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História Skyfall - A grande queda do céu! - Capítulo 28


Escrita por:


Notas do Autor


Mais um capítulo para vocês!
Espero que gostem!

Os personagens não me pertencem, e sim à Rumiko Takahashi!
Boa leitura!
~~oOo~~

Capítulo 28 - Compreensão


Fanfic / Fanfiction Skyfall - A grande queda do céu! - Capítulo 28 - Compreensão

O carro estava no limite de velocidade possível para uma pista que estava tão cheia de gelo como aquela, patinando suas rodas nas curvas bruscamente, quase derrapando e sob o perigo de capotar na maioria delas. Mas, ele não ligava, só queria chegar lá o mais rápido possível. Quanto mais ele chegava perto da casa do amigo, mais ficava ansioso. Era uma droga não poder acelerar como bem queria, pois a pista estava com as extremidades lisas pelo gelo daquela nevasca repentina. Pensou em largar o carro em um acostamento e correr entre saltos, já que tinha bons atributos para isto. Entretanto, ao lembrar que o carro não era dele, e sim de seu pai, desistiu e aceitou o fato de ir dirigindo mesmo. Pelo menos não teria o carro roubado, mesmo que o seguro cobrisse esse tipo de ocorrência. 

Virou em uma rua à direita, depois entrou em uma avenida larga daquele bairro residencial, passando por algumas casas feitas de tijolos pintados de branco e telhados de cor avermelhada, percorreu mais quinhentos metros e dobrou a última esquina, avistando por entre algumas árvores, a casa do baterista. Reduziu a velocidade, mas ainda estacionou bruscamente, sentindo as rodas traseiras dançarem na poça congelada. Sorte que a tração traseira era muito boa e o resguardou de um possível capotamento. Ele tirou o cinto apressado e saiu do carro batendo a porta depois, apertando o botão e travando as portas de modo desajeitado pela corrida e ouvindo o soar do alarme acionado logo depois como resultado. Foi até a porta da frente e tentou abrir, mas encontrou-a trancada ao pressionar para baixo a maçaneta reta. Resolveu pular o muro lateral da casa e invadir o gramado ao lado esquerdo, onde bem acima, ficava o quarto do amigo. Olhando para o chão, viu muitos cacos de vidro e subindo o olhar, notou a janela partida em vários pedaços, sobrando algumas lâminas pontudas do vidro na moldura da janela. Pegou impulso e se pendurou na treliça metálica, onde haviam trançadas nos ferros algumas plantas trepadeiras que estavam preenchendo os frisos daquela estrutura. Subiu por ali agilmente e pulou com cuidado a janela, entrando no quarto em seguida.

O ambiente estava escuro e o cheiro de sangue inundou suas narinas, deixando-o em estado de pânico. Procurou com os olhos afoitos qualquer silhueta, até notar a garota desmaiada ao chão, muito machucada e com marcas de estrangulamento.

- Sango! – foi até ela e rapidamente colocou o dedo em seu pescoço, procurando por um pulsar, mesmo que leve de suas veias.

Tum...

Era fraco, mas estava viva. Suspirou aliviado, porém mantinha-se preocupado.

- Sango... – ouviu um gemido sofrido ao lado e notou o amigo empalidecido e desnorteado.

- Miroku! – correu até ele, vendo que este abria os olhos com dificuldade e cansaço.

- K-Kouga...? – mantendo somente um olho aberto. – A-a... A S-Sango... – arfando.

- O que aconteceu com vocês? – perguntou.

- Um... Bakemono... Ela nos... Atacou... – apertou os olhos e franziu o cenho pela dor, levando a mão acima das costelas.

- Ba-bakemono? – “Como assim ela? Os youkais não atacam mais os humanos fazem séculos...” – pensou sobre o que o amigo disse. – Miroku... – olhou o local que ele apertava. – Você deve ter quebrado alguma costela... – pegou o celular e com as mãos trêmulas apertou algumas vezes na tela, ouvindo um soar de chamada depois. Alguns instantes agonizantes depois, alguém atendeu. – É uma emergência! Meus amigos foram atacados em casa!

Ele deu as instruções do local e rápidas informações sobre o ocorrido, desligando em seguida e já tateando o celular. Ligaria para o seu pai agora.

Enquanto esperava o seu pai atender, o amigo balbuciou algumas palavras sófregas, que quase não entendeu com o som do celular e o volume baixo da voz dele. Seu pai não atendeu, pelo horário deveria estar dormindo. Ao desligar o celular, ouviu Miroku pronunciar algo quase a tom inaudível.

- Ele... Nos... Nos salvou... – grunhiu ao sentir uma dor aguda e fechou os olhos, desmaiando em seguida.

- Ele quem?? – perguntou, mas ele já havia apagado. – KUSO!

Olhou ao redor e farejou com minúcia. Piscou os olhos algumas vezes ao reconhecer um cheiro específico. Rubro. Claramente alguém envolvido com a droga os atacou, trazendo uma repulsa imediata nos lábios dele e em seu nariz, sensível pelo cheiro ferroso daquela droga nojenta. Voltou a farejar e sentiu um outro odor familiar.

- Nanii? – se questionou e respirou fundo depois. – Ele veio aqui mesmo então! Antes de ir embora para sua casa pelo jeito... – apertou os lábios. – InuYasha... – socou o chão irritado e confuso. – No que vocês andaram se envolvendo? – “O que de fato aconteceu... Por aqui?” – pensou.

Poucos minutos depois, um som de sirene começou a se aproximar, despertando-o de seu questionamento interno. Então, desceu apressado as escadas da casa e abriu a porta, aguardando ansioso a chegada da ambulância. Por sorte, uma viatura da polícia veio junto, com um oficial de barriga gorda pela ingestão frequente de cerveja, provavelmente, aparecendo ao sair do carro depois de estacionar no acostamento em frente à casa. Era um policial aleatório, lembrava de tê-lo visto de relance um dia desses na delegacia, mas já lhe bastava, mesmo não sendo seu pai. Contaria tudo... Menos sobre o cheiro de InuYasha dentro daquele lugar, especificamente, na estrutura quebrada da janela. Era como se ele mal tivesse adentrado o cômodo. Não sabia o porquê dele ter ido lá, e se o fato de encontrar ele e a namorada na neve minutos antes, caídos naquele campo abandonado, tinha alguma relação com o que aconteceu com Miroku e Sango.

- “InuYasha... Vamos ter que conversar logo, logo sobre essas coincidências... Ou fatos...”

--

InuYasha POV

 ~~

O ambiente estava ensurdecedor. Cada ruído ali dentro estava confuso e misturava-se irritantemente aos outros. Uma batida frenética pulsava e muitos pulavam ao escutar, dançando alegremente naquele ritmo tecno. Os humanos e youkais ali dentro se esfregavam tanto para atravessar o local abarrotado e super lotado, quanto também pela excitação e pegação que rolava ali. Eu estava meio tomado pela bebida também, como a maioria dos clientes daquele lugar. Misturei algumas doses de Absolut e Syoucyu Azuma Kirin, que é um Saquê bem forte e que pega muito rápido, obviamente, eu fiquei louco em menos de duas horas.

Sesshoumaru colocou a mão no meu ombro e me disse algumas palavras, mas eu não as escutava. Ele parecia bem irritado com algo e gesticulava uma mão como se apontasse para um lado, incomodado com alguma coisa. Tentei falar para ele que não o escutava, mas minha própria voz não ressoava para fora dos meus lábios. Não sentia alterações no meu trato vocal, não estava doente e nem nada do tipo para perder a voz, então, calculei que o som ambiente não me deixava ter o retorno da minha própria voz em meus ouvidos. Definitivamente, eu estava errado, porque isso era o efeito das bebidas misturadas que tiraram meu senso e minha audição, deixando-me bem mais alterado que o comum.

Ele me puxou para fora do lugar em que estávamos. Estava bem escuro, provavelmente era quase três horas, plena e agitada madrugada de quinta-feira e tinha uma gritaria do lado de fora. Pessoas estavam formando uma fila quase quilométrica e o Leão de Chácara, o responsável pela entrada das pessoas no estabelecimento, liberava aos poucos, um a um. Eu ainda segurava uma longneck de cerca de trezentos mililitros, era uma Smirnoff Ice. Bem mais leve que as anteriores. 

- Eles não sabem a merda que tá lá dentro... – ri tonto, com a voz enrolada pela bebida. Quase não entendi o que eu mesmo havia dito. Ia tomar mais um gole, mas ele me atrapalhou.

- InuYasha! Me escuta porra! – Sesshoumaru me puxou pela gola da minha jaqueta jeans e eu resmunguei um “Keh” atordoado.

- Oe... Teme... Minha jaqueta... – reclamei bêbado.

- Você é louco de vir aqui na forma humana? Não sabe que tem que ficar em casa nesses dias? PORRA! – gritou e eu franzi a cara, ignorando-o.

- Me solta, baka yaro! – falei enrolando a língua dentro da boca.

Me puxei, vindo para trás, fazendo com que ele me soltasse. Ele estava muito irritado comigo naquela altura.

- Eu não vou ser sua babá hoje... – virou os olhos e chiou. – Ts! Foda-se!

Foi andando para longe e eu ri da cara dele. Comecei a andar atrás dele, mas não o segui. Ele virou uma esquina e eu fui pela outra, sentindo meus pés desgovernados em cada passo.

- Kuso... – olhei em volta, deixando meus orbes vasculharem em busca de uma lanchonete. Senti fome mesmo depois de ter bebido tanto. – Que fome...

Uma menina já conhecida passou por mim e me lançou um olhar significativo, me fazendo girar os pés e acompanhar o balanço de sua cintura ao caminhar.

- Oe... – chamei e mordi os lábios, ela se virou para mim, andando logo depois na minha direção. – “Foi fácil...”

Fácil demais...

Logo me percebi em um lugar diferente, como se eu tivesse apagado e aparecido simplesmente naquele banheiro, provavelmente de uma lanchonete ou outra boate. Passando a mão em suas coxas por baixo daquela pequena saia preta que usava e afastando sua calcinha para o lado, segurei uma perna para cima, deixando-a flexionada e apoiada em meu antebraço, a sua outra estava apoiada ao chão. Sem esperar mais um único segundo no meio dos beijos e excitação desenfreada, baixei minhas roupas de baixo e a penetrei com tudo, sem pudor algum.

Depois de alguns minutos transando naquela posição relativamente desconfortável, mas me permitindo acesso profundo, chegamos ao clímax.

Quando pisquei os olhos, estava deitado em uma cama, sentindo um corpo quente me abraçando e choramingando algo como: “Não vá! Fique mais um pouco InuYasha!”

A bebida não me deu muita chance para me lembrar de como cheguei a transar com ela outra vez dentro daquele banheiro, ou então, como foi que eu parei na cama dela. Como já era perto das sete da manhã, de acordo com o relógio na tela do meu celular, eu já estava transformado com minhas orelhas caninas. Me desvencilhei dela e notei o que eu havia feito.

- “Kuso... Por que ela sempre aparece?” – pensei ao me vestir e largá-la para trás, saindo apressadamente dali. – “Isso tem que parar... Já é a terceira vez esse mês... Keh! Ela parece me caçar... Ou eu que fico mais bêbado do que deveria mesmo...” – bati a porta atrás de mim, podia ouvi-la reclamar. Mas, a ignorei. Era sempre assim. Sentindo o sol da manhã incomodar meus olhos amarelados, usei as mãos para ajudar a aliviar o que a luz fazia na minha vista. Tão breve eu sai daquele bairro, indo para minha casa e recapitulando a loucura da noite anterior. – “Sesshoumaru tentou me tirar de lá, eu o ignorei e acabei na cama da vaca de novo...” – suspirei. – “Kuso...” 

Mas, algo mais me incomodava no ar. Era como se eu fosse analisado... Vigiado...

Olhei para todos os lados e procurei qualquer indicativo de que alguém me seguia, mas nada apareceu. Farejei procurando algum cheiro conhecido, mas nada além de pão fresco e café me veio até as narinas. Senti o estômago roncar de novo e levei a mão para lá, olhando minha barriga sob a camiseta branca.

- Porra... – chiei baixinho – Que sensação é essa...? – algo dentro de mim me alertava de algo, mas eu não conseguia entender. – Devo estar faminto, isso sim... – concluí que era a ressaca e a fome unidas me fazendo sofrer.

Porém, esse sentimento, ficou intrínseco no meu peito. E por longos três anos eu teimava em sentir falta de algo na minha vida. Não era com relação a minha carreira musical, pois eu ia muito bem com a banda, mas... Havia sim outra coisa... Parecia que alguém... Chorava por mim.

~~

Abri meus olhos assustado e ao sentir um peso no meu braço esquerdo, temi que fosse a mulher da lembrança que tive naquele sonho. Estava escuro ainda, provavelmente pelo tempo fechado causado pela nevasca e por ainda não ter amanhecido completamente.

Logo minhas narinas captaram o cheiro da portadora daqueles cabelos negros e meus músculos relaxaram. Era a Kagome.

- “Por que eu me lembrei disso em sonho?” – cocei os olhos, ainda sonolento e depois a puxei até mim, sentindo ela me abraçar mesmo dormindo. – “Quanto tempo será que terei ainda ao seu lado?” – suspirei suavemente, evitando sons que a pudessem despertar.

Analisei seus cabelos desalinhados pelo sono, sua boca levemente entreaberta, buscando ar inconscientemente e também os seus traços tranquilos, denunciando que se ela estivesse sonhando, seria um sonho tranquilo.

Tudo mudou naquele dia que eu a vi pela primeira vez... Aqueles sonhos que eu tinha com ela da minha infância aumentaram a quantidade de vezes que reprisavam na minha mente, e tão breve eu... Me descobri apaixonado por ela. Suspirei outra vez.

Fechei os olhos tentando me mover até aquele dia e as sensações que tive, mas boa parte havia sido deletada da minha memória. Respirei fundo e ao soltar o ar, acabei lembrando de algo.

Yekun havia enganado Theliel... E o que a fez cair foi justamente me ver na cama com outra mulher. Era a sua memória apresentada para mim naquele dia em Seattle, sendo conectada agora diretamente àquele sonho. KUSO.

Não acreditava que era isso... Por causa de uma daquelas noites em que eu bebia e agia de modo desenfreado. Cerrei os punhos e senti um calor ruim no meu corpo. Tomei consciência e compreendi os fatos...Era por causa de Yekun... Aquele maldito. Mas, meus atos também me tornavam culpado do sofrimento e decisão dela. Meus olhos arderam e eu tentava me controlar. Ela estava ali do meu lado e bem vulnerável. Não podia deixar ele tomar conta da situação. Apesar de respeitar a presença dela ao meu lado e ficar calado por essa proximidade, eu o temia. Ele era a minha parte slayer. Um caçador de caídos... E ela estava sempre na beirada daquele penhasco, a qual ele esperava igual a um urubu ao ver um animal morrendo, para logo se tornar o seu alimento de carne apodrecida. Mas, eu me mataria muito antes disso acontecer. Nunca deixaria que meu lado Nefilim fosse a ruína de Kagome... Jamais!

Senti um movimento acima do meu peitoral, sua mão deslizou até meu pescoço e procurei seus olhos, ela sorriu sonolenta e se aninhou em mim. Parecia uma gatinha no colo do dono pedindo um pouco de carinho. Virei-me para ela e a abracei, sentindo-a enfiar o rosto no meu pescoço e alisar minhas costas ao contornar-me com os dedos em um toque delicado.

- Que horas é? – ela perguntou-me ainda aninhada carinhosamente em meus cabelos.

- Não sei... Mas, ainda não amanheceu... – Minha voz soou grave, por ser muito cedo ainda, portanto, ela não estaria aquecida o suficiente para soar com o tom costumeiro.

- Está frio ainda... Me aquece! – a sua voz saiu risonha e cheia de gracejo.

- Quer que eu te esquente como...? – virei um pouco o rosto e mordi o lóbulo da orelha dela. Passei a mão alcançando a costura da blusa do pijama, depositando minha mão em sua cintura, tocando em sua derme agora arrepiada.

Eu sorri com sua reação e em um movimento rápido a puxei para cima de mim, fazendo-a sentar-se em cima do meu membro, que já dava sinais para ela das minhas novas intenções. Ela corou e arfou ao senti-lo em baixo dela, me fazendo dar um risada grave. Desci minha mão até as nádegas dela e a puxei, ajeitando-a em cima de mim. Kagome deu um gritinho de susto e riu ainda mais vermelha. Sempre era tão doce... Não imaginava ela sendo... Safada. Embora, sonhasse com um momento desses. Abaixando seu tronco até mim, alcançando meus lábios, estávamos quase nos beijando... Mas, o celular começou a vibrar em cima da cômoda que ficava ao lado da cama, chamando nossa atenção na hora. Joguei a cabeça para trás irritado com o ser inconveniente que ligava tão cedo. Suspirando, totalmente frustrada como eu e já se desvencilhando de mim, deixando-me mais frustrado ainda, ela se levantou e pegou o celular. Ficou uns segundos vendo ele tocar e analisando a tela.

- Quem está ligando? - questionei.

- Seu irmão... Sesshoumaru. – ela disse e na hora eu me preocupei. Ele não era de ligar e muito menos cedo assim.

Levantei-me e peguei o celular, atendendo na mesma hora.

- Sesshoumaru? – já fui perguntando.

- Cara... Aconteceu uma merda das grandes... – exaltado.

- O que houve? – meu coração acelerou de repente.

- O Miroku e a Sango foram atacados por um youkai...

Lapsos da noite anterior me invadiram como um furacão. Deixando-me sem ar e de ouvidos totalmente tampados para meu irmão, como naquela memória recém lembrada no sonho. Era como um turbilhão de ruídos e sons. Rangi meus dentes, arfei buscando ar, e aquele maldito ficou incitando o ódio dentro da minha cabeça, querendo me fazer arrancar pena por pena de qualquer caído que aparecesse. Kagome estava muito perto, e por mais que ela estivesse, entre aspas, segura, eu não queria deixar ele sair assim tão próximo dela.

 Meu sangue esquentou de novo e grunhi, entregando o celular para Kagome, que na hora falou com Sesshoumaru e prestou atenção em tudo o que ele dizia, porém, sem tirar os olhos de mim.

Ela já sabia e agora eu me dava conta do que aconteceu. Eu lutei com aquela caída porque a senti perto da casa do Miroku, mas cedi ao meu sangue nefilim e não me lembrei do que ocorreu direito na hora, nem quando recobrei o comando de minhas ações. Levei as mãos na cabeça e quase apertei minhas orelhas irritado. Poderia arrancá-las pela ira infernal que senti, saltando minhas veias do pescoço, das mãos, braços e também da testa.

Kagome desligou e começou a pegar mudas de roupa para mim e para ela. Sentei-me na cama e tentei me acalmar.

- É tudo culpa minha... – tampei meu rosto.

- Não foi você que os atacou! – ela corrigiu-me na hora.

- Mas, eu não estava no controle! Se estivesse poderia ter ajudado eles a sair de lá, procurando ajuda ou sei lá! Qualquer coisa! – soquei a cama irritado. Meus olhos arderam e eu rosnei de raiva.

- Inu... Yasha... – ela se aproximou e tocou meu ombro.

- Não me toque agora... – puxei meu ombro, retirando a mão dela de cima de mim e levantei um pouco meus olhos até ela.

- Você está...? – observando-me atentamente, provavelmente meus olhos estavam tomando a cor negra.

- Ele quer sair... Então... É mais seguro eu ficar sozinho... Por favor... – meus lábios tremeram e ela deu um passo para trás, recuando. Rosnei mais forte e disse: – Por favor! – “Céus... Eu não posso ficar aqui... Essa cidade é um verdadeiro inferno!” – pensei.

Kagome havia colocado as minhas roupas dobradas no canto da cama, peguei-as, vesti apressadamente e abri a janela, sentindo o frio no meu rosto e notando que a neve começou a engrossar. Eu a havia chateado com certeza. A neve se acumulando mais rapidamente ao chão era a resposta do que ela sentia. Kuso! Saltei para fora e senti que ela me acompanhava com seus orbes castanhos. Sempre me observaria... Sempre pousaria o seu olhar sob mim...

Kuso! Kuso! KUSO!

--

Kagome POV

Eu o vi saltar janela à fora e meu coração quase falhou. Faltou-me o ar, mas eu tinha que ficar sã.

- “Será que ele vai sumir de novo?” – pensei entristecida.

Acendi meus olhos, tornando-os azuis como o céu límpido e pude ver, como se ele fosse uma onda de calor, todos os movimentos dele. InuYasha corria entre saltos indo em direção da zona leste da cidade, até sua casa. Provavelmente ele iria falar com Sesshoumaru e de lá iriam até seus amigos.

- InuYasha... – mordi o lábio e sentei na cama, vencida pelo cansaço. – Enquanto você não se sentir confiante o bastante com isso... Não o controlar... – tampei meu rosto sentindo as lágrimas chegando – Vai ser sempre assim? Nunca vamos ter um “final feliz”? – abracei-me e me deixei chorar um pouco. Talvez aquilo me ajudasse a pôr pra fora meus sentimentos melancólicos e o medo. Mas, a nevasca só ficou pior. Olhei para a janela, as cortinas balançaram com aquele vento gelado que vinha de fora e um aperto no meu peito me esmagou. – Kuso... – olhei para cima, buscando uma resposta. – Yahweh... Nos ajude... Quero tanto ficar com ele... – uma lágrima escorreu dolorosa até cair em meu pijama. – Eu não quero cair mais... Por favor... Me permita ser forte e não me deixar cair até as mãos de Helel!

--

Continua...


Notas Finais


E aí, o que acharam?
Minna, é importante que vocês comentem algo e me digam o que acham. Isso me motiva e só me dá vontades de melhorar, tanto na escrita, como na história!
Meu tradicional: Kissu no kokoro, ja ne! <3


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