História Sky above us - Capítulo 6


Escrita por:

Postado
Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Céu, Drama, Ecchi, Esquecimento, Estrelas, Lua, Mudanças, Romance
Visualizações 8
Palavras 1.221
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Yay q droga

Dez favoritos seus divos amo vcs

Capítulo 6 - Don't believe in blondes


Digamos que o universo é flexível.

Ele é realmente uma extensão inimaginável e quase infinita, magnífica e misteriosa. Mas, depende de percepção. Eu tenho mais percepção da extensão dele do que qualquer criatura terrestre. Claro que é porque tenho mais contato. Porém, eu acredito nessa extensão — vivo ela. É minha razão de continuar vagando sem rumo, observando e aprendendo, mostrando esses conhecimentos a quem encontro no caminho, como você.

Cada estrela que aqui reside tem mais histórias para contar do que qualquer outro humano — afinal estrelas, com toda certeza, duram mais que livros, e podem guardar mais coisas do que simples palavras. Quem sabe. Uma coisa é certa, livros são mais sábios que estrelas, pois estas não pensam tanto quanto eles — quem escreve. Ou seja, são tão iguais quanto se pode imaginar. Um fica com os humanos, e outro, no universo.

Voltemos, então, a ideia de que o amor humano é maior que o universo.

O amor é flexível e variado. Existem várias formas de amar. Diferente do universo que, mesmo sendo grande, é um só. Mais profundamente pensando, não existe um universo para cada humano, mas amor sim. Na verdade, mais de um amor para um só humano. Pegue está quantidade indeterminada — amor fraterno, família, amizade, paixão, desejo — e multiplique por sete bilhões.

Agora me diga, qual é mais extenso e mais poderoso?

...

Algo que se espera. Subconsciente, escuro, monstruoso, estranho, flexível e magnífico. De tantas possibilidades, truques e ódios. Tão impressionante.

Edward estava observando, em silêncio, o irmão adormecido na grama. Tinha se assustado quando viu o garoto ali, mas limitou-se a não acorda-lo — podia ver o quanto machucava. O quanto o menor sofria e tentava se manter na sua teimosia, firme e forte, como um estranho lobo solitário que mesmo ferido continua a caminhar.

Ele não estava sozinho, mas se sentia solitário. Tyler tinha um dos principais problemas dos homens — se deixar leva, se deixar sofrer. Edward sabia que não ia passar, sabia muito bem. Era melhor deixa-lo ali.

Com um bocejo, recostou-se no batente da porta. Conseguia ver os cabelos negros do irmão e suas mãos sobre o peito, como um sinal de proteção, a respiração tranquila feito a de uma criança sonolenta. Fechou os olhos. Inspirou e expirou. Uma, duas vezes. Quatro. Seis. Oito. O suficiente para acalmar seu próprio subconsciente elétrico, o suficiente para se manter parado. Esfregou os cabelos. Já passava o tempo do irmão ir para a aula. O dia estava perdido. Deixe-o dormir. Murmurou para si mesmo algumas frases reconfortantes. A culpa não é sua, Edward.

...

O subconsciente negro e traiçoeiro que assombra os homens é a chave de todo o sofrimento deles.

O barulho da moto de Edward o acordou, as exatas dez da manhã. Acordou grogue, com os cabelos úmidos de sereno, sentindo um extremo frio que o fazia bater os dentes e com os olhos pesados. Não tinha sonhado. Era apenas escuridão — uma escuridão sombria que não o atormentou, apenas o deixou descansar.

Acordou mais disposto. Um pouco contente. Trocou algumas palavras com o pai enquanto seu raciocínio começava aos poucos a retornar, esfregando os olhos e os braços como se aquilo fosse amenizar a sensação de frio e umidade que o estava perturbando. Coisas comuns de um dia comum, tirando o fato de ter faltado. O que não era nada comum.

Edward voltou lá pelas uma da tarde, mais eufórico e hiperativo que antes, dirigindo mais rápido do que deveria e sorrindo pro nada. Estranho mas normal. Tyler não presenciava isso mas sabia o quanto era normal. Sua família era estranha desde sempre — normal.

Coisas comuns, de dias comuns. Uma família estranha, mas algo comum.

...

Era paranóia. De certo.

Sua insônia tinha se dissipado assim como a vontade de observar o céu. Ou a vontade de ajudar Noah, que desistiu durante uma ligação. Tudo desapareceu pela madrugada, desde a falta de sono até a compaixão, ou qualquer sentimento que o fazia se sentir fraco. Se sentia estúpido. Idiota. Se entregando a algo como o próprio subconsciente o traindo. Se sentia afogando, morrendo aos poucos até só sobrar um pedaço do seu ser, um pedaço que provavelmente sofreria mais, que sentiria falta do resto. Se sentia mal.

Não percebeu o sinal do intervalo tocar. Henry não o incomodou, distraído em um livro qualquer no fundo da sala, com uma caneta nos lábios e fones nos ouvidos. Além de que estava sentindo novamente os olhares. Estava sentindo tudo. Lembrando de tudo. Sentia medo de que aquele olhar não quisesse levar apenas sua sanidade, mas também sua vida. Lastimável vida.

Os olhares, a paranóia, o garoto estranho, o irmão eufórico, o medo, o subconsciente, a tristeza, o medo, a indiferença, a vontade de fugir, a sensação de que era covarde, o medo, a ida — o que havia iniciado tudo isso. Sentia tudo, mas também nada. Estava inerte em si mesmo, em um repouso quase infinito. Sofrendo. Morrendo. Preso nos pensamentos. Não ouvia nada ou sentia nada ou qualquer outra manifestação vinda do mundo de fora.

Nada. Não se passava de um grande nada.

Notou mais olhares, diferente do de antes — aquele que não conseguia dizer se era ou não invenção da mente. Olhares estranhos e desconhecidos. Olhares que o fizeram despertar rapidamente e perceber que estava olhando para baixo, para as mãos no próprio colo, agarradas uma na outra tentando buscar proteção de algo que sequer existe.

Dois loiros. Que não se lembrava de ter visto. Não conseguiu ligar a ninguém que aparecia em sua mente devastada. Medo novamente. Como se sentia covarde. Um deles tinha o olhar distante — e Tyler pode perceber que ele observava Henry com o canto do olho — e o outro, tão divertido e sacana que o intimidava. Era divertido, brincalhão, mas de uma forma intensa que soava meio psicopata.

– Leonard. - Murmurou o loiro dos olhos divertidos. Leonard desviou o olhar do garoto isolado no fundo da sala para encarar o outro. – Acorde.

O loiro de olhar distante apenas revirou os olhos.

– Só para garantir.. Leonard, se livra do outro. - Murmurou novamente, rindo em seguida. Os olhos verdes dele brilhavam em uma diversão bizarra e sem sentido. – Sou Dylan.

– Eu te conheço? - Conseguiu perguntar.

Leonard murmurou alguma coisa com Henry, sorrindo, e os dois saíram. Dylan agradeceu com o olhar.

– Não. Nem deveria, capitão. Mas o que fazer, ordens são ordens. Você não vai fugir novamente.

– Fugir? - Tyler resmungou. O loiro colocou as mãos nos bolsos da jaqueta azul e branca e riu sacana, o olhar mais cínico que antes. – Eu nem sei do que você está falando.

– Sabe sim, capitão. - Dylan deu de ombros. – E antes que partamos para a violência por aqui, eu espero que não fuja e fale com o Dono dessa vez.

Agora fazia sentido.

Dono. Dylan. Dois loiros desconhecidos e um sorriso sacana. Genial. Os pontos se ligavam automaticamente.

– Ah. - Respondeu. – Desculpe, mas não. Tenho mais o que fazer.

– Claro que não. Falar com o Dono é preferencial. Espere um pouco.

Tyler rangeu os dentes. Dylan continuou rindo, com as mãos nos bolsos. Tyler respirou fundo. O loiro se afastou, até a porta.

– Não vai demorar.. Acho. Talvez alguns tempos. Mas vou garantir que você fique sozinho, assim pode pensar no que tanto te aflinge, capitão. Você não adora a solidão ou coisas assim? Divirta-se, lobo solitário.

Tyler pode ouvir o loiro trancando a porta.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...