História SL7 (Limantha) - Capítulo 30


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Categorias Malhação: Viva a Diferença
Personagens Heloísa Gutierrez (Lica), Samantha Lambertini
Tags Lica, Limantha, Malhação, Samantha, Viva A Diferença
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Palavras 6.501
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Ficção Adolescente, LGBT, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Ai gabi... só quem tá desde as 2 da manhã tentando postar esse capítulo sabe.

Boa leitura!

Capítulo 30 - Capítulo 30


Lica POV

O dia anterior

Minhas mão estavam tremendo ligeiramente depois que eu toquei a campainha. Eu não achei que ficaria tão nervosa por estar em casa, mas eu estava. Aquele sentimento no meu estômago não desaparecia. Alguma coisa estava para acontecer e não era coisa boa.

Eu tinha decidido vir para Miami e consertar qualquer coisa que estivesse errado com minha mãe. Aparentemente ela estava se recusando a tomar os medicamentos e falou para sua terapeuta que eu era a única pessoa com quem ela queria falar. Eu lembrei de Samantha me dizendo que eu não poderia parar a minha vida, quando nos vimos na semana passada. Mas isso foi exatamente o que eu fiz. Eu deixei tudo para ajudar a minha família. Isso era o que eu tinha que fazer, não é?

Os exames cruciais já tinham terminado e eu tinha uns dias de folga dos Breakers, então era um tempo bom. Estava tudo dando certo para vir aqui. Então por que eu estava tão nervosa?

Uns minutos se passaram e eu apertei a campainha novamente, antes de a porta da frente ser aberta. O olhar surpreso no rosto da minha mãe foi evidente. Eu não avisei a ela sobre minha visita porque eu queria ver qual a condição que ela se encontrava sem ter tempo para esconder qualquer coisa.

- Lica! — ela exclamou numa mistura de choque e alegria.

- Oi mãe. — eu respondi calmamente e vi seus braços se abrirem para me abraçar. Dando uns passos para frente, eu deixei ela me abraçar e a abracei também.

- Eu estou tão feliz em te ver. Por que você não disse nada? Eu teria cozinhado alguma coisa ou preparado algo divertido pra nós fazermos. — a mulher mais velha disse e me soltou.

Eu senti o cheiro imediatamente. O álcool em seu hálito era tão forte que eu quase tapei meu nariz. Isso não era o cheiro de alguma bebida para a tarde. Era algo mais como uma garrafa de vodka. Eu dei um sorriso e tentei me acalmar enquanto entrava na casa e contava a ela que foi uma decisão espontânea de vir aqui. Um misto de sentimentos caiu sobre mim quando eu estava dentro da casa. Embora esse tenha sido o meu lar e o lugar que eu cresci, existiam muitas memórias dolorosas nessa casa.

Tentando ignorar as emoções que cresciam, eu sentei na sala de estar com minha mãe e nós tivemos uma conversa casual por alguns minutos. Eu contei a ela sobre a faculdade e o futebol. Por uns segundos eu pensei em revelar sobre Samantha, mas não era a hora certa. Eu tinha que chegar em outro ponto.

- Mãe, Gabriel me ligou. — eu comecei com cuidado enquanto olhava para ela sentada no sofá, na minha frente. - E também com sua terapeuta. Elas disseram que você tá se recusando a tomar os remédios.

- Eu estou bem. Eu não preciso daquelas pílulas mais. Olhe para mim, eu não pareço bem pra você? — minha mãe sorriu abertamente, mas sua aparência estava tudo, menos boa.

- Esse não é o ponto. Você pode estar bem agora, mas isso pode mudar se você não tomar os medicamentos. — eu expliquei.

- Você está sempre tão preocupada comigo, eu posso cuidar de mim mesma. — a voz dela mudou para defensiva e eu senti minha frustração crescendo.

- Bem, talvez você possa ou talvez você não possa. — eu respondi e ela cruzou seus braços embaixo do peito.

- O que isso significa?

- Que... todos nós precisamos de ajuda as vezes. Nós já tivemos essa discussão tantas vezes, mãe. Você concordou em ir para a terapia, tomar os seus medicamentos e ficar sóbria. E obviamente você não está fazendo nenhuma dessas coisas e eu não vejo isso como tomar conta de si mesma. — minha voz começou a tremular por alguma razão.

- Eu estou sóbria! — ela falou fortemente e eu respirei fundo.

- Não minta pra mim, por favor. — foi tudo que eu consegui dizer.

- Eu não estou mentindo, filha. — sua voz mudou para carinhosa e eu sabia que era uma estratégia para fazer eu me sentir mal.

- Sim, você está. Eu consigo sentir o cheiro de álcool no seu hálito. — eu sussurrei e não olhei para ela para evitar sua provável vergonha.

- Foi só um copo antes do jantar, nada mais. — minha mãe continuava negando, me deixando mais impaciente.

- Eu não sou idiota. — eu soltei de repente. - Gabriel me disse que encontrou as garrafas e você o expulsou daqui. Você está bebendo de novo faz um tempo e não tomar os seus medicamentos não é uma opção.

- Isso é tudo com que você se importa, não é? — a mais velha também parecia irritada. - Você vem aqui para me 'consertar', mas depois desaparece novamente.

- O que você quer que eu faça? Quer que eu fique aqui?

- Você se mudou para o outro lado do país para ficar longe da sua família, e agora você chega aqui e quer me dar lição de moral! Não finja que você está fazendo isso por outra razão se não por obrigação. — o ataque começou e eu genuinamente senti meu coração doer com aquelas acusações.

- Não é como se você me desse alguma razão para eu querer vir te ver. — eu rebati com raiva.

- Claro, é minha culpa. Tudo é culpa minha. Você não me ama, Heloísa. Você não ama nenhum de nós, se amasse não teria nos deixado... me deixado. — eu não podia acreditar que eu estava escutando isso.

- É isso que você acha? Que eu não te amo? — eu perguntei num fio de voz, meus olhos estavam cheios de água.

- Você se acha tão melhor e poderosa. Melhor do que todos nós, especialmente eu. Mas você não é minha mãe, Lica! Eu sou a sua mãe, não o contrário.

- Então aja como uma! — Eu cuspi em voz alta e vi seus olhos se arregalarem. - Você acha que eu gosto de te ver assim? Eu não precisaria está dando lição se você fizesse suas coisas direito uma vez na vida! Eu não te amo? Você que não me ama! Essa é a verdade. Você nunca amou. Eu tomei mais conta de você do que você de mim. Então você não pode me dizer que é minha mãe agora quando nunca fez nada parecido com isso.

- Como você se atreve a dizer isso? — ela se levantou do sofá, dor e raiva queimando em seus olhos. - Você é uma vadia mal agradecida! — As palavras arrastadas finalmente revelaram o que eu já sabia; que ela não poderia estar sóbria. 

- E você é uma bêbada. — eu senti grossas lágrimas descendo por meu rosto, eu nunca quis isso, mas eu me senti impotente e retaliada.

- Talvez eu seja, mas você não acha que está se tornando a mesma coisa? — suas palavras me fizeram olhar para ela e encontrar seu olhar instantaneamente.

- Eu nunca vou me tornar isso que você é. — eu sibilei.

- Tem certeza disso, Lica? Eu sei como você gosta de festas. Você gosta de alguns drinks, certo? Foi como começou para mim.

- O que eu fiz para você me tratar assim? — Me levantei de onde eu estava sentada. - Você acha que eu não te amo, não é? Eu queria que você estivesse certa. Eu queria muito. Porque só assim eu não ligaria e não teria que sair do inferno para te ver. Mas eu vim. Eu te amo pra cacete e não quero que você faça isso consigo mesma. Você está se matando e está nos fazendo assistir, você não percebe? Tudo que eu quero é te ver boa e... Deus, eu não sei... tenha um interesse em mim se não me ama. É pedir muito?

Meu peito arfava e eu não tinha percebido que eu estava soluçando. Encontrando as órbitas familiares e vendo como imparciais elas estavam, correu um frio por minha coluna. Ela parecia tão fria e desalmada. Isso trouxe de volta várias lembranças minhas quando criança e adolescente, sem ter o seu carinho e amor. Tudo que eu queria era que ela se importasse; comigo, com ela mesma e com nossa família.

- Saia.

A facada final no meu coração foi mais dolorosa ainda. Eu tinha colocado tudo para fora, mas não foi o suficiente. Minha abordagem usual era muito diferente desse encontro, mas isso ia explodir em algum momento, não é?

- Mãe, você precisa de aju-

- Eu não quero a merda da sua ajuda,  Heloísa. — ela me cortou gritando e eu me surpreendi com a reação bruta.

- E agora? Eu devo ir embora e te deixar aqui para que você possa beber até a morte? Eu não posso fazer isso. — eu tentei mais uma vez dar uma razão.

- Você vai ter que ir porque eu quero que você vá. Agora! — a mulher mais velha passou enfurecida por mim indo em direção a entrada antes de eu a seguir ligeiramente. Quase jogando minha bolsa em mim, ela abriu a porta da frente e eu estava com medo do que ela me jogaria psicologicamente.

- Vamos nos acalmar e conversar civilizadamente. — eu queria apaziguar a situação mas ela sacudiu a cabeça freneticamente.

- Não tem nada mais para se falar. Eu não quero te ver novamente, está me escutando? A única razão para você ter vindo me ver está me deixando mal e eu não aguento mais isso.

- E você acha que eu aguento? Se você tivesse ideia de quantas vezes eu chorei até dormir por sua causa e suas decisões egoístas. — minha raiva retornou.

- Lá vai você novamente. Eu sou um monstro, já entendi. — o fato de ela ter rolado seus olhos para isso foi como uma facada em meu peito. - Se eu sou um monstro, você é uma patética desculpa para uma filha.

- Foda-se. — eu disse com tanto desprezo que eu até me assustei enquanto minha voz tremia severamente. - Se você quer se matar assim, então vá em frente, porque não vai ser eu quem vai tentar te salvar novamente.

- Vá embora. — eu ganhei um útimo empurrão e me encontrei com uma porta fechada na minha cara.

Respirei fundo e rapidamente enxuguei minhas contínuas lágrimas. Eu virei as costas e comecei a andar, mesmo que minhas pernas estivessem como uma geleia. Nunca antes senti tanta raiva. Uma parte de mim queria voltar e contar para ela o quanto eu a desprezava por fazer eu me sentir tão baixa. Outra parte queria voltar e se desculpar para poder consertar isso. Ao invés de resolver o problema, eu tinha criado uma bagunça maior do que antes.

Meu primeiro instinto tinha sido ligar para a pessoa que eu sabia que faria eu me sentir melhor. Eu procurei por meus contatos e entrei em uma discussão comigo mesma para ver se devia ou não ligar para Samantha. Não era vontade trazer ela para o meu drama, mas eu não sabia se alguém iria entender. Ninguém mais sabia disso. Talvez eu devesse voltar para o hotel e esfriar a cabeça, pensei. Até lá eu iria me acalmar. Se eu ligasse para ela agora, eu ficaria soluçando no telefone.

- Lica?

Virei minha cabeça devagar e vi um SUV parando ao meu lado. Abaixando a janela, era minha velha amiga, Natália.

- Ei. — eu fiz meu melhor para ficar normal, o que era difícil.

- Puta merda, o que aconteceu com você? Está tudo bem?

- Eu... hum... tive uma briga com uma pessoa. — eu estava sendo evasiva.

- Quer esfriar a cabeça? Nós estamos indo para a casa de um amigo agora, para jantar e tomar uns shots antes de ir para o clube. Todo mundo vai adorar te ver.

- Eu estou horrível. — eu zombei.

- Nós podemos arrumar antes de chegarmos lá. Vamos, entre aí. Vai ser divertido e bom para desligar a mente do mundo. — minha amiga sorriu e eu sabia que ela estava certa.

Eu olhei para o meu celular novamente, vendo a foto no contato de Samantha e seu rosto feliz lá me fez decidir não incomodá-la. Não por enquanto. Ao invés disso, entrei na SUV preta e ouvi várias meninas comemorando. Eu esperava que fosse uma noite divertida e terminei ganhando muito mais do que eu esperava.

[...]

Terminando minha chamada de vídeo com Samantha, eu tinha um mau pressentimento. Ela pareceu decepcionada. Eu não esperava que ela ficasse feliz sobre minha saída louca na noite, mas agora eu me sentia uma merda. Eu suspirei frustrada e sacudi minha cabeça. Não lembrar de quase nada do que aconteceu na noite anterior não ajudava muito. 

Eu ainda estava olhando para a tela do notebook. Samantha estava obviamente preocupada e eu me arrependi de ter contado tudo agora. Teria sido mais inteligente ter esperado até nos vermos novamente; ou, pelo menos, até eu estar totalmente sóbria. Eu decidi me recuperar para ligar para ela novamente.

Uma xícara de café fez muito bem e eu tomei um longo banho. Isso por si só fez maravilhas. Eu tinha que ter cuidado com a tatuagem, mesmo sendo pequena. A última coisa que eu precisava era que ela inflamasse ou algo do tipo.

As memórias da noite passada sumiram. Mas eu podia lembrar de tudo que aconteceu antes de eu começar a festejar, infelizmente. A briga com minha mãe ainda pesava em mim e eu não posso negar que eu tentei afundar minhas mágoas no álcool; o que era irônico, desde que ela tinha me acusado de me tornar como ela nesse sentido. Mas eu não queria pensar nisso. O que eu queria era focar em consertar a pequena rachadura que eu fiz entre Samantha e eu.

Eu tomei os primeiros passos melhorando minha ressaca e parecendo uma pessoa normal novamente. Sentando de frente para a mesa, tentei ligar para a minha namorada. Com esperanças que ela atendesse a chamada de vídeo, eu rapidamente ajeitei meus cabelos e quis estar certa de não aparentar uma bagunça novamente. Mesmo tendo conversado com ela poucas horas antes, meu coração batia mais forte cada vez que eu a via.

Lica: Oi, isso foi rápido.

Samantha: Eu estava procurando passagens para mim e Luísa, online.

L: Ela vai vim para o jogo de qualificação?

S: Sim, ela está bem ansiosa para ver você e as outras jogadoras novamente. 

L: Isso é ótimo. Mal posso esperar para vê-la. E você, claro.

S: Você parece bem melhor.

L: Eu me sinto bem melhor.

S: Fico feliz e eu mal posso esperar para te ver também.

L: Olha, sinto muito sobre mais cedo. Acredite em mim, a última coisa que eu quero é colocar mais drama na sua vida ou te deixar triste.

S: Eu não estou triste, sério. Mas eu fiquei preocupada quando você disse que não tinha nenhuma lembrança da noite anterior. 

L: Não quero inventar uma desculpa, mas a brigar com minha mãe foi muito feia e eu não sabia como lidar. Foi uma coincidência minha velha amiga aparecer. Eu sei que eu deveria ter lidado com responsabilidade, mas eu não pude naquele momento. Me desculpa por te deixar preocupada, você não precisa ficar. Sério. 

S: Você pretende ver a sua mãe de novo?

L: Eu iria, mas pensei sobre o que você me falou e talvez você esteja certa.

S: O que quer dizer?

L: Que eu não posso parar a minha vida por ela. Eu estou tentando ajudar, mas ela não aprecia isso. Pelo contrário, ela me acusa de ser ingrata e condescendente.

S: Ela disse isso?

L: Eu acho que ela disse "vadia mal agradecida" e "desculpa patética para uma filha" se bem me lembro.

Eu sorri fraco para esconder o quão dolorosas foram aquelas palavras. Encontrando seus olhos castanhos, mesmo por uma tela de computador, eu vi instantaneamente a quantidade de empatia e afeição neles. Por um momento eu achei que ela fosse chorar e minha garganta fechou. 

S: Eu não acredito que ela disse isso. Você é exatamente o contrário, Heloísa. Eu nunca conheci alguém que se importasse tanto com os outros quanto você. Você sabe que ela não está certa, não sabe?

L: Ela estava bêbada, acho que ela não quis dizer isso.

S: Isso não é uma desculpa. Não mesmo. Se eu dissesse coisas horríveis para Luísa quando estivesse bêbada, o que você me diria? Que é inaceitável, certo?

L: Sim, mas você e minha mãe não tem nada em comum. Você é uma mãe de verdade.

Minha voz falhou no final e eu limpei a garganta, tentando ao máximo esconder o que eu estava sentindo.

S: Eu sinto muito. Me desculpa te fazer achar que eu estava chateada. O fato de você estar falando sobre isso é tudo que eu quero. E você não tem ideia de como eu queria te abraçar agora.

L: Isso seria bom.

S: Eu te amo, mi amor. 

O grande sorriso no rosto de Samantha usando o apelido carinhoso em espanhol me deixou melhor imediatamente. Meu coração acelerou e eu sorri também. 

L: Eu também te amo.

S: Eu não quero que você se sinta sozinha nisso. Eu estou aqui para conversar ou qualquer outra coisa que você precise. 

L: Um nude iria ajudar. 

A risada alta da minha namorada me encheu de alegria eu tive que me juntar a ela. Seu sorriso ia de orelha a orelha e ela estava um pouco corada. Ela era a coisa mais fofa que existia, pensei. Senti borboletas no estômago e era bem melhor do que o nó que estava antes.

S: Você é uma pervertida, sabia?

L: Eu pensei que você quisesse que eu te desse umas aulas de como conquistar garotas. Essa é a primeira missão. 

S: Isso não é inapropriado para se fazer com a professora? 

L: Você é minha aluna especial.

S: Sorte sua que Luísa saiu com Tina agora ou ela ia vim correndo no segundo que ouvisse sua voz.

L: Então você está sozinha?

S: Por que a pergunta?

L: Oh, nada.

O sorrisinho no meu rosto fez a outra jogadora levantar as sobrancelhas, mas ela continuou com um pedido que eu não esperava.

S: Você pode me mostrar a tatuagem de novo? Eu fiquei tão chocada que eu mal me lembro de ver.

L: Claro.

Eu levantei da cadeira da mesa do hotel e puxei minha blusa de gola V para cima. Mostrando a pele marcada, eu vi Samantha chegando mais perto da tela de seu computador e olhando as letras atentamente.

S: Pelo menos está escrito certo.

Seu sorriso largo desapareceu numa fração de segundos quando ela percebeu que eu tirei minha blusa completamente. O jeito que seus olhos castanhos se arregalaram me fez sorrir ainda mais. Sentando novamente, ela viu o sutiã vermelho que eu estava vestindo e sua boca abriu um pouco. A cor do tecido de renda combinava com a cor de suas bochechas.

S: O que vo... você está fazendo?

L: Você gostou da tatuagem?

S: Uhum... sim, claro.

Sua gagueira era tão fofa e eu ri das orbes castanhas focadas no meu tanquinho ao invés do meu rosto. Eu me encostei na cadeira, mostrando a parte de cima nua do meu corpo casualmente.

L: Você acha que eu devo fazer outra? Talvez... aqui?

Meu dedo indicador traçou minha clavícula e Samantha engoliu seco.

S: Eu não... sei. Se você quiser. Mas você deve está sóbria da próxima vez.

L: Hmm. Que tal mais embaixo? Vamos dizer aqui.

Eu movi minha mão bem acima do meu mamilo, mas a mais nova não estava acompanhado dessa vez. Ela simplesmente olhou para cima e encontrou o meu olhar, percebendo que eu estava provocando ela. Eu comecei a brincar com a abertura do meu sutiã antes de ela falar.

S: Heloísa, eu não acho...uhm... isso é meio arriscado, você não acha?

L: Você disse que estava sozinha e eu também estou. Por que você não tira a sua blusa também, amor? Você parece um pouco frustrada.

S: Eu não acho que eu possa.

L: Por que não? Sou só eu, amor.

S: E se Luísa chegar mais cedo?

L: Tranque a porta.

S: E depois? Eu só... tiro minha blusa?

L: Isso seria um começo.

Ver o quanto Samantha estava frustrada só me deu mais motivação para continuar. Eu não estava certa se ela queria continuar, mas eu não era contra a esquentar nossas chamadas de vídeo. Nós teríamos que esperar mais duas semanas para o USWNT para nos vermos pessoalmente. Luísa vai estar lá, o que significa que não iremos ter tempo sozinhas provavelmente. Por que não usar a oportunidade se Samantha está confortável com isso?

Ela estava mordendo seu lábio inferior nervosamente, obviamente contemplando seu próximo passo enquanto eu esperava pacientemente.

S: É injusto como você é gostosa.

L: Você acha?

S: Não se faça de idiota. Você sabe exatamente o que está fazendo olhando para mim desse jeito.

L: É porque eu te acho gostosa. Mas se você continuar mordendo seu lábio, eu vou perder, porque eu não consigo parar de pensar que eu queria estar mordendo ele.

S: Deus, você é realmente sedutora.

L: Você ainda não viu nada. Tranque a porta e eu vou te mostrar o quão sedutora eu posso ser.

Eu estava indo com força total agora e subi uma sobrancelha em antecipação, mas ela ainda olhava hesitante. Seu peito se movia laboriosamente e eu sabia que ela estava excitada, porém com medo. Eu não iria pressioná-la a fazer algo que ela não quisesse, mas seria divertido mostrar meu outro lado desde que ela me chama de adorável e romântica. Essas não eram qualidades por quais eu era conhecida antes. Eu estava mais do que feliz em compartilhar esses momentos fofos só com ela, era também atraente ver como ela reagia sendo mais brincalhona.

S: Você vai ficar com raiva se eu não puder fazer isso?

L: Não, claro que não.

S: Eu me sinto estranha e com a consciência pesada.

L: Tudo bem. Era só uma ideia.

S: Eu preferia ver isso pessoalmente.

L: Concordo com isso.

S: Talvez... eu crie coragem para ate mandar uma foto quando me sentir mais a vontade.

L: Você não precisa fazer isso. Eu só estava tentando nos divertir. Eu não quero que você se sinta desconfortável.

S: Ok, mas eu vou tentar.

L: Tentar é bom. Mas se você não se sentir a vontade, me mande uma foto independetemente. Eu não ligo se você está vestida ou não, eu só quero ter quantas fotos forem possíveis da minha linda namorada.

S: Eu acho que eu falhei na primeira missão, não é?

L: Você pode me recompensar com a próxima, mas eu te ensinarei pessoalmente.

S: Parece bom.

L: Você nem imagina como eu quero te beijar agora.

S: Não tanto quanto eu quero beijar você.

L: Essas duas semanas vão ser uma tortura, mas eu mal posso esperar para ver você e Luísa.

S: O mesmo aqui. Você está se sentindo melhor agora?

L: Definitivamente. Obrigada por me escutar e me animar.

S: Sempre que precisar.

L: Eu deveria te deixar ir. Já que eu não vou ver minha mãe novamente, irei visitar meus avós e meus irmãos.

S: É uma boa ideia. Se divirta e me manda mensagem depois.

L: Eu mando. Dê um beijo em Luísa por mim. Eu te amo.

S: Também te amo.

L: Tenha uma boa noite, amor. Tchau.

S: Você também. Tchau.

Ela me mandou um beijo antes de desligar a câmera e me deixou com um formigamento no estômago. Eu estava tão ridiculamente apaixonada por ela que eu não consegui parar de sorrir por pelo menos dois minutos. Era incrível o que uma pessoa podia fazer com meu coração: minha mãe tinha quebrado ontem e Samantha colocou ele no lugar hoje. Talvez não completamente, porque isso seria impossível; mas pelo menos até certo ponto eu não me sentia mais devastada. Eu mal podia esperar para vê-la novamente. Esperançosamente as coisas iriam continuar do jeito que estavam, fortalecendo nosso relacionamento.

[...]

Era finalmente hora de voltar, para a partida de qualificação da copa mundial. Claro, que eu estava animada para o jogo, mas eu estava mais animada ainda para ver a minha namorada e a sua adorável filha. Eu já estava desfazendo a minha mala no meu quarto, Keyla também, enquanto a meio de campo esquerda não chegava. Aparentemente o voo dela tinha sido adiado e tinha sido um transtorno para chegar em Utah vindo de Paris.

A ansiedade estava me matando, mas eu tentei me manter calma. O treino ia começar logo e eu presumi que eu iria encontrá-la lá. Foi quando eu ouvi uma batida na porta que fez meu coração parar. Trocando um olhar com Keyla, ela sorriu.

- Eu imagino quem seja. — minha amiga disse provocativamente, eu não pude esperar e me apressei para abrir a porta.

- Panquecas! — foi a primeira coisa que eu ouvi quando eu vi a divina imagem de Samantha segurando Luísa. Deus do céu, eu poderia ter tido um ataque do coração por estar tão feliz. A menina de quatro anos esticou os braços pedindo para eu segurá-la, coisa que eu fiz imediatamente. Os pequenos bracinhos agarraram meu pescoço me abraçando, me causando vários sentimentos maravilhosos.

- Eu senti tanto a sua falta, pequena. — eu disse honestamente e encontrei os olhos de Samantha, que brilhavam sempre que eu interagia com sua filha.

- Eu também senti saudades. — Luísa respondeu e eu deixei elas entrarem, Samantha deu um abraço em Keyla enquanto eu focava na criança em meus braços.

- Você parece maior a cada vez que eu te vejo. Como isso é possível? O que sua mãe está te dando pra comer, han? — eu sorri e me perguntava como Luísa era tão incrivelmente esperta para a idade dela. Bem, na verdade não era tão surpreendente, considerando que sua mãe também era.

- Eu não sei. Coisas ruins. — Luísa sorriu e eu ri por alguma razão.

- Não tantas panquecas quanto você gostaria, não é? — Eu disse e ela assentiu freneticamente. Sua preciosa expressão me acabava, eu dei um beijo em sua bochecha e vi ela abrir um grande sorriso.

- Ei, Luísa, eu não ganho um abraço também? — Keyla fez um beicinho, mas Luísa foi rápida para espalhar amor e correu para os braços dela segundos depois. Eu olhei para Samantha novamente, nós não tínhamos nem dado um abraço até agora e eu estava morrendo para ficar perto dela.

- Hum... Samantha, eu quero te mostrar uma coisa no banheiro, rapidinho. — eu não estava sendo discreta de modo algum, mas Keyla já sabia e eu precisava ao menos beijar a garota dos meus sonhos antes do treino.

- Claro. — a jogadora parisiense disse com um pequeno sorriso e me seguiu para o banheiro enquanto Keyla mantinha Luísa distraída. Eu fechei a porta com cuidado e antes que eu fosse capaz de me virar totalmente, Samantha me empurrou contra a porta e me beijou apaixonadamente. Isso me lembrou do primeiro beijo que compartilhamos na Costa Rica quando ela basicamente me atacou com seus lábios. Chegou perto daquilo, mas eu correspondi o beijo avidamente.

- Desculpe. — Samantha riu contra meus lábios e meu coração flutuou com o som.

- Não precisa se desculpar. — eu respondi e coloquei minhas mãos em seu rosto para beijá-la novamente. Dessa vez com mais calma e com mais significado. Suas mãos delinearam meus braços e eu ouvi ela suspirar contentamente. Eu abri meus olhos e olhei para os dela por um segundo antes de pressionar nossos lábios novamente. Mordendo gentilmente meu lábio inferior, a mais nova agarrou a pele do meu ante braço e correu uma de suas mãos para a minha nuca. Eu sentia a urgência em nossos corpos. Ela sentia tanta falta quanto eu, puxando-a mais para perto, inclinei minha cabeça um pouco para morder seu lábio inferior.

- Deus. — Samantha disse num suspiro e olhou bem fundo nos meus olhos. - Você é muito boa para ser de verdade. — Eu fiquei genuinamente surpresa com aquelas palavras e envergonhada em como sincera ela pareceu.

- Eu não concordo com isso. — eu resmunguei e deixei outro selinho em seus lábios.

- Tanto quanto eu adoraria te mostrar o quanto eu senti sua falta, nós temos que ir. — a mais nova me deu um último beijo, mas saiu para não deixar suspeitas em Luísa.

E o treino já estava para começar também. Eu abri a porta novamente, não pude me segurar e dei um tapa em sua bunda para provoca-la. Samantha fez um rápido barulho em surpresa e me encarou com um olhar divertido.

- Você ganhou um 10 por isso aqui. — eu sussurrei e ela riu antes de nos juntar a Keyla e Luísa.

[...]

O resto do dia se passou perfeitamente. O treino foi bom, e o encontro com as meninas depois também. Falamos sobre estratégias, táticas e os mais importantes detalhes para vencer amanhã. Era o segundo jogo e nós marcamos 2-0, lidando o primeiro jogo e nós poderíamos sair invictas nas qualificações.

Nós tínhamos a noite livre e ninguém queria fazer nada extravagante por o jogo ser amanhã. Mas o hotel era chato. E se tinha uma pessoa que não podia lidar com chatice era Tina. A japonesa foi escalada no primeiro jogo e foi uma ótima adição. Não só para o time, Samantha parecia bem mais tranquila com sua melhor amiga por perto.

Luísa estava no hotel com outra menina de sua idade e a mãe dela, que era uma das jogadoras também. Courtney se ofereceu para cuidar das duas meninas enquanto Samantha saía com nosso grupo. Foi ideia de Tina que nós fossemos para um bar de karaokê. Sem álcool envolvido, claro e todo mundo parecia com vergonha de subir ao palco.

Eu e Samantha encontramos pequenos momentos para dar as mãos e alguns selinhos quando ninguém percebia, nós ainda estávamos namorando escondido. Tina e Keyla sabiam, as outras duas garotas conosco, não. Não queríamos contar e foi bem mais excitante fazer as coisas secretamente.

Antes que eu percebesse o que estava acontecendo, Tina estava no palco e eu sabia que ela estava aprontando alguma coisa pelo olhar no seu rosto.

- Sam, é sua vez! Vem aqui. Eu escolhi a música perfeita.

- Ai meu Deus. — Samantha sussurrou, ciente que sua melhor amiga ia envergonhar ela ou fazer disso muito divertido; ou os dois. 

- Não me faça ir te buscar aí, garota. Você tem uma voz de matar, não se envergonhe agora. — Tina a encorajou e eu bati fortes palmas com todo mundo quando minha namorada subiu ao palco. Ela estava prestes a pegar o microfone porque a música já ia começar, mas Tina fez um comentário final que quase me fez cuspir o refrigerante.

- Essa é pra você, Felipe. — Tina disse e a expressão no rosto de Samantha foi impagável.

O horror em seu rosto era pior que no meu antes de a música começar. Eu reconheci instantaneamente e aparentemente Samantha também porque ela riu um pouco, mas continuou envergonhada. 

- Eu não posso acreditar nisso. — ela resmungou e olhou para o monitor para começar a cantar.

"Oh, you broke my heart
(Oh, você partiu meu coração)

I told you I was weak for love
(Eu te disse que era fraca para o amor)

But then you went around
(Mas então você veio)

And did what you wanted to do
(E fez o que você queria fazer)

And now I'm crying, crying
(E agora estou chorando, chorando)"

Ela estava hesitante no começo, mas todo mundo amou a escolha da música e cantou junto. A voz de Samantha era coisa de outro mundo e ela nem tinha cantado direito ainda, mas todo mundo no bar estava animando ela desde que Tina tinha feito a dedicação.

"Ooh, it seemed like everything was going fine
(Ooh parecia que tudo estava indo bem)

I found the love that I thought was gonna last
(Encontrei o amor que eu pensei que fosse durar)

Then I accidentally saw a few things in your cell
(Então acidentalmente vi algumas coisas em seu celular)

I even LOL'd, man, I should've known
(Eu até dei gargalhadas, cara, eu deveria saber)

Why, why you're doing what you do
(Por quê? Por que você está fazendo o que faz?)

You, you might as well just tell the honest truth
(Você, você pode muito bem dizer a verdade honestamente)

See, I'm not really down with this
(Viu? Não estou muito triste com isso)

This ain't no texting shit
(Isso não é nenhuma merda de mensagens de texto)

Know I got no biz, but it is what it is
(Sei que eu não tenho nenhum problema, mas isso é o que é)"

"I don't really have much to say
(Eu realmente não tenho muito a dizer)

I was over it the second that I saw her name
(Já tinha superado a segunda quando eu vi o nome dela)"

Quando o refrão começou, todo mundo cantou junto, Tina sendo a mais barulhenta enquanto Samantha finalmente cantava alto. Eu estava arrepiada porque ela arrasava em cada nota e soava melhor do que a versão original, na minha opinião.

"I got two, ooh, ooh letters for you
(Eu tenho duas, ooh letras para você)

One of them's F and the other one's U
(Uma delas é F e a outra é U)

Cause what you gotta do, is go get yourself a clue
(Porque o que você tem que fazer, é encontrar uma pista)

Only two, ooh ooh letters to choose
(Apenas duas, ooh ooh letras para escolher)

One of them's F and the other one's U
(Uma delas é F e a outra é U)

SMH, I'm pressing send on you
(Smh, estou apertando o botão de "enviar" para você)"

O Segundo verso foi deliberado e bem mais divertido e a meio de campo esquerda começou a performar e se soltar. Não é de se admirar que Tina tinha escolhido aquela música, desde que guardava alguma verdade para Samantha.

"Oh, I know what's been going on
(Oh, eu sei o que está acontecendo)

Don't even try to act like Mr Super Nonchalant
(Não tente agir como o senhor super despreocupado)

What makes you think I'll stick around
(O que faz você pensar que eu vou ficar por aqui)

I'm not as stupid as you sound
(Não sou tão estúpida quanto você pensa)

And you sound really dumb right now
(E você parece muito idiota agora)

From A to Z, ooh
I got a lot of nasty things flowing up in my head
(De A a Z, tenho um monte de coisas safadas passando pela minha cabeça)

But none of them are worth my time
(Mas nenhum delas valem o meu tempo)

You're not even worth this rhyme
(Você nem vale a pena por esta rima)

And I don't, I don't give a flying
(E eu não, não dou a mínima)

O resto da música foi uma grande festa e Samantha tinha todo mundo aos seus pés no final. Os gritos da plateia eram atenuantes desde que o bar todo estava indo a loucura. Eu podia entender o porquê de ela ser um talento natural e parecer totalmente inconsciente disso. Ela e Tina bateram as mãos antes de Samantha tomar seu lugar novamente. As bochechas da mulher mais nova estavam quentes e seu sorriso era radiante.

Eu não tinha certeza de como me sentia sobre a dedicação de Tina para Felipe, mas era bem óbvio que ela não era uma fã do ex-marido de Samantha. Saber que ele tinha traído ela repetidas vezes não contribuía para eu gostar dele também, mas eu fazia o meu melhor desde que ele era o pai de Luísa, assim fazendo parte da vida delas.

Como se alguém estivesse escutando meus pensamentos, o celular de Samantha começou a vibrar na mesa enquanto todo mundo estava conversando. O nome que apareceu na tela era tão irônico: Felipe

Mas não era o nome na tela que tinha feito meu coração doer. Foi a foto piscando com ele. Obviamente era uma foto antiga dele e Luísa mais nova, mas eu não conseguia impedir a dor fina em meu peito. Eu não queria ficar com ciúmes, mas por que ele estava ligando para ela? Provavelmente para falar da filha dele, eu lembrei a mim mesma. A filha deles.

Eu não estava ciente que estava encarando a tela do celular até subir a vista para os olhos castanhos cheio de preocupação. Ela percebeu que algo estava errado, mas eu sorri o melhor que pude, desde que eu não queria mais drama.

- Estranho. — Tina disse e fez todo mundo na mesa rir porque elas viram que Felipe estava ligando depois da performance.

- Eu vou atender aqui rapidinho. Já volto. — Samantha pediu licença e deu um aperto em minha coxa embaixo da mesa antes de sair. Seria mentira dizer que eu não estava irritada por ela ter ido atender a ligação. Mas talvez fosse importante. Mas por qual motivo eles iam se falar se Luísa não estava aqui?

- Não se preocupe, mi amor. — eu ouvi Tina falar de repente, pegando o lugar de Samantha perto de mim e sorrindo divertidamente.

- O... o que? — Eu gaguejei porque ela usou o apelido carinhoso que Samantha usava e todo o meu sangue correu para as minhas bochechas.

- Então, o que você vai cantar para o seu 'amor', hein? — a mais nova estava brincando comigo e eu não acreditava que Samantha tinha contado tudo para ela. De um modo estranho, isso fez eu me sentir melhor, saber que minha namorada tinha compartilhado coisas positivas com sua melhor amiga, que também não gostava da pessoa com quem ela estava falando agora.

- Eu não acho que eu deva cantar. — eu revelei e Tina bateu em sua cabeça.

- Você tem que ir! É por isso que estamos aqui. Eu posso escolher uma música para você. — a animação em sua voz era alarmante.

- Não, eu acho que posso escolher uma música. — eu disse e vi ela ficar amuada.

- Tanto faz. — ela respondeu e sorriu mesmo assim, me deixando saber que ela estava se divertindo. - Mas você tem que cantar, ok?

- Ok, eu vou tentar. — eu suspirei e olhei para a enorme seleção de músicas que estavam disponíveis.

Era difícil me concentrar enquanto eu me perguntava o que Samantha estava falando com Felipe, já que já faziam alguns minutos agora. Dizer a ele que Luísa não estava aqui não demorava mais que vinte segundos. Eu odeio meu ciúme mais que qualquer coisa e nunca tinha sido tão forte quanto era com a morena mais nova.

- Você só tem mais um minuto ou eu vou escolher uma música para você, garota. — Tina me trouxe de volta à realidade

- Acho que achei. — eu disse e reuni toda a minha coragem para ir cantar quando eu achei a música. 


Notas Finais


O que acharam?
Vocês confiam no Felipe? O que vocês acham dessa "amizade" da Samantha com ele?

Até quarta!


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