História Slade - Capítulo 17


Escrita por: ~

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Categorias Got7
Personagens JB, Youngjae
Tags 2jae, Got7, Jaebum, Youngjae
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Palavras 3.680
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OI MEUS BEBES COMO ESTÃO?

eu sei, eu sinto muito muito mesmo por não ter postado por tanto tempo... tinham muitas coisas, muitos problemas na minha cabeça e eu não tinha animação para nadinha
eu abria o documento no word para coisas aqui e eu ficava frustrada pq tava sem animo nenhuuuuuuum

MAS EU TO DE VOLTA,,, acho que tô né rs

EU QUERO PEDIR DESCULPAS TAMBÉM POR NÃO RESPONDER NENHUM COMENTÁRIO A TEMPO MAS EU JURO DE DEDINHO QUE EU LEIO TODOS EU FICO COM UM PUJA SORRISÃO NO ROSTO QUE PAREÇO O CORINGA
juro que vou ser mais comprometida com vcs aqui e tentar sempre responder minhas amorinhas <3

chega de papo aqui está o cap fresquinho acabei de coisas (smepre esqueço o nome da ação)
me desculper por alguma coisinha errada ou fora de ordem é que eu to dormindo em sentada e to bem bebada de sono, deve tar tudo uma bagunça

só pra avisar, jaebum ainda um muito de um cuzão, aviso dado beijos

Capítulo 17 - Capítulo 16


Capítulo 16

 

Jaebum se virou quando Seungcheol se aproximou sorrateiramente. O vento aumentou. Jaebum enfiou os polegares nos bolsos da calça, tendo ido para casa e trocado de roupa antes de voltar.

Seungcheol respirou fundo.

— Está gostando de ficar aqui fora nos ouvindo animá-lo?

Jaebum não disse nada.

— Você o magoou mesmo quando fez aquelas acusações sujas. Ele nos trata como se fôssemos irmãos e eu posso lhe jurar que não há nada entre ele e Namjoon. Eu estive na equipe de segurança dele por semanas e ele só sai com a gente quando não está trabalhando. Eu sabia que ele estava triste, mas não sabia por que até hoje. — Ele fez uma pausa. — Você não devia tê-lo abandonado do jeito que fez. Por que motivo faria isso? Ele é incrível.

Minutos se passaram.

— Eu temia que estar comigo o colocaria em perigo. Fez sentido na época, mas foi tudo por nada. Eu temia pela segurança dele mais do que me importava com o meu desejo de ficar com ele. Eu o coloquei em um perigo muito maior agora que está esperando meu filho. Ele será um alvo para os grupos de ódio e eu sem saber aumentei o risco que corria não estando presente quando precisava de mim. — A voz de Jaebum ficou mais suave. — Eu também queria lhe dar tempo para que tivesse certeza do que sentia por mim, mas eu também precisava disso. Ele sabe que eu estou aqui fora?

— Não. Nós dissemos que sentimos que vinha uma tempestade. É difícil querer tanto algo quando nós aprendemos que qualquer coisa que valorizamos é arrancada da gente. — Jaebum concordou em silêncio.

— Ele pensa que você o usou transando com ele e que não se importa com ele. Ele está esperando o seu filho e está magoado. Tem noção de que ele é um milagre?

Jaebum virou a cabeça para olhar o outro com raiva.

— Claro que eu sei, maldição.

— Mas você o abandonou.— Seungcheol sacudiu a cabeça em desprezo. — Eu não permitiria que nada se pusesse no meu caminho para estar com ele se tivesse sorte o bastante de encontrar uma pessoa parecida com ele que gostasse de mim, muito menos deixaria que esse obstáculo fosse o meu próprio medo. Eu sei como dá medo sentir qualquer coisa porque isso nos expõe a possibilidade de sofrermos uma dor profunda. — Ele respirou. — Eu arriscaria qualquer coisa pela pessoa que amo.

— Ele foi atacado por causa da associação conosco. Eu acreditava que ficar comigo só aumentaria o perigo. Não era só o meu medo de ficar ligado a ele.

— Ele sabia dos riscos quando aceitou o trabalho. Ele é esperto, Jaebum. Homeland foi atacada antes que ele chegasse e isso podia acontecer de novo. Ele assiste televisão, vê as pessoas protestando e vomitando o seu ódio por nós para qualquer um que escute quando fazem as suas ameaças, mesmo assim ele veio até nós. Ele permitiu que você o tocasse sabendo o que Luhan e Sehun enfrentaram e ainda enfrentam. Ele estava presente quando Sehun recebeu as balas destinadas à seu companheiro. Você pode acreditar que estava agindo com honra, mas estava errado. Ele ainda corre perigo e o grau de perigo não importa. O que importa é ter um macho forte ao seu lado para protegê-lo se alguém tentar machucá-lo. Você falhou nisso.

A dor rasgou Jaebum ao meio devido a verdade das palavras.

— Ele não vai me perdoar.

Seungcheol olhou para a casa.

— Precisa o fazer entender o quanto se importa com ele e que aprendeu o significado que ele tem para você.

Jaebum olhou para a cabana.

— Alguma ideia de como fazer isso?

— Na verdade, sim. Eu vou entrar e falar com os rapazes. Tenho certeza que farão o que eu disser. Eles se importam com Youngjae e querem que seja feliz. Acredito que possa fazer com que ele entenda o quanto eu suspeito que o ama. Isso pode não ser fácil com Hansol, porque ele tem uma amizade muito próxima com ele. Pare de rosnar. Não há nada entre eles.

— O que tem em mente?

— Eu vou falar com eles e nós vamos acampar aqui fora esta noite depois que ele dormir. Você vai entrar e conseguir seu macho de volta quando ele estiver sozinho.

* * * * *

Youngjae se virou na cama e se encontrou com um corpo morno. Suas mãos tocaram uma pele quente e nua. Ele ofegou quando abriu os olhos, mas estava escuro demais para enxergar alguma coisa. Tinha dormido a algum ponto e os rapazes tinham descido. Ele recuou. — Então o chão era muito duro para você? É melhor que esteja vestido da cintura para baixo — avisou ao cara dividindo sua cama. Queria ter o olfato apurado deles para saber com qual dos três falava.

— Mmmm — murmurou a voz baixinho. O corpo chegou mais perto e um braço deslizou pela sua cintura.

— Ei — protestou Youngjae e empurrou seu peito. — Role para a beira da cama. Eu não me importo em dividir, mas não sou um travesseiro humano para vir se enroscar.

Ele não afastou.

— Estou tentando dormir, doçura. Está tornando isso impossível me empurrando assim.

Youngjae arfou e tentou sentar, a mão tateando o abajur no criado-mudo.

O braço saiu de sua cintura e ele se afastou. Seus dedos tocaram na base do abajur e ele quase o derrubou com a pressa. Alcançou o interruptor e acendeu a lâmpada. A luz o cegou por alguns segundos.

Ele virou e fitou de boca aberta o peito nu de Jaebum. Pele bronzeada e musculosa foi revelada da cintura para cima onde o lençol descansava e cobria o resto dele. Não tinha certeza se ele usava uma calça e nem queria saber. O fato de que estivesse em sua cama o chocava.

— O que está fazendo? — Não podia acreditar que estava todo estendido em sua cama. — Como entrou aqui?

— Entrei pela porta da frente que ajudei a consertar depois que você adormeceu. — Jaebum descansava de lado. Ele apoiou a cabeça na palma da mão do braço curvado e sorriu para ele.

— Apague a luz. Está no meio da noite e eu quero te abraçar.

Youngjae o olhava de queixo caído.

— Você me joga fora e agora quer me abraçar? Tem a ousadia de deitar na cama comigo? Você está falando sério?

— Sim.

— Ficou louco, foi? Eu não. Sai daqui!

— Venha cá, doçura.

Youngjae tentou sair da cama, mas Jaebum o agarrou com gentileza, depositando-o de volta no colchão. Ele o prendeu debaixo do seu corpo grande e morno, com o cuidado de não machucá-lo ao fazê-lo. Duas coisas instantaneamente se tornaram claras para Youngjae. Uma era que Jaebum estava completamente nu. E a outra era que ele estava excitado já que conseguia sentir a ereção grossa e quente cutucar a parte interna de sua coxa. Eles estavam pele com pele no lugar em que sua camiseta havia levantado. Ele arfou, mais do que chocado que ele ousasse fazer aquele tipo de brincadeira.

— Eu senti saudade. — Seu belo olhar estudou o dele e sua voz saiu rouca.

Eu quero odiá-lo por soar tão sexy e parecer tão atraente. Lembre-se: ele me abandonou. Isso não deu tesão nem foi sexy. Foi maldoso e frio.

— Sabia onde me encontrar. — Youngjae colocou as mãos em seu peito, empurrando com toda a força que tinha. Apertou os dentes. — Eu vou gritar por socorro se não sair de cima de mim.

— Espero que tenha uma voz bem potente porque eu mandei os rapazes embora. Eu queria que estivéssemos sozinhos. Desta vez não quero ter que tampar com a mão os seus lábios.

A lembrança da última vez que ele tinha feito isso para mantê-lo calado enquanto transava com ele foi instantânea. Seu corpo respondeu da mesma forma quando sua barriga estremeceu e ele odiou aquilo, querendo odiá-lo. Olhou-o com raiva.

— Você me deixou e agora me quer de volta? É isso que está dizendo? Por quanto tempo agora? Eu acordo de manhã e o quê? Não vejo mais você por semanas? Talvez meses? Não. Saia de cima de mim, Jaebum.

Ele trocou de posição para garantir que não esmagasse sua barriga e segurou o seu rosto.

— Eu estava com medo. Você me matou de medo e é essa a verdade.

— Com medo? — Ele respirou fundo, tentando se acalmar, e resistiu a vontade de dar um tapa nele. Estava tentado. — Então estava com medo? Do quê? Você tem quase meio metro a mais que eu e tem uns quarenta e cinco quilos a mais. Do que tinha medo?

— Ficar comigo o coloca em maior risco. Essa foi a razão principal para ficar longe de você. Você quase morreu na floresta, podia ter morrido quando o carro despencou, e eu não queria ser a causa de mais imbecis de olho em você.

Ele simplesmente o fitou, tentando entender suas palavras. Não importava, contudo, porque o magoou. Não ia permitir que fizesse isso outra vez.

— Mas foi mais do que isso. Eu tive muito tempo para pensar. Eu nunca ousei me permitir ficar ligado a algo ou a alguém. Vi muitos morrerem e muita dor. Nunca tive nada, nunca pude contar com ninguém para estivesse presente nem na hora nem no dia seguinte. Eles usariam isso contra mim, se aqueles imbecis que me mantinham prisioneiro descobrissem que eu me importava com outra pessoa no centro de pesquisas. Inferno, eles usaram isso contra todos nós para tentar nos controlar. Eu sei que você não pode realmente entender o que uma vida inteira disso faz com uma pessoa, mas posso lhe dizer que isso acabou comigo. Eu sou todo perturbado. Tinha medo do que eu queria de você e que você pudesse não sentir todas essas emoções fortes. Queria lhe dar tempo, mas era eu quem precisava disso. Achei que se fosse embora pararia de pensar em você e que você estaria a salvo sem mim. Eu disse que estaria melhor se não fizesse parte de sua vida. Não foi isso que aconteceu.

A honestidade dele o surpreendeu e um pouco de sua raiva passou. Não sabia como responder, mas seu coração derreteu um pouco ante o olhar sincero que lhe dava, a dor óbvia que soava em sua voz, e ele teve que conceder que o passado dele realmente tinha sido um dos piores.

Ele admitiu aquilo prontamente, reconheceu seus defeitos, e isso enfraqueceu sua determinação de continuar com raiva.

— Você me prometeu que voltaria, mas não voltou. Você me magoou, Jaebum. Nem sequer falou comigo. Como espera que eu deixe de me sentir ferido e com raiva?

— Eu planejava voltar para você logo assim que eu retornei para Homeland, mas tive que ir a uma reunião primeiro. Namjoon fez questão. Eu os ouvi dizerem o porquê de você ser alguém visado pelos humanos. Comecei a pensar como me sentiria se você fosse morto pelo fato de estarmos juntos. Eu surtei, Doutor.

— Pare de me chamar assim. Meu nome é Youngjae. Use.

Os dedos dele roçaram sua bochecha.

— Eu lhe disse que só o chamaria de Youngjae quando estivesse dentro de você. — Ele baixou a cabeça. — E eu quero ficar dentro de você da pior forma possível. Eu quero prová-lo e senti-lo. Tem tanta coisa que nunca tivemos oportunidade de fazer. Eu quero ouvir você gemer o meu nome e quero ouvi-lo gritar de prazer. Eu preciso lhe mostrar o quanto você significa para mim e o quanto senti a sua falta. Por favor, me permita.

— Por favor, Jaebum. — Prendeu os olhos nos dele. — Não faça isso comigo. Você me magoou quando prometeu que voltaria, mas não voltou. Eu tive que matar dois homens e tinha fé que você viria me ajudar, mas você não veio. Dois outros tiveram que me salvar e ainda assim eu esperava que você fosse aparecer. Eu precisava de você. Eu fiquei morto de preocupação até eles me falarem que haviam encontrado você com vida. Eu esperei que você viesse quando me disseram que tinha voltado para Homeland, mas você me dispensou.

— Eu voltei sim para você quando atirou naqueles imbecis. Ouvi os tiros, mas percebi que Junmyeon e Junhui tinham te alcançado antes de mim. Queria salvá-lo, mas você já não precisava de mim. — Ele pausou. — Eu também não queria que você me visse como estava na época. Eu matei vários homens. Tinha medo que se visse todo o sangue fosse repensar em ficar com alguém capaz daquela quantidade de violência, e que não acreditaria que eu fosse encostar um dedo em você sem lhe causar dor. Eu não sou completamente humano e… — Ele parou, uma expressão de dor enchendo de linhas seu belo rosto. — Foi melhor que não tenha me visto. Confie em mim. Eu quero ser o macho que deseja, não um que teme.

Sua determinação enfraqueceu ainda mais. Ele é inseguro a respeito do que é e de como eu o vejo. Ele não é um filho da mãe tão grande, afinal. Respirou fundo.

— Jaebum, eu sei o que você é. Sei que não é totalmente humano, mas aceitei isso. Eu fiquei dilacerado por ter matado aqueles homens. Eu só queria e precisava de você depois daquilo. Você simplesmente foi embora como se eu não significasse nada. Não sei como pôde fazer isso se gostava de mim.

— Você estava seguro. Era isso o que mais me importava. Eu tinha certeza que o assustaria no estado em que estava no momento que decidi voltar ao invés de encontrar os miseráveis e garantir que não fossem mais uma ameaça a você. Acreditei que era o certo a fazer na hora. Eu cometi um erro.

— Você me deu a sua palavra e mentiu para mim.

— Eu sinto muito mesmo. Parecia a decisão certa no momento. Eu também estava fora demais de controle para esconder a minha possessividade em relação a você. Qualquer um presente saberia que estávamos ligados.

— Então não queria que ninguém soubesse o que tinha acontecido entre nós? — Raiva e dor o rasgaram. — Bem, adivinha? Agora alguns já sabem. Aposto que isso realmente humilha você. Eu sei, não é PC para Novas Espécies dormirem com humanos, não é?

— O que é PC?

— Politicamente correto. Alguns de vocês juraram nunca tocarem em um humano. É... Oh inferno, saia de cima de mim. Eu também odeio lhe dar essa notícia, mas seus amigos só precisavam cheirar o ar perto de mim para saber que eu tinha transado. No começo acharam que eu tinha sido estuprado. Eu não disse nada a eles, exceto que eu não tinha sido. Deixei o seu nome de fora mesmo depois de ter engravidado, mas Namjoon lembrou do meu cheiro naquela noite em que me levaram de volta a Homeland. A princípio ele achou que o pai era Hansol, mas quando eu disse que nunca toquei nele sexualmente, Namjoon soube que era você. Você era o único cheiro forte que havia em mim.

— Não fale palavras que eu não disse e nem mesmo pensei. Não tenho vergonha de você, Doutor. Não ligo para o que é PC. Eu estava tentando proteger sua natureza humana. Eu sei que alguns humanos são muito discretos sobre a sua vida sexual e ficar comigo o colocaria ainda em mais risco. Luhan e Sehun são a prova disso. Também estava tentando te proteger do que Luhan e Sehun passaram quando ficaram juntos. Todos os importunavam sobre a vida sexual que levavam e inferno, toda vez que Sehun o tocava parecia que alguém iria acusá-lo de machucá-lo. É por isso que não queria que aqueles homens adivinhassem o que tinha se passado entre nós e não tinha certeza se havia humanos envolvidos no resgate que nos testemunhariam juntos.

— Eu confiei em você uma vez e agora eu sei que não posso. Eu...

A boca de Jaebum desceu na sua e seus lábios roçaram os seus. Ele falou com a boca no lugar.

— Eu sou ruim com palavras, doçura, mas confie nisso. — Então ele forçou sua boca a abrir sob a dele.

Youngjae tentou não sentir nada, mas aquele era Jaebum que o beijava. Desejava e o amava apesar da dor que tinha lhe causado. Sempre soube que a atração que tinha por ele não seria nada fácil, ele sendo Nova Espécie e ele não. Eles eram de mundos diferentes, mas quando ele o tocava todas as diferenças pareciam desaparecer até que eram apenas eles dois.

Abriu as mãos em seu peito, apreciando a sensação morna de sua pele quando começou a retribuir o beijo. Abriu mais a boca, admitindo que sua avidez faminta o seduzisse até submetê-lo. Um gemido escapou do fundo de sua garganta.

As mãos de Jaebum lhe acariciavam e ele virou o corpo, trocando também a posição dele, até ficarem de lado, de frente um para o outro. A boca dele nunca deixou a sua, a língua atiçando ainda mais sua paixão. Suas mãos agarraram sua camiseta na cintura e o tecido rasgou.

Youngjae interrompeu o beijo respirando com dificuldade.

— Jaebum?

— Não me diga para parar. Por favor. Eu preciso de você. Você não tem ideia do quanto eu o quero, Youngjae. Sentir tanto assim a sua falta acabou comigo. Estou morrendo de vontade de você.

******

 

Os dois estavam ofegando.

— Eu senti saudades de você — ele soprou contra sua pele. — Nunca mais vou te deixar de novo. Nunca, Youngjae. Eu preferia morrer do que ficar longe de você. Eu juro protegê-lo com a minha vida e não vou estragar tudo novamente. Eu aprendi o quanto você significa para mim.

Ele soltou suas coxas para agarrar seus braços em sua cintura. Parte dele tinha medo de acreditar nele, mas realmente queria acreditar. Amava-o. Às vezes você tem que se arriscar.

Nunca vai saber se recusar a dar a ele mais uma chance. Ele mordeu o lábio antes de exalar profundamente.

— Essa é a última chance que eu vou te dar. Eu falo sério. Não lhe darei outra se me magoar de novo. Desapareça outra vez e acabou. Eu saio da merda da sua vida para sempre.

Ele riu.

— Eu não vou. Vou ficar exatamente onde estou. Entre o sexo frequente e o inchaço de depois, vou ficar preso dentro de você o tempo todo. Podia ficar assim para sempre.

— Eu vou precisar comer, eventualmente.

Ele riu.

— Não vou matá-lo de fome.

— Bom saber.

— Vai precisar de força.

Jaebum abraçou seu Youngjae até o corpo dele começar a ficar mole e ele percebeu que ele estava prestes a dormir. O inchaço na base do seu membro tinha desaparecido. Ele ajustou os braços nele e cuidadosamente o tirou do colo, colocando-o de lado na cama. Seus olhos encontraram os dele e ele lhe sorriu suavemente.

As emoções quase fizeram com que se engasgasse, deixando-o incapaz de falar. Ele era tão linda para ele e tão frágil. Carregava seu filho dentro do útero. Esse fato ainda o abismava e fazia com que se sentisse tão pequeno. Ele tinha lhe dado o maior dos presentes. Entregou a ele seu corpo e um futuro ao seu lado. Ele curvou os lábios para formar um sorriso e limpou a garganta.

— Vou desligar a luz. Precisa de muito descanso, Doutor.

— Youngjae. — Ele fez biquinho, um pouco irritado.

— Desculpe, Youngjae. — Sorriu. — É difícil vencer o hábito e em minha defesa, não estou mais dentro de você.

— Vai usar meu nome enquanto estiver na minha cama, a não ser que queira dormir no chão.

— Muito justo. — Divertimento e felicidade se misturavam dentro de Jaebum. Ele o aceitou de volta e perdoado, e não tinha certeza se merecia isso. Tinha armado a maior confusão.

Boas intenções de lado, arrependia-se de suas escolhas.

— Vou desligar a luz e nós vamos dormir.

Ele teria dito alguma coisa a ele, mas ao invés disso, quando seus lábios se abriram, o que saiu foi um bocejo. Ele desligou a luz e estendeu os braços para a seu humano. Colocou seu corpo farto contra o próprio, o braço enlaçado em sua cintura e formou uma conchinha.

Não conseguia ficar suficientemente perto dele, não queria nem mesmo o mais ínfimo dos espaços entre seus corpos, e ele voluntariamente lhe permitiu que os colocasse de lado.

— Eu senti mesmo saudades de você — confessou baixinho contra o seu ombro, onde apoiou o queixo, sentindo o seu cheiro. — Pensava em você constantemente.

—Eu também senti saudades de você e não conseguia tirá-lo da cabeça. Odiei isso depois que me abandonou.

Ele estremeceu internamente com o tom doloroso de sua voz.

— Desculpa, doçura. Isso não vai acontecer de novo. Eu juro pela minha vida. Eu tomei uma decisão estúpida, mas não vou fazer o mesmo outra vez. Eu fiquei mais esperto.

Ele ficou imóvel em seus braços por um longo momento.

— Está ok com o bebê?

A incerteza que enlaçava a voz dele doía. Ele tinha causado aquilo, feito-o questionar a ligação que possuíam.

— Estou empolgadíssimo.

— Eu também, mas estou com medo.

— EU vou te proteger. — Uma onda de raiva se formou nele ao pensar nele correndo perigo. — Ninguém vai te machucar. Irão morrer se tentarem.

A mão pequena dele agarrou o braço que estava ao redor de sua cintura, os dedos traçando a pele.

— Não é disso que eu tenho medo. E se acontecer algo de errado com o bebê? Desde que o vi no ultrassom eu sabia que o queria, Jaebum. Tem tanta coisa que pode acontecer. Eu sou médico. Eu sei que...

— O bebê vai ficar bem. — Cortou-o. — É o nosso bebê, um milagre e a vida já foi cruel demais comigo. Eu me recuso a perder você e o nosso filho. O destino tem que nos dar uma folga.

O silêncio dele o preocupava, mas então ele suspirou.

— Pensamento positivo?

Ele fungou o seu pescoço.

— Sim. Pensamento positivo, Youngjae. Estamos juntos e é isso que importa.

Ele soube quando ele adormeceu. Sua respiração mudou e os dedos pararam o movimento em sua pele. Ele o puxou mais de encontrou ao corpo, com o cuidado de não esmagá-lo, mas queria se enroscar mais nele. O homem em seus braços significava tudo para ele… vida e morte. Faria qualquer coisa para ficar com ele e mataria qualquer um que tentasse interpor-se entre eles.

 



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