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História Slave (Taekook) - Capítulo 20


Escrita por: sinbecca

Capítulo 20 - Liberdade


Fanfic / Fanfiction Slave (Taekook) - Capítulo 20 - Liberdade

A primeira noite de liberdade, foi silenciosa. Kai tinha deixado eles em um bairro deserto de Incheon. Num casarão de dois andares no final da rua, escondido entre a vegetação e comandado por um homem chamado Chanyeol. Kai apenas ficou tempo o suficiente para comer alguma coisa, e logo, ele se despediu do Taehyung, do Jungkook e do Jimin.   

Taehyung e o Jungkook, ficaram alojados em um quarto nos fundos do primeiro andar. Depois que o Chanyeol lhes entregou toalhas e lençóis limpos, o rapaz se retirou do quarto para acomodar o Jimin, no sofá da sala.  

Jungkook parecia exausto. Taehyung tinha a intuição de que a luta que o garoto travou com seu pai, estava se repetindo na mente dele. A longa viagem havia sido quieta demais, apenas interrompida com as incessantes perguntas que o Taehyung fazia de hora em hora, para saber se o Jungkook estava realmente bem. Contudo, as únicas respostas que ele recebia, eram curtos acenos de cabeça do garoto.  

Assim que se deitaram na cama, os dois rapidamente adormeceram juntos. Jungkook com o dedão entre os lábios, a cabeça encostada no peito largo do Taehyung e o corpo colado no seu.  

No meio da noite, quando a lua estava alta no céu e a melodia da noite cobriu o casarão, Taehyung acordou com o barulho dos passos inquietos do Jungkook. O garoto andava de um lado para o outro no quarto, com a testa franzida.  

— Qual o problema, bebê? – o moreno perguntou, a voz ainda rouca de sono.  

Taehyung sentou na cama, pegou um bloquinho de anotações que ele havia deixado no chão e, junto com uma caneta, entregou ao Jungkook. Quando seu amor voltou para cama, Taehyung começou a alisar suas costas em movimentos circulares, numa tentativa de acalmá-lo, enquanto ele escrevia.  

Sonho Ruim. NÃo é A nossA cAsA. NÃo é nossA cAmA.  

— Você teve pesadelos?! Está tudo bem, Kookie.. Eu estou aqui. Foi só um sonho ruim. Sei que estamos em um lugar diferente. Mas, o que tínhamos antes.. Era só uma casa. Só uma cama. Eu não estou preocupado com nenhuma dessas coisas, que deixamos para trás. Porque tudo o que eu preciso, é você na minha vida. Nós podemos aprender a superar nossos medos juntos e construir uma nova vida aqui, um novo lar.  

Jungkook encarou o seu Mestre com olhos atentos, enquanto Taehyung falava, como se estivesse memorizando cada frase, querendo absorver tudo. Cada palavra que o moreno lhe oferecia, era que nem água para matar sua sede. 

Taehyung instigou o Jungkook a deitar na cama novamente, seus lábios gentilmente capturando os do garoto. Sons de beijos molhados preencheram o pequeno quarto. Suas bocas dançavam num ritmo suave, atraente e harmônico, igual às diferentes cores que pintam o céu no pôr do sol num final de tarde de verão. O equilíbrio perfeito entre luz e escuridão. Jungkook soltou gemidos, à medida que Taehyung pressionava o peso do seu corpo contra o torso do garoto. Seus pênis fazendo uma fricção deliciosa, com cada movimento de quadril que o moreno realizava.  

Taehyung sabia que numa noite como aquela, sexo deveria ser a última coisa em suas mentes. Por outro lado, todo o desgaste psicológico que eles vivenciaram nas últimas 24 horas, exigia algum tipo de alívio e no momento, essa era a solução mais confortante.  

A transa dos dois não saciava apenas as necessidades carnais, mas também, proporcionava paz de espírito. Era uma troca de carinhos, um momento de extrema intimidade, onde eles se sentiam mais fortes e vulneráveis ao mesmo tempo. Momento no qual, eles conseguiam materializar, ao máximo, o amor que compartilhavam um pelo outro.  

Jungkook estremeceu de prazer quando os dedos do seu Mestre, que estavam preparando sua entrada, foram substituídos pelo seu membro. — Nós vamos proteger um ao outro. Cuidar um do outro. Não precisamos de mais nada, além do nosso amor. – Taehyung falou, com uma voz abafada, contra os lábios entreabertos do submisso, enquanto o penetrava.  

 

**

 

[Quatro meses depois] 

 

Taehyung não se tornou um ator. Ele trabalhava como professor para o Movimento Abolicionista, ensinando os escravos recém-chegados da Coréia do Norte a escrever e ler. Não era o que ele tinha sonhado para si, quando criança. Estava longe de ser o que ele esperava fazer da vida. Mas, o moreno tinha nascido para isso. Para ser paciente, gentil e encorajador. Para melhorar a vida das pessoas e lhes dar esperança.  

O jovem Mestre olhou para sala de aula. Mesmo que estivessem no Sul, em um lugar bem mais tolerante, o local era ocultado do conhecimento público. Agora, Taehyung usava um sobrenome diferente, um que ele achou rabiscado entre as páginas do Manual que veio junto com o Jungkook. E ainda que hoje, ele se chamasse Jeon Taehyung e andasse escondido por uma camada de barba e óculos, o moreno precisava tomar muitos cuidados. De acordo com Jung Hoseok, a foto do Taehyung estava espalhada por toda Pyongyang, com as palavras "Procurado Por Tentativa de Assassinato" escritas em vermelho.  

A Coréia do Sul era um mundo diferente. Mesmo que os Mestres tivessem o direito de conceder cartas de alforria para seus escravos, 70% de sua população ainda fazia o uso de submissos. Já que os escravos eram tão dependentes e não possuíam nenhum tipo de educação, as cartas de alforria não passavam de um gesto simbólico. Os submissos, quase sempre, permaneciam ao lado dos seus Mestres originais.  

No Sul, os escravos não eram, nem de longe, tratados da forma brutal como acontecia na Coréia do Norte. Torturas não eram normas aqui, eram algo incomum e rejeitado pela maioria dos habitantes. No geral, a obrigação dos escravos se limitava a limpar casas e carregar feiras, ou algo do gênero. Eles também podiam ser usados para o sexo, o que sempre foi o propósito principal, mas na Coréia do Sul, não era comum dividir submissos ou praticar o ato em público. Humilhações não eram amplamente executas. Não existia nenhum tipo de restaurante que se assemelhasse com o Francisco's, no Sul. Os restaurantes permitiam que seus clientes saboreassem a comida, do jeito que os Donos julgassem adequado. Alguns escravos sentavam, obedientemente, no chão e comiam de vasilhas. Outros, comiam igual aos seus Metres, sentados numa cadeira e usando talheres. Taehyung ainda não havia presenciado nenhuma cena que envolvesse escravos tendo que se fazer de bandejas, e suportar a temperatura de comidas quentes. 

 

A sala de aula estava quieta. Claro. Taehyung era o único que sabia falar no recinto. No momento, havia seis escravos em sua sala, incluindo o Jungkook, que foi promovido a assistente. Ele caminhou pela sala, para tomar nota do progresso de cada um. Jimin estava sentado na última carteira, repetindo o nome "Min Yoongi" no seu caderno preto. O submisso loiro sempre tendia a se isolar com o Taemin, toda vez que o seu Mestre demorava para visitá-lo.  

Min Yoongi tinha conseguido retirar todo o dinheiro da poupança e com a ajuda do Hoseok, se mudou para Seoul junto com seu pai. Ele havia arranjado um bico de técnico de som, em um dos programas de entretenimento. A renda mensal era razoável, mas ainda assim, não o suficiente para auxiliar as despesas do tratamento do seu pai e alugar um apartamento espaçoso em Incheon, para viver mais perto do seu amor. Apesar dos obstáculos, Min Yoongi estava fazendo o possível para juntar mais dinheiro, enquanto procurava um emprego melhor em Incheon. Mas, infelizmente, esse processo era lento e Jimin às vezes, não reagia muito bem a distância entre os dois.  

 

Jungkook estava sentado na primeira carteira, ao lado de um dos escravos recém-chegados. Fazia dois meses que o Yugyeom havia entrado para "classe", ele era um garoto jovem, talvez da idade do Jungkook e provavelmente por esse motivo, apresentou grandes avanços nesse curto intervalo de tempo.  

A maioria das lições eram feitas "em particular". Taehyung trabalhava com um aluno de cada vez, enquanto o resto da turma esperava, pacientemente, em seus assentos ou folheavam algum livro infantil. O processo era o mesmo com todo o aluno novo que chegava. Primeiro, o Taehyung lia "Boa Noite, Lua" inúmeras vezes. Depois, lia apontando para cada palavra que ele falava em voz alta. Em seguida, ensinava os escravos a segurar um lápis e escrever todas as palavras do livro, repetidamente.  

Excluindo Jimin e Jungkook, Yugyeom era o aluno mais avançado da sala. Taehyung observou, com um sorriso orgulhoso no rosto, o Jungkook se inclinar na mesa do Yugyeom para analisar de perto o que o seu novo amigo estava escrevendo. Jungkook gentilmente pegou o lápis amarelo em sua mesa, apontou para o caderno do Yugyeom, apagou e depois, escreveu alguma coisa. Yugyeom estava praticando uma palavra nova. O nome do seu Mestre. Começava com "M" e era bem curto, sendo assim, o garoto não teve muita dificuldade em reproduzir a palavra repetidamente em sua folha. 

Taehyung deu uma espiada no caderno do submisso, para conferir. Jungkook ergueu a cabeça, sorrindo e apontando para a o trabalho do Yugyeom. O moreno percebeu que a caligrafia do seu novo aluno ainda era trêmula e irregular, mas ele estava fazendo um ótimo trabalho. 

— Ele é inteligente. Não acha, Kookie?  

Jungkook assentiu, entusiasmado, enquanto o Yugyeom roía a unha, envergonhado. 

— Eu soube ontem, que o Mark vai fazer uma visita na próxima semana. Ele vai ficar muito orgulhoso com seu progresso.  

Dessa vez, Yugyeom recebeu o elogio com um sorriso largo. Ele arrancou a folha de papel e entregou para o Taehyung. — Em breve, você vai poder entregar o papel a ele pessoalmente. – o moreno disse, alisando o cabelo do escravo. — O que acha de fazermos um intervalo e irmos até o sofá? Nós podemos ler um novo livro e assim, você aprenderá mais palavras. O que acha? Quer aprender a ler um livro novo? – Yugyeom assentiu, com os olhos voltados para chão, por puro hábito.  

— Yugyeom-ah, você pode olhar para mim a qualquer momento. Ok?  

O submisso assentiu novamente e ergueu os olhos. — Você não vai agradecer ao Jungkook por ter te ajudado, hoje?  

Yugyeom se levantou para seguir o Taehyung até a área de leitura, mas antes, se virou para o Jungkook e ambos trocaram cumprimentos, tocando os punhos cerrados. Jungkook havia ensinado a todos os escravos da sala, o cumprimento que o Kai havia lhe ensinado. Ele também ensinou a todos os seus respectivos Mestres, às pessoas que moravam no casarão e aos membros do Movimento que iam e viam. Jungkook queria fazer amizade com todos.  

Taehyung nunca deixou de elogiar o Jungkook pela sua assistência e ele sempre teve o cuidado de ensinar a todos os alunos, como apreciar e respeitar a ajuda que o Jungkook lhes oferecia. Na verdade, o Taehyung não precisava se preocupar muito com isso, porque o Jungkook era uma luz de esperança e todos eram atraídos naturalmente pela sua personalidade. Os escravos, os garçons dos restaurantes que eles iam, os taxistas, os membros do Movimento. Todo mundo. Jungkook era engraçado, doce e muito expressivo, mesmo sem a habilidade da fala. Ele era corajoso e confiante. Vê-lo interagir com o mundo ao seu redor, distribuindo sorrisos e ver todas as pessoas que cruzavam o seu caminho, partirem mais otimistas do que antes, era realmente lindo.  

Logo na primeira semana que sucedeu a sua chegada em Incheon, Taehyung levou o Jungkook para o Fórum de Justiça, para registrá-lo como um homem livre, mas o garoto fez um escândalo. Ele se jogou no chão e enrolou os braços em volta das penas do moreno, que nem um coala, tentando gritar "não", com mais clareza possível.  

Naannnnn!!!  

Jungkook queria pertencer ao Taehyung. Ele não queria se afastar do moreno nem por um segundo. Jungkook desejava continuar se submetendo ao seu Mestre, seu amor, e mesmo que o Taehyung não almejasse que a dinâmica do seu relacionamento se resumisse a esse aspecto, ele sempre iria conceder ao Jungkook, tudo o que ele quisesse. Mas Taehyung ia tentar novamente. Dali a alguns meses, ele iria encorajar o Jungkook a se registrar. Seria apenas simbólico. Porque o Jungkook pertencia ao Taehyung e sempre pertenceria. O moreno não pensava no Jungkook como um mero escravo e isso era o que realmente importava.  

Não havia mais necessidade para abusos e maus-tratos, mas Jungkook ainda pedia por uma surra na bunda, de vez em quando. Geralmente, quando ele estava com raiva de si mesmo ou frustrado. Taehyung tentava guiá-lo a pedir por consolo, no lugar de surras. Contudo, suas tentativas quase sempre deixavam o Jungkook com mais raiva, então o moreno acabava cedendo no final. Pelo menos o Jungkook agora comia na mesa, sentado na cadeira usando colher. Ele ainda sentia dificuldade em pegar os hashis.   

Os escravos da classe, se vestiam em diferentes níveis. Taehyung queria incentivá-los a se vestirem como homens livres, mas o fato do namorado do Professor e pupilo número 1 da sala, se recusar a vestir direito e preferir andar por aí só de short, não ajudava muito à causa do Taehyung. Pelo menos, o Yugyeom usava calças. Jinyoung conseguia se vestir dos pés à cabeça. Youngjae chegava na sala totalmente vestido, mas no meio da manhã, uma pilha de roupas surgia ao lado de sua carteira. Jimin e Taemin, dependiam muito do humor. Um dia eles apareciam usando apenas bermudas, outro dia só camisetas. 

 

Sem nenhuma instrução, Jungkook arrastou a cadeira até a mesa do Youngjae e colocou uma folha de papel em branco e um lápis na sua frente. Youngjae estava tentando aprender a palavra "Amigo". Jungkook escreveu a palavra no papel e depois, ajudou o Youngjae a segurar o lápis da maneira correta e continuou segurando a mão do rapaz, para que pudessem escrever juntos. Depois de escrever a palavra "Amigos" três vezes, o Youngjae pegou o jeito e começou a escrever sem a ajuda da mão do Jungkook para guiá-lo. O garoto continuou sentado ao lado do mais velho, repetindo a palavra "Amigo" no seu caderno, para dar um bom exemplo à classe, mesmo que ele já dominasse essa palavra.  

Na metade da leitura com o Yugyeom, Taehyung escutou barulhos vindo da porta aberta que dava para o corredor. Então, o moreno entregou o livro para seu aluno e lhe instruiu que, ao menos, olhasse todas as palavras e virasse as páginas por conta própria. Prof. Song entrou na sala de aula, com um semblante cansado devido a longa viagem, mas com um sorriso no rosto. Jungkook pulou da cadeira para "cumprimentá-lo com o punho", olhando ansioso na direção da porta na espera de mais visitas. 

— Desculpa, Kook-ah. Não pude trazer nenhum amigo, hoje. Mas, um passarinho me contou que Kai vai chegar aqui em breve, com alguém que você, provavelmente, vai gostar de ver. – Prof. Song disse. Ele caminhou pela sala e Taehyung o seguiu, até pararem na frente da carteira do Youngjae. Ambos observando o rapaz escrever a palavra "Amigo" sem parar.  

— Ótimo trabalho Youngjae. Você está melhorando! – Prof. Song o elogiou e Youngjae ergueu a cabeça, ele não sorriu, mas os seus olhos inexpressivos, ganharam mais vivacidade com o comentário do mais velho. 

— Ele está pegando o jeito aos poucos. Youngjae já consegue reconhecer todas as palavras no livro. Isso é só o começo. – Taehyung afirmou, com um sorriso cheio de orgulho pelo seu aluno.  

Prof. Song deu dois tapinhas no ombro do Taehyung. — Obrigada pelos seus esforços, filho. 

Os dois homens olharam em volta da sala. Escravos folheando livros em suas mesmas, alguns escrevendo. Jungkook tinha se dirigido ao sofá onde o Yugyeom estava sentado, apontando para as palavras e figuras correspondentes, ensinando da melhor forma que podia.  

— Eu ia me tornar um ator. Eu queria que minha arte movesse o coração das pessoas. – Taehyung comentou. 

— Mas, você está tocando o coração das pessoas. – Prof. Song respondeu. — Você é fonte de inspiração para uma nova geração. 

Taehyung fez com que o Prof. Song se sentasse ao lado do Youngjae e demostrou como ler uma história, apontando para as palavras à medida que lia cada frase. Professor Song tinha um escravo em Pyongyang, mas ele visitava Incheon duas vezes ao mês, para participar das aulas de Mestres que o Taehyung também lecionava. O moreno ensinava-os como ensinar os submissos a aprenderem, da maneira mais prática possível. 

Taehyung voltou a ler no sofá para o Yugyeom, com o Jungkook do lado e o Prof. Song continuou trabalhando com o Youngjae. Depois de um tempo, a porta da sala se abriu novamente. Por alguma razão, sextas-feiras eram o dia mais agitado da semana.  

— Eu aposto que é pra você, Kook-ah. – Prof. Song disse, dando uma piscadela na direção do Jungkook.   

O garoto pulou do sofá e correu em direção à porta, assim que o Kai a abriu. Atrás dele, estava o Jin. Jungkook sorriu, igual a uma criança em noite de Natal, fazendo o coração do Taehyung derreter. Jungkook deu dois tapas fortes nas costas do Jin e o abraçou. Em seguida, usou os dedos para levantar o queixo do mais velho, imitando o gesto que o Taehyung sempre fazia, para forçar o contato visual. Por último, pegou a mão do Jin, ensinando ao escravo o seu toque de mão. E tudo isso, antes mesmo que o Taehyung pudesse se levantar do sofá para cumprimentar as visitas.  

— Kai! – Taehyung disse, com sinceridade e gratidão transbordando na sua voz. — Você os encontrou!! Namjoon veio com vocês? – ele perguntou, esperançoso. 

— Não.. – Kai respondeu e o coração do Taehyung pesou. Ele ainda lembrava com clareza, o desespero do Namjoon. Será que tinha sido tarde demais?   

Antes que o Taehyung pudesse articular outra pergunta, Kai continuou a falar. — Ele vai passar aqui no próximo final de semana. Agora o Namjoon é membro ativo da Resistência, não te informaram? Ele está encarregado das "encomendas".. ele sabe fazer um reconhecimento perfeito da região, navegar pelas estradas e evitar as autoridades. Namjoon quis se envolver de verdade. Hoseok viu a oportunidade de usar o conhecimento dele em línguas e colocou o rapaz para revistar as todas bibliotecas da Coréia do Norte inteira. E depois que ele terminar, vai seguir para outro país. O Namjoon é muito inteligente.  

Taehyung assentiu, concordando. O rapaz tinha um instinto de lutador escrito na testa e Taehyung ansiava o dia em que, finalmente, pudessem se encontrar de novo e apertar as mãos.  

Kai foi para o fundo da sala e sentou numa mesa vaga, ao lado do Jimin e Taemin, como ele sempre fazia. Os três haviam criado uma amizade, em pouco tempo, mas era como se fossem amigos de infância. Tirando o Yoongi e obviamente, o Taehyung, Kai era o único Mestre que Jimin tinha criado laços. O loiro ainda não conseguia se sentir tão confortável na presença de outros Mestres, igual ao Jungkook. Talvez, por conta de todas as atrocidades que ele sofreu nas mãos do Woobin e de seus amigos.  

— Hey, Jiminie! Que bico é esse ein?! Está sentindo muita falta do Yoongi? – Jimin respondeu "sim" com a cabeça e escreveu "Muita SauDaDe" no caderno.  

Taemin deu três tapas no ombro do Jimin, com a intenção de confortá-lo. O submisso ainda não tinha aprendido medir a força e usar gestos delicados.  

— Aigoo.. Não fica assim Jiminie. Vou te contar um segredo.. O Yoongi me disse que vai tentar vir aqui no meio da próxima semana... algo sobre fazer um passeio surpresa com você. O que acha? – na mesma hora que as palavras saíram da boca do Kai, o rosto do Jimin se iluminou. 

MestRe veM? JiMin feliz!! 

Taemin também pegou o seu caderno e começou a escrever.  

JiMiN FeliZ, TaeMiN FeliZ!! 

Kai não conseguiu conter o sorriso, com a genuinidade dos sentimentos dos dois submissos. Era algo tão puro, tão inocente, tão lindo de se ver e uma das recompensas que faziam valer a pena, as horas comprometidas que ele poderia estar aproveitando ao lado do seu amor, Kyungsoo.  

 

Taehyung, que estava observando a interação dos três de longe, se aproximou. — Vai passar a noite aqui?  

Kai ergueu a cabeça, olhando na direção do Taehyung. — Não, tenho que voltar ainda hoje. Hoseok precisa de mim. O Norte está reforçando a segurança na fronteira com o Sul e está cada vez mais difícil de transitar. Principalmente, sem a companhia de um escravo bem surrado. Estamos tentando achar uma solução para isso.   

— Eu imaginei que um dia, eles iriam fazer isso.. Mas, não se preocupe. Tenho certeza que vocês vão pensar em algo, Hyung. – Taehyung encorajou o mais velho.  

— Obrigado pelo apoio, Taehyung-ah. – Kai disse, voltando a atenção para os dois rapazes sentados ao seu lado.  

Assim como todos os outros obstáculos, eles irão superar esse também. Disso, Kai não tinha dúvidas. 



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