História Skyrim: Blades, blood and love - Capítulo 9


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Categorias The Elder Scrolls V: Skyrim
Personagens Personagens Originais
Tags Skyrim
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Palavras 2.455
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Homossexualidade, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Meus amigos: voltei!

Espero que gostem <3

Capítulo 9 - Uma luta real


O interior da caverna era nojento. E largo.

As pedras gotejavam como se tivessem uma nascente de água acima delas, as tochas lançavam uma iluminação bruxuleante e avermelhada, por causa das raízes nas paredes, que não ajudava em nada a enxergar os melhores pontos para passar. Mas não era de todo ruim, alguns metros além da entrada tinha um córrego estreito cuja correnteza fazia barulho suficiente para disfarçar os sons que as pedras esmagadas pelas botas de Morrigan produziam.

Morrigan saltou de uma pedra para outra e se escondeu atrás de cada uma das pilastras de pedra, testando as sombras que faziam e os ruídos. Desde que não sabia quantos vampiros tinham mais para o fundo da caverna e suas armas eram de curta distância, ela precisaria conhecer o terreno para enganá-los. Ou fugir deles. 

Quando achou que já conhecia o suficiente do inicio da caverna e seus olhos e ouvidos já estavam acostumados com os sons do ambiente, Morrigan decidiu se aproximar do córrego mais adiante. A água parecia descer em uma curva abrupta e se perder em meio às pedras, o volume da água não era muito, mas era suficiente para fazer barulho e encher a caverna com o cheiro de água fresca. Uma distração. Ali perto do córrego a caverna se dividia em duas: um caminho escuro por onde a água corria e um que estava com a mesma iluminação de merda. A nórdica se aproveitou da escuridão que o túnel oferecia para avaliar o caminho pelo qual, obviamente, ela deveria seguir. Até podia ver que cerca de 30 metros a frente a iluminação melhorava e uma espécie de construção se colocava em evidência, não parecia chique como o lugar onde Serana fora encontrada, mas era algo. Talvez forte o suficiente para conter um Sacerdote. Talvez uns dois ou quatro vampiros do lado de fora? 

Ela deu um passo em direção à luz quando, ironicamente ou não, um rosnado veio de sua esquerda. Do túnel escuro que, negligentemente, ela deixou de verificar. Baixo, incerto. Então acompanhado de outro, ficando mais rouco. 

Morrigan continuou parada ali. Os joelhos flexionados fazendo as botas afundarem um pouco na parte de terra molhada mais próxima da água, o corpo meio inclinado na direção que ela deveria seguir. Uma faca em cada mão. Os pelos dos antebraços e da nuca se eriçando levemente. Dois pares de olhos vermelhos brilhando na escuridão. Dois pares de olhos baixos demais para serem vampiros, mas com certeza algo com sede de sangue. 

Os dois pares de olhos avançaram com uma velocidade predadora e Morrigan atirou a adaga da mão esquerda antes de saltar para trás, as botas escorregando nas pedras perto da água.

Um rosnado ainda mais agressivo ressoou quando a adaga acertou algo metálico. Dois cães com os olhos vermelhos brilhantes saíram da escuridão, um deles tinha perdido a coleira com a adaga que a nórdica lançara.

— Ah, isso é ótimo. — Morrigan resmungou ao ajeitar a outra faca na mão esquerda, a mão direita já estava preparada para puxar a espada da cintura. Seu arremesso com aquela mão não era tão bom, por essa razão havia errado o primeiro, mas precisava da mão de apoio preparada. Ela começava a dar passos para trás a medida que os cães passavam pelo córrego, cada um para o lado, intimidando a nórdica. Os dedos de Morrigan ficaram leves ao redor do cabo da faca e com um rápido e preciso movimento, a faca foi arremessada e se fincou entre os olhos do cão que estava mais perto. O segundo cão correu para cima da nórdica, mas esta já estava preparada; com a espada na mão e os joelhos flexionados, Morrigan agarrou a coleira do bicho e usou o peso e a velocidade dele para tirar seu próprio corpo do caminho e no minuto seguinte sua espada encontrou o pescoço do cão. Um ganido de dor e então a criatura foi reduzida à um monte de cinzas e uma coleira extravagante.

Olhando na direção que levava para fora do túnel e, sabendo que a vampira escutaria, Morrigan disse amargamente:
— Obrigada por avisar, Serana.

— Avisar sobre o que? — uma voz sedosa e feminina veio da direção que levava para o interior do túnel.

Morrigan se virou instintivamente, atrás da estavam 3 vampiros. Todos com os olhos vermelhos e as roupas pretas. A nórdica não se abalou ao encara-los como iguais (ignorando completamente a vantagem de velocidade e magia), a espada em punhos, a postura ereta e o sorrisinho no canto da boca. Tudo em seu corpo eram ondas de violência e alertas de perigo, a calma fria de uma assassina.

— O barulho me denunciou? Peço desculpas, — ela olhou para as cinzas à seus pés e franziu a testa para os anfitriões — mas acho que matei os cães de guarda.

Um dos vampiros mostrou as presas e fez menção se dar um passo, mas a mulher que falou primeiro o impediu com uma mão. Seu olhar encontrou o da nórdica e se mostrou quase cordial.

— Sabemos quem é você, caçadora de recompensas. Não há nada para você aqui. — falou com a voz enganosamente calma — Deixaremos que vá como um reconhecimento de suas habilidades. 

Morrigan passou um dos pés sobre as cinzas como quem brinca, espalhando ao seu redor, o cabo da espada começava a desenhar um círculo preguiçoso com as cinzas. Os olhos dos três vampiros seguiam o movimento de seus pés, atentos para qualquer truque.

— Estão me expulsando? Cara, isso não é nada legal. Sabe, me prometeram violência e tal. — seus olhos afiados percorrendo os inimigos, absorvendo os detalhes. Um parecia jovem, talvez recém transformado. Estava mais distante também, calado. Ela emitiu um estalo com a língua. — Mas isso aqui é muito decepcionante.

O vampiro mostrou os dentes com mais intensidade e empurrou a mulher que o impedia de se aproximar, mas ela continuou com a mão espalmada no peito dele.

— É sério, garota. — A mulher rosnou, já perdia a paciência — A única coisa que vai encontrar aqui é a morte.

Morrigan abriu um sorriso brilhante.

— Excelente! É exatamente o que procuro! — e com um estalo dos dedos as cinzas, que agora formavam um círculo ao redor dela, pegaram fogo.

Os vampiros se assustaram, imaginando que a nórdica lançaria algum feitiço ofensivo contra eles, mas tudo que ela fez foi uma distração ao ativar a magia de sua espada. Os segundos perdidos tentando entender o que acontecera e o momento em que perceberam que o círculo de fogo estava vazio custou a eles um de seus aliados. Morrigan, com sua experiência em armadilhas e seus movimentos impiedosos, arremessara sua espada contra o peito do vampiro mais próximo da água e já corria na direção dele para recuperar a arma do monte de cinzas. 
Um calor passou bem perto de sua cabeça quando ela afundou suas botas no córrego raso e disparou, os vampiros, agora atentos e zangados, tentavam atingi-la com sua magia que sugava vidas. 
Morrigan agarrou o cabo de sua espada no chão e rolou para longe de uma adaga arremessada em sua direção, se escondendo atrás de uma viga rochosa. A mesma na qual se escondera para avaliar o túnel. Ficando, assim, atrás dos inimigos.

Os vampiros, agora em três, estavam agitados e caminhavam com cuidado para cobrir as saídas que a nórdica poderia usar. A magia preparada caso a nórdica tentasse uma luta corpo a corpo. Morrigan, que sabia muito bem que não conseguiria matar três vampiros possuidores de magia num confronto de curto alcance, agarrou um pergaminho no cinto e checou o símbolo através da luz bruxuleante, sorriu. 
Agachada contra a pedra, Morrigan desenrolou o pergaminho e começou a falar o encantamento apenas com os lábios, tentando não deixar que descobrissem o que ela estava fazendo, concentrava toda a sua vontade naquelas palavras.

— Percebeu que está em minoria? — uma voz masculina cantou — Agora é tarde para ir embora.

Morrigan continuou a murmurar, podia sentir as palavras sugando um pouco de sua força. A voz viera de muito perto, possivelmente bem detrás da pedra. Morrigan chegou a ver o brilho vermelho do Dreno de Vida perto de seu braço e olhou para o pergaminho que agora não possuia nada escrito. Como uma deixa, um chiado encheu a caverna, um trovão fez as paredes balançarem e uma luz azul se seguiu no momento em que uma figura como três grandes pedras empilhadas e envoltas de raios e tempestade surgiu ao lado de Morrigan e, o próximo som a ser ouvido foi o de dois vampiros gritando ao serem queimados pelos raios do Atronach de Tempestade. Como se os gritos tivessem injetado em Morrigan uma onda de energia, ela se levantou e deu a volta na parede de pedra, encarando a vampira que atacava inutilmente seu aliado Daedra. Como fora invocado por sua vontade e força, Morrigan podia direcionar seus desejos para o Atronach e no segundo em que desejou, um raio fez com que a vampira caísse e agarrasse as próprias roupas em desespero. A nórdica se aproximou calmamente, a voz fria.

— O Sacerdote está aqui? 
A vampira tentou fazer um gesto obsceno, mas a corrente elétrica não ajudava com a cordenação motora. Morrigan repetiu a pergunta e dessa obteve resposta.

— S-simm.

— E quantos de vocês estão fazendo a segurança?

A mulher tentou lutar, resistir, mas a necessidade de alívio era grande demais. Humanos ou vampiros, todos poderiam ceder a dor.

— dis- — um engasgo, a dor provavelmente ficando insuportável — disc-cretos...

Morrigan encarou a vampira em agonia e suspirou, quando o último grito ecoou pela caverna e a criatura foi reduzida à cinzas, Morrigan já caminhava para o túnel. A espada em riste e os ouvidos apurados.

*

Morrigan respirava pesadamente depois de eliminar os 5 cães do inferno e os 3 vampiros que guardavam a entrada da construção de pedra, o ar do túnel já ficando rarefeito para seus pulmões humanos. Ela limpou a lâmina cujo brilho estava no fim e encarou a construção. Devia ter cerca de 3 ou 4 andares, a segurança não oferecia muitas preocupações, a vampira não estava mentindo quando disse que estavam sendo discretos. 

O interior da construção não tinha nada além de poucas velas acesas e livros empilhados em mesas desordenadamente. Não havia salas sobressalentes, apenas longos corredores que levavam a postos vigília e escadas. Morrigan subiu as escadas furtivamente, mesmo que não esperasse encontrar um vampiro em cada canto, ainda era bom estar prevenida.

Ao alcançar o último lance de escadas e ver a saída, Morrigan escutou um zumbido. Algo como um chiado elétrico vinha de lá. 
Seguiu o som cuidadosamente, imaginando que tipo de armadilha poderia ser, mas parou estática ao alcançar a porta. No meio do terraço cavernoso havia uma barreira mágica e no meio da barreira, encurvado e tremendo, estava a figura de um homen encapuzado. Morrigan olhou em volta, confusa, não havia nem um vampiro por perto, situação que deixava duas possibilidades em aberto: ou aquele homem era o sacerdote, ou ele era um vampiro perigoso. Só dava para saber desfazendo o círculo.

Marcando a barreira em 5 lados diferentes tinham suportes com pedras de almas enfeitiçadas, elas mantinha a barreira de pé e tudo que precisava ser feito era derrubar uma delas e todas perderiam a ligação. Sem hesitar ou se descuidar, Morrigan foi até a pedra mais próxima e usou a ponta da espada para derrubar o objeto. No segundo seguinte a barreira estava no chão.

— Uh, olá? — Morrigan arriscou sem se aproximar — Você está bem?

A figura se levantou, e Morrigan plantou os pés no chão com firmeza, apenas para prevenir. Mas nem ela poderia imaginar que ele seria capaz de alcança-la tão rápido, num instante o homem estava se levantando e no outro estava agarrando o pescoço da guerreira com duas enormes mãos enrugadas e a derrubando no chão, seu corpo prendendo a mulher e a impedindo de se reerguer. Tudo aconteceu tão rápido que o susto e impacto fez com que Morrigan soltasse a espada e esta rolasse para longe. 
O aperto em seu pescoço só aumentava e Morrigan começava a sufocar, sentia que se o aperto continuasse por mais tempo ela acabaria com a traqueia quebrada. Ela tentou se livrar do homem com as pernas, balançando seu tronco e forçando os braços para longe mas nada funcionava. 
Quando sua visão estava cheia de pontos pretos, um chiado preencheu seus ouvidos pouco antes de o homem ser atirado longe. Morrigan levou a mão ao pescoço, massageando o ponto dolorido e tentando respirar ao mesmo tempo em que tentava entender o que tinha acontecido.
Quando por fim sua visão clareou e ela conseguiu se sentar, seus olhos fizeram uma busca pelo espaço até encontrar Serana agarrando os ombros do homem e sussurrando coisas ininteligíveis. Morrigan se levantou ainda massageando o pescoço, com certeza precisaria de uma poção para acelerar a cura. Ela caminhou até sua espada com o ego ferido, são só por ter sido salvo por Serana (alguém em quem ela se recusou a confiar), também não havia encontrado o sacerdote.

— Você está bem? — Serana perguntou delicadamente.

— Estou. — Morrigan respondeu com a voz rouca, o simples ato de falar machucando ainda mais.

— Bom, você não parece tão bem. Foi sorte eu estar ouvindo tudo da entrada, depois de tanto tempo ainda não consigo controlar minha audição direito. — ela olhou para o homem e franziu a testa — Você ainda acha que poderia ter se virado sozinha?

Morrigan estreitou os olhos para a vampira, uma lista de coisas igualmente condescendentes e ofensivas passando por sua mente, mas o olhar esperançoso no rosto de Serana fez com que a nórdica mordesse a língua.

— Tente não ficar muito chocada com o que vou dizer. — Morrigan disse com um fantasma de um sorriso — Obrigada por me salvar. Fico te devendo essa.

Quando Serana sorriu, um enorme e brilhante sorriso, Morrigan chegou a dar um passo para trás de surpresa. Percebendo, de verdade, que Serana era muito humana.

— Ai... cof... cof. — o som de tosse fez com que as duas mulheres voltassem sua atenção para o homem caído.

— Ah, pensei que não tinha funcionado. — Serana falou, deixando Morrigan com uma expressão confusa — Ele estava enfeitiçado com charme de vampiro, um bem poderoso. Quase matei nosso Sacerdote.

Morrigan arregalou os olhos.

— Ele é o Sacerdote? Como você sabe?

Serana olhou para ela de esguelha.

— Quem mais eles manteriam preso aqui?

— Ouch. É mesmo.

A nórdica começava a pensar que a dor na garganta afetava seu raciocínio. Sacudindo a cabeça e guardando a espada, ela caminhou até o Sacerdote que ergueu os olhos para ela. Olhos bondosos e idosos. Nem parecia o psicopata de antes.

— Me desculpe por ataca-la, mas não consegui lutar contra. Sou um Sacerdote Mariposa, Dexion. Você está aqui para me resgatar?



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