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História Sleeping Sun - Capítulo 6


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Capítulo 6 - Na cova do leão


Sansa teve de trocar de roupa quando voltou para a casa. Se Lady Cersei a visse coberta de lama seria castigada, sem dúvida. Não foi ao encontro de Margaery e Lady Olenna, preferindo ir direto para seu quarto sem conversar com ninguém. A visão do machado ensaguentado ficou marcada em sua mente. Ela se perguntava que espécie de pessoa faria algo tão cruel. Lady Cersei era fria, mas Sansa não acreditava que pudesse chegar aquele ponto… ou poderia?

 

Seu quarto ficava ao lado da cozinha, de modo que ela podia ouvir toda a movimentação e o barulho que vinha de lá. Brienne gostava de gritar com os outros criados, mas não o fazia por maldade. Seu trabalho era muito estressante, principalmente agora que faltavam alguns poucos dias para o casamento.

 

Sansa gostava de Brienne, era uma mulher grande mas sabia que no fundo ela era gentil. Quase nunca conversavam, mas Brienne sempre lhe dava alguma comida que Lady Cersei não permitia que Sansa experimentasse.

 

Os gritos de Brienne foram interrompidos quando a porta da cozinha se abriu.

 

– Senhor Jaime! – ouvi-a exclamar de surpresa.

 

– Olá… eu… hum… a Lady Cersei quer saber quando o jantar vai ficar pronto. – Jaime respondeu.

 

– Ah… não deve demorar muito agora. Uns quinze minutos.

 

– Eu… hum… estive na cidade hoje e trouxe isto.

 

Houve um silêncio de expectativa.

 

– Oh… – foi a reação de Brienne.

 

– Não foi… essa que você me falou?

 

– Senhor Jaime, não posso aceitar isso.

 

– Aceite. Use no casamento.

 

– Senhor Jaime, nunca tive nada parecido com isso. Nem saberia que roupa usar.

 

– Posso mandar trazer algumas roupas da cidade também.

 

Brienne riu.

 

– Estarei trabalhando no casamento, senhor. Não poderia usar essas coisas.

 

– Use. Eu insisto.

 

Antes de Brienne responder a porta se abriu de novo.

 

– Ah… desculpem, estou interrompendo alguma coisa? – Tyrion falou.

 

– Não, só estávamos falando sobre o jantar. – Jaime respondeu, mudando o tom de voz para algo mais solene.

 

– Você deve ser a Brienne, prazer em conhecê-la. Que colar bonito! São safiras? – Tyrion quis saber.

 

– Sim… – Jaime respondeu.

 

– Pedras raras! Será um presente para a Lady Cersei?

 

Houve um silêncio constrangedor. Jaime pigarreou antes de falar.

 

– Queria alguma coisa da cozinha, Tyrion? – perguntou levemente irritado.

 

– Na verdade, estava procurando por você, Jaime. Gostaria de trocar uma palavra com você a sós.

 

– É sobre a investigação?

 

– Não, eu queria saber o que você vai vestir no casamento assim não usamos a mesma coisa. Pareceríamos dois idiotas se ficássemos exatamente iguais, não é?

 

Sansa riu consigo mesma.

 

– Com licença. – disse Jaime, e Sansa ouviu os seus passos quando saiu da cozinha.

 

– Perdoe minhas maneiras, Brienne. Eu uso humor como defesa. – Tyrion explicou. – Acho que é melhor do que usar um machado. Embora que menos eficaz, verdade.

 

Sansa ouviu a porta da cozinha fechar e depois o grito de Brienne.

 

– O que estão olhando?! Voltem ao trabalho!

 

Depois ouviu apenas o barulho de pratos e panelas no forno.

 

 

**

 

 

Tyrion fechou a porta do escritório quando Jaime entrou.

 

– Essa é a planta da casa. – o detetive explicou mostrando os papéis sob a mesa. – Pedi a um dos criados que a trouxesse para mim. Vocês instalaram uma biblioteca?

 

– Hum… sim, algum tempo atrás.

 

– Sempre quis uma, mas papai dizia que não havia espaço. Acho que ele se enganou, não foi?

 

– Aham…

 

Tyrion notou que o irmão parecia estar com os pensamentos em outro lugar, então foi direto ao assunto.

 

– Bem, Jaime, nós achamos a arma do crime.

 

Jaime voltou sua atenção a ele.

 

– Mesmo? Onde?

 

– Enterrada nos jardins. Também já temos alguns suspeitos principais, mas queria esclarecer algumas coisas com você primeiro.

 

Jaime sentou-se na cadeira defronte à mesa, repousando a mão postiça no colo.

 

– Sinto que você não está me contando toda a verdade sobre aquele jantar com Robert e os Tyrell.

 

– Contei-lhe tudo que eu sei.

 

– Mas não tudo que você fez.

 

Jaime franziu o cenho. Tyrion suspirou.

 

– Irmão… só estamos nós dois aqui, pode ser franco comigo.

 

– Não sei do que está falando.

 

– Vou esclarecer então. Estou me falando daquilo que você pensa que esconde bem, mas eu sei que acontece desde que éramos crianças. Isso te faz lembrar alguma coisa?

 

Jaime tentou não demonstrar suas emoções, mas Tyrion via o medo em seus olhos.

 

– Não sei o que pensa que descobriu, Tyrion, mas sei que está engando. Eu não escondo nada.

 

– Jaime, eu o amo, mas não me trate como um imbecil. Que tipo de detetive eu seria se não soubesse que meus irmãos tem um caso?

 

– Como se atreve…?!

 

– Por favor, poupe-me. Sua vida amorosa não me interessa. Não vim aqui para causar escândalos. Vim aqui porque você me chamou para solucionar um crime de assassinato e é só isso que estou fazendo.

 

Jaime bufou, contrariado.

 

– Isso… não tem nada a ver com a morte de Robert.

 

– Vou precisar de uma prova disso, infelizmente.

 

Jaime levantou-se, furioso.

 

– Prova?! Acha que eu mataria alguém com essa mão?!

 

– Pela Cersei? Acho que você ao menos tentaria. Robert além de ser o marido dela, era um bêbado ignorante. Já vi você ameaçar homens só porque chegaram perto da Cersei.

 

– Está bem. Sim, eu detestava o Robert. Já pensei em matá-lo também, claro. Cersei queria vê-lo morto desde que ficaram noivos, mas ela nunca fez nada e também me impedia de fazê-lo. Dizia que sem Robert nosso pai a forçaria a se casar com outra pessoa, e tinha razão. Pelo menos Robert era maleável.

 

– Nosso pai não está mais aqui. A oportunidade se apresentou.

 

– Minha mão também não está mais aqui. Sei o que vai dizer… poderíamos ter envenenado o Robert… eu cheguei a sugerir isso, confesso. Mas Cersei foi contra.

 

– Por quê?

 

– Dizia que as crianças precisavam do pai, uma figura masculina para guiá-las. “Quem será o pai delas? Você? Você nunca será o pai delas”, ela dizia.

 

Jaime abaixou a cabeça.

 

– Ela tem razão, as crianças nunca me verão como pai. – falou mais para si mesmo do que para Tyrion.

 

– Isso me leva à minha próxima dúvida. Você já sabia que Gendry era filho do Robert quando o trouxe para cá ou só descobriu depois?

 

Jaime sobressaltou-se.

 

– Como…?

 

– Faça-me o favor, Jaime! O rapaz é mais parecido com Robert do que Joffrey, Myrcella e Tommen juntos.

 

– Bem… já que descobriu… eu não sabia que ele era filho do Robert quando veio aqui. Davos era o nome do jardineiro e ele disse que era seu filho. Quando Davos morreu, Sandor me contou a verdade.

 

– Sandor? Que interessante…

 

– Sim, ele sabia de tudo. Foram ele e Davos quem orquestraram a coisa toda. Parece que obedeciam ordens diretas de Robert, queria que o filho crescesse perto dele.

 

– Não lhe ocorreu me contar esse pequeno detalhe assim que cheguei aqui?

 

– Guardamos segredo para proteger o rapaz, não queremos que Cersei descubra e faça alguma maldade. Espere… você não acha que… – arregalou os olhos. – … foi Gendry quem o matou?

 

– Meu caro irmão, você precisa aprender a juntar as peças do quebra-cabeças de forma mais rápida.

 

– Não pode ser! Ele não sabe de nada sobre isso.

 

– Como pode ter certeza?

 

Jaime não respondeu, estava em choque.

 

– Precisamos fazer algo! Não podemos deixá-lo perto das crianças, ele pode querer matá-las também por vingança…

 

– Acalme-se, homem, não vou mandar prender ninguém só por ser filho do Robert. O pobre coitado já tem que viver com esse fardo, não quero dificultar as coisas ainda mais.

 

– Mas e o machado? Você o encontrou nos jardins.

 

Tyrion encolheu os ombros.

 

– E daí? Sandor pode tê-lo escondido lá, você, até a cozinheira Brienne…

 

Jaime parou ao ouvir o nome dela. Tyrion quase sorriu.

 

– Então ela é apenas um faits divers ou as coisas com a Cersei estão piores do que eu pensei? Novamente, não me importo com sua vida amorosa, só quero solucionar um assassinato.

 

– Não sei o que está insinuando com isso.

 

– Não insinuei nada, acho até que minha pergunta foi bem direta.

 

– Brienne não tem nada a ver com isso. – respondeu, seco. – Cersei também não. Nenhuma delas matou o Robert.

 

– E eu pergunto de novo, como pode ter certeza?

 

– Ela estava comigo, a Cersei. – respondeu sem olhar para o irmão. – Naquela noite, e eu sei que ela não saiu do meu quarto até de manhã quando ouvi o grito da Sansa.

 

– E a Brienne?

 

– Ela… é honrada. Não mataria alguém dessa forma covarde.

 

– Hum… está bem, acho que já tenho o que preciso de você.

 

– Não vai contar a ninguém sobre mim e a Cersei, não é?

 

– Claro que não. Eu não faria isso com Myrcella e Tommen. Mas o Joffrey me deixa tentado… vocês não podiam ter acertado com todos os três? Tinham de fazer como nossos pais que criaram um psicopata?

 

Naquele momento a porta se abriu e Cersei avançou para dentro do escritório com Podrick atrás dela.

 

– O que significa isso?!

 

– Vai ter que ser mais específica, minha irm…

 

– Encontrei seu assistente mexendo no quarto principal mexendo em nossas coisas!

 

– Ah, sim, eu pedi ao Podrick que desse uma vasculhada no local sozinho. Você não se importa, não é? Ninguém está usando aquele quarto agora.

 

– Vocês deviam estar investigando um assassinato, não se intrometendo na vida particular de pessoas importantes.

 

– Cersei, eles acharam a arma do crime. – Jaime disse antes que Tyrion pudesse falar qualquer coisa. – Um machado. Estava enterrado nos jardins.

 

Cersei chocou-se e depois retornou ao seu acesso de fúria.

 

– E o que estão esperando?! Prendam aquele Sandor Clegane agora mesmo! Não o quero perto dos meus filhos.

 

– Não vou prender ninguém sem provas. – Tyrion falou resoluto. – Agora pare de gritar. Meu assistente tem os nervos sensíveis.

 

– Você vai fazer o que eu mandar, Duende! Essa é a minha casa.

 

– Eu vou fazer o meu trabalho, Lady Cersei. Fui contratado pelo Jaime, não por você, então vou continuar a fazê-lo do jeito que achar melhor e se Jaime encontrar algum problema nisso eu encerro a investigação e vou embora daqui agora mesmo.

 

Cersei olhou para o irmão gêmeo como se esperasse que ele também ficasse indignado, mas Jaime nada disse.

 

– Agora tenho de pedir que os dois retirem do escritório para que eu e meu assistente possamos discutir o caso.

 

Jaime teve que segurar Cersei pelos ombros e praticamente empurrá-la para a saída, ela não saiu sem antes reclamar da falta de capacidade do detetive e de como aquilo tudo era um absurdo. Podrick aproximou-se dele quando ficaram a sós.

 

– Desculpe, senhor. Eu não a vi entrando no quarto.

 

– Tudo bem, Podrick. Encontrou algo interessante?

 

– Sim, senhor. Este frasco. Estava embaixo da cama.

 

Podrick retirou o frasco dos bolsos e o entregou. Tyrion leu o que estava escrito no rótulo.

 

– Arsênico?

 

– Sim, e ainda está cheio. Eu também encontrei isso atrás do papel de parede, que pode não significar nada mas talvez confirme sua teoria de que Gendry é filho de Robert.

 

– Eu acabei de confirmá-la, mas… oh…

 

Podrick mostrou-lhe uma fotografia. Por um segundo, Tyrion pensou ser a Sansa mas logo viu que o rosto era mais velho e os cabelos eram negros.

 

– Ela é uma Stark, sem dúvida. – ele disse. – Talvez Sansa a conheça. Eu também encontrei algo interessante.

 

Tyrion foi até a mesa e abriu uma das gavetas.

 

– Cartas. Estavam em um fundo falso. Cersei não devia saber delas, senão já as teria queimado.

 

– Acha que Robert teve uma amante, senhor? Ou era apenas um…?

 

Podrick enrubesceu e não terminou a pergunta.

 

– Um faits divers? Acho que o Robert deve ter tido casos assim, mas eu não manteria meu filho de um caso extraconjugal por perto se tivesse sido algo ordinário. Talvez essas cartas nos esclareçam melhor isso. Estou curioso quanto ao arsênico e o que fazia debaixo da cama do Robert. Não lembro dele na primeira vez que entramos no quarto.

 

Tyrion olhou para o frasco pensativo.

 

– Todo homem tem seus segredos… – disse, pensando alto.

 

– O nome da loja está no frasco, senhor. Talvez possamos ir até a cidade amanhã.

 

– Sim, eu vou até a cidade. Você fica aqui e tente descobrir o que a Brienne sabe do que ocorreu naquele jantar. Ainda faltam algumas peças.

 

Podrick tremeu.

 

– Senhor… eu… não sei se…

 

– Claro que consegue interrogar a Brienne, Podrick. Tenho total confiança em você.

 

– Senhor, por favor…

 

– Prefere interrogar a Lady Olenna sozinho? Pois bem, trate de fazer o que eu mando.

 

– Eu… sim, senhor.

 

– Desculpe, Podrick, estamos com pressa para resolver isso. Não gosto de ficar onde não sou bem-vindo.

 

– Eu entendo, senhor.

 

– Ah, ouviu esse chamado? É o jantar sendo servido. Vamos logo, não queremos irritar a futura Sra. Lannister desprezando sua comida.

 

 

 

**

 

 

Sansa conseguiu sair de seu quarto apenas à noite quando todos já estavam dormindo. Presumiu que ninguém sentiu sua falta durante o jantar pois não foi chamada. Ela subiu as escadas até o quarto de Margaery e colocou um recado embaixo da porta, era um pedido de desculpas por ter sido rude e abandonado as duas mulheres Tyrell durante o chá.

 

Sentiu uma mão segurando-a pelo braço e assustou-se.

 

– Calma, querida, sou eu. – disse Joffrey com um sorriso de troça. – Pensou que era o monstro?

 

– Não, senhor. Eu… estava escuro e fui pega de surpresa.

 

– Você é tão nervosinha, não é? É bonita também. Nada de extraordinário, mas também não é de se jogar fora. O que esteve fazendo escondida a noite toda?

 

Joffrey a apertava com força. Sansa quis gritar mas não o fez.

 

– Eu não estava me sentindo bem, senhor.

 

– Minha noiva me contou que vocês tomaram chá juntas hoje. Aquela carranca da Olenna lhe assustou? Prometo me livrar daquela velha assim que eu me casar com Margaery.

 

Sansa não soube o que dizer. Joffrey continuou falando.

 

– Você pode vir conosco, comigo e a Margaery, depois que nos casarmos vamos embora desse lugar. Acho que gostaria de uma coisinha bonita como você me servindo em nossa casa. O que me diz?

 

– Senhor, está me machucando…

 

Joffrey a apertou com mais força, Sansa pensou que ia começar a chorar quando alguém o interrompeu.

 

– Fazendo um passeio noturno, sobrinho? – Tyrion perguntou. – Pensei que seu quarto era no outro lado da casa.

 

– Ninguém lhe chamou aqui, Duende.

 

– Deixe Sansa em paz, será que já não basta todo o escândalo que já circula essa casa?

 

– Quem se importa com o que eu faço com ela?

 

– A família dela se importa, sem dúvida. Os Stark e os Tully são pessoas que eu preferiria não irritar se fosse você.

 

– Bem que você gostaria de ser eu, não é? – riu-se. – Ao invés dessa coisinha deformada que você é.

 

– Senhor, por favor, não discuta com seu tio. – Sansa interrompeu. – Não vale a pena.

 

Joffrey olhou para ela e Sansa sentiu um calafrio.

 

– Está bem. Vou fazer o que a senhorita pede. Ouviu isso, tio? Não vale a pena discutir com um Duende.

 

Joffrey saiu pelo corredor aos risos. Sansa ainda estava preocupada que ele retornasse, mas não o fez.

 

– A senhorita está bem? – Tyrion perguntou.

 

– Sim, senhor. Sinto muito. Eu não disse aquilo… o senhor Joffrey…

 

– Sim, eu sei. Joffrey é um estúpido. A senhorita não é assim.

 

– Obrigada, senhor. Por ter me defendido.

 

Tyrion deu um meio sorriso. Sansa podia ver os olhos dele brilhando, iluminados pela luz da vela.

 

– Se eu fosse o Jaime, teria cortado ele ao meio. Mas não sou o Jaime, então não posso fazer isso.

 

– Isso é bom, senhor. Não quero que mate seu sobrinho por minha causa.

 

– Eu gostaria de defendê-la de verdade. Mas não posso. Não sou um cavaleiro de armadura brilhante, entende?

 

– Senhor?

 

– Senti sua falta no jantar.

 

– Eu… não estava com fome, senhor. Sinto muito.

 

– Não precisa se desculpar. Fiquei preocupado com você, só isso.

 

– Estou bem, senhor.

 

– Sabe… quando eu era criança aprendi alguns truques, contorcionismos e essas coisas. Meu pai teve raiva disso e não entendi o por que. Depois entendi que ele tinha raiva de mim e não do que eu fazia. Não importava o que eu fazia, ele sempre teria raiva de mim. Eu era uma vergonha para ele.

 

– Isso é horrível, senhor.

 

– De fato… às vezes eu estou bem, e às vezes sinto vergonha. Como se meu pai estivesse me observando. Tenho vergonha de mim.

 

– Não há nada para se envergonhar, senhor. É um homem gentil e inteligente.

 

– Obrigado. A senhorita é… adorável.

 

Sansa notou que ele pareceu triste quando disse isso.

 

– Boa noite, senhorita Sansa.

 

– Boa noite, senhor Tyrion.

 

Tyrion deu as costas para ela e saiu, deixando-a sozinha no corredor escuro.



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