História Sleeping Giants, a True Damage Chronicle - Capítulo 4


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Categorias League Of Legends (LOL)
Personagens Akali, Ekko, Lucian, Qiyana, Sona, Yasuo
Tags Akali, Ekko, League, Lol, Qiyana, Senna, True Damage, Yasuo
Visualizações 22
Palavras 1.297
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ficção, Mistério, Policial
Avisos: Drogas, Insinuação de sexo, Nudez, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Ao longo da semana eu pretendo escrever capítulos mais longos como forma de teste.
Boa leitura.

Capítulo 4 - 3. Brainstorm. Amor próprio.


Fanfic / Fanfiction Sleeping Giants, a True Damage Chronicle - Capítulo 4 - 3. Brainstorm. Amor próprio.

Akali verificou o relógio quando todos finalmente estavam reunidos novamente na antessala. Estavam quase quinze minutos atrasado para a reunião de planejamento realizada na segunda quarta-feira daquele mês. Não os culpou. O ritmo de L.A os deixava mais relaxados. Até ela própria sentia-se mais leve. Mas agora, eles precisavam de foco. Planos preliminares para a próxima canção foram delineados e as decisões sobre o conteúdo da faixa foram tomadas com vários meses de antecedência, mas agora que finalmente começariam a gravar, era o momento de retoma-las.

Ekko pediu desculpas por sua chegada tardia e murmurou uma explicação que ninguém ouviu ou pelo menos se deu ao trabalho de reconhecer. Estava visivelmente cansado. Qiyana riu consigo mesma. Além deles Senna também parecia mais lenta e Qiyana mais quieta do que de costume. Yasuo era o único que parecia o mesmo de sempre. Senna viu imediatamente que o engenheiro de som estava ausente, o que deixaria a confecção das primeiras amostras na mão de Yasuo. Significava também, que o plano seria gravar apenas as bases em L.A, e depois se mudar para novos lugares. Ekko não pareceu aprovar, mas guardou seus comentários.

"Na K/DA normalmente, trabalhamos com um ou dois singles antes do álbum e depois selecionamos mais um ou dois. Tudo depende da recepção do publico. Sempre tem uma faixa no disco que fica muito popular entre os fãs." Akali começou. "Giants foi devastadora. Mas acho que podemos ir contra o fluxo do raciocínio e mudar totalmente de vibe. Isso nos dá bons três meses para produzir nossas musicas".

"Então, qual é o tema?" Senna se perguntou em voz alta enquanto se servia um café da garrafa térmica.

"Yasuo veio a mim semana passada com o esboço de um conceito. Você assume daqui?" Akali disse e os rostos se vivaram para o Samurai.

"Amor próprio", disse Yasuo. "Ou seja, como tudo ao nosso redor tenta diminuir quem nos somos e nos fazer abaixar a cabeça. Nesse caso, principalmente o nosso publico. Nos sentimos isso como artistas e mesmo nós temos uma posição privilegiada".

“E como começamos”? Ekko levou as mãos para trás da cabeça.

"Pela introdução", disse Akali. "Eu estava pensando no álbum ter mais de oito faixas e um solo de cada um de nós. E um remix ou faixa instrumental do Yasuo, algo que ele sinta que pode suprir a necessidade".

“Geralmente sou o que trabalha mais”. Yasuo fez um comentário gerando risos.

“Senna, a abertura do disco deveria ser um solo seu” Qiyana comentou. Os olhos voltaram para ela. “Eu sinto que isso seria um impacto enorme. Algo com uma vibe Lo-fi, um instrumental mais simples”.

“Senna carregando tudo na voz, to sentindo” Ekko respondeu com os olhos fechados imaginando “Um acid jazz com estilo lo-fi e a Senna cantando sobre...”.

“Amor próprio” Senna completou com um sorriso. “Acho que temos um conceito. Foge bastante do que Giants foi em sonoridade, mas ao mesmo tempo se relacionam bem”.

“Podemos fazer isso e no final criar uma espécie de ponte, onde esse acid jazz é gradualmente substituído pelo som do mundo real e das musicas sem alma”.

Akali sorriu.

“E no final podemos pegar aquela reportagem que falou mal de nós e colocar no final depois que a introdução da Senna diminui” Qiyana se sentou enquanto olhava para o alto. A Cabeça tentava selecionar as melhores ideias.

“Gosto. E após essa ponte...” Akali respondeu se levantando.

“Giants começa”. Yasuo disse. Todos sorriram sem esconder.

A abertura que constata o amor próprio como fonte de força da à sensação de que tudo o que eles precisavam para lutar habitava dentro deles e que as forças externas da indústria não poderiam impedi-los. Enquanto a abertura se mostraria mais reflexiva e intimista, como alguém com seus olhos fechados lembrando-se de que ela se ama, Giants surgia como uma reafirmação do mesmo tema, porém dessa vez sendo mais agressiva e gritando ao mundo que eles eram imparáveis.

"Ótimo", disse Akali. "O tema do disco é o amor próprio. O ponto que precisamos ressaltar é que o mundo não pode nos impedir e que nada que eles fizerem ira abalar o nosso espirito e que essa indústria musical deve ser exposta e tratada como merecem. Agora vamos indo."

O restante do dia foi produtivo. Ao passar de horas, a True Damage sairá de conceitos para dezenove esboços de versos, rimas, punchlines e melodias sobre amor próprio, a podridão da indústria. Qiyana tinha uma versatilidade inegável e transitava do rap para linhas melódicas com graça. Às vezes, a própria se forçava a focar mais no rap, principalmente quando Akali e Ekko entravam em concordância em fazer um verso que para os presentes ali, demoliria prédios inteiros. Dois MC's que pareciam atingir o nivel de deuses. Era quase impossivel não sentir a energia no ar.

Senna e Yasuo estavam focados em confeccionar a demo da abertura. As melodias escolhidas com influencia de acid jazz e lo-fi hip hop se provaram agridoce e nostálgica. Exatamente aquilo que Senna esperava. Yasuo exibiu o instrumental para os colegas e todos aprovaram, com direito a Akali e Ekko improvisarem linhas em cima do beat.

O processo de composição de Senna por sua vez era diferente dos colegas. Com a graça de alguém que caminha como pertencente a aquele lugar, Senna entrou na cabine de gravação, deixou o instrumental soar enquanto Yasuo mantinha o REC. Ligado. O que surgiu a seguir foram vocais intensos e linhas sobre o amor próprio que não rimavam exatamente, e sim procuravam acertar ou se encaixar com o instrumental. Era algo extrassensorial. Intenso como um sopro na alma. Senna saiu da cabine e encontrou Qiyana e Ekko fazendo expressões chorosas.

“Foi à coisa mais linda que meus ouvidos já escutaram. Eu me amo”. Disse Ekko fingindo chorar.

“Senna da True Damage conta comigo pra tudo...” Qiyana disse também fingindo emoção.

Senna se divertia a valer, piadas a parte, os membros nunca cansavam de se mesmerizar com a capacidade da colega de grupo. Yasuo adotava agora uma faceta seria e concentrada, como se pudesse ver além das cores nuances e tons do musica. Girou a cadeira e foi virou-se para o grupo.

“Vai demorar um pouco, querem deixar os rascunhos aqui”? Perguntou Yasuo.

“Claro. Senna fica para concluirmos a primeira demo. Livre acesso ao estúdio caso tenham alguma outra ideia. Só não atrapalhem o Yasuo” Akali disse para Qiyana e Ekko.

“Seis meses. Já sabemos o estilo do Samurai. Mas ele não trouxe a katana hoje”. Ekko disse bem humorado.

“Tem certeza disso?” Yasuo cruzou os braços com uma cômica expressão raivosa.

“Você sabe que eu tenho”. Ekko imitou a careta e sorriu logo em seguida. “Vou ficar pelos arredores. Não quero ser arroz de festa para paparazzi hoje”.

“Bem, eu vou fazer umas compras. Akali?”.

“Tenho um tempo livre, acho que vou meditar um pouco e me preparar. A partir de amanhã a jornada de trabalho aumenta com a True Damage e a K/DA no mesmo continente”.

“Vou torcer por você”. Qiyana disse se preparando para sair. “E quando vamos conhecer as outras garotas”?

“Não vamos colocar datas. Deixe as coisas se mostrarem”. Akali disse se levantando. “Vejo vocês em casa, bye”.

“Adios” Qiyana acenou para Akali, despediu-se de Senna e Yasuo e saiu porta a fora. Ekko a viu sair sem falar com ele e olhou confuso para a porta. O rapaz controlava o tempo, então simplesmente sorriu e a viu retornar para lhe dar um beijo deixando a marca de seu batom no pescoço do rapaz. “Seu rap é horrível”.

“No problem. Akali ta aqui pra ofuscar minha falta de talento”.

Ekko resistiu à vontade de apertar a coxa de Qiyana e deixou-a sair. Voltou para o seu bloco de notas. Sentia-se absurdamente motivado.


Notas Finais


Eu tive uma banda a alguns anos atrás aqui pelos arredores de SP. Tenho uma pequena vivência de estúdio.
Mas nada se compara a vida de um musico ou de uma musicista full time. Nem sei se poderia. Eu gosto de fazer musica.

Obrigado por ler.


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