História Slade-Vhope - Capítulo 5


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Seventeen
Personagens Hansol "Vernon" Chwe, Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Taehyung (V), Seungcheol "S.Coups"
Tags Adaptação, Htop, Jikook, Mpreg, V!bottom, Vhope
Visualizações 438
Palavras 3.542
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção
Avisos: Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 5 - Capítulo 5


Hoseok  trocou o peso de Taehyung levemente. Tae passou os braços por cima dos seus ombros, tentando sustentar seu peso e não deslizar pelas suas costas. O espécie  o tinha levantado mais alto em suas costas, enfiado os braços debaixo dos seus joelhos dobrados, e juntado as mãos na altura da cintura.

— Pode me colocar no chão. Eu posso andar. Meu joelho não está tão mau.

— Está ótimo. Quero andar mais uma milha antes do sol se pôr completamente. Vamos continuar enquanto estiver luz para que possas nos rastrear.

O céu se enchia de linhas rosadas acima deles enquanto o sol descia. O vento ganhava força e soprava frio detrás deles. Taehyung estava com frio nas costas, mas estava superaquecido na frente do corpo onde este se pressionava a Hoseok. Seus braços doíam de segurá-lo e Tae tentou ignorar os músculos doloridos entre suas coxas. Não estava acostumado a montar em algo por um bom período de tempo.

— Você deve estar ficando cansado, Hoseok. Vamos. Coloque-me no chão. Eu sou pesado. Sei que é forte, mas isso já é demais. Disse que já cobrimos algumas milhas. Ao menos diminua o passo. Vai acabar se esgotando.

— Cale a boca. — ordenou ele. — Estou tentando me concentrar dizendo a mim mesmo que não está aí. Você ferra isso toda vez que fala.

— Obrigado.

— Isso não foi um insulto, mas você não é tão leve quanto uma pena. Estou tentando esquecer que está aí para convencer meu cérebro que os meus músculos não estão doendo.

Mordeu o lábio.

— Desculpe.

— Calado. — suspirou Hoseok.

Taehyung evitou falar quando deu uma olhada ao redor. Hoseok realmente conseguia correr, caminhando mais rápido do que conseguia fazer um cooper com suas longas pernas. Ele só diminuía o ritmo quando estavam subindo ou se tivesse que passar um tronco caído. Tiveram que fazer isso duas vezes.

BOOM! Pausa. BOOM! BOOM!

— O que foi isso? — O coração de Taehyung acelerou.

Hoseok parou, inclinou a cabeça de leve, e ficou tenso.

— Eles devem ter encontrado Bart.

— Aquilo eram tiros, certo?

— Três tiros. É. — Hoseok voltou a andar. — Acho que no fim não se importaram se ele era completamente humano.

Taehyung não pôde evitar as lágrimas que encheram seus olhos. Aqueles homens não atirariam em algo a não ser que quisessem matá-lo. Bart teve certeza que eles se importariam por ele não ser um Nova Espécie. Ele só era um garoto assustado que não merecia morrer.

— Não chore por ele, Doutor. — rosnou Hoseok. — Eu sei que é duro, mas sobreviva primeiro, lamente depois. Não pode fazer nada por ele agora.

Lutou contra a vontade de chorar, sabendo que Hoseok tinha um bom fundamento. Os dois morreriam se aqueles homens os alcançassem. Hoseok se moveu mais rápido e Taehyung se agarrou a ele enquanto a escuridão caía devagar. Hoseok diminuiu o passo eventualmente, mas continuou andando.

— Como consegue enxergar?

O Espécie respirava pesado agora.

— Minha visão noturna é melhor que a sua. Não posso ver realmente bem, mas ainda não tropecei nem bati em nada.

— Precisa descansar.

Hoseok soltou um palavrão baixo quando parou. Seus braços saíram de debaixo dos seus joelhos. Taehyung grunhiu quando foi colocado no chão até os seus pés tocá-lo. Seus joelhos seguraram o seu peso e Tae o soltou, mas estava um pouco instável. Estava tão escuro que nem conseguia vê-lo. Pulou quando suas mãos tocaram-lhe a cintura.

— Ande por aqui. Irei na frente. Vamos sentar um pouco e descansar. Eles ainda podem estar atrás de nós se tiverem lanternas, mas irão se atrasar bastante. Também andei por pedras o máximo que consegui para apagar o nosso rastro e eles não tinham cachorros farejadores com eles. Também estamos a favor do vento e será mais difícil para eles sentirem nosso cheiro. Foi por isso que vim nesta direção.

Hoseok o colocou no chão onde sentou na grama macia. Taehyung se moveu e bateu em algo duro com o cotovelo.

— Eles não podem sentir o nosso cheiro, Hoseok. Novas Espécies têm essa habilidade, mas humanos não.

— Eu vivo esquecendo isso. — Hoseok pausou. — Tem uma pequena árvore ao seu lado, então tenha cuidado para não bater nela.

— Obrigado. Eu mal posso ver minha mão na frente do meu rosto. — Taehyung deu uma olhada no céu. — Nem mesmo vejo uma lua.

— Floresta demais no caminho. As árvores são enormes nesta área. Isso é bom para nós.

— Não devíamos desviar e tentar achar a estrada?

— Não. — Hoseok se mexeu, tocando-o. Seus dedos roçaram sua clavícula e ele retirou a mão instantaneamente. — Desculpe. Dê-me a bolsa.

Taehyung tirou a bolsa e estendeu-a sem ver na direção que achava que estava. O peso da bolsa sumiu e Tae a soltou, sabendo que a tinha agarrado. O médico ouviu o zíper antes de Hoseok pressionar algo duro em seu braço.

— É tudo o que temos, então só tome um gole. Espero que passemos em breve por água.

Taehyung tirou a tampa da garrafa pelo tato e tomou um gole para aliviar sua garganta seca. Tomou outro golinho antes de pôr a tampa de volta.

— Obrigado. Aqui.

A mão dele roçou a sua quando pegou a garrafa. Tae o ouviu beber um pouco.

— Por que não devíamos procurar a estrada?

— Eles podem ter mais gente atrás de nós. Podem estar rodando a estrada esperando que apareçamos. Era isso o que eu faria se houvesse uma presa que quisesse caçar. Estamos mais seguros perdidos. Todos os nossos veículos têm sistema de rastreamento. Pode levar um tempo até o meu pessoal localizar o sinal já que não há recepção neste lugar, mas eles vão saber por onde procurar. Namjoon sabia a nossa trajetória. Agora já deve saber que algo aconteceu conosco. Devíamos ter chegado antes do anoitecer. Ele deve ter me ligado e quando eu não atendi, saberia que estamos com problemas. Vamos ficar por aqui. Com sorte o meu pessoal nos encontrará antes daqueles humanos.

— Acha que o seu pessoal nos achará amanhã?

Hoseok hesitou.

— Não sei, Doutor.

— Eu tenho um nome, você sabe. É Taehyung. Mataria usá-lo?

Silêncio.

— Não me mataria.

Taehyung respirou fundo. Tinha tido um dia infernal, não se sentia bem, seu corpo doía e a fome rasgava sua barriga. Seu nível de frustração aumentou.

— Mas não vai usar, não é? Por que se incomoda em ficar tentando me irritar? O que foi que eu lhe fiz?

Longos minutos de silêncio se passaram. Taehyung sacudiu a cabeça, supondo que ele não iria responder. Uma mão tocou o seu braço e Tae deu um pulo, assustado. Não tinha esperado aquilo.

— Vamos nos deitar. Devemos dormir algumas horas enquanto podemos.

— E se eles nos acharem? Devíamos nos revezar e um dormir enquanto o outro fica de guarda?

— Não. Estamos de costas para o vento. Eu sentiria o cheiro deles se eles se aproximassem o bastante para nos encontrar. Eu vou deitar ao seu lado. Pode me usar de travesseiro, Doutor. Precisa do calor do meu corpo para ficar aquecido.

— Não, obrigado.

Taehyung o ouviu bufar ou rir, mas não estava certo do quê.

— Está ficando bem frio e o chão é duro, Doutor. Quando se cansar dos dois pode vir para junto de mim. Boa noite.

A mão dele o deixou e Hoseok se deitou ao lado dele porque seu corpo encostou em parte de sua coxa. Sua visão se ajustou um pouco até quase poder discernir sua forma no chão. O vento soprava mais frio com o passar do tempo. Taehyung se deitou, movendo-se alguns centímetros pra longe de Hoseok. Virou-se de lado e usou o braço como travesseiro. A fome e a exaustão o perturbavam. Quando se deitou outro problema apareceu.

— Hoseok?

— O que foi?

— Preciso usar o banheiro.

Hoseok suspirou.

— Tudo bem. — Sentou-se. — Me dê sua mão que o levo a algum lugar mais longe na direção que estamos indo.

— Por quê?

Hoseok hesitou.

— Não quero sentir o cheiro de urina. E realmente não quero ficar contra o vento se for fazer mais do que isso.

— Oh. — Tae corou. Nunca tinha pensado nisso.

Hoseok puxou Taehyung de pé com gentileza e o médico o seguiu. O espécie andou mais ou menos uns vinte passos antes de parar.

— Pode fazer bem aqui. Vou ficar a mais ou menos uns cinco metros daqui. Também vou poder mijar enquanto faz o mesmo.

— Como vou saber que não vai me espiar?

Hoseok riu de repente.

— Eu sou depravado, mas isso não faz o meu gênero, Doutor. Vou voltar bem rápido, então se apresse.

Fazia quinze anos desde que Taehyung acampou pela última vez. Ele abriu o zíper  da calça e puxou seu pênis flácido para fora.  Estar cego não ajudava. Rezou para que Hoseok realmente não estivesse em algum lugar onde pudesse vê-lo. Ouviu algo caindo e sorriu. Terminou rapidamente e ajeitou as roupas e seu pênis. Andou alguns passos à frente e esperou.

— Espero que não tenha se enxugado com a mão. — bufou ele baixinho. — Me diga se fez isso para que eu não pegue na mão errada.

— Não fiz isso. — suspirou Taehyung. — Você é simplesmente doente. Alguém já lhe disse isso? Quem faria isso?

Hoseok riu.

— Eu não sei, mas queria ter certeza.

O espécie agarrou sua mão na dele e o levou de volta para o lugar onde dormiriam.

— Boa noite, Doutor.

— Pare de me chamar assim. É Taehyung. Por que não diz o meu nome? O que foi que eu lhe fiz para que não goste de mim nem um pouquinho?- Silêncio. A raiva aumentou. — Vou continuar falando se não me responder. Achei que queria dormir um pouco.

— Não se atreveria. Eu salvei sua vida carregando-o por milhas nas costas hoje.

— Claro que me atreveria. Diga-me o que eu fiz para merecer que você nem mesmo diga o meu nome. Eu quero uma resposta. Não tem ideia do quanto isso é irritante. Vou começar a chamá-lo de 215 se não desembuchar logo isso ou ao menos me explicar porque sente a necessidade de me deixar fulo da vida.

Um rosnado rompeu o silêncio da noite. Taehyung instantaneamente soube que tinha ido longe demais. Soube disso no segundo em que as palavras passaram pelos seus lábios, mas era tarde demais para fazer algo a respeito. Leu em algum lugar que todos os Novas Espécies odiavam ser chamado pelos números que lhes deram. Não pretendeu realmente insultá-lo. Só achou que aquilo o irritaria do jeito que ele o irritava chamando-o de qualquer coisa, menos Taehyung.

—Desculpe. Eu não quis angustiar você. — Sua voz suavizou. — Só quero saber por que se recusa a dizer o meu nome.

A dor perfurou Hoseok quando ele se lembrou do seu passado. Raiva rapidamente a seguiu. Era assim que Taehyung o via toda vez que o olhava? Como uma vítima? Com a criatura metade selvagem que tinha sido quando acordou dentro do hospital assumindo que ele era novo o bastante no complexo para ser tolo a ponto de deixá-lo desamarrado? Normalmente, com aquela oportunidade, Hoseok teria matado instantaneamente um macho humano. Ao invés disso, o agarrou. Nem tinha pensado em machucá-lo. Assim que teve o seu corpo preso debaixo do dele, seu cheiro tinha enchido seu nariz, e ele viu aqueles olhos incríveis, os lábios em formato de bico, e seu corpo urrou de volta à vida. O desejou mais do que qualquer outra pessoa  que já havia tocado. Tinha desejado ficar com ele pelo maior tempo que pudesse. Apreciar cada pedacinho dele e fazê-lo arder com a paixão que sentia. Teria ficado dias sem comida e água só para poder conhecer o seu corpo. Para possuir algo tão maravilhoso e proibido. Qualquer castigo teria valido a pena o preço de encher o prazer até que não conseguissem se mexer. Então e só então, o teria soltado de seus braços.

A lembrança do tempo que passaram poderia tê-lo feito durar anos quando sua mente ameaçava se fragmentar com a dor e a agonia que sofria regularmente. Claro que nada aconteceu do jeito que planejou. Tinha entrado em choque quando mais humanos entraram no quarto para imobilizá-lo, seus reflexos prejudicados pelas drogas em seu organismo, e acordou mais tarde para descobrir que seu mundo tinha mudado para sempre. Não estava mais preso dentro da cela, não estava mais acorrentado a uma parede, e os cheiros ao seu redor lhe garantiram que nada lhe era familiar. Eles o mantiveram amarrado, mas entendia por que isso foi necessário. Não teria os atacado, mas teria tentado fugir. Quatro mulheres em uniformes entraram, encostadas às paredes do quarto do hospital para informá-lo que foi resgatado, seu povo liberto, e explicaram lentamente que precisava se acalmar. Mostraram-lhe vídeos em uma pequena máquina de mais de sua gente, a filmagem gravada do resgate, e jurado que nenhum mal lhe aconteceria. Levou tempo para que caísse a ficha de que estavam mesmo lhe dizendo a verdade. O choque o abalou. As mulheres não pretendiam lhe fazer mal, não trabalhavam para Mercile, e aquela vida não mais existia. Tinha sido transferido do hospital para um motel em um lugar remoto no deserto com dúzias de sua gente. Todas as oficiais mulheres do exército foram designadas para protegê-los e garantir a segurança da locação. Os humanos logo perceberam que Novas Espécies não atacariam fêmeas humanas e tinham usado isso como meio de assegurar que não se sentissem ameaçados. Tinha funcionado. As fêmeas sequer levavam armas, a não ser as que faziam a patrulha do perímetro para manter os humanos afastados.

O governo  lhes prometeu um lugar próprio, onde seu pessoal poderia viver em segurança da imprensa e dos outros humanos que os viam como uma ameaça. Tinham lido livros, assistido televisão, e falado com humanos que respondiam todas as suas perguntas. Os meses passados no deserto esperando que o tal lugar terminasse de ser construído os acalmaram, garantindo-lhes que tinham direitos humanos, e a sua nova vida tinha começado  em Daegu. Ele foi de cobaia a homem. O Doutor obviamente não concordava. Para Tae, sempre seria 215. Aquilo machucava. Tudo que desejou era que o visse de uma forma sexual, como seu igual, e tinha ferrado isso para sempre o insultando, não o reconhecendo quando o encontrou de novo. Obviamente Taehyung não tinha a capacidade de perdoar em seu coração. A dor se transformou em raiva rapidamente. Maldito. Se existe um homem que merece algum descanso, sou eu. A lembrança de tocá-lo, de provar a sua pele, e do cheiro de sua excitação surgiu. Taehyung podia não pensar nele como um homem, mas seu corpo poderia ser persuadido ao contrário. Luxúria e desejo o invadiram. Talvez só precisasse ser ensinado sem sua mente bagunçando a verdade. Moveu-se antes de conseguir dizer a si mesmo que a ideia era louca. Duas mãos agarraram Taehyung de repente pelos ombros. Hoseok o levou ao chão, de costas, e acabou em menos de um segundo em cima dele. Taehyung lutou, mas não conseguiu que saísse de cima. Hoseok o prendia com o corpo. Tae abriu a boca, mas a mão do espécie o  fechou.

— Vai gritar e dizer àqueles assassinos onde estamos? O som pode ser levado a uma boa distância.

Tinha planejado gritar com ele. Sacudiu a cabeça. A mão instantaneamente o libertou. Taehyung empurrou Hoseok.

— Saia de cima de mim agora — sussurrou.

— Você quer saber por que eu não digo o seu nome, Taehyung? — Ele falou baixo com o humano, quase sussurrou. Tae engoliu em seco, surpreso que finalmente houvesse falado seu nome.

— Por quê?

— Por que isso o perturba do jeito que você me perturba todo tempo. Acho que é justo se eu o perturbo tanto quanto você me perturba.

— Como eu perturbo você? É você que sempre tem uma gracinha para dizer e quem sempre faz algum comentário rude de natureza sexual.

— É você quem eu morro por foder e quem me faz ficar todo doído. — Rugiu para Tae. — É mais perturbador do que as minhas gracinhas, Doutor. Confie em mim. Não o deixo tão duro que se preocupa se vai acabar rasgando a calça. É isso o que faz comigo.

Suas palavras o deixaram sem fala. Nunca esperou aquela resposta dele nem em um milhão de anos. De todas as coisas que poderia ter dito, aquelas nem teriam entrado em sua lista. Com a sua história traumática podia vê-lo odiando qualquer um na profissão médica. Também achou que ele podia achá-lo esnobe porque as pessoas sempre o acusavam de ser metido a besta. Não era sua intenção ser, mas simplesmente não sabia como se relacionar com as pessoas.

— Nada a dizer, Doutor?

Não sabia o que dizer. Hoseok rosnou.

— Você é uma megera fria, não é? Às vezes me pergunto se sente calor. — Hoseok fez uma pausa. — Sente um pouquinho de calor de vez em quando?

— Eu não sou frio.

— Sério? Consegue me enganar direitinho.

— Nem é justo de sua parte dizer isso. Não me conhece de verdade. Mal nos falamos a não ser para nos ofender ou dizer algo rude.

— Ummmm. — Ele se mexeu. — Fica quente para mim, Doutor.

Taehyung ofegou quando Hoseok levantou a barriga do seu corpo. Sua mão deslizou entre eles e pegou sua camiseta. Tae tentou agarrá-lo, mas Hoseok foi mais rápido. Ele puxou o tecido até seu pescoço e afastou suas mãos frenéticas.  Os mamilos de Taehyung foi exposto ao ar frio que golpeou sua pele.

— Lindo. — Hoseok rugiu antes de baixar a boca.

Taehyung empurrou desesperadamente o peito largo de Hoseok até que a boca dele se fechou em seu mamilo endurecido. Ofegou com a sensação chocante de lábios quentes e língua quente e áspera quando Hoseok sugou o bico  na boca. Hoseok rugiu, provocando vibrações. Taehyung ficou imóvel, parando de lutar. Era uma sensação erótica, algo que nunca havia experimentado antes, e então Hoseok  o sugou com fortes chupões. O estômago de Taehyung se agitou e não pôde evitar o gemido que passou pelos seus lábios entreabertos. A sensação do que Hoseok fazia era incrível. Arqueou o torso contra seu rosto para lhe dar melhor acesso e o mesmo tempo percebeu que não estava mais empurrando seu peito. Ao invés disso, seus dedos agarraram o seu uniforme ONE para mantê-lo mais perto. Hoseok sugava com força e seus dentes raspavam seu mamilo sensível. Taehyung gemeu mais alto. Encontrou seu cabelo e enterrou os dedos em seu escalpo, segurando sua cabeça no lugar. Seu coração acelerou e sabia que o seu corpo respondia de uma forma chocante quando o desejo quase o queimava vivo.

A outra mão de Hoseok empurrou sua coxa quando ele ergueu o corpo para deixar um pouco de espaço entre os dois. Empurrou suas coxas para abri-las mais. Tae ofegou quando ele o agarrou entre as pernas. Pressionou o sua mão no centro de sua calça e esfregou com firmeza bem em cima do seu pênis. Taehyung reagiu imediatamente quando a sensação se rasgou pelo seu corpo.

— Isso. — gemeu o humano.

Hoseok ficou imóvel, seu corpo inteiro enrijecendo sobre o dele. Sua mão saiu do seu sexo na mesma hora em que soltou seu mamilo com a boca. O ar frio atingiu seu mamilo molhado quando o espécie se afastou de si. Os olhos de Taehyung se abriram e  tentou vê-lo no escuro, mas ele só era uma sombra escura acima de si.

— É, você fica quente, mesmo. — disse Hoseok baixinho que quase não o ouviu.

— Hoseok? — Sua voz saiu estremecida e sem fôlego.

Hoseok soltou um palavrão pesado e rolou para longe de Taehyung. Sua forma sombreada ficou de pé. Tae se sentou, estremecendo com a dor repentina que rasgou seu ombro. Olhou em choque conforme sua forma seguia para longe dele. Mal se lembrava do seu peito exposto e rapidamente ajeitou sua camisa.

— Eu volto. — declarou Hoseok de maneira brusca. — Vou me certificar que ninguém nos ouviu.

— Mas…

Taehyung fechou a boca. Tremia e seu corpo doía. Aquele filho da puta.  Raiva se derramou dentro de si. Hoseok o excitou de propósito e deu  o fora, deixando-o para que lidasse com sua rejeição. É isso exatamente que aquilo foi. Praticamente havia implorado para que o possuísse. Pode não ter dito as palavras, mas o seu corpo tinha falado por si.

— Bastardo. — soltou.

Taehyung voltou a se deitar. Seu corpo formigava em todos os lugares errados.  Apertou os dentes. Virou-se de lado e levantou os joelhos para abraçá-los junto ao corpo. Aquele bastardo! Gritou em silêncio. O excitou só para ver se podia. Tae tentou achar uma posição confortável no chão duro e frio. Devia ter vasculhado as roupas que se espalharam pelo local do acidente atrás de uma camisa de mangas longas, mas durante o dia tinha sido quente por ali. Estremeceu e se abraçou mais. Horas passaram e Hoseok não voltava. Eventualmente, ficou com medo. Ele tinha simplesmente me abandonado ali? Algo aconteceu com ele? Aqueles homens o encontraram? Lágrimas encheram os seus olhos, mas Tae lutou contra elas, piscando rapidamente para conseguir. Com a minha sorte ele vai voltar bem em tempo de me vê chorando.

Hoseok odiava lágrimas. Tinha-o visto reagir à dor de Bart e tinha uma boa ideia de que a maioria dos Novas Espécies não tinha muita paciência com fraqueza. Eles viveram vidas muito difíceis e foram instigados em todos aqueles anos de cativeiro que aguentaram que fraqueza era algo ruim. Apostaria a própria vida que Hoseok nunca chorou. 



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