História Skull Gift (Interativa) - Capítulo 2


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Categorias Fairy Tail
Tags Caveira, Guilda, Interativa, Luta, Magia, Morte, Revolução, Romance, Trevas
Visualizações 83
Palavras 2.083
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção Científica, Luta, Magia, Romance e Novela, Seinen, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá amigos, queridos, como vocês estão? Surpresos? Eu também. Pois é, eu acabei por decidir, até o momento, todos os atuais participantes... Das vagas totais, sete foram preenchidas. Vamos bater palmas? Clap, clap, clap.
Então, eu iria escolher oito, entretanto, todavia, porém, MAS dois personagens acabaram por competir pela mesma cor - no caso, roxo :/ E para decidir qual personagem seria aceito foi por detalhes aqui e acolá como o tempo que estava na guilda, a personalidade dele em comparação aos outros já aceitos e coisas deste tipo...
Mas claro que isso não é ruim. Ainda sim tem vagas abertas e é muito provável que outro personagem seja introduzido no próximo capítulo ou no próximo do próximo, vai tudo depender de como as coisas correrem. Acho que talvez até aceite bem mais do que o planejado, mas veremos com o decorrer certo?
Então permitam-me aqui anunciar os personagens protagonistas... Ou participantes, como preferirem.

A Caveira Azul, Blue, apelidada como Ice Fox, Mochizuki Rin!
A Caveira Vermelha, Bordeaux, apelidada como Infern Eyes, Helena Becker Burning!
A Caveira Laranja, Orange, apelidado como Fallen Angel, Ishikawa Kazuo!
A Caveira Roxa, Purple, apelidado como Nightmare Wolf, Ren Nightslash!
A Caveira Dourada, Gold, apelidada como Paralyzing Eyes, Kyujukyu Hana!
A Caveira Violeta, Violet, apelidada como Blonde Flowey, Yasuraoka Hanabi!
A Caveira Enferrujada, Rust, apelidada como Lethal Sword, Yamamoto Akame!

Parece que temos duas "Hana" e duas "Eyes" e.e... E bem até o momento são estes os aceitos. Podem ter mais durante a fanfic, ou vocês quererem, sei lá, enviar mais gente, mas por agora tá assim.

AGORA VAMOS PARA A HISTÓRIA.

Capítulo 2 - Ato Dois


Ato Dois: Apresentação

War of Change de Thousand Foot Krutch

 

Domingo. Dez e vinte e oito da noite. Em um fim de semana comum, o bar mais popular da cidade estaria abarrotado de jovens drogados dançando e trabalhadores exaustos entupindo seus rins com álcool barato e nocivo, entretanto hoje não era um destes ‘fins de semanas’. Infelizmente, para a furada e vazia carteira do gerente, o estabelecimento anunciou que iria ser fechado próximo das dez horas da noite para “manutenção”. Claro que era uma desculpa barata.

A ideia original de Kiseki com este anúncio era que, desta forma, conseguiria chegar ao local de encontro com certa antecedência e preparar-se psicologicamente para a reunião, entretanto seu plano foi destruído em pedaços quando todos os clientes decidiram que iriam extrapolar nos minutos finais. Garrafas cheias foram quebradas no chão, havia vômito e preservativos espalhados em lugares que nunca imaginaria ser possível e, principalmente, haviam muitos móveis danificados. No final das contas, uma manutenção geral seria necessária.

Esse era o problema de dar liberdade para um bando de ignorantes pobretões e jovens riquinhos embriagados. Suspirou pesado só em pensar que teria de limpar isso amanhã de manhã, afinal agora tinha de correr para o outro lado da cidade... Era um pouco engraçado que a tal “Zona A Sentido Norte Primeiro Quadrante” ficava ao sul de Seishin, mas era só uma brincadeira de mal gosto para enganar qualquer interceptação de sinal. Uma tática idiota, porém altamente suficiente.

Afinal que raios de líder pensaria em algo tão estúpido?

Saiu de trás do balcão afrouxando a gravata apertada e jogando a toalha do antebraço em cima de um dos bancos. O cheiro de enxofre, líquido estomacal e álcool destilado era forte ao ponto de curar até uma rinite violenta. Quando o homem moreno empurrou a porta giratória para a saída, o ar fresco – ou melhor, o ar sujo das indústrias – atingiu seu rosto, inalou com força. Era nauseante.

Durante o caminhar no beco escuro, desbotou o colete social e as mangas da camisa longa. Passou próximo a uma caçamba de lixo, pegando um longo capuz negro, curiosamente limpo, para esconder seu corpo e rosto.

Com o brilho do astro entre as nuvens de sujeira, Kiseki largou sua identidade para dar vida a White, reluzindo a máscara monocromática.

Skull Gift

White estava atrasado. Atrasado até demais. Para alguém que era o “favorito do chefe”, como os próprios caveiras começaram o apelidar, White estava duas horas atrasado. A reunião deveria ter começado próximo das onze horas, entretanto o relógio de ponteiro acima do portão do galpão fechado indicava ser uma hora da madrugada.

Os dedos de Rust batucavam na mesa onde se sentou no canto mais distante da entrada e dos demais membros da guilda. Estava começando a ficar irritada com a demora, entretanto a máscara ocultava este detalhe. A máscara, como o nome da maga indicava, tinha uma coloração enferrujada, puxado para o marrom, com várias distorções no metal e na região da testa haviam sinais de fuzilamento. No lado esquerdo da máscara, uma faixa negra desce do topo até o queixo e manchas brancas, como se tivesse descascado, nascem no metal enferrujado. Os olhos, escarlates como a mira de um rifle, analisam a entrada.

Os longos cabelos negros até a cintura e o vestido negro definem que Rust é uma garota. E uma garota muito bonita, notável as curvas e o tom de pele claro bem cuidado, entretanto são poucos detalhes que podem ser descritos com a má iluminação de onde Rust se sentou.

Seus dentes cerraram e mordiscou os lábios outra vez sob a máscara. Por que tanta demora? Não podia dizer que conhecia o maldito, afinal nunca sequer tentou se comunicar com ele, entretanto podia dizer que quem costumava se atrasar não era ele.

Entediada, seus olhos rubros moveram-se para a zona central do galpão. O galpão, em si, não tinha nada demais, entretanto a criatividade dos membros merecia ser notada. Com alguns dejetos e destroços, montaram uma academia improvisada com sacos de pancada, halteres e até mesmo bonecos para praticar tiro ao alvo ou simplesmente golpear. Rust estava impressionada, afinal montaram tudo em menos de vinte minutos.

O saco de pancada feito com cimento, tijolos e restos de metal envoltos por couro – de onde Rust não fazia ideia de onde encontraram – parecia ser feito de penas com a facilidade que Blue fazia voar com socos e chutes laterais, quase como se os quase trezentos quilos de restos de construção fossem nada. O alto som do cimento e dos tijolos sendo esmagado ecoava no galpão como se pedissem clemência. Então com a postura correta, joelhos flexionados, braço destro recuado na altura do quadril, coluna ereta, o punho canhoto voou contra a superfície de couro tão veloz quanto um disparo. O braço fino de Blue atravessou o saco e a areia cinzenta vazava como um ferimento fatal.

Blue parecia ser inofensiva na visão de Rust, quando a conheceu. Dentre todas as máscaras do grupo, a de Blue é a mais amigável com o rosto de uma raposa azul com bochechas brancas, um sorriso doce da raposa dá a impressão de que ela não é perigosa. Sem contar que a menina não é alta, medindo pouco acima de um metro e sessenta. Ledo engano se pensar que ela não é merecedora de ser levada com seriedade, afinal além da garota ser uma impecável espadachim – fato que Rust odeia aceitar – nunca viu ninguém vencê-la no braço de ferro.

Ignorando os seguintes pensamentos que correram em sua mente, muda o foco para onde estão os halteres feitos com...  canos. Sim. Os pesos dos halteres são pneus enormes, provavelmente de caminhões, ligados por três canos para não entortarem. Quem estava levantando os pesos em um ritmo lento e calmo era Bordeaux, uma mulher de cabelos ruivos como vinho preso em um alto rabo de cavalo. Bordeaux é incrivelmente alta para o padrão feminino do país, passando dos um metro e oitenta, com um corpo musculoso e forte, porém que ainda mantém as graças de seu sexo. Parando para pensar, talvez Bordeaux fosse capaz de ser mais forte que Blue...

A máscara vermelha da mulher tinha o formato do rosto de um dragão de fogo. Com o couro enrugado e espinhento, a simplicidade draconiana demonstra toda a força e potência necessária para a sua presença.

— Queime no inferno, Gnomo de Halloween! — exclamou uma voz irritantemente aguda e risonha, forçando Rust a franzir o cenho só em ouvi-la.

— Você quer apanhar de novo, Palhaça de Hospício? — retrucou uma voz mais masculina tão alta e escandalosa quanto a primeira. Desta vez Rust somente trincou os dentes. Outra vez, os novatos imbecis iam começar uma bagunça.

Yellow e Orange entraram durante o mesmo período há dois meses e desde então tem sido o inferno. A convivência pacífica entre os membros foi destruída com as brigas e discussões frequentes dos cabeças-quentes.

Yellow não era lá muito alta, talvez chegasse próximo dos um metro e sessenta e cinco, e tinha o corpo todo oculto por um manto escuro e marrom cheio de remendos, deixando pouco para imaginar o formato de seu corpo. O cabelo de Yellow é rosado, apagado, na altura dos ombros com uma longa franja que às vezes esconde os olhos da máscara.  A máscara da garota era uma das mais perturbadoras, um tom amarelo berrante que chamava facilmente atenção com um longo sorriso ao estilo Coringa. Se Yellow não fosse tão barulhenta, agitada e irritantemente animada, Rust poderia até ser cautelosa somente dado a sua aparência. Mas não.

Por outro lado, Orange competia com Yellow em ser tão chato quanto. Ou melhor, em quão louco alguém pode ser. Com a sua conversa sobre liberdade, Orange parecia uma espécie de fanático religioso falando de como seu deus é o melhor. O novato media um metro e sessenta e seis, o rapaz mais baixo da guilda, e talvez por isto tenha uma fisionomia mais infantil nas roupas soltas e folgadas. Seu cabelo castanho raramente está penteado, deixando os fios emaranhados e bagunçados com frequência. A sua máscara pode ser assustadora ou infantil, dependendo de seu ponto de vista, tratando-se de um rosto de abóbora de Halloween, similar as lendas de Jack O’Lantern.

— A lei não me permite bater em crianças birrentas, Cabeça de Abóbora!

— Cale a boca que eu sou mais velho que você!

Não demorou muito para, então, os dois começarem a... Rust não sabia dizer se aquilo era realmente uma luta, afinal os socos eram lentos e desajeitados, deixando claro que nenhum dos dois estavam acostumados com batalhas corpo-a-corpo, algo até engraçado de se ver. Por sorte, o terceiro novato, este mais responsável que os outros dois, interviu ao separar os dois com uma estúpida facilidade.

— Yellow, Orange, parem com isso. Ninguém está com paciência para lidar com vocês hoje. — O tom monótono e exausto de Purple deixava claro que não estava contente em ter que lidar com a infantilidade.

Purple era um dos três rapazes da guilda e, também, o mais novo integrante, entrando faz pouco menos do que uma semana... Mas curiosamente tinha tanta presença quanto um veterano, algo estranho. De toda forma, a sua altura era alta e facilmente ultrapassava Orange, porém nota-se que seu físico não é musculoso ou imenso. Esguio e magro com traços juvenis, provavelmente um adolescente ou perto disso. Seu cabelo é escuro com uma cor negra em alta iluminação que combina com a máscara de madeira púrpura que copia o rosto de um lupino e um símbolo rúnico de cajado branco está fixado na testa da máscara. Por mais que sua máscara chame atenção pelo tom sombrio, seus braços cobertos por bandagens com óbvias runas de selagem instigam a curiosidade de todos.

— Não nos interrompa, Lobinho. Eu vou fazer suco dessa abóbora! — exclamou firme a máscara sorridente, colocando os punhos em posição enquanto círculos mágicos em um tom vermelho escuro surgem nos anéis anelares.

Em um único segundo, os três já estavam armados um para o outro em clara intenção. Yellow colocou o primeiro anel vermelho na direção do rosto de Orange, enquanto o segundo fico próximo ao tórax de Purple, ambos círculos liberando um forte cheiro de ferro. Orange, por outro lado, tomou uma decisão mais cautelosa; assim que avistou a ofensiva, tomou ambas pistolas e apontou uma para cada alvo. No fim das contas, Purple foi arrastado junto e forçado a se defender, e seu punho destro parou a centímetros da garganta de Yellow enquanto um estranho fragmento vidroso crescia atrás de Purple pronto para um golpe limpo e direto.

Rust observou os outros membros para ver se alguém teria a iniciativa de para-los, porém ninguém parecia estar muito preocupado. Estava pronta para se levantar e ir resolver o assunto quando ouviu:

— Nós não somos mandados para as missões por culpa das idiotices de vocês. — Gold se pronunciou um pouco mais afastada do trio e aparentemente nenhum dos três negou este fato.

Gold juntou-se ao grupo junto com Purple, entretanto não se destacava muito... Ela falava somente o necessário e, muitas vezes, parecia que nem estava fazendo parte das reuniões. Com longos cabelos lisos em um tom roxo escuro, bagunçados em uma franja torta, Gold é pequena e bastante leve, pesando quarenta quilos, com orelhas em um aspecto levemente élfico. A sua máscara é um dourado clareado, misturando alguns aspectos prateados, e parece ser feito pela própria nobreza para um baile de máscaras com muitos detalhes sutis, porém a boca da máscara é costurada; é como se afirmasse que ela não precisa falar, o que realmente é verdade.

Sendo realista, por mais que os quatro membros novos estejam no grupo, nenhum do quarteto cumpriu uma missão. Ninguém sabe os motivos de Black recusar-se em entregar uma tarefa ou um assassinato nas mãos dos novatos, entretanto parece ser por conta dos conflitos entre eles. Querendo ou não, a convivência entre os veteranos é disparadamente mais tranquila do que comparada aos novatos.

— Obrigada por suas palavras, Gold. — falou uma mulher com uma máscara de gás, violeta, com o bocal estampado em uma flor de seis pétalas. Os olhos ocultos pela vidraça da máscara brilharam atrás do fosco, erguendo a cabeça em uma posição magistral, demonstrando toda a imponência da mulher dentro do grupo.

Esta é Violet, a única sobrevivente da fundação das Caveiras.

— Agora se alinhem. A reunião vai começar.

E assim que foi anunciado, como uma previsão, a porta do galpão foi aberta.

 

Hall of the Fame de The Script ft. wil.i.am

Fim do Ato Dois


Notas Finais


Cof, cof, vocês talvez tenham - devem - ter percebido que algumas descrições são mais detalhadas e outras menos, enquanto que também temos descrições mais 'legais' e outras nem tanto, descrevendo por exemplo a Blue e a Bordeaux com certa "importância" enquanto que o Orange parece mais um moleque chato... MAS NÃO GENTE, CALMA! Tudo tem explicação e eu farei agora para não dar problemas futuros!
Primeiramente que depois da cena do Kiseki se atrasando, quem "narra" a história é a Rust. Por mais que a narrativa seja em terceira pessoa e de forma até onipresente, o ponto de vista é a partir dela! Ou seja, as opiniões, as formas que é descrito o mundo e as aparências, a forma de interação e as próprias intenções das pessoas é de acordo com o PONTO DE VISTA DE RUST. Então não necessariamente um seja mais importante que o outro, é só como a personagem pensa e enxerga cada membro dali de dentro.
E por que eu fiz assim? Pois eu não acho que eu "atuo" bem o suficiente para fazer algo totalmente em primeira pessoa - descrevendo como "eu acho" e afins - e também queria que vocês começassem a entender como cada personagem é, então toda narrativa será meio desta forma. Então sim irão existir "conflitos" e até "buracos", propositais é claro, na história e nas próprias opiniões do autor, pois é assim que cada personagem enxergou a situação. Ai vai de cada um, no caso leitor você, interpretar o que acha correta, a opinião de x ou de y.
Ficou confuso? Se sim, é só dizer que explico de novo! (Ou só releia até entender, vc escolhe)

E sim, os novatos se odeiam e.e... Muahahaaha

E ai, tem algum personagem que você quer que seja o "narrador" do próximo capítulo? Ou algum que você quer saber mais da personalidade? É a sua hora para dizer e ter a chance de conhecê-lo durante a narrativa!

Aliás, abaixo estão as músicas do capítulo. Não é obrigatório escutar, porém vamos dizer que as músicas dão "spoilers" sobre o arco, a história, ou algum personagem em específico. Nada comprometedor, meramente instigação de curiosidade.
Música de abertura: https://youtu.be/HdnTSXUWd3E?list=RDMM5JqY-6q-RNA
Música de fechamento: https://www.youtube.com/watch?v=mk48xRzuNvA


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