História Sleepwalking - Capítulo 10


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Jogos Vorazes (The Hunger Games)
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Palavras 1.944
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Ficção, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Sobrenatural
Avisos: Álcool, Drogas
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 10 - Indo as compras


Fanfic / Fanfiction Sleepwalking - Capítulo 10 - Indo as compras

   Emilly se levantou do sofá, se espreguiçou e deu um sorrisinho pra mim. 
 - Mel, vamos conversar com eles? Precisamos ir ao mercado, não vamos conseguir viver de comida industrializada, ainda mais sem saber o que elas são exatamente. - Sua expressão de nojo acabou me fazendo rir e logo assenti, Emy indicou as escadas e cruzou os braços. - Qual tentaremos convencer? 
 - O Ethan é o mais simpático, né? Ou o Thomas... - Olhei para o garoto deitado no sofá, o cutuquei no ombro mas não surtiu efeito algum, lancei um olhar surpreso para a Emy que começou a rir. 
 - Meu Deus! Ele deve estar acabado, deixa ele dormir, a gente chama o Ethan mesmo. 
 - Acabado mesmo, parece um defunto. - Revirei os olhos, me levantei dando uma ajeitada no cabelo e então a segui para o andar de cima. 
 O andar estava silencioso, me perguntei se eles já teriam ido se deitar. Era muito cedo para todos estarem tão cansados assim, a não ser que o trabalho deles fosse realmente horrível ​e exaustivo. Emilly bateu na porta do quarto e o Ethan abriu poucos segundos depois. Ele estava de bermuda e regata, seu cabelo estava molhado e segurava uma toalha pequena em uma das mãos, secando o cabelo sem muita paciência. 
 - E ai?! - Ele sorriu e foi se sentar na cama, deixando a porta aberta para nós duas. 
 - Ethan, seu lindo... - Me sentei na ponta da cama ao lado dele e uma de suas sobrancelhas se ergueu pra mim, Emy começou a rir. 
 - Você veio aqui me cantar? Bom, eu sabia que era encantador, mas não tanto a esse ponto... - Ele respondeu com o ar sarcástico e eu estreitei os olhos. 
 - Ah claro! Nós duas estamos encantadas com você, por isso viemos até aqui ver se você está disponível - Me aproximei do rosto dele, que dessa vez pareceu ligeiramente corado e surpreso. - para nos levar até o mercado, não temos nada para comer aqui. - Dei dois tapinhas de leve seu ombro e ri.
 - Por favorzinho? - Emilly juntou as mãos o encarando com aquele olhar pidão. 
 - Hum... Não tinha parado pra pensar na comida de vocês. - Ele admitiu e deixou a toalha de lado. - Tá legal, só porque eu sou um cara bacana. Avisem para os meninos enquanto eu calço um sapato, ok? 
 - Sim senhor! - Respondi e passei o braço por cima do ombro de Emy, saindo do quarto dele e indo para a porta do Adrian. 
 Dei três batidinhas e ele gritou que estava aberta, entramos no quarto e o encontramos deitado na cama com a maior cara de preguiça. 
 - Pois não? - Ele tirou os olhos da revista que segurava e nos encarou. 
 - O Ethan pediu para avisar que vamos ao mercado. - Emy respondeu. 
 Ele deixou a revista de lado e franziu a testa, assentiu enquanto encarava o teto. 
 - Entendi, mas por que agora? A gente sempre vai na segunda semana do mês. 
 - Porque nós não temos o que comer aqui... - Emy parecia um pouco sem graça por tirar eles da rotina e na verdade eu também estava. 
 - Eita, verdade hein. As comidas de vocês são muito diferentes? - Adrian sentou-se com os pés pra fora da cama. - Acho que vou junto então, ia esperar para o dia de compras mas é capaz deles quererem já pegar tudo pra não ter que comprar duas vezes. 
 - Beleza, a gente espera lá embaixo então. - Sorri e fui saindo do quarto com a Emy. - Avisa o Léo? 
 Nós poderíamos avisar, mas ele não era a pessoa mais receptiva do mundo e me deixava um pouco nervosa, além disso ainda escondia um alçapão no quarto, coisa de gente maluca. 
 - Tá, aviso! - Adrian disse fazendo um joia, e nós saímos do quarto encostando a porta novamente e descendo para a sala.
  Havia sido mais fácil convencer eles do que imaginávamos que seria, basicamente só pedimos e fomos atendidas sem maiores questionamentos; Afinal eles não eram pessoas ruins, estavam nos dando um lugar para ficar e até nos levariam para comprar uma comida do nosso agrado. Bom, um deles era meio hostil, mas apesar da esquisitice não sabíamos de nada que o fizesse ser uma pessoa má. Não demorou para que eles descessem, Thomas continuava largado no sofá, capotado como a Bela adormecida, Adrian e Ethan não perderam tempo tentando acorda-lo de modo sútil e delicado, simplesmente pularam em cima dele, que acordou assustado e um tanto esmagado. 
  - AU! O que vocês estão fazendo? - Thomas tentava empurrá-los para fora do sofá, mas parecia inútil. Emy e eu só conseguíamos rir daquela cena. - SAI FORA!
  - A gente tá indo pro mercado, vai ficar em casa seu bunda mole? - Ethan se levantou. - Já vamos fazer a compra do mês. 
  - Em que dia a gente tá? - Ele perguntou enquanto derrubava o Adrian no chão, que caiu feito um saco de batatas.
  - Não está na época, mas as visitas não estão habituadas com a nossa gororoba. - Ethan respondeu e Adrian se levantou do chão rindo. - Você vem ou não? 
  - Vou né. - Ele ergueu os braços estralando suas costas e se levantou. - Vou pegar a carteira, aguentem ai. - Thomas correu para o andar de cima. 
  - Podem relaxar os corações meninas, hoje nós vamos de carro! Carregar compras de moto é meio chato. - Ethan deu uma piscadela pra gente, foi até a caixinha preta que ficava grudada na parede, abriu-a e digitou uma espécie de senha, a estante de livros se moveu para o lado esquerdo devagar e fiquei boquiaberta. - Que cara é essa? - Ele riu olhando de mim para a Emy, me virei pra ela e vi que estava tão impressionada quanto eu. 
  - Cara, que incrível! Como vocês fizeram isso? De quem foi a ideia? - Emy disparou uma pergunta atrás da outra e eu apenas cocei a nuca, imaginando o que viria a seguir. 
   - É maneiro né? - Ele deu um meio sorriso e fez sinal para que nos aproximássemos. Tinha uma escadaria que levava para um lugar abaixo da sala, um cômodo que nem imaginávamos que existia. Quantos segredos a mais aquela casa possuía? - THOMAS, NÃO PRECISA SE MAQUIAR NÃO. NÃO É UM DATE, SÓ VAMOS NO MERCADO CARINHA. - Ethan gritou para o amigo de repente. 
   - Nossa é muito legal, muito! - Emy respondeu indo para o lado de Ethan. - O que tem aqui embaixo? 
  - Carros, máquinas, fios... A gente usa de garagem, mas acabamos guardando algumas coisas velhas também. Nunca se sabe quando pode ser útil né?! 
  Thomas finalmente desceu, estava com uma blusa de linha cinza. Léo e Adrian pigarrearam quando Ethan e Emy desceram as escadas enquanto eu dei uma travada antes de descer o primeiro degrau, virei pra trás olhando para eles, dei um sorrisinho sem jeito e perguntei se queriam descer na frente. Adrian segurou minha mão, balançou a cabeça negativamente e foi descendo me levando junto com ele. - Já está na hora de confiar na gente, não acha? 
   - Não é que eu não confio, é que é um lugar estranho... - A escada parecia enorme. 
  - Mellanie, você não tem o que temer... Somos legais, não vamos fazer mal a vocês, estão morando com a gente até conseguirmos mandar vocês de volta... - Ele parou para me encarar e eu assenti. 
   - O nome dela é Amélia, garanhão. - Léo passou por nós e deu um tapa na cabeça dele, acabei rindo. 
   - O que? - Adrian perguntou. 
   - Meu nome é Amelia, você podia decorar né? Assim talvez eu pudesse pegar mais confiança. - Soltei a mão dele e fui descendo o resto das escadas sozinha.  
   - Mellanie é mais bonito, devia ficar feliz. - Adrian respondeu meio contrariado descendo atrás de mim e sendo seguido por Thomas. 
   - Obrigada? - Respondi. 
  - Nossa, eu não fazia ideia de que a casa de vocês tivesse um andar subterrâneo! - Emy falou ao terminar de descer. Foi para perto de uma das máquinas que se parecia com algum tipo de jogo. 
  - Achamos mais seguro um lugar com duas saídas. - Ethan deu de ombros. Logo estávamos todos na garagem, que era definitivamente a mais estranha que eu já tinha visto. As paredes estavam repletas de aparelhos grandes que eu não tinha noção da serventia, mas Emy parecia estar numa loja de brinquedos, seus olhos até brilhavam. - EI! Não mexa em nada! - Ethan olhou sério para Emy que recuou antes de encostar em algo que não devia.  
  - Eu dirijo! - Léo pegou a chave de um dos carros que estava pendurada e girou no dedo.
 - Por que não vamos todos juntos hoje? - Ethan perguntou e Léo ergueu uma sobrancelha. - A gente nunca pega folga juntos, amanhã demos essa sorte, por que a gente não aproveita? 
  - O que você acha Adrian? - Léo perguntou se estava tudo bem em aproveitar a folga deles, isso eu não consegui entender, será que eles faziam alguma coisa errada que o Adrian não curtia? 
  - Numa boa cara, acho que estamos precisando mesmo. - Ele respondeu, mas Léo encarou Thomas por um momento. 
  - Numa boa? - Léo perguntou pra ele e ele assentiu, pegando outra das chaves que estavam penduradas e jogando pra ele, que pegou no ar e jogou de volta a que tinha pego antes.
   Thomas pendurou a chave e fomos para o carro maior, que mais se parecia com uma Van, era comprida, alta, preta e suas janelas estavam com vidro fumê. Léo sentou no banco do motorista e Thomas ao seu lado e o resto de nós nos espalhamos pelos bancos de trás. 
   - O que eram aquelas maquinas? - Emy perguntou. 
   - Equipamentos velhos do serviço, muita coisa nem funciona, mas as vezes conseguimos usar alguma peça... - Thomas respondeu virando a cabeça pra ela. 
   A garagem não parecia ter saída, fiquei imaginando se o carro atravessaria a parede como nos filmes, mas talvez fosse loucura demais, até mesmo para aquele lugar. Não consegui ver o que eles fizeram, mas de repente o carro começou a ficar inclinado, com a traseira mais alta do que a frente. Léo deu partida e descemos por uma rampa, ele acelerou enquanto descíamos, apertei as mãos no banco e não pisquei por um momento sequer, então o carro ficou reto por um instante, mas em poucos segundos começou a subir uma ladeira tão escura quanto a rampa, finalmente saímos do que parecia ser um buraco de terra e chegamos ao lado de fora, mas não estávamos em frente a casa deles. 
   - A gente estava andando por baixo da terra? - Perguntei sem ter certeza de que queria saber a resposta. 
   - Uhum. - Adrian respondeu ao meu lado e ouvi o Léo rindo. 
   - O que foi? - Perguntei e me estiquei mais pra frente. 
   - Nada. - Ele balançou a cabeça negativamente e continuou focado no caminho. 
   - Gente, vocês tem umas coisas tão legais aqui, querem mesmo ir embora? - Emilly perguntou.
  - Perder nossos brinquedos seria a parte ruim. - Ethan admitiu. - Temos bastante coisa porque construímos, mas não compra nossa liberdade...  
   Naquele momento nem eu e nem ela tivemos o que responder. Nada podia comprar a liberdade de alguém, nós sabíamos bem disso, em vários lugares houveram inúmeras injustiças desse tipo que resultaram em mortes em busca da justiça por uma vida melhor.
   
  



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