História Skyfall - Capítulo 17


Escrita por:

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Bruxo, Gay, Hunter Universe, Magia, Nyle, Reyle, Romance, Skyfall, Titio Hunter, Yaoi
Visualizações 64
Palavras 2.177
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Hentai, Lemon, LGBT, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Anteriormente, em Skyfall: Rein contou a Trent como escapou da ilha de Tencros, durante a guerra. Noah acordou de ressaca na casa de Kyle, tendo alguns resquicios da sua memória apagada. Na floresta, Kyle foi atacado por Rein e quase assassinou o caçador, sendo impedido pelo seu guarda. No flashforward, Kyle conta a seu filho mais velho que a sua estória com Rein não é apenas assassinatos e ataques.



Titio de volta, e é melhor vcs comentarem e favoritarem essa bagaça pq podia ter deixado vcs sem cap e vim postar no sábado. Gostaram da fucking capa nova? Linda ne, eu queria uma que fosse menos poética, e guardar aquela do urso com a frase do "Protect Your Love" só pra usar nos meu wallpaper. A fudida da @_CaiNoBuraco_ q fez, com muito esforço, pra mim entao vcs larguem de ser cuzao e dps de favoritar e comentar aqui vao la no perifl dela, pq a mina manja das capa E das fics. Eu nao sei como vcs imaginam cada personagem, mas esses dois da capa são as minhas inspiraçoes pro Kyle e pro Noah. Kyle é o gostoso da esquerda (ele é meio fortinho e nem tao pequeno, mas no Shadows essa suruba fica diferente) e o gostoso da direita é o Noah.
Beijos, e boa leitura!

Capítulo 17 - Unmarked You Imp


 

 

            Kyle entrou na sua casa pisando firme, deixando pegadas enlameadas pelo soalho, cuspindo fogo. Não literalmente, porém ele bem podia fazer isso. A estória de Trent e Rein o deixou nauseado, então o garoto correu direto pro banheiro, vomitando tudo que ele não tinha no estômago.

            -Kyle? – perguntou alguém. O bruxo se levantou rapidamente, sentindo-se ameaçado. Logo ele baixou a guarda, ao perceber que era apenas Noah. – O que aconteceu?

            O menor terminou de vomitar e começou a contar tudo que ele foi obrigado a ouvir na floresta há poucos minutos.

            -Você tá louco se acredita nesse papinho furado de “me explodiram na montanha mágica”. Ele tentou te matar!

            -Eu sei, eu não acredito nele. Nem mesmo no Trent!

            Noah o fitou, com um pouco de dó.

            -Toma um banho, eu vou fazer algo pra você comer.

            Quando Kyle sentiu a água quente tocando sua pele, a primeira coisa que fez foi tirar as joias de Amelie e jogá-las na pia, torcendo para que a pedra no colar se rachasse. Não funcionou, mas ele as deixou ali do mesmo jeito. O cheiro de comida o arrastou pro andar de baixo praticamente flutuando. Ele e Noah se sentaram em frente ao balcão da cozinha, aproveitando o menu “fit e alergias-free” que o jogador preparou.

            -Obrigado, você não precisava fazer isso por mim. – falou, com a boca cheia de ovos quentes.

            -Você me acolheu ontem, só tô retribuindo. E eu não sou um amigo tão bosta assim!

            Noah esperou pacientemente que o menor terminasse de comer.

            -Eu acho que você devia ir falar com o Trent. – Kyle olhou pra ele, mas sem se manifestar. – Se ele é seu guarda ele não ia te trair com tanta facilidade.

            -Você me mandou não acreditar nele há menos de uma hora!

            -Não confiar no Caçador, agora eu tô falando do Trent! Ele acredita no cara, dá uma chance.

            -Ele é insuportável!

            -Você também é!

            Kyle pegou um guardanapo amassado e jogou no rosto do maior. Os dois riram, Noah se levantou e começou a lavar a louça.

            -Sabia que se ele me trair eu tenho permissão pra matar ele? – contou Kyle.

            -O Caçador? – Noah fechou um pouco a cara.

            -Não, o Trent.

            O maior levantou a mão, como um aluno.

            -Uma pergunta, professor. – Kyle gargalhou com a imitação. – Vocês explodem em luz também? E se você for realizar uma execução será que eu posso assistir?

            -Eu até deixo você escolher o método, fechado?

            Noah esticou a mão aberta, recebendo um high five. Por um momento ele sentiu como se tudo tivesse voltado ao normal, Kyle não era mais um rei bruxo, ele não era mais apaixonado pelo melhor amigo. Não, não voltou nada ao normal, o que ele sentia continuava ali.

            -Escuta, o que você acha dele?

            -Do Trent?

            -Não, do Caçador. Será que a gente pode definir de quem a gente tá falando?

            Kyle riu.

            -Nada demais.

            -Tem certeza? – perguntou Noah, olhando pros pratos cheios de espuma.

            -Ele é nojento, um completo retardado. Às vezes ele fala como um adolescente e dois segundos depois ele vira uma aristocrata vitoriana. Sem contar as tendências homicidas e a falta de limites.

            Noah tentou agir naturalmente, sem quebrar nada com suas mãos imensas.

            -É, mas você também é sem limites. – rebateu. – Você acha que vocês fazem um par? Afinal de contas vocês têm muito em comum…

            O menor levantou os olhos levemente, refletindo.

            -Agora que você falou… você já viu os músculos dele? E a voz dele, é enlouquecedora! Quando ele me pegou de jeito pelas costas eu senti coisas, ele pelo jeito também. – acrescentou, deixando a entender do que estava falando. - Ele é realmente um colírio para esses olhos violeta.

            -Sério? – Noah mal esperou o garoto terminar de falar.

            -Não, mas você com ciúmes é uma das melhores coisas que eu já vi nos últimos tempos. – um pensamento passou pela sua cabeça, tirando o seu sorriso. – É por isso que você mudou de idéia? Você pediu pra eu dar uma chance pra ele por achar que vai rolar alguma coisa entre nós dois?

            Com a mão molhada, Noah coçou o cabelo.

            -Você não quer ele?

            -Não! – Kyle respondeu com certeza absoluta.

            -Mas deveria, ele te acha atraente também e aquele dia no parque ele te olhou bastante. Olha bem tudo que ele tá oferecendo!

            Kyle se levantou, de uma hora pra outra aquele momento de amigos deixara de ser agradável.

            -A única coisa que o Rein realmente me ofereceu foi treinamento de combate, além da lealdade dele, que pra mim não vale muita coisa.

            -O Trent já te treina. – apontou o mais velho.

            -Noah, ele só me ensina magia, o que o Rein sabe de luta bruta é o mesmo que ele, só que sem as restrições de “eu não posso bater em você, senhor”. E se eu tivesse outra opção eu teria espancado a bunda musculosa dele sem nem pensar.

            -Então você vai aceitar?

            O menor deu de ombros, sem saber o que responder. Noah queria apertá-lo contra a parede, até ter uma resposta exata, até saber o quanto ele teria que odiar Rein. Arhg, até o nome do homem lhe enojava.

            -Acho melhor eu ir pra casa agora. Você sabe das minhas chaves?

            Kyle explicou que tinha guardado no seu quarto depois de ir buscar Noah, para garantir que ele não ia sair dirigindo no meio da noite.

            -Depois eu vou lavar o seu moletom pra te devolver. – avisou, entregando o pequeno chaveiro na mão do amigo.

            -Sem problemas. Eu não tinha vindo com meu boné?

            -É, mas ele tá sujo também.

            Noah soltou um sorrisinho.

            -Eu não te emprestei meu boné.

            -Não, mas ele também tá sujo. Ou vai duvidar de mim? Eu sei muito bem cuidar do que você me empresta. – desafiou o menor. Os dois foram até a porta, quase em contato, os olhos de Noah batalhando com os de Kyle.

            -Sabe, se eu não te conhecesse ia dizer que você tá guardando minhas coisas de puro sentimentalismo. – disse, antes de descer as escadas e ir até o seu carro.

            Quando acabara de fechar a porta ele pensou ter ouvido a voz de Kyle.

            -Talvez eu seja sentimental mesmo!  

 

 

            -Mãe? Pai? – perguntou Noah, entrando com cautela na sua casa. Ainda era cedo, então os pais deviam estar trabalhando ainda. O garoto foi até o seu quarto e se sentou na escrivaninha, desenhando pra passar o tempo. Kyle insistia em aparecer na sua mente, então a maioria dos seus desenhos se tornaram ursos e o amigo com a espada.

            Noah se levantou e foi até o banheiro, ligando o chuveiro.

            -Droga, Kyle! – sussurrou, quando novamente Kyle apareceu em seus pensamentos. Noah não lembrava de nada da noite anterior, era tudo uma confusão, contudo ele tinha certeza de uma coisa: Kyle Holloway estava de cueca!

 O maior não conseguiu se segurar, a vontade dominou sua decência. Logo sua mão estava sobre o seu membro já ereto, se movendo freneticamente. Noah se apoiou com a outra mão na parede do box, mordendo os lábios para não gritar. Quando o êxtase veio, de forma violenta, o garoto apoiou a testa no azulejo frio, se sentindo sujo, esperando a água lavar seu ato errado junto com os vestígios.

O jogador saiu do banheiro, se sentindo pior do que quando entrou. Noah se vestiu sem se preocupar muito e se deitou, dormindo por algumas horas. O som do portão da garagem se fechando o acordou subitamente.

Keith Thompson entrou na casa silenciosamente, indo no quarto do filho depois de um tempo.

-Noah? Tudo bem aí?

-Sim, só um pouco cansado.

-Você e o Kyle…? – perguntou, levantando as sobrancelhas.

-Não! – Noah sentiu o rosto ficar vermelho.

Seu pai riu.

-Eu sei, ele me ligou. – Keith esticou a mão. – Chave do carro, por favor. Você tá de castigo por um mês.

Noah bufou e foi até o gancho acima da escrivaninha onde mantinha seu chaveiro, tirando a chave do carro do anel.

-Depois ele acha ruim quando eu fico de papo com os pais dele. – reclamou, deitando na cama olhando pra parede.

Keith sentou na cama.

-Que foi? Vai querer que eu fique longe dele também? – soltou. Noah nunca fora castigado antes, então agora agia feito uma criança mal-criada.

-Por que você esperou tanto tempo pra dizer alguma coisa? – perguntou.

Noah se virou e encarou o pai.

-Sobre o Kyle?

            -Não, sobre você! Noah, não espere que eu acredite que você se descobriu gay de uma hora pra outra. Por que você esperou tanto tempo pra contar sobre isso? Por que fingia gostar de garotas? – Keith não estava zangado, porém sua voz estava bem triste.

            -Pai, você é um treinador de futebol que parece um lutador. Eu achei que se eu escondesse até a faculdade eu estaria livre, e eu não ia precisar ter medo de você. Então eu saí com garotas, transei pra poder me mostrar, tentei ao máximo nunca olhar pra um cara pelado no vestiário. – Noah não segurou uma risada. – E no fim eu não resisti ao meu melhor amigo!

            Seu pai tentou não ficar magoado.

            -Noah, eu nunca te dei motivos pra ter medo! Eu posso não parecer ser um cara muito afetuoso, mas eu te amo, filho. E eu sinto muito se você se sentiu assim por tanto tempo, nunca foi a minha intenção, ou da sua mãe. – Keith se levantou. – Espera aqui.

            O mais velho saiu do quarto, voltando minutos depois com algo nas mãos. Keith tirou os sapatos e se deitou na cama do filho, colocando no colo um álbum de fotos, procurando as melhores.

Noah olhou pra foto, contemplando a imagem de três pessoas. Um deles era obviamente o seu pai, um menino de olhos castanhos sorridente. Do seu lado estava uma garota da mesma idade, com cabelos cacheados, a irmã gêmea de seu pai. Os dois estavam no que parecia um gramado, com um homem tão alto como Keith ou Noah, e a menos que Noah estivesse enganado ele conhecia muito bem o homem alto, mas sem nunca imaginar que, mesmo com tantas semelhanças, os dois tinham algum parentesco.

-Esse é o vovô? – perguntou, curioso. Com exceção de sua tia Kate, Noah não conhecia ninguém da família paterna. Seu pai sempre lhe dava respostas vagas e na única vez em que perguntara sobre isso para sua tia ela desconversara, aparentemente não era um tópico feliz.

-Ele era bem novo quando foi pai, mais novo do que eu era quando você nasceu. – contou. Keith passou mais algumas páginas, achando a que ele queria. – Esse é o meu pai, o irmão dele, e esse… - o homem foi apontando os rostos, parando em um rapaz loiro. -… esse é o meu outro pai.

O garoto arregalou os olhos de leve, surpreso.

-Vai, vovô! – exclamou. Ele e o pai riram. – É de família guardar segredos então? Por que você nunca diz nada sobre eles?

Keith ficou um pouco sério.

-Aconteceram algumas coisas, mas não por causa dele. Sua família é complicada! – disse, cutucando o filho com o cotovelo. – Eu não conheci ele, quando eu nasci ele tinha falecido. Longa estória! – Noah tinha acabado de abrir a boca pra perguntar. – Então eu e a Kate fomos criados pelo meu pai, e ele costumava contar sobre como eles se conheceram: como um se apaixonou perdidamente e o outro o rejeitou de todas as formas que podia, até entender que os dois se amavam, e que os dois não tinham outra escolha, a não ser aceitar o destino e ficarem juntos.

Noah passou o dedo sobre as imagens dos avôs.

-Você acha que isso que vai acontecer comigo e com o Kyle?

-Talvez, se você insistir você terá sua resposta. Mas se desistir, nunca saberá.

 

 

Rein se deitou no sofá desconfortável de Trent, olhando para o teto escuro. O jovem caçador fechou os olhos e tentou dormir, não sem antes ouvir barulho de batidas pesadas na porta. Seu corpo treinado se sentou repentinamente, completamente alerta. Passos na escada lhe avisaram que Trent também estava acordado. O caçador foi até a porta e abriu.

-Você sabe o que é isso? – perguntou Kyle Holloway, mostrando sua espada. Seus olhos roxos pareciam ainda mais brilhantes e ameaçadores, com o Coração de Urso mostrando seu status.

-Uma espada?

-Uma espada mágica pesada e afiada! – Rein não entendia muito do que o garoto estava falando. – Eu não confio em pessoas, Rein! Minha avó me deixou o melhor desastre do mundo, meus pais nunca me contaram que eu sou um bruxo e meu melhor amigo está apaixonado por mim. Se você fizer alguma coisa errada, se eu duvidar de você por um segundo sequer ou se você olhar pra mim de forma suspeita, essa espada vai ter encontro romântico com a sua cara, fui claro?

Rein era uma massa ambulante de músculos, mas ele estava completamente aterrorizado pela postura do garoto.

-Sim, vossa majestade.

-E para com os títulos de nobreza. – Kyle passou por Rein e foi até a sala. Trent o encarava da escada. – O que vocês estão olhando? Não foram os dois que me ofereceram ajuda?


Notas Finais


Hmmmmmm eita q o Noah é safado kkkkkkkk
Espero q tenham gostado, especialmente da capa nova, nao esqueçam de favoritar e comentar e até domingo (19/11, agora a fic volta a ser nos domingos)
Beijos do Titio Hunter


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...