História Sleepover - Capítulo 9


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Categorias ASTRO
Personagens Eunwoo, Moonbin
Tags Astro, Binu, Binwoo, Colegial Clichê, Eunbin
Visualizações 54
Palavras 2.144
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Festa, Ficção Adolescente, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


GENTE EU SÓ QUERIA DIZER QUE NÃO É PORQUE É MEU BIAS NÃO MAS O MOONBIN LOIRO É A COISA MAIS MARAVILHOSA EXISTENTE EM TODOS OS MUNDOS
TUAN DO CÉU QUE GAROTO MARAVILHOSO!
É ISTO!

Capítulo 9 - Um pouco de chocolate


Dormir com Moonbin foi uma experiência completamente agradável, diferente do que eu imaginava. Por ser filho único e não ter o hábito de trazer amigos para dormir em casa, eu cresci acostumado a dormir sozinho, o que me fez pensar que dormir com Moonbin na mesma cama não fosse dar certo. Obviamente eu estava enganado.

Moonbin pediu para que eu ficasse com a parte virada para a parede pois se sentiria sufocado caso dormisse daquele lado e eu acatei, já que eu nunca me importei com isso.

Ele dormia de forma calma e mal se mexia durante a noite, diferente do que eu imaginei. Eu havia deitado já preparado para acordar de madrugada com pés na minha cara ou sem meu cobertor, mas isso não aconteceu. Se não fosse seu peito subindo e descendo, eu poderia achar que ele não estava vivo.

Como de costume eu acordei cedo. O relógio na estante ao lado da cama apontava seis e meia da manhã. Mesmo em dias de sábado, acordar cedo e estudar fazia parte da minha rotina, mesmo que nas últimas semanas eu só tenha acordado mesmo.

Fiquei alguns minutos sentado do meu lado da cama, observando Moonbin dormir. Ele parecia tão vulnerável e inocente daquela forma. Eu não queria acorda-lo, então fiquei observando e calculando o espaço que eu tinha para sair da cama sem esbarrar em seu corpo imóvel.

Depois de dez minutos em vão, acabei desistindo e só passando por cima dele mesmo, esbarrando uma das pernas em sua coxa e recebendo um resmungo em resposta.

Eu já podia me sentir mais leve agora que as coisas haviam se resolvido entre eu e Moonbin. Peguei meus materiais de estudo e fui para a mesa de jantar para não atrapalhar o sono do garoto.

Conseguir me concentrar e resolver aqueles cálculos com a facilidade que eu costumava ter, me fez sentir uma paz imensa. Finalmente as coisas haviam voltado ao normal. Fiquei por algum tempo revisando as matérias atrasadas para recuperar o tempo perdido da última semana.

─ Você sempre acorda cedo assim? ─ Ouvi a voz sonolenta de Moonbin.

Virei minha atenção para ele e sorri. Fiquei na dúvida se desejava bom dia, já que o bom humor matinal não é algo que todas as pessoas possuem.

─ Eu te acordei? ─ Perguntei baixinho, mesmo vendo que já se passavam das oito.

Ele bagunçou a cabeça em negativa.

─ Eu acordei para ir no banheiro e não te vi na cama. ─ Contou.

Aquela frase fazia a situação parecer estranha. Ao menos para mim.

─ Está estudando? ─ Ele perguntou, se sentando ao meu lado na mesa.

─ Estou colocando os conteúdos em dia. ─ Vi que ele observava minhas anotações enquanto eu falava. ─ Quer estudar comigo? ─ Perguntei.

Ele pareceu se assustar com aquela pergunta, pois o vi arregalar os olhos e chegar o corpo levemente para trás.

─ Eu não sei tanto quanto você. ─ Bagunçou os cabelos com uma das mãos, me mostrando um sorriso desconcertado.

Eu pude ver um pouco de mágoa no fundo de seus olhos castanhos.

─ Você pretende fazer faculdade? ─ Ele me encarou sorrindo ao ouvir aquela pergunta.

─ Eu vou tentar uma bolsa na faculdade de dança de Hongdae. ─ Seu sorriso se alargou ainda mais. ─ Meu padrasto disse que eu vou passar fome se fizer esse curso, mas eu não me importo de passar fome um tempo e fazer o que amo, sabe. E você?

Seus olhos possuíam um brilho que misturado àquele sorriso carregado de paixão, o deixava ainda mais bonito. Era incrível como em menos de um dia minha visão sobre ele conseguiu mudar tanto.

─ Você e seu padrasto se dão bem? ─ Perguntei, mesmo temendo a resposta.

Pude ver seu sorriso se desfazer rapidamente.

─ Nós não nos vemos muito, sabe? Moramos juntos mais para evitar o serviço social até eu ficar maior.

─ Eu sinto muito por isso. ─ Falei de forma sincera.

Ele sorriu mais uma vez.

─ Não sinta. ─ Ele levantou o olhar para se encontrar com o meu. ─ Minha mãe e meu pai se divorciaram quando eu era bebê. Então minha mãe se casou com meu padrasto há dez anos. ─ Ele começou a me contar e eu tentei não focar demais em seus lábios se mexendo. ─ Então no ano passado meus pais se reencontraram e resolveram fugir juntos para o Japão e me deixar aqui.

Ouvindo daquela forma, os pais dele pareciam não girar bem das ideias. Como eles poderiam largar o filho para trás assim?

─ Wow! ─ Exclamei. ─ Que loucura. ─ Foi tudo que eu consegui dizer naquela situação.

─ Mas eu entendo eles, sabe? ─ “Entende? – Perguntei, mentalmente. ” ─ As pessoas fazem coisas loucas quando se apaixonam.

Cheguei à conclusão de que Moonbin era tão louco quanto os pais, não era possível.

─ Você já se apaixonou? ─ Acabei perguntando no impulso, mesmo que não me importasse com a resposta.

Ele parou um tempo para pensar sobre a pergunta. Olhando por aquele lado, eu nunca o havia visto em um relacionamento na escola, nem mesmo em rolos sem compromisso.

─ Eu me apaixonei pela minha ratinha no dia em que a levei para casa. ─ Falou, mostrando a língua e piscando um dos olhos.

Balancei a cabeça, negando.

─ Idiota. ─ Comentei, sorrindo. ─ E onde ela está agora?

─ Deixei ela na veterinária. Achei que seria uma festa com gente bêbada e desgovernada, fiquei com medo de traze-la. ─ Explicou.

Acabei concordando com a solução, apesar de achar um absurdo ter passado pela cabeça dele que eu daria uma festa com bebidas.

─ A proposta de estudar ainda está de pé? ─ Ele perguntou, depois de alguns minutos em silêncio.

Acabei me animando com a ideia. Estudar era algo que eu realmente gostava de fazer e de alguma maneira, incluir Moonbin no meu mundo me deixava animado. Talvez, mas só talvez, pudéssemos ser amigos.

Como eu sabia que estudar não era algo tão recorrente para ele quanto para mim, preparei um cronograma curto com matérias que cairiam em nossa próxima prova. Sair vomitando todos os conteúdos de uma vez, só deixaria a experiência ruim e eu queria que ele se divertisse tanto quanto eu.

Acabei sendo uma espécie de professor para ele. As partes que ele não processava direito, eu esclarecia e seguíamos em frente. Acabei me surpreendendo com como ele assimilava as informações rápido. Talvez ele não fosse tão vazio quanto eu pensava.

─ Wow. Você realmente entendeu isso tão rápido? ─ Acabei não conseguindo conter a pergunta. Nem mesmo JiYong conseguia acompanhar as coisas em tão pouco tempo.

─ Você me explicou como fazer. ─ Ele deu de ombros.

─ Tem certeza que você é o mesmo garoto da fotossíntese? ─ Eu estava realmente espantado com aquilo.

─ Você realmente guarda mágoas disso? ─ Balancei a cabeça, afirmando. ─ Eu tinha uns onze anos. ─ Ele se explicou, fingindo estar chateado comigo.

─ Eu tirei um oito em ciências por causa daquilo. ─ Dessa vez falar sobre aquilo não parecia ter um peso tão grande quanto tinha antes para mim.

─ Desculpa, na época eu realmente achava que se tratava de borboletas. ─ Ele falou, envergonhado e eu não consegui controlar a risada.

Moonbin ficava fofo envergonhado.

Voltamos aos estudos e quanto mais exercícios resolvíamos, mais eu percebia que na verdade ele era muito inteligente e seguia as regras à risca. No mesmo momento eu entendi o incidente com a prova de matemática. Ele fazia da forma como aprendia a fazer, mesmo que desse mais trabalho.

Demos uma pequena pausa de dez minutos para Moonbin ir buscar sua mochila. Mesmo que já tivéssemos todo o material necessário ali, concordei com a pausa.

Assim que ele voltou com a bolsa, abriu o bolso maior que estava cheio de salgadinhos e doces. Uma combinação bem saudável para um dançarino.

─ Você pediu uma pausa para comer pepero de chocolate branco? ─ Perguntei fingindo irritação, mas roubando um palitinho de dentro do saco.

─ Estudar demais faz mal para saúde. ─ Ele rebateu.

─ E comer besteira faz bem. ─ Afirmei, zombeteiro.

A companhia de Moonbin parecia tão natural para mim naquela manhã de sábado que se eu mesmo dissesse para mim que não somos amigos há anos, eu diria que eu estava mentindo.

A manhã acabou se passando depressa, já que nós dois nos mantivemos ocupados estudando. Meus pais chegariam com o almoço em algum momento e então teríamos de ir comprar as malditas camisetas para ir assistir a luta.

Talvez ase eu fizer um bico infantil e um pouco de aegyo eu convença meu pai a me deixar ficar.

─ Vai querer voltar a estudar? ─ Moonbin perguntou, me estendendo o pacote de pepero para que eu pegasse um.

─ Quer fazer outra coisa? ─ Perguntei, mordendo um pedaço do chocolate.

Cha Eun Woo querendo fazer algo que não é estudar? Confesso que se eu me visse nesse momento, eu não me reconheceria.

─ Quer aprender a dançar? ─ Ele perguntou, com um olhar de criança querendo brinquedo.

─ Não. ─ Respondi, rindo.

Talvez ontem eu tivesse topado essa loucura que é dançar, mas eu não estava em um momento muito são. Acredito até que eu estava possuído pelo espirito de ragatanga.

─ Vai ser divertido, vamos. ─ Ele voltou a me encarar com aqueles olhos pidões.

Por meio segundo eu quase cedi.

─ Eu não sou bom nisso de dançar. Melhor não.

─ A pratica leva a perfeição. Vamos?

Droga. Estava cada vez mais difícil negar algo a ele com aquele sorriso idiota no rosto.

─ Que tal se jogarmos? ─ Ele sugeriu ao ver que eu ainda hesitava. ─ Se eu ganhar, eu te ensino uma coreografia. Se você ganhar eu faço algo que você queira.

Deus sabe que eu só topei porque se eu ganhasse seria uma boa para mim. Tipo fazer ele arrumar meu quarto enquanto eu estudo, ou cozinhar para mim. Mas Ele sabe que eu topei antes de saber que jogo seria.

Maldita cabeça que só pensa quando se trata de estudar.

─ Você quer mesmo fazer isso? ─ Perguntei ao vê-lo pegando um palito de chocolate no saco. Ele confirmou e colocou a base do palito entre os dentes.

“Vamos, Eun Woo, pense nas comidas gostosas que você pode fazê-lo cozinhar para você. “ ─ Me incentivei mentalmente.

─ Você cozinha bem? ─ Perguntei apenas para confirmar, recebendo um sim sussurrado entredentes.

Me aproximei e comecei a morder a ponta do palito de chocolate. A tarefa era só deixar o menor pedaço possível, não era tão difícil. Continuei comendo o chocolate até chegar a uma distância ‘perigosa’. Moonbin me olhava com um sorriso sacana, claramente tentando me intimidar para que eu perdesse. Continuei mordendo lentamente o máximo possível, até que cheguei na mordida final.

Nossos lábios acabaram se encostando por poucos segundos no processo, o que me fez tapar a boca com uma mão e me jogar no chão, envergonhado.

─ Competitivo. ─ Ele observou, indo medir o pedaço que havia ficado.

─ 5 cm.

Não era um número tão ruim assim.

Logo, Moonbin já havia deixado o pedaço em cima do meu caderno e pegou outro palito, me entregando.

Posicionei a base entre os dentes e segurei o palito com os lábios. Ele veio se aproximando de forma rápida, me dando pouco tempo para pensar. Seu rosto chegava mais perto, enquanto sua mão direita veio para meu pescoço de modo completamente desnecessário. Ele queria mexer com meu psicológico para me fazer desistir, mas aquilo não iria acontecer. Quando ele iria dar a última mordida, levei minhas mãos para a sua cintura e apertei, fazendo ele rir e soltar o palito.

─ Hey, você roubou. ─ Ele reclamou.

─ É claro que não. Eu só me apoiei em você, você também estava me segurando. ─ Informei.

Ele parecia realmente irritado com aquilo.

─ Não valeu. Segura sem fazer cócegas. Vamos de novo. ─ Ele ditou, já pegando outro palito.

Eu queria recusar e dizer que eu já havia ganhado, mas acabei cedendo e deixando ele tentar outra vez.

Apoiei minhas mãos em sua cintura sem colocar força e ele levou ambas as mãos para o meu rosto, o segurando enquanto mordia o palito de chocolate. Desta vez ele ia sem pressa e mantinha os olhos na extensão entre nossos lábios. Quando chegou na última mordida, nossos lábios voltaram a se tocar, mas desta vez por um pouco mais de tempo, já que ele demorou a terminar de morder.

Eu já estava pronto para pegar a régua e medir o pedaço que havia sobrado, quando reparei que meus pais estavam assistindo aquela cena há poucos metros de distância com nosso almoço nas mãos.

E eu só queria cavar um buraco e me jogar lá dentro. 


Notas Finais


Eu tava aqui pensando...
Cara, eu tenho 21 anos e ao invés de arrumar um namoradinho ou uma namoradinha eu fico tendo orgasmo com video de interação Binwoo no youtube kkk
To vivendo da forma certa. Amém Tuan


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