deixava com um desconforto enorme, quase como se fosse uma criança novamente.

Yoongi sempre esteve lá por ela, desde que ela era uma menininha mimada pelos irmãos. Ela se lembrava claramente das suas traquinagens de criança, quando subiu na árvore do vizinho, tão alto quanto pôde e então um galho se partiu. Não conseguia pensar exatamente sobre a dor, mas sabia que havia gritado por Jin a plenos pulmões e ele possivelmente estava ocupado demais para responder. Então aquele garotinho apareceu, o filho do novo morador. Ela era pequena demais para notar a ausência da placa de "vende-se" enquanto se aventurava no quintal alheio. Ele era incrivelmente pálido, contrastando com o cabelo negro como céu em uma noite sem estrelas. Seus olhos miúdos a encararam com curiosidade e ele estendeu sua mão infantil em direção à Saeron, a ajudando a se levantar.

Fora Yoongi que chamara pelos pais enquanto a menina se afogava em lágrimas e soluços. Não era o fim do mundo, mas havia quebrado o braço e teve que usar gesso por mais de um mês. Eles começaram a brincar juntos todos os dias. Mesmo que ela tivesse o achado um chato nos primeiros tempos, quando ela falava por horas e ele apenas acenava com a cabeça, mas seu coração ingênuo era altruísta e ele havia cuidado dela, então Saeron sentiu necessidade de continuar a tentar uma amizade. Acontece que a mera tentativa de convivência virou algo terrivelmente grande, a ponto de não conseguir imaginar algum dia sem ele e simplesmente não havia graça em nenhuma brincadeira quando ele saía para viajar com os pais.

A simples ideia de que ele poderia arrumar uma namorada e deixá-la de lado era aterrorizante. Por que ela não parava de pensar naquelas malditas coisas? Uma hora aconteceria, ele arrumaria uma namorada, uma noiva... Um dia ele se casaria e ela não seria mais a garota mais importante da vida dele.

— Sae. — Alguém chacoalhou seus ombros e ela levantou o rosto, enxergando tudo embaçado por alguns segundos. ­— Por que você está chorando?

Jungkook estava com o corpo inclinado em sua direção, os joelhos levemente flexionados para alcançar a altura perfeita de seus olhos. Ela meneou a cabeça e passou as mãos pelo rosto que sequer havia percebido que estava molhado.

— Yoongi vai com a irmã do Namjoon ao baile — ela resmungou ressentida, sabendo que não conseguiria mentir, mesmo se quisesse.

Os olhos escuros do irmão se iluminaram um pouco e ele sorriu, seu rosto todo demonstrando uma compreensão tão grande que ela se perguntou se ele era capaz de ler seus pensamentos.

— E você está com ciúmes.

— Estou. — Ela rebateu de pronto, surpresa com as próprias palavras.

— Mas você vai ao baile com o Jimin, não seja uma tremenda egoísta.

— Eu não sou, ok? — Saeron mordeu o lábio, chateada.

— Então por que está chorando, Noona? Era você que queria ir ao baile com ele, não era?

Sae suspirou e passou a língua pelos dentes, tentando ao máximo evitar que mais lágrimas corressem por seus olhos. Era, realmente era isso, mas não era assim que as coisas funcionavam. Yoongi era seu melhor amigo e ela não tinha o menor direito de sequer pensar em algo que o deixasse triste. Ela precisava se recompor e fazer o seu melhor para que tudo desse certo e que o baile fosse inesquecível para ele, assim como deveria ser pra ela.

Min Yoongi tinha seu caderno de composições aberto a sua frente, a mão correndo nervosa com a caneta, rabiscando cada palavra que vinha a sua mente. Como um lembrete ou alguma espécie de tortura, havia a caligrafia bonita de Saeron na página ao lado, algumas frases bobas que ela adicionava nas bordas da folha, carinhas risonhas e os nomes completos dos dois, rodeados com mini rosas que ela tanto gostava.

Ele estava angustiado com o que havia acontecido, com a forma que havia sentido uma vontade tremenda de magoá-la apenas porque ela estava feliz. Sentia-se um idiota, mas mesmo assim continuava em casa, sem procurá-la, temendo ouvir mais uma vez o nome "Jimin" ser pronunciado com tanta adoração pela garota que ele amava.

Alguém bateu a porta e ele hesitou por quase um minuto, levantando-se apressado em seguida. Era Saeron e o lado de fora deveria estar congelando, não seria idiota ao ponto de deixá-la doente por seus pensamentos estúpidos.

— Pensei que não abriria. — Ela sorriu, ajeitando uma mecha dos cabelos descoloridos atrás da orelha.

Yoongi cedeu passagem e quase como instinto a garota caminhou em direção ao caderno de composições dele que repousava sobre a mesa. Sentindo o desespero de suas confissões, ele arrancou o caderno dela e Saeron deu um passo pra trás, os olhos pequenos agora bem abertos e assustados.

Sae sentiu seu corpo inteiro congelar no meio da sala. Yoongi nunca havia escondido nada dela e agora ele agia como um completo estranho, a evitando, guardando segredos, escondendo seu caderno que ela tanto amava, onde ele era tão sincero e tão... ele.

— O que você quer? — Ele pigarreou depois de um tempo, em um tom quase indiferente.

Saeron suspirou e tentou colocar os pensamentos em ordem. Ela não deixaria que ele a afastasse, não poderia sequer imaginar essa hipótese, então pôs seu orgulho de lado e caminhou até o pequeno escritório ao fundo da casa, como milhares de vezes já havia feito. Não ousou dizer nenhuma palavra, pois sabia que sua voz embargada denunciaria o medo de perdê-lo que estava sentindo.

Min Yoongi a acompanhou em silêncio, se amaldiçoando pelo que estava fazendo. Era doloroso a nível físico tratar Saeron daquela forma, mas quando mais ela se afastasse, mais fácil seria lidar com a proximidade que ela estava criando com aquele garoto. Apenas observar tudo tão de perto acabaria o destruindo e ainda havia o mínimo de amor próprio em si para fazer com que ele tivesse esse bom senso.

A menina correu os dedos ligeiros pelo computador dele, digitando a senha e rapidamente abrindo o YouTube. Ele parou as costas dela, afundando as mãos nos bolsos enquanto reparava na camisa larga e puída que ela usava, possivelmente de Jungkook.

— O Jin não te dá dinheiro pra comprar roupas de menina?

— A coisa mais feminina que tenho é a saia do meu uniforme. Pensei que você soubesse — ela disparou ríspida e aquilo foi como um belo tapa para ele.

Uma música lenta e terrivelmente romântica começou a tocar ele se perguntou o que diabos ela estava fazendo quando se virou para ele com uma expressão tímida e segurou sua mão, ainda que não o olhasse diretamente e encarasse os próprios pés.

— O que você pensa que está fazendo? — ele questionou enquanto acompanhava com os olhos a morena que enlaçava seu pescoço com as mãos.

Ele conhecia aquela maldita música. Thinking out loud. Yoongi sabia cada porcaria de estrofe, porque certa vez Saeron a obrigou a procurar pela tradução, dizendo como tudo naquela letra era tão bonito e como sonhava em viver um amor daqueles.  Ele tinha se sentido enjoado por dias, sabendo que o amor dele já havia atingido um nível além do saudável para um adolescente de dezessete anos.

— Se você vai levá-la ao baile... — ela começou, sua voz baixinha como um sussurro. — ela vai querer que você faça isso com ela.

Ela afastou suas mãos dele, segurando as mãos de Yoongi e colocando-as em volta de sua cintura. Saeron ajeitou-se novamente, como um daqueles filmes bobos em que todo mundo já sabe o final, e começou a dar alguns passos, praticamente o arrastando consigo.

Oh baby, we found love right where we are. And we found love right where we are...¹

Sae cantarolava baixo, sem levantar seu rosto para ele, a cabeça apoiada em seu peito e a respiração entrecortada. Por que ela estava fazendo aquilo? Por que ela continuava a deixar as coisas ainda mais difíceis do que precisavam ser?

— Sae, para com isso. — Ele pediu, mas sua voz saiu mais como alguém que implora por misericórdia do que decidido.

Ela ergueu seus olhos molhados para ele e piscou desnorteada, como se estivesse tão ferida quanto Yoongi estava e aquilo foi o fim. Droga, foi demais para qualquer um.

Yoongi segurou o rosto dela com as duas mãos e levantou seu queixo. Foi tão rápido e desesperado que seus lábios estavam nos dela antes que houvesse a menor chance de recuar, mas ela realmente não o fez.

Saeron puxou-o para mais perto, enroscando seus dedos nos cabelos macios dele, enquanto lágrimas e mais lágrimas corriam em um desespero quase sufocante por seus olhos. Ela separou seus lábios em uma espera urgente quando finalmente seus gostos se misturaram em um beijo quente e... apaixonado? Diferente do primeiro beijo curioso e inocente que eles haviam trocado, tudo naquele momento parecia certo. Certo como o fato de que o sol voltaria a nascer a cada manhã e como a lua brilharia em algum lugar, mesmo coberta pelas nuvens. Era certo como a respiração dela que descompassava, ou como o coração dele que ela podia sentir bater freneticamente, agora que suas mãos se soltavam dos fios ruivos e se prendiam no tecido do moletom que ele usava, segurando-o como se sua vida dependesse unicamente daquilo.

Certo e tão... egoísta! Ela se separou dele em um pulo, seu coração doendo como se realmente tivesse sido atingido com força. Não podiam fazer isso, não deveriam fazer isso. Yoongi suspirou e a encarou de um jeito atordoado e confuso enquanto ela recuava passos e mais passos até finalmente estar correndo em direção à porta.

Suas mãos tocaram os lábios ainda quentes e inchados e sentiu que poderia cair de joelhos ali mesmo, mas ainda obrigou suas pernas a levarem-na até sua casa.

Kim Sun Hee havia o convidado para o baile. Ele havia aceitado, parecia feliz. Yoongi estava a evitando. Havia escondido o convite dela. Estava a afastando e escondendo seus pensamentos escritos. Talvez ele só estivesse tentando proteger seus sentimentos. Ela se sentia tão boba... Tudo parecia se conectar como um quebra-cabeças tortuoso. Seu melhor amigo provavelmente estava apaixonado por outra garota e agora como uma vadia egoísta, ela havia o beijado.

-

"Esfregue a minha boca com sabão, então não posso sussurrar seu nome. Varrendo em círculos, tentando tirar você da minha mente. Quando você sai, você sempre deixar um pouco de bagunça para trás. Quando você sai, você sempre deixar um pouco de confusão." Mess -Emily Kinney


Notas Finais


¹ Querida, nós achamos o amor bem aqui onde estamos. E nós achamos o amor bem aqui onde estamos.
Não me matem, é só o que eu peço! sashiuas
Gostaram do capítulo? <3


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