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História Slave - Capítulo 17


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Notas do Autor


Hoy! Tudo bom rapozinhas? Espero bem que estejam em casa fora desta loucura de pandemia cheios de trabalhos da escola como eu XD.
A história vai ser atualizada semana em semana, no máximo de 2 em 2 semanas.
Eu tenho várias outras histórias por terminar (shout out para aqueles que gostam de Cuphead! Vão ver as histórias mais recentes e vão encontrar as duas de Cuphead mais recentes :3) e algumas à espera de serem publicadas e de terem feita a sua respetiva capa.
Espero que continuem comigo nesta segunda temporada da mesma maneira que permaneceram na primeira!
Boa leitura e até já!

Capítulo 17 - Capítulo 1 - Rising King


 

                                                                                                                                                                              - FORA DE QUESTÃO! - berrou Atem totalmente fora de si.
- Vossa majestade, já passou mais de um ano. - suspirou Seth pesadamente. - Já revirámos o Egito inteiro e os reinos vizinhos, mas ela não foi sequer vista. Está na altura de vós aceitardes que ela já não se encontra com vida e seguir em frente.
Enquanto o Faraó encarava o seu sacerdote com os seus olhos a queimar de raiva, Solomon pronunciou-se:
- Apesar de frágil, ela é uma mulher inteligente. Não morreria tão facilmente. - murmurou. - Além disso, estar desaparecida não é a mesma coisa que estar morta.
Sentindo as suas esperanças ilusórias serem atiçadas, o coração do Faraó aqueceu em pura felicidade, mas rapidamente se arrefeceu quando o seu conselheiro continuou.
- Mas sabeis que é necessário uma rainha e um herdeiro urgentemente, para não falar de um novo mestre para Slyfer. - advertiu. - Estamos desde a guerra à procura de um possível mestre, mas todos os que não sejam Elizabeth acabam sendo vítimas da ira da criatura.
- Identifico-me. - grunhiu o Faraó num tom de voz baixo enquanto observava a criatura vermelha de pequena dimensão, brincar numa das colunas do salão. - Para quando pensais trazer as possíveis soberanas?
  Seth sorriu ao ver que o soberano finalmente caíra em si.
  - Hoje pela tarde, meu rei.
   Os olhos do moreno esbugalharam-se de espanto e o único som que saiu da sua boca fora um redondo "já?", enquanto Solomon apenas fechava os olhos e esfregava as têmporas temendo o futuro do reino.
   "O seu coração vai enrijecer novamente e só os deuses sabem o que tanta frieza vai custar ao Egito."
   - Tendes todos permissão para vos retirardes. - anunciou o Faraó, deixando-se cair sobre o seu trono, segurando a ponte do seu nariz irritada mente.
   Todos entenderam a irritação do Faraó e não demoraram a esvaziar o grande salão.
   - Ísis? - perguntou o Faraó. - Dizei-me que Seth está errado e que ela voltará.
   - Apenas o tempo poderá responder ao que me pede. - respondeu a sacerdotisa. - Mas por agora pense no futuro do reino como uma prioridade.

O Faraó desviou o olhar e gesticulou com a mão direita, indicando-lhe que se poderia retirar do grande salão.

Quando o salão ficou completamente vazio, o moreno já não conseguia mais reter-se e permitiu que lágrimas escorressem pelo seu rosto longo, permitiu-se ficar vulnerável, permitiu-se ser fraco.

Enquanto todas as emoções que ele tinha guardado e acumulado eram expostas pelos seus olhos, o mesmo agarrou na sua cabeça e murmurou pela milionésima vez nos três anos que decorreram vagarosamente.

- Ela vai voltar, ela vai voltar, ela vai voltar.

Foram várias as vezes que ele repetiu a mesma coisa na tentativa de enganar a dor com falsas esperanças, mas o seu peito já não aguentava tanta falsidade e ele próprio já se começava a aperceber do quão infantil ele estava a ser.

- Ela não vai voltar. – murmurou por fim, enrolando o seu corpo numa bola defensiva sobre o trono. – O que é que ela terá pensado de mim enquanto me via do outro mundo? Vendo que tudo o que fiz foi andar depressivo ao invés de cumprir com as minhas promessas.

Um leve sorriso triste despertou dos seus lábios e o mesmo ergueu-se do seu trono e dirijiu-se para a ala dos arquitetos.

- Nethen! – chamou.

- Meu Faraó. – respondeu o negro de cabelo castanho da sua mesa de trabalho.

- Quero um templo tão grandioso quanto as Pirâmides fúnebres dos meus antepassados. Quero que tenha a forma piramidal como as pirâmides, mas que seja muito mais alta e feita do melhor mármore.

- Onde o quer majestade? – perguntou Nethen, tomando notas da recente ordem.

- Na parte traseira do palácio, onde as margens do Nilo e o Jardim se cruzam.

- Uma área demasiado reservada para algo tão grandioso. – comentou o arquiteto confuso. – A obra será escondida pelo palácio e pela vegetação do jardim.

- Ainda melhor. – confirmou o soberano. – E para completa, quero flores de lótus esculpidas nas pedras ao invés dos padrões básicos. Na sala principal do templo quero a imagem da minha escrava esculpida pelo teu melhor escultor. Os hieróglifos devem contar os seus feitos na guerra e ter em conta a sua relação quase maternal com Slyfer. Adiciona também o seu trabalho no jardim.

- Certo.

- Quanto tempo.

- Um ano, se for feito com a perfeição e a rigidez que me pede.

- Começarás amanhã e se eu gostar do avanço do trabalho, a tua recompensa será duplicada. – sorriu o moreno.

Um sorriso ganancioso apareceu sobre os lábios do arquiteto e o mesmo despediu-se do soberano com energia.

~|º.º.º|~

- Ainda estou para descobrir que raio rouba a tua tenção aí fora, Nefretari. – riu uma voz feminina, chamando a atenção da mulher de estatura média que se debruçava sobre a varanda de pedra bem polida. – O sol vai subir daqui a pouco e vai ser perigoso para ti.

A mulher albina voltou-se na direção da mulher sorridente.

- Eu sei que posso parecer egoísta, mas eu sinto que não pertenço aqui, que tudo o que estou a viver é um erro. – murmurou, encarando as suas mãos. – Tendes certeza de que não sabeis mais nada das minhas origens?

A mulher nobre de cabelo negro e olhos de avelã apenas rolou os seus obres e respondeu entre um longo suspiro:

- Já se passaram mais de dois anos, quantas vezes já não te respondi à mesma pergunta?

Nefretari baixou a sua cabeça em resposta.

- Foste encontrada na margem do rio pelos guardas bastante magoada, como se tivesses vindo de uma guerra. Foste trazida como uma escrava para o palácio e quando acordaste não sabias de nada. Não sabias quem eras, onde estavas ou sequer sabias como te chamavas. Quando me foste dada como prenda no meu vigésimo terceiro aniversário, eu tornei-te na minha aia principal e juntas decidimos chamar-te Nefretari. – recontou uma vez mais. – Quanto às tuas origens, desconfiávamos que eras uma nubiana pelas tuas feições, mas depois de reparar que estavas habituada a temperaturas mais elevadas, supus que tivesses vivido no Egito.

- Desculpa, Kimpa. Desde que acordei naquele dia que me sinto como se fosse uma peça de um puzzle que teima em se encaixar noutro. – Comentou. – Acho que já te fiz repetir tantas vezes que eu mesma já decorei.

Kimpa sorriu e colocou um braço sobre os ombros da sua aia.

- É compreensível, se eu acordasse num lugar desconhecido sem me lembrar de nada também estaria doida pra descobrir as minhas origens. – Sorriu. – Apenas quero que te lembres que és como uma irmã para mim, estarei aqui para te ajudar em tudo.

- Eu sei, agradeço-te por isso.

E com isso, ambas voltaram a entrar no palácio, onde um dos mercenários secretos esperava a presença da princesa herdeira.

- Vossa majestade. – saúdou com uma vénia. – O vosso pai requer a sua presença no salão junto dos seus irmãos.

Kimpa concordou com a cabeça e apressou-se a mover-se pelo corredor até ao salão.

- Se ele assim o deseja. Vamos Nefretari! – Chamou.

A albina concordou com a cabeça, mas antes de se retirar junto da princesa, olhou para o homem moreno de cabelo negro, bastante encaracolado, que destacava os seus olhos verdes.

- Descobriste o que te pedi? – questionou com um tom sério.

- Falamos no salão quando todos estiverem focados na família real e alheios ao restante à sua volta. – respondeu no mesmo tom.

Nefretari concordou e ambos alcançaram Kimpa, acompanhando-a até ao grande salão.

*#Fim do Primeiro Capítulo#*


Notas Finais


Terá acabado tudo o que foi construído na temporada um? Será que a dádiva que a vida deu aos nossos personagens terá sido drástica ou uma dádiva divina?
Espero que tenham gostado e se sim, não se esqueçam de favoritar e/ou comentar, é bom saber quando as pessoas apreciam o nosso trabalho e realmente gostam do que lêem.
Tchau! Beijos de magia.


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